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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 30/12/2019 - 09:13

As Olimpíadas Antigas foram uma série de competições atléticas disputadas por atletas das cidades-estados que formavam a Grécia Antiga. As cidades-estado possuíam um alto nível de independência, ou seja, tinham liberdade e autonomia econômica. 

De acordo com registros analisados por historiadores, os Jogos Olímpicos surgiram no ano de 776 a.C. na cidade de Olímpia (região sudoeste da Grécia). Estes jogos foram celebrados até o ano de 393.

As Olimpíadas possuíam uma grande importância para os gregos, pois possuía caráter religioso, político e esportivo. Primeiramente era uma forma de homenagem aos deuses, principalmente Zeus (deus dos deuses).  Era também um momento importante na busca pela harmonia entre as cidades-estados. Servia também como um evento de valorização da saúde e do corpo saudável.

Os jogos ocorriam de quatro em quatro anos. Na época da realização do evento esportivo ocorria uma trégua nas guerras e conflitos. A conhecida "paz olímpica" servia para garantir segurança para os atletas que tinham que se deslocar de suas cidades-estado até Olímpia.

Na antiguidade somente os homens livres que falavam a língua grega podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os vencedores das competições eram tratados como heróis em suas cidades-estado. Ganhavam prêmios que simbolizavam a honra e a glória conquistada. Coroas de louro e ramos de palmeira eram dados aos atletas vencedores.

Os atletas disputavam várias modalidades na antiguidade como, por exemplo, arremesso de disco, corrida, natação, pentatlo, boxe, luta, salto à distância entre outros.

Já sobre o domínio do Império Romano cristianizado, os gregos foram proibidos, em 392 pelo imperador Teodósio I, de praticar qualquer manifestação que valorizasse o politeísmo (culto a vários deuses). Desta forma, os últimos Jogos Olímpicos ocorreram em 393 a.C.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/12/2019 - 09:37

Existem poucos registros sobre os campeonatos disputados em meados do século passado. Um registro que sobreviveu e que tenho acesso foram os livros que registraram todos os jogos do Metropol na era profissional que foram muito bem guardados pelo saudoso Divino Antônio da Silva. 

Além das fichas técnicas de todos os jogos em alguns são feitos comentários por um cronista não identificado da época.

Um desses comentários fala do primeiro título estadual conquistado pelo Metropol. Foi pelo campeonato catarinense de 1960 que terminou no dia 16 de julho de 1961.

 

A crônica do jogo realizado em Itajaí que teve no apito Iolando Rodrigues da FCF e uma renda de CR$ 192.000,00, diz assim:

“A delegação metropolitana partiu para a cidade praiana afim de cumprir o seu último compromisso no certame estadual catarinense. Por feliz coincidência, naquela cidade, o Metropol se concentrou no Hotel Vitória, nome que antecipou sua conquista.

Os valorosos e voluntariosos rapazes do Clube dos Mineiros entraram em campo debaixo de laranjas e limôes por parte da torcida marcilista num gesto bastante anti-desportivo. Por outro lado, a pequena torcida organizada do Metropol os recebeu com fogos e salva de palmas, incentivando-os para uma vitória consagradora. 

A direção técnica enpregou um sistema completamente diferente já que o empate lhe garantia o título máximo. A batalha foi árdua e disputada, haja vista que o marcador foi movimentado aos 43 minutos da etapa derradeirs, obra cerebral do comandante Nilzo, aproveitada por Chagas que num chute violento da pequena área abriu a contagem no Estádio Dr. Hercílio Luz.

Seis minutos além do tempo regulamentar, Nilzo numa jogada pessoal completava a vitória e consequentemente a conquista do título de Campeão Estadual Catarinense do ano de 1960.

De nada valeu aquela demonstração de laranja e limões, pois justamente delas o Metropol aproveitou para fortalecer a conquista do cetro máximo catarinense.” 

João Nassif
Por João Nassif 28/12/2019 - 10:57

O futebol de Criciúma passou por dois ciclos de dominio no futebol catarinense. O primeiro foi na década de 1960 quando conquistou seis campeonatos estaduais, cinco com o Metropol e o outro com o entao Comerciário. 

Outra década de predominio aconteceu nos anos 1990 com o Criciúma, sucessor do Comerciário vencendo cinco campeonatos catarinenses além de seu primeiro título conquistado em 1986 e depois em 1989.

No total a cidade foi campeã estadual em 15 oportunidades, as cinco do Metropol, a do Comerciário e os nove títulos conquistados pelo Criciúma EC.

Por duas vezes Criciúma foi tricampeã estadual. O Metropol foi campeão em 1960 1961 e 1962 e o Criciúma EC em 1989, 1990 e 1991.

O primeiro título da história do Metropol em 1960 foi conseguido de forma surpreendente. Como era comum naquela época os campeonatos começavam na metade do ano e terminavam quase na metade do ano seguinte. 

O Metropol que já disputava desde alguns anos o regional da LARM foi montado com estrutura profissional em 1960 e disputou sua primeira partida oficial em outubro derrotado pelo Ferroviário por 1x0 jogando no Estádio do Nacional de Capivari em Tubarão.

Com o campeonato seguindo para o ano seguinte a direção do clube, diga-se, Dite Freitas trouxe reforços de vários estados do país e montou um time espetacular que derrubou os adversarios, principalmente o Marcílio Dias de Itajaí, até então a melhor equipe do estado.

Depois de vencer duas vezes o Caxias de Joinville e o Comercial de Joaçaba no quadrangular final a vitória sobre o Marcílio Dias em plena Itajaí o Metropol confirmou seu primeiro título estadual. No primeiro turno Metropol e Marcílio Dias empataram no Estádio Euvaldo Lodi.

João Nassif
Por João Nassif 27/12/2019 - 09:37

Já vimos que o Torneio Rio-São Paulo foi disputado pela primeira vez em 1933. Em 1934 e 1940 foi interrompido......

O torneio retornou para valer em 1950. Promovido pelas Federações do Rio de Janeiro e de São Paulo transformou-se no primeiro campeonato regular de clubes interestaduais jogado no Brasil. 

