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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 19/03/2020 - 09:24

Ontem destaquei a conquista pelo Criciúma do Torneio Paralelo em 1986 e seu consequente acesso para a primeira divisão do campeonato brasileiro. Com 36 equipes classificadas para a segunda fase da competição o Criciúma foi colocado numa chave com outras oito equipes que disputaram quatro vagas em regime de turno e returno.

O primeiro jogo do Criciúma na chamada elite do futebol foi contra o Corinthians em pleno Pacaembu que terminou em 1x1 com gol de Casagrande para o time paulista e o gol de empate foi marcado por Edemílson. 

 

Criciúma x Corinthians

Além do Corinthians o Criciúma enfrentou o Atlético Mineiro, o Vasco da Gama, o Internacional, o Ceará, o Rio Branco do Espírito Santo, o Nacional de Manaus e o Sobradinho do Distrito Federal.

Ficou classificado para as oitavas de final depois de disputar 16 jogos com sete vitórias, cinco empates e quatro derrotas. Foi o quarto colocado do grupo marcando 14 gols e sofrendo 13.

O último jogo foi o mais emocionante. O Criciúma chegou na rodada final na quarta posição um ponto à frente do Internacional e precisava de uma vitória simples para se classificar. Iria enfrentar o já rebaixado Nacional lá em Manaus, enquanto o colorado gaúcho jogaria também fora de casa contra o Sobradinho.

O Inter terminou seu jogo com vitória tranquila por 3x0 e bola continuava rolando em Manaus. No meio do segundo tempo o goleiro Luiz Henrique do Criciúma defendeu um pênalti. O empate desclassificava o Criciúma até que no último minuto Rached sofreu pênalti que Osmair cobrou para selar a classificação para as oitavas de final.

O Criciúma foi eliminado pelo Fluminense. Venceu no Heriberto Hülse por 2x1 e foi derrotado por 1x0 no Maracanã. 
 

João Nassif
Por João Nassif 18/03/2020 - 09:36

O ano de 1986 foi o primeiro que pode ser chamado de magico pelo Criciúma EC. Foi campeão estadual pela primeira vez e em seguida ao título disputou um torneio que o levou, também pela primeira vez à elite do futebol brasileiro.

Este torneio classificatório, chamado de “paralelo” foi disputado por nove equipes dos três estados do sul do país. 

A caminhada rumo à primeira divisão nacional começou 07 de setembro com uma vitória em casa sobre o Novo Hamburgo por 2x0. Novamente em casa venceu o Avaí por 1x0.

Fez na sequência dois jogos como visitante, empatando com o Marcílio Dias em 1x1 de vencendo o Brasil por 2x1. Em seguida venceu o Londrina por 3x1 no Heriberto Hülse e também o Pinheiros por 2x1 em Curitiba.

Seguindo com a invencibilidade terminou o torneio com vitória em casa sobre o Juventude por 1x0 e um empate em 0x0 jogando em Cascavel no dia 05 de outubro.

Resumindo, disputou oito jogos em 28 dias e terminou invicto com seis vitórias e um empate. Esta campanha deu ao Criciúma o direito de continuar no campeonato brasileiro, agora enfrentando alguns dos principais times do país.

O Criciúma entrou na segunda fase do campeonato composta por 36 equipes divididas em quatro chaves com nove em cada uma. Ficou no grupo com Atlético-MG, Internacional, Corinthians entre outros e conseguiu se classificar para as oitavas de final.

A primeira participação do Criciúma entre os grandes do futebol brasileiro será meu destaque de amanhã neste espaço.
 

João Nassif
Por João Nassif 17/03/2020 - 09:20

Depois de muitas frustrações por não conquistar o ouro olímpico a seleção brasileira finalmente conseguiu em 2014 o único torneio internacional que ainda não havia vencido. 

Em alguns havia chegado muito próximo, disputando algumas finais, mas o de 1988 foi a mais dolorosa quando foi derrotada pela União Soviética numa campanha que sobrou em emoções, faltando apenas a finalização para a conquista do ouro.

Final das Olimpíadas de 1988

Entre outros destaques a seleção treinado por Carlos Alberto Silva contava com Romário e Bebeto iniciando suas caminhadas pelos gramados do planeta, culminando com o título do Mundial de 1994, com Taffarel já mostrando o grande goleiro que em breve seria titular da seleção principal e também campeão do mundo, com Geovane meio campista do Vasco considerado o melhor jogador das Olimpíadas de Seul. 

