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João Nassif
Por João Nassif 07/08/2018 - 16:08

Thiago Ávila *

Com o anúncio surpreendente na última sexta-feira de Ricciardo a caminho da Renault, o mercado de pilotos poderá se movimentar bastante para 2019 e aqui traçamos as prováveis duplas para a próxima temporada da F1.
MERCEDES
Já confirmado ainda antes do GP da Alemanha, Hamilton e Bottas seguem fazendo parte da equipe por pelo menos até o ano que vem. O britânico fechou um contrato anual de 40 milhões de libras esterlinas até 2020, o mais caro da história da categoria. Já o finlandês fechou por mais um ano porque Toto Wolff ainda confia nele como um ótimo escudeiro para Lewis.

FERRARI
Ainda não é certo quem será companheiro de Vettel para o ano que vem, mas os dois nomes mais cogitados são os de Raikkonen e Leclerc. O alemão quer continuar a parceria com Kimi, mas os diretores da equipe de Maranello acreditam que o jovem da Alfa Romeo já está pronto para tomar a vaga do finlandês.

RED BULL
Com a saída surpreendente de Daniel Ricciardo, a equipe da marca de energéticos tem agora apenas o mimado (e veloz) Max Verstappen. O substituto ideal seria Carlos Sainz, que é piloto Red Bull emprestado à Renault, mas a relação entre os dois não é das melhores desde os tempos de Toro Rosso, ainda mais que o espanhol ficou meio enciumado com a promoção do holandês em 2016 e não dele. O mais provável que ocupe a vaga é Pierre Gasly.

FORCE INDIA (ou outro nome?)
A verdade é que ninguém sabe qual vai ser o rumo da equipe de Vijay Mallya, ou melhor, ex-time de Vijay Mallya. O empresário indiano foi retirado do cargo de presidente depois de deixar a equipe cheia de dívidas e com salários atrasados. Dia 28 de julho, Sérgio Perez, a Mercedes e a BWT – patrocinadora máster – entraram com uma ação legal contra a equipe para entrar em administração judicial antes que declare falência, e agora espera um comprador. A empresa de energéticos Rich Energy, Lawrence Stroll e a própria Mercedes estão interessados. Pérez provavelmente fica na equipe, afinal é o que sustenta ela com seu patrocínio da Telcel. Já Esteban Ocon parece ser o nome mais certo para seguir na equipe.

Daniel Ricciardo

RENAULT
Confirmado na última sexta o nome impressionante de Daniel Ricciardo, a equipe francesa já fechou também a manutenção de Nico Hulkenberg. Ainda não há explicações para a saída do australiano da Red Bull, mas ao que tudo indica o projeto com os novos motores Honda não lhe agradou. Até a revista F1 Racing ficou perdida com a decisão. A edição de agosto saiu justamente no dia da transferência com o destaque: “A Honda pode fazer Dan campeão? E porque a Red Bull é a melhor escolha para Ricciardo?”. Não, apenas não...

HAAS
Os americanos sabem esconder bem o jogo, já foi assim com o desempenho da equipe durante os testes pré-temporada e agora na revelação dos pilotos para 2019. Há indícios que Magnussen confirme sua vaga para mais um ano e que Grosjean caia fora. Mas a Haas é assim, de repente revelam um nome totalmente inesperado.

MCLAREN
Nada confirmado ainda, o que se sabe é que Alonso parece estar de saída e flertando com a Indy e Vandoorne sofre ameaças de Lando Norris, vice-líder da F2. Se não for para a Red Bull, Carlos Sainz parece chegar para pegar a vaga de segundo piloto. Já se Alonso for embora, a equipe de Zak Brown espera ter um piloto mais experiente, como Kimi Raikkonen.

TORO ROSSO
O programa júnior da Red Bull está com os dias contados. Sem nenhum piloto pronto para a categoria no momento, a perda de Pierre Gasly deixa o time com dificuldade na escolha de novos pilotos. Brendon Hartley provavelmente não fica e a Toro Rosso pela primeira pode ter uma dupla sem nenhum piloto Red Bull. Lando Norris, Stoffel Vandoorne e George Russell estão de olho nas vagas.

