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João Nassif
Por João Nassif 02/10/2019 - 07:40

Cada vez que joga fora de casa o Criciúma mostra a fragilidade de um time que somente se arrasta no campeonato sem sinalizar uma recuperação total para escapar do rebaixamento.  Em 13 jogos como visitante o Criciúma conquistou oito pontos o que dá apenas 20% de aproveitamento e só não é pior que o Operário que com os mesmos 13 jogos ganhou somente sete pontos.

O baixo rendimento se deve a carência ofensiva com apenas seis gols marcados, o pior ataque de um time visitante. Em nenhum jogo fora do Heriberto Hülse o Criciúma conseguiu marcar mais que um gol e em sete partidas passou em branco no placar. Com estes números é mais do que normal a fixação na zona do rebaixamento.

Com Roberto Cavalo que ainda não assumiu definitivamente o time o Criciúma está em seu quarto técnico na campanha da série B. Nos dois jogos com o técnico no banco quem verdadeiramente comandou o time foi seu auxiliar, Wilson Vaterkamper, que havia sido interino por cinco partidas na transição do Gilson Kleina/Waguinho Dias.

Com duas partidas em pouco mais de 72 horas e sem tempo para treinar Roberto Cavalo se apoiou no auxiliar para escalar, traçar a estratégia e fazer as mudanças em meio aos dois jogos que disputou desde sua contratação. Certamente agora com uma semana praticamente cheia para trabalhar poderemos ver o dedo do técnico nos jogos que terá pela frente.

Se fora de casa o rendimento é péssimo, como mandante é um pouco melhor, 48%, são 19 pontos em 13 jogos. Nas próximas quatro partidas, três serão no Heriberto Hülse, portanto são boas as chances de escapar definitivamente da zona do rebaixamento e espantar de uma vez por todas o fantasma do descenso.  
 

João Nassif
Por João Nassif 01/10/2019 - 23:38Atualizado em 01/10/2019 - 23:41

As seleções brasileiras e sul-coreanas principais jamais se enfrentaram em competições oficiais. Todos os cinco jogos que disputaram foram amistosos e todos na Coréia do Sul.

O primeiro confronto entre ambas foi jogado no dia 12 de agosto de 1995 na cidade de Suwon e a seleção brasileira venceu por 1x0 gol marcado por Dunga. O técnico do Brasil era o Zagallo.

O último jogo entre Brasil e Coréia do Sul foi disputado em Seul no dia 12 de outubro de 2013 com vitória brasileira por 2x0. O técnico da seleção brasileira era Luiz Felipe Scolari, o Felipão, e os gols marcados por Neymar e Oscar.

A única vitória da Coréia do Sul aconteceu em 28 de março de 1999 por 1x0, também na capital Seul, Brasil que era comandado por Vanderlei Luxemburgo.

No resumo, quatro vitórias brasileiras contra apenas uma dos sul-coreanos.

Se as equipes principais dos dois países se enfrentaram apenas em jogos amistosos, as seleções olímpicas foram adversarias em duas oportunidades em jogos por Olimpíadas. A seleção brasileira venceu as duas partidas.

A primeira vez foi em 1964 na cidade japonesa de Yokohama e a vitória foi por 4x0. No segundo confronto em Manchester em Jogos realizados no Reino Unido a seleção brasileira venceu por 4x0. 
 

João Nassif
Por João Nassif 01/10/2019 - 11:09

No início dos anos 1980 o regulamento do campeonato carioca previa um triangular final entre o campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio, desde que um time conquistasse mais pontos do que esses dois na soma dos dois turnos. 

Em 1982 o Flamengo foi o campeão da Taça Guanabara e o América da Taça Rio. O Vasco da Gama foi quem somou mais pontos nos dois turnos e os três times foram decidir o título no triangular final.

No primeiro jogo do triangular o Vasco derrotou o América por 1x0, mesmo placar da vitória do Flamengo sobre o América. Vasco da Gama e Flamengo foram para o último jogo do triangular decidir o campeonato de 1982. 

O Flamengo era cotado como favorito, pois além de bom time ainda contava com três titulares da seleção brasileira na Copa do Mundo da Espanha terminada alguns meses antes. O Vasco da Gama era comandado por Antônio Lopes que iniciava a carreira de treinador.

Sem a técnica rubro negra era maior, foi superada pela garra vascaína que não se intimidou e perante mais de 113 mil torcedores que lotaram o Maracanã venceu por 1x0 com arbitragem de José Roberto Wright que expulsou o lateral Júnior do Flamengo.

