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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 14/09/2020 - 23:23

O jogo do Criciúma em Itu foi a gota d’água na minha paciência em analisar o time nesta temporada, extensão do ano passado quando foi impotente para impedir o rebaixamento. As mesmas mazelas de 2019 se repetem este ano, pois o comando técnico é o mesmo e a falta de ambição continua, mesmo numa série C de baixíssimo nível técnico.

Por que o jogo contra o Ituano? Pela forma medrosa como o time se comportou. O adversário de fraquíssima condição técnica seria presa fácil se o time comandado por Roberto Cavalo/Wilsão fosse mais ousado e entendesse a camisa que veste.

De nada adianta ficar ouvindo toda hora que o Criciúma é grande, tem a camisa pesada e outros predicados se na hora do jogo o que se vê é exatamente o contrário. Um time sem ambição, que joga por uma bola e só reage quando inferiorizado no marcador. 

O segundo tempo em Itu foi lamentável, o Criciúma não conseguiu atacar e chegou ao empate no único lance quase no final do jogo. E para confirmar a falta de coragem os técnicos trocaram um atacante de área por um zagueiro para garantir o empate. Foi dito no final que se não der para ganhar o empate é bom resultado.

Olhando para os adversários nesta chave o Criciúma é gigante perto dos outros nove que não têm um pingo da história e tradição, mas crescem contra um Criciúma que desde a temporada passada é o retrato de seu comando técnico.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/09/2020 - 14:51

Desde 2003 quando o Campeonato Brasileiro da Série A passou a ser disputado por pontos corridos, o time que mais vezes foi rebaixado nas suas 17 edições até a temporada 2019 foi o Vitória da Bahia.

Vitória-BA o mais rebaixado na série A

Logo em 2004 ainda com 24 clubes, no segundo campeonato no formato de pontos corridos que previa quatro clubes no rebaixamento o time baiano ficou na 23ª posição com 48 pontos. Nos 46 jogos que disputou venceu 13, empatou nove e perdeu 24.

Em 2010, já com 20 clubes o Vitória foi o 17º colocado, portanto o primeiro na zona do rebaixamento com 42 pontos. Jogou 38 partidas, venceu nove, empatou 15 e foi derrotado 14 vezes. Teve a mesma pontuação do Atlético-GO, mas foi rebaixado porque teve duas vitórias a menos.

Em 2014 outro rebaixamento por ter ficado novamente na 17ª posição. Nos 38 jogos que disputou venceu 10, empatou oito e perdeu 20, portanto somou apenas 38 pontos.

O quarto rebaixamento do Vitória que é o clube mais vezes rebaixados na série A do campeonato brasileiro, aconteceu em 2018 quando ficou na penúltima colocação com apenas 37 pontos ganhos depois de 38 jogos, com nove vitórias, 10 empates e 19 derrotas.

Na edição de amanhã vou destacar aqui o Vasco da Gama, o único clube grande do futebol brasileiro que sofreu três rebaixamentos no campeonato brasileiro da série A desde que foi implantado o sistema de pontos corridos. 
 

João Nassif
Por João Nassif 14/09/2020 - 07:45

Thiago Ávila *

 Ah, Toscana... Que lugar romântico para se visitar! Cidades encantadoras, com uma paisagem maravilhosa, terra dos melhores vinhos e arquiteturas renascentistas... Um local perfeito para celebrar uma história de amor de 70 anos entre Ferrari e Formula 1. Comemorando simultaneamente as 1000 corridas da história da escuderia italiana, nada mais justo que uma pintura retrô, relembrando o carro da primeira temporada da F1.

Mas, as bodas de vinho, na verdade, viria ser mais uma discussão de relacionamento do que de fato um encontro romântico.

A estreia do circuito de Mugello na maior categoria do automobilismo chegou para querer ficar. Logo na largada um acidente envolvendo Verstappen, Gasly, Raikkonen e Grosjean. Depois da saída do Safety Car, UM BIG ONE! (Para quem não está familiarizado com a Nascar, um big one é uma batida envolvendo cinco ou mais carros). Bottas, que havia conseguido a liderança depois de uma largada ruim de Hamilton, segurou o pelotão depois da bandeira verde e um efeito dominó envolvendo Magnussen, Giovinazzi, Sainz, Latifi e Ocon se formou, causando a bandeira vermelha. O tal acidente só não foi mais feio que o GP da Bélgica de 1998, quando houve 13 carros envolvidos.

Sobraram apenas 13 pilotos na segunda largada, que visto como foi em Monza, voltou a ser parada e sem Safety Car. Hamilton saiu melhor e deu o troco em Bottas. Leclerc, que era terceiro, começou a perder várias posições, e Vettel era apenas o 10º colocado. A situação da Ferrari era péssima, nem Mugello, seu circuito próprio, foi a solução.

Depois de perder para Stroll, Ricciardo, Albon, Pérez, Norris e até Kvyat, Leclerc optou por fazer a parada, algo que pareceu não funcionar muito bem, visto que a Ferrari o chamou de novo para o box 16 voltas depois.

