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Técnico fujão

João Nassif
Por João Nassif 29/01/2018 - 08:49

No início do ano aqui no blog falei sobre esperança e incertezas que há algum tempo fazem parte do sentimento dos torcedores do Criciúma.

Menos de um mês depois as esperanças foram perdidas e as incertezas se materializaram em frustrações pelo sentimento da falta de rumo em mais uma temporada.

Enquanto a direção do clube ficar esperando por ajuda sem investir o mínimo necessário para montar um time que possa ao menos devolver a esperança o Criciúma viverá sempre o inferno das crises constantes que têm levado os torcedores à grandes frustrações.

A derrota para o Tubarão simboliza a total falta de capacidade do clube em fazer um futebol decente. A semana foi prodiga em más notícias. Primeiro foi a saída prematura do diretor executivo que quando chegou sinalizava finalmente um projeto efetivo e profissional. Com ele vieram técnico e preparador físico que se não era o preferido era também da confiança do treinador. Não durou muito e saiu sem nenhuma explicação, foi a segunda má notícia.

Como crises são acúmulos de situações negativas, o Lisca sem seus dois parceiros não conseguiu encontrar um caminho consistente e efetivo para colocar em Tubarao um time que pudesse responder positivamente contra o lanterna do campeonato que certamente vinha numa crise de maiores proporções depois de três derrotas nas três primeiras rodadas.

A aposta em alguns garotos no jogo do meio de semana contra a poderosa Chapecoense deu resultado e o técnico optou pela repetição, inclusive acrescentando outros talvez entendendo que contra o lanterna qualquer formação seria vitoriosa. 

Goleiro Luís (Foto: Criciúma EC)

Foi fragorosamente derrotado, passando pelo vexame da goleada e tendo novamente seu goleiro como grande nome do time. Luís, aliás, que desabafou após o jogo e no alto de seus 200 jogos com a camisa do Criciúma e de vários milagres ao longo de sua trajetória detonou os torcedores que o vaiaram após o jogo. Com autoridade de capitão também desandou críticas aos jogadores que poderão alimentar ainda mais a crise estabelecida.

E para completar o Lisca, tão eloquente sem suas entrevistas fugiu da coletiva e deixou o vácuo ocupado pelo gerente Emerson Almeida que não decidiu o futuro do técnico deixando a bola para o presidente que hoje deverá tomar uma decisão.

Lembro que o último técnico a não participar de uma coletiva foi Beto Campos que já demissionário empatou contra o Náutico na antepenúltima rodada da série B em 2017.

Esta segunda-feira promete.
 

4oito

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