O gol do título foi marcado por Pedrinho Gaúcho aos 3 minutos do segundo tempo na cobrança de escanteio que entrou direto no gol, portanto gol olímpico.

O time campeão teve o goleiro Acácio, na zaga Galvão, Ivan, Celso e Pedrinho, no meio campo Serginho, Dudu (Marquinho) e Ernani e no ataque Pedrinho Gaúcho (Rosemiro), Roberto Dinamite e Jérson.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/09/2019 - 19:21

Thiago Ávila *

O final de semana em Sochi começou extremamente positivo para as Ferraris. Leclerc e Vettel lideraram todos os treinos livres e eram dominantes em relação às Mercedes, que venceram todas as corridas desde que o autódromo foi inaugurado em 2014. O domínio tinha tudo para ser quebrado se não fosse por um erro na estratégia.

Charles Leclerc voou no sábado e marcou sua quarta pole consecutiva, o recordista de poles no ano. Vettel tinha tudo para formar a primeira fila com ele, mas faz uma péssima volta final e vê Hamilton assumindo o segundo posto. Bottas é quarto e Verstappen, punido, largou apenas em nono.

Na largada, Vettel voa para cima de Hamilton e antes da primeira curva já era o primeiro colocado. A estratégia inicial da Ferrari foi inteligente e funcionou, agora a dobradinha era praticamente certa.

No entanto, Charles não estava nada contente com a decisão da equipe e ficou reclamando no rádio para que Seb devolvesse a posição. O problema era que o alemão não parava de ser mais rápido volta a volta, chegando a abrir quatro segundos de vantagem. Com isso, Hamilton se aproximava de Leclerc e o monegasco parecia cada vez mais desesperado.

É hora das paradas e Charles é o primeiro a entrar. Só quatro voltas mais tarde a Ferrari chamou Vettel, e acabou o prejudicando como fez com Leclerc em Singapura. Não durou muito tempo e o motor de Seb quebra, fim de prova para o alemão. É o primeiro abandono desde o GP da Alemanha ano passado.

Quem se deu bem nisso foram as Mercedes, que aproveitaram do Safety Car para parar e assumir a ponta definitiva da prova. A Ferrari chama Charles de volta aos boxes, para colocar pneus maios e volta atrás de Bottas. A dobradinha que era certa para a Ferrari, agora mudou de lado.

O finlandês segurou Charles durante todo o restante da prova e fechou o 1-2 dos flechas prateadas, que não acontecia desde Silverstone.

Hamilton quebra a sequência da Ferrari e agora está muito próximo de conquistar o hexacampeonato. Ele tem 73 pontos de vantagem sobre Valtteri Bottas, e Leclerc e Verstappen seguem atrás a mais de 100 pontos.

* Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 30/09/2019 - 09:12

O primeiro título de um clube brasileiro na Copa Libertadores foi conquistado pelo Santos em 1962. Ainda em seus primeiros anos o torneio era disputado apenas pelos campeões dos países da América do Sul, exceção à Venezuela que ainda não era filiada à CONMEBOL e não disputava as competições organizadas pela entidade.

A Libertadores em 1962 começou com três grupos cada qual com três clubes e o Santos, campeão da Taça Brasil em 1961 ficou pelo sorteio no Grupo 1, tendo como adversários o Deportivo Municipal da Bolívia e o Cerro Porteño do Paraguai.

Depois dos quatro jogos realizados no Grupo o Santos terminou em primeiro com sete pontos ganhos. Derrotou o Deportivo Municipal em La Paz por 4x3 e em Santos por 6x1. Empatou com o Cerro Porteño em 1x1 jogando em Assunção e no segundo jogo goleou por 9x1 na Vila Belmiro.

Na semifinal o adversário do Santos foi a Universidad Católica do Chile. O primeiro foi em Santiago e deu empate em 1x1. No segundo jogo o Santos venceu em casa por 1x0 e se credenciou para a final.

Na decisão o Santos enfrentou o Peñarol do Uruguai. Venceu em Montevideo por 2x1 e foi derrotado em Santos por 3x0. 

Foi necessário um jogo desempate disputado em Buenos Aires. No Monumental de Nuñez perante 60 mil espectadores o Santos venceu 3x0 com dois gols de Pelé e outro marcado contra pelo zagueiro uruguaio Caetano.

Como campeão sul-americano o Santos se credenciou para enfrentar o Benfica, campeão europeu na decisão do Mundial de Clubes.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/09/2019 - 08:56

O Grêmio venceu a Copa Libertadores três vezes, em 1983, 1995 e 2017. A primeira foi disputada com a participação 21 clubes, representantes dos 10 países da América do Sul filiados à CONMEBOL.

