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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Henrique Packter
Por Henrique Packter 31/12/2019 - 11:53

Tudo se impregnará do espírito natalino. Veremos irmanados Lulas, Bolsonaros, Cunhas e até Malufes; alguns redimidos, quando saírem da cadeia.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de ameaças ou suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Zumblick, as bandeiras do divino tremulando na atmosfera, distribuindo flores; toda pintura, inclusive borrões psicodélicos, estarão a serviço do entendimento afetuoso e universal. A crítica de arte, encantadoramente se eclipsará, celebrando o Advento.

Sentindo a proximidade de Deus, a poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojadas do som. Para que livros? A terra estará impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de livro. A música permanecerá tal qual Beatles e Beethoven a deixaram; equívocos e ousadias musicais serão arquivadas, sem humilhação para ninguém.

Grande economia para os povos, desaparecerão suavemente políticos, classes armadas, repartições arrecadadoras e fiscais. Do dicionário, uma palavra será reabilitada: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para tornar-se sentido natural da vida. Nem juntas de conciliação, nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Nos riremos do dinheiro, das arcas e apartamentos alugados que o velavam, agora depósitos de doces para visitas. Não buscaremos ou nos esquivaremos da morte; o homem entenderá a existência da noite, como já entendera a da manhã. O mundo, administrado exclusivamente por filósofos racionalistas-iluministas, verá as restantes instituições caducas uma a uma cerrarem suas portas, certas Universidades inclusive.  E será Natal para 
 

Henrique Packter
Por Henrique Packter 28/12/2019 - 11:50Atualizado em 30/12/2019 - 11:51

Em 22 de dezembro de 2010 o banco errou no pagamento de algumas contas. Uma tarde perdida conversando com gravações que, só sabiam me deixar aguardando impotente em hold.  A vizinha do lado bateu na minha porta, muito educada (trabalhava no Bradesco, é ruiva natural e feiosa), para avisar que, na noite de terça-feira, vai dar uma recepção e que procuraria bimbalhar o mais baixo possível. Sim...  

Todos os escribas que leio, bons ou maus, já cometeram sua crônica de Natal. Alguns são reincidentes, fazem uma crônica a cada Natal, muitas vezes a mesma crônica. Mas, nos dias apressados de hoje, diminui o número daqueles que a fazem, talvez porque minguem as maneiras de tratar do assunto com um mínimo de criatividade.

Já fiz do Natal uma metáfora moderna: a manjedoura símbolo da origem humilde de um justiceiro social e José e Maria como despossuídos (os primeiros sem-teto), perseguidos pelos poderosos do dia, como ainda hoje.

Também já apelei para a crítica política indireta: os três reis magos chegam à manjedoura trazendo só mirra e incenso porque tiveram que passar por Brasília onde o ouro sumiu.

Já pensei em descrever a cena na manjedoura do ponto de vista dos animais, estarrecidos e incapazes de compreender o que ocorria, a grandeza do momento histórico que viviam.

Acho que minha intenção era divagar sobre a neutralidade do mundo diante (ou atrás, apenas serve de cenário), dos dramas humanos, e a futilidade destes em contraste com a vasta indiferença das coisas. Ou algo parecido. Mas, em respeito à data, minha crônica de

Natal deste ano, inscreve-se na categoria reminiscências com ilações já muito usadas.

Sempre houve árvore de Natal em casa, desde os pinheirinhos da época dos móveis escandinavos, que era como denominávamos os caixotes de bacalhau norueguês trazidos do mercado e que viravam mesas e estantes. Depois, acometidos de consciência ecológica, trocamos o pinheiro de verdade por um sintético, todo decorado, com modesta estrela na ponta, onde, no Natal de 2006, luziu retrato do Gabiru, autor do gol que deu o campeonato do mundo ao Internacional, passe do Fernandão.

Minha avó era religiosa, nosso Natal nem tanto. Às vezes havia em casa, no jantar da véspera, amigos judeus e islâmicos, sem falar nos agnósticos, como eu haveria de me tornar, O Natal nos fornecia símbolos de muito mais coisas, coisas mais importantes do que questões de fé. Estávamos juntos, nos gostávamos, isso é o que celebrávamos todos os anos. E nada mais distante de especulações teológicas do que Dedé rondando a árvore, tentativa de adivinhar quais dos presentes eram seus.

Não é absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento do homem, um dia o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações tediosas e supliciantes. Seria bom.

Nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, das fronteiras iranianas às fronteiras israelenses, sem esquecer fronteiras de Gaza; sem fronteiras. Governos e oposições, neutros, super e subdesenvolvidos, bichos, plantas, entrarão em regime de fraternidade. 
 

