Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
João Nassif
Por João Nassif 28/06/2019 - 13:02

Com o passar dos anos o futebol brasileiro foi organizando seu calendário que aos poucos foi atendendo ao apelo dos torcedores e da própria mídia para que se tornasse coerente com o melhor que era feito no mundo e acima de tudo tivesse credibilidade.

As competições em nível nacional foram sendo criadas, passando antes por etapas regionais, pois afinal de contas o deslocamento dos times era feito de forma precária com as dificuldades naturais das estradas e dos veículos de locomoção que em tempos antigos impediam maior integração entre os clubes que a cada ano iam surgindo por todo o país.

A primeira competição dita como nacional surgiu em 1933 e por motivos óbvios foi batizada de Torneio Rio-São Paulo. Seu sucessor foi o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, embrião do campeonato nacional, com a participação de clubes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, depois estendido com representantes do Paraná, Bahia e Pernambuco.

Palestra Itália (Palmeiras) campeão do Rio-São Paulo de 1933

Em 1971 foi realizada a primeira edição do campeonato nacional que seguiu recheado de fórmulas que eram alteradas a cada ano, até que em 2003 surgiu o campeonato brasileiro da série A, disputada por pontos corridos em turno e returno. 

Começou com 24 times e hoje é disputado com 20, valendo vaga para a Taça Libertadores e Sul-Americana, além do rebaixamento inevitável de quatro equipes para a série B que a partir de 2006 também passou a ser disputada por pontos corridos.

Mesmo com o advento do campeonato nacional e pelo gigantismo do país dividido em várias regiões, são realizados torneios importantes que colocam na disputa equipes dos diversos estados brasileiros.

Agrupados em suas regiões estes times disputaram torneios como a Copa do Nordeste, Copa Centro-Oeste, Copa Norte além da Copa do Brasil integrando mais de 80 clubes de todos os estados do país.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/06/2019 - 07:45

Podemos não concordo com a vida do Neymar fora das quatro linhas, mas não podemos negar seu inegável talento para jogar futebol. Por isso é o maior jogador do futebol brasileiro na atualidade sem que haja qualquer outro que consiga chegar perto de seu talento.

Sem Neymar o mais recente candidato a ídolo é o Everton, jogador que se destaca no Grêmio e pode se tornar o melhor jogador em atividade no país. Foi o destaque principal no jogo contra o Peru aproveitando a fragilidade de seu marcador e usando sua habilidade para se projetar e ser especulado pelos principais times do planeta.

Bastou alguns dribles, um gol e pronto, temos um novo ídolo. Cebolinha, seu apelido, passou a ser exaltado por narradores, comentaristas, torcedores como o grande jogador da seleção brasileira.

Assisti o jogo contra o Paraguai pelo SporTV e o narrador começou a mil cada vez que Everton era acionado virava Cebolinha e a torcida delirava esperando maravilhas do jogador.

Com a marcação implacável dos paraguaios aos poucos o narrador foi trazendo o Everton de volta e os torcedores resignados perceberam que não temos o substituto do Neymar. 

Infelizmente.  
 

João Nassif
Por João Nassif 27/06/2019 - 10:40

A Copa do Mundo de Futebol Feminino que está sendo disputada na França é a 8ª edição do torneio que começou em 1991 e acontece a cada quatro anos.

A primeira edição teve a China como sede o campeão foram os Estados Unidos que derrotaram na final a Noruega por 2x1. Diferente do modelo atual com 24 seleções, em 1991 apenas 12 participaram do torneio. 

Estados Unidos-campeões do futebol feminino em 1991

A seleção brasileira ficou na terceira colocação em seu grupo com apenas uma vitória sobre o Japão por 1x0 e duas derrotas. Perdeu para os Estados Unidos por 5x0 e para a Suécia por 2x0.

A melhor colocação do Brasil no Mundial Feminino foi um vice-campeonato em 2007, também na China quando perdeu a final para a Alemanha por 2x0.

Nas sete edições já disputadas do Mundial os Estados Unidos são os maiores vencedores com três títulos. Alemanha duas vezes, Noruega e Japão uma vez cada são outros países que venceram o campeonato.

Nesta Copa do Mundo que está sendo disputada na França a vitória dos Estados Unidos sobre a Tailândia por 13x0 é a maior goleada já registrada num Mundial de Futebol, incluído as Copas do Mundo masculina.