ALFA ROMEO
Agora sob comando definitivo da Alfa Romeo, a Sauber não deve renovar com Marcus Ericsson e Antonio Giovinazzi pode fechar com a equipe. O outro nome ainda segue em aberto, Kimi Raikkonen pode trocar de lugar com Leclerc para ajudar no desenvolvimento do time.

WILLIAMS
Lance Stroll certamente vai ficar na F1 por quanto tempo ele quiser. Papai tem dinheiro, não tem pressão, uma vaga garantida na Williams sempre terá, agora se outras portas se abrirem, porque não subir um pouco o nível. Já a outra vaga vai ficar nas mãos de Sergey Sirotkin, Robert Kubica ou George Russell, o líder da F2.

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS


 

João Nassif
Por João Nassif 07/08/2018 - 14:03

Poucas horas antes do início do segundo turno da série B-2018 vou fazer um pequeno resumo da primeira parte do campeonato, disputadas 19 rodadas.
Líder: Fortaleza com 37 pontos.
Completam o G-4: CSA com 34, Vila Nova e Atlético-GO com 30 pontos.
Gols marcados: 425 – Média: 2,24 gols/jogo
Gols marcados pelos mandantes: 231
Gols marcados pelos visitantes: 194
Resultado mais comum: 1x0 – 45 vezes
Melhor ataque: Atlético-GO com 30 gols marcados.
Pior ataque: Boa que marcou apenas 14 gols.
Melhor defesa: Fortaleza e Vila Nova com 13 gols sofridos.
Pior defesa: Boa que sofreu 28 gols.
Artilheiro: Júnior Brandão do Atlético-GO com 09 gols marcados.
 

Júnior Brandão-artilheiro da série B

Total de vitórias dos mandantes: 78
Total de vitórias dos visitantes: 52
Total de empates: 60
Total de cartões amarelos: 979
Time com mais cartões amarelos: Londrina – 66
Time com menos cartões amarelos: CRB - 33
Total de cartões vermelhos: 59
Time com mais cartões vermelhos: Criciúma – 6
Times com menos cartões vermelhos: CSA e Fortaleza – não tiveram jogadores expulsos.
Maior público: Fortaleza 1x0 Sampaio Correa – 39.463 (8ª rodada)
Menor público: Boa 3x1 Sampaio Correa – 63 (18ª rodada)
Mudança de técnicos: Coincidentemente somente os quatro primeiros colocados não trocaram de treinador no primeiro turno.

João Nassif
Por João Nassif 06/08/2018 - 19:31

Já vimos que o Torneio Rio-São Paulo foi disputado pela primeira vez em 1933. Em 1934 e 1940 foi interrompido......

O torneio retornou para valer em 1950. Promovido pelas Federações do Rio de Janeiro e de São Paulo transformou-se no primeiro campeonato regular de clubes interestaduais jogado no Brasil. 

Em 1954 passou a ser chamado oficialmente de “Torneio Roberto Gomes Pedrosa” em homenagem ao ex-goleiro da seleção brasileira e presidente do São Paulo FC que havia morrido naquele ano.

Flamengo campeão do Rio-São Paulo em 1961

O crescimento do torneio era esperado e aos poucos foi se tornando mais atraente com a entrada de clubes de outros estados. A partir de 1967 os promotores convidaram clubes de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul que se interessaram em participar.

Com a ampliaçao o torneio foi apelidado de “Robertão”.

Em 1968, o torneio passou a ser organizado pela CBD (atual CBF),
que convidou clubes da Bahia e de Pernambuco e criou um troféu de prata

para ser concedido aos campeões (portanto, o torneio também ficou conhecido
como "Taça de Prata"). 

Além deste torneio, a CBD também criou as Copas Centro-Sul e Norte-Nordeste, que podem ser vistas, de certa forma, como "uma segunda divisão não oficial", até mesmo porque não existe acesso e nem descenso nesses torneios. 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/08/2018 - 18:30

A Liga dos Campeões da UEFA ou UEFA Champions League como é chamada em inglês é uma competição disputada pelos principais clubes europeus e está em sua 63ª edição.

No início em 1955 era disputada apenas pelos campeões das nações europeias por isso tinha o nome de Taça dos Clubes Campeões Europeus, disputada num mata-mata até a final, num único jogo em estádio pré-definido. A final da primeira Taça teve como palco o Parc des Princes em Paris e foi vencida pelo Real Madrid que derrotou o francês Stade Reims por 4x3.