Roberto Gomes Pedrosa

Em 1954 passou a ser chamado oficialmente de “Torneio Roberto Gomes Pedrosa” em homenagem ao ex-goleiro da seleção brasileira e presidente do São Paulo FC que havia morrido naquele ano.

O crescimento do torneio era esperado e aos poucos foi se tornando mais atraente com a entrada de clubes de outros estados. A partir de 1967 os promotores convidaram clubes de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul que se interessaram em participar.

Com a ampliaçao o torneio foi apelidado de “Robertão”.

Em 1968, o torneio passou a ser organizado pela CBD (atual CBF),que convidou clubes da Bahia e de Pernambuco e criou um troféu de prata para ser concedido aos campeões (portanto, o torneio também ficou conhecido como "Taça de Prata"). 

Além deste torneio, a CBD também criou as Copas Centro-Sul e Norte-Nordeste, que podem ser vistas, de certa forma, como "uma segunda divisão não oficial", até mesmo porque não existe acesso e nem descenso nesses torneios. 
 

João Nassif
Por João Nassif 26/12/2019 - 09:24

A Copa América conhecida até 1975 como Campeonato Sul-Americano de Futebol é disputado pelas seleções integrantes da CONMEBOL que é a Confederação Sul-americana de Futebol.

Com o encerramento do torneio entre as seleções do Reino Unido disputado anualmente de 1883 até 1984 a Copa América se tornou o torneio de seleções mais antigo do mundo.

O Campeonato Sul-americano de seleções teve início em 1916 quando a Argentina convidou o Uruguai, Brasil e Chile para participar das comemorações do centenário de sua Independência. 

Seleção do Uruguai em 1916

O torneio foi chamado de Campeonato Sudamericano de Fútbol e viria ser a primeira edição da Copa América.

Os jogos foram disputados em Buenos Aires entre os dias 02 e 17 de julho e teve o Uruguai como campeão. A Argentina foi a segunda colocada o Brasil o terceiro e o Chile ficou no último lugar.

No primeiro jogo do torneio o Uruguai goleou o Chile por 4x0 com dois gols do ponteiro direito Gradín. Os chilenos tentaram anular a partida alegando que o Uruguai havia contratado jogadores africanos. Além de Gradín o médio Juan Delgado também era negro. Os dois foram chamados pejorativamente de atletas de carnaval.

Com a confirmação da nacionalidade uruguaia dos dois jogadores a luta contra o racismo ganhou mais um ponto e aos poucos foi sendo aberto o caminho para a introdução definitiva do negro no futebol.

Segundo o jornalista Mário Filho, autor do belíssimo livro “O negro no futebol brasileiro”, no momento em que o futebol brasileiro começava a dar oportunidade ao ingresso de jogadores negros, a crônica especializada sempre se referia à figura do uruguaio Gradín.  
 

João Nassif
Por João Nassif 25/12/2019 - 09:45

O pernambucano Nelson Rodrigues, em sua época, foi um dos mais influentes jornalista e cronista dos costumes e do futebol brasileiro.

Trabalhou em alguns jornais de grande circulação do Rio de Janeiro e suas crônicas eram consumidas com avidez no dia a dia.

Escreveu muito sobre Pelé e uma de suas crônicas foi escrita após um jogo do Santos contra o América no Maracanã.

Disse assim Nelson Rodrigues: “ A confiança em si nunca faltou a Pelé. Apesar de franzino e constituição física aparentemente impropria para uma carreira atlética, já nas velhas fotografias de infância Pelé estampa sempre um ar confiante, que parece ser uma antevisão do que ele viria a viver”.

Segue a crônica do Nelson Rodrigues publicada na Manchete Esportiva: “O meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Em suma: - ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda corte em derredor”. 

O mais impressionante é que Nelson Rodrigues não fez essa descrição inspirando-se na imagem de Pelé maduro, vitorioso que conquistou o tricampeonato mundial. Quando escreveu sua crônica Pelé era ainda um menino de 17 anos de idade e acabara de brilhar não em palco internacional, mas numa simples partida doméstica. 

 

Naquele jogo o menino Pelé fez quatro gols no respeitado goleiro Pompéia, o mais importante da história do América.

Nelson se espantou, em particular com um gol feito ainda no primeiro tempo. Depois de receber a bola no meio de campo Pelé saiu driblando um a um, seus adversários americanos. “Sem passar a ninguém, sem receber ajuda de ninguém”, descreveu o cronista, ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra.

O momento mais celebrado por Nelson, contudo, é exatamente o do gol, quando Pelé dá o último drible no desamparado Pompéia.

Nelson Rodrigues escreve: “Até que chegou o momento em que não havia mais ninguém para driblar. Não existia uma defesa. Ou por outra, a defesa estava indefesa”.

Então, não satisfeito, Pele decidiu, em vez de chutar, ou antes disso, assinar o lance com um último e desnecessário drible no goleiro americano. E, só depois fez seu gol.

Texto retirado do livro: Pelé – os 10 corações do Rei de José Castello.   
 

João Nassif
Por João Nassif 24/12/2019 - 09:36

Em 1933 os clubes do Rio de Janeiro e São Paulo resolveram fazer o primeiro torneio interestadual no país. Com a participação de 12 equipes todas jogariam entre si em turno e returno e pelos pontos acumulados seria apurado o campeão.

Do Rio de Janeiro foram inscritos cinco clubes: Fluminense, Vasco da Gama, Bangu, América e Bonsucesso. De São Paulo os outros sete: Palestra Itália, São Paulo, Corinthians, Portuguesa, Santos, São Bento da capital e Ypiranga.

Nem todos jogavam na mesma rodada, pois havia a necessidade de adaptação do calendário aos campeonatos estaduais, por isso o torneio durou de maio a dezembro quando no dia 10, na última rodada o Palestra Itália venceu o Fluminense por 2x1 jogando no Parque Antártica e se tornou campeão.