Até então, no Mundial masculino de 1982 na Espanha a maior goleada era da Hungria sobre El Salvador por 10x1. 
 

João Nassif
Por João Nassif 26/06/2019 - 11:46

Em 1970 o campeonato catarinense de futebol foi disputado por 15 equipes por pontos corridos em turno e returno, formato que acabou ficando apenas na lembrança pelo formulismo que foi implantado e que dura até os dias de hoje. 

Com o fechamento ou licenciamento de vários clubes da região, o sul catarinense ficou representado apenas pelo Ferroviário e Hercílio Luz de Tubarão e pelo Próspera de Criciúma.

O curioso é que mesmo com 15 clubes no campeonato foram poucas as cidades envolvidas na competição, quase todas representadas por dois times. Além de Tubarão, Joinville teve dois representantes o América e o Caxias. 

Por Florianópolis jogaram os tradicionais Avaí e Figueirense. De Brusque Carlos Renaux e Paysandu, de Blumenau Olímpico e Palmeiras e de Lages o Internacional e o Guarani. Ainda participaram do campeonato o Almirante Barroso de Itajaí e o Juventus de Rio do Sul.

O campeonato começou no dia 26 de abril e o Ferroviário que se sagraria campeão derrotou o Caxias de Joinville por 1x0 jogando no Domingos Silveira Gonzáles. 

Cada time disputou 28 jogos e ao final o Ferroviário atingiu a marca de 16 vitórias, 07 empates e somente 05 derrotas, perfazendo o total de 39 pontos ganhos, naquela época a vitória valia apenas 02 pontos. 

O vice-campeão foi o Olímpico de Blumenau com a mesma pontuação, mas com uma derrota a mais que o Ferroviário. 

O Hercílio Luz ficou na nona colocação com 27 pontos, depois de ter alcançado 08 vitórias, 11 empates e 09 derrotas.

O título de campeão estadual conquistado pelo Ferroviário foi o último de um clube de Tubarão, cidade que foi três vezes campeã catarinense em toda a história.
 

João Nassif
Por João Nassif 25/06/2019 - 12:39

Em 1958 o Hercílio Luz conquistou seu segundo título no campeonato catarinense, repetindo o que havia conseguido no ano anterior.

O campeonato foi disputado por 16 times num formato diferente do ano anterior, pois foram formadas oito chaves com as equipes jogando partidas eliminatórias em ida e volta na própria chave.

Uma das chaves era formada pelo Hercílio Luz e o Internacional de Lages com o time de Tubarão vencendo o confronto e passando para a fase seguinte.

Nas quartas de final o Hercílio eliminou o Barriga Verde de Laguna, o Marcílio Dias derrotou o Baependi de Jaraguá do Sul, o Comerciário de Criciúma passou pelo Henrique Lage de Lauro Muller e o Carlos Renaux de Brusque eliminou o Figueirense. 

Vieram as semifinais e o Hercílio derrotou o Marcílio Dias nos dois jogos. No primeiro fez 3x1 em Tubarão e no jogo de volta nova vitória, por 2x1 em Itajaí.

Na outra semifinal o Carlos Renaux passou pelo Comerciário com uma vitória por 5x2 em Brusque e um empate de 2x2 em Criciúma. 

À exemplo do ano anterior, Hercílio Luz e Carlos Renaux foram para a decisão do título. E de novo deu Hercílio. 

O regulamento dizia que o campeão seria o time que fizesse quatro pontos nos dois jogos, lembrando que naquela época o time vencedor do jogo ganhava apenas dois pontos.

Pois bem, no primeiro jogo em Brusque o Carlos Renaux venceu por 4x1. Na segunda partida em Tubarão houve empate em 5x5, sendo, portanto necessário um terceiro jogo. As equipes foram decidir o título em Florianópolis no dia 29 de março de 1959 e o Hercílio venceu por 3x1.

Como o Hercílio Luz era dono de melhor campanha foi proclamado campeão catarinense de 1958, vencendo o campeonato catarinense pela segunda vez consecutiva.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/06/2019 - 11:02

Hoje aqui no Almanaque da Bola vou registrar os momentos em que o futebol de Tubarão foi vitorioso em nível estadual, pois era muito forte e comportava dois times com duas torcidas fanáticas que fizeram história no futebol catarinense.