Henrique Packter
Por Henrique Packter 26/12/2019 - 06:59Atualizado em 26/12/2019 - 07:01

DIZELDA CORAL BENEDET, conforme sabido, era pessoa muito ligada aos médicos Nyra e Odilon. Conforme dados por ela coletados, ficamos sabendo da graduação do casal no Curso de Medicina pela Universidade Católica do Paraná, 1968.
Talvez a pessoa de maior intimidade e de maior convívio com Nyra em Criciúma. Muito do que se escreverá sobre a primeira médica e primeira médica ginecologista e obstetra da cidade vai se dever a Dizelda, natural de São Bento, Nova Veneza (13.1.1936).
Cidadã honorária (13.5.2002) e primeira mulher vereadora em Criciúma (1983-1988), Diretora do Bairro da Juventude (8 anos), Secretária Municipal de Saúde e Bem-Estar Social (1983/1985), Diretora da FUCABEM (Fundação Catarinense de Bem-Estar do Menor), 1973/1974, membro fundadora da AFASC (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma), presidiu a SULCATUR (Associação Sulcatarinense de Turismo). Primeira mulher em Criciúma a inserir-se na política partidária. Hoje, das 17 cadeiras na Câmara de Vereadores de Criciúma, apenas duas são ocupadas por mulheres. 
 
PRIMEIRA EDIL em CRICIÚMA 1983/1988 
 
Era Prefeito José Augusto Hülse e Vice, Roseval José Alves. Vereadores:
 
Em 1967, o prefeito Ruy Hülse de Criciúma, transferiu a Câmara de Vereadores para sala da Galeria Benjamim Bristot. Somente em 1986 a sede da Câmara Municipal foi transferida para o sexto andar do Centro Profissional de Criciúma, Rua Cel. Pedro Benedet, 488, onde ainda se encontra.
 
VEREADORES EM 1987

Adair José Spillere, Ademir Uggioni (presidente 1987/1988, depois vice-prefeito), Ageci Mendes Xavier, Aguinaldo Nunes, Altamiro Bittencourt (administrador do HSJ), Antônio de Jesus Costa (o Costinha, craque do Itaúna), Arnoldo Paulo Ribeiro, Avelino Dilney Pedro Lopes (pai do jornalista Ney Lopes e autor do projeto que me concedeu o título de Cidadão Honorário de Criciúma), Dizelda Coral Benedet (Primeira Vereadora em Criciúma), Itamar da Silva (seis mandatos de vereador, prefeito interino), José Argente Filho, Jorge Uliana Filho (presidente 1985/1987), Jucimar Magrim, Lourival Lopes, Miguel Medeiros Esmeraldino  (homem  de confiança de Diomício Freitas), Ricardo Back (Paquinha, de Forquilhinha),  Sérgio Uliano, Vânio de Oliveira (pastor, gravou músicas religiosas), Verceli Nunes Coral (depois vice-prefeito), Woimer Loch (presidentes: 1983/1985, sogro de João Paulo  Kleinubing), Wilmar da Conceição.
(Entre os suplentes: jornalista Aires Joaquim Medeiros Fª, contabilista Amaro Alves Fernandes).
Prefeito José Augusto Hülse, a Câmara de Vereadores e seus presidentes, possibilitaram a construção da primeira UTI do HSJ, responsável por tantas vidas salvas em nossa região, desde então.
Uma semana após a formatura, novembro de 1968, casam-se Nyra e Odilon Froelich. Em seguida vão para o RJ onde fazem residência Médica para especializarem-se, NYRA no Hospital Moncorvo Filho em Ginecologia e Obstetrícia. ODILON faria cirurgia geral. Ingressam no curso de especialização médica em 31.12.1969, após aprovação em concurso público. Como se sabe, 1968 foi o ano que não houve. 3.057

Henrique Packter
Por Henrique Packter 24/12/2019 - 10:09Atualizado em 24/12/2019 - 10:11

Falecida em 2.000, vítima de câncer de pulmão, NYRA é mais lembrada por jovens senhoras na casa acima dos vinte anos. É inacreditável que pessoa que perdeu tantas noites de sono ajudando bebês a nascerem esteja hoje praticamente esquecida. Não creio que haja rua, praça, servidão, imóvel municipal, biblioteca -, homenageando-a pelas madrugadas insones e vigilantes, atenta a vidas carvoeiras nascedouras.
Restam as lembranças tristes de sua doença e morte e de disputas judiciais pelo seu espólio.
 
UMA DESPROPRIAÇÃO

Prefeitura de Criciúma foi autorizada a compensar o valor devido pelo Município a NYRA TERESINHA BÚRIGO ESCOUTO, pela desapropriação de terreno de 500m², ocupado com a implantação do complexo esportivo de que participava o Ginásio de Esporte Irmão Walmir Orsi, no Parque Centenário. Avaliado em R$ 9 mil, no Loteamento Jardim Aeroporto, o Município efetuou o pagamento de R$ 8.358,75.

Desapropriação ocorreu em 29.12.1995, sendo prefeito Eduardo Moreira e Gécio Humberto Meller, Secretário de Administração.
 
