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João Nassif
Por João Nassif 30/05/2019 - 11:25

A competição de futebol mais antiga que se tem notícia na América do Sul foi disputada pela primeira vez em 1900 e reuniu times da Associação Argentina com sede em Buenos Aires, times de Rosário Central também na Argentina e times da Associação Uruguaia de Futebol.

O torneio foi chamado de Competição do Tie-Cup – Primeira Divisão e o troféu uma doação de Mr. Francis Boutell presidente da Associacao Argentina de Futebol no ano de estreia do torneio.

O torneio foi disputado até 1919, à exceção de 1910 e o maior vencedor foi Alumni Athletic Club de Buenos Aires que foi fundado em 1898 e extinto 15 anos depois.

O primeiro título do Alumni foi conquistado na segunda edição do torneio em 1901, foi novamente campeão dois anos depois e a partir de 1906 iniciou uma série de quatro títulos, chegando ao tetra campeonato em 1909.

Argentino Belgrano no início do século XX

O torneio teve 19 edições e os argentinos foram 13 vezes campeões. Além do Alumni o Rosário venceu três vezes, Belgrano, Boca Juniors, River Plate e San Isidro ganharam uma vez cada um.

Os uruguaios foram seis vezes campeões. O Montevideo Wanderers venceu três, o Nacional duas e o Peñarol apenas uma vez.  
 

João Nassif
Por João Nassif 29/05/2019 - 16:23

A Copa Africana de Nações envolve a cada dois anos os 54 países filiados à Confederação Africana de Futebol e tem sua fase final disputada num único país desde sua primeira edição em 1957.

A sede no torneio de estreia foi o Sudão e contou com apenas três participantes. A África do Sul seria a quarta seleção no torneio, mas foi desqualificada em virtude à politica do apartheid do governo na época. O campeão foi o Egito.

Egito que irá sediar a 31ª edição é o maior vencedor da Copa com sete títulos conquistados. Camarões com cinco títulos e Gana com quatro são depois do Egito as seleções que mais venceram o torneio.

Camarões, campeão africano de 2017

Camarões, aliás que deveria sediar o torneio que será disputado entre junho e julho próximos, mas o país não foi liberado pela Confederação Africana por não ter cumprido algumas condições conforme o estabelecido pela Confederação. Camarões será sede do torneio em 2021.

Para esta 31ª edição, seis seleções jogaram uma pré-classificação, classificando-se três para a disputa das eliminatórias que foram compostas por 12 grupos com quatro seleções em cada um, pois o Egito como anfitrião já estava classificado. Mesmo assim participou da fase de classificação ficando em segundo lugar em seu grupo.

A fase final será disputada por 24 seleções que formarão seis grupos na primeira fase. O torneio terá início no dia 21 de junho e a final está marcada para 19 de julho.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/05/2019 - 22:54Atualizado em 29/05/2019 - 12:58

Entre o final de 1980 e o início de 1981 foi disputado em Montevideo no Uruguai a Copa de Ouro dos Campeões Mundiais, conhecido como Mundialito.

Até então seis seleções haviam conquistado a Copa do Mundo e todas, à exceção da Inglaterra que desistiu de participar estiveram presentes. No lugar dos ingleses foi convidada a Holanda que havia sido vice-campeã nos dois Mundiais anteriores. 

Uruguai campeão do Mundialito

Foram formados dois grupos com três seleções em cada um e os primeiros colocados foram para a decisão.

No grupo A o Uruguai terminou em primeiro com duas vitórias sobre Itália e Holanda, ambas por 2x0. Italianos e holandeses empataram seu jogo em 1x1.

No grupo B o Brasil terminou em primeiro pelo maior saldo de gols contra a Argentina que ficou em segundo. A Alemanha Ocidental foi a terceira colocada com duas derrotas, para o Brasil por 4x1 e para a Argentina por 2x1. Brasileiros e argentinos empataram em 1x1.

