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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 20/11/2020 - 08:59Atualizado em 20/11/2020 - 09:01

O presidente do Conselho Deliberativo do Criciúma, numa entrevista ao Programa Adelor Lessa na Rádio Som Maior FM, deixou nas entrelinhas que Alexandre Farias mentiu ao afirmar que renunciou à vice-presidência administrativa pela pressão que estava sofrendo para deixar o cargo.

Existem duas maneiras de pressionar alguém. Uma é direta, tipo faca no pescoço e outra é subliminar, tipo comendo pelas beiradas, forçando uma situação que deixa este alguém sem conseguir atingir seu objetivo.

Alexandre Farias estava disposto a não renunciar e fazer cumprir o Estatuto do clube, mas algumas ações da direção do Conselho Deliberativo fizeram com que fosse obrigado a abandonar o cargo. Ações subliminares que comem pelas beiradas.

Uma delas foi a série de reuniões do Conselho com João Neto, um investidor e possível parceiro do clube após saída da G.A. As reuniões foram feitas sem a presença do então vice administrativo que foi colocado de lado, pois tinham certeza de sua renúncia.

E outra, a mais grave, numa entrevista ao repórter Márcio Cardoso, da Rádio Eldorado, quando da última reunião do CD seu presidente afirmou que o Jaime Dal Farra iria propor uma renúncia coletiva da diretoria executiva para que fossem marcadas novas eleições. Ouçam o que disse o presidente do Conselho Deliberativo...

Se por acaso algum vice-presidente não renunciasse o Jaime poderia passar uma procuração ao vice financeiro, Valcir Mantovani, para que este assumisse o cargo.

Deve ter acontecido outras situações que fogem ao conhecimento, mas somente estas duas não são suficientes para mostrar a pressão a que o Alexandre foi submetido?

João Nassif
Por João Nassif 19/11/2020 - 09:47

O saudoso comentarista Luiz Mendes, o mais antigo cronista em atividade no Brasil à época de seu falecimento era dono de um prestígio que ultrapassava a audiência dos cariocas e que se tornou unanimidade nacional. Pelas ondas potentes da Rádio Globo do Rio sua voz foi ouvida em todo país e certamente deixou saudades pela competência como exercia sua profissão, além de ser um ótimo caráter. 

Luiz Mendes

O comentarista da palavra fácil como era chamado teve uma curta passagem pela Rádio Tupi, também do Rio e foi um dos fundadores dos debates esportivos conhecidos como Mesas Redondas na extinta TV Rio.

Apesar de ter feito toda sua carreira no Rio de Janeiro, Luiz Mendes nasceu no Rio Grande do Sul, em Palmeiras das Missões em junho de 1924 e morreu em 2011 com 87 anos.   

Pelo fato de ser gaúcho, Luiz Mendes teve sempre grande carinho pelos profissionais que trabalhavam no rádio do Rio Grande do Sul. Quando eu fazia parte da equipe da Rádio Gaúcha pude conviver com ele em algumas situações e pude desfrutar de seus ensinamentos, adquirindo mais experiência no tratamento do jornalismo esportivo.

Durante a excursão da seleção brasileira pela América do Sul para disputar as eliminatórias para a Copa de 1982, os quase 30 dias que durou a viagem estivemos juntos em várias oportunidades. Como já frisei seu carinho sempre foi claro conosco profissionais do Rio Grande do Sul e como tinha a palavra fácil, nos orientava sobre a maneira correta de enfocar a seleção brasileira, pelo seu peso e penetração no sentimento popular.

Perdemos um grande mestre e um ótimo comentarista, mas tudo vem na sua hora certa. Hoje, mesmo longe durante tantos anos sempre reverenciei seu trabalho e sua postura e a grande contribuição que deu à profissão. A fila anda.
 

Tags: Luiz Mendes

João Nassif
Por João Nassif 18/11/2020 - 10:27

Duas entrevistas, duas explicações. Ambas na Rádio Som Maior FM

Primeiro o ex-vice administrativo do Criciúma, Alexandre Frias, afirmou que renunciou por ter sofrido pressão do Conselho, ele que seria pelo Estatuto do clube sucessor imediato quando da renúncia do atual presidente, Jaime Dal Farra.

Depois o presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Henrique Alamini, que afirmou não ter havido qualquer tipo de pressão, que a renúncia teve outros motivos e que o Alexandre mentiu ao afirmar que se sentiu pressionado.