Cada país teve dois representantes campeões e vices em 1982 com o Uruguai participando com três, pois o Peñarol campeão no ano anterior também estava classificado no torneio.

Na primeira fase os brasileiros Grêmio e Flamengo foram sorteados no Grupo 2 junto com Bolivar e Blooming campeão e vice da Bolívia.

A campanha do Grêmio que terminou na primeira posição do Grupo com empate em 1x1 com o Flamengo em Porto Alegre. Depois derrotou o Blooming por 2x0 em Santa Cruz de la Sierra, o Bolivar por 2x1 em La Paz.

No returno venceu os bolivianos no Estádio Olímpico, o Blooming por 2x0 e o Bolivar por 3x1. Encerrou a primeira fase derrotando o Flamengo por 3x1 no Maracanã.

Nas semifinais, seis times foram agrupados em dois grupos com três equipes em cada um. O Grêmio teve como adversários o Estudiantes de La Plata e o América de Cali.

Começando a caminhada para a final o Grêmio venceu em casa o time argentino por 2x1. No segundo jogo foi derrotado em Cali por 1x0, depois venceu o mesmo América por 2x1 no Olímpico e arrancou um empate em 3x3 na histórica batalha de La Plata.

Na decisão da Libertadores de 1983 o Grêmio teve como adversário o Peñarol de Montevideo. O primeiro jogo foi no Uruguai e os dois empataram em 1x1. No jogo final o Grêmio em casa venceu por 2x1, com gols de Caio e César.  
 

João Nassif
Por João Nassif 28/09/2019 - 05:29

A história dos confrontos entre as seleções do Brasil e da Bélgica registra a realização de apenas cinco jogos, com 3 vitórias brasileiras e duas vitórias dos belgas. O Brasil marcou 11 gols e sofreu 8.

O primeiro jogo entre as duas seleções aconteceu no longínquo 24 de abril de 1963, uma partida amistosa disputada em Bruxelas e o Brasil foi goleado por 5x1.

O troco veio dois anos depois no dia 02 de junho de 1965 em jogo também amistoso disputado no Maracanã com vitória brasileira por 5x0.

Em 1988 as seleções voltaram a se encontrar em outro amistoso disputa em Antuérpia no país belga e o Brasil venceu por 2x1.

Depois de 14 anos Brasil e Bélgica fizeram o primeiro confronto oficial na Copa do Mundo compartilhada entre a Coréia do Sul e o Japão. Num jogo polêmico que os belgas reclamam até hoje um erro de arbitragem o Brasil venceu por 2x0.

A reclamação foi pela anulação de um gol da Bélgica em que foi marcado um impedimento que não ocorreu quando o placar estava em 0x0. O jogo do dia 17 de junho de 2002 era pelas oitavas de final do Mundial.

E teve o troco belga 16 anos depois no Mundial da Rússia. No dia 06 de julho de 2018 na cidade de Kazan, pelas quartas de final, a seleção brasileira se despediu da Copa do Mundo derrotada pela Bélgica por 2x1.

Foi o último jogo entre as duas seleções.
 

João Nassif
Por João Nassif 27/09/2019 - 11:57

A história dos confrontos entre as seleções do Brasil e de Portugal registra a realização de 20 jogos, com 13 vitórias brasileiras, três empates e quatro vitórias dos portugueses. O Brasil marcou 39 gols e sofreu 16.

Seleção brasileira em 1956 contra Portugal
Em pé: Djalma Santos, De Sordi, Nílton Santos, Gylmar, Zózimo, Roberto Belangero.
Agachados: Sabará, Walter Marciano, Gino, Didi, Canhoteiro 

O primeiro jogo entre as duas seleções aconteceu no longínquo 08 de abril de 1956, uma partida amistosa disputada em Lisboa e o Brasil venceu por 1x0.

Até o primeiro jogo oficial Brasil e Portugal jogaram mais sete partidas, todas elas amistosas, sendo cinco no Brasil com dois jogos em São Paulo e três no Rio de Janeiro e duas em Portugal, uma em Lisboa e outra no Porto. 

O primeiro jogo oficial foi disputado no Mundial de 1966 na Inglaterra com vitória portuguesa por 3x1 em Liverpool. Jogaram também em 1972 no Rio de Janeiro partida pela Copa Independência do Brasil na comemoração do Sesquicentenário e a seleção brasileira venceu por 1x0. 

O terceiro e último jogo oficial entre os dois selecionados aconteceu na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. O jogo foi em Durban e terminou empatado em 0x0.