Na briga pela terceira posição, Stroll vinha mais rápido que Ricciardo e logo o passaria, isso se não fosse por uma “Strolada” depois de passar na zebra na curva 9, o carro rodou e acertou em cheio a barreira de pneus. A bandeira vermelha novamente apareceu.

Depois de 20 minutos parado, os doze carros restantes voltaram para uma terceira largada – VIROU NASCAR! Dessa vez, no round 3 entre Hamilton e Bottas, o britânico levou a melhor e praticamente selou a vitória. O finlandês inclusive chegou a perder a vice-liderança para Ricciardo, e também atrasou o ataque de Albon ao australiano.

De volta à normalidade – as duas Mercedes nas duas primeiras posições – iniciou a disputa pelo pódio, agora entre Ricciardo e Albon. Qualquer um seria uma terceira posição inédita, ou para a Renault – isso desde a sua volta a categoria em 2016 – ou para o tailandês, que havia batido na trave em duas ocasiões. Ao seu melhor jeito suicida de ultrapassar, o piloto da Red Bull foi por fora na curva 1, quase indo para a caixa de brita. E como o adversário da vez não era Hamilton, ele conseguiu enfim garantir a posição de pódio.

Festa da Mercedes e Red Bull, velório para a Ferrari. Leclerc terminou em oitavo, Vettel foi o décimo. O ano das mil corridas, aniversário de 70 anos... é, talvez no próximo milhar, Ferrari...
 
* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 13/09/2020 - 09:46

O campeonato brasileiro da série A começou o regime dos pontos corridos em 2003. Até então imperava o formulismo que desde a sua implantação apresentou vários regulamentos que privilegiava os mata-mata para decisão dos títulos.

 

Legenda

Em 2003 a competição foi disputada por 24 clubes com os dois últimos, Fortaleza e Bahia sendo rebaixados para a série B. Em 2004 novamente com 24 clubes o regulamento previa quatro times rebaixados para a série B. Criciúma, Guarani, Vitória e Grêmio foram parar na segunda divisão.

No campeonato brasileiro de 2005 a competição foi disputada por 22 times com rebaixamento dos quatro últimos. Os rebaixados foram Coritiba, Atlético-MG, Paysandu e Brasiliense. Em 2006 finalmente a competição chegou aos 20 clubes com os quatro últimos sendo rebaixados, regulamento que vem sendo mantido até a atual temporada. Foram rebaixados no campeonato de 2006, Ponte Preta, Fortaleza, São Caetano e Santa Cruz.  

Nas próximas edições do Almanaque da Bola vou detalhar dos rebaixamentos desde a implantação dos campeonatos brasileiros por pontos corridos em 2003, quais os clubes rebaixados e quantas vezes foram para a segunda divisão e também os estados que tiveram clubes rebaixados.
 

João Nassif
Por João Nassif 12/09/2020 - 09:05

Um dos piores anos do Criciúma na disputado do campeonato brasileiro foi em 2005 quando o time que vinha de um rebaixamento disputou a série B. No ano anterior o Criciúma participou pela segunda vez consecutiva na elite do futebol brasileiro.

Criciúma x São Raimundo-AM em 2005

O time até que começou bem a temporada ganhando o título no campeonato estadual na disputa final contra o Atlético de Ibirama. Depois de empatar em casa a primeira partida da decisão foi na casa do adversário e ganhou por 1x0.

A CBF estava num processo de uniformizar o campeonato brasileiro nas duas principais divisões e chegar ao modelo que perdura até hoje com 20 clubes em cada uma delas. Em 2005 a série B, na qual estava o Criciúma, foi disputada por 22 clubes com regulamento que previa seis rebaixados.

Na primeira fase jogaram todos contra todos em turno único com os oito primeiros decidindo em mata-mata classificação e título. O Criciúma começou perdendo para o Caxias em Caxias do Sul e na segunda rodada venceu o São Raimundo do Amazonas por 2x0 no Heriberto Hülse.

No final depois de 21 jogos que disputou o Criciúma venceu seis, empatou apenas uma vez e foi derrotado 14 oportunidades. Foi o time que sofreu mais derrotas em toda fase de classificação. Seu ataque marcou 24 gols e a defesa sofreu 45. Com 19 pontos ganhos foi o penúltimo colocado a frente somente do Caxias que somou 16.

Os dois times baianos, Vitória e Bahia, a Anapolina e a União São João de Araras foram os outros rebaixados para a série C em 2006.

João Nassif
Por João Nassif 11/09/2020 - 16:30

Em 1922 foi disputado pela primeira vez o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais. Não havia sede única e os jogos foram realizados nos estados que praticavam o melhor futebol brasileiro da época. As seleções do Distrito Federal, hoje Estado do Rio de Janeiro e do Estado de São Paulo tiveram o privilégio de jogar em seus estádios, nas Laranjeiras e no antigo Parque Antártica.