 

Palestra Itália campeão em 1933

As Federações de Rio e São Paulo tentaram repetir o torneio em 1934, mas, houve discussão sobre a fórmula. Em princípio seriam formados grupos classificatórios com um mata-mata entre os três primeiros colocados para a decisão.

Palestra Itália e Vasco da Gama não concordaram pelo fato de terem sido campeões estaduais e entendiam que não deveriam disputar jogos eliminatórios. A Federação do Rio de Janeiro cedeu às exigências e decidiu que o Vasco entraria somente na fase final. A Federação Paulista em contrapartida manteve a obrigatoriedade do Palestra Itália disputar a fase classificatória. 

 

Resultado, mesmo já em andamento o torneio acabou cancelado.

Houve nova tentativa para o torneio ressurgir em 1940, mas por muitos desencontros também foi cancelado depois de alguns jogos terem sido realizados.

Somente em 1950 é que Federações e clubes se acertaram e finalmente o torneio Rio-São Paulo foi reabilitado, teve sequência e foi disputado até 1966.

Voltou em 1993 e depois em 1997 sendo disputado até 2002 quando perdeu força, prestigio e com o advento do campeonato brasileiro não mais se falou em Torneio Rio-São Paulo;
 

João Nassif
Por João Nassif 23/12/2019 - 10:06

Mudando a prosa, depois de abordar em detalhes a participação do Criciúma em três edições da série C do campeonato brasileiro, o Almanaque da Bola volta a apresentar histórias do mundo do futebol em todos os quadrantes do planeta. Então, vamos lá!

O primeiro jogo internacional de futebol foi realizado em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Naqueles tempos o futebol raramente era praticado fora do Reino Unido.

Em maio de 1904 foi fundada a FIFA e deu-se o início da expansão do futebol internacional. A FIFA começou formada por sete países do continente europeu, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Suécia e Suíça.

Com a crescente popularidade o futebol tornou-se parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906 como esporte demonstração, sem direito a medalhas. A seleção amadora da Inglaterra foi campeã em 1908 e 1912.

 

Como o conceito olímpico não admitia participação de equipes ou atletas profissionais a FIFA aceitou as competições de futebol dos Jogos Olímpicos disputado apenas por amadores a partir de 1920 com a Bélgica se tornando a primeira campeã nos Jogos disputados em Antuérpia (Bélgica).

Em 1924 e 1928 o campeão foi o Uruguai que até hoje tem sua seleção chamada de Celeste Olímpica. 

Por estas conquistas no congresso da entidade realizado em 1928 em Amsterdam na Holanda ficou decidido que seria realizado um torneio internacional que seria denominado Copa do Mundo e teria como sede o Uruguai em homenagem ao Centenário do país que era o bicampeão olímpico.

Começava um torneio que com o tempo se tornaria o maior evento esportivo do planeta.

Até hoje o futebol é o esporte mais popular do mundo, disputado em todos os países e a FIFA tem mais nações filiadas que a própria ONU.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/12/2019 - 09:02

Em 2020 o Criciúma irá viver sua quarta passagem pela série C do campeonato brasileiro. Em duas edições o clube conseguiu retornar imediatamente após o rebaixamento, somente em 2009 não conseguiu o acesso e por pouco não indo parar na quarta divisão.

Nos três campeonatos da série C em que esteve presente o Criciúma disputou um total de 42 jogos e marcou 83 gols contra 54 sofridos.

Criciúma x Brasil em 2018

Em 2006 quando esteve pela primeira vez na série C o Criciúma disputou 32 partidas com 19 vitórias, sete empates e seis derrotas. Foi campeão com aproveitamento foi de 67%.

Em 2009 na segunda passagem pela série C o Criciúma esteve em campo oito vezes com duas vitórias um empate e cinco derrotas. Foi eliminado na primeira fase com 29% de aproveitamento. 

E em 2010 o Criciúma disputou 12 jogos, venceu quatro, empatou cinco e foi derrotado três vezes. Mesmo com rendimento de 47% e eliminado nas semifinais conseguiu o acesso para a série B em 2011.

Por ser uma competição regionalizada em suas primeiras fases o adversário que o Criciúma mais enfrentou foi o Brasil de Pelotas. 

Em oito jogos o Tigre venceu cinco, empatou um e perdeu dois, marcou 14 gols e sofreu sete.

Nos últimos dias fiz um balanço detalhado de todas as participações do Criciúma na série C do campeonato brasileiro. Os dados apresentados são do meu arquivo pessoal, do site www.meutimenarede.com.br do meu amigo Jaime Tibúrcio e da Revista A Bola de 2006. 

João Nassif
Por João Nassif 21/12/2019 - 18:23

Perdeu e ponto! Não tem essa de cair de pé como a Globo tentou jogar para a torcida. Uma derrota que podem crer, abala o emocional dos torcedores que batem palmas, mesmo com sorrisos amarelos querendo dizer que ficaram satisfeitos por terem chegado à uma final de Mundial. Pura balela. 

o Flamengo tem hoje o melhor time do Brasil não se discute. Que tem o melhor da América do Sul, se pode discutir pelo Lucas Pratto, mas ganhar o mundo como milhares apregoavam a distancia é muito grande. Ah! Mas, foi apenas 1x0 e na prorrogação. Beleza, já dizia o filosofo que o jogo só acaba quando termina e gol na prorrogação também vale título.

E o Liverpool é gigante perto do melhor sul-americano. Foi para uma decisão deste tamanho com um elenco pequeno e desgastado, sem titulares que fizeram falta, mas com jogadores diferenciados que pela qualidade superaram todas as dificuldades.

O tempo de preparação do Flamengo foi muito maior por ter sido campeão brasileiro com muita antecedência e com calendário mais flexível na reta final da temporada. O Liverpool que está atrás do título inglês há quase 20 anos jogou até o final de semana a Liga Inglesa com força máxima. 

O título ficou em ótimas mãos!
 

João Nassif
Por João Nassif 21/12/2019 - 15:14

Depois de ultrapassar com sucesso na primeira posição de seu grupo o Criciúma se classificou para a segunda fase do campeonato brasileiro da série C de 2010. 