Na primeira fase o Brasil foi o primeiro colocado em seu grupo com três vitórias sobre a Nigéria por 4x0, Austrália por 3x0 e Iugoslávia por 2x1.

Nas quartas de final despachou a Argentina com vitória por 1x0 e nas semifinais venceu a Alemanha Ocidental nos pênaltis por 3x2. Neste jogo surgiu o fenômeno Taffarel que pegou um pênalti no tempo normal quando o jogo estava empatado em 1x1 e pegou mais dois na decisão.

A final foi contra a União Soviética e nova frustração por não ter conseguido a medalha de ouro. Os soviéticos venceram por 2x1 na prorrogação. 

Com sete gols Romário foi o artilheiro das Olimpíadas de 1988 na Coréia do Sul.   

João Nassif
Por João Nassif 16/03/2020 - 20:15

Em números absolutos em duas Copas do Mundo foram registrados o maior número de gols. A primeira em 1998 na França e a outra, a segunda, em 2014 aqui no Brasil. Em ambas foram marcados 171 gols em 64 jogos com média de 2,67 gols por jogo.

Em função do regulamento que foi alterado várias vezes pelo número de participantes em muitos Mundiais a média de gols por jogo também variou assim como o número de gols marcados.

 

Hungria-máquina de gols em 1954

Por exemplo, a Copa com a maior média de gols foi a de 1954 na Suíça quando foram marcados 140 gols em 26 jogos, deu a média de 5,4 gols por jogo.

No terceiro Mundial da história, em 1938 na França em 18 jogos os ataques marcaram 84 gols. Média de 4,67 gols por jogo.

A Hungria em 1954 marcou 27 gols em cinco jogos e carrega até hoje o maior número de gols marcados por uma seleção em uma única edição de Copa do Mundo.

A Copa de 1982 na Espanha que registrou a maior goleada de todos os tempos na vitória da Hungria sobre El Salvador por 10x1 a média de gols ficou em 2,81. Em 52 jogos foram marcados 146 gols.

Até agora em 21 Mundiais disputados na história já foram realizados exatos 900 jogos e marcados 2.548 gols o que dá a média de 2,64 gols por jogo.

A seleção brasileira tem o recorde de gols marcados em todos os Mundiais. Marcou 229 gols em 109 jogos.  

João Nassif
Por João Nassif 16/03/2020 - 14:08Atualizado em 16/03/2020 - 14:08

Finalmente veio a informação que todos esperávamos, falei há pouco com o presidente da Federação Catarinense, Rubens Angelotti que paralisou o campeonato por tempo indeterminado. Ainda não existe definição da forma como o campeonato irá terminar.

Daqui a pouco a entidade divulgará uma nota oficial sobre a decisão tomada.
 

João Nassif
Por João Nassif 16/03/2020 - 08:05

Com altos e baixos na campanha realizada na fase de classificação do campeonato, o Criciúma conseguiu passar invicto pelos adversários que seriam teoricamente mais difíceis e se perder contra equipes que se supunham fracas antes do início da competição.

Estra oscilação cria uma perspectiva positiva para a reta final quando o enfrentamento será direto com jogos eliminatórios em ida e volta.

A partida com vitória em Joinville mostrou que finalmente o time comandado pelo Roberto Cavalo/Wilsão realizou sua melhor apresentação nos 10 jogos da temporada.

Deixando de lado a fragilidade do adversário que mostrou sua fase negativa dos últimos anos, o Criciúma conseguiu mostrar um sistema que teve uma defesa segura e quase sem erros durante os 90 e alguns minutos. Um meio de campo que deu boa sustentação defensiva além da movimentação que ocupou com qualidade os espaços, faltando somente o ataque que ainda carece de alternativas, mas que ajudou a compactar o time na garantia do resultado.

O Criciúma tem conseguido nos “grandes jogos” fazer o gol no início e depois com sua força defensiva garantir os resultados. 

Foi em Joinville que o time fez seu melhor jogo na temporada e fica a expectativa de sabermos se o desempenho também teve a ver com a fragilidade do adversário ou finalmente foi encontrada uma escalação e forma de jogar. Desde o começo da temporada eu vinha pedindo definições e creio que a dupla deve ter encontrado as respostas.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/03/2020 - 21:51Atualizado em 14/03/2020 - 21:53

O maior artilheiro da seleção brasileira em jogos por eliminatórias às Copa do Mundo é Zico que marcou um total de 11 gols. O Galinho de Quintino disputou três edições das eliminatórias para os Mundiais de 1978, 1982 e 1986.

O jogador que mais marcou numa única edição de eliminatórias foi Tostão com seus 10 gols que ajudaram a seleção na conquista da vaga para a Copa do México em 1970.