UMA AÇÃO DE USOCAPIÃO 

Por algum tempo, a partir de 2002, dois anos após a morte de NYRA, tramitou no Tribunal de Justiça de SC, Apelação Cível referente a imóvel na   Rua Senador Paulo Sarasate s/n, Bairro Santa Bárbara, Criciúma. Imóvel da extinta Nair Búrigo (mãe de NYRA), herdeiros Nyra Terezinha Búrigo Escouto, Março Aurélio Búrigo Escouto e esposa.

O Reclamante não residia no local, utilizando a terra como roça. Irresignado com anterior decisão da Justiça, o agravante João Maurício Rocha interpôs recurso de apelação. Tratava-se de Apelação cível, de Usucapião extraordinário em que ele deveria demonstrar posse mansa e pacífica vintenária, e animus domini. Prova testemunhal era divergente Requisitos previstos (artigo 55º do CC) não satisfeitos, o pedido foi julgado improcedente. 

Desembargador José Mazoni Ferreira
Florianópolis 08.05.2003   

 

Henrique Packter
Por Henrique Packter 21/12/2019 - 09:19

VOCÊ USA LENTES DE CONTATO

Dormir com lentes de contato aumenta em 15% o risco de ganhar úlceras de córnea ou de ceratites infecciosas, moléstias de tratamento e cura difíceis.  Portanto, nunca dormir com as lentes de contato nos olhos. Há, no entanto, um certo tipo de lentes de contato feitas para usar à noite, elaboradas com material de alta permeabilidade permitindo oxigenação da córnea e auxiliando na sua moldagem. É a Ortoceratologia, tratamento que possibilita a melhora da miopia e de algumas doenças corneais.

Nos demais casos a orientação é retirar as lentes de contato com as mãos limpas, ao deitar para dormir. As lentes devem ser guardadas não em soro fisiológico, mas em solução desinfetante.

Estando a pessoa com os olhos fechados, eles não são convenientemente oxigenados, deixando a lente (feita de material plástico), em ambiente quente e úmido proporcionado pelas pálpebras fechadas e propício a infecções, por proliferação de microrganismos.

A\lente deve ser adequadamente higienizada para ser colocada nos olhos e usá-las no período prescrito.

Não coloque as lentes em soro fisiológico.
Não lave as lentes em água torneiral, mas com soluções desinfetantes.
Não use estojo das lentes por mais de três meses
Não guarde as lentes na pia do banheiro ao lado do vaso sanitário.

OS NOVE DE PARAISÓPOLIS

Em condições normais de convivência numa sociedade democrática, o ingresso de policiais militares numa aglomeração pacífica de pessoas, usando de violência -, no momento político brasileiro que vivemos -, já seria motivo de grande comoção popular. Se da ação resultasse a morte de 9 jovens, cujos atos se limitassem à busca de lazer e diversão, num duro cotidiano, seria motivo para convulsão social e rápidas ações das autoridades. É falsa a noção de que polícia violenta e sem controle possa ser eficaz. Dar ao Estado carta branca para atuar nos conduz ao cenário de Estados Absolutistas onde são indistinguíveis a Força Pública de Milícia a serviço dos donos do Poder. Enfrentar esse dilema é voltar a pensar. Oxalá, as vidas perdidas dos nove de Paraisópolis cumpram esse papel.

EXAGERO NO CONSUMO DO SAL

Brasileiros consomem 9,34 gramas de sal/dia, quase o dobro do que a OMS recomenda que é 5 gramas.

Uso disseminado em toda sociedade, homens jovens abusam mais desse hábito.  Apenas 2,4% das pessoas pesquisadas estão dentro das faixas preconizadas e tem consumo inferior a 5 gramas por dia. Mulheres e pessoas mais jovens estão dentro dos índices recomendados. Consumo elevado de sal, mais de 12 gramas por dia foi mais frequente em homens, 15,7% do que em mulheres, 10,8%

Grupo com escolaridade mais alta, 11,35% das pessoas, tem o consumo elevado de sal, a menor proporção.

Excesso de sal está ligado à hipertensão e às doenças cardiovasculares. 2774

Henrique Packter
Por Henrique Packter 19/12/2019 - 09:15

O BIFE NOSSO DE CADA DIA

Pois, minha gente, o preço do bovino subiu 30% em menos de um mês. Há séculos o homem tem vínculo ancestral e antropológico com o consumo de carne vermelha, mantendo esse hábito milenar na forma mais comum e natural: o churrasco correndo sangue.

Final dos anos 70 cada brasileiro consumia 13 quilos de carne per capita/ano. Hoje consome quase 40. É como se cada brasileiro consumisse um bife de 100gr diariamente.  Argentinos, uruguaios e gaúchos consumem mais do que isso.

Produzir carne criando boi é um processo de mil dias, da fecundação das vacas até o bife chegar ao prato. O frango precisa 60 dias e o suíno menos de 250. Por trás de tudo, não esquecer que existe um ser humano que, de sol a sol, a céu aberto, sob os riscos da natureza, subordinado às normas do Estado, às preferências de cada churrasqueiro, usando tecnologia e o que de mais existe, no final de três anos vai perguntar ao dono do frigorífico: quanto estão pagando pelo meu boi, ó Wesley Batista?