Na decisão perante mais de 71 mil torcedores no Estádio Centenário os donos da casa derrotaram a seleção brasileira por 2x1 e garantiram o título da única Copa Ouro dos Campeões Mundiais disputada em toda história.
 

João Nassif
Por João Nassif 27/05/2019 - 11:35

Thiago Ávila *

A Formula 1 chegou ao circuito mais charmoso do calendário: Monte Carlo. As estreitas ruas de Mônaco sempre nos proporcionam um show de pilotagens e diversos acidentes nas muretas do traçado. Por esses motivos, é praticamente impossível ultrapassar durante a corrida, e quando há alguma é de se aplaudir de pé!

As Mercedes chegaram no principado isolados na liderança e com cinco dobradinhas consecutivas, um recorde histórico na categoria. Os fortíssimos carros alemães tinham tudo para fazer mais uma ao fazerem P1 e P2 no treino de sábado, com Hamilton a frente de Bottas. Verstappen fez um excelente terceiro tempo, com Vettel em quarto. Charles Leclerc, piloto da casa, foi prejudicado por uma “desestratégia” da Ferrari em não pô-lo na pista para uma segunda tentativa no Q1, e largou apenas em 15º.

A corrida que tinha tudo para ser um saco, começou a ficar bom quando o monegasco arranjou um mero espaço na lenta curva do Grand Hotel para ultrapassar a McLaren de Lando Norris. O monegasco estava afiado e na sétima volta foi ousado ao ultrapassar Romain Grosjean na estreita curva do Casino. Duas voltas depois, na mesma curva, a próxima vítima seria Nico Hulkenberg, mas se afobou demais e acertou a roda traseira direita na mureta, acabou rodando. O pneu acabou furando e a asa traseira foi danificada. Leclerc parou mais três vezes até ser obrigado a abandonar.

Se não há mais Leclerc para salvar Mônaco, existe Max Verstappen. Com o Safety Car acionado, o holandês conseguiu uma ultrapassagem roda a roda sobre Bottas NA SAÍDA DOS BOXES! O novo pneu do finlandês não durou uma volta até furar e ter que fazer uma nova parada. O SC saiu na volta 17 e o ordem de classificação era Hamilton, Verstappen, Vettel e Bottas. Em seguida Verstappen recebeu uma punição de cinco segundos pela manobra perigosa nos boxes.

Mas isso não abalou o garoto prodígio da Red Bull, que azucrinou a vida de Hamilton pelas 61 voltas restantes e ganhou o prêmio de Piloto do Dia com méritos. Max terminou em segundo, mas a punição o jogou para quarto e o sumido Vettel herdou o lado direito do pódio.

O resultado põe o pentacampeão Lewis Hamilton mais líder do que nunca a 17 pontos sobre Valtteri Bottas, Sebastian Vettel assume a terceira posição, seguido de Verstappen e Leclerc. A direção de prova impediu que o holandês quebrasse a hegemonia de dobradinhas da Mercedes, mas Seb o quebrou. 

A temporada 2019 da F1 segue com domínio total dos flechas prateadas, mas quem sabe poderemos ver um equilíbrio nas próximas etapas. Que venha Montreal!


* Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 27/05/2019 - 09:15

O Campeonato Mundial de Futebol sub-17, promovido e organizado pela FIFA é uma competição de seleções para jogadores até 17 anos. O campeonato que começou a ser disputado em 1985 é realizado a cada dois anos e agora em 2019 a sua 18ª edição terá o Brasil como sede.

A Nigéria é a maior vencedora com cinco títulos, em 1985, 1993, 2007,2013 e 2015. A seleção brasileira é a segunda com mais títulos, em 1997, 1999 e 2003. Gana e México foram campeões duas vezes e com apenas um título as seleções da Arábia Saudita, França, Inglaterra, Suíça e União Soviética.

Nigéria sub-17 em 2013

A Inglaterra é a última campeã derrotando a Espanha por 5x2 no torneio disputado na Índia. A seleção brasileira decidiu o terceiro lugar e derrotou a seleção de Mali por 2x0.

