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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 19/02/2021 - 18:36Atualizado em 19/02/2021 - 19:17

Roberto, morador do bairro Comerciario:
"Estou passando pela Unesc em direção ao bairro Sta Luzia! Consegui andar 300 metros até agora em 25 minutos!! Uma vergonha !!! Trânsito caótico".

Ederson,  morador do bairro  Santa Luzia:

"Um verdadeiro caos no acesso do terminal do Pinheirinho/UNESC, sem nenhum agente de trânsito, nem da polícia para organizar o trânsito! A cidade não se preparou o suficiente para o retorno as aulas. Quase 20 minutos e não avançamos 100 metros".

Como as duas mensagens, foram dezenas que recebi por wathsap no final da tarde.

Situação está a cada dia pior na passagem pela frente da Unesc, ou para acesso ao campus, no final da tarde.

Primeiro, pela própria universidade que tem mais de 11 mil alunos, e a maioria absoluta estuda à noite.

Mas, culpa zero da Unesc.

A universidade está lá desde o final da década de 60, quando aquela parte da cidade era praticamente inabitada. O campus ficava longe de tudo e de todos.

Só que o bairro foi crescendo, inclusive em volta e por causa da universidade.

Além disso, na década de 90 colocaram o terminal de ônibus na "porta" da Unesc.

Então, naquela mesma estrada apertada, uma pista de cada lado, onde tinha a universidade, passou a ter um terminal, como onibus entrando e saindo, e junto com onibus e carros que tem que entrar e sair do campus, e todos os veiculos, de todos os tipos e tamanhos, que precisam ir e vir da região da Santa Luzia para o Pinheirinho (e o centro), e vice-versa.

Qualquer estudo básico de planejamento seria suficiente para concluir que aquele terminal ali iria dar problema. Na real, o caos era inevitavel.

A não ser que fossem implantadas vias alternativas, construídos novos caminhos, e feito o desvio do trafego. Mas, nada disso foi feito.

Deu, então, o previsto.

O problema não é novo. Não começou agora. Vem de anos. E vai só piorando.

A pergunta a ser feita é:  até quando?

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 19/02/2021 - 05:01Atualizado em 19/02/2021 - 05:02

Casos de pandemia subindo (de novo), médicos e técnicos assustados, projeções perigosas, e não tem vacina. Inacreditável!

Desde terça-feira, está suspensa a vacinação em Criciuma porque acabou o estoque de doses. Até ontem, a secretaria municipal de saúde não tinha previsão para nova remessa.
No fim da tarde, veio a informação da secretaria de saúde do estado que o Ministério da saúde prometeu enviar nova carga no dia 23, terça-feira.
Se confirmar, a melhor das hipóteses é que teremos vacina de novo em Criciúma no dia seguinte, 24, quarta-feira. Uma semana perdida!
O amadorismo em torno do assunto é de arrepiar cabelo de careca!
O Governo federal ficou resistindo às vacinas, xingando a China, brigando com Dória e o Butantan, e perdeu tempo para negociar vacina com os fabricantes. Acabou indo para o fim da fila. Agora, não tem vacina para seguir plano nacional de vacinação.
Seguindo nesta batida, deve se alongar até o fim do ano. Correndo o risco de as novas cepas e variantes transformar o país, ou o estado, em um novo Manaus!


Moisés vai sair do PSL

O governador Carlos Moisés deve sair do PSL durante o mês de março. Informação foi dada ontem por um aliado político próximo. Depois dos episódios de 2020, o entorno do Governador entende que sua permanência no partido ficou insustentável.

A especulada migração para o MDB não deve se confirmar. A tendência é fazer opção por um partido pequeno. Talvez, o mesmo que seja “escolhido" pelo Presidente Bolsonaro, que também marcou para se decidir em março.
Inclusive porque o MDB já tem candidato a governador, que é o senador Dário Berger, e Moisés deverá disputar a reeleição.


Expulsão adiada

A direção estadual do PSL acabou suspendendo a reunião que seria feita ontem para decidir pela expulsão de quatro ou cinco deputados estaduais bolsonaristas. Entre eles, dois do sul: o criciumense Jessé Lopes e Felipe Estevão, de Laguna.
O presidente da executiva estadual, Fabio Schiocheti, desmarcou a reunião por causa de compromisso com o conselho de ética da Câmara Federal. Ele é membro efetivo.
Mas, a expulsão só foi adiada. A decisão está tomada (e já foi assimilada). Os deputados tratam de novas filiações. Jessé Lopes deve se filiar no Patriota e Felipe no DEM.

 

Aumento de quase 25%

Reitora da Unesc, Luciane Cereta, representou as universidades comunitárias de Santa Catarina na reunião de ontem com o Governador Caros Moisés e o secretário de educação, Luiz Fernando Vampiro. E ouviu o que mais queria.
Moisés anunciou aumento de 23,6% no repasse para bolsas nas universidades pelos artigos 170 e 171, e emendou: "vamos pagar em dia”.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 18/02/2021 - 06:33Atualizado em 18/02/2021 - 07:58

No dia 9 de dezembro de 2020, a presidência do Tribunal Especial de Julgamento do segundo pedido de impeachment contra o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), decidiu suspender a sessão de votação do relatório, que estava marcada para cinco dias depois.