O Hercílio Luz sagrou-se bicampeão estadual no final dos anos 1950. Em 1957 na primeira fase envolvendo apenas equipes do sul do estado o Hercílio Luz chegou na frente com o

Ferroviário em segundo, Comerciário em terceiro e o Henrique Lages de Lauro Müller na quarta colocação. 

Como o Hercílio foi o vencedor da zona sul de Santa Catarina foi para a fase final juntamente com o Sadia de Concórdia campeão da zona oeste, Carlos Renaux de Brusque campeão da Zona Leste e o Ypiranga de São Francisco do Sul campeão da Zona Norte.

No cruzamento entre os campeões de todas as regiões estaduais o Hercílio Luz enfrentou o Ypiranga na fase semifinal e venceu os dois jogos. No dia 11 de maio goleou por 5x2 em São Francisco do Sul e no jogo de volta venceu no Aníbal Costa por 3x1.

O adversário na decisão do título foi o Carlos Renaux que havia eliminado o Sadia com duas goleadas, 5x0 em Concórdia e 6x1 em Brusque.

No primeiro jogo da final a vitória foi do Carlos Renaux por 3x1 jogando no Augusto Bauer em Brusque. Na volta o Hercílio Luz venceu em casa por 4x2. Como era comum naquela época, se necessário o terceiro jogo da final do campeonato catarinense era disputado em Florianópolis no campo da Federação. E foi lá que o Hercílio foi campeão estadual pela primeira vez na história. Venceu por 2x0 no dia 08 de junho de 1957.

A escalação do Hercílio: Bateria, Rato, Pinto; Mário, Adir, Ernani; Giovani, Betinho, Waldir, Ernesto e De Lucas.

Nos próximos programas falarei do bicampeonato do Hercílio Luz e do título do Ferroviário em 1970.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/06/2019 - 10:10

O campeonato brasileiro de futebol foi disputado pela primeira vez em 1971. Até então a competição mais importante do país era o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputado pelos grandes times de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Paraná.

Em 1971 a competição que foi denominada em campeonato nacional começou com 20 equipes e o primeiro campeão foi o Atlético Mineiro treinado por Telê Santana.

O campeonato nacional ficou marcado pelas mudanças do regulamento, as famosas viradas de mesa que sempre protegeram os grandes clubes em detrimento dos médios e pequenos. 

Esta mania tipicamente brasileira durou até 2001 quando começou a moralização e o campeonato brasileiro ganhou credibilidade. O regulamento passou a ser respeitado e aos poucos a competição passou a tomar forma até que em 2003 passou a ser disputada com 24 times no sistema de pontos corridos. 

Em 2006 o limite foi diminuído e somente 20 equipes passaram a jogar o campeonato e a cada ano os quatro últimos são rebaixados para a série B.

Também em 2006 foi implantada a série B também com 20 times no mesmo sistema da primeira divisão. No mesmo ano a série C teve grande valorização, afinal de contas jogar a segunda divisão é um grande negócio pela importância e visibilidade.

Ainda por questões financeiras e terceira divisão é disputada por divisão regional, mas vai ganhando visibilidade e certamente num futuro não muito distante será também jogada no mesmo sistema das divisões maiores.

Finalmente em 2009 foi implantada a série D ainda inchada, mas certamente nas próximas temporadas terá seu regulamento parecido com as outras divisões e o campeonato brasileiro que já ganhou credibilidade poderá ter um maior crescimento técnico com as quatro divisões bem definidas pelo país a fora.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/06/2019 - 07:32

O saudoso comentarista Luiz Mendes, o mais antigo cronista em atividade no Brasil à época de seu falecimento era dono de um prestígio que ultrapassava a audiência dos cariocas e que se tornou unanimidade nacional. Pelas ondas potentes da Rádio Globo do Rio sua voz foi ouvida em todo país e certamente deixou saudades pela competência como exercia sua profissão, além de ser um ótimo caráter. 

O comentarista da palavra fácil como era chamado teve uma curta passagem pela Rádio Tupi, também do Rio e foi um dos fundadores dos debates esportivos conhecidos como Mesas Redondas na extinta TV Rio.