O Brasil venceu seu último título em 2003 na Finlândia derrotando na final a Espanha por 1x0. Para chegar à decisão a seleção brasileira ficou na primeira colocação na fase de grupos derrotando Portugal por 5x0 o Iêmen por 3x0, além de empatar em 1x1 com a seleção de Camarões.

Nas quartas de final o Brasil derrotou os Estados Unidos por 3x0 e nas semifinais bateu a seleção colombiana por 2x0.

Do time campeão mundial sub-17, dois jogadores que fizeram história no futebol brasileiro, o volante Arouca, atualmente sem clube e o goleiro Marcelo Lomba, formado na base do Flamengo e hoje destaque do Internacional de Porto Alegre.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/05/2019 - 12:39

Ontem aqui no Almanaque da Bola registrei a disputa entre Egito e Argélia valendo vaga para a Copa do Mundo de 1990 na Itália.

A vitória dos egípcios por 1x0 após as duas seleções terem empatado em 0x0 na Argélia, gerou um tumulto de graves proporções, pois os argelinos não aceitaram a confirmação do gol alegando que seu goleiro havia sofrido falta no lance do gol.

A pancadaria rolou solta no Cairo com os atletas da Argélia partindo para cima do árbitro que demorou quase 10 minutos para chegar ao vestiário. A briga se estendeu pelas arquibancadas com os argelinos atirando vasos de terra sobre o público.

Belloumi

A culpa pelo tumulto recaiu sobre o atacante argelino Belloumi que foi condenado a cinco anos de prisão por um Tribunal do Egito. Inclusive seu nome entrou na lista da Interpol, pois estava fora do Egito quando de sua condenação.

Belloumi só deixou de ser foragido pela organização internacional em abril de 2009 graças aos esforços das duas nações às vésperas de novo encontro entre as seleções pelas eliminatórias para o Mundial de 2010. 
 

João Nassif
Por João Nassif 25/05/2019 - 22:33Atualizado em 26/05/2019 - 07:36

No final de 1989 Egito e Argélia disputaram em duas partidas uma vaga para o Mundial do ano seguinte que foi realizado na Itália. As duas nações alimentavam rivalidade história motivada pelo processo de independência argelina durante a década de 1950.

Na África muitos países lutavam pela independência. Muitos jogadores argelinos abandonaram seus clubes europeus e formaram uma equipe da Frente de Libertação Nacional (FLN), o movimento armado contra a ocupação francesa em seu território.

O selecionado atuou no Norte da África, na Ásia e no Leste Europeu com a ambição de divulgar o movimento armado pelo mundo. 

Seleção da FLN

O governo do Egito apoiou a guerra da independência argelina, mas não teve a mesma postura com relação ao futebol, pois os egípcios temiam represálias por parte da FIFA caso medissem forças com o selecionado rebelde. O Egito era um dos fundadores da Confederação Africana de Futebol e a FIFA não reconhecia o selecionado da FLN.

Mesmo assim a decisão da vaga para a Copa da Itália foi confirmada, no primeiro jogo em Constantina na Argélia houve empate em 0x0 e na segunda partida no Cairo o Egito venceu por 1x0 e ganhou o direito de participar pela segunda vez de uma Copa do Mundo.
 

Tags: Egito Argélia FLN

João Nassif
Por João Nassif 24/05/2019 - 12:02

Meu amigo Geraldo Caciatori conta uma história interessante que aconteceu quando o Esporte Clube Metropol se preparava para a excursão à Europa em 1962.

O técnico era Ivo Andrade que estava dando uma preleção quando o Diomício Freitas, um dos donos do clube abriu a porta e entrou no vestiário O treinador imediatamente o mandou sair. 

No lado de fora estavam o Santo Guglielmi, também dono do clube, o Dite, o Dilor, o Dilson, o Reginaldo e o Realdo. Imediatamente o Diomício mandou o Dite entrar no vestiário e demitir o técnico. Dite cumpriu a ordem na frente de todos os jogadores.