A partir de 1992 com a criação da Liga o torneio foi crescendo em número de participantes e hoje participam equipes de todos os campeonatos nacionais europeus.

O Real Madrid é o maior vencedor com 13 títulos conquistados, ganhando também os títulos da Taça nas cinco primeiras temporadas. Depois viria ser tricampeão nas últimas três edições, vencendo o Atlético de Madrid, a Juventus e o Liverpool há dois pouco mais de dois meses.

Outro tricampeão na história foi o holandês Ajax que venceu nas temporadas 1970-1971, 1971-1972 e 1972-1973.

O segundo clube a vencer o torneio é o Milan da Itália com sete conquista. Liverpool, Bayern Munique e Barcelona foram cinco vezes campeões.

Assim os times espanhóis são os maiores vencedores com 18 títulos seguidos pelos italianos com 12, mesmo número de títulos dos clubes ingleses.

Cristiano Ronaldo é o maior artilheiro da Liga com 120 gols marcados. O português fez gols jogando pelo Manchester United da Inglaterra e pelo Real Madrid. Agora poderá aumentar sua artilharia jogando pela Juventus da Itália.

O segundo maior artilheiro é Lionel Messi que marcou 100 gols jogando somente pelo Barcelona.  

João Nassif
Por João Nassif 05/08/2018 - 13:00

Mais uma vitória do Criciúma que deve ser creditada ao técnico Mazola Júnior que tirando leite de pedra e levando o time para fora da zona do rebaixamento.

Mesmo contra um incrivelmente sofrível vice lanterna, o técnico que não é bobo nem nada colocou novamente o time exercendo um forte dispositivo de marcação com prioridade para encontrar uma bola parada ou um erro do inimigo para conquistar os três pontos.

Dito e feito, o Sampaio Correa que na sua insignificância apenas uma vez exigiu a intervenção do Luís cometeu um pecado mortal no início do segundo tempo que o Criciúma não perdoou, fez seu gol e garantiu mais três pontos.

Simples assim, como tem sido nos últimos jogos. Com as sabidas limitações, Mazola optou por um sistema que tem sido bem executado pelos jogadores. Fecha a sua área com qualidade e joga por aquela bolinha salvadora.

O rendimento do time com o técnico atingiu níveis de G-4. As derrotas no início do campeonato comprometem uma posição mais folgada na classificação, mas com 19 rodadas ainda por jogar e com um campeonato equilibrado o time poderá chegar bem longe. Isso se os adversários não perceberem a pegadinha e tomarem 
 

João Nassif
Por João Nassif 04/08/2018 - 19:12Atualizado em 05/08/2018 - 18:14

A Copa América conhecida até 1975 como Campeonato Sul-Americano de Futebol é disputado pelas seleções integrantes da CONMEBOL que é a Confederação Sul-americana de Futebol.

Com o encerramento do torneio entre as seleções do Reino Unido disputado anualmente de 1883 até 1984 a Copa América se tornou o torneio de seleções mais antigo do mundo.

O Campeonato Sul-americano de seleções teve início em 1916 quando a Argentina convidou o Uruguai, Brasil e Chile para participar das comemorações do centenário de sua Independência. 

O torneio foi chamado de Campeonato Sudamericano de Fútbol e viria ser a primeira edição da Copa América.

Uruguai 1º campeão da América

Os jogos foram disputados em Buenos Aires entre os dias 02 e 17 de julho e teve o Uruguai como campeão. A Argentina foi a segunda colocada o Brasil o terceiro e o Chile ficou no último lugar.

No primeiro jogo do torneio o Uruguai goleou o Chile por 4x0 com dois gols do ponteiro direito Gradín. Os chilenos tentaram anular a partida alegando que o Uruguai havia contratado jogadores africanos. Além de Gradín o médio Juan Delgado também era negro. Os dois foram chamados pejorativamente de atletas de carnaval.

Com a confirmação da nacionalidade uruguaia dos dois jogadores a luta contra o racismo ganhou mais um ponto e aos poucos foi sendo aberto o caminho para a introdução definitiva do negro no futebol.