Luiz Mendes

Apesar de ter feito toda sua carreira no Rio de Janeiro, Luiz Mendes nasceu no Rio Grande do Sul, em Palmeiras das Missões em junho de 1924 e morreu em 2011 com 87 anos.   

Pelo fato de ser gaúcho, Luiz Mendes teve sempre grande carinho pelos profissionais que trabalhavam no rádio do Rio Grande do Sul. Quando eu fazia parte da equipe da Rádio Gaúcha pude conviver com ele em algumas situações e pude desfrutar de seus ensinamentos, adquirindo mais experiência no tratamento do jornalismo esportivo.

Durante a excursão da seleção brasileira pela América do Sul para disputar as eliminatórias para a Copa de 1982, os quase 30 dias que durou a viagem estivemos juntos em várias oportunidades. Como já frisei seu carinho sempre foi claro conosco profissionais do Rio Grande do Sul e como tinha a palavra fácil, nos orientava sobre a maneira correta de enfocar a seleção brasileira, pelo seu peso e penetração no sentimento popular.

Perdemos um grande mestre e um ótimo comentarista, mas tudo vem na sua hora certa. Hoje, mesmo longe durante tantos anos sempre reverenciei seu trabalho e sua postura e a grande contribuição que deu à profissão.

A fila anda.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/06/2019 - 08:52Atualizado em 21/06/2019 - 08:55

Depois de termos relembrado nos dois últimos Almanaques do bicampeonato do Metropol, chegamos em 1962, quando foi conquistado o tri, marcando em definitivo a hegemonia do time no futebol catarinense.

O campeonato foi novamente disputado por 26 equipes divididas pelas quatro zonas do estado, sendo que o Metropol e o Marcílio Dias, finalistas no campeonato anterior estavam liberados de disputar a fase de classificação. Aproveitando a folga no começo do estadual o Metropol fez sua excursão à Europa e retornou com mais experiência e mais entrosamento para buscar mais um título e continuar seu reinado em Santa Catarina.

A fase final foi disputada por 10 clubes, sendo que o Flamengo de Curitibanos desistiu do campeonato logo após ter sido derrotado pelo Metropol por 12x1 na primeira rodada da fase decisiva.

A campanha do campeão foi feita em 17 jogos, com 11 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Marcou 44 gols e sofreu 16. Carlos Renaux por 4x1 e Hercílio Luz por 2x1 foram os times que conseguiram vencer o Metropol. Outros resultados expressivos que consta da história foram uma vitória por 6x2 contra o Caxias de Joinville e 4x1 para cima do Guarani de Lages.

Nilzo foi o artilheiro do campeonato com 12 gols, seguido de Waldir Paulo Berg e Hélio Zeferino que marcaram cada um 09 gols.

Fechado o ciclo do tricampeonato, o Metropol voltaria a ganhar mais dois campeonatos estaduais na década, em 1967 e 1969. Criciúma voltou a ser tricampeã estadual, pois entre os dois títulos do Metropol, o Comerciário ganhou seu primeiro campeonato em 1968.

Na década de 1960, Criciúma foi a dona do futebol catarinense.
 

João Nassif
Por João Nassif 20/06/2019 - 08:49

Continuando com a história do tricampeonato do Metropol, 1961 foi o ano do bi que inclusive rendeu a todos os jogadores uma viagem à Europa, excursão que foi uma das mais longas de um time brasileiro ao exterior.

O campeonato catarinense de 1961 teve no princípio 19 equipes, novamente dividida em várias chaves para que fossem apurados os seis times que participariam da fase final da competição. O regulamento mandava que fosse realizado um supercampeonato entre os dois times que chegassem nas primeiras posições da fase final para definição do campeão.

O hexagonal da fase final foi disputado em turno e returno por América e Caxias de Joinville, Carlos Renaux de Brusque, Marcílio Dias de Itajaí, Metropol e Olímpico de Blumenau. O Metropol fez outra campanha excelente e terminou na primeira posição com o Marcílio Dias em segundo.

O time criciumense venceu oito dos 10 jogos que disputou, além de um empate e apenas uma derrota. Marcou 33 gols e sofreu 11. A única derrota foi justamente para o Marcílio Dias por 2x0 em jogo realizado no Estádio Euvaldo Lodi em Criciúma.