Na volta, o Dite obediente perguntou ao pai o motivo da demissão. Diomício falou, depois te conto. Foi então que o Santo disse: “manda quem pode e obedece quem precisa”.

No dia seguinte, Dite convidou o Caznok para ser o técnico na viagem ao Velho Continente, Caznok que era técnico do Comerciário e tinha sido vice-campeão da LARM.

Metropol rumo à Europa

Convite aceitou surgiu um problema, Caznok não tinha carteira de técnico da CBD e não poderia viajar à Europa como treinador. A saída encontrada foi convidar Jucílio Fernandes que era massagista do Marcílio Dias que tinha a tal carteira e estava em dia com o pagamento das taxas cobradas pela entidade. 

Resultado, o massagista do Metropol Romeu Selling foi cortado da delegação e o Jucílio foi o massagista e roupeiro do time na viagem à Europa.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/05/2019 - 16:25

Em 2009 a Confederação Brasileira de Futebol reformulou o calendário nacional ao diminuir de 64 para apenas 20 o número de clubes na série C e inaugurar a série D com 40 participantes.

A proposta de 40 clubes permaneceu até 2015, exceto em 2014 quando disputaram 41 em virtude do rebaixamento de cinco clubes da série C. A partir de 2016 a série D passou a contar com 68 times divididos em 17 grupos, formato que persiste até hoje. 

Nestes 10 anos de disputa a série D teve 10 campeões de oito estados sendo que o primeiro deles foi o São Raimundo de Santarém do Pará.

Minas Gerais e Ceará são os únicos estados com dois títulos cada um. Tupi em 2011 e Tombense em 2014 são os campeões de Minas Gerais. Guarany de Sobral em 2010 e Ferroviário em 2018 são os times cearenses campeões da série D.

Os demais estados com apenas um título cada um são: Maranhão que teve o Sampaio Correa campeão em 2012, a Paraíba com o Botafogo em 2013, São Paulo com o Botafogo em 2015, o Rio de Janeiro com o Volta Redonda em 2016 e o Paraná com o Operário em 2017, além do estado do Paraná com o São Raimundo na primeira edição da série D do campeonato brasileiro. 

Tags: Série D CBF

João Nassif
Por João Nassif 22/05/2019 - 16:30

Desde a primeira disputa em 1930, a Copa do Mundo não parava de crescer e para a edição de 1966, setenta países enviaram suas inscrições à FIFA. 

A Copa causou discordância antes mesmo da bola começar a rolar. Dezesseis nações africanas boicotaram o torneio em protesto contra uma resolução da FIFA de 1964 mandando que o vencedor da zona africana enfrentasse o vencedor da zona asiática ou da Oceania para se classificar à fase final. 

Os africanos acreditavam que vencer sua zona deveria bastar por si só para ter um lugar nas finais. Depois de muita discussão a FIFA ordenou que 10 seleções europeias, entre elas a Inglaterra, se classificariam, junto com quatro da América do Sul, uma da Ásia e uma da América do Norte, Central e Caribe.

Pickles o herói do Mundial de 1966

A Copa do Mundo de 1966 teve um grande herói fora das quatro linhas do gramado, um cachorro de nome Pickles. Antes do torneio a Taça Jules Rimet foi roubada de uma vitrine no Center Hall em Westminster em Londres na Inglaterra. 

Uma caçada nacional foi montada e descoberta quando um cão farejou alguns arbustos nos arredores de capital inglesa. A Federação Inglesa havia mandado fazer uma réplica, caso e verdadeira Taça não fosse encontrada a tempo para o Mundial.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/05/2019 - 15:25Atualizado em 22/05/2019 - 15:28

O campeonato catarinense de 1978 começou no dia 16 de abril com 16 clubes e terminou em campo em meados de dezembro. O campeonato foi parar no STJD e somente depois de quatro meses é que foi proclamado o campeão.

A fase final era um hexagonal e Joinville e Chapecoense brigavam pelo título até que no dia 06 de dezembro em jogo valendo pelo segundo turno do hexagonal o Joinville derrotou o Avaí por 1x0 com um gol de pênalti. O Avaí contestou a marcação e abandonou o campeonato.