Segundo o jornalista Mário Filho, autor do belíssimo livro “O negro no futebol brasileiro”, no momento em que o futebol brasileiro começava a dar oportunidade ao ingresso de jogadores negros, a crônica especializada sempre se referia à figura do uruguaio Gradín.  

João Nassif
Por João Nassif 03/08/2018 - 16:40

O pernambucano Nelson Rodrigues, em sua época, foi um dos mais influentes jornalista e cronista dos costumes e do futebol brasileiro.

Trabalhou em alguns jornais de grande circulação do Rio de Janeiro e suas crônicas eram consumidas com avidez no dia a dia.

Escreveu muito sobre Pelé e uma de suas crônicas foi escrita após um jogo do Santos contra o América no Maracanã.

Disse assim Nelson Rodrigues: “ A confiança em si nunca faltou a Pelé. Apesar de franzino e constituição física aparentemente impropria para uma carreira atlética, já nas velhas fotografias de infância Pelé estampa sempre um ar confiante, que parece ser uma antevisão do que ele viria a viver”.

Segue a crônica do Nelson Rodrigues publicada na Manchete Esportiva: “O meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Em suma: - ponham-no em qualquer rancho e sua majestade dinástica há de ofuscar toda corte em derredor”. 

O mais impressionante é que Nelson Rodrigues não fez essa descrição inspirando-se na imagem de Pelé maduro, vitorioso que conquistou o tricampeonato mundial. Quando escreveu sua crônica Pelé era ainda um menino de 17 anos de idade e acabara de brilhar não em palco internacional, mas numa simples partida doméstica. 

Naquele jogo o menino Pelé fez quatro gols no respeitado goleiro Pompéia, o mais importante da história do América.

Nelson se espantou, em particular com um gol feito ainda no primeiro tempo. Depois de receber a bola no meio de campo Pelé saiu driblando um a um, seus adversários americanos. “Sem passar a ninguém, sem receber ajuda de ninguém”, descreveu o cronista, ele promoveu a destruição minuciosa e sádica da defesa rubra.

O momento mais celebrado por Nelson, contudo, é exatamente o do gol, quando Pelé dá o último drible no desamparado Pompéia.
Nelson Rodrigues escreve: “Até que chegou o momento em que não havia mais ninguém para driblar. Não existia uma defesa. Ou por outra, a defesa estava indefesa”.

Então, não satisfeito, Pele decidiu, em vez de chutar, ou antes disso, assinar o lance com um último e desnecessário drible no goleiro americano. E, só depois fez seu gol.

Texto retirado do livro: Pelé – os 10 corações do Rei de José Castello.   
 

João Nassif
Por João Nassif 02/08/2018 - 17:39

Em 1933 os clubes do Rio de Janeiro e São Paulo resolveram fazer o primeiro torneio interestadual no país. Com a participação de 12 equipes todas jogariam entre si em turno e returno e pelos pontos acumulados seria apurado o campeão.

Do Rio de Janeiro foram inscritos cinco clubes: Fluminense, Vasco da Gama, Bangu, América e Bonsucesso. De São Paulo os outros sete: Palestra Itália, São Paulo, Corinthians, Portuguesa, Santos, São Bento da capital e Ypiranga.

Nem todos jogavam na mesma rodada, pois havia a necessidade de adaptação do calendário aos campeonatos estaduais, por isso o torneio durou de maio a dezembro quando no dia 10, na última rodada o Palestra Itália venceu o Fluminense por 2x1 jogando no Parque Antártica e se tornou campeão.

Palestra Itália campeão do Rio-São Paulo em 1933

As Federações de Rio e São Paulo tentaram repetir o torneio em 1934, mas, houve discussão sobre a fórmula. Em princípio seriam formados grupos classificatórios com um mata-mata entre os três primeiros colocados para a decisão.

Palestra Itália e Vasco da Gama não concordaram pelo fato de terem sido campeões estaduais e entendiam que não deveriam disputar jogos eliminatórios. A Federação do Rio de Janeiro cedeu às exigências e decidiu que o Vasco entraria somente na fase final. A Federação Paulista em contrapartida manteve a obrigatoriedade do Palestra Itália disputar a fase classificatória. 

Resultado, mesmo já em andamento o torneio acabou cancelado.

Houve nova tentativa para o torneio ressurgir em 1940, mas por muitos desencontros também foi cancelado depois de alguns jogos terem sido realizados.