Palavra contra palavra. Mas, a situação está posta. O que na realidade interessa é o futuro do Criciúma.

O Jaime anunciou em maio que renunciaria e o CD teve seis meses para preparar a transição. Ainda não deu solução. Muita conversa e pouca ação.

O próprio Conselho ainda não sabe qual o modelo de gestão para o futuro.

Sem querer interferir, apenas opinando, penso que o melhor para o Criciúma seria convocação de eleições gerais, para as diretorias do Conselho Deliberativo e da Executiva.

João Nassif
Por João Nassif 18/11/2020 - 10:01

Depois de termos relembrado nos dois últimos Almanaques do bicampeonato do Metropol, chegamos em 1962, quando foi conquistado o tri, marcando em definitivo a hegemonia do time no futebol catarinense.

O campeonato foi novamente disputado por 26 equipes divididas pelas quatro zonas do estado, sendo que o Metropol e o Marcílio Dias, finalistas no campeonato anterior estavam liberados de disputar a fase de classificação. Aproveitando a folga no começo do estadual o Metropol fez sua excursão à Europa e retornou com mais experiência e mais entrosamento para buscar mais um título e continuar seu reinado em Santa Catarina.

A fase final foi disputada por 10 clubes, sendo que o Flamengo de Curitibanos desistiu do campeonato logo após ter sido derrotado pelo Metropol por 12x1 na primeira rodada da fase decisiva.

A campanha do campeão foi feita em 17 jogos, com 11 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas. Marcou 44 gols e sofreu 16. Carlos Renaux por 4x1 e Hercílio Luz por 2x1 foram os times que conseguiram vencer o Metropol. Outros resultados expressivos que consta da história foram uma vitória por 6x2 contra o Caxias de Joinville e 4x1 para cima do Guarani de Lages.

Nilzo foi o artilheiro do campeonato com 12 gols, seguido de Waldir Paulo Berg e Hélio Zeferino que marcaram cada um 09 gols.

Fechado o ciclo do tricampeonato, o Metropol voltaria a ganhar mais dois campeonatos estaduais na década, em 1967 e 1969. Criciúma voltou a ser tricampeã estadual, pois entre os dois títulos do Metropol, o Comerciário ganhou seu primeiro campeonato em 1968.

Na década de 1960, Criciúma foi a dona do futebol catarinense.
 

Tags: Metropol

João Nassif
Por João Nassif 17/11/2020 - 19:15

O até hoje a tarde vice-presidente de administração do Criciúma, Alexandre Farias, sucessor estatutário em caso de renúncia do presidente do clube, deu uma entrevista à Radio Som Maior FM afirmando que sofreu pressão da direção do Conselho Deliberativo e não teve como continuar, por isso renunciou.

Se não estava explicito, nas entrelinhas era o desfecho esperado, pois o Alexandre não faz parte do sistema que comanda o Criciúma desde a fundação do Comerciário. É uma casta que se julga dona do clube e somente trata com deferência os que fazem parte deste sistema. 

O comando do Conselho foi de total omissão com a má gestão do atual presidente, mesmo sem poder interferir em função do contrato Criciúma/G.A. Pedia-se uma cobrança nem que fosse para satisfação e nem isso foi feito. Ficou visível a conivência sem que alguma voz fora do comando tivesse força para pelo menos questionar de forma oficial a visível perda de identidade e a degradação da história que foi aos poucos sendo jogada na lata do lixo.

O Alexandre, inclusive sugeriu na entrevista que houvesse eleições gerais para o Conselho e para a diretoria executiva e assim o clube seria administrado pelos que fossem eleitos democraticamente. Eu concordo com ele.

A questão é: os membros da direção do Conselho teriam esta dignidade? Alguns estão há muito tempo agarrados neste osso, mas se realmente querem o bem do clube, renunciem e deixa os sócios decidirem o que será melhor para o Criciúma. Pior certamente não ficará.
 

João Nassif
Por João Nassif 17/11/2020 - 14:40Atualizado em 17/11/2020 - 14:44

Thiago Ávila *

O criciumense André Gaidzinski conquistou dois pódios na última etapa do campeonato de Sprint da Porsche Cup, no Autódromo de Interlagos. A etapa foi uma rodada tripla, com uma corrida na sexta e duas no sábado. Na primeira, sob forte chuva, André foi guerreiro ao conseguir se manter na pista, enquanto muitos pilotos rodavam, e conquistou o quarto lugar.