Com o abandono o Avaí não enfrentou a Chapecoense que considerou os pontos do jogo e com estes pontos se proclamou campeã. O regulamento no artigo 50 que tratava do assunto não esclarecia o que acontecia com os pontos que o Avaí ainda tinha que disputar.

O Joinville terminou na primeira colocação sem que fosse considerados os pontos ganhos pela Chapecoense na partida que não aconteceu contra o Avaí.

Por isso o caso foi parar no STJD que depois de quatro meses de disputa considerou o Joinville campeão estadual de 1978. Foi uma vitória do advogado do time da Manchester Catarinense, Waldomiro Falcão, à época um dos maiores especialistas em direito esportivo e com grande trânsito pelo STJD.

A Chapecoense não tinha um advogado de tamanha envergadura, por isso não ficou com o bicampeonato, pois havia sido campeã estadual no ano anterior.

Como lembrança, 1978 foi o primeiro campeonato disputado pelo Criciúma depois que sucedeu o Comerciário, terminando a competição na terceira colocação.   
 

João Nassif
Por João Nassif 20/05/2019 - 18:59

O  Campeonato Catarinense de 1962 se estendeu até maio de 1963 e consagrou o Metropol, de Criciúma, como tricampeão do Estado. Logo depois do triunfo, a equipe viajou para Europa, onde disputou 23 jogos. 

Como o Estadual de 1962 se estendeu até 63, a Federação decidiu não fazer Campeonato Catarinense em 1963. Para os clubes não ficarem parados criou o torneio Luiza de Mello, então primeira dama do futebol catarinense, por ser casada com o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Osni Mello. 

O campeonato foi disputado por 10 clubes, América e Caxias de Joinville, Avaí e Figueirense de Florianópolis, Carlos Renaux e Paysandu de Brusque, Almirante Barroso e Marcílio Dias de Itajaí e Olímpico e Palmeiras de Blumenau.

Marcílio Dias campeão catarinense de 1963

No regime de pontos corridos, na última rodada o Marcílio Dias derrotou em Itajaí o Carlos Renaux por 4x1 garantindo o primeiro lugar no dia 23 de fevereiro de 1964. 

Somente em 1983, a FCF decidiu homologar o Marcílio Dias como campeão do Estadual de 63 por ter vencido o único torneio organizado em Santa Catarina naquele ano.
 

João Nassif
Por João Nassif 20/05/2019 - 06:30

Thiago Ávila *

Quem acompanhou as 500 milhas de Indianápolis há dois anos se empolgou com o desempenho de Fernando Alonso, e esperava que o mesmo se repetisse para 2019. O quinto lugar na classificação e o desempenho fantástico na corrida, sendo um dos pilotos que mais liderou a prova, fez o público enlouquecer e até o apontar como o melhor de todos os tempos (EMPOLGOU!).

A parceria McLaren-Andretti-Honda em 2017 parecia ter funcionado muito bem: Os ingleses trazendo Alonso, os americanos trazendo toda a experiência em ajustes no carro, e os japoneses trazendo o motor, que cá entre nós, na Indy até que funciona. Há 20 voltas do fim, Fernando abandona por problemas de motor, algo que ele já conhecia bem de suas provas com o mesmo motor na F1.

Zak Brown, chefe da McLaren, teve que escutar o ano inteiro o piloto reclamando do ‘motor de GP2’, como ele mesmo disse no GP do Japão em 2015. Alonso chegou num nível de indignação tão alto com a McLaren que a situação já estava entre “Eu ou o motor”, e Zak não hesitou em escolher Fernando. 

Para 2018, os ingleses se desfizeram da parceria com os japoneses e assinaram contrato com a Renault, na qual fizeram uma temporada bem meia-boca e Alonso pediu para sair.