Seleção paulista de 1922

Oito seleções participaram da fase eliminatória em confrontos diretos. A seleção paulista venceu a mineira por 13x0, a do Distrito Federal eliminou a do Estado do Rio de Janeiro com vitória por 2x0 e a paranaense empatou com a gaúcha em 1x1. A seleção da Bahia se classificou com a desistência da pernambucana. 

As seleções do Paraná e do Rio Grande do Sul fizeram um jogo extra e os gaúchos venceram por 4x2.

Na fase final, todos contra todos, na primeira rodada Distrito Federal e Bahia empataram em 2x2, enquanto a seleção de São Paulo derrotou a gaúcha por 4x2.

Na segunda rodada a seleção do Distrito Federal fez 2x0 no Rio Grande do Sul e a paulista venceu a baiana por 3x0.

Na rodada final a Bahia ganhou do Rio Grande do Sul por 1x0 e os paulistas sagraram-se campeões derrotando a seleção do Distrito Federal por 4x1.

Na classificação final, São Paulo ficou em primeiro, o Distrito Federal em segundo, a Bahia em terceiro e a seleção gaúcha foi a quarta colocada.


 

João Nassif
Por João Nassif 10/09/2020 - 13:52

Está confirmado para o próximo dia 15, terça-feira, o prazo final para entrega do projeto de gestão para o Criciúma EC após a saída oficial da GA, prevista para quando do encerramento da série C do campeonato brasileiro.

No dia seguinte a mesa diretora do Conselho Deliberativo analisará e imediatamente convocará uma reunião para que os conselheiros examinem os projetos e escolham a que melhor interessa ao clube. Como a vice-presidência administrativa está em aberto, nesta reunião do CD também poderá haver eleição para definir quem ocupará o cargo. A atual diretoria do clube tem mandato até dezembro de 2021.

Numa reunião há alguns dias para alguns interessados na gestão futura do Criciúma, ficou decidido que o empresário Anselmo Freitas assumiria a vice administrativa e trataria da transição para uma nova diretoria executiva com a renúncia do atual presidente do clube, Jaime Dal Farra.

Nos últimos dias surgiu a possibilidade de Moacir Fernandes ser o novo vice de administração. Esta manobra permitiria que o Moacir assumisse, sem novas eleições a presidência, pois pelo Estatuto do Criciúma em caso de vacância o cargo de presidente será ocupado pelo vice administrativo.

Moacir Fernandes tem um projeto que é criar um clube de investimento com 20 sócios, com cotas de R$ 1 milhão para um futebol competitivo. O ex-presidente tem credibilidade e apoio maciço da torcida e caso a manobra seja executada, voltará a comandar o clube. Desta forma Moacir Fernandes voltará a ser presidente até o final do próximo ano e sendo assim certamente inibirá qualquer outro projeto que porventura tenha uma avaliação melhor. 

As peças estão sendo lançadas e nas próximas semanas teremos o desfecho e então saberemos o que os conselheiros decidirão pelo melhor do Criciúma EC.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/09/2020 - 09:36

A Itália chegou a França para a disputa da Copa do Mundo de 1938 defendendo o título conquistado no Mundial anterior e o orgulho fascista que se fortalecia rumo à 2ª Guerra Mundial.

A Itália novamente chocou o mundo por duas atitudes ligadas à política. A primeira, em jogo contra a França, dona da casa, os italianos precisaram usar uma camisa alternativa, pois as duas seleções jogavam de camisetas azuis. Os italianos escolheram uma camisa preta cuja cor representava o regime fascista.

A outra, muito mais grave, aconteceu no jogo contra o Brasil. No campo, a Itália venceu o que rendeu comentários lamentáveis dos jornais italianos. Um deles chegou a escrever: “Saudamos o triunfo da inteligência branca italiana sobre a força bruta dos negros”. 

A Itália foi bicampeã mundial, com direito a recorde do treinador italiano Vittorio Pozzo se tornando o primeiro e único técnico bicampeão, mas a Copa do Mundo em 1938 foi lastimável por questões políticas.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/09/2020 - 15:40

Dois jogadores defendendo a seleção da Suíça na última Copa do Mundo simbolizaram para todo o planeta a relação do futebol com a política. 
A Suíça venceu a Sérvia de virada por 2x1 com gols marcados por Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri e na comemoração dos gols os dois fizeram uma manifestação política em favor de suas origens. 

Com as mãos Xhaka e Shaqiri imitaram uma águia negra de duas cabeças, símbolo da bandeira da Albânia. A ação pode ser considerada pela Sérvia uma grave ofensa, pois a Sérvia luta contra as tentativas de independência de Kosovo, um enclave sérvio onde a maioria da população é de origem albanesa.

Xhaka nasceu na Suíça, mas seus pais são kosovares. Seu pai foi preso político na Iugoslávia durante mais de três anos por participar de manifestações contra o governo comunista da Sérvia.

Shaqiri nasceu em Kosovo quando a região fazia parte da antiga Iugoslávia e emigrou com a família para a Suíça em 1992. O meia apresentou duas bandeiras em suas chuteiras durante a Copa, a da Suíça e a do Kosovo.