Com a decisão, foi atendido pedido do deputado Valdir Cobalchini, MDB.

O segundo pedido de impeachment trata do caso dos r$ 33 milhões pagos pelo Governo do estado para compra de respiradores que nunca foram entregues.

O deputado entendia que os membros do Tribunal Especial deveriam ter acesso ao inquérito feito pela Polícia Federal sobre o caso dos respiradores e os r$ 33 milhoes que foram pagos sem a entrega dos equipamentos.

Já estamos na segunda quinzena de fevereiro, e não há previsão de nova data para sessão de votação.

Nesta semana, o deputado Cobalchini sugeriu que os membros do Tribunal especial aguardem decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre o caso.

A indefinição, no entanto, está motivando questionamentos e duvidas nos meios juridicos e políticos do estado.

Afinal, o primeiro processo, que absolveu o Governador, teve julgamento muito rápido.

O caso dos respiradores é considerado mais delicado. Oferece mais risco ao Governador.

Afinal, Governador é ordenador primário e o seu Governo repassou r$ 33 milhões para uma operação que foi um golpe praticado contra o erário público.

 

Nadando de braçada

O que era especulação, projeção, acabou se confirmando. O prefeito Clesio Salvaro está começando novo mandato com uma bancada de apoio de 12 votos na Câmara de vereadores, de um total de 17.

A confirmação se deu na votação do projeto para devolução ao ex-proprietários da áea do Morro do Céu. Um projeto polêmico.

Foram dados 10 votos em plenário a favor do projeto do Prefeito.

Mas, a vereadora Geovana Benedet, PSDB, que estava presidindo a sessão, não votou, nem o presidente, vereador Arleu da Silveira, PSDB, que estava viajando.

São os dois vereadores mais ligados ao Prefeito.

E se for preciso, o prefeito ainda pode atrair mais um ou dois vereadores, e chegar aos 14.

É a maior base de apoio que Salvaro ja teve na Câmara desde o seu primeiro mandato como prefeito da cidade.
 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 17/02/2021 - 15:38Atualizado em 17/02/2021 - 17:08

Tribunal de Justiça decidiu por 21 x 0, hoje à tarde, conceder liminar em ação proposta pelo Governo de Cricúma para que diretor de escola da rede municipal seja nomeado pelo prefeito da cidade. Não mais definido por processo eleitoral.

Ação movida pelo Governo de Criciuma questionando a constitucionalidade da lei que instituiu a eleição direta para diretor.

Prefeito Salvaro tentou encaminhar o assunto primeiro via projeto de lei na Câmara de Criciúma, mas "bateu na trave ".

Abaixo, pela ordem, a decisão do Tribunal e depois a nota oficial distribuída pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura :

COMUNICAÇÃO OFICIAL | GOVERNO DE CRICIÚMA

Justiça concede liminar sobre preenchimento de cargos de diretores em escolas municipais de Criciúma

A decisão segue jurisprudência do Superior Tribunal Federal (STF) que remete a escolha das vagas como prerrogativa do Chefe do Poder Executivo.

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) concedeu na tarde desta quarta-feira (17), de forma unânime, liminar que suspende o art. 121 da Lei Orgânica do Município de Criciúma, que prevê, em síntese, a escolha dos diretores das escolas municipais por meio de eleição direta.

Proposta pelo prefeito Clésio Salvaro, representado pela Procuradoria-Geral do Município, a Ação Direta de Inconstitucionalidade foi votada em sessão virtual do Órgão Especial e contou com a desembargadora Hildemar Meneguezzi de Carvalho como relatora.

De acordo com o voto da desembargadora, "a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) é pacifica no sentido de que escolher diretores de instituições de ensino por meio de eleição direta é inconstitucional, porquanto se trata de cargo ou função que deve ser preenchido pelo Chefe do Poder Executivo seguindo seus critérios de confiança".

Inconstitucionalidade evidenciada

A Procuradoria-Geral do Município de Criciúma ressalta que a decisão do Tribunal de Justiça foi unânime, o que reforça a construção acertada da Ação Direta de Inconstitucionalidade.
 
“Ocorre que as normas municipais devem estar sempre em sintonia com a Constituição Federal, que é a norma fundamental do nosso ordenamento jurídico. Quando há desconformidade, estas devem ser retiradas do sistema normativo. Isso acontece por meio de revogação ou controle de constitucionalidade, no caso das leis municipais, realizado pelo Tribunal de Justiça do Estado, mediante provocação”, explica a procuradora do município, Ana Cristina Flores Youssef.

A partir dessa decisão, Secretaria Municipal de Educação e gestão do Governo de Criciúma definirão quais critérios técnicos, de confiança e comprometimento com a qualidade da educação municipal serão adotados para a escolha de quem ocupará a direção das escolas municipais.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 17/02/2021 - 13:06Atualizado em 17/02/2021 - 13:16

O ex-vereador Ademir Honorato, MDB, está cumprindo roteiro de reuniões políticas hoje com o ex-prefeito Márcio Burigo, coordenador do PL no Sul.

Os dois tem reuniões em Laguna, Imaruí, Palhoça, São José e Florianópolis.

São visitas com filiados lideranças do PL sobre as eleições de 2022. Márcio será candidato a deputado estadual.