Mas o vínculo McLaren-Alonso não acabara e para 2019, na tentativa do espanhol de ganhar a tríplice coroa (Mônaco, Le Mans e Indy), eles estavam de volta aos Estados Unidos. Mas com que equipe eles iriam se filiar? Fernando de jeito algum iria correr de motor Honda, e da mesma maneira a Andretti não iria se desvincular com o motor apenas para a disputa da Indy 500.

A Carlin, equipe de forte tradição na F2, mas novata na Indy, foi a escolhida dos britânicos. Além de serem compatriotas, já tem um vínculo desde 2015, para o suporte da carreira de Lando Norris, e usam motor Chevrolet.

Fernando Alonso e a McLaren

Mas aí chegam os treinos. Fernando começa mal, nem aparece entre os 20 primeiros. Em seguida ele sofre uma batida forte no muro, o carro vai de uma parede a outra e volta mais fraco para as laterais do oval. Mais uma sessão jogada fora. Chega o sábado: dia de descobrir quem serão os nove que disputarão o Fast Nine e os ‘bumpeados’ (entre o 31º e o 36º), que disputarão a classificação para o evento principal domingo que vem. Alonso vai a pista cinco vezes, é o que mais dá voltas no sábado, mas o máximo que consegue é ser o 31º colocado, 0s0136 atrás de Pippa Mann.

No domingo, a chuva transferiu o Bump Day, marcado para às 13 horas, para às 17:30, e Alonso teve apenas uma chance. Sage Karam e James Hinchcliffe foram mais rápido em 0.2 mph. Com o terceiro lugar, Fernando garantia a última vaga no grid. Mas aí veio Kyle Kaiser, da modesta Juncos, e atingiu uma velocidade média de 227.37 mph, apenas 0.02 na frente do espanhol. Alonso apenas deu as costas e voltou para os boxes num carrinho de golfe.

Sim, depois de fazer uma espetacular corrida em 2017, Alonso e a McLaren dão o maior vexame de 2019. Eles nem sequer vão participar da mais importante prova do automobilismo mundial. A tríplice coroa vai ter que esperar...

* Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 19/05/2019 - 16:53Atualizado em 20/05/2019 - 16:57

A Copa do Mundo de 2006 foi realizada na Alemanha que abrigou as finais do Campeonato Mundial pela segunda vez, a primeira foi em 1974. A escolha da Alemanha como país sede da XVIII Copa do Mundo gerou controvérsias, pois se esperava que a África do Sul promovesse o torneio. 

A partir daí a FIFA anunciou que seria feito um rodizio do país sede entre os integrantes de suas Confederações filiadas. A África do Sul foi a escolhida para ser sede do próximo Mundial.

A Alemanha como anfitriã tinha presença garantida na Copa e pela primeira vez o campeão da edição anterior teve que disputar as eliminatórias para estar presente no Mundial. Depois de centenas de jogos entre os 196 países inscritos para as eliminatórias sobraram 31 que se somaram à Alemanha, pré-classificada por ser o país sede.

Contrastando com a perfeita organização, o futebol mais uma vez decepcionou. Nada menos que sete jogos dos 64 disputados terminaram em 0x0, a média de 2,3 gols por jogo só não foi pior que a da Copa de 1990 que teve média de 2,1. 

Esta penúria de gols só poderia terminar com uma decisão por pênaltis com a vitória italiana sobre a França. A final ficou marcada pela cabeçada de Zidane em Materazzi zagueiro italiano que resultou na expulsão do capitão francês.
 

João Nassif
Por João Nassif 18/05/2019 - 16:47Atualizado em 20/05/2019 - 16:51

A história do futebol não se explica sem a da gloriosa seleção uruguaia. Afinal, o escrete do país sul-americano era uma potência no começo do século XX e já ostentava quatro títulos em sete edições do antigo Campeonato Sul-Americano, a atual Copa América, antes dos Jogos Olímpicos de 1924, em Paris, onde agigantou sua mística.

Para a oitava edição das Olimpíadas, o Comitê Olímpico Uruguaio, formado no ano anterior, teve como representante só um dos 17 esportes disputados à época. 