Somente em 1950 é que Federações e clubes se acertaram e finalmente o torneio Rio-São Paulo foi reabilitado, teve sequência e foi disputado até 1966.

Voltou em 1993 e depois em 1997 sendo disputado até 2002 quando perdeu força, prestigio e com o advento do campeonato brasileiro não mais se falou em Torneio Rio-São Paulo;
 

João Nassif
Por João Nassif 01/08/2018 - 19:48Atualizado em 02/08/2018 - 11:46

Em 2002 a série B do campeonato brasileiro ainda não era no formato atual, estava inchada com 26 times que lutavam por apenas duas vagas, pois a CBF já estava começando a enxugar a competição para chegar nos 20 times em 2006.

O Criciúma não tinha em seu projeto o acesso em 2002, havia feito um péssimo campeonato catarinense e houve uma reformulação no plantel e na comissão técnica, sendo chamado para técnico Edson Gaúcho, até então desconhecido para a maioria dos torcedores.

Como o futebol é imprevisível, a medida em que o campeonato foi sendo disputado o Criciúma foi acumulando pontos, principalmente dentro de casa onde se tornou imbatível caminhando rapidamente para a classificação.

O regulamento mandava cada time fazer 25 jogos jogando todos contra todos em apenas um turno. O Criciúma jogou 13 partidas fora de casa e 12 no Heriberto Hülse, sendo a última contra o Anapolina quando já estava classificado e em primeiro no somatório geral de pontos. 

Depois do jogo contra o time de Goiás o Criciúma faria a última partida da primeira fase contra o Santa Cruz em Recife.

Uma questão que mexia com a cabeça da comissão técnica dizia respeito aos cartões amarelos, pois vários jogadores estavam pendurados e a fase final está se aproximando.

O time que foi a campo era misto com muitos reservas e alguns titulares que receberam ordem para forçar o cartão amarelo. Não foi difícil, o goleiro Fabiano fez cera no início e foi amarelado. Depois foi a vez do zagueiro Luciano.  

A cada cartão amarelo a torcida vibrava como se fosse gol. O outro zagueiro titular Cametá estava machucado, mas entrou no final, implorou e levou o terceiro cartão.

Faltava o Paulo César, jogador fundamental no esquema do time. O PC suplicou tanto pelo cartão amarelo que acabou levando o vermelho para desespero de todos no estádio.

Mas, nada comprometeu a caminhada do time que empatou com a Anapolina e manteve a invencibilidade em casa, invencibilidade que levou no mata-mata o time ao título e a sua segunda estrela no escudo.
 

João Nassif
Por João Nassif 31/07/2018 - 19:54

Os jogadores do Metropol não podiam dormir. Hospedados em Itajaí para decidir o campeonato estadual de 1960 no dia seguinte passaram a noite atormentados pelos rojões, foguetes e fogos de artifícios disparados pela torcida do Marcílio Dias. O zagueiro Flázio lembra do episódio e afirma que foi infernal.

Mais infernal foi o Metropol na tarde de domingo. O zagueiro conta que depois do segundo gol marcado por Nilzo, “os jogadores do Marcílio comiam a grama de tanta raiva. Ajoelhavam no gramado, socavam a terra e comiam a grama”.

O Metropol venceu por 2x0 e conquistou o primeiro título estadual pela Região Carbonífera. Em 33 anos de história do campeonato catarinense era a primeira vez que um time de Criciúma se sagrava campeão.

Revista circulou em 1988

Foi o primeiro título de muitos que ficaram na região. Depois de 1960 o Metropol ainda venceu o tricampeonato em 1961 e 1962, depois em 1967 e 1969, sem contar o Comerciário que foi campeão em 1968. Seis campeonatos em 10 anos para uma cidade que em mais de 30 anos tinha importância apenas regional.

Mas, o Metropol projetou não somente Criciúma como todo o estado. Tornou-se o maior time de Santa Catarina, campeão Sul-Brasileiro e o primeiro clube do Estado a excursionar pela Europa.

Tudo durante os 10 anos em que foi mantido pelo Grupo Diomício Freitas-Santos Guglielmi.