No supercampeonato, Metropol e Marcílio Dias precisaram de quatro jogos para decidir o título. O primeiro jogo foi realizado no dia 14 de janeiro de 1962 em Criciúma e o Metropol suou para vencer por 4x3. No jogo seguinte houve empate em Itajaí, 3x3. Foi preciso outra partida e novamente em Itajaí e foi a vez do Marcílio vencer também por 4x3. 

Com os dois times rigorosamente empatados para a decisão do campeonato foi necessária mais uma partida, aí sim para que o estadual catarinense de 1961 tivesse um vencedor.

 Este jogo foi realizado no Estádio Adolfo Konder em Florianópolis no dia 01 de abril de 1962. A vitória do Metropol veio com um gol de Nilzo e a conquista do bicampeonato que garantiu a prometida excursão à Europa.
 

Tags: Metropol Nilzo

João Nassif
Por João Nassif 19/06/2019 - 12:02

Em 1960 o campeonato estadual catarinense foi disputado por 26 times divididos em quatro grupos, norte, sul, leste e oeste. O Caxias de Joinville e o Paula Ramos de Florianópolis entraram no campeonato somente na segunda fase em virtude de terem sido finalistas do campeonato de 1959. O estadual começou no dia 8 de outubro de 1960.

Ferroviário, Hercílio Luz, Comerciário e Metropol jogaram entre si em turno e returno na primeira fase, com o campeão o Metropol chegando na primeira posição e se classificando para a segunda fase do campeonato. 

Na segunda parte da competição foi jogado em turno e returno um pentagonal entre o Marcílio Dias de Itajaí, Palmeiras de Blumenau, Paula Ramos de Florianópolis, Hercílio Luz de Tubarão e o Metropol. O Hercílio Luz foi chamado para substituir o Avaí que inexplicavelmente abandonou o campeonato.

Depois de oito jogos disputados por cada time, Metropol e Marcílio Dias se classificaram para o quadrangular final, junto com o Caxias de Joinville e o Comerciário de Joaçaba. 

Metropol campeão em 1960

No quadrangular final o Metropol fez uma campanha de luxo, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. Nos seis jogos marcou 14 gols e sofreu nove. O último jogo foi realizado no dia 16 de julho de 1961 em Itajaí com vitória do time dos mineiros de Criciúma por 2x0, gols de Chagas e Nilzo.

Começava e era Metropol que tomou conta do estado em toda a década. 1960 marcou o primeiro de três títulos seguidos do time que ainda está na memória de grande parcela da população do estado catarinense.
 

João Nassif
Por João Nassif 18/06/2019 - 11:31

Podem até encontrar outro momento, mas o maior da história olímpica do Brasil aconteceu no dia 23 de agosto de 1987 em Indianapolis nos Estados Unidos. 

Foi na final de basquete do pan-americano na vitória sobre os Estados Unidos e a consequente medalha de ouro. Os americanos haviam até ali massacrado todos seus adversários e tinham a certeza de ganhar com facilidade a medalha de ouro do torneio.

Perante um público de 17 mil pessoas, esta certeza ganhou forma quase definitiva no final do primeiro tempo que terminou com vitória dos Estados Unidos por 68x54. 

No intervalo, todos da delegação brasileira se comprometeram a alcançar o milagre e incentivados pelo assistente técnico José Medalha que aos gritos de “Chutem, chuta que dá” começou uma das mais emocionantes reações do esporte mundial.

Oscar e Marcel seguiram a letra o comando do técnico, Gérson e Israel eram dois leões nos rebotes e a jovem equipe americana se assustou com a garra e determinação dos brasileiros.

Oscar acertou sete arremessos de três pontos, e juntamente com Marcel foram responsáveis por 55 pontos dos 66 que o Brasil, marcou no segundo tempo, determinando a vitória por 120x115.

Indianapolis, conhecida como a Capital do Basquete, viu sua seleção perder uma invencibilidade de 34 jogos oficiais da equipe masculina dos Estados Unidos que até então nunca havia perdido uma partida sequer em seu país.
 

João Nassif
Por João Nassif 17/06/2019 - 13:20

O futebol brasileiro produziu dois gênios incomparáveis. Incomparáveis com outros jogadores e com eles mesmos. Pelé e Garrincha, Garrincha e Pelé. Qual o melhor? As opiniões desde muito se dividem, mas cada qual no seu estilo foi o máximo que já se viu no futebol mundial. À medida que crescia a admiração do povo por estes seus ídolos, ambos iam se tornando inimigos públicos de seus companheiros de profissão. Estava declarada aberta a temporada de caça ao Pelé e à Garrincha. 