“Quando estava em quarto até pensei em arriscar, mas a Cintia [chefe de equipe] passou um rádio dizendo para ficar onde eu estava, corre o risco de dar uma escapada, e a chuva tinha apertado na metade em diante da corrida, e eu estava com medo de rodar na reta principal, porque é muito comum acontecer isso quando reduz. Mas pelo menos fomos ao pódio”, comentou o piloto. Vale destacar também que os pódios na Porsche são dos cinco primeiros.

Na segunda prova teve boas disputas no pelotão do meio, principalmente com Ricardo Fontanari e Danilo Menossi, e novamente repetiu a quarta posição. “Foi uma das corridas mais disputadas que eu já fiz, até porque o pelotão intermediário que eu estava, todos estavam muito próximos. Depois, olhando os tempos, estávamos até mais rápidos que os líderes “.

E já na última corrida, foi atrapalhado por um acidente envolvendo quatro carros na curva do Laranjinha e acabou em sexto. “Eu era quinto faltando quatro ou cinco voltas, deu um enrosco no Laranjinha, eu tive que desviar pela grama, e o [Danilo] Menossi, que estava muito atrás de mim, conseguiu encostar. Como eu estava com pneu sujo, não consegui segurar ele, mas quase fomos três vezes ao pódio”, destaca.

Com isso, André termina a temporada na sexta colocação na classe GT3 Sport, na qual disputou 13 corridas ao longo do ano, num período marcado pela pandemia da COVID-19, com uma longa parada de cinco meses e um retorno extremamente atípico com 11 provas em três meses. “Foi uma baita experiência, uma evolução que nós tivemos. Se formos fazer um balanço geral, só tenho a agradecer”.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 17/11/2020 - 09:41

Continuando com a história do tricampeonato do Metropol, 1961 foi o ano do bi que inclusive rendeu a todos os jogadores uma viagem à Europa, excursão que foi uma das mais longas de um time brasileiro ao exterior.

O campeonato catarinense de 1961 teve no princípio 19 equipes, novamente dividida em várias chaves para que fossem apurados os seis times que participariam da fase final da competição. O regulamento mandava que fosse realizado um supercampeonato entre os dois times que chegassem nas primeiras posições da fase final para definição do campeão.

O hexagonal da fase final foi disputado em turno e returno por América e Caxias de Joinville, Carlos Renaux de Brusque, Marcílio Dias de Itajaí, Metropol e Olímpico de Blumenau. O Metropol fez outra campanha excelente e terminou na primeira posição com o Marcílio Dias em segundo.

O time criciumense venceu oito dos 10 jogos que disputou, além de um empate e apenas uma derrota. Marcou 33 gols e sofreu 11. A única derrota foi justamente para o Marcílio Dias por 2x0 em jogo realizado no Estádio Euvaldo Lodi em Criciúma.

 

No supercampeonato, Metropol e Marcílio Dias precisaram de quatro jogos para decidir o título. O primeiro jogo foi realizado no dia 14 de janeiro de 1962 em Criciúma e o Metropol suou para vencer por 4x3. No jogo seguinte houve empate em Itajaí, 3x3. Foi preciso outra partida e novamente em Itajaí e foi a vez do Marcílio vencer também por 4x3. 

Com os dois times rigorosamente empatados para a decisão do campeonato foi necessária mais uma partida, aí sim para que o estadual catarinense de 1961 tivesse um vencedor.  Este jogo foi realizado no Estádio Adolfo Konder em Florianópolis no dia 01 de abril de 1962. A vitória do Metropol veio com um gol de Nilzo e a conquista do bicampeonato que garantiu a prometida excursão à Europa.
 

João Nassif
Por João Nassif 16/11/2020 - 14:13

Thiago Ávila *

Nesse final de semana, Lewis Hamilton se igualou a Michael Schumacher ao alcançar a marca de sete títulos mundiais. Não só isso, ambos conquistaram o hepta em condições muito parecidas, com marcas quase idênticas, dignas de gênios do esporte, mas que também pode significar uma coisa: o fim está próximo.

Schumacher e Hamilton

Schumacher nasceu em janeiro de 1969, em 2004 tinha seus 35 anos. Estava na Ferrari, disparado o melhor carro da temporada e da geração. Juntamente com a F2002, é considerado um dos carros mais dominantes da história da Fórmula 1, foram 15 vitórias em 18 corridas. Dessas 15, 13 foram do alemão e duas de Rubens Barrichello, que apesar de ter sido um bom piloto – basta olhar seus resultados na Stewart e Jordan – nunca chegou perto do nível de Schumi.