Ademirzinho é primeiro suplente do MDB na Câmara de Vereadores e por isso ainda não assinou ficha no PL. Não quer perder a possibilidade de assumir em caso de afastamento de algum vereador do MDB. Vai aguardar abertura da janela de transferência.

Mas, está fechado com o projeto político de Márcio Búrigo (e do PL) para eleição de 2022.

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 17/02/2021 - 09:17Atualizado em 17/02/2021 - 09:19

Quem iria imaginar que começaríamos um ano sem carnaval?!
Mas, a pandemia fez isso!
Uma tristeza ficou no ar. Uma angustia. Um vazio.

A banda Juízo, de Laguna, expressou tudo isso na música "Quando a maré baixar".
Letra com recado perfeito, adequado, necessário. 
Material de alto nível, que segue abaixo.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 17/02/2021 - 07:06

O deputado estadual do sul, Felipe Estevão, ainda filiado ao PSL, confirmou agora cedo que está em vias de se transferir para o DEM.

Ele foi convidado pelo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.

Felipe só aguarda a volta do Prefeito que está em viagem ao exterior para "bater o martelo".

Ele deve assumir o coordenação do partido no sul e passar a integrar a executiva estadual do DEM.

Será o terceiro deputado estadual levado ao DEM neste inicio de ano pelo Prefeito Gean.

Kennedy Nunes, PSD, e Ricardo Alba, PSL, já haviam acertado filiação.

Prefeito Gean opera forte para reforçar o DEM e dar consistência à sua candidatura ao Governo do estado em 2022.

Ele deve assumir a presidência estadual do partido em março.

 

Os outros

Faltando praticamente 1 ano e meio para a eleição de 2022, o quadro de candidaturas a governador começa a ser montado.

Gean Loureiro, prefeito reeleito da Capital, está em campanha aberta.

Além dele, o senador Jorginho Mello, PL, principal aliado e referência política do Presidente Bolsonaro no estado.

Jorginho esteve com o Presidente em São Francisco do Sul no fim de semana.

O próprio governaor Carlos Moisés, PSL, dá sinais evidentes de que deve buscar a reeleição. 

No MDB, o senador Dário Berger acertou com a cúpula para ser o candidato.

No PSDB, o prefeito Clesio Salvaro é considerado o principal "ativo eleitoral". Pode ser candidato a governador, ou a vice, desde que seja numa composição com densidade eleitoral evidente.

No PSD, Napoleão Bernardes e Raimundo Colombo.

No PP, Joares Ponticelli, prefeito de Tubarão.

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 16/02/2021 - 16:23Atualizado em 16/02/2021 - 16:28

O advogado Wilson Darella morreu hoje, vítima de infarto, em sua casa no Farol de Santa Marta, Laguna.

Darella é natural de Urussanga, mas morava em Florianópolis desde quando passou no vestibular para Direito na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), por onde se formou.

Ele foi assessor do senador Nelson Wedekin, final da década de 80/início dos aos 90.

Advogado bem sucedido, era apaixonado pelo poker. Disputava competições nacionais e internacionais. 
Mas, acima de tudo, era amigo dos seus amigos. 

Uma de suas marcas era o largo sorriso no rosto.


 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 16/02/2021 - 05:39Atualizado em 16/02/2021 - 05:40

Já imaginou como seria se as praias e lagoas do sul catarinense fossem todas ligadas, por acesso fácil e seguro?
Pois, essa conversa é antiga. E interessante.

Quando não existia a BR 101 no sul catarinense (antes da década de 50), o caminho para o Rio Grande do Sul era pela beira do mar, a partir do Arroio do Silva.

Carros, caminhões e ônibus tinham que contar com a maré baixa e tempo bom para seguir viagem.
Tempo ruim recomendava hospedagem no Arroio para esperar.  
Na época, o Arroio do Silva chegou a ter oito hotéis.

Três décadas depois de implantada a BR 101, o sul do estado começou a discutir uma nova rodovia que de certa forma lembrava o caminho antigo para o Rio Grande do Sul, porque seria mais próximo do mar, ligando as praias.

Manoel Mota foi o “pai da idéia”.
Ou, pelo menos quem lançou ao mundo.
Havia concluído mandato de prefeito de Araranguá e foi eleito deputado estadual. Lançou a bandeira da Interpraias.
Uma rodovia nova, de Passo de Torres até Garopaba, passando por Balneário Gaivota, Balneário Arroio do Silva, Araranguá, Içara, Jaguaruna e Laguna.

Durante anos, e mandatos, ficou sustentando o projeto.

Na década de 90 realizamos em Criciúma, no Mampituba Clube, o evento “O Sul se Encontra” para discutir o projeto da Interpraias.
O governador Vilson Kleinübing veio exclusivamente para o evento.
Prefeitos do sul, deputados, vereadores e empresários lotaram o salão principal.

Com o passar dos anos foram feitos alguns trechos.
Mas, principalmente depois da duplicação da BR 101, a implantação da rodovia saiu da pauta.

Em 2017, o deputado Luiz Fernando Vampiro assumiu a secretaria de Infraestrutura do Governo de Raimundo Colombo e trouxe à tona novamente a idéia de ligar as praias do sul. Só que com um projeto mais viável.

A Interpraias (projeto de Mota) seria uma rodovia toda nova, entre a BR 101 e as praias, o que implicaria em desapropriações de áreas para todo o trecho. Custo altíssimo. Ainda mais com os balneários já urbanizados.