O Brasil estava numa chave ao lado da Colômbia, Paraguai e Venezuela onde todos se enfrentaram em turno e returno. A seleção brasileira se classificou invicta vencendo todos os seis jogos. 

Começou a caminhada jogando na Colômbia e vencendo por 2x0 com dois gols de Tostão. Foi até a Venezuela e goleou por 5x0 com três gols do atacante e terminou o primeiro turno vencendo em Assunção por 3x0.

No returno fez os três jogos em casa sempre jogando no Maracanã. Foi logo fazendo duas goleadas, 6x2 na Colômbia com dois gols de Tostão que fez mais três na vitória de 6x0 sobre a Venezuela. No último jogo, já classificado a seleção brasileira venceu o Paraguai por 1x0.

Resumindo, Tostão fez 10, quase metade dos 23 gols marcados pelo Brasil em seus seis jogos.
 

Tags: Tostão Zico

João Nassif
Por João Nassif 14/03/2020 - 18:44

O ano de 1919 ficou na história do futebol brasileiro, pois pela primeira vez o país organizou uma competição de nível internacional. O Brasil assim como o mundo todo sofria com a epidemia da gripe espanhola conseguiu trazer três seleções sul-americanas para o torneio que teve o Rio de Janeiro como palco.

Argentina, Chile e Uruguai foram os adversários na terceira edição do Campeonato Sul-Americano de seleções. 

Seleção brasileira em 1919

No Estádio das Laranjeiras a seleção brasileira goleou o Chile por 6x0, derrotou a Argentina por 3x1 e empatou com o Uruguai em 2x2.

Como os uruguaios haviam vencido a Argentina por 3x2 e o Chile por 2x0 as duas seleções terminaram no final empatadas na primeira posição havendo necessidade de um jogo estra para definir o campeão.

No dia 29 de maio com o Estádio das Laranjeiras lotado com 20 mil torcedores o jogo terminou empatado em 0x0 e foi necessária uma prorrogação. 

Arthur Friedenreich, o melhor jogador do país marcou no finalzinho do tempo extra o gol que deu ao Brasil o primeiro título da sua história no Campeonato Sul-Americano. 

A seleção brasileira foi campeã do torneio mais duas vezes, em 1922 e 1949, sempre como país sede até que em 1975 a competição passou a ser chamada de Copa América. 

O Brasil foi cinco vezes campeão das 46 edições da Copa América disputadas até hoje.  


 

João Nassif
Por João Nassif 14/03/2020 - 12:48

Thiago Ávila *

Tenho absoluta certeza que todos que acompanham esse blog gostam de esporte, seja futebol, automobilismo, ou qualquer outro, e devem estar no mínimo desapontados com os cancelamentos e mais cancelamentos de eventos importantes, devido a pandemia do coronavírus. 

Já são 132 mil casos confirmados no mundo inteiro e quatro mil mortes, sendo mais da metade desses na China, lugar em que o vírus foi originado. E foi de lá que o primeiro campeonato de futebol foi suspenso.

A Superliga Chinesa tinha data para começar dia 22 de fevereiro e até agora, todos os jogos foram adiados. Muitos jogadores, inclusive brasileiros, ainda não puderam regressar ao país ou estão presos por lá. Ighalo, recém-contratado pelo Manchester United, estava jogando no Shanghai Shenhua e levou sorte de não estar no país no período da contratação. Por prevenção, o nigeriano ainda demorou duas semanas para poder treinar com o elenco.

Em seguida, se tratando de automobilismo, a Formula E cancelou o eprix de Sanya, na China, e a F1 adiou o GP da China. Não durou muito e a MotoGP também cancelou a corrida do Catar e adiou o GP da Tailândia.

Champions League sem público

Há um mês, o vírus chegou na Europa, atingindo principalmente a região da Lombardia, na Itália. O surto afetou o Campeonato Italiano, que teve que adiar alguns jogos e outros não podem contar com torcida. O comprimento dos jogadores no início dos jogos também foi proibido - o que no fim não muda muita coisa, já que até o final da partida eles vão acabar se tocando, se desentendendo, se abraçando para comemorar vitória...

Mas esta semana em específico foi a que mais mostrou a verdadeira cara do vírus no esporte. Na Liga dos Campeões, dois jogos tiveram portões fechados. Ninguém no estádio, parecia jogo-treino! O hino da Champions parecia não fazer sentido naquele momento. O mesmo se repetiu em várias partidas da Liga Europa e em alguns campeonatos nacionais. Na quinta-feira, foram confirmados os adiamentos de partidas da Libertadores, da Liga dos Campeões e das eliminatórias da Copa.