Seu adversário foi o Macaé do Estado do Rio de Janeiro que havia sido segundo colocado em sua chave e nos jogos em ida e volta o vencedor estaria automaticamente classificado para a série B de 2011.

Foto: Engeplus

Além do acesso o vencedor deste mata-mata seguiria em frente no campeonato para a decisão do título. Por ter sido primeiro colocado em seu grupo na primeira fase o Criciúma adquiriu o direito de jogar a segunda partida no Heriberto Hülse.

Assim com a maioria dos confrontos eliminatórios a disputa entre Criciúma e Macaé foi dramática. No primeiro jogo no Estádio Cláudio Moacyr de Azevedo, o Moacyrzão em Macaé o Criciúma terminou o primeiro tempo vencendo por 2x0 com gols do Fábio Santana e Marcos Denner.

Jogando fora de casa o Criciúma não suportou a pressão no segundo tempo e dos 18 aos 26 minutos sofreu três gols que decretaram sua derrota por 3x2.

Precisando vencer por dois gols de diferença o Criciúma fez bem o dever de casa e perante um público de mais de 19 mil torcedores confirmou o acesso com vitória por 2x0, gols de Marcos Denner e Ronny.

Festa no Heriberto Hülse para o presidente Antenor Angeloni e para o técnico Argel Fucks, comandantes de toda campanha.

Nas semifinais o Criciúma foi eliminado pelo Ituiutaba depois de dois empates em 1x1 no Heriberto Hülse e no Parque do Sabiá em Uberlândia. Lincom fez o gol na primeira partida e Lucca na segunda. Na decisão por pênaltis o Ituiutaba venceu por 4x2.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/12/2019 - 07:41

Thiago Ávila *

Na semana passada trouxemos a primeira parte do Ranking dos pilotos da temporada 2019 da F1, hoje vamos mostrar os dez melhores pilotos, analisando o desempenho corrida a corrida. Vamos a lista em ordem decrescente.

10º SERGIO PEREZ – 67 pontos
Muito criticado no início do ano por seus resultados ruins em uma equipe que também não era boa. Evoluiu muito no segundo semestre, tendo um ótimo desempenho na Bélgica e Abu Dhabi, mostrando que ainda é um piloto de ponta numa equipe de meio de pelotão. Em Spa, fez sua melhor corrida, conquistando o sexto lugar, vencendo as Renault em um duelo particular pelo melhor do resto. Em Abu Dhabi, na briga pelo décimo lugar no campeonato com Norris, foi mais uma vez sensacional. Fez a melhor estratégia, controlou bem os pneus e conseguiu terminar na frente do britânico.

9º ALEXANDER ALBON – 76 pontos
Apontado por muitos como um dos cinco melhores da temporada. Acho exagero se olharmos para sua primeira metade de temporada. Ele foi simplesmente atropelado por Kvyat em tempos de Toro Rosso, e uma única corrida que salvou sua estadia no grupo Red Bull o levou para voos muito altos. Na Alemanha, apesar do pódio do companheiro, o tailandês fez sua melhor prova na equipe italiana. Não fez a melhor estratégia, mas se manteve entre o top-10 durante toda a corrida e teve um ótimo duelo com Hamilton em certa parte da prova. Se manteve firme na pista, enquanto praticamente metade do grid rodava ou batia, chegou a ser terceiro colocado e terminou em sexto. Foi esse ótimo desempenho que o colocou na equipe principal na volta das férias, e desempenhou um papel fantástico como substituto de Gasly. Depois de duas corridas medianas, se tornou um piloto de ponta a partir de Singapura, e se firmou como segundo piloto da Red Bull. Para coroar os belos resultados na equipe dos energéticos, o quase pódio em Interlagos, com direito a disputa direta com Hamilton, que só se enterrou por causa de um toque do britânico no tailandês.

8º DANIEL RICCIARDO – 77 pontos
Um ponto na frente de Albon temos o ótimo piloto australiano. Ao contrário do tailandês, Daniel manteve regularidade do início ao final da temporada, com poucas corridas para se esquecer. Além do quarto lugar na Itália, onde a Renault era visivelmente rápida, foi sensacional no Canadá, onde brigou no top-5 durante toda a corrida e terminou como o melhor do pelotão intermediário, e nos EUA foi sexto colocado durante toda a corrida e também terminou como melhor do resto.

 

7º LANDO NORRIS – 97 pontos
O melhor estreante do ano. Durante toda a temporada disputou com Sainz como o melhor do resto no Ranking. Foi melhor que o companheiro nos qualys e fez diversas corridas memoráveis. A começar por Bahrein, onde foi o melhor do pelotão do meio. Depois na Áustria, na qual teve bons duelos contra o big-5 e se mantinha na frente nas primeiras voltas. E sua grande aparição foi na Bélgica, onde se manteve em quinto por toda a corrida e tinha tudo para ser o melhor do resto, até seu motor estourar na última volta, uma pena tremenda, mas que não pode ser descartada. No final, terminou a temporada em 11º, marcada por muitos erros de estratégia e problemas no motor.

6º CARLOS SAINZ – 109 pontos
Esse provavelmente vai ser bem discutível. Muitos o apontam como top-3 da temporada, e até posso ter sido injusto com ele na minha análise ao longo da temporada. Também é muito complicado quando não se tem um carro competitivo avalia-lo em comparação a carros como Mercedes, Ferrari ou Red Bull. Mas Sainz foi sem sombra de dúvidas o melhor do resto, com grande destaque para três atuações: França, Japão e Brasil. Na chata corrida em Paul Ricard, o espanhol chegou a estar no top-4, acabou superado por Vettel e Verstappen e mesmo assim chegou muito na frente do restante do pelotão. Já no Japão terminou em quinto, quase foi quarto se não fosse a ultrapassagem de Albon no final, e ficou na frente de Leclerc. Por fim seu pódio em Interlagos. Saindo da última posição, conseguiu fazer uma excelente recuperação até chegar em quarto lugar e ganhar a terceira posição por uma punição de Hamilton.