A idéia de Vampiro, detalhada no projeto “Caminhos do Mar”, era fazer a ligação aproveitando “caminhos" que já existiam. Rodovias estaduais, ou estradas vicinais. Seriam pavimentadas, sinalizadas e, enfim, estruturadas como uma rodovia turística.

Outro ajuste é que compreenderia apenas o trecho entre Laguna e Passo de Torres.

Vampiro não conseguiu executar todo o projeto. Fez dois trechos, em Laguna e Passo de Torres.
O maior empecilho para completar o “Caminhos do Mar” era a passagem por Araranguá, na ligação Morro dos Conventos - Ilhas. Feito por balsa. Era preciso construir uma ponte.

Agora, essa ponte já foi licitada e será executada. Exatamente onde hoje opera a balsa.
Além disso, será feita a pavimentação da estrada de acesso ao Morro dos Conventos até a futura ponte (4 quilômetros).

Ao mesmo tempo, será pavimentado o acesso norte do Arroio do Silva, que vai da Praia da Meta até próximo do CTG, contornando o Paiquerê.

Quando tudo estiver concluído (previsão é 2022), será possível ir de Passo de Torres até Laguna, sempre próximo do mar, passando por BellaTorres, Balneário Gaivotas, Arroio do Silva, Ilhas, Rincão, Torneiro, Camacho e Farol.

Em Laguna, também será feita uma ponte onde hoje opera a balsa.

Um caminho novo, contornando uma paisagem maravilhosa.
Impulso expressivo no desenvolvimento econômico de toda a região.

Um dado que evidencia isso: apenas entre Passo de Torres e Balneário Gaivotas existem 50 mil terrenos licenciados para venda.
Projete-se isso para todo o trecho. Incluindo condomínios de alto padrão. Alguns, já em implantação no Rincão.

Será a união das belezas naturais com o empreendedorismo, a caminho do desenvolvimento.
E a partir daí, virá um novo litoral sul catarinense.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 15/02/2021 - 17:39Atualizado em 15/02/2021 - 19:03

Deu o previsto. A ausência do vereador Arleu da Silveira, PSDB, presidente da Câmara, não alterou nada.

A base de apoio "folgada" que o Prefeito Salvaro tem na Câmara garantiu a aprovação do projeto de lei que revoga a lei que criou o Parque Morro do Céu e libera a devolução das áreas desapriadas (e não pagas). 10 x 4 foi o placar.

O vereador Arleu está em viagem de caráter particular.

Mas, a discussão não deve ser encerrada com a votação na Câmara.

O advogado Pierri Vanderlinde, representante de proprietários de parte das áreas, caba de informar que vai formular reclamação ao Tribunal de Justiça por descumprimento da coisa julgada, uma vez que o Municipio já foi condenado a pagar a divida, em ultima instância. Boa parte dos debitos já gerou precatórios.

Vanderlinde comentou aonda que, mesmo com o projeto de lei aprovado, a área permanece como APA (area de preservação ambiental).

Antes da votação na Câmara, um grupo de moradores "vizinhos" do Parque Morro do Céu, principalmente dos bairros Comerciário e Ceará, ocuparam galerias com cartazes contra o projeto.

A sessão já foi suspensa por 10 min para que os vereadores se reunissem com o grupo de moradores. Mas, não alterou votos.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 15/02/2021 - 17:28Atualizado em 15/02/2021 - 17:36

A advogada Julia Zanatta, PL, dá mais uma mostra pública de sua proximidde com a familia Bolsonaro.

Ela publicou hoje no facebook video onde o presidente Jair Bolsonaro está brincando com a sua filha, Helena.

Ao lado do Presidente está um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

O Presidente, seus filhos, familiares e alguns amigos, estão hospedados em São Francisco do Sul. 

Julia foi recebida pela familia do Presidente e o video mostra que estão todos muito a vontade, o que confirma uma relação pessoal próxima.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 14/02/2021 - 18:42Atualizado em 14/02/2021 - 18:56

A primeira leitura de mais uma reeleição de Volnei Piacentini para presidente da Certrel, a cooperativa de Treviso, é que o cooperado/eleitoral está satisfeito com o seu trabalho (mais de 30 anos no cargo).
Mas, a leitura política da eleição faz mais expressiva a vitoria.

Praticamente sozinho, Piacentini derrotou uma aliança política muito forte que estava engajada com a chapa de oposição, liderada por Helio Cesa, o Alemão, ex-prefeito de Sideropolis.

A aliança teve políticos do PSDB, MDB e PSD.

Os principais envolvidos na oposição foram os prefeitos Clesio Salvaro, Criciúma, Franqui Salvaro, Sideropolis, e Valerio Moretti, Treviso, mais o ex-deputado Cleiton Salvaro, o ex-prefeito Guinga Warmling, Siderópolis, e Jorge Fontanela, que foi vice-presidente de Piacentini até ontem.

Ao lado de Piacentini, além de aliados e familiares, praticamente só estavam a ex-prefeita de Treviso Lucia Cimolin e o ex-deputado Doia Guglielmi, que coordenou a campanha. 