O heptacampeão conquistou seu título na 14ª etapa da temporada, a quatro rodadas do fim. Na briga pela segunda colocação, Barrichello disputou com Jenson Button, piloto da BAR-Honda, e acabou na frente formando a dobradinha de Maranello.

Hamilton nasceu em janeiro de 1985, atualmente com 35 anos de idade. Corre na Mercedes, disparado o melhor carro da temporada e da geração. Há sete anos, a Mercedes vive um domínio sólido, e em 2020, ela levou 12 das 14 corridas disputadas até agora. Dessas 12, 10 foram do britânico e duas foram de Valtteri Bottas, que apesar de ser um bom piloto – basta ver seu ótimo desempenho na época de Williams – nunca chegou perto do nível de Lewis.

O agora heptacampeão conquistou o título na 14ª etapa da temporada, a três rodadas do fim – mas se fosse quatro ainda sim já estaria campeão. A briga pela segunda colocação está entre Bottas e Max Verstappen, piloto da Red Bull, que usa motores Honda.

Que coincidência, não é mesmo? O problema vem após o sétimo título. Em 2005, a Ferrari passou por um péssimo ano, com muitos problemas dos pneus Bridgestone, e Schumi acabou com apenas uma vitória – no GP dos EUA, onde apenas seis carros competiram – e em terceiro no campeonato. Em 2006, brigou diretamente com Alonso pelo octa e acabou perdendo em Interlagos por 13 pontos, e enfim anunciou sua aposentadoria.

Seria essa a maldição do hepta? Será que Hamilton vai parar por aí? O que se acredita é que os alemães vão continuar extremamente competitivos e entregarão um carro veloz para o britânico, ainda mais com o congelamento do regulamento para 2021. Se bem que a expectativa para Schumi em 2005 era a mesma... Veremos.

* Jornalista
 

João Nassif
Por João Nassif 16/11/2020 - 09:08

Em 1960 o campeonato estadual catarinense foi disputado por 26 times divididos em quatro grupos, norte, sul, leste e oeste. O Caxias de Joinville e o Paula Ramos de Florianópolis entraram no campeonato somente na segunda fase em virtude de terem sido finalistas do campeonato de 1959. O estadual começou no dia 8 de outubro de 1960.

Metropol campeão estadual de 1960

Ferroviário, Hercílio Luz, Comerciário e Metropol jogaram entre si em turno e returno na primeira fase, com o campeão o Metropol chegando na primeira posição e se classificando para a segunda fase do campeonato. 

Na segunda parte da competição foi jogado em turno e returno um pentagonal entre o Marcílio Dias de Itajaí, Palmeiras de Blumenau, Paula Ramos de Florianópolis, Hercílio Luz de Tubarão e o Metropol. O Hercílio Luz foi chamado para substituir o Avaí que inexplicavelmente abandonou o campeonato.

Depois de oito jogos disputados por cada time, Metropol e Marcílio Dias se classificaram para o quadrangular final, junto com o Caxias de Joinville e o Comerciário de Joaçaba. 

No quadrangular final o Metropol fez uma campanha de luxo, com quatro vitórias, um empate e uma derrota. Nos seis jogos marcou 14 gols e sofreu nove. O último jogo foi realizado no dia 16 de julho de 1961 em Itajaí com vitória do time dos mineiros de Criciúma por 2x0, gols de Chagas e Nilzo.

Começava e era Metropol que tomou conta do estado em toda a década. 1960 marcou o primeiro de três títulos seguidos do time que ainda está na memória de grande parcela da população do estado catarinense.
 

Tags: Metropol

João Nassif
Por João Nassif 15/11/2020 - 10:29

Podem até encontrar outro momento, mas o maior da história olímpica do Brasil aconteceu no dia 23 de agosto de 1987 em Indianapolis nos Estados Unidos. 

Foi na final de basquete do pan-americano na vitória sobre os Estados Unidos e a consequente medalha de ouro. Os americanos haviam até ali massacrado todos seus adversários e tinham a certeza de ganhar com facilidade a medalha de ouro do torneio.

Perante um público de 17 mil pessoas, esta certeza ganhou forma quase definitiva no final do primeiro tempo que terminou com vitória dos Estados Unidos por 68x54. 

No intervalo, todos da delegação brasileira se comprometeram a alcançar o milagre e incentivados pelo assistente técnico José Medalha que aos gritos de “Chutem, chuta que dá” começou uma das mais emocionantes reações do esporte mundial.