5º SEBASTIAN VETTEL – 200 pontos
Esse com certeza vai ser bem questionado. Até porque eu mesmo considero ter sido a pior temporada da história do alemão. Primeiro por seus erros grotescos e suas diversas péssimas corridas em que foi simplesmente engolido por todo mundo. Mas no fim, o alemão teve uma temporada equilibrada de altos e baixos. Sim, foi horroroso em Silverstone, Monza, Austin e Interlagos, mas ao mesmo tempo em que foi brilhante no Canadá, Alemanha, Singapura, Rússia e Japão. Na primeira o tiraram a vitória por uma punição boa. Em Hockenheim fez uma excelente corrida de recuperação para chegar em segundo. Em Singapura deu um ótimo undercut em Leclerc para ganhar a corrida. Na Rússia ganharia a corrida se não fosse o motor estourar. E por fim no Japão, onde fez a pole e perdeu corrida porque Bottas foi melhor na largada.

4º VALTTERI BOTTAS – 263 pontos
Ao contrário de Seb, o finlandês fez sua melhor temporada na carreira. Começou muito bem com a vitória na Austrália e depois manteve o bom desempenho nas corridas seguintes. Eu diria que Valtteri conseguiu manter a regularidade durante toda a temporada, e se muitos dizem que Bottas foi um piloto de primeiro semestre, não vejo como tal. Bottas mostrou uma boa melhora na reta final do campeonato depois do seu brilho inicial ter se apagado. Com destaque para a corrida no Japão, onde saiu de terceiro para conseguir a vitória. E na vitória magistral nos Estados Unidos, talvez a melhor vitória de sua carreira, onde foi prejudicado pela estratégia da Mercedes e mesmo assim conseguiu ultrapassar Lewis na raça.

3º CHARLES LECLERC – 281 pontos
Há quem diga que Leclerc não foi tudo isso, mas eu afirmo: Foi tudo isso, e com sobras. Leclerc começou bem seu caminho na Ferrari, logo de cara fez pole no Bahrein e perdeu a corrida por perda de potência. Em seguida, na Áustria, fez pole de novo e novamente viu sua vitória escapar porque Max Verstappen estava naqueles dias. Mas engatou uma sequência absurda de ótimas corridas na volta das férias: três poles e duas vitórias (Bélgica e Itália) e só não ganhou em Singapura porque Vettel fez uma estratégia de gênio.

2º MAX VERSTAPPEN – 323 pontos
Inquestionável. O mais rápido piloto da Fórmula 1 hoje. Dê uma Mercedes para ele que faz chover troféus na sua galeria. Levou o questionado motor Honda para três vitórias monumentais. A primeira delas na Áustria, se recuperando depois de um mal início e endiabrado passou um a um. Nas retas finais teve um toque com Leclerc, mas conseguiu assumir a frente sem tomar punição. A segunda veio na Alemanha, onde simplesmente deitou e rolou com as rodadas e batidas dos adversários, desde que assumiu a frente não perdeu mais. Por fim, uma corrida espetacular no Brasil, onde sofreu com os erros estratégicos da Red Bull e de um tal Kubica que quase o tirou da prova. Mesmo assim não deu trégua para Hamilton e fez a festa da torcida holandesa presente em todos os lugares. Além disso, devemos dá-lo destaque para as corridas do Azerbaijão, Mônaco, Silverstone e Hungria.

1º LEWIS HAMILTON – 377 pontos
Um dos melhores da história. Não está dando para questionar o hexacampeão. O britânico se manteve constante do início ao fim da temporada, além do merecido título. Se no primeiro semestre classificamos Verstappen como o melhor, o segundo não houve dúvidas que Lewis foi o grande destaque. Principalmente porque a Mercedes perdeu cenário para a Ferrari e não mantinha o mesmo domínio que antes das férias. Hamilton mesmo assim lutou pela vitória em todas as etapas restantes e esmagou o companheiro que o assustara no início da temporada. Se tiver que nomear as corridas que este brilhou, terei que fazer um texto à parte, foram muitas. Ele é, indiscutivelmente, o melhor piloto do ano.

 *Jornalista de automobilismo

João Nassif
Por João Nassif 20/12/2019 - 14:14

Para a série C de 2010 a CBF manteve o formato do ano anterior dividindo os 20 clubes em quatro chaves de cinco em cada uma com os dois primeiros se classificando para as quartas de final.

Definidos os confrontos, as equipes se enfrentaram no sistema mata-mata e os vencedores automaticamente estavam confirmados para a série B em 2011.

A CBF procurou dividir os grupos o mais regionalmente possível e o Criciúma fez pare do Grupo 4 junto com a Chapecoense, o Caxias, o Juventude e o Brasil de Pelotas, coincidentemente três gaúchos e dois catarinenses lutaram pelas duas vagas às quartas de final.

Festa no Heriberto Hülse em 2010

O Criciúma começou sua caminhada de retorno à série B empatando em 1x1 com o Juventude em Caxias do Sul, gol do zagueiro Evaldo. Fez o segundo jogo em casa contra o Brasil e venceu por 2x0 com gols do Márcio Guerreiro e Lincom.

O terceiro jogo também foi no Heriberto Hülse e nova vitória por 2x0, desta feita sobre a Chapecoense e de novo com gols do Márcio Guerreiro e Lincom. O Criciúma fechou o turno derrotado pelo Caxias em Caxias do Sul por 1x0.

Perdeu a primeira do returno por 1x0 em Chapecó, depois venceu em casa o Caxias por 1x0 com gol de Lins. Depois desta vitória o Criciúma empatou os dois últimos jogos da chave, 0x0 com o Brasil em Pelotas e 1x1 contra o Juventude em casa com o gol marcado por Diogo Oliveira.

O Criciúma terminou em primeiro lugar no grupo com 12 pontos com a Chapecoense em segundo com 11. Os dois catarinenses passaram às quartas de final e os três adversários gaúchos foraa eliminados sendo que o Juventude ficou na última colocação rebaixado para a série D.