E para minha tristeza, no final desta quinta foi confirmado o cancelamento do GP da Austrália, adiando o início da temporada de F1. Foram também prorrogadas as corridas do Bahrein e Vietnã. E na Indy, a etapa de abertura, em St. Petersburg, terá portões fechados.

Isso tudo levanta um questionamento: O que ainda teremos de esporte esse ano? Nem sabemos se a temporada europeia de futebol deve acabar na data certa; ou se o vírus vai acabar interrompendo o calendário brasileiro e sul-americano; ou se vai ter alguma corrida esse ano.

A única coisa que nós podemos fazer agora é acompanhar o Criciúma no Campeonato Catarinense, esse eu tenho quase certeza que o vírus não vai atrapalhar.

* Jornalista

Tags: Coronavírus

João Nassif
Por João Nassif 13/03/2020 - 09:17

Quando se aproxima uma Copa do Mundo um dado histórico que sempre vem à tona é a goleada da Hungria sobre El Salvador por 10x1, a maior goleada registra nos 21 Mundiais já realizados. O jogo foi realizado em Elche na Espanha no dia 15 de junho de 1982.

Se a partida entre Hungria e El Salvador ficou na história como a maior goleada, em 1954 na Suíça aconteceu a partida com o maior número de gols marcados em um único jogo em todas as Copas já realizadas. No dia 26 de junho a Áustria bateu os anfitriões por 7x5.

Estes placares extravagantes não se comparam ao que aconteceu nas eliminatórias da Oceania para a Copa do Mundo de 2002. Em Coffs Harbour na Austrália os donos da casa massacraram a seleção de Samoa Americana por 31x0.

As Eliminatórias da Oceania foi toda disputada em território australiano com cinco seleções atrás de apenas uma vaga que dava direito ao vencedor de disputar a repescagem intercontinental contra uma seleção sul-americana.

Obviamente a Austrália ficou na primeira posição vencendo seus quatro jogos sem sofrer gols e marcando um total de 66. Além da vitória sobre Samoa Americana os australianos venceram Tonga por 22x0, Samoa por 11x0 e tiveram dificuldades para vencer a seleção de Fiji por apenas 2x0. 

Na repescagem a Austrália perdeu a vaga para o Uruguai mesmo tendo vencido o primeiro jogo por 1x0 em Melbourne. Na partida de volta perdeu em Montevidéu por 3x0. 

João Nassif
Por João Nassif 12/03/2020 - 17:35Atualizado em 13/03/2020 - 07:04

O Coronavírus chegou com força e mexeu no calendário do futebol mundial.

Na Europa jogos das Ligas e dos torneios de clubes estão sendo realizados com portões fechados e muitos deverão ser cancelados por conta da pandemia.

O mesmo acontece na América do Sul e a Conmebol suspendeu os jogos da Libertadores que seriam jogados a semana que vem e também as partidas pelas Eliminatórias do Mundial de 2022. 

Desta forma o calendário do futebol brasileiro que já está estrangulado pela absoluta falta de datas em razão dos estaduais, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro exigirá da CBF uma grande engenharia para acomodar todas as competições dentro dos limites impostos na preservação dos jogadores.

Claro que quando o calendário é montado o que menos importa é a questão física dos atletas que não têm direito à uma pré-temporada com qualidade e rapidamente são expostos nos campeonatos estaduais e agora com o necessário remanejamento das datas das competições a superposição de jogos será inevitável. 

Creio que a folga do calendário pela disputa da Copa América irá para o espaço.   
 

João Nassif
Por João Nassif 12/03/2020 - 09:17

Argentina e Uruguai dominaram o futebol sul-americano no início do século passado. A hegemonia começou em 1916 com a disputa do primeiro Campeonato Sul-Americano de Seleções vencido pelo Uruguai na casa dos rivais.

O torneio foi um quadrangular que além de Argentina e Uruguai teve também as participações de Brasil e Chile. Jogaram todos contra todos em turno único.

Uruguai campeão em 1916

A seleção brasileira empatou com o Chile e Argentina, dois jogos em 1x1 e foi derrotada pelos uruguaios por 2x1.

A tabela marcou para o último jogo o encontro entre os dois rivais com o Uruguai jogando pelo empate. 

Todas as partidas do torneio foram disputadas no estádio do Gimnasia y Esgrima no distrito de Palermo em Buenos Aires com capacidade para 17 mil espectadores.