Oscar e Marcel seguiram a letra o comando do técnico, Gérson e Israel eram dois leões nos rebotes e a jovem equipe americana se assustou com a garra e determinação dos brasileiros.

Oscar acertou sete arremessos de três pontos, e juntamente com Marcel foram responsáveis por 55 pontos dos 66 que o Brasil, marcou no segundo tempo, determinando a vitória por 120x115.

Indianapolis, conhecida como a Capital do Basquete, viu sua seleção perder uma invencibilidade de 34 jogos oficiais da equipe masculina dos Estados Unidos que até então nunca havia perdido uma partida sequer em seu país.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/11/2020 - 12:19

O Brasil venceu a Venezuela e manteve os 100%, liderando as eliminatórias da CONMEBOL. Este é o fato, mas longe do que outrora foi uma seleção brasileira. Hoje vemos um arremedo de time de futebol, ancorado nas ideias de um técnico retrogrado que fica sem solução quando não tem Neymar à disposição. Por isso a insistência na presença do jogador que ficou convocado, numa tentativa de colocá-lo em campo terça-feira no Uruguai.

Sem Neymar, ontem o técnico ficou à beira do gramado como um maestro indicando aos jogadores o que deveriam fazer, inibindo, tirando a criatividade e amarrando o talento, como que dizendo, “sem Neymar vocês não são nada”.

Achou um gol numa bola aérea com a defesa da Venezuela fora do lugar e segurou por quase 10 minutos as entradas do Everton Cebolinha e do Pedro, numa necessária troca de esquema, mas a partir daí com o placar consolidado não houve nenhum acréscimo na lamentável atuação do time.

O quadro mais deprimente foi quando nos dois, três minutos finais a ordem era segurar a bola para evitar um eventual gol do adversário, colocando em risco a vitória e o aproveitamento do técnico no comando da seleção. 

Até quando a CBF insistirá com este “professor”?
 

João Nassif
Por João Nassif 14/11/2020 - 11:15

O futebol brasileiro produziu dois gênios incomparáveis. Incomparáveis com outros jogadores e com eles mesmos. Pelé e Garrincha, Garrincha e Pelé. Qual o melhor? As opiniões desde muito se dividem, mas cada qual no seu estilo foi o máximo que já se viu no futebol mundial. À medida que crescia a admiração do povo por estes seus ídolos, ambos iam se tornando inimigos públicos de seus companheiros de profissão. Estava declarada aberta a temporada de caça ao Pelé e à Garrincha. 

Como cada um tinha um estilo e reagia de acordo com seu temperamento. Pelé quando caçado, derrubado e pisado levantava-se com os olhos ardendo e fulminava o brucutu do outro time e partia para o revide também sem contemplação.

Garrincha pelo contrário, na sua pureza não reagia, levava a pancada, caía, apalpava as pernas para sentir se algo estava quebrado, levantava-se e ficava pronto para novo pontapé. Nem

olhava para seu algoz. Quando muito, quando se levantava perguntava inocentemente: “que foi que lhe fiz?”
Esta inocência fez Garrincha inventar a mais pura jogada do futebol brasileiro: a bola fora quando um adversário se machuca.  Garrincha inventou esta jogada num Botafogo e Fluminense.

O zagueiro Pinheiro ao rebater uma bola estourou o músculo da coxa. A bola sobrou para Garrincha que foi livre para a área. Podia fazer o gol, mas ao ver Pinheiro caído jogou para lateral como se fizesse a coisa mais natural do mundo.  Quando o lateral do Fluminense foi bater o lateral, compreendeu que tinha que retribuir. Aquela bola era do Botafogo e não do Fluminense. 

O fair-play, criação de Garrincha tornou-se tradição no futebol brasileiro e hoje é praticado em todos os cantos do planeta.
 

Tags: Pelé Garrincha

João Nassif
Por João Nassif 13/11/2020 - 13:47Atualizado em 13/11/2020 - 13:53

Thiago Ávila *

Nesse final de semana a Porsche Cup termina sua temporada do campeonato de Sprint, em Interlagos. O nosso piloto criciumense André Gaidzinski busca a melhor posição possível na classificação. 

No momento, ele é o sétimo colocado, muito próximo na pontuação de Georgios Frangulis e Danilo Menossi. Essa etapa também é muito especial para o criciumense, que em 2018 conquistou o segundo lugar na preliminar do GP do Brasil, e ficou muito próximo de subir no degrau mais alto do pódio para mais de 50 mil pessoas.