Nas quartas de final o Criciúma decidiu o acesso em dois jogos contra o Macaé do Estado do Rio de Janeiro que será nosso assunto de amanhã.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/12/2019 - 14:50

Em 2009 o Criciúma disputou a série C do campeonato brasileiro pela segunda vez em sua história.

Diferente de 2006 quando foi campeão da série C, retornando à segunda divisão imediatamente após o rebaixamento em 2005, o Criciúma não conseguiu repetir a façanha e foi eliminado ainda na primeira fase do campeonato.

Itamar Schülle técnico do Criciúma em 2009

O campeonato de 2009 foi disputado por 20 clubes devido a CBF ter criado a série D, a quarta divisão do futebol brasileiro. Os 20 cubes foram divididos em quatro grupos de cinco equipes com jogos em turno e returno dentro dos próprios grupos. Os dois primeiros de cada grupo avançaram para a segunda fase e o último colocado de cada grupo rebaixado para a série D em 2010.

O Criciúma teve como adversários no Grupo 4 o Caxias, o Brasil de Pelotas, o Marília do interior de São Paulo e o Marcílio Dias. Com a mudança de regulamento para 2009 a CBF procurou regionalizar ao máximo a série C.

 

A participação do Criciúma na terceira divisão em 2009 foi lamentável sendo eliminado ainda na primeira fase com cinco derrotas e apenas duas vitórias e um empate.

Nos quatro primeiros jogos o técnico do Criciúma era Roberto Fonseca que foi demitido após o time ser goleado por 4x1 pelo Marcílio Dias em pleno Heriberto Hülse. Nestes quatro jogos foram três derrotas e apenas um empate em casa contra o Marília. O Criciúma marcou seis gols e sofreu 12.

Veio Itamar Schulle que completou a primeira fase com duas vitórias e duas derrotas. Venceu em casa o Brasil de Pelotas por 3x2 e o Marcílio Dias em Itajaí por 1x0. Esta vitória salvou o Criciúma da queda para a série D.

Amanhã vou começar contar a história do Criciúma na série C de 2010 e seu retorno à segunda divisão do futebol brasileiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 18/12/2019 - 13:27

Nos últimos Almanaques contei a participação do Criciúma pela primeira vez de uma série C, a terceira divisão do campeonato brasileiro. Depois de rebaixado da série B em 2005 o Criciúma voltou como campeão no ano seguinte e mesmo sofrendo para ultrapassar as fases iniciais, numa campanha fantástica na reta final buscou o acesso como campeão.

De volta à série B o Criciúma trouxe como novidade o técnico Gelson da Silva, ex-jogador que fazia parte do time supercampeão no início da década 1990 e ídolo eterno dos torcedores. 

Gelson da Silva

Gelson fez um grande trabalho junto com o preparador físico Toninho Camarão e o time permaneceu líder durante grande parte do campeonato. Por razoes que muitas vezes o próprio futebol não explica, o técnico depois do time oscilar no início do returno foi sumariamente demitido pelo presidente Moacir Fernandes e o Criciúma não conseguiu manter o nível despencando na classificação.

Depois do Gelson o Criciúma contratou Renê Weber que durou apenas três jogos e três derrotas. Veio para o comando técnico Roberto Cavalo que trabalhou em nove jogos e entre eles o até então interino Luiz Gonzaga Milioli. 

 

O Criciúma terminou a série B de 2007 em sétimo lugar apenas seis pontos abaixo da zona de acesso.

Se em 2007 o Criciúma conseguiu permanecer na série B, o mesmo não aconteceu no ano seguinte. Novamente a troca de treinadores mostrou a falta de planejamento que culminou com nova queda para a série C.

Passaram pelo clube, Leandro Machado, Gelson da Silva que retornou, Edson Gaúcho, Paulo Campos e o Luiz Gonzaga Milioli interinamente em vários jogos.

Em 2009 o Criciúma disputou pela segunda vez a terceira divisão do futebol brasileiro e não repetiu 2006.

Amanhã vou detalhar a campanha do Criciúma na série C de 2009.
 

João Nassif
Por João Nassif 18/12/2019 - 06:10

É difícil dar como certa a classificação do Liverpool para a decisão do Mundial de Clubes no Catar. Em circunstancias normais o Liverpool venceria o Monterrey do México, mas o acúmulo de jogos na temporada e a perda de alguns titulares podem deixar o time inglês pelo caminho e não teríamos a esperada decisão Liverpool x Flamengo.

Mo-Salah

O volante brasileiro Fabinho foi o primeiro desfalque, o zagueiro holandês Lovren o segundo e por último o volante também holandês Wijnaldum. A aposta dos ingleses é no trio atacante, Salah, Firmino e Mané. 

É apenas uma conjectura, mas não impossível. O calendário na Inglaterra é massacrante, algo parecido com o futebol brasileiro, mas ao mesmo tempo os clubes endinheirados se preparam com grandes elencos em número de jogadores e os maiores com qualidade insuperável no planeta.

O Liverpool é entre os grandes o que apresenta o menor grupo de jogadores, por isso os desfalques pesam na formatação do time que completo talvez seja hoje o melhor do mundo e não à toa é o campeão da Europa.

Como o Flamengo, já classificado para a final não tem nada com isso fica na espera, se vier o Liverpool tudo bem e se seu adversário for o Monterrey será muito bem-vindo.

João Nassif
Por João Nassif 17/12/2019 - 10:13

O resumo da participação do Criciúma na série C de 2006, a primeira disputada pelo clube aponta um total de 32 jogos, divididos nas quatro etapas do campeonato.

Na primeira fase do Criciúma disputou seis jogos contra o Brasil de Pelotas, Novo Hamburgo e Marcílio Dias. Venceu quatro jogos, perdeu um e empatou outro. Terminou a fase em segundo lugar no grupo com 13 pontos atrás do Brasil que somou 15.

Na segunda fase o Criciúma também terminou na segunda colocação do seu grupo com 10 pontos empatado com o Noroeste que ficou em primeiro pelo saldo de gols. Os eliminados nesta fase foram o Joinville e a Cabofriense.