Este texto do David Coimbra foi tirado da revista O Futebol da Região Mineira que editei em 1988.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/07/2018 - 20:49

Para quem não sabe o Brasil já foi potência mundial no basquete. No final dos anos 1950 e início dos anos 60 a seleção brasileira foi bicampeã mundial, nos torneios disputados em 1959 no Chile e em 1963 aqui no Brasil.

Naqueles tempos os Estados Unidos e a União Soviética dominavam o cenário mundial e as conquistas brasileiras foram importantes para coroar uma geração talentosa, certamente a primeira e a última do esporte no país.

Wlamir Marques, Pecente e Waldemar Blatskauskas do XV de Piracicaba, Rosa Branca e Jatyr Schall do Palmeiras, Amaury Passos do Sírio, Edson Bispo do Vasco da Gama, Algodão do Flamengo, entre outros que foram os responsáveis para colocar o Brasil no primeiro escalão do basquete mundial. O comando era do técnico Kanela.

É bom frisar que naquela época a seleção dos Estados Unidos era formada somente por amadores ou atletas das faculdades, pois a Federação Internacional de Basquete não permitia a presença de profissionais, portanto jogadores da NBA não podiam participar dos campeonatos mundiais.

Campeões mundiais em 1959-Algodão, Wlamir, Edson, Amaury, Waldemar

Em 1959 o Brasil venceu na final os Estados Unidos por 81x67. Os americanos foram representados por uma equipe de soldados da Aeronáutica).

Para o Mundial de 1963 no Rio de Janeiro alguns remanescentes de 1959 como Amaury Passos, Wlamir Marques, Rosa Branca e Jatyr Schall foram convocados Menon e Sucar do Sírio, Ubiratan do Corinthians, Mosquito do Palmeiras, Paulista do Vasco da Gama, ainda sob o comando de Kanela.

A campanha teve duas vitórias espetaculares sobre a União Soviética por 90x79 e sobre os Estados Unidos por 85x81.

Depois deste bicampeonato mundial a seleção brasileira ainda seria 3ª colocada em 1970 na Iugoslávia e quarta colocada em 1978 no mundial disputado nas Filipinas.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/07/2018 - 23:35

O primeiro jogo internacional de futebol foi realizado em 1872 entre Inglaterra e Escócia. Naqueles tempos o futebol raramente era praticado fora do Reino Unido.

Em maio de 1904 foi fundada a FIFA e deu-se o início da expansão do futebol internacional. A FIFA começou formada por sete países do continente europeu, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Suécia e Suíça.

Com a crescente popularidade o futebol tornou-se parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, 1904 e 1906 como esporte demonstração, sem direito a medalhas. A seleção amadora da Inglaterra foi campeã em 1908 e 1912.

Como o conceito olímpico não admitia participação de equipes ou atletas profissionais a FIFA aceitou as competições de futebol dos Jogos Olímpicos disputado apenas por amadores a partir de 1920 com a Bélgica se tornando a primeira campeã nos Jogos disputados em Antuérpia (Bélgica).

Uruguai campeão olímpico em 1924-nascia a volta olímpica

Em 1924 e 1928 o campeão foi o Uruguai que até hoje tem sua seleção chamada de Celeste Olímpica. 

Por estas conquistas no congresso da entidade realizado em 1928 em Amsterdam na Holanda ficou decidido que seria realizado um torneio internacional que seria denominado Copa do Mundo e teria como sede o Uruguai em homenagem ao Centenário do país que era o bicampeão olímpico.

Começava um torneio que com o tempo se tornaria o maior evento esportivo do planeta.

Até hoje o futebol é o esporte mais popular do mundo, disputado em todos os países e a FIFA tem mais nações filiadas que a própria ONU.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/07/2018 - 20:05

Thiago Ávila *

O chefe da Mercedes Toto Wolff já declarou em entrevista que as pistas que ele menos gosta são Mônaco, Singapura e Hungria. Acho que ele mudou de ideia depois de ver seu queridinho piloto tetracampeão fazer a pole e ganhar a corrida com folga numa pista de total domínio de Ferrari e Red Bull.

Um fim de semana que começou com Vettel e Ricciardo liderando os treinos livres e prováveis donos da pole no sábado à tarde na Hungria, ainda mais que o histórico recente favorece as duas equipes... no seco.