Além dos dois goleadores na partida contra a Sérvia no Mundial da Rússia, a seleção suíça contou também com Valon Behrami, outro atleta kosovar.

João Nassif
Por João Nassif 08/09/2020 - 09:13

O Zaire, atual República Democrática do Congo foi o primeiro país da África negra a se classificar para uma Copa do Mundo. Até então, o único país africano a participar de um Mundial havia sido o Egito em 1934. Para chegar até a Alemanha Ocidental em 1974 a seleção do Zaire iniciou uma campanha de 11 jogos no dia 06 de junho de 1972 que terminou em 9 de dezembro de 1973.

Brasil x Zaire

O Zaire era governado com mão de ferro pelo ditador Mobutu Sese Seko que era apaixonado pelo futebol e prometeu caso a vaga fosse conquistada que os jogadores ganhariam carros, casas e férias no exterior. Vaga conquistada a delegação zairense viajou confiante à Alemanha Ocidental e foi sorteada para disputar a primeira fase num grupo com Escócia, Iugoslávia e Brasil.

A euforia terminou cedo. Logo após o primeiro jogo em que foram derrotados pela Escócia por 2x0 os jogadores descobriram que haviam sido enganados. Os dirigentes embolsaram o dinheiro e avisaram que os prêmios não mais seriam pagos. Os jogadores ameaçaram entrar em greve, mas acabaram voltando a campo a fim de denunciar de qualquer maneira a ditadura zairense.

O jogo seguinte foi contra a Iugoslávia. Um zagueiro deu um pontapé no árbitro que por engano expulsou outro jogador, mesmo com o zagueiro assumindo a responsabilidade pelo lance. O técnico sem qualquer motivo substituiu seu melhor jogador e o goleiro. O resultado foi 9x0 para a Iugoslávia, a segunda maior goleada da história dos Mundiais.

No vestiário os atletas foram informados por emissários do ditador que caso sofressem nova goleada no jogo contra o Brasil não voltariam vivos para casa. Perderam só de 3x0. Derrotados voltaram vivos para casa, mas impedidos de jogar no exterior e todos viveram na pobreza.

João Nassif
Por João Nassif 07/09/2020 - 22:51

Thiago Ávila *

12 de agosto de 2019. Um dos piores dias da carreira de Pierre Gasly. Red Bull anuncia o rebaixamento do francês para a Toro Rosso, e coloca Alexander Albon como seu substituto.

Pierre Gasly

Depois de uma boa temporada de estreia em 2018, Pierre havia sido promovido pela equipe de energéticos no ano passado, mas seus péssimos resultados o colocaram de volta na equipe que o revelou. Para piorar, Albon fez oito top-6 em nove corridas e conseguiu renovar seu contrato para 2020. Mesmo com a despromoção, Gasly não desanimou e conseguiu mostrar ótimos resultados, incluindo um segundo lugar no Brasil.

A temporada atual começou e desde então um domínio total da Mercedes, foram seis vitórias em sete corridas. O GP da Itália seria mais um que entraria na conta do hexacampeão Lewis Hamilton, pole – com a volta mais rápida da história – e largada perfeita. Mas apesar de toda moral, os deuses da Formula 1 falaram “hoje não, Lewis, hoje não”.

Kevin Magnussen bateu muito próximo da entrada dos boxes. A bandeira amarela veio de imediato e Gasly aproveitou para fazer sua parada. Por prevenção de algum acidente, os boxes foram fechados, e nenhum piloto poderia entrar para trocar pneus. Mas Hamilton, desavisado, entrou doze segundos depois do comando ser executado e deu fim a sua corrida. Uma punição de 10 segundos parado no pit foi a consequência pela bobeira que Lewis cometeu.

Em seguida, Leclerc bate forte na barreira de pneus e a prova é paralisada. Com isso, Gasly deu o “pulo do gato” e foi para terceiro, com Stroll, o único piloto que não havia parado – muito suspeito - a sua frente. A relargada foi parada, como se estivessem começando uma corrida. Confesso que em 70 anos de F1, nunca tinha visto isso acontecer.

Na relargada, Stroll passou reto na primeira curva, Gasly e Sainz se aproveitaram para pular na frente, e Bottas, que havia feito uma péssima largada, era somente quinto. Sim, a briga pela vitória estava entre uma AlphaTauri, uma McLaren e uma Racing Point.

Gasly correu como nunca foi na Red Bull, mas que na Toro Rosso/AlphaTauri sempre se mostrou ser o melhor. Manteve uma boa distancia para o espanhol, que nas voltas finais, com um carro muito melhor, começou a se aproximar. Chegou a abrir asa e ameaçar ultrapassagem, mas era tarde demais. O francês apontou na reta, cruzou a linha de chegada e falou no rádio: “Meu Deus! Você sabe que p** eu fiz?!”.