O último jogo entre Brasil e Portugal foi disputado em Boston nos Estados Unidos. Foi uma partida amistosa vencida pela seleção brasileira por 3x1. 
 

João Nassif
Por João Nassif 26/09/2019 - 18:11

Com o descompasso que existe entre os calendários brasileiro e europeu, enquanto os clubes brasileiros estão em férias em pleno verão, os europeus jogam suas competições sob um inverno rigoroso, muitas vezes com a neve caindo em várias partidas.

Na última semana do mês de dezembro, por exemplo, na Inglaterra tem jogo praticamente todos os dias numa grande maratona que exigem dos jogadores um preparo físico excepcional. 

Aqui no Brasil a temporada oficial termina na primeira semana de dezembro e com o tempo regulamentar de férias o retorno é no início de janeiro quando os atletas retornam para a pré-temporada.

Internacional x Vasco da Gama na final em 1979

Mas, antigamente não era bem assim. Os campeonatos se estendiam durante vários meses e era normal que algumas temporadas terminassem no ano seguinte. Algumas vezes a decisão do campeonato brasileiro foi disputada às vésperas do Natal.

Quatro títulos brasileiros antes da era dos pontos corridos foram decididos no dia 23 de dezembro.

O primeiro foi em 1972 quando o Palmeiras do técnico Osvaldo Brandão empatou com o Botafogo em 0x0 jogando no Morumbi perante mais de 58 mil torcedores.

A segunda vez de uma decisão na antevéspera do Natal aconteceu em 1979 quando o Internacional do técnico Rubens Minelli derrotou o Vasco da Gama no Beira Rio por 2x1 com público de 55 mil pessoas.

O terceiro título decidido num dia 23 de dezembro foi em 1998 com a vitória do Corinthians do técnico Vanderlei Luxemburgo sobre o Cruzeiro por 2x0 com a presença de 57 mil pessoas no Morumbi.

Finalmente a quarta decisão num dia 23 de dezembro aconteceu em 2001 quando o Atlético Paranaense derrotou o São Caetano no Anacleto Campanella por 1x0. O técnico do Atlético era o Geninho e o publico presente de 20 mil espectadores.
 

João Nassif
Por João Nassif 26/09/2019 - 14:26

Novamente o Criciúma demonstrou total desprezo pelos profissionais demitidos na manhã de hoje. Depois de ter feito grande molecagem ao avisar a imprensa antes de comunicar ao técnico e ao diretor executivo que seriam demitidos o anúncio da saída dos dois foi feita apenas pelo site oficial do clube.

O presidente Jaime Dal Farra não teve a dignidade de estar presente para comunicar a imprensa e por extensão aos torcedores o porquê das demissões e mandou para a sala de imprensa o vice financeiro que ficou calado enquanto os demitidos faziam seus pronunciamentos lamentando as dificuldades e conclamando a cidade para se solidarizar com o clube e ajudar na luta contra o rebaixamento.

Mais uma vez tanto Waguinho Dias como João Carlos Maringá em suas falas mostraram alto grau de profissionalismo e solidariedade para com o clube que tentaram ajudar, mas que por vários motivos não tiveram sucesso.

Um desses motivos é a total falha no planejamento costurado ainda no final do ano passado e que os maus resultados impediram que tivesse sucesso. O presidente que é o dono do clube e de seu futebol não conseguiu mostrar convicção em nenhum momento e a única luz que acendeu foi quando contratou João Carlos Maringá e Gilson Kleina.

Com os dois vieram jogadores com boas referências, mas que aqui como tantos e tantos outros não conseguiram mostram o futebol que sabem e podem e sem mais recursos para investimento resultou num plantel carente em algumas posições. O resultado é a troca incessante de técnicos com atuações cada vez piores e a posição na vice lanterna da série B. 

Mais uma vez Roberto Cavalo é contratado e desta vez com o time numa enorme aflição que exige resultados imediatos. Sempre que há mudança de comando a tendência é a superação dos jogadores. Foi assim recente quando Wilson Vaterkamper substituiu interinamente Gilson Kleina.

Waguinho Dias desmentiu esta lógica e agora que deixou o comando para a entrada do Roberto Cavalo fica a expectativa de recuperação já no próximo jogo que será coincidentemente contra o Botafogo por onde recentemente passou o novo técnico do Criciúma.

E também Vanderlei Mior, ídolo do clube que já esteve trabalhando com o mesmo Roberto Cavalo em 2015, o presidente aposta nesta dupla para estancar a sequência de resultados negativos. Vanderlei, espécie de assessor especial do futebol deverá trabalhar o vestiário e injetar, pelo seu passado, animo ao plantel atual.  
 