Em síntese, Piacentini derrotou três prefeitos, dois ex-prefeitos, um ex-deputado e a principal representação do poder econômico.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 12/02/2021 - 06:14Atualizado em 12/02/2021 - 06:58

O governador Carlos Moisés se reuniu ontem, fim da tarde, na Casa da Agronômica, Florianópolis, com o prefeito Clesio Salvaro, de Criciúma, e empresários do setor carbonífero, liderados pelo presidente do Sindicato, Valcir Zanetti.
Na pauta, alternativas para continuidade da operação Usina Jorge Lacerda, incluindo a possibilidade de compra.

A Engie, empresa francesa proprietária da Usina Jorge Lacerda, havia anunciado no final de 2020 a decisão de encaminhar a sua desativação (fechamento) a partir deste ano, 2021, até 2025.
Nesta semana, no entanto, a Engie anunciou que desistiu que fechar, porque está encaminhado a venda.

Não há definição ainda sobre a venda, mas existem possibilidades em análise.
Uma delas é um fundo de investidores, com a participação das empresas do setor do carvão, que pode fechar a operação.
Para isso, seria importante a participação do governo do estado.
Foi uma das questões tratadas com o Governador Moisés, ontem.

Também precisam ser bem sucedidas as negociações com o Governo Federal que estão em curso para dar estabilidade ao setor.
A participação do Governador no processo é importante.

A reunião de ontem não foi conclusiva, mas garantiu avanços nas negociações.
De qualquer forma, é possível considerar que já diminuiu o risco de fechamento da Usina Jorge Lacerda, e o comprometimento da mineração de carvão.


Posses Na segunda
Prefeita de Içara, Dalvânia Cardoso, PP, fará anúncio oficial hoje à noite que o vereador Eduardo Zatta, PP, vai assumir a secretaria de Assistência Social na segunda-feira.
No mesmo dia, o primeiro suplente do PP, Rodrigo Gonçalves, vai assumir como vereador.

Os detalhes foram definidos na reunião de ontem à noite da Prefeitura com a direção do PP.
Vereador Zatta estava presente e confirmou que aceitou o convite para assumir a secretaria.


Na Santur
Ex-prefeito de Praia Grande, Henrique Maciel, é o novo diretor de planejamento da Santur.
A nomeação já foi assinada pelo Governador Moisés e publicada no Diário Oficial.

Henrique teve um grande envolvimento com o processo de concessão do Parque dos Aparados da Serra, que inclui os canyons de Praia Grande.


Na Cermoful
Prefeito de Morro da Fumaça, Noi Coral, e o seu vice, Eduardo Guollo, confirmaram apoio para Chapa 2 que vai disputar a eleição na Cermoful, Cooperativa de Eletrificação de Morro da Fumaça.

Os dois (a direita na foto) participaram de um "adesivaço" ontem à noite.

A Chapa 2 é liderada por Vanio Santos, candidato a presidente.
A eleição será em março, mas ainda sem data definida.

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 11/02/2021 - 19:35Atualizado em 11/02/2021 - 20:05

A deputada federal criciumense Geovânia de Sá, PSDB, participou de um ato politico hoje à tarde, em Porto Alere, que pode interferir na eleição para Presidente da República em 2022.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, PSDB, recebeu 21 deputados federais e políticos tucanos de vários estados, que foram pedir que assuma a condição de postulanete à Presidência e corra o país.

Durante quase duas horas,  Leite destacou ações do seu mandato, em especial as reformas, concessões e um sistema de distanciamento controlado.  

Ao final do encontro, anunciou:

"Aceito essa missão de levar essa experiência nas boas conversas que teremos Brasil afora".

Geovania foi a única presença catarinense no encontro e uma das poucas pessoas a falar. Ela se manifestou como deputada federal e presidente do partido no estado.

Os deputados e politicos do PSDB desembarcaram em Porto Alegre hoje para "buscar" o governador Eduardo Leite por divergências com o governador paulista João Dória, que já está com sua candidatura posta à Presidente.

No início da semana, Dória articulou para tentar assumir a presidência nacional do partido. Acabou rachando o PSDB e abrindo uma "avenida" para Eduardo Leite.

O governador gaúcho tem apenas 35 anos (vai completar 36 em março), mas faz um governo elogiado e aprovado.

Ele anunciou quando assumiu o Governo gaúcho que não vai disputar a reeleição. Em 2022, ou disputará a eleição presidencial, ou sairá de cena.

Antes de ser governador, Leite foi prefeito de Pelotas, mas também não disputou a reeleição. Quando assumiu a prefeitura, garantiu que faria um mandato e que depois seria para se preparar para ser candidato a governador.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 11/02/2021 - 18:10Atualizado em 11/02/2021 - 18:13

Reunidos na tarde desta quinta-feira, lideranças do PSD-SC oficializaram a formação de um diretório estadual da sigla, hoje comissão provisória. O grupo também reafirmou a permanência do deputado estadual Milton Hobus à frente do partido em Santa Catarina.

Logo após a reunião um ofício foi enviado ao presidente do PSD nacional, Gilberto Kassab, solicitando autorização para realizar uma convenção extraordinária.

De acordo com Hobus, o partido terá candidato a governo do Estado em 2022 e uma grande nominata de postulantes a deputado estadual e federal. A partir de março, lideranças percorrerão todas as regiões catarinenses fortalecendo as bases em cada município.