Sainz na esquerda, Stroll na direita, Gasly ao centro. Existe pódio mais improvável que este na Formula 1 de hoje? Desde 1996, com Olivier Panis, um francês não ganhava uma prova.

Com a vitória da AlphaTauri, antiga Toro Rosso, o hino da Itália foi tocado. A última vez que Il Canto degli Italiani foi executado sem ser uma vitória da Ferrari foi justamente em Monza 2008, quando um jovem alemão de 21 anos conquistou sua primeira vitória na carreira, também pela Toro Rosso. Esse cidadão logo seria tetracampeão mundial e uma lenda da categoria. Monza faz milagres...

6 de setembro de 2020. O melhor dia da vida de Pierre Gasly.
 
* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 07/09/2020 - 19:12

40 anos depois de ter sido sede de um Campeonato Sul-Americano de Futebol, agora denominado Copa América o Brasil abrigou a competição pela quarta vez na história. Nas três vezes em que sediou o campeonato a seleção brasileira venceu seus únicos três títulos do campeonato, em 1919, 1922 e 1949. Quer dizer, só foi campeão quando jogou em casa.

Em 1989 com a presença dos 10 países da CONMEBOL a Copa América foi disputada em quatro sedes diferentes, em Goiânia no Estádio Serra Dourada, em Salvador na Fonte Nova, em Recife no Estádio do Arruda e no Maracanã no Rio de Janeiro. As 10 seleções foram divididas em dois grupos de cinco em cada um com os dois primeiros passando para o quadrangular final.

O Brasil terminou foi o segundo em seu grupo que teve o Paraguai na primeira posição e Chile, Equador e Bolívia eliminados. A seleção brasileira venceu a Venezuela por 3x1 e o Paraguai por 2x0 e empatou em 0x0 com Peru e Colômbia. No outro grupo os classificados foram a Argentina em primeiro e o Uruguai em segundo.

Na hora decisiva deu Brasil com sobras, pois venceu os três jogos da fase final. Começou derrotando a Argentina por 2x0, passou com facilidade pelo Paraguai com vitória por 3x0 e no jogo final derrotou o Uruguai por 1x0.

Todos os jogos da seleção brasileira na fase final foram realizados no Maracanã. E o brasileiro Bebeto foi o artilheiro do campeonato com seis gols marcados.

Com o Uruguai como vice-campeão o Brasil depois de vencer três vezes o Campeonato Sul-Americano de Futebol foi campeão pela quarta vez da agora chamada Copa América. 
 

João Nassif
Por João Nassif 06/09/2020 - 09:18

Depois de 27 anos o Campeonato Sul-Americano de Futebol voltou a ser disputado no Brasil.

Em sua 21ª edição o campeonato teve várias sedes, General Severiano e São Januário no Rio de Janeiro, Pacaembu e Vila Belmiro em São Paulo e Independência em Belo Horizonte. O aumento do número de sedes foi devido ao aumento no número de países participantes. Apenas Argentina e Venezuela não estiveram presentes, portanto, foram oito seleções que disputaram o campeonato.

O Brasil que até então havia conquistado o título por apenas duas vezes e quando foi o país sede tinha a chance de se tornar campeão sul-americano pela terceira vez. Todos jogaram contra todos em pontos corridos e a campanha da seleção brasileira foi de seis vitórias e uma derrota nos sete jogos que disputou.

A estreia do Brasil foi com uma goleada por 9x1 sobre o Equador em São Januário. Na sequência outra goleada agora sobre a Bolívia por 10x1 no Estádio do Pacaembu.
Mantendo a invencibilidade e jogando sempre no Pacaembu a seleção brasileira venceu o Chile por 2x1 e a Colômbia por 5x0. Depois vieram outras duas vitórias massacrantes em São Januário, 7x1 no Peru e 5x1 sobre o Uruguai.

Estava fácil demais e houve o relaxamento justamente no último jogo quando a seleção foi derrotada pelo Paraguai por 2x1, também no Rio de Janeiro. Os paraguaios também acumularam seis vitórias e apenas uma derrota para o Uruguai por 2x1.

Foi necessário uma partida desempate e aí com foco total a seleção brasileira sobrou e fez um 7x0 nos paraguaios. Brasil com um ataque arrasador marcou 46 gols em oito jogos. Sofreu apenas sete. O brasileiro Jair da Rosa Pinto foi o artilheiro do campeonato com nove gols marcados.

Brasil campeão pela terceira vez do Campeonato Sul-Americano de Futebol.

João Nassif
Por João Nassif 05/09/2020 - 19:04Atualizado em 05/09/2020 - 19:04

Em sua 6ª edição, em 1922, o Campeonato Sul-Americano de Futebol voltou a ser disputado no Brasil. A seleção brasileira foi em busca de seu segundo título no torneio depois de ter vencido em 1919, também disputado aqui no país. 

A CONMEBOL atendeu o pedido brasileiro para sediar o torneio como forma de comemorar os seus 100 anos da Independência. Pela primeira vez o campeonato contou com a presença de cinco países. Além dos costumeiros Brasil, Argentina, Uruguai e Chile o Sul-Americano contou com a presença do Paraguai.  