Como cada um tinha um estilo e reagia de acordo com seu temperamento. Pelé quando caçado, derrubado e pisado levantava-se com os olhos ardendo e fulminava o brucutu do outro time e partia para o revide também sem contemplação.

Gênios do futebol

Garrincha pelo contrário, na sua pureza não reagia, levava a pancada, caía, apalpava as pernas para sentir se algo estava quebrado, levantava-se e ficava pronto para novo pontapé. Nem olhava para seu algoz. Quando muito, quando se levantava perguntava inocentemente: “que foi que lhe fiz?”

Esta inocência fez Garrincha inventar a mais pura jogada do futebol brasileiro: a bola fora quando um adversário se machuca.  Garrincha inventou esta jogada num Botafogo e Fluminense. O zagueiro Pinheiro ao rebater uma bola estourou o músculo da coxa. A bola sobrou para Garrincha que foi livre para a área. Podia fazer o gol, mas ao ver Pinheiro caído jogou para lateral como se fizesse a coisa mais natural do mundo.  Quando o lateral do Fluminense foi bater o lateral, compreendeu que tinha que retribuir. Aquela bola era do Botafogo e não do Fluminense. 

O fair-play, criação de Garrincha tornou-se tradição no futebol brasileiro e hoje é praticado em todos os cantos do planeta.
 

João Nassif
Por João Nassif 16/06/2019 - 11:05

Um dos jornalistas mais folclóricos do Brasil foi inegavelmente o saudoso Joao Saldanha. Quando foi técnico da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México em 1970 e o regime vigente na época era a ditadura militar, o presidente de plantão era Garrastazu Médici que invocando seus poderes exigiu a convocação do atacante Dario, o Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros do país em atividade.

Joao Saldanha lascou: “quando o Médici escala seus ministros não dou palpite, então ele que não se meta a escalar a seleção”.

Não foi a primeira vez no Brasil em que houve este conflito. Em 1927 numa partida entre paulistas e cariocas disputadas em São Januário, ao lado das 50 mil pessoas que se espremiam pelas arquibancadas estava na tribuna de honra de casaca e cartola o então presidente da República Washington Luís.

Pres. Washington Luís em São Januário-1927

Jogo vai, jogo vem e foi marcado um pênalti contra os paulistas que indignados iam abandonar o campo. Jogo parado, o presidente chama seu oficial de gabinete e manda uma ordem para que o jogo continue. Ordem do presidente da República. O oficial obedece, desce até o gramado e a notícia do reinicio do jogo se espalha por todo o estádio.

Um jogador da seleção paulista, Feitiço que nem era capitão do time deu a resposta curta e grossa: “o doutor Washington Luís manda lá em cima, na tribuna de honra, aqui em baixo sou eu é quem manda”. E para mostrar que não era conversa fiada tirou de campo todo o time paulista. Ao presidente da República não restou alternativa que não ir para casa ofendidíssimo. 

Por causa deste episódio o Brasil não foi às Olimpíadas de 1928, pois Washington Luís negou a subvenção à CBD.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/06/2019 - 11:29

Não é comum assistirmos em Copas do Mundo resultados extravagantes que se transformam em goleadas. O futebol nos dias atuais está muito equilibrado e a expressão “não tem mais nenhum bobo no mundo”, cabe perfeitamente pelo que estamos vendo. As nações com futebol emergente têm exportado seus principais jogadores que vão adquirindo experiência e aprendendo como jogar contra equipes do primeiro mundo.  

Por isso os resultados são mais apertados com a diferença de qualidade diminuindo a cada dia. Pesquisando as Copas do Mundo, encontrei poucas goleadas ao longo da história, mesmo na época em que a diferença entre as seleções era bem maior. 

O maior resultado, se apontarmos para a diferença de gols aconteceu na Copa de 1982 disputada na Espanha. A Hungria aplicou um contundente 10x1 na seleção de El Salvador, tornando este placar a maior goleada registrada nas 21 edições do torneio. 

Ainda pela diferença de gols a história registra dois 9x0, o primeiro em 1954 da Hungria sobre a Coréia do Sul e da Iugoslávia em cima do Zaire em 1974.