"O PSD esta unido, vai disputar o governo e queremos discutir um projeto para uma Santa Catarina ainda melhor. Temos grandes lideranças e gestores preparados e com propostas para um Estado mais leve, eficiente e menos burocrático", destaca Hobus.

Participaram da reunião os deputados federais Darci de Matos e Ricardo Guidi, o deputado estadual Ismael dos Santos, o ex-governador Raimundo Colombo, os prefeitos de Lages, Antônio Ceron, e de Campos Novos, Sílvio Zancanaro, a ex-prefeita de São José, Adeliana Dal Pont, a secretária-geral do PSD estadual, Gisela Steiner Scaini e o tesoureiro da sigla, Arnaldo Ferreira Santos Júnior. 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 11/02/2021 - 15:31Atualizado em 11/02/2021 - 15:39

A assessoria do ex-governador Eduardo Moreira se manifestou por nota oficial sobre a decisão do Tribunal de Justiça que decretou indisponilidade de seus bens, a pedido do Ministério Público, em ação que apura possíveis desvios no tempo em que ele era presidente da Celesc.

Abaixo, a nota na íntegra:

"Recentemente foram veiculadas notícias na imprensa sobre decisão do TJ/SC que determinou a indisponibilidade de bens de 12 pessoas e 2 empresas, em razão de ação civil pública que discute contrato firmado pela Celesc com empresa de cobrança.

O ex-governador e ex-presidente da CELESC, Eduardo Pinho Moreira, esclarece que não se trata de fato novo, essa medida já foi requerida há quase 10 anos. À época, somente foi determinado o arrolamento de bens. O MP, então, recorreu em 2015 e já em caráter liminar foi deferida a indisponibilidade.

A decisão desta semana apenas confirmou a indisponibilidade, que é um procedimento usual nesse tipo de ação para resguardar o interesse público até que a demanda seja julgada, não significando perda de patrimônio, nem antecipação de qualquer tipo de condenação ou juízo de valor.

Apesar de já ter quase 10 anos, o processo ainda está em fase inicial, tendo a defesa prestado todos os esclarecimentos necessários, demonstrando que não cometeu nenhuma irregularidade. “Confio na Justiça e acredito que serei excluído da demanda antes mesmo da fase instrutória ou quando da prolação da sentença”.

A decisão

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão unânime, decretou a indisponibilidade de bens do ex-governador Eduardo Moreira, ex-prefeito de Criciúma.

No todo, são alcançadas pela decisão do Tribunal,  12 pessoas e duas empresas, com a indisponiveis dos bens até o valor de r$ 316,5 milhões.

A decisão é da Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, julgando ação do Ministério Público, por denuncia de improbidade administrativa, referente a contratos celebrados entre a Celesc e uma empresa de serviços de cobrança.

O relator do processo é o desembargador Luiz Fernando Boller, que foi juiz de direito em Criciúma.

O ex-deputado Miguel Ximenes, de Tubarão, que foi diretor da Celesc, também teve bens tornados indisponíveis.

Abaixo, trecho da decisão do Tribunal de Justiça, no voto do relator, desembargador Luiz Fernando Boller, sobre os alcançados pelo decreto de indisponibilidade dos bens, todos ex-presidentes e diretores da Celesc:

“Dessarte, voto no sentido de conhecer do recurso e dar-lhe parcial provimento, determinando a indisponibilidade de bens de Carlos Rodolfo Schneider, José Affonso da Silva Jardim, Gerson Pedro Berti, Eduardo Carvalho Sitônio, Miguel Ximenes de Melo Filho, Octávio Acácio Rosa, Eduardo Pinho Moreira, Arnaldo Venício de Souza, Marcelo Gasparino da Silva, Carlos Alberto Martins, Monreal-Corporação Nacional de Serviços Cobrança S/C Ltda., Francisco Eider de Figueiredo, Dogma-Consultoria e Marketing Ltda. e Cláudio Sebastião de Oliveira, até R$ 316.579.040,00 (trezentos e dezesseis milhões, quinhentos e setenta e nove mil e quarenta reais), valor atualizado da causa.”

 

Ontem à noite, o Tribunal de Justiça distribuiu nota a respeito, que segue abaixo, na íntegra:

 

 

“A 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou a indisponibilidade de bens de um grupo de 12 pessoas e de mais duas empresas investigadas por atos de improbidade administrativa relativos a um contrato celebrado entre a Celesc e uma empresa de serviços de cobrança. O montante a ser alcançado pela indisponibilidade é de R$ 316,5 milhões, valor atualizado da causa. Entre os envolvidos estão agentes públicos e empresários.

A decisão se deu em um agravo de instrumento interposto pelo Ministério Público contra a decisão interlocutória prolatada pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que não havia determinado a indisponibilidade dos bens nos autos da ação civil pública ajuizada pelo MP.

Conforme apontado no processo, o grupo teria cometido atos de improbidade administrativa ao desvirtuar a finalidade do contrato celebrado entre a concessionária de energia e a empresa, o qual tinha como principal objeto a cobrança de créditos de difícil recuperação da estatal.

De acordo com o Ministério Público, por meio de sucessivos aditivos e deliberações administrativas, o contrato teria passado a servir para que a empresa contratada recebesse indevidamente valores vultosos provenientes de receitas de fácil liquidez.