Depois de todos jogarem contra todos, sempre no Estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro, houve um inédito tríplice empate na primeira colocação. Brasil, Uruguai e Paraguai terminaram com cinco pontos ganhos pelos critérios da época.A seleção brasileira terminou invicta vencendo apenas a Argentina por 2x0 e empatando com Chile e Paraguai em 1x1 e em 0x0 com o Uruguai.

O Uruguai derrotou o Chile por 2x0, a Argentina por 1x0, empatou com a seleção brasileira e foi derrotado pelo Paraguai por 1x0. E o Paraguai empatou com o Brasil, venceu o Chile por 3x0, o Uruguai por 1x0 e foi derrotado pela Argentina por 2x0.

O Uruguai alegando prejuízos em relação às arbitragens desistiu do campeonato deixando aberto o caminho para que Brasil e Paraguai decidissem o título. No dia 22 de outubro com o Estádio das Laranjeiras abrigando cerca de 30 mil espectadores a seleção brasileira ganhou pela segunda vez o Campeonato Sul-Americano ao derrotar o Paraguai por 3x0.

O atacante Neco abriu o marcador que foi completado com dois gols do meia Formiga.
 

João Nassif
Por João Nassif 04/09/2020 - 09:31

A região estava comovida pelo falecimento do Mahicon Librelato, prata da casa e com uma carreira brilhante pela frente que se envolveu num acidente em Florianópolis. Várias manifestações de saudades do jogador no estádio antes da partida final da série B e a revista “Mais uma estrela” registrou o jogo desta forma na página 07:

"Chegava finalmente o esperado 07 de dezembro, dia da grande final. Mesmo com muita chuva, o torcedor invadiu o Heriberto Hülse e às quatro da tarde não entrava mais ninguém.

Ainda sem Paulo César e com Edinho no banco, o técnico recompôs a marcação com a entrada de Cléber Orleans no lugar de Sandro. O gramado ruim atrapalhou o toque de bola do Criciúma que demorou para se adaptar. Quando Paulo César Baier fez o primeiro gol num rebote da falta cobrada por Luciano Almeida, todos tinham certeza que o título nacional estava chegando. Somente os cearenses não entenderam, e procuraram de todas as formas tirar o brilho da conquista do Criciúma.

No final o gramado virou campo de batalha com quase todos se envolvendo numa briga que ficará na memoria de todos. Paulo César Baier já havia marcado seus três gols e dado a todo povo a gostosa satisfação de poder soltar com toda força o grito de CAMPEÃO”.

Dejair fez o outro gol na vitória por 4x1 e o árbitro Paulo César de Oliveira de São Paulo expulsou Delmer e Juca, além de dois jogadores do Fortaleza.

Na partida final da série B de 2002, o Criciúma jogou com Fabiano, Paulo César Baier, Cametá, Luciano, Luciano Almeida (Sandro); Cléber Gaúcho, Cléber Orleans (Edinho), Juca, Dejair; Delmer, Anderson Lobão (Tico).

Na contra capa da revista o presidente Moacir Fernandes escreveu esta mensagem: “Mahicon Librelato, toda vez que, nesse estádio Heriberto Hülse, se ouvir um grito de gol, lembraremos de você”. 

Está encerrada com registro da revista “Mais uma estrela” a história da conquista pelo Criciúma da série B de 2002.

João Nassif
Por João Nassif 03/09/2020 - 09:35

Faltava pouco para o Criciúma de espetacular campanha na fase de classificação chegar ao topo e confirmar o título tão esperado depois de garantido o acesso. O Adversário, o Fortaleza que havia sido o terceiro na primeira fase e despachado o América Mineiro e o Jundiaí para a decisão do título. Pelo regulamento a partida seria no Heriberto Hülse, mas lá no Castelão o Criciúma perdeu a vantagem num estádio que abrigou mais de 60 mil torcedores.

A revista “Mais uma estrela” que editei logo após o final do campeonato, registrou desta forma na página 06 a vitória do Fortaleza: 

“Para o primeiro jogo da final, o Criciúma estava sem três jogadores de marcação no meio campo. Cléber Orleans suspenso, Paulo César e Edinho machucados. O técnico optou por uma formação ofensiva, correndo riscos, pois iria enfrentar um time tendo como maior virtude o contra-ataque.

Fortaleza foi obrigado jogar no Castelão, o que diminuiria a pressão, mesmo com 60 mil torcedores presentes. Como toda final, foi uma partida nervosa, com muita catimba por parte dos jogadores do Fortaleza, que fez 1x0 ainda no primeiro tempo.

Depois que sofreu o segundo gol, o Criciúma continuou atacando e perdeu várias chances de gol, inclusive chutando uma bola na trave.