A partida final foi interrompida logo aos 5 minutos, pois houve briga generalizada sem condições de segurança para que o jogo tivesse continuidade.

Com a suspensão da partida foi marcado no jogo para o dia seguinte com a mudança de local. O jogo foi para o estádio do Racing em Avellaneda com arbitragem do chileno Carlos Fanta.

Terminou empatado em 0x0 e o Uruguai foi consagrado como o primeiro campeão sul-americano de futebol.

Até a primeira Copa do Mundo de 1930 foram disputados 11 Campeonatos Sul-Americanos com cinco títulos do Uruguai, quatro da Argentina e dois do Brasil, em 1919 e 1922.

João Nassif
Por João Nassif 11/03/2020 - 09:26

A primeira edição da Copa Libertadores da América foi realizada em 1960 com a participação de apenas sete clubes todos campeões dos países convidados pela Confederação Sul-Americana de Futebol.

Um ano antes quando a competição foi anunciada ainda não existia no Brasil um torneio que pudesse indicar o campeão para representar o país na Libertadores.

Por isso a CBD, precursora da CBF resolveu criar ainda em 1959 a Taça Brasil, uma disputa entre os campeões de alguns estados do país. Um total de 16 clubes participaram da primeira edição do torneio, Santa Catarina foi representada pelo Hercílio Luz de Tubarão que havia sido campeão estadual em 1958.

Ainda no embrião a I Taça Brasil foi regionalizada, ainda não havia a facilidade de deslocamentos da atualidade e também a cobertura dos custos, pois o futebol brasileiro ainda engatinhava no profissionalismo.

Na decisão da Zona Norte a disputa foi entre o Bahia e o Sport Recife. Os baianos venceram em casa o primeiro jogo por 3x2 e foram goleados em Pernambuco por 6x0. Como à época não havia saldo de gols no terceiro jogo, também em Recife o Bahia venceu por 2x0.

O Grêmio foi campeão da Zona Sul derrotando na final o Atlético Mineiro duas vezes, por 4x1 em Minas e por 1x0 em Porto Alegre.

O regulamento privilegiava os campeões estaduais em 1958 de São Paulo e Rio de Janeiro, por isso Santos e Vasco da Gama entraram somente nas semifinais. 

Nas semifinais o Santos eliminou o Grêmio com vitória por 4x1 na Vila Belmiro e empate em 0x0 no Olímpico. O Bahia passou pelo Vasco depois de vencer por 1x0 no Maracanã e perder em casa por 2x1. No jogo extra o Bahia foi para a final com vitória por 1x0 na Fonte Nova.

Na decisão deu Bahia sobre o Santos de Pelé. Novamente houve necessidade de um terceiro jogo. No primeiro em Santos o Bahia venceu por 3x2. No segundo deu Santos, 2x0 em Salvador.

No jogo final disputado no Maracanã o Bahia venceu por 3x1 e se tornou o primeiro campeão da Taça Brasil.

João Nassif
Por João Nassif 10/03/2020 - 09:04

Tentar entender o regulamento da Copa João Havelange que substituiu o campeonato brasileiro em 2000 é uma árdua tarefa, pois somente o futebol brasileiro foi capaz de inventar uma competição disputada por 116 equipes divididas em quatro módulos.

Fui em frente e consegui o básico para poder explicar a vocês.

O módulo azul, tipo a primeira divisão foi disputado por 25 clubes classificando-se 12 para a fase final.

No módulo amarelo participaram 36 equipes divididas em duas chaves com a classificação para a próxima fase dos oito primeiros de cada chave. Os 16 times que passaram para a segunda fase disputaram as oitavas de final com a classificação dos dois finalistas mais o de melhor campanha que foi eliminado nas semifinais. Portanto passaram três clubes para a fase final.

Os módulos verde e branco contaram com 28 e 27 clubes, respectivamente e depois de várias fases se misturaram e sobrou apenas um classificado para a fase final.

Portanto, 12 clubes do módulo azul, três do amarelo e um do confronto entre o verde e o branco sobraram 16 que foram para disputa final em busca do título.

A fase final do campeonato começou com as oitavas de final em jogos eliminatórios até o confronto entre Vasco da Gama e São Caetano que sobraram para a decisão do título.

O primeiro jogo foi em São Paulo no estádio Palestra Itália e houve empate em 1x1.

A partida final foi disputada em São Januário no dia 30 de dezembro e foi suspensa devido à queda do alambrado que deixou mais de 150 feridos.