O problema é que o tempo começou chuvoso no treino classificatório e variou durante as sessões. No Q1 foi o período com maior variação, misturando todo o grid e tendo os seis principais pilotos quase eliminados. 

Já o Q2 começou seco, sem chuva, e todos vieram de pneu slick, com exceção de Vettel. E o alemão levou sorte, pois começara a chover. Com o tranquilo tempo de 1:28,6, Seb assegurou a liderança da sessão e o favoritismo para a pole. Quem se deu mal foi Daniel Ricciardo, que depois de quase cair no Q1, não foi melhor que o 12º lugar.

A chuva se intensificou ainda mais no Q3 e agora não havia carro que salvasse, tinha que ser no braço. Fazendo uma volta espetacular, Raikkonen atinge a marca de 1:36,1 e se mantém como um dos favoritos na conquista da pole. Vettel não consegue melhorar e fica a dois centésimos atrás. Quando tudo parecia terminar com 1-2 da Ferrari, Bottas faz o melhor segundo setor e supera o tempo de Kimi em 0,2s. “Se Bottas pode, eu também posso”, deve ter pensado Hamilton, e lá foi ele cravar o tempo de 1:35,6 e dizer quem manda.

Um treino classificatório fantástico, corrida nem tanto. Num circuito tradicionalmente de pouquíssimas ultrapassagens, Lewis parecia favorito, ainda mais quando se tem um companheiro servindo de escudo.

Lewis Hamilton-vencedor na Hungria

E assim foi durante toda a corrida. Depois (óbvio) de Raikkonen deixar Vettel passar, o alemão pressionou Bottas sem parar, e enquanto o finlandês segurava, Hamilton ia abrindo vantagem. Nem a estratégia de Sebastian parar mais tarde funcionou.

Faltando cinco voltas para o fim, Vettel foi pra cima e ganhou a posição de Valtteri, que passou demais na curva e acabou acertando a asa dianteira na volta, perdeu até para Kimi. A mais de 20 segundos de Lewis, Seb não conseguiu tirar nem um quarto da diferença até o final da prova e terminou em segundo. Já Bottas sofreu muito com a perda de rendimento e ainda se enroscou com Ricciardo, perdendo mais uma posição.

Agora são férias. Um mês para estudar os erros, descobrir quais são os pontos fortes dos adversários, testar os melhores ajustes para o carro e voltar para a segunda metade com um rendimento melhor ou pior. Lembremos que ano passado a Ferrari terminou o GP da Hungria em alta e terminou o campeonato sendo dizimado pela Mercedes e até pela Red Bull.

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 29/07/2018 - 08:50

Definitivamente o Criciúma encontrou uma forma de jogar que tem lhe dado resultados importantes, principalmente dentro de casa e desta forma sair da zona do rebaixamento.

Neste campeonato de baixíssimo nível o técnico Mazola Júnior que se mostra um profissional estudioso e atento às fraquezas e virtudes dos adversários tem mostrado um sistema que posso dizer, inovador na postura do time em campo.

Na falta de mais qualificação para elaborar um outro esquema de jogo o técnico conseguiu fazer os jogadores entenderem e se dedicarem a inibir os adversários com muito empenho e correria na marcação, amordaçando qualquer qualidade e estrutura que tenham pela frente.

Como para ganhar os jogos não dependem apenas de empenho e correria, há o recurso da bola parada que o Criciúma explora à exaustão. Com dois batedores que tem a virtude única de alçar quase sempre com precisão a bola na área inimiga, um golzinho em cada jogo é sempre bem-vindo. Principalmente quando acontece no final dos jogos, sem tempo para qualquer reação contrária.

Então a saída do rebaixamento tem um plano bem definido. Empenho, dedicação, correria e a santa bolinha parada.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/07/2018 - 14:06

Dia 07 de julho de 1957, Brasil e Argentina jogavam no Maracanã partida valendo pela Copa Roca que foi instituída pelo presidente argentino Júlio Argentino Roca em 1913 e era disputada em dois jogos pelos dois países. A Copa Roca foi percussora do Super Clássico das Américas disputada atualmente.

Pois bem, naquele dia em 1957 o Maracanã recebia um público de apenas 80 mil torcedores, pequeno para os padrões da época, mas mesmo assim não deixava de ser uma tarde importante pela rivalidade entre as seleções.