O técnico do Fortaleza agitou o tempo todo, condicionou a arbitragem e chegou ao desproposito de fazer embaixadinhas quando a bola saiu pela lateral do gramado. Estavam no Castelão 20 torcedores do Criciúma. O placar preocupava, mas não assustava pois, imbatível em casa, o time tinha todas as condições de reverter a vantagem conquistada pelo adversário”.  

Apitou o jogo o carioca Wagner Tardelli Azevedo e o Criciúma jogou com Fabiano, Paulo César Baier, Cametá, Luciano, Luciano Almeida (Douglas); Cléber Gaúcho, Sandro, Juca, Dejair; Delmer (Walter), Tico (Anderson Lobão).

João Nassif
Por João Nassif 02/09/2020 - 09:33

Mais do que a vantagem de decidir todos os confrontos da fase final em casa, ainda assim o Criciúma entrou para o jogo decisivo do acesso contra o Santa Cruz jogando por um simples empate para conquistar ao acesso. 

Na segunda partida da semifinal da série B de 2002 o time tinha desfalques importantes, mas empurrado por um Heriberto Hülse lotado venceu com tranquilidade e a confirmação do tão sonhado acesso. A vitória por 3x0 sobre o time pernambucano ficou registrada desta forma na revista “Mais uma estrela” que editei logo após o final do campeonato:

“Sem Paulo César Baier e Dejair, suspensos, e Paulo César machucado o Criciúma administrou a vantagem de um gol que trouxe de Recife. Os substitutos, Cléber Orleans, Edinho e Sandro estiveram à altura e provaram a excelência do plantel montado para o campeonato brasileiro. 

Edinho se machucou ainda no primeiro tempo sendo substituído por Douglas e o ritmo continuou forte. O Santa Cruz na obrigação de vencer, foi impotente, com apenas uma chance de gol aos 45 do primeiro tempo. No segundo tempo o torcedor pôde ver um show do time que massacrou o adversário, em uma goleada com absoluta autoridade.

Cametá, Luciano Almeida e Sandro, revelação do campeonato, fizeram os gols no jogo que colocou o Criciúma na primeira divisão do futebol brasileiro”. 

O Criciúma jogou com Fabiano, Cléber Orleans, Cametá, Luciano, Luciano Almeida; Cléber Gaúcho (Walter), Edinho (Douglas), Juca, Sandro; Delmer, Tico (André Scott). O árbitro foi o paulista Edílson Pereira de Carvalho

João Nassif
Por João Nassif 01/09/2020 - 09:47

Superado o primeiro obstáculo na fase decisiva da série B de 2002 o Criciúma partiu para o confronto que definiria um dos que subiriam para a primeira divisão no ano seguinte.

Depois de vencer o Remo nas quartas de final, o Santa Cruz que havia eliminado o Avaí era o adversário a ser vencido para ser alcançado o tão sonhado acesso. Na página 10 da revista “Mais uma estrela” ficou registrado desta forma o jogo de ida da semifinal:

“Todos em Recife pensaram que a goleada aplicada pelo Santa Cruz no Criciúma na fase de classificação se repetiria na semifinal. Ninguém lembrou que o Criciúma jogou aquela partida com um time reserva, pois já havia garantido o primeiro lugar na primeira fase.

Foi bom, pois o ambiente era de euforia, o “já subiu” estava em toda capital pernambucana e o estádio abrigou mais de 50 mil torcedores. Mesmo assim o clima criado pelos pernambucanos foi hostil, ao Criciúma que, na chegada ao estádio não pôde ficar no vestiário, pois havia muita fumaça. No intervalo mais fumaça.

Nada disso atrapalhou o belo futebol apresentado pela equipe que dominou o jogo e o gol de Juca colocando a cabeça num chute errado de Cléber Gaúcho garantiu a vitória. Paulo César Baier foi expulso e Dejair levou o terceiro cartão amarelo. Mas agora todos sabiam que só um milagre tiraria o Criciúma da primeira divisão em 2003”.

Com arbitragem do mineiro Alício Pena Júnior o Criciúma jogou no Mundão do Arruda com Fabiano, Paulo César Baier, Cametá, Luciano, Luciano Almeida (Sandro); Edinho, Cléber Gaúcho, Juca, Dejair (Cléber Orleans); Delmer, Tico (Anderson Lobão).

João Nassif
Por João Nassif 31/08/2020 - 10:10

Retornando a falar da série B de 2002, a derrota do Criciúma para o Remo na primeira partida das quartas de final não tirou a confiança e a certeza do time alcançar as semifinais e também pelo fato de decidir o acesso no Heriberto Hülse onde se manteve invicto em toda fase de classificação.

Criciúma x Remo

A revista “Mais uma estrela” que editei logo após o final do campeonato, na página 13, descreveu assim a segunda partida contra o time paraense:

“Sem Cametá, suspenso, Edinho foi escalado como zagueiro em mais uma surpresa do treinador Edson Gaúcho. Empurrado pela torcida que pela primeira vez lotou o Heriberto Hülse, o Criciúma deu um show, confirmando seu favoritismo e aplicando uma goleada que para o Remo ainda saiu barato.