Foi marcado novo jogo para o dia 18 de janeiro de 2001 e o Vasco da Gama no Maracanã venceu por 3x1. Foi o quarto título do Vasco no campeonato brasileiro. O time da Cruz de Malta já havia sido campeão em 1974, 1989 e 1997.

Fiz um resumo da competição que teve 1.065 jogos e a marcação de 2.970 gols com a boa média de 2,79 gols/jogo.

O artilheiro foi o atacante Adhemar do São Caetano que marcou 22 gols. 

João Nassif
Por João Nassif 09/03/2020 - 09:34

Ontem registrei aqui como surgiu a expressão “rolo compressor”, apelido dado ao time do Internacional que reinou no campeonato gaúcho na década de 1940.

Alguns anos depois a expressão foi repetida com a ascensão do time do Flamengo que em 1953 iniciou a conquista do segundo tricampeonato da sua história.

O ataque rubro negro ganhou a denominação por ter goleado o Vasco da Gama, seu arquirrival, por 4x1 na decisão do campeonato carioca. O jogo foi disputado no dia 10 de janeiro de 1954 no Maracanã com público de 132.500 torcedores.

O título foi conquistado com uma rodada de antecedência, pois na rodada anterior o Fluminense que ainda tinha chances matemáticas para se tornar campeão foi derrotado pelo Bangu deixando o Flamengo a uma vitória do título.

O campeonato carioca daquele ano foi disputado em duas etapas por 12 equipes que jogaram a primeira fase em turno e returno com a classificação dos seis primeiros para a fase final.

Os quatro grandes mais América e Bangu foram para a última etapa do campeonato. O Flamengo terminou a primeira fase na primeira colocação com 36 pontos ganhos.

Na fase final com os seis classificados jogando em turno único o Flamengo foi campeão invicto vencendo todos os jogos que realizou. Por isso foi também chamado de “rolo compressor”.  Ganhou do Fluminense por 2x1, do América por 2x0, mesmo placar na vitória sobre o Bangu, fez 4x1 no Vasco e terminou a campanha vencendo o Botafogo por 1x0.

O artilheiro do campeonato foi também do Flamengo, o paraguaio Benitez que marcou 22 gols. 

João Nassif
Por João Nassif 09/03/2020 - 06:20

Thiago Ávila *

No próximo final de semana, os carros mais badalados e velozes do mundo estarão de volta às pistas para o início da nova temporada da Formula 1, para o GP da Austrália, em Melbourne. Como de costume aqui no blog, faremos uma análise de como as equipes chegam para o ano e enumeraremos do melhor ao pior carro de 2020.

1º MERCEDES

Os flechas prateadas tem totais condições de levar o heptacampeonato e se reafirmar o seu enorme domínio na era dos motores híbridos. Foram excelentes na pré-temporada, com Bottas chegando a fazer tempo de pole position em um dos dias. Para completar, eles têm o melhor piloto do grid, Lewis Hamilton, que está há um passo de quebrar todos os recordes de Michael Schumacher. A única coisa que pode impedir de isso acontecer é a confiabilidade do motor, que quebrou algumas vezes nos testes de Barcelona.

2º RED BULL

A parceria Red Bull-Honda funcionou bem no ano passado, com Max Verstappen conseguindo vencer três corridas. Tudo indica que a equipe de energéticos dará um passo à frente em relação a 2019 e será a principal adversária da Mercedes. A única dúvida é que não sabemos de praticamente nada sobre o carro deste ano, a Red Bull em nenhum momento se mostrou brigar por altos tempos durante os testes de pré-temporada. Mas uma coisa é certa: o carro não apresentou nenhum problema, e parece ser o mais confiável até o momento.

3º FERRARI

Carro lento nos testes, confiabilidade baixa, aerodinâmica pior que no ano passado, chefe de equipe admitindo publicamente que o carro não é bom, e agora mais acusações de ilegalidade no motor de 2019. Tudo dá errado para a equipe de Maranello! Mesmo com diversos problemas, ainda é uma equipe de ponta, por conta de todo o dinheiro investido, e tem dois pilotos excelentes, Sebastian Vettel e Charles Leclerc, que ainda vão (sim, estou afirmando) colocar os italianos nas cabeças. O chefe de equipe, Mattia Binotto, já afirmou que pretende encerrar o desenvolvimento do carro mais cedo este ano para focar em 2021, quando o regulamento vai sofrer diversas alterações.

4º RACING POINT

A equipe de Lawrence Stroll tem tudo para fazer a melhor temporada desde a entrada em 2018. Nos testes, impressionou após os tempos muito próximos à Mercedes e principalmente ao design extremamente parecido com o dos alemães em 2019, dando o apelido de ‘Mercedes Rosa’. A equipe deve andar muito próxima a Ferrari neste início de temporada, podendo ficar até na frente, quem sabe.