Mais tarde, essa decisão mostrou-se acertada, pois o selecionado charrúa fez uma grande campanha (5 vitórias em 5 jogos) e subiu no lugar mais alto do pódio – feito inédito para o país.

Seleção uruguaia dando volta olímpica na França em 1924

Na campanha rumo ao título, triunfos sobre a extinta Iugoslávia (7-0), Estados Unidos (3-0) e França (5-1), dona da casa. Na semifinal, os Países Baixos ofereceram dificuldades aos jogadores sul-americanos, mas perderam de virada (2-1), a minutos do fim. 

Na decisão, a vítima foi a Suíça (3-0), no Estádio Olímpico Yves-do-Manor, em Colombas.
 

João Nassif
Por João Nassif 17/05/2019 - 16:42Atualizado em 20/05/2019 - 16:46

Durante algumas décadas do século passado a então CBD promoveu em diversas temporadas o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. A rigor foram disputados 32 torneios e o Rio de Janeiro que foi Distrito Federal até 1960 com a construção de Brasília foi o maior ganhador com 16 títulos. São Paulo foi campeão 14 vezes e Bahia e Minas Gerais ganharam cada qual um campeonato.

O primeiro campeonato de seleções estaduais foi disputado em 1922 e contou com apenas sete participantes, pois a seleção pernambucana desistiu da fase eliminatória e a Bahia que seria sua adversaria se classificou automaticamente para a fase final.

Seleção paulista campeã brasileira em 1922

Nas outras três eliminatórias, São Paulo derrotou Minas Gerais por 13x0, o Distrito Federal venceu a seleção do Estado do Rio de Janeiro por 2x0 e Paraná e Rio Grande do Sul empataram em 1x1. Na partida desempate os gaúchos eliminaram os paranaenses com vitória por 4x2.

 A fase final foi disputada pelos classificados em turno completo.

Na primeira rodada Distrito Federal e Bahia empataram em 2x2, enquanto que São Paulo derrotou o Rio Grande do Sul por 4x2.

Na segunda rodada o Distrito Federal venceu o Rio Grande do Sul por 2x0 e São Paulo derrotou a Bahia por 3x0.  

Na rodada final os baianos derrotaram os gaúchos por 1x0 e os paulistas venceram a seleção do Distrito Federal por 4x1.

Com a três vitorias conquistadas São Paulo se tornou o primeiro campeão do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.
 

João Nassif
Por João Nassif 17/05/2019 - 08:20

O TIMAÇO está em Goiânia para mais um jogo do Criciúma pela série B. Será a quarta transmissão com Mário Lima e Jota Éder que estarão a postos no Estádio Antônio Accioly, enquanto ficarei com o Denis Luciano no estúdio da Rádio Som Maior FM.

Faço parte do grupo que fechou a parceria com a rádio e nosso compromisso com os anunciantes e ouvintes é estar de corpo presente em todos locais onde o Criciúma jogar pelo campeonato. E estamos cumprindo o prometido. Os mais curiosos podem perguntar por que não estou acompanhando os companheiros em Goiânia. 

O projeto que apresentamos não era com equipe completa, mesmo porque a moda de hoje todas coberturas feitas por todas rádios e televisões brasileiras é a opção pelo “off tube”, quer dizer transmissão sem estar presentes nos locais das competições. 

Mas, o TIMAÇO está no local do jogo, vou acompanhar à distância na certeza que a fidelidade da narração do Mário e o acompanhamento pela TV me darão elementos suficientes para retratar em minha visão o andamento do jogo.

Ficamos assim confiando na audiência de vocês.   
 

João Nassif
Por João Nassif 16/05/2019 - 12:21

Em 1956 foi criada em Santa Catarina a Liga Especial de Futebol Profissional composta pelos 10 principais clubes do estado.

Dois times eram de Florianópolis (Avaí e Figueirense), dois de Joinville (América e Caxias), dois de Itajaí (Marcílio Dias e Estivadores), dois de Blumenau (Olímpico e Palmeiras) e dois de Brusque (Carlos Renaux e Paysandu).