Por conta da pandemia, foi um ano atípico para o esporte à motor como um todo, mas na Porsche Cup foram dez corridas realizadas ao longo de três meses. Tudo para preencher o calendário que ficou parado por quase meio ano. 

“Nas últimas três etapas da Sprint estamos fazendo três corridas por etapa, isso ficou corrido, os pilotos sentiram também, porque tem um desgaste muito grande. Tem treinos na quinta-feira, sexta de manhã, duas sessões de classificação, depois sábado mais duas corridas”, comentou o piloto.

André também falou sobre seu treino no simulador e como isso ajuda nas pistas. “Hoje o simulador é praticamente um cockpit de um carro de corrida. Mesmo sendo virtual, ele tem uns toques muito realistas, a própria imagem que a gente enxerga no para-brisa de dentro do carro para fora é bem perfeito. Ele ainda passa todas as ondulações, e tudo o que acontece na pista a gente sente na mão, como se estivesse guiando um carro de verdade”.

A classificação acontece nessa sexta à uma da tarde, com a primeira corrida às 16:15. E no sábado, a partir das 10 da manhã tem a segunda corrida com transmissão do SporTV.

* Jornalista
 

João Nassif
Por João Nassif 13/11/2020 - 09:25

Um dos jornalistas mais folclóricos do Brasil foi inegavelmente o saudoso Joao Saldanha. Quando foi técnico da seleção brasileira nas eliminatórias para a Copa do Mundo do México em 1970 e o regime vigente na época era a ditadura militar, o presidente de plantão era Garrastazu Médici que invocando seus poderes exigiu a convocação do atacante Dario, o Dadá Maravilha, um dos maiores artilheiros do país em atividade.

Joao Saldanha lascou: “quando o Médici escala seus ministros não dou palpite, então ele que não se meta a escalar a seleção”.

Presidente da Republica só manda na tribuna

Não foi a primeira vez no Brasil em que houve este conflito. Em 1927 numa partida entre paulistas e cariocas disputadas em São Januário, ao lado das 50 mil pessoas que se espremiam pelas arquibancadas estava na tribuna de honra de casaca e cartola o então presidente da República Washington Luís.

Jogo vai, jogo vem e foi marcado um pênalti contra os paulistas que indignados iam abandonar o campo. Jogo parado, o presidente chama seu oficial de gabinete e manda uma ordem para que o jogo continue. Ordem do presidente da República. O oficial obedece, desce até o gramado e a notícia do reinício do jogo se espalha por todo o estádio.

Um jogador da seleção paulista, Feitiço que nem era capitão do time deu a resposta curta e grossa: “o doutor Washington Luís manda lá em cima, na tribuna de honra, aqui em baixo sou eu é quem manda”. E para mostrar que não era conversa fiada tirou de campo todo o time paulista. Ao presidente da República não restou alternativa que não ir para casa ofendidíssimo. 

Por causa deste episódio o Brasil não foi às Olimpíadas de 1928, pois Washington Luís negou a subvenção à CBD.
 

João Nassif
Por João Nassif 12/11/2020 - 12:10

Não é comum assistirmos em Copas do Mundo resultados extravagantes que se transformam em goleadas. O futebol atualmente está muito equilibrado e a expressão “não tem mais nenhum bobo no mundo”, cabe perfeitamente pelo que estamos vendo. As nações com futebol emergente têm exportado seus principais jogadores que vão adquirindo experiência e aprendendo como jogar contra equipes do primeiro mundo.  

Por isso os resultados são mais apertados com a diferença de qualidade diminuindo a cada dia. Pesquisando as Copas do Mundo, encontrei poucas goleadas ao longo da história, mesmo na época em que a diferença entre as seleções era bem maior. 

O maior resultado, se apontarmos para a diferença de gols aconteceu na Copa de 1982 disputada na Espanha. A Hungria aplicou um contundente 10x1 na seleção de El Salvador, tornando este placar a maior goleada registrada nas 21 edições do torneio. 

Ainda pela diferença de gols a história registra dois 9x0, o primeiro em 1954 da Hungria sobre a Coréia do Sul e da Iugoslávia em cima do Zaire em 1974.

8x0 aconteceu também em três edições do mundial. Em 1938 a Suécia venceu Cuba, 1950 o Uruguai detonou a Bolívia e em 2002 a Alemanha fez o mesmo com a Arábia Saudita.