Ao julgar o recurso, o relator da matéria, desembargador Luiz Fernando Boller, observou que, apesar de o contrato firmado ter sido validado pelo Tribunal de Contas do Estado, conforme alegaram parte dos réus, as irregularidades denunciadas foram verificadas após a assinatura do pacto. Assim, a decisão combatida foi parcialmente reformada. O julgamento ocorreu por unanimidade. Também participaram os desembargadores Paulo Henrique Moritz Martins da Silva e Pedro Manoel Abreu.”

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 11/02/2021 - 06:50Atualizado em 11/02/2021 - 07:00

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por decisão unânime, decretou a indisponibilidade de bens do ex-governador Eduardo Moreira, ex-prefeito de Criciúma.

No todo, são alcançadas pela decisão do Tribunal,  12 pessoas e duas empresas, com a indisponiveis dos bens até o valor de r$ 316,5 milhões.

A decisão é da Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça, julgando ação do Ministério Público, por denuncia de improbidade administrativa, referente a contratos celebrados entre a Celesc e uma empresa de serviços de cobrança.

O relator do processo é o desembargador Luiz Fernando Boller, que foi juiz de direito em Criciúma.

O ex-deputado Miguel Ximenes, de Tubarão, que foi diretor da Celesc, também teve bens tornados indisponíveis.

Abaixo, trecho da decisão do Tribunal de Justiça, no voto do relator, desembargador Luiz Fernando Boller, sobre os alcançados pelo decreto de indisponibilidade dos bens, todos ex-presidentes e diretores da Celesc:

“Dessarte, voto no sentido de conhecer do recurso e dar-lhe parcial provimento, determinando a indisponibilidade de bens de Carlos Rodolfo Schneider, José Affonso da Silva Jardim, Gerson Pedro Berti, Eduardo Carvalho Sitônio, Miguel Ximenes de Melo Filho, Octávio Acácio Rosa, Eduardo Pinho Moreira, Arnaldo Venício de Souza, Marcelo Gasparino da Silva, Carlos Alberto Martins, Monreal-Corporação Nacional de Serviços Cobrança S/C Ltda., Francisco Eider de Figueiredo, Dogma-Consultoria e Marketing Ltda. e Cláudio Sebastião de Oliveira, até R$ 316.579.040,00 (trezentos e dezesseis milhões, quinhentos e setenta e nove mil e quarenta reais), valor atualizado da causa.”

 

Ontem à noite, o Tribunal de Justiça distribuiu nota a respeito, que segue abaixo, na íntegra:

 

“A 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou a indisponibilidade de bens de um grupo de 12 pessoas e de mais duas empresas investigadas por atos de improbidade administrativa relativos a um contrato celebrado entre a Celesc e uma empresa de serviços de cobrança. O montante a ser alcançado pela indisponibilidade é de R$ 316,5 milhões, valor atualizado da causa. Entre os envolvidos estão agentes públicos e empresários.

A decisão se deu em um agravo de instrumento interposto pelo Ministério Público contra a decisão interlocutória prolatada pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que não havia determinado a indisponibilidade dos bens nos autos da ação civil pública ajuizada pelo MP.

Conforme apontado no processo, o grupo teria cometido atos de improbidade administrativa ao desvirtuar a finalidade do contrato celebrado entre a concessionária de energia e a empresa, o qual tinha como principal objeto a cobrança de créditos de difícil recuperação da estatal.

De acordo com o Ministério Público, por meio de sucessivos aditivos e deliberações administrativas, o contrato teria passado a servir para que a empresa contratada recebesse indevidamente valores vultosos provenientes de receitas de fácil liquidez.

Ao julgar o recurso, o relator da matéria, desembargador Luiz Fernando Boller, observou que, apesar de o contrato firmado ter sido validado pelo Tribunal de Contas do Estado, conforme alegaram parte dos réus, as irregularidades denunciadas foram verificadas após a assinatura do pacto. Assim, a decisão combatida foi parcialmente reformada. O julgamento ocorreu por unanimidade. Também participaram os desembargadores Paulo Henrique Moritz Martins da Silva e Pedro Manoel Abreu.”

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 10/02/2021 - 15:26Atualizado em 10/02/2021 - 15:36

O prefeito de Tubarão e ex-presidente da Fecam (Federação Catarinense de Municípios), Joares Ponticelli, PP, oficializou renuncia de função no conselho fiscal, e destacou que a decisão é em caráter irregável.

Ponticelli segue movimento de prefeitos insatisfeitos com decisões tomadas pela atual diretoria da Federação e pela forma como está sendo encaminhada a gestão.

Antes de Ponticelli, renunciaram prefeitos integrantes da diretoria executiva e do conselho.

Abaixo, o ofício enviado por Ponticelli para comunicar a Fecam da sua decisão de renunciar ao cargo.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 10/02/2021 - 14:17

A região, e o mundo, tem muitos casos de profissionais do rádio e da televisão, e de artistas, que migram para a política e se dão bem.

O primeiro que conheci na região que fez tal migração foi Osmar Nunes, radialista famoso em Araranguá, campeão de audiência, que foi eleito prefeito na década de 60.

Ele fazia ao meio dia na rádio Araranguá o programa “A hora do recado”. Era um classificado falado. As pessoas encaminhavam por “bilhetinhos” recados de todos os tipos.
Desde o anúncio para parentes e amigos do nascimento de uma criança, ao negócio fechado, um documento perdido, a "encomenda" que chegou.