 

João Nassif
Por João Nassif 26/09/2019 - 07:29Atualizado em 26/09/2019 - 09:28

O técnico Waguinho Dias ficou em Campinas após o jogo de terça-feira e somente ontem a noite retornou à Criciúma. Enquanto isso surgiu a informação que havia sido demitido juntamente com o diretor de futebol João Carlos Maringá.

A informação veio a publico pelo Renato Semensati que soube por uma fonte do clube que deve merecer crédito do radialista e que lhe passou a decisão da diretoria do Criciúma. Quem tem a informação que recebeu de uma fonte de credibilidade tem que colocar no ar. Fez bem o Renato.

Agora, o que causa repulsa é o fato da informação ter sido passada por pessoa do Criciúma sem antes comunicar o treinador. Molecagem que espero não tenha sido do presidente Jaime Dal Farra, mas de alguém próximo a ele que mostrou uma grande falta de ética.

Por mais que não tem sido competente no comando do time, Waguinho Dias mostrou ética que o Criciúma não teve quando foi procurado em outras oportunidades e como estava com contrato em andamento com outros clubes declinou do convite. 

Com relação ao João Carlos Maringá, como não consegui contato não posso afirmar que também não havia sido comunicado.  Enfim, a queda dos dois profissionais era esperada, um pelos maus resultados e o outro certamente pela desilusão de não ter podido contratar com mais qualidade pela escassez de recursos colocados à sua disposição. 

Maringá desgastado quando preferia a continuidade com Wilsão e foi atropelado pelo presidente que contratou Waguinho Dias e também pela infeliz declaração que deu num encontro com a imprensa afirmando que sairia no final do ano. Depois de arrependeu, mas ficou o desgaste.

Hoje a reunião que definirá a continuidade ou não da comissão técnica do Criciúma.

João Nassif
Por João Nassif 25/09/2019 - 11:00

Um dos momentos marcantes da história do Santos FC foi quando time liderado por Pelé parou uma guerra na Nigéria. Há mais de 50 anos o Santos realizou uma excursão em solo africano e parou no país que vivia uma guerra civil entre nigerianos e separatistas do Leste Africano.

Com Pelé, sua grande atração, o time paulista parou a Guerra de Biafra na Nigéria, conflito que já durava dois anos. 

A chegada da delegação do Santos trouxe um breve momento de paz para o povo da cidade de Benin.

A presença do Santos foi tão importante que o governador da região, tenente coronel Samuel Ogbemudia decretou feriado na cidade no período da tarde. Ele ainda autorizou que a ponte sobre o rio que ligava Benin à cidade de Sapele tivesse a passagem liberada para que todos, indistintamente pudessem assistir ao jogo e ver Pelé jogar.

O goleiro Gylmar afirmou numa entrevista quando da chegada da delegação ao Brasil que assim que os jogadores colocaram os pés no avião para sair do país as hostilidades continuaram na região. 

Afirmou também que este foi o jogo da famosa “guerra suspensa para ver o Santos jogar”.

O Santos venceu uma seleção do Leste Africano por 2x1, sendo que Pelé não marcou. 

João Nassif
Por João Nassif 24/09/2019 - 09:54

Passados mais de 50 anos ainda persiste a dúvida se realmente o futebol provocou uma guerra entre duas nações vizinhas. Muitos depoimentos de quem participou daquele momento de tensão e violência garantem que não houve nenhuma relação com o futebol o conflito envolvendo Honduras e El Salvador.

As duas seleções estavam na fase semifinal das eliminatórias da CONCACAF para o Mundial de 1970 que classificaria apenas uma seleção, pois o México país que sediaria a Copa estava automaticamente classificado.

Os dois países vinham se desentendendo ao longo de décadas por questões políticas e uma disputa de tamanha importância certamente acirraria muito mais as autoridades que um mês depois dos jogos eliminatórios se enfrentaram no campo de batalha num confronto que durou quatro dias, de 14 a 18 de julho de 1969 em um combate que ganhou dois nomes: Guerra das 100 horas e Guerra do Futebol.

Os jogos classificatórios aconteceram um mês antes e foram necessários três para definição da seleção que iria à final e por consequência ficaria com a vaga.

No dia 08 de junho em Tegucigalpa, capital hondurenha, os donos da casa venceram por 1x0. Uma semana depois, dia 15, os salvadorenhos deram o troco em San Salvador vencendo por 3x0.

