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Procon aperta o cerco contra os bancos

Fiscalização notificou todas as agências de Criciúma para cumprir regras sobre atendimentos aos clientes
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 03/04/2020 - 14:48Atualizado em 03/04/2020 - 14:53
Vários bancos colaram adesivos no chão delimitando distâncias entre clientes / Fotos: Denis Luciano / 4oito
Vários bancos colaram adesivos no chão delimitando distâncias entre clientes / Fotos: Denis Luciano / 4oito

Em tempos de pandemia de coronavírus - Criciúma já tem 21 casos e uma morte confirmados - uma fila de quase 200 metros diante da agência da Caixa Econômica Federal no distrito do Rio Maina, registrada no início da semana, chamou a atenção do Procon para a necessidade de uma fiscalização que foi colocada em prática.

"Finalizamos nesta sexta a fiscalização que começamos ontem. Visitamos todas as agências bancárias da cidade entregando toda a recomendação que o Ministério Público fez, para que eles tomem algumas atitudes sobre aglomerações fora das agências", informou o coordenador do Procon Criciúma, Gustavo Colle. "Procon e MP fizeram essa fiscalização recomendando que os bancos organizem as filas fora dos estabelecimentos. Tivemos esse caso do Rio Maina e outros pela cidade", destacou.

Em vários bancos, a fila na rua é organizada assim

O cumprimento da quarentena definida por decreto, e a abertura parcial do atendimento bancário são os tópicos cujo cumprimento é cobrado pelo órgão de defesa do consumidor. "As pessoas ficam aglomeradas, muito próximas, conversando. Com a aglomeração, o risco de contaminação é alto", referiu.

Cuidados também no caixa eletrônico, onde se evitam aglomerações e a higiene é constante

Ao que foi constatado pelo Procon, dentro das agências não estão havendo problemas. "Está tudo ok dentro delas. A distância de 1,5 metro a 2 metros está sendo mantida, estão disponibilizando álcool gel. Tudo certo", observou.

O Procon solicitou, também, clareza aos bancos na hora de informar aos clientes os serviços que estão sendo disponibilizados. "Eles precisam colocar aos consumidores quais serviços estão prestando. Que isso seja colocado visível, como um aviso, na parte externa. O direito à informação também é um direito do consumidor. Não pode o cliente permanecer na fila e, na hora de ser atendido, ser informado que aquele serviço não é prestado", sublinhou Colle.

Na fila, uma atendente usando máscara e luvas conversa com os clientes orientando sobre os serviços

Mais de 25 notificações foram entregues em bancos de Criciúma. "Se os bancos não acatarem as recomendações do Procon nós encaminharemos ofício ao MP, banco por banco, colocando todas as razões de porque não estão seguindo as recomendações. A penalidade será avaliada pelo MP, já que são casos novos. Pode até pedir apoio à polícia para forçar o cumprimento das recomendações de delimitação de espaços fora das agências e higienização adequada para a clientela", salientou o coordenador. "Orientamos que os bancos coloquem essa informação da forma mais sucinta possível, em tópicos, citando o que é feito ali. E que haja um padrão entre todos os bancos", referiu.

A reportagem percorreu algumas agências bancárias e notou que seguem havendo filas na parte externa, não tão numerosas quanto no começo da semana. Em alguns casos, os bancos fizeram a demarcação nas calçadas, que vêm sendo respeitadas pelas pessoas. Em várias agências há funcionários devidamente credenciados prestando informações e orientando os clientes nas filas, tanto esclarecendo sobre os atendimentos quanto sugerindo o uso de serviços via internet para facilitar. "Se tem a quarentena, e é para ser cumprida. Esses serviços bancários tem que ser feitos de maneira cautelosa", concluiu Colle.

Em uma agência do Bradesco o modelo do aviso exposto em muitos bancos

Tags: coronavírus