Na terceira e penúltima fase novamente o Criciúma terminou em segundo em seu grupo com 10 pontos, o Grêmio Barueri foi o primeiro com 12. Foram eliminados o América Mineiro e o J.Malucelli.

Zé Carlos goleiro artilheiro campeão brasileiro em 2006

Finalmente o octogonal final quando o Criciúma enfrentou o Ipatinga, o Vitória, o Bahia, o Ferroviário do Ceará, o Treze da Paraíba, o Grêmio Barueri e o Brasil de Pelotas.

Chegou ao final com 31 pontos conquistados em nove vitória, quatro empates e apenas uma derrota, para o Ipatinga no Heriberto Hülse. 

A campanha no geral aponta que o Criciúma disputou 32 jogos em toda série C de 2006 com 19 vitórias, sete empates e seis derrotas, portanto um aproveitamento de 67% dos pontos disputados. Marcou 64 gols e sofreu 33.

O artilheiro do Criciúma no campeonato foi o atacante Beto Cachoeira que marcou 12 gols. Dejair foi o segundo com oito gols, seguindo de Marcelo Rosa e Douglas que marcaram sete gols cada um.

Entre os artilheiros destaque para o goleiro Zé Carlos que marcou de falta um gol na goleada por 6x0 sobre o Vitória da Bahia na penúltima rodada.   

Com o título de campeão o Criciúma retornou à série B no ano seguinte ao seu rebaixamento. Subiram com o Criciúma o Vitória, o Ipatinga e o Grêmio Barueri.
 

João Nassif
Por João Nassif 16/12/2019 - 09:45

Depois de fechar o primeiro turno da fase final da série C de 2006 em segundo lugar com16 pontos, atrás do líder Ipatinga que somou 18, o Criciúma fez um returno de luxo no octogonal que decidiu o título e os classificados para a série B no ano seguinte.

Completou os sete jogos do returno de forma invicta, começando com um início fulminante de três vitórias consecutivas que alavancaram o time para a primeira posição da fase final.

Venceu dois jogos seguidos fora de casa, o primeiro contra o Brasil por 2x1 com gols do Alex Sandro e Beto Cachoeira e o segundo contra o Treze por 3x2, com os gols sendo marcados pelo Athos, Beto Cachoeira e Badé.

A terceira vitória do Criciúma na abertura do returno foi no Heriberto Hülse contra o Ferroviário por 4x0. Os gols foram marcados por Marcelo Rosa, Fernandinho, Beto Cachoeira e pelo zagueiro Rodrigo.

Com a classificação encaminhada o Criciúma tinha todas as condições de chegar ao título na próxima rodada e o empate em casa contra o Grêmio Barueri garantiu a primeira colocação. O jogo terminou em 2x2 com Dejair e Douglas marcando para o Tigre.

Título conquistado, depois de empatar o jogo seguinte em Ipatinga o Criciúma retornou ao Heriberto Hülse para a apoteose final da campanha espetacular de retorno à série B. 

A goleada histórica em cima do Vitória foi a cereja no bolo do acesso. 6x0 com dois gols de Beto Cachoeira, um de Leandro Guerreiro, um do Alex Sandro e um de Fernandinho e para fechar a goleada um gol de falta do goleiro Zé Carlos.

O último jogo foi em Salvador contra o Bahia e um empate em 2x2, os gols do Criciúma foram marcados por Ricardo Lobo e Rodrigo Silva.

Amanhã o resumo final da campanha do Criciúma na série C de 2006, números e os times que conseguiram o acesso.  
 

João Nassif
Por João Nassif 15/12/2019 - 16:05

A fase final do campeonato brasileiro da série C de 2006, um octogonal, foi disputado em turno e returno por pontos corridos com o acesso dos quatro primeiros colocados para a série B em 2007.

Criciúma x Brasil em 2006

Disputaram o octogonal os clubes baianos Vitória e Bahia, o Ferroviário do Ceará, o Treze de Campina Grande na Paraíba, o Ipatinga de Minas Gerais, o Grêmio Barueri de São Paulo, o Brasil de Pelotas e o Criciúma. 

Com quatro jogos por rodada a fase final do campeonato começou no dia 08 de outubro e o Criciúma no primeiro confronto fez 1x0 no Bahia gol de Athos.

Na segunda rodada o Criciúma arrancou um empate em 0x0 contra o Vitória em Salvador e na seguinte foi derrotado pelo Ipatinga por 2x1 no Heriberto Hülse. O gol foi do Beto Cachoeira.

Depois de um início de octogonal equilibrado o Criciúma engatou uma sequência de quatro vitórias para terminar o primeiro turno na vice-liderança.

Com dois gols de Douglas venceu o Grêmio Barueri por 2x1 no Jaime Cintra em Jundiaí. Foi à Fortaleza e derrotou no Presidente Vargas o Ferroviário também por 2x1 com os dois gols marcados por Marcelo Rosa.

Na sequência fez dois jogos em casa e venceu ambos por 1x0. Primeiro o Brasil de Pelotas com gol de Cláudio Luiz e depois o Treze de Campina Grande com gol de Dejair.

O Ipatinga terminou o turno na liderança com 18 pontos, o Criciúma em segundo com 16, o Grêmio Barueri em terceiro com 12 e o Treze com 10, eram os que ficaram na zona de acesso depois de cumpridas sete rodadas. Vitória, Bahia e Ferroviário fizeram sete pontos e o Brasil ficou na lanterna com apenas quatro pontos.

Amanhã completarei a fase final do octogonal do campeonato brasileiro da série C e os classificados para a segunda divisão em 2007.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/12/2019 - 07:35

Thiago Ávila *

Ao longo do ano, os leitores do blog puderam apreciar alguns textos relacionados ao Ranking de pilotos da temporada, em que cada corrida, pontuamos os corredores, de acordo com seu desempenho nas corridas, aos moldes da pontuação da Formula 1 – com o 1º ganhando 25, 2º 18, 3º 15, 4º 12... 10º 1. Fechada a temporada, vamos aos resultados finais, na classificação em ordem decrescente.