Foi necessário um terceiro jogo em campo neutro com a partida marcada para a Cidade do México. Horas antes da decisão o governo de El Salvador rompeu oficialmente relações diplomáticas com Honduras. 

Dentro de campo El Salvador venceu por 3x2 e na final derrotou Haiti conseguindo classificação inédita para uma Copa do Mundo.

A semifinal entrou para a história não no campo esportivo, mas foi tratada como estopim para uma guerra que começou 17 dias depois do terceiro jogo quando as forças de El Salvador bombardearam cidades hondurenhas da fronteira até a capital Tegucigalpa.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/09/2019 - 14:18

A principal competição de clubes da América do Sul sempre foi a Taça Libertadores que teve início lá nos idos de 1960 com o primeiro título sendo conquistado pelo Peñarol do Uruguai.

Em 2002 a CONMEBOL, Confederação Sul-Americana de Futebol conseguiu emplacar a Copa Sul-Americana que tem sido objeto de desejo dos clubes, pois seu campeão garante vaga na Libertadores no ano seguinte.

Antes de colocar a Copa Sul-Americana no calendário a Confederação tentou sem sucesso viabilizar outras competições como a Copa CONMEBOL, Copa Mercosul e Mercanorte que não tiveram apelo dos clubes e muito menos dos torcedores.

Para inchar ainda mais o calendário resolveram criar a Supercopa, disputada por todos os campeões da Libertadores. A primeira edição foi realizada em 1988, mas durou pouco com a última edição sendo realizada em 1997. 

Só dois brasileiros conseguiram o título da Supercopa, o Cruzeiro duas vezes e o São Paulo. O Cruzeiro foi campeão em 1991 e 1992 e o São Paulo no ano seguinte.

Pelo regulamento a Supercopa era decidida em jogos de ida e volta e em 1993 foram para a final São Paulo e Flamengo.

O primeiro jogo foi realizado no Maracanã e terminou empatado em 2x2. No dia 24 de novembro no jogo da volta no Morumbi novo empate em 2x2 e a decisão foi para os pênaltis. 
Marcelinho Carioca perdeu o segundo pênalti cobrado pelo Flamengo e o São Paulo foi perfeito marcando todos seus gols decretando a vitória por 5x3.

Para recordar aos torcedores dos dois times as escalações, aí vai.

São Paulo: Zetti, Cafu, Válber, Ronaldão e André Luiz; Doriva, Toninho Cerezo (Juninho Paulista), Dinho e Leonardo; Palhinha (Guilherme) e Müller. O técnico era Telê Santana.

O Flamengo jogou com Gilmar, Charles Guerreiro, Gélson Baresi, Rogério e Marcos Adriano; Fabinho, Marquinhos, Marcelinho Carioca e Nélio; Renato Gaúcho (Éder Lopes) e Casagrande (Magno). Técnico: Júnior
 

João Nassif
Por João Nassif 22/09/2019 - 17:15

Com a introdução do vídeo arbitragem, diminuíram bastante os erros que ficaram marcados na história do futebol brasileiro. 

Entre os mais recentes e que não sairão da memória de quem acompanha o futebol estão a final do campeonato brasileiro de 1995 quando Márcio Rezende de Freitas foi decisivo no título do Botafogo.

Outro jogo em que houve influência decisiva da arbitragem foi na decisão da Copa do Brasil de 2002 quando o árbitro Carlos Simon ajudou o Corinthians a derrubar o Brasiliense.

Mas, o que muitos não viram foi a decisão do campeonato paulista de 1973 entre Santos e Portuguesa. Talvez tenha sido o maior erro da história do futebol brasileiro proporcionado pelo árbitro Armando Marques, responsável pela colocação de asterisco na lista de campeões.

Santos e Portuguesa empataram em 0x0 no tempo normal e na prorrogação e foram para a disputa por pênaltis.

O Santos perdeu a primeira e converteu as duas seguintes. A Portuguesa perdeu os três primeiros e Armando Marques se confundiu na contagem deu o jogo por encerrado quando a Portuguesa ainda tinha dois pênaltis para cobrar e poderia ter chances de empatar a decisão.

Depois de muita discussão resolveram continuar as cobranças, mas já era tarde, muitos jogadores da Portuguesa já haviam abandonado inclusive o vestiário e houve o consenso para que os dois clubes fossem considerados campeões de 1973.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/09/2019 - 08:58

Tenho insistido com frequência sobre a falta de planejamento que o Criciúma vem mostrando há muito tempo. Sempre que começa uma temporada o presidente discursa afirmando que o time é muito bom, que o plantel atende à busca dos objetivos, que vai recuperar o título estadual e que principalmente conquistará o acesso no campeonato brasileiro.