Na conjuntura atual desequilibrou-se a velha lei da oferta e da procura: gente demais quer carne. As condições ou motivos que levaram a carne a esse momento único da pecuária são conjunturais, isto é: podem mudar.

A carne está cara porque está faltando boi e porque há anos o caboclo no fundão das grotas vem sendo injustamente acusado de poluir o ambiente, de provocar o aquecimento global, maltratar os animais, e pior: perdendo dinheiro.

A recomposição do rebanho suíno chinês deve levar de 3 a 5 anos, o que indica que a procura por carne para abastecer sua população deve estender-se por período não tão curto. O apetite asiático bastou para que nossas entidades do setor reforçassem a importância de não colocar todos os ovos na mesma cesta ou no caso, todas as carnes na mesma mesa. A ambição é conquistar novos mercados e ampliar os itens ofertados aos compradores tradicionais e importantes-, o caso da China.

Esta preocupação faz sentido. Evitar a dependência de um único destino, de um único produto, é preciso. 

A demanda extra da China por carne está sendo atendida por produtos brasileiros, valorizados lá fora e aqui dentro, também.  Esta demanda da Ásia, abre a janela para que o país dê um salto de qualidade, tornando-se competitivo. Esta regra vale para qualquer conjuntura ou mercado.  
 
MUITA INTOLERÂNCIA NA CASA DE TOLERÂNCIA
 
Lula repetia o óbvio com pompa, Dilma não completava frases ou ideias, Temer rebuscava com ademanes, tolos lugares-comuns. Bolsonaro largou o falar com ódio, agora faz rir, não mais transmite confiança. Ministros superam-se e ao presidente; até são mais realistas. O novo diretor da Fundação Palmares (cuidador da cultura afro-brasileira), disse que “no Brasil a escravidão foi benéfica para os negros”. Nota: ele é negro e descendente de escravos (!). O ministro da Educação coleciona sandices. Neste ritmo de insensatez, Leonardo DiCaprio teria incendiado a Amazônia, após afundar o Titanic. 2.931
 

Henrique Packter
Por Henrique Packter 17/12/2019 - 09:09Atualizado em 18/12/2019 - 09:15

Enquanto aguardamos o fim das pesquisas que realizo sobre a vida e contribuições de Nyra, que tal relembrar textos publicados recentemente nos jornais?

VOCÊ LEU?
 
 O PERU NOSSO DE CADA NATAL
 
32,5% das pessoas consultadas concordam em que peru não pode faltar nas comemorações natalinas (30% das vendas, quilo 20% mais caro que frangos especiais). Seu principal concorrente é o frango especial, do qual o Chester é o principal representante (70% das vendas).
 
No Brasil apenas duas indústrias abatem perus: a BRF (Sadia e Perdigão, 80% do mercado de perus, concentrado em Chapecó) e JBS, Proprietária da Seara Alimentos, abatendo animais em Caxias do Sul. Nos mercados, 70% das vendas, nesta época do ano correspondem aos frangos especiais.
 
Então, o que vai ser? Peru, Chester, Bruster ou Fiesta? (Os três últimos, marcas comerciais de frangos especiais).
 
Vai Peru ou frango, freguês? Os frangos especiais chegam a pesar o dobro do frango comum, pela seleção genética.
 
Perus são mais difíceis de criar, são sensíveis às variações de temperatura, exigem cuidados específicos. Levam 100 dias para abate. Comparativamente, o boi leva 1.000 dias, o frango 60 e os suínos 250 dias. A carne do peru, mais escura, tem sabor acentuado, consistência mais firme.

MÁQUINAS DE LAVAR ROUPAS PODEM MATAR?

13 recém-nascidos internados no Hospital Universitário de Bonn, Alemanha, foram infectados pela bactéria Klebsiella oxytoca, disseminadas por lavadoras da instituição. O microorganismo é comum no intestino de crianças e adultos, pode ser perigosa para recém-nascidos e para portadores de baixa imunidade.
 
Calma, gente! Este perigo só existe quando se utiliza água quente nas lavadoras domésticas, hábito europeu, pelo frio. A temperatura elevada facilita a reprodução das bactérias. Este risco pode existir em hospitais onde as lavadoras atendem a número grande e variado de pessoas.
 
Manter os ambientes limpos, trocar filtros e mangueiras das máquinas domésticas, eventualmente, mantê-las calibradas e sem vazamentos ou rompimentos internos, acumuladores de água, é preciso. Lembrar: umidade favorece o crescimento de fungos e bactérias.
 
DISSON NCIA COGNITIVA COLETIVA
 

Em 1954 certa manicure e vidente de Michigan, EUA, previu que um segundo dilúvio, desta vez para valer, inundaria e destruiria a humanidade como um todo. Mas, ela e seus seguidores seriam resgatados por nave espacial para fora do planeta segundo instruções reservadas que ela recebera pessoalmente de Deus. Também conhecia a data apocalíptica: 21 de dezembro.
 