No início da partida Juca de cabeça marcou o primeiro gol depois de uma cobrança de falta por Luciano Almeida na ponta direita. Paulo César em nova cobrança de falta marcou o segundo. Na segunda etapa Paulo César Baier de voleio fez 3x0 e Anderson Lobão em jogada individual fechou o placar, dois minutos após ter entrado no time.

Paulo César tomou o terceiro cartão amarelo e estava fora do primeiro jogo. Ninguém imaginava naquela altura que o jogador mais regular do time ficaria fora do restante da competição.

O árbitro foi o gaúcho Fabrício Neves Correa e o Criciúma jogou com Fabiano, Paulo César Baier, Edinho, Luciano, Luciano Almeida; Cléber Gaúcho (Cléber Orleans), Paulo César, Juca, Dejair (Sandro); Delmer, Tico (Anderson Lobão).
 

O Santa Cruz eliminou o Avaí na outra quarta de final e já estava marcado o confronto que iria decidir um dos promovidos à primeira divisão”.

 

João Nassif
Por João Nassif 30/08/2020 - 18:41Atualizado em 30/08/2020 - 18:41

Thiago Ávila *

A Formula 1 chegou à Spa-Francorchamps neste final de semana, para a sétima corrida da temporada. Uma pista extremamente veloz e com uma curva das mais perigosas do mundo. A Eau Rouge é um longo ‘S’ em uma subida de morro, ultrapassar ali é praticamente ‘pedir para se acidentar’. 

Por todo o final de semana, muitas homenagens foram feitas a Anthoine Hubert, piloto da F2 que faleceu no ano passado em um acidente que se envolveu com Juan Manuel Correa, nesse trecho da pista. Leclerc inclusive venceu sua primeira vitória na Formula 1 ano passado na Bélgica, e a dedicou ao piloto, com quem era muito próximo.

Mas, o show tem que continuar, e quem fez isso foi Lewis Hamilton – que na verdade vem dando espetáculo atrás de outro sem piedade. O britânico foi pole com uma margem de cinco segundos de vantagem para Valtteri Bottas. 1:41.7 e 1:41.2 foram as duas voltas cravadas na última sessão de classificação. Para se ter uma ideia, o tempo final do companheiro não passa nem o pior de Lewis.

Repetindo o feito do treino, Hamilton também foi absoluto na corrida: liderou de ponta a ponta sem nenhuma ameaça do finlandês. No final ainda sofreu um pouco do desgaste dos pneus duros, que não parecia ser tão grave quanto em Silverstone, mas que incomodou os três primeiros durante boa parte da prova.

Quem parecia não estar desconfortável era Daniel Ricciardo. Quarto colocado praticamente toda a corrida, vinha andando num ritmo muito próximo – e às vezes até melhor – dos líderes. Tanto que na última volta, de pneus duros, ainda conseguiu fazer a volta mais rápida. Não me pergunte como um piloto com compostos duros de 32 voltas rodadas conseguiu fazer a volta mais rápida. Isso é praticamente impossível na Formula 1 atual, tanto que geralmente as equipes optam por uma parada mais, para colocar pneus macios e voar nas últimas voltas. O australiano fez totalmente o oposto!

Mas o piloto do dia não foi Hamilton, nem Ricciardo... Foi Pierre Gasly. O francês foi o piloto com mais ultrapassagens na corrida. Começando na largada, de pneus duros, pulou de 12º para 8º - com direito a ultrapassagem na Eau Rouge sobre Pérez -, atrás de Stroll, Ocon, Albon e Ricciardo. A estratégia de Gasly com os compostos mais resistentes tinha futuro, era um dos pilotos mais rápidos da pista e logo chegaria a brigar por posições mais acima. Mas aí veio o Safety Car causado pelas batidas de Giovinazzi e Russell, e sua estratégia foi para o ralo.

Todos pararam no box, com exceção de Pierre e Sergio Pérez, o que jogou ambos para 4º e 5º. Pérez vinha de pneus macios, então parecia estranho não ter seguido os outros, já que o composto não duraria muito mais tempo. Já o francês não tinha outra escolha a não ser ficar na pista e manter seu plano de colocar os médios na metade da prova.

 

O problema é que isso comprometeu demais sua prova, caiu para último e dali fez seu show. Tinha um ritmo tão bom quanto o de Hamilton, tirava praticamente dois segundos de todo o resto do grid e não importava a distância do rival a frente, passava em uma ou duas voltas. Foram 9 posições ganhas em 18 voltas, terminando em 8º. Com o ritmo que tinha, facilmente estaria brigando com as Renault e Albon se não tivesse o SC.

Esse foi o movimentado GP da Bélgica, que de movimentado foi só do quarto para trás, porque os três primeiros foram sempre os mesmos: Hamilton, Bottas e Verstappen.

Lewis segue mais líder ainda com 157 pontos, seguido de Max com 110 e Valtteri com 107. A Formula 1 volta semana que vem no histórico circuito de Monza.

* Jornalista

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