Desde 2016 quando teve a oportunidade de começar uma temporada, pois pegou o bonde em andamento no final do ano anterior, vem mostrando que tudo fica apenas na vontade e os erros acumulados fazem o time sempre ficar no mesmo lugar sem perspectivas de atingir qualquer objetivo que não seja apenas fugir do rebaixamento na série B e incrível, até no campeonato catarinense.

Alguns times este ano estão mostrando o caminho e a forma de fazer um futebol competitivo. Por exemplo, os quatro que vieram da série C em 2018.

Nem quero tripudiar falando do Bragantino que firmou parceria com o RB Brasil e com a injeção de recursos da Red Bull vai fazendo campanha de gente grande e praticamente garantiu o acesso à elite.

Os demais, Botafogo de Ribeirão Preto, Operário do Paraná e Cuiabá do Mato Grosso que não chegam nem perto da história e tradição do Criciúma estão dando aulas de planejamento. E todos coincidentemente com 35 pontos colados no G-4 depois de 23 rodadas.

O time paulista que no campeonato estadual escapou por pouco do rebaixamento veio forte para o brasileiro com boas contratações e depois de oscilar com a saída do técnico Roberto Cavalo foi buscar Hemerson Maria que conseguiu devolver ao time o caminho das vitórias.

Os modestos Operário e Cuiabá deram mostras de inteligência mantendo seus técnicos há tempos, indo na contramão dos conceitos que se baseiam apenas em resultados. Com poucos recursos e pequena estrutura fazem um campeonato que surpreendem os que davam como certo que fracassariam. 

Os três estão com 12 pontos a mais que o Criciúma que já está em seu terceiro treinador na temporada. A luta a cada jogo é para fugir do rebaixamento, o Heriberto Hülse, antigo caldeirão, se tornou salão de festas de qualquer adversário, a torcida não suporta mais tantas decepções e o pior, não se percebe nenhuma reação que possa estancar este roteiro de brigar até o final para escapar da série C.

Tenho quase certeza que o presidente Jaime Dal Farra não sabe o que comprou. Futebol não é só pagar em dia que é obrigação, é saber planejar, no caso do clube ser de uma empresa investir hoje para recuperar amanhã, como fez o primeiro dono Antenor Angeloni. Investiu durante alguns anos, saiu da série C para a elite e quando recuperou o investimento vendeu para quem não quis seguir o mesmo caminho.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/09/2019 - 10:55

“Botafogo, Botafogo, campeão desde 1910”. A frase composta por Lamartine Babo abre o hino do Botafogo Futebol e Regatas. Este foi realmente o primeiro título oficial do Botafogo, até que 1996, foi reconhecido o título de 1907, dividido com o Fluminense.

Botafogo FR de 1910

O título de 1910 que neste mês irá completar 109 anos foi conquistado de forma espetacular com 09 vitórias em 10 jogos num campeonato disputado por seis equipes.

Além do Botafogo, Fluminense, América, Riachuelo, Rio Cricket e Haddock Lobo foram os outros times que participaram da competição.

A única derrota do Botafogo foi contra o América no primeiro turno. O jogo terminou 4x1, mas o time da Estrela Solitária deu o troco no returno ao vencer por 3x1.

O Botafogo em 1910 marcou 66 gols e sofreu apenas 09. Com média altíssima de gols foram registradas algumas goleadas como, por exemplo, sobre o Riachuelo por 15x1 e sobre o Haddock Lobo por 11x0.

O poder ofensivo do time se mostrou também na partida que decidiu o título com a goleada sobre o Fluminense por 6x1.

O grande nome do Botafogo foi o atacante Abelardo de Lamare, artilheiro do campeonato com 22 gols.

Nas manchetes do dia seguinte, estampava o Botafogo como “Glorioso campeão de 1910”. Daí surgiu o apelido que o clube carrega até hoje.
 

João Nassif
Por João Nassif 20/09/2019 - 10:21

Aqui, pelo sul do país o dia de hoje, 20 de setembro, é conhecido como “Dia do Gaúcho”, dia que celebra a Revolução Farroupilha.

A Câmara Municipal de São Paulo em 2005 aprovou a lei que escolheu a data de 20 de setembro como “Dia do Palmeiras” como forma de homenagear o clube que neste dia em 1942 jogou pela primeira vez com o nome de Palmeiras e justamente neste dia se tornou campeão estadual.