Vidente e adeptos largam mão de tudo para rezar e aguardar a fatídica data. O psicólogo Leon Festinger e pesquisadores associados infiltraram-se no movimento para observar a reação dos crentes quando a profecia falhasse. Tratava-se de estudo sobre como crenças se transformam quando a realidade se impõe.
 
Passada a data sem que nada ocorresse e nem a nave desse ar de sua graça, os membros da seita concluíram pela eficiência de suas orações, a ponto de impedir a destruição do planeta.
 
Donde se conclui que o pensamento mítico tanto quanto o paranoico nunca é vencido. A tese, diante da profecia não realizada não só não a invalida como a reforça. 
 
Pessoas emocionalmente envolvidas com suas crenças torcem os fatos para encaixá-los na teoria prévia. Origina-se aí o conceito de dissonância cognitiva: a diferença daquilo que ocorre e como isto é entendido pelos interessados.
 
Herdeiros somos de tradição racionalista. Racionais, mas de modo intermitente, nem sempre e ou nem em todos os assuntos.  Nossa base natural é o modo mítico de pensar, não somos amigos dos fatos e sim de nossa maneira de ponderar. A paranoia é o paraíso da certeza, daí a dúvida ser a melhor maneira de refletir. 3.699

Henrique Packter
Por Henrique Packter 14/12/2019 - 09:21

Poucas vezes um homem pode dizer que se sentiu tão livre quanto ele, naquele lugar, naquele momento e por tantos motivos.

Alguém pergunta pela via Dolorosa, onde fica. Teve vontade de responder: a via Dolorosa começa na rua dona Luíza em Santa Maria, passa pela Lauro Müller em Criciúma e Cel. Lucas de Oliveira em POA.
Jerusalém concretizou a mensagem que gregos e romanos tentaram aperfeiçoar. A mensagem primitiva tal como os judeus a preservaram ao longo dos séculos, parecia bastante e consoladora.

Nem Jerusalém conseguiu salvar o homem. Mas, ela, a mensagem repousa não como um corpo imóvel em seu túmulo de pedra, mas como embrião que ainda cresce. O embrião que talvez contenha o segredo de nossa explicação. Ou, ao menos, de nossa justificação.

A GRUTA DE GETSÊMANI

Na porção norte do Monte das Oliveiras, Vale de Kidron, seguindo pequeno corredor ao lado da igreja da ascensão da Virgem Maria está pequena gruta, parte natural, parte escavada, dezenove por dez metros, a Gruta do Getsêmani, guardada por franciscana.
Acredita-se ser possível que essa gruta tenha abrigado o Salvador e seus discípulos em Jerusalém. É provável que seja o local onde os apóstolos caíram no sono quando o Mestre lhes pediu para orar. A igreja fica bem próxima à pedra da agonia, onde Jesus teria feito a famosa oração: "Pai, se queres, passa a mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua." Lucas 22:42

O evangelho de Lucas diz que os dois lugares distavam de um tiro de pedra, ou seja, bem próximos.

O lugar é adequado à oração, por isso, desde sempre, cristãos hebreus e bizantinos oram ali sem nenhum templo acima da gruta. A tradição diz que esse é o local da traição de Judas. Recentes restaurações trouxeram à luz afrescos pintados nas cruzadas e pichações muito antigas, de peregrinos. Céus, estrelas e três cenas bíblicas já foram descobertos: a oração de Jesus no Jardim, Cristo com os apóstolos e anjo consolando o Salvador.

Dentro da gruta pode-se ver antiga cisterna, tumbas do século 4, um arcossólio e inscrições antigas. Arcossólio (do latim arcus, arco, e solium, sarcófago), termo arquitetônico aplicado a área em arco, recuada da parede, onde se insere um túmulo numa catacumba cristã.

CRISTO RECRUCIFICADO

O guia turístico, ex-padre católico, contava que a gruta fora severamente bombardeada durante a guerra dos seis dias em 1967. Contou milagre: a capela ficara destruída Apenas duas paredes ficaram em pé e uma granada aos pés da imagem da Virgem, granada que não explodira. Ao lado da imagem de Maria estava pregado um Cristo em tamanho natural. A cruz pintada de preto não parecia ter sido atingida, mas o Cristo fora decapitado na explosão. A mão esquerda da imagem despegara do braço da cruz o braço caíra ao longo do corpo que tombou para o lado direito A mão direita continuava pregada e os pés também. Aquele corpo decapitado, pendurado por uma só mão com os joelhos curvados, parecia cair a qualquer momento sobre monte de escombros. Aquele Cristo decapitado após ser crucificado, e a Madona intocada com a granada não detonada aos pés, são símbolos fortes. Cristo, entre as ruínas pendendo para um só lado da cruz lhe pareceu mais irmão dos homens na sua postura dolorosa, igual a qualquer outro morto de guerra, irmão desses cadáveres de homens destroçados. 3.302
(Continua NYRA, primeira médica em Criciúma)

Henrique Packter
Por Henrique Packter 12/12/2019 - 08:19Atualizado em 13/12/2019 - 21:20

Cidade da Paz (Ierushalaim) ou Paz com Jebus (Jebushalom), como querem outros, aqui a etimologia nunca foi tão desimportante. Romanos, macabeus, egípcios, assírios, babilônios, persas, selêucidas, árabes, fatímidas, cruzados, sarracenos, mongóis, otomanos, ingleses -, todo mundo lá esteve. Maior parte deles não deixou pedra sobre pedra. Mas pedras é o que mais há, umas sobre as outras. A eterna conquistada sobreviveu, os conquistadores se perderam no pó.