8x0 aconteceu também em três edições do mundial. Em 1938 a Suécia venceu Cuba, 1950 o Uruguai detonou a Bolívia e em 2002 a Alemanha fez o mesmo com a Arábia Saudita.

Com uma diferença de sete gols, as Copas registraram 7x0 em três oportunidades: em 1954, vitória da Turquia sobre a Coréia do Sul, em 1974 da Polônia sobre o Haiti e em 2010 a vitória de Portugal sobre a Coreia do Norte.

O jogo que mais teve gols numa Copa do Mundo foi entre Áustria e Suíça em 1954, com vitória dos austríacos por 7x5. Com 11 gols, também em 1954 a Hungria venceu a Alemanha Ocidental por 8x3.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/06/2019 - 12:07

Garrincha, batizado Manoel dos Santos, nasceu com as pernas tão tortas que até impressionaram a parteira dona Leonor. Seu nascimento foi no dia 28 de outubro de 1933 na Rua do Chiqueiro em Pau Grande, município de Magé no Estado do Rio de Janeiro.

Garrincha foi o quinto filho de Amaro Francisco dos Santos que era guarda da Companhia América Fabril que sustentava toda Pau Grande. O menino, bisneto de índios fulniôs, cresceu solto, andando descalço pelo mato, montando cavalo em pêlo e nadando no rio Inhomirim.

Amaro, o pai, era um homem simples, mas extravagante. Suas duas maiores paixões eram mulher e bebida. Além dos nove filhos de seu casamento, estima-se que ele era pai de, no mínimo, 25 crianças na região. Mulheres solteiras ou casadas, jovens ou idosas, nada escapava da volúpia do seu Amaro. Que, certamente, passou essas duas paixões para seu filho Garrincha.

As matas de Paulo Grande eram povoadas de garrinchas, para alegria de Manoel, cuja maior diversão era matar passarinhos. Garrincha é o nome que, no Nordeste, se dá à cambaxirra, pequeno pássaro marrom que canta bonito, mas não se adapta ao cativeiro.

Campo onde Garrincha deu seus primeiros dribles-Pau Grande/RJ

Aos 14 anos o moleque começou a trabalhar na América Fabril. Começou como varredor, passou a carregador de equipamento, mas nunca chegou a ser um bom funcionário. Faltava muito, chegava atrasado e tinha o hábito de dormir nas caixas de algodão.

O primeiro teste de Garrincha em um time grande aconteceu em 1950 quando ele foi levado ao Vasco da Gama por um diretor da América Fabril. Ele tinha 17 anos. Mas, esta já é uma história que fica para outra vez.
 

João Nassif
Por João Nassif 13/06/2019 - 12:06

O atacante argentino Mario Kempes e o técnico César Luís Menotti protagonizaram na Copa do Mundo de 1978 um episódio muito simples, mas que mostra com clareza como a superstição convive com o futebol.

Na época do Mundial Kempes usava um elegante bigode em forma de ferradura e cabelos longos e soltos. O técnico preocupado pelo fato de seu atacante titular não ter marcado um gol sequer na fase de grupos, lhe fez uma sugestão.

Menotti frisou que quando visitou o atacante na Espanha antes da Copa estava barbeado e sem bigode e marcava seguidos gols pelo Valencia. Sugeriu que Kempes tirasse o bigode para ver se lhe traria sorte naquela Copa.

Dito e feito, Kempes acatou a sugestão de seu treinador, tirou o bigode e desandou a marcar gols nas fases seguintes do Mundial. Na segunda fase marcou logo dois contra a Polônia na vitória por 2x0 e fez mais dois naquele misterioso jogo contra o Peru quando os donos da casa venceram por 6x0.

Kempes no Mundial 1978 

Na decisão contra a Holanda Mário Kempes marcou mais dois ser tornando o artilheiro daquela Copa do Mundo.

Meses depois Kempes comentou que o seu bigode tinha que ser esquecido e o Mundial foi um novo capítulo em sua vida.
 

João Nassif
Por João Nassif 12/06/2019 - 11:41

Uma das superstições do futebol é a lenda do “sapo enterrado” quando um time fica anos sem ganhar um campeonato.