5º MCLAREN

Não há muita diferença entre o carro de 2019 para o deste ano. A equipe de Carlos Sainz e Lando Norris deve se manter no pelotão do meio com uma boa disputa com a Racing Point pelo quarto lugar.

6º RENAULT

Com a boa melhora na reta final do ano passado e um desempenho interessante nos testes dessa temporada, os franceses devem ser os principais rivais da McLaren e Racing Point na disputa pelo melhor do resto.

7º ALFA ROMEO

A Alfa Romeo promete uma boa evolução para o carro deste ano. Só na pré-temporada, a equipe satélite da Ferrari liderou duas sessões de testes, com Kimi Raikkonen e o piloto de testes Robert Kubica. A chegada do polonês, com um bom dinheiro, aliada com a ajuda da Ferrari no design do carro, os alvirrubros devem ser um dos destaques positivos do novo ano, podendo competir mais no pelotão intermediário. Os problemas são os pilotos, um velho demais e o outro a esperança (ou desesperança) Antonio Giovinazzi.

8º ALPHATAURI

A antiga Toro Rosso, agora uma marca de roupa exclusiva da Red Bull, deve seguir na mesma linha que terminou 2016, com cores novas. Pierre Gasly e Daniil Kvyat seguem no páreo, são dois pilotos com boa rodagem na equipe, e que devem fechar bem o quinteto de equipes médias da F1. O novo carro é um modelo que lembra a Red Bull do ano passado, será que os resultados também?

9º WILLIAMS

Tudo o que vier é lucro. Essa é a filosofia da equipe de Grove no momento depois da pior temporada da história em 2019. E não foram maus nos testes de Barcelona. Russell e Latifi andaram no mesmo ritmo de equipes como a McLaren e Renault, e com certeza dessa vez irão voltar a ser competitivas.

10º HAAS

Estão indo de mal a pior. Depois de um ano desastroso em 2019, a equipe não conseguiu se encontrar na pré-temporada. Foram piores que a Williams e o carro parece um Formula 2. A equipe de Gunther Steiner deve ser ocupar o lugar que era dos britânicos ano passado, claro, ainda sendo competitivos. A situação é tão complicada que Gene Haas, proprietário da equipe, já pensa em se retirar da categoria na próxima temporada.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 08/03/2020 - 21:30

Hoje em dia o futebol é regido por protocolos e um deles é a obrigatoriedade dos técnicos darem entrevistas coletivas após os jogos. Ganhem ou percam os comandantes têm que vir à sala de imprensa para justificar o comportamento de seus times.

Aqui no Heriberto Hülse as coletivas são dadas pelo Roberto Cavalo tendo sempre o Wilsão a seu lado. Os dois treinam e escalam o time, mas somente um é que fala.

Desde o primeiro jogo, lá pela metade de janeiro, quer dizer a quase dois meses as explicações dadas pelo Roberto Cavalo são as mesmas. Time que começou tarde, ainda em formação, a camisa é pesada e os jogadores novos ou mais experientes sentem pressão jogando em casa, por isso os resultados são ruins.

Seria mais logico se o técnico dissesse que desde o ano passado quando levou o clube ao rebaixamento não teve capacidade para encontrar uma escalação e muito menos um esquema, mesmo com um plantel de baixa qualidade. 

Depois de nove jogos na temporada contando o vexame na Copa do Brasil, ouvi do técnico após o jogo contra o Figueirense que o time evoluiu, afinal ficou no 0x0 e conseguiu uma difícil classificação. Lembrando que a dificuldade era ficar entre os oito num campeonato com 10 clubes.

É uma pena a coletiva do treinador ser obrigatória.
 

João Nassif
Por João Nassif 08/03/2020 - 08:25

O termo “rolo compressor” surgiu na década de 1940 quando o Internacional impôs indiscutível superioridade sobre seus adversários no Rio Grande do Sul e frequentes humilhações ao Grêmio, seu maior rival.

Rolo compresso na metade do século passado

O Inter foi hexa campeão de 1940 a 1945 e depois emendou um bicampeonato nas temporadas 1947/1948 e foi tetra entre 1950/1953. Nesta última série já não estavam mais presentes as grandes estrelas do “rolo”, sendo as principais delas os atacantes Tesourinha e Carlitos.