Com uma diferença de sete gols, as Copas registraram 7x0 em três oportunidades: em 1954, vitória da Turquia sobre a Coréia do Sul, em 1974 da Polônia sobre o Haiti e em 2010 a vitória de Portugal sobre a Coreia do Norte.

O jogo que mais teve gols numa Copa do Mundo foi entre Áustria e Suíça em 1954, com vitória dos austríacos por 7x5. Com 11 gols, também em 1954 a Hungria venceu a Alemanha Ocidental por 8x3.

João Nassif
Por João Nassif 12/11/2020 - 08:25

Thiago Ávila *

A Fórmula 1 retorna a Istambul neste final de semana, para a 14ª etapa da temporada, o GP da Turquia. O circuito está fora do calendário desde 2011 e retornou devido a pandemia do coronavírus, que forçou a categoria a trazer pistas que não estavam previstas.

Felipe Massa é o recordista de vitórias, com 3 triunfos entre 2006 e 2008, incluindo sua primeira vitória na carreira. A pista tem 5.300 metros e 14 curvas, com 58 voltas de prova, e a volta ideal deve ficar em torno de 1m24s.

Lewis Hamilton poderá ser campeão já neste final de semana. São 85 pontos de vantagem sobre Valtteri Bottas, com 104 pontos em disputa. O hexacampeão precisa manter uma margem de pelo menos 78 pontos sobre o finlandês para confirmar o hepta com três provas de antecedência. Para o ‘padrão Hamilton’, a tarefa é simples: terminar à frente de Bottas em qualquer circunstância. Isso ele já vem fazendo há três provas seguidas, e durante o ano inteiro perdeu apenas três vezes. Se Bottas vencer a corrida, Lewis precisa terminar em segundo com a volta mais rápida, e assim encerra todas as chances mínimas do “plano infalível de Valtteri”.

Em situação totalmente oposta, temos Alex Albon. O tailandês não pontua desde o GP da Rússia, quando teve um discreto 10º lugar. Christian Horner, chefe de equipe da Red Bull, já afirmou que Alex precisa mostrar resultados nas últimas corridas se quiser permanecer na equipe para 2021, já que pilotos experientes como Nico Hulkenberg e Sergio Pérez já estão em negociação para pegar o segundo assento na equipe austríaca. 

Não só para permanecer na equipe, mas para continuar na Fórmula 1. Yuki Tsunoda, 3º na Fórmula 2, é um forte candidato para pegar a vaga na AlphaTauri, que seria o único carro disponível para Albon caso não fique na Red Bull. Portanto, essas quatro últimas provas são essenciais para o futuro do tailandês.

* Jornalista

João Nassif
Por João Nassif 11/11/2020 - 11:16Atualizado em 11/11/2020 - 11:16

Quem já teve oportunidade de assistir a um jogo da Chapecoense há de concordar comigo sobre a força defensiva do time comandado por Umberto Louzer. Não existe no país um time que sofre menos gol que a Chape, não por acaso nesta temporada a melhor defesa do futebol brasileiro. Na série B são apenas cinco gols sofridos em 21 jogos.

Umberto Louzer (Foto: Globo Esporte)

Esta muralha defensiva começa com os atacantes marcando atrás da chamada linha da bola, normalmente no campo de defesa. Os volantes e meias povoam a intermediária e saem para dobrar a marcação pelos lados dificultando o ataque adversário chegar à linha de fundo. Isto obriga, pela falta de paciência, cruzamentos da linha intermediaria para consagração dos zagueiros, duas torres imbatíveis pelo alto.

E como também não falta ambição, na retomada da bola a saída é executada com muita velocidade e quase sempre com espaços para os alas e meias encontrarem os atacantes em condições de finalização.

O ataque não é muito positivo, são até agora apenas 22 gols, mas a Chapecoense já acumula 12 vitórias sendo nove por 1x0, oito empates e apenas uma derrota. Na Arena Condá a Chapecoense sofreu apenas um gol e somente uma vez sofreu dois gols num mesmo jogo. Foi em Cuiabá na única derrota quando perdeu por 2x1. 

O modelo é simples, idealizado pelo técnico. Os jogadores compraram a ideia e a executam com muita entrega. Com 44 pontos já tem uma distância de 13 pontos sobre o quinto colocado, quer dizer, com o acesso praticamente garantido e muito provável como campeão da série B.
 