Lúcio entrou na Cidade Velha pela porta de Yafo. Atenas, Roma e Jerusalém são ângulos do triangulo do Ocidente, que formaram, bem ou mal, nosso pensar, nossa miséria e nossa glória. Jerusalém é a base e em certo sentido, o fim. 
Para um ateu bem sedimentado como Lúcio, o problema religioso é assunto acadêmico. Ele não foi ao Muro lamentar por pedras, nem orar na mesquita de Omar orientado para Meca, nem ajoelhar no sepulcro do Homem que tentou salvar-nos e a Jerusalém. É o Homem diante de si mesmo, de sua cidade, de seu passado, de seus padecimentos, de sua luta obstinada.

A LIBERDADE

Pode não haver Paz absoluta na cidade, mas há liberdade. A Paz está permanentemente ameaçada e isso já é um pouco de guerra. No complicado e colorido labirinto de mercadorias árabes junto à Porta de Damasco havia um provocativo retrato de Arafat, emoldurado e iluminado. Provocação silenciosa, mas suficiente. Todo judeu sabe que Arafat já quis afogar todos os judeus no Mediterrâneo. 

Paz assim, efêmera e frágil, não vale muito. Vale a liberdade, compromisso nascido dos judeus praticamente com seu grande momento nacional, o Êxodo, a travessia do Mar Vermelho, a noite do Pessach. Noite diferente de todas as outras em que um povo com seus pães não fermentados fugiu da escravidão no Egito, preferindo a liberdade de passar fome e   sede no deserto.

Lúcio sentiu essa liberdade fisiológica caminhando pelas ruas estreitas e quase opressivas de Jerusalém. A tarde caindo, árabes passavam apressados pelas ruelas estreitas da velha cidade para alcançar as mesquitas e orar porque a prece precisa ser dita. Judeus ultra ortodoxos vindos do Mea Shearim, para a reza do Shabat, querendo dizer suas preces diante do Muro que subitamente aparece à sua frente sem ser procurado. Em cima dele a abóbada dourada da Mesquita de Omar, Cúpula da Rocha no Monte do Templo, local dos mais sagrados para o islamismo, na Cidade Velha de Jerusalém. Já homens e mulheres judeus, separados por tabiques, visitam o Muro das Lamentações, local de oração mais sagrado do judaísmo, na mesma cidade velha de Jerusalém.  Em algum ponto do céu que se estende sobre o deserto da Judeia, a primeira estrela brilha, anunciando o início do Shabat. Dos minaretes rodeando o muro, moazins lançam suas preces numa mistura de choro e imprecação. De algum lugar um sino acaba de tocar o ANGELUS, o anjo que anunciou o nascimento de Cristo. Muito barulho para uma hora de paz.
(cont)

Henrique Packter
Por Henrique Packter 10/12/2019 - 06:48Atualizado em 10/12/2019 - 20:51

Pois minha gente da mídia digital, mais um NATAL se aproxima. Já são mais de 80 em minha vida e aproveito esta oportunidade para fazer breve pausa no relato sobre PIONEIROS MÉDICOS, agora no PORTAL 4OITO. Falava eu de NYRA TEREZINHA BÚRIGO ESCOUTO, a primeira médica em Criciúma. Peço licença para contar de uma das minhas lembranças do NATAL, data universal pertencente à HUMANIDADE.

Acho que todo o mundo sabe de meu filho LÚCIO, Filósofo-Clínico que anda por esse mundo de Deus, levando sua mensagem cujo finalidade última é propiciar nova maneira de pensar às gentes, uma nova interpretação do mundo.

LÚCIO anda por tudo. Ainda agora mesmo retornou de Monterrey, no México, onde ensinou sua arte a ianques, mexicanos, e alguns brasileiros. Já fizera o mesmo na Grécia, Espanha, Portugal, Inglaterra, França, Itália...

LÚCIO, VIAJANTE COMO TOM JOBIM

Desce com frequência no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Entrevistado, queriam saber porque não se fixava em POA, como todos os outros filósofos gaúchos. Respondeu que a culpa era de Tom Jobim.

De fato, indagado porque não se fixava logo no RJ, deixando Noviorqui para lá, Tom respondeu:

- Nova York é bom, mas é uma merda! RJ é uma merda, mas é bom!

Em Israel, Lúcio esteve duas vezes palestrando na Hebraica. Pois foi quando voltou de uma dessas duas viagens que se demorou a falar sobre a cidade Santa, Jerusalém. Não por acaso, era data próxima do NATAL. Não sou propriamente um homem religioso, mas sua narrativa sobre Jerusalém, contestada capital de Israel, causou-me impressão que ainda perdura.