Esta história do “sapo enterrado” vem desde o final de 1937 quando jogaram no dia 29 de dezembro pelo campeonato estadual o pequeno Andarahy, em seu campo, contra o já poderoso Vasco da Gama.

Os vascaínos demoraram algumas horas para chegar ao local do jogo em virtude do ônibus ter quebrado. Os dirigentes do Andaray não quiseram pedir W.O. e esperaram a chegada do adversário numa noite chuvosa.

O jogo do "sapo enterrado"

Arubinha, ponteiro esquerdo do time da casa pediu antes do jogo que os jogadores do Vasco retribuíssem a gentileza e não humilhassem o Andarahy. De nada adiantou o Vasco foi implacável e venceram por 12x0 sem piedade dos oponentes que esperaram tanto tempo debaixo de chuva.

Arubinha, enfurecido, ajoelhou-se no campo e pediu aos céus que o Vasco ficasse 12 anos sem ganhar um título, como punição pelo ato espúrio daquela noite. E assim aconteceu o Vasco não ganhou mais nada a partir daquele dia. A cada título perdido vinha a lembrança do Arubinha.

De repente veio a sugestão que Arubinha havia enterrado um sapo no gramado de São Januário. O campo foi literalmente revirado e nada do sapo aparecer. O Vasco procurou o próprio Arubinha para que ele revelasse a localização do sapo.

O jogador afirmou que não havia enterrado nenhum sapo, mas retirou a praga. No mesmo ano, 1945 o Vasco foi campeão carioca e o sapo nunca foi encontrado.
 

João Nassif
Por João Nassif 11/06/2019 - 15:41Atualizado em 11/06/2019 - 15:41

Reza a lenda que na reunião do conselho arbitral que definiria o regulamento do Campeonato Paulista de 1943, os presidentes dos times debateram normas e mais normas, detalhes após detalhes e encerraram a discussão. 

Foi então que um dirigente ou repórter teria afirmado que nada daquilo seria necessário, que bastaria jogar ao ar uma moeda para definir o vencedor daquele ano. 

Se ao cair desse cara, o campeão seria o Corinthians, se desse coroa, o Palmeiras. até então os tradicionais favoritos para a conquista do título.

Após esta manifestação alguém perguntou pelo São Paulo um clube da capital paulista que ainda não havia adquirido o status de grande time. Diz a lenda que um dos jornalistas presentes ou alguém que representava o São Paulo havia dito que o Tricolor só seria campeão se a moeda caísse de pé.

Ofendidos os dirigentes são-paulinos correram para contratar vários reforços de primeiro nível do futebol brasileiro e um argentino de nome Sastre que foi o condutor do time até a partida final.

No dia 03 de outubro de 1943 depois de grande campanha o São Paulo empatou em 0x0 com o Palmeiras no Pacaembu e a moeda caiu em pé. O São Paulo foi campeão paulista pela segunda vez em sua história, a primeira havia sido em 1935.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/06/2019 - 20:32Atualizado em 11/06/2019 - 15:36

O Campeonato Acreano de Futebol teve a primeira edição com equipes profissionais somente a partir de 1989. Até então os campeonatos estaduais eram disputados por equipes amadoras cujos campeões não participavam de competições nacionais promovidas pela CBF.

O primeiro campeão foi o Juventus, clube de Rio Branco capital do Estado que foi eliminado na primeira fase pelo Rio Negro do Amazonas.

Na era amadora do futebol acreano as duas primeiras competições foram organizadas pela Liga Riobranquense de Futebol em 1919 e 1920.

Atlético Acreano-campeão em 2018

A partir de 1921 até 1946 foi a Liga Acreana de Esportes Terrestres quem organizou os campeonatos com todos os clubes sediados na capital Rio Branco.

Com a criação da Federação Acreana de Desportos a partir de 1947 os campeonatos foram sendo organizados por esta entidade até que em 1989, já como Federação de Futebol do Estado do Acre, iniciou a era profissional, inclusive com a inscrição na CBF no ano de sua fundação.

Este ano o campeonato contou com a participação de 10 clubes e o Atlético Acreano foi o campeão, clube que está disputando a série C do campeonato brasileiro.

Dos 10 clubes que participaram do campeonato sete são da capital Rio Branco, os demais são de Porto Acre, Plácido de Castro e Cruzeiro do Sul.  
 

2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14