Foi levado para a política e teve que disputar a eleição contra o homem mais rico da cidade. Fez a campanha do "tostão contra o milhão”. Venceu fácil.

Pelo caminho, conheci muitos outros que tentaram repetir a operação (do microfone para o mandato) e não se deram bem.

Um deles, tinha programa consagrado na área do entretenimento.
O sul inteiro o conhecia, e queria bem. Em todas as classes, categorias, grupos, e tribos.
Era meio caminho andado para uma candidatura vitoriosa.

Ele foi mordido pela “mosca azul”, topou o desafio e se colocou candidato a vereador.
De 10 apostas, 11 cravavam a sua eleição.
A discussão era se chegaria como mais votado, ou ali por perto.

A campanha rodou.

Dias antes da votação, um amigo, preocupado, perguntou:
“Não estou vendo o teu nome na boca do povo, está tudo certo? Tens certeza que terás votos para te eleger?”.

O candidato, indignado, reagiu:
“Vocês são assim mesmo, invejosos. Todo mundo me conhece. Como é que eu não vou me eleger? Não preciso nem pedir voto”.

Urnas abertas, ele ficou de fora. E longe dos eleitos.
Porque em eleição tem que ter capacidade de articulação, organização, estrutura, e tem que pedir votos.

Mas também não é só isso.

De novo em Araranguá, Chico Pistola era um cabo eleitoral conhecido por todos, e respeitado por aliados e adversários. Um especialista.
Se o Chico falava, estava dito. Ele sabia tudo. Conhecia a política da cidade como a palma da sua mão.

Numa das campanhas, década de 60 ou já nos anos 70, estava difícil emplacar o seu candidato. O adversário era forte, principalmente no interior.
A voz das ruas dizia que o candidato do Chico se dava bem no centro, mas levava “chumbo" no interior.

Chico foi à luta. Tinha que mudar isso.
Saiu de bairro em bairro, localidade em localidade, a fazer reuniões e “pequenos comícios” em bares, armazéns, grupos de famílias.

Numa delas, a conversa estava muito ruim. Por mais que se empenhasse e utilizasse todos os argumentos, não conseguia reverter.

Aí, puxou um pedaço de papel (daqueles para embrulho que as “vendas” usavam), pegou a caneta, e passou a listar quantos votos o seu candidato e o adversário teriam por todo o município.

Todo mundo parou.
Era só o Chico Pistola falando.
Aqui o meu candidato faz 300, o outro 250. Ali 250, e o outro 300, e foi “cantando" os votos.
Terminou, passou a régua, e fez a soma.
Teve mais votos para o adversário.
Se pudesse, ele engoliria papel. Tentou corrigir, disse que se enganou aqui e ali. Mas, se já estava difícil convencer, complicou de vez.

No final, as urnas mostraram que a conta estava certa. O candidato do Chico perdeu.

A mostrar que quando o povo não quer, não tem empatia, e não dá liga, não adianta boa equipe de campanha, os melhores cabos eleitorais, estrutura, e dinheiro.

Política não é operação simples. Não é ciência exata. E não é para amadores.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 10/02/2021 - 07:04

Os proprietários da área desapropriada pelo município para constituição do Parque Morro do Céu não concordam com a devolução pretendida pela prefeitura e levantam dúvidas sobre a legalidade do procedimento.
O prefeito Clesio Salvaro aprovou a proposta de devolução da área no conselho de meio ambiente e encaminhou projeto de lei à Câmara de Vereadores, com pedido de tramitação em regime de urgência.
O projeto foi apresentado aos vereadores na segunda-feira e na sessão de ontem foi levado à voto requerimento para dispensa de pareceres. Se fosse aprovado, o projeto poderia ser votado ontem mesmo.
Mas, dois vereadores votaram contra (Julio Kaminski e Giovana Mondardo). Como era preciso unanimidade, o projeto vai passar pela comissões técnicas.
A motivação principal do governo do prefeito Salvaro para devolução da área é que a desapropriação foi feita mas não foi paga. Gerou uma divida discutida na justiça que hoje já está em r$ 150 milhões.
A área do Parque, nos altos do bairro Comerciário, era de vários proprietários.
Eles sustentam que tentaram durante 13 anos um acordo com o município para receber o pagamento pela área desapropriada.
Sustentam que as ações de desapropriação já transitaram em julgado e estão em fase de execução ou em precatório para pagamento.
O imóvel hoje já é do município e o município não pode anular o ato porque já passou 5 anos.
Também não pode “devolver”, porque um imóvel do município só pode ir para um particular mediante leilão.
A mostrar que não deverá ter encaminhamento tranquilo o projeto.
A projeção na Câmara é que a votação seja feita na sessão segunda-feira, mas os proprietários da área devem ir à justiça para sustar a tramitação.

Márcio convidado
O ex-prefeito Márcio Burigo, de Criciúma, foi convidado pela trocar o PL pelo DEM.
Convite feito pelo prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro.
Ele projeta candidatura a governador em 2022 e está estruturando o partido para eleição.
Ontem, acertou as filiações dos deputados Kennedy Nunes, hoje no PSD, e Ricardo Alba, no PSL.
Márcio teria espaço para candidatura a deputado e seria o comandante do DEM na região.

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