Jerusalém, coberta de sol e de histórias, que nunca foi entroncamento comercial, nem local estratégico para guerras -, no tempo de Davi era uma aldeiazinha que conquistara para os judeus. Vida, paixão, morte ressurreição e glória, fizeram-na cenário para diversos dramas e gosto.

Perto dali está Tel Aviv e o mar. Mar de onde saíram barcos fenícios e os navios de Salomão que cruzaram os oceanos do mundo. Tel Aviv e Jerusalém distam uma hora de carro por estrada ladeada de campos floridos.

Não há quase sinais de antigas batalhas em Jerusalém, mas ali já rolaram esteiras de tanques. A palavra mais usada em Israel é Shalom (Paz), mas a presença de guerra é constante. Fantasma visível, olhando bem, Paz está em toda a parte.

Nunca estive em Israel ou em Jerusalém onde há túmulos e lâmpadas votivas. Todos sabem que as guerras no Oriente Médio são articuladas longe de lá, não exatamente em Gaza ou Golã, mas lugares bem mais distantes.

O automóvel, rumando para Jerusalém, sobe e de repente ela surge, em cima das colinas douradas por sol absurdamente luminoso.

Chegando, fica-se a olhar as pedras, que é o que mais há, na cidade, que para cristãos, judeus e maometanos é mais do que um aglomerado de casinholas, mas uma razão de vida que justifica a esperança e explica a fé.

Lúcio ficou comovido diante dos muros que cercam a cidade velha. Jerusalém, patrimônio de todos, é a cidade do homem, lar comum e quase imaterial de uma humanidade ainda dividida por não ter aprendido a lição de humildade e obstinação daquelas pedras.

Jerusalém é uma cidade velha. Já era antiga quando os judeus começaram a sair do Egito, mais de 1.500 anos atrás. Na época dos juízes, em cima daqueles morros, vivia Jebus, uma espécie de rei de pequena tribo. Capital política e militar do reino, Davi vem muitos e muitos anos depois e conquistou-a para si e para seu povo. Foi buscar a Arca da Aliança em Samaria quando percebeu que seu reino era mais que cidadãos e armas.

Henrique Packter
Por Henrique Packter 05/12/2019 - 13:12Atualizado em 05/12/2019 - 13:19

Nyra pensou em cursar Filosofia antes de decidir-se por Medicina.

No Hospital São João Batista (HSJB) de Criciúma, NYRA desenvolveu sua Gineco-Obstetrícia, excetuando os dois últimos anos de vida, encerrados em 2000, quando vinculou-se ao HSJ. A princípio tinha consultório no próprio no HSJB, residindo em apartamento alugado ao empresário Jorge Zanatta, frente à COMASA. Valdir da Silva, consagrado cavaquinho do Grupo da Seresta, era funcionário encarregado por Jorge para fornecer a Nyra recibos de importâncias pagas pelo aluguel do imóvel,

O HSJB, fundado em 1963 pelos médicos Lourenço Cianci Filho (criador do HSC), e Olavo de Assis Sartori, foi depois vendido a Santos Guglielmi, que já adquirira o HSC. O HSJB rompeu convênio com o SUS.

Lourenço Cianci Filho, SP, 10.3.1929, formado pela FMUFPR (1954), vem a Criciúma (1957), atender no SAMDU. Especializa-se em Radiologia (SP, 1960). Em 1961, apoiado financeiramente pelo empresário João Soratto, constrói o HSJB, inaugurado em 13.5.1962. No final de 1962 transferiu residência para Joinville dedicando-se à radiologia no Hospital Municipal São José, Clínica Dr. Pedro Lobo e Hospital Dona Helena. Em 1971 (RJ), Lourenço especializa-se também em Pediatria. Sócio Jubilado da Associação Catarinense de Medicina (1982), morre a 17.7.1992, Joinville, 63 anos.

Sartori (Ubá, MG, 11.6.1916), graduado na Faculdade Nacional de Medicina (RJ, 1938), radica-se em Criciúma a 3.7.1943, trabalhando exclusivamente no HSJ. Faleceu entre nós a 19.6.1989.

A Unimed de Criciúma assumiu em 11.9.2019 o HSJB, da família Guglielme, assinando contrato de arrendamento por 20 anos, com opção de compra. A marca Hospital São João Batista será preservada, assim como o atendimento prestado a todos os usuários de planos de saúde e clientes particulares.

Dia 12.9.2019, 10h, o presidente da Unimed, Leandro Avany Nunes, concedeu entrevista coletiva para detalhar a nova gestão do hospital. A Unimed tem agora dois hospitais em Criciúma: Hospital Unimed e HSJB.

Família Froelich–Búrigo

Erika, Karin Marlise e Odilon Érico Froelich Filho, são filhos de Odilon pai e de Nyra.

Odilon Filho é médico em Cascavel, PR.