Tesourinha, que mesmo jogando no Rio Grande do Sul, portanto distante dos grandes centros foi eleito o melhor jogador do Brasil numa enquete popular da época, conhecida como “Craque Melhoral”. 

Para muitos jornalistas e historiadores Tesourinha é considerado o melhor jogador do Inter em todos os tempos. Lesionou-se às vésperas da Copa do Mundo de 1950 quando era titular absoluto da seleção nacional.

Carlitos, por sua vez, é até hoje o maior artilheiro da história do clube, tendo marcado 324 gols em 384 jogos entre 1938 e 1951, período em que vestiu a camisa colorada.

O time base do “rolo compressor” era formado pelo goleiro Ivo, os zagueiros Nena e Alfeu, os médios Assis, Ávila e Abigail e os atacantes Tesourinha, Russinho, Villalba, Ruy e Carlitos.

João Nassif
Por João Nassif 07/03/2020 - 12:19

O campeonato brasileiro teve sua primeira edição em 1971 e o campeão foi o Atlético Mineiro que derrotou Botafogo e São Paulo no triangular final.

Era época do formulismo a CBF e as Federações mudavam os regulamentos todos os anos e muitas vezes imperava a política que privilegiava clubes que não conseguiam permanecer nas divisões principais e as viradas de mesa eram constantes.

Em 1975, por exemplo, o campeonato foi disputado por 42 equipes divididas em quatro grupos. Dois o A e o B com 10 cada um e dois o C e o D com 11 na primeira fase. Naquela época não existia o ranking da CBF de clubes e Federações e a divisão dos clubes era aleatória.

Passaram para a segunda fase cinco equipes de cada grupo, portanto 20 se classificaram e foram novamente divididos, agora em dois grupos de 10 times em cada um. Os seis primeiros colocados de cada grupo passaram para a terceira fase.

Os 22 que não conseguiram classificação na primeira fase foram disputar uma repescagem divididos em quatro grupos. Os primeiros colocados se credenciaram para disputar a terceira fase do campeonato.

Chegamos, portanto a terceira fase com 16 clubes, novamente divididos, agora em duas chaves com oito em cada uma. Os dois primeiros de cada chave foram para o enfrentamento na fase semifinal.

Num grupo o primeiro colocado foi o Fluminense com o Cruzeiro em segundo. No outro o Santa Cruz de Recife chegou em primeiro com o Internacional na segunda colocação.

As semifinais foram disputadas em jogo único com os primeiros colocados tendo o privilégio de jogar em casa. O Internacional derrotou o Fluminense no Maracanã por 2x0 e o Cruzeiro venceu em Recife por 3x2.

A decisão foi no Beira Rio e o Internacional ganhou seu primeiro campeonato brasileiro vencendo o Cruzeiro por 1x0 com público de mais de 82 mil pessoas.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/03/2020 - 09:19

Com a popularização do futebol no final do século 19, a Europa viu nascer vários clubes que priorizaram o futebol e foram se tornado potencias no decorrer dos anos.

Na Espanha, mais precisamente em Barcelona foi fundado um clube que hoje é um dos gigantes do futebol mundial. O Fútbal Club Barcelona.

Camp Nou

A ideia da formação do clube na Catalunha foi de um suíço, Hans Gamper que convocou um grupo de torcedores de futebol mediante um anúncio publicado na revista Los Deportes em outubro de 1899. Atenderam a intimação os 12 fundadores do clube, seis espanhóis, três ingleses, dois suíços e um alemão. O mais velho entre eles, o inglês Walter Wild foi escolhido para ser o primeiro presidente.

No dia 29 de novembro foi fundado o FC Barcelona. Dizem os antigos que a escolha do azul e grená foi uma homenagem ao Basel da Suíça, onde Gamper jogou antes de chegar à Catalunha.

No início a dificuldade em encontrar um lugar para treinar e jogar. Durante os 10 primeiros anos o Barcelona perambulou por quatro lugares diferentes, pois a cidade crescia muito e encontrar espaços adequados era de imensa dificuldade.

Somente em 1957 é que foi inaugurado o Camp Nou, estádio que hoje comporta quase 100 mil pessoas e que se tornou a casa do Barcelona.

Os torcedores do Barcelona são chamados de culés desde a década de 1910. Naqueles anos o time jogava no campo de uma indústria e já popular levava grandes públicos ao estádio. Desde a rua se via como estavam sentados, de costas, os torcedores localizados na parte mais alta da arquibancada.

A imagem vista da rua era uma grande quantidade de traseiros (culos em espanhol), por esta razão os torcedores do Barcelona começaram a ser chamados de culés.
 
 

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