João Nassif
Por João Nassif 11/11/2020 - 08:50

Garrincha, batizado Manoel dos Santos, nasceu com as pernas tão tortas que até impressionaram a parteira dona Leonor. Seu nascimento foi no dia 28 de outubro de 1933 na Rua do Chiqueiro em Pau Grande, município de Magé no Estado do Rio de Janeiro.

Campo da Cia. América Fabril-Pau Grande

Garrincha foi o quinto filho de Amaro Francisco dos Santos que era guarda da Companhia América Fabril que sustentava toda Pau Grande. O menino, bisneto de índios fulniôs, cresceu solto, andando descalço pelo mato, montando cavalo em pêlo e nadando no rio Inhomirim.

Amaro, o pai, era um homem simples, mas extravagante. Suas duas maiores paixões eram mulher e bebida. Além dos nove filhos de seu casamento, estima-se que ele era pai de, no mínimo, 25 crianças na região. Mulheres solteiras ou casadas, jovens ou idosas, nada escapava da volúpia do seu Amaro. Que, certamente, passou essas duas paixões para seu filho Garrincha.

As matas de Paulo Grande eram povoadas de garrinchas, para alegria de Manoel, cuja maior diversão era matar passarinhos. Garrincha é o nome que, no Nordeste, se dá à cambaxirra, pequeno pássaro marrom que canta bonito, mas não se adapta ao cativeiro.

Aos 14 anos o moleque começou a trabalhar na América Fabril. Começou como varredor, passou a carregador de equipamento, mas nunca chegou a ser um bom funcionário. Faltava muito, chegava atrasado e tinha o hábito de dormir nas caixas de algodão.

O primeiro teste de Garrincha em um time grande aconteceu em 1950 quando ele foi levado ao Vasco da Gama por um diretor da América Fabril. Ele tinha 17 anos. Mas, esta já é uma história que fica para outra vez.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2020 - 16:54Atualizado em 10/11/2020 - 16:58

O diretor executivo, ex-técnico, Edson Gaúcho tem muito a recordar de suas várias passagens pelo Criciúma, mas certamente a que mais marcou sua carreira, para não dizer sua vida foi em 2002 quando conquistou de forma inquestionável o campeonato brasileiro da série B.

Pude, juntamente com o Denis Luciano e o Mário Lima, conversar longamente com ele na Rádio Som Maior FM e depois da resenha habitual com quem tem história no clube, falamos sobre seu retorno e os desafios que terá pela frente.

Foto: Luana Mazzuchello / 4oito

Voltou a pedido do presidente Jaime Dal Farra que mais uma vez delega as explicações sobre o momento do time e com muita fé na classificação para a segunda fase do campeonato, mesmo sabendo das dificuldades em conquistar as quatro vitórias necessárias para se colocar em definitivo no G-4 da chave.

Sua experiência pode ser um motivador aos atletas, o próprio Edson afirmou que sentem a pressão e que a falta de resultados vai aumentando esta pressão absurda sobre um time que era tido como classificado pela baixa qualidade dos adversários. No andamento da competição o Criciúma também entrou na rota das derrotas e agora a situação beira as raias do desespero.

Mas, com muita fé no trabalho, principalmente do técnico Itamar Schülle, e na retomada das vitórias o diretor executivo acredita numa classificação e depois a disputa final para o retorno do time a série B do campeonato brasileiro.

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2020 - 11:50

Thiago Ávila *

A Fórmula 1 confirmou na manhã desta terça-feira o calendário de corridas para 2021. Serão 23 etapas, um número recorde, iniciando dia 21 de março em Melbourne, na Austrália, e encerrando em Abu Dhabi dia 5 de dezembro.

Sobre o GP do Brasil, depois de muita demora, Rio de Janeiro foi descartada do planejamento. O autódromo de Deodoro, que estava orçado em mais de R$ 800 milhões, não havia sequer começado a ser construído. Outra situação são as questões ambientais. Segundo o estudo de impacto ambiental, a região cedida pelo exército em Deodoro é uma área de mata atlântica, a Floresta do Camboatá, que tem 170 hectares, dos quais 55 deverão virar área construída, totalizando 70 mil árvores derrubadas. A Fórmula 1, então, optou por manter o tradicional circuito de Interlagos.

Em relação às novas pistas, teremos Zandvoort, na Holanda, e Jeddah, que irá realizar o GP da Arábia Saudita. Vietnã, que estava previsto para o calendário deste ano, agora foi excluída por questões políticas e deve ser substituída por Istambul, Ímola ou Portimão.

* Jornalista

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