Karin Froelich Rua Carlos Heinze, 381- Santa Rosa, RS CEP: 98900-000 é empresária (Individual) desde 24.04.2003. Atividade: Comércio Varejista De Artigos Do Vestuário e Acessórios.

Erika Froelich, filha mais velha de NYRA foi colega de minha filha no Marista de Criciúma. Erica Froelich é hoje estabelecimento de saúde tipo Consultório, que executa serviços de saúde em Curitiba. Marcar consultas, agendamento médico ou exames, emissão de guias ou questões comerciais: Rua Tenente Francisco Ferreira de Souza, 1490 - Hauer, Curitiba. CEP: 81630-01. Trata-se de Consultório especializado em atendimento presencial Básico de Saúde.

Histórias de Nyra

Nyra contava histórias relativas à sua atividade profissional. Havia aquela do pai de primeira viagem e que optara por não ser pai, de início apoiado nesse propósito pela cara-metade. Cedo desistem da decisão comum e passam a planejar vinda de herdeiro ou herdeira. Na época ainda não se determinava o sexo dos nascituros. Ela engravida, chega o dia do parto. O pai, ansioso, indaga a cada instante:

- É menino?

Nyra aparece, cigarro na mão:

- Bem, o do meio é... 3.251

CONTINUA PRÓXIMA SEMANA, TERÇA-FEIRA

Henrique Packter
Por Henrique Packter 03/12/2019 - 06:03Atualizado em 03/12/2019 - 06:27

Dentro de poucos anos terei morrido; mais alguns anos e terão morrido todas as pessoas que me conheceram. Mais um pouco de tempo e será como se eu nunca tivesse existido.

ADELOR LESSA compartilha deste pensar. Daí e-mail de 24.8.2015, um convite para escrever, aos sábados, sobre PIONEIROS MÉDICOS de nossa região no A TRIBUNA, sucessora da TRIBUNA CRICIUMENSE. Também acenava com pequena participação no seu exitoso e já tradicional programa das manhãs, com término às 9 horas e que leva seu nome, na RÁDIO SOM MAIOR, sendo minha participação limitada ao último segmento do programa. Aceitei, arregacei imaginárias mangas ergonômicas e procurei corresponder da melhor maneira ao compromisso voluntariamente assumido.

Passados quatro anos, alguns meses e poucos dias, nesta quinta-feira, 21.11.2019, nova direção jornalística encerrou a publicação do artigo. Mas, já no dia seguinte, 22 de novembro, ADELOR LESSA convidou-me para continuar o trabalho de cultuar nossos PIONEIROS MÉDICOS, manter minha labuta formiguinha, não deixar velhos nomes hipocráticos sul catarinenses   caírem na vala comum do esquecimento, destino a que estavam sendo relegados.

Nesta nova plataforma, tratarei do drama da solidão individual e coletiva de doentes marginalizados, dos desencontros, das angústias e insatisfações. Tratarei da vida pequena e pobre, vazia de sentido; da mineralização da sensibilidade, do amesquinhamento e até petrificação das relações humanas.   
       
RESSURREIÇÃO, de Walt Whitman
       
Em vão pregaram-me cravos nas mãos.
Relembro a crucificação e a coroação sangrenta.
Relembro os escárnios e os insultos brutais
O sepulcro e o linho branco libertaram-me
Estou vivo em Nova York e San Francisco,
Nem todas as tradições vão vitalizar as igrejas
Elas não são vivas, são só argamassa e tijolo frios,
Eu posso construir uma igual, e tu também:
Volto a trilhar as ruas dois mil anos depois.
                 
 
O NOVO PASSADO   

A brusca interrupção do relato da vida de nossa primeira médica em Criciúma, a gineco-obstetra NYRA TEREZINHA BÚRIGO ESCOUTO (NYRA TEREZINHA BÚRIGO FROELICH), merece conclusão mais digna. Por esta razão, faço pequeno resumo da parte já publicada, em respeito a esta pessoa tão sofrida e tão estimada. 

ALGUNS DADOS IMPRESCINDÍVEIS

DIZELDA CORAL BENEDET, conforme já informei, era pessoa muito ligada ao casal Nyra-Odilon. Conforme dados por ela coletados, ficamos sabedores da graduação do casal no Curso de Medicina pela Universidade Católica do Paraná, em 1968.

Apenas um ano antes, em 1967, o prefeito Ruy Hülse de Criciúma, transferiu a Câmara de Vereadores para sala da Galeria Benjamim Bristot. Somente em 1986 a edilidade passaria a ocupar andar do Centro Profissional, onde até hoje se encontra.

Uma semana após a formatura, novembro de 1968, Nyra e Odilon casam-se. Como se sabe, 1968 foi o ano que não terminou.

Em seguida vão para residência médica no RJ, onde ingressam em 31.12.1969, NYRA no Hospital Moncorvo Filho, de Ginecologia e Obstetrícia. ODILON faria cirurgia geral, tudo isso, naturalmente, após aprovação em concurso público. 

CONTINUA NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA (5)

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