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Sem Boeira, um fôlego para Minotto. E o Ronaldo?

Corrida eleitoral em Criciúma ganhou outros contornos com o fato novo antecipado na Som Maior
Denis Luciano
Por Denis Luciano 28/01/2020 - 16:55Atualizado em 28/01/2020 - 16:57

O ex-deputado federal Jorge Boeira (PP) está fora do circuito da eleição de outubro em Criciúma. Em absoluta primeira mão, ele anunciou a decisão de não concorrer na manhã desta terça-feira, 28, em entrevista ao Programa Adelor Lessa na Som Maior. Ele confessa que gostaria - logo, não descarta para o futuro - mas aponta empecilhos pessoais. Eis o peso de dona Ângela e da Natália, a esposa e a filha que contam com grande influência na vida de Boeira, e que tocam as empresas da família e precisavam dele na rotina dos negócios. Mas o ex-deputado deixou claro, ao longo da entrevista, o quanto gosta de política e que, assim que tudo estiver equacionado na vida pessoal e profissional, ele volta ao jogo. E pode ser já em 2022.

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O PP ficou sem candidato. E o PSL também. Foi um strike. O PP contava com Boeira, e apenas com Boeira. Não tem um plano B. O plano B do PP é apoiar a reeleição do prefeito Clésio Salvaro (PSDB). Logo o PP, que foi buscado por Salvaro em 2008 para viabilizar a necessária "aliança com o Centro", com os progressistas indicando Márcio Búrigo, veio o primeiro governo do Márcio e Eu, a reeleição e o rompimento. Mas o rompimento de Salvaro nunca foi com o PP. Foi sim com Márcio. Tanto que Márcio deixou o PP, está no PL e, no próprio ninho progressista atual, tem gente de proa defendendo desde sempre a candidatura Salvaro, caso do vereador e ex-presidente da Câmara, Miri Dagostim.

Miri, aliás, foi o mais recente termômetro do estágio do PP. Disse há algumas poucas semanas, publicamente, que sem Boeira candidato e com uma nominata pouco competitiva à Câmara, estaria ele disposto a abandonar, a trocar de partido, a seguir outros rumos. Não faltou quem especulasse ele no PSDB, fruto da boa relação com Salvaro. Mas não será o caso. Sem Boeira, mas com os prometidos reforços para garantir ao menos duas cadeiras no Legislativo, o PP deverá continuar contando com Miri. Convicção semelhante não se aplica, ainda, ao vereador Edson Paiol do Nascimento. Cabe lembrar que ele herdou a vaga de Ângela Mello que, por sua vez, era primeira suplente da coligação MDB-PP, que elegeu Miri e Daniel Freitas, este cassado quando da troca de partido que fez, para o PSL.

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PSL sem candidato

E o PSL entra na história. Com direito a cortejo do secretário da Casa Civil, Douglas Borba, e do deputado federal Fábio Schiochet, presidente estadual do partido, Jorge Boeira recebeu o convite para migrar e concorrer a prefeito em Criciúma com todo o apoio do governador Carlos Moisés. Nem isso ajudou. Sem Boeira, o PSL está absolutamente sem alternativas. Não tem qualquer nome local com relevância suficiente para uma disputa desgastante e complexa, contra Clésio Salvaro e os outros que virão. Missão ingrata.

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E o Minotto?

Dessa indecisão, surgiu uma especulação, Por qual razão não convidar o deputado Rodrigo Minotto (PDT) a migrar para o PSL? É fiel a Carlos Moisés na Alesc e quer concorrer a prefeito. Já colocou o bloco na rua. Isso passou pela cabeça de alguns líderes do PSL, o governador gostaria da ideia, e ficaria melhor de explicar para o eleitor. Mas sem chance. Não prosperou a sugestão de alguns no PSL e Minotto não abre mão do PDT, no qual está há 27 anos. Ele quer concorrer a prefeito pelo PDT em Criciúma e segue insistindo que, do alinhamento fiel a Carlos Moisés, conseguirá o amém do governador para ter o apoio sem ser do PSL. A falta de outras alternativas para Moisés pode sim jogar esse apoio no colo de Minotto.