Paralelo à Liga, a Federação Catarinense de Futebol que apesar de reconhecer a Liga, promoveu outro campeonato disputado por 13 times amadores do estado.

O campeonato da Liga foi vencido pelo Paysandu que na final derrotou o América por 2x1 no Estádio Ernesto Schellem Sobrinho. O campeonato da Federação foi vencido pelo Operário, time da Usina Metalúrgica de Joinville.

Operário de Joinville-campeão catarinense 1956

A Federação resolveu unificar o título apesar do protesto do Paysandu que já havia dispensado grande parte de seu elenco e obrigou a realização de uma final em duas partidas entre os campeões das duas competições.

O primeiro jogo foi disputado em Joinville e o Operário venceu por 2x1. Na partida de volta em Brusque, nova vitória do Operário pelo placar de 3x1.

Desta forma o título de campeão catarinense de 1956 ficou com o Operário de Joinville, um time amador que tem um troféu profissional em sua prateleira.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/05/2019 - 12:02

O campeonato catarinense de 1942 foi disputado em várias etapas como era comum naqueles tempos. A competição era dividida por regiões cujos vencedores jogavam para decisão do título.

Sete equipes participaram do campeonato desde seu início, América de Joinville, Avaí da Capital, Barriga Verde de Laguna, Recreativo Brasil de Blumenau, Hercílio Luz de Tubarão, Pery Ferroviário de Mafra e Brusquense de Brusque.

O Hercílio Luz perdeu a decisão da Zona Sul para o Avaí por 6x1 em Florianópolis e o América derrotou o Brusquense por 3x1 em Joinville pela decisão da Zona Norte.

A decisão do Estadual de 1942, entre América, de Joinville, e Avaí nunca aconteceu e o Leão ficou com a taça por conta de um decreto. 

América de Joinville em 1942

Os jogadores do time joinvillense foram impedidos de viajar para a partida decisiva pelo batalhão do exército porque o América tinha no elenco atletas que faziam parte do 13º Batalhão de Caçadores e estavam de plantão no dia do jogo e não poderiam se ausentar da cidade. 

Assim, o time do Norte do Estado tentou realizar a partida em outra data, ou mesmo em Joinville — onde os jogadores que serviam o exército poderiam jogar, mas a Federação Catarinense de Futebol não cedeu e decretou o Avaí campeão estadual de 1942.  
 

João Nassif
Por João Nassif 14/05/2019 - 12:32

O Lauro Muller Futebol Clube era um time de Itajaí que foi fundado em 24 de março de 1929, cujo nome foi uma homenagem ao ex-governador do Estado, Lauro Severiano Muller. 

O clube teve vida curta e seu departamento de futebol foi fechado em 07 de março de 1951, portanto com apenas 21 anos quando uniu-se ao Clube Náutico Almirante Barroso.

Suas cores eram preto e branco e sua maior glória foi ter vencido o campeonato catarinense de 1931. Seus torcedores eram chamados de lauristas e o time foi durante a década de 1940 o arquirrival do Clube Náutico Marcílio Dias.

A curiosidade sobre o Lauro Muller foi ter sido campeão estadual pela primeira vez por W.O. O campeonato de 1931 em sua fase semifinal foi disputado por quatro equipes, além do Lauro Muller, o Brasil de Tijucas, o Caxias de Joinville, o Atlético de Florianópolis. 

No dia 20 de dezembro de 1931 o Atlético derrotou o Brasil em Tijucas por 2x1. No dia 17 de janeiro de 1932 o Lauro Muller em casa derrotou o Caxias por 3x2.

A data da decisão foi 24 de janeiro de 1932, porém a Federação Catarinense de Desportos decidiu adiar o jogo por mais uma semana e isso irritou os cartolas do time da Capital. 

Insatisfeitos, os dirigentes proibiram os jogadores de entrar no campo do Estádio Adolfo Konder, no dia 31 de janeiro, e assim a Federação Catarinense de Desportos declarou o Lauro Müller campeão catarinense por W.O. 
 

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