GP da Alemanha 2019

20º ROBERT KUBICA – 0 ponto
O polonês já teve seus ótimos momentos, mas depois de sua volta à F1 desde seu acidente de rali de 2011, ficou fragilizado por um braço extremamente danificado. É um ex-piloto em atividade. Se olharmos para a sua temporada podemos dizer: por que a Williams contrataria um piloto sem braço? Enfim, a história era bacana, um piloto que sofrera um acidente grave volta a pilotar um carro de F1 depois de oito anos. Mas não funcionou nem um pouco.

19º GEORGE RUSSELL – 8 pontos
O jovem britânico só fez oito pontos no nosso ranking, mas já merece parabéns. Primeiro que o esperado era que nenhum piloto da Williams pontuasse, por seu carro ser o pior (diria de uma categoria a parte inclusive) e assim não ter como avaliar quando comparado com outros carros medianos. George conquistou esses pontos em um final de semana brilhante na Hungria. Ele chegou a estar praticamente classificado ao Q2, e conquistou o 16º lugar, na frente de nomes como Ricciardo e Perez. Na corrida, chegou a se situar na 14ª posição, uma marca impressionante para uma Williams.

18º ANTONIO GIOVINAZZI – 10 pontos
Uma temporada de estreia que se esperava mais. Quando o carro era bom, tomava uma surra de seu companheiro Kimi Raikkonen. Mas na volta das férias, com o carro pior, o italiano mostrou uma evolução, principalmente na Bélgica e na sua corrida de casa e terminou o segundo semestre melhor que o companheiro.

17º LANCE STROLL – 12 pontos
Stroll teve seus momentos. Não merece estar na Fórmula 1, mas pelo menos não foi tão horrível quanto se esperava. Na Alemanha fez sua corrida dos sonhos, vindo de muito atrás e com uma estratégia excelente quase conquistou um pódio. Mas na Itália fez seu melhor fim de semana. Já mostrou bom desempenho no qualy e na corrida era sétimo até Vettel fazer uma grande burrada de rodar e atrapalhar a corrida do canadense. 

16º KEVIN MAGNUSSEN – 20 pontos
O ano da Haas foi marcado como, primeiramente, o melhor carro do pelotão intermediário, que durou apenas cinco corridas, ao segundo pior carro do grid no restante do campeonato. A maioria dos pontos do dinamarquês surgiram nessas corridas. Na Austrália, foi muito bem e se redimiu do resultado catastrófico do ano passado – em que as duas Haas abandonaram por erro no pit. E na Espanha foi o melhor do resto, com ótimas disputas com Grosjean.

15º ROMAIN GROSJEAN – 28 pontos
Muitos acreditam que K-Mag foi melhor que Romain nessa temporada, a pontuação final também diz isso – 20 x 8. Mas na verdade, ele foi muito azarado o ano todo. Em suas três corridas de melhor desempenho – Austrália, Espanha e Brasil – foi prejudicado por alguma circunstância. A primeira delas foi o déjà-vu em Albert Park. Vindo de um ótimo sexto lugar, o piloto, em sua parada, novamente vê seus mecânicos falhando ao apertar os pneus e sendo forçado a abandonar a corrida. Na Espanha, também sendo o melhor do resto, foi acertado por Magnussen na relargada de um Safety Car, e teve sua asa traseira danificada. Com isso, foi perdendo diversas posições, mas ainda conseguiu terminar na 10ª posição. Por fim, no Brasil, seu melhor desempenho desde a queda da Haas, era sétimo até a entrada do SC, e foi prejudicado estrategicamente, por ter de parar mais uma vez, e acabou terminando fora do top-10.

14º DANIIL KVYAT – 36 pontos
O russo foi surpreendente em sua terceira chance na F1. Mostrou maturidade para querer voltar a ter espaço na Red Bull. Primeiro pela sua regularidade nas primeiras corridas, inclusive sendo melhor que Pierre Gasly – mesmo este estando na equipe principal. Na Alemanha foi seu ápice, a estratégia excelente na corrida maluca, conseguiu colocar o piloto numa posição de quase vitória, e terminou no pódio. Depois de ser preterido por Albon na troca Toro Rosso-Red Bull, perdeu a regularidade na segunda metade, e foi o pior do quarteto da Red Bull.

13º NICO HULKENBERG – 37 pontos
Essa não foi nem de perto uma temporada boa do experiente alemão da Renault. O homem sem pódios ficou muito abaixo do que se esperava no duelo contra Daniel Ricciardo e, já com 32 anos, não é mais o mesmo piloto que sempre briga pelo melhor do resto. Sua primeira metade de temporada foi desastrosa, mas apresentou melhora na volta das férias, fazendo pelo menos umas cinco corridas de médio para bom. Destaco a corrida da Itália como sua melhor, também foi a melhor da Renault, em que terminou em 5º lugar.

12º PIERRE GASLY – 47 pontos
É um dos poucos casos de pilotos que vai melhor na equipe satélite do que na principal. Gasly viveu um ano mágico de estreia no ano passado na Toro Rosso e com isso ganhou uma chance de ouro na Red Bull. E foi terrível! Não se adaptou ao carro e foi extremamente massacrado por Verstappen ao longo do primeiro semestre. Nas férias, recebeu a notícia de que a Red Bull decidiu rebaixá-lo de volta a Toro Rosso, na troca com Alex Albon. Ele se abalou com a decisão, certo? Errado! Gasly voltou a ter seus ótimos momentos na equipe, com direito a um pódio sensacional em Interlagos, vencendo o duelo com nada mais, nada menos, que LEWIS HAMILTON.

11º KIMI RAIKKONEN – 53 pontos
Piloto de primeiro semestre. Acho hipócrita quem fala que Kimi foi um dos piores pilotos do ano, porque no início muitos destes inclusive diziam que ele merecia a vaga de Vettel na Ferrari. Se situou como o melhor do resto no início da temporada, fazendo, por exemplo, uma ótima corrida na Alemanha, chegando a estar em terceiro lugar e sendo uma pedra no sapato de Vettel no meio do pelotão.

Semana que vem mostraremos os 10 primeiros.

* Jornalista

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