Na época, o presidente Getúlio Vargas assinou um decreto proibindo que clubes e associações brasileiras tivessem nome que lembrassem os países aliados na Segunda Guerra Mundial, Alemanha, Japão e Itália, sob pena de perderem o patrimônio. 

O então Palestra Itália tentou mudar o nome para Palestra de São Paulo, sob o pretexto que palestra é uma palavra grega. Mas, os outros clubes não aceitaram, principalmente o São Paulo que tinha interesse na punição do clube, pois tinha interesse no patrimônio palestrino.

No dia 14 de setembro de 1942 uma assembleia entre os diretores surgiu o nome Palmeiras que foi oficializado e o presidente do clube proferiu a seguinte frase: “Não nos querem Palestra! Pois seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”. A profecia foi cumprida uma semana depois.

O Palmeiras entrou em campo na final com a bandeira do Brasil no jogo que ficou conhecido como “Arrancada Heroica”. No jogo que decidiu o título o Palmeiras venceu justamente o São Paulo por 3x1 
 

João Nassif
Por João Nassif 19/09/2019 - 13:22

Três clubes catarinenses disputaram o campeonato brasileiro da série A de 2014. Um o Criciúma que havia subido em 2012, os outros dois Figueirense e Chapecoense que conseguiram o acesso em 2013.

Criciúma em 2012

Depois de cumpridas 38 rodadas a trinca catarinense perdeu um componente, o Criciúma que terminou o campeonato na última colocação com apenas 32 pontos. O Figueirense ficou em 13º com 47 pontos e a Chapecoense em 15º com 43.

Se para a série A de 2015 Santa Catarina havia perdido um representante com o rebaixamento do Criciúma, o estado ganhou outros dois com os acessos de Avaí e Joinville. 
Joinville, aliás que foi o campeão da série B em 2014, deixando Santa Catarina com quatro equipes na elite do futebol brasileiro em 2015.

As temporadas foram sendo disputadas e o Criciúma que havia sido rebaixado em 2014 continua até hoje na série B sem nunca ter sequer se aproximado da zona de acesso.

O Joinville jogou 2015 na elite, foi rebaixado e com sucessivas quedas terminou o ano de 2019 eliminado na primeira fase da série D, sem perspectivas de retorno à uma divisão maior.

O Avaí que vive num processo de acesso e descenso disputa hoje a série A com grandes chances de mais um rebaixamento.

O Figueirense que é o catarinense com mais presença na série A, hoje na segunda divisão, passa uma grave crise administrativa e financeira e também está muito próximo de ser rebaixado para a série C.

Finalmente a Chapecoense que disputou a série A pela primeira vez em 2014 tem conseguido se manter e este ano participa da elite pela sexta vez consecutiva, quer dizer, nunca foi rebaixada, mas agora em 2019 também por problemas administrativos está correndo riscos reais de voltar para a segunda divisão.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/09/2019 - 07:05

Foi com este espirito que o Internacional saiu da Arena da Baixada derrotado no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Jogou o tempo todo na retranca para alcançar um 0x0, mas levou um gol e deixou o campo como se tivesse vencido. O Colorado gaúcho apostou todas suas fichas no caldeirão do Beira Rio para conquistar o título.

Esqueceu que do outro lado havia um time mais novo, certamente menos experiente, mas com uma velocidade que poderia ser o diferencial. Além do mais o Inter não é um time tecnicamente confiável, depende muito da raça e coração para buscar os resultados. Muitas vezes estes componentes não são decisivos e podem gerar reações que impedem as grandes conquistas.

Foto: Globo Esporte.com

Desde o primeiro movimento do jogo esta imposição caseira se fez presente quando o atacante Guerrero, sem bola deu uma chegada no volante do Athletico e se fez de desentendido, mas mostrando que aqui em casa eu é que mando. E mais, durante quase todo jogo as reclamações foram fortes em cima da arbitragem que teve um comportamento digno sem ser suscetível a qualquer pressão.

O time paranaense foi cirúrgico, depois de ser pressionado de início fez o que sabe de melhor e na velocidade de um contra-ataque fulminante abriu o placar. Sofreu o empate ainda no primeiro tempo num apagão de sua zaga, mas soube com tranquilidade usar o desespero do adversário e cozinhar a decisão com o placar agregado a seu favor.

Fechou a conta com uma jogada espetacular do Marcelo Cirino que driblou vários jogadores para colocar o Rony na cara do gol para o chute fatal. Nem precisava, pois o Internacional já estava entregue e com parte da torcida no caminho de casa.

Justiça à um grande campeão que não se curvou às mensagens de antes e durante o jogo afirmando que o dono é quem manda em sua própria casa.   
 

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