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Caminhos do MDB

Outra pergunta a responder: e o MDB? Estão discretas as aparições do ex-deputado federal Ronaldo Benedet na mídia. Ao ouvir duas entrevistas recentes dele na Som Maior, semana passada durante um debate no Programa Adelor Lessa e nesta terça no Avesso, houve quem lembrasse: e se o MDB apostar no Ronaldo? É emedebista de proa, tem história no partido, tem realizações por Criciúma para colocar na mesa e está sem mandato. Cumpriria o perfil ideal, não fosse um importante detalhe: ele já se submeteu a um sacrifício político concorrendo a prefeito. Em situação bastante adversa, na disputa suplementar de 2013, concorreu tendo o ex-vereador Douglas Mattos (PCdoB) como vice. A cidade vivia o trauma da cassação da reeleição de Clésio Salvaro e, ao sabor da popularidade do então ex-prefeito impedido, o ex-vice Márcio Búrigo (PP) elegeu-se com larga margem. Ronaldo colocava, ali, um ponto final na participação em disputas municipais.

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Logo, o MDB busca outras alternativas. De seus líderes, ouve-se apenas que o foco principal está no fortalecimento da proporcional. Ter nomes suficientes para eleger ao menos quatro vereadores. A atual bancada tem Tita Beloli, Paulo Ferrarezi, Toninho da Imbralit e Ademir Honorato, mas desses quatro um está fora. Ademir não fica, vai migrar. Sem a Aliança, que não ficará pronta a tempo da disputa, tem na mão alguns convites, um deles do DEM, onde poderia ser o nome principal na lista com boas chances de reeleição. O deputado Luiz Fernando Vampiro já abriu mão da candidatura a prefeito. Em algum momento, o ex-governador Eduardo Moreira entrará na parada para decidir a situação. O fato, hoje, é que praticamente ninguém do MDB quer entrar em uma eleição duríssima contra um Salvaro com a máquina numa mão e o favoritismo na outra.

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Pode ser a Ada...

Faz algum tempo, veio à tona o nome da deputada Ada de Luca como uma provável candidata. Talvez em um possível balão de ensaio, para medir a febre. Não que a ideia esteja esquecida. Poderá ser resgatada e reaquecida em breve. Se o partido quiser mexer com os brios da deputada, basta lembrar que ela tem história aqui - seu avô, Addo Caldas Faraco, foi prefeito da cidade três vezes - e recordar que o saudoso Walmor de Luca certamente gostaria de ver a esposa candidata a prefeita. Logo... não será tão surpreendente se o nome dela voltar ao jogo.

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PL vai

O PL tem postas duas pré-candidaturas. Ganha maior expressão, por suas relações com os Bolsonaro, a intenção da advogada e jornalista Júlia Zanatta, mas esse pendor por ela na mídia causou certa irritação de gente do partido outro dia. Ricardo Beloli, indicado para a vice-presidência municipal - Márcio Búrigo é o presidente - distribuiu comentário em grupos de WhatsApp lembrando que o PL tem também a pré-candidatura do advogado Jefferson Monteiro.

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DEM, PT, Podemos...

Com o vereador Júlio Kaminski já lançado pelo DEM, a expectativa pela candidatura do advogado Chico Baltazar ou do médico Dr. Juliano pelo PT, tem ainda no circuito o nome do coronel Cosme Manique Barreto, aposta do Podemos, pelo qual pode ir a prefeito ou vice. 

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A ficar de olho, ainda, no arco de alianças que Clésio Salvaro formará. Está posto que o PSD indicará mesmo seu vice - devendo continuar com Ricardo Fabris -, embora o PP vá tentar a vaga, mas lhe faltam nomes para indicar com envergadura suficiente para fazer o prefeito abrir mão de uma parceria sólida com a cúpula pessedista.

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De tudo isso, um fato é certo: se nas ruas não há qualquer clima ou indicativo, nos bastidores a eleição já começou.

4oito

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