Brasileiros e argentinos se preparavam para a Copa do Mundo na Suécia que seria disputada no ano seguinte, mas sofriam com desfalques, por isso aproveitaram o confronto para dar espaço a novos jogadores.

Brasil x Argentina-1957 (gol de Pelé)

A Argentina vinha num ótimo momento com a conquista em abril do Campeonato Sul-Americano disputado no Peru. A seleção brasileira com a perda do campeonato tinha como alento a classificação para a Copa do Mundo obtida em abril.

Os grandes clubes cariocas estavam excursionando na Europa o que era comum naquela época e a seleção comandada por Sylvio Pirillo que havia substituído Osvaldo Brandao um mês antes convocou para a Copa Roca uma seleção composta na maioria por jogadores paulistas, entre eles Pelé que com 16 anos já despontava com o grande craque que viria ser.

Não foi por acaso a convocação de Pelé. Chegando ao Santos no ano anterior Pelé já acumulava 25 gols em 34 jogos.

Na partida do dia 07 de julho Pelé entrou no segundo tempo, mas apesar de ter marcado um gol viu o Brasil perder por 2x1. Foi sua estreia com a camisa da seleção brasileira que um ano depois iria consagrar na Suécia. 

João Nassif
Por João Nassif 27/07/2018 - 15:35Atualizado em 27/07/2018 - 15:40

Destacar as façanhas de Pelé ocuparia certamente um espaço digno das maiores enciclopédias já editadas no mundo. São tantas, as maiorias verdadeiras, mas outras que extrapolam as próprias lendas dignas daqueles que fizeram a história da civilização.

Uma história, lenda ou não, diz que quando tinha apenas nove anos de idade, no dia 16 de julho de 1950 viu seu pai, Dondinho chorar quando o Brasil perdeu em casa a Copa do Mundo para o Uruguai no inesquecível “Maracanazo”. O menino viu seu pai chorar e prometeu: “Não chore, papai. Vou ganhar uma Copa do Mundo para o senhor”. Foi aí que Dondinho chorou mesmo. O moleque ganhou três Mundiais.

Dondinho-Pai de Pelé

Dondinho foi jogador profissional e influenciou Pelé que desde pequenino já brincava coma bola.

Pelé ganhou dinheiro pela primeira vez com o futebol quando tinha apenas 10 anos de idade. Recebeu 4.500 réis para jogar pelo Ipiranguinha time amador de Bauru, cidade do interior de São Paulo onde a família residia.

Ainda com 10 anos criou em Bauru o Sete de Setembro e para comprar uniforme e outros apetrechos Pelé e os integrantes do time roubavam amendoim nos trens e vendiam na cidade.

É apenas o começo da trajetória do maior jogador de futebol de todos os tempos, coroado Rei do Futebol.

Vou falar muito de Pelé neste espaço que também vai contar muitas histórias do mundo do futebol.
 

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João Nassif
Por João Nassif 26/07/2018 - 14:36Atualizado em 26/07/2018 - 15:32

A partida mais celebre do ponteiro direito Garrincha foi sua estreia na Copa do Mundo de 1958 na Suécia. O Brasil corria riscos de eliminação pela União Soviética na partida final do grupo e o técnico Vicente Feola apostou em seu camisa 11.

Antes do jogo Feola ordenou a Didi que a primeira bola fosse ao Mané. Com 30 segundos de jogo o lateral soviético Kuznetzov já tinha sido driblado por Garrincha e ido ao chão.

A cena seguinte foi ainda mais humilhante. O russo recebeu ajuda de mais dois companheiros que também foram enganados pela ginga de Garrincha e virou comédia os russos tropeçando nas próprias pernas. 

Garrincha contra a URSS

O jornalista francês Gabriel Hanot, o homem que idealizou a Liga dos Campeões da Europa definiu o início daquele jogo na Suécia como os “três melhores minutos da história do futebol”.

Além das peripécias de Garrincha, neste curto intervalo do início do jogo, o mesmo Garrincha e Pelé já haviam acertado as traves russas e Vavá feito o primeiro gol num lançamento de Didi.

A seleção brasileira venceu por 2x0 com outro gol de Vavá e abriu caminho para se tornar campeão mundial pela primeira vez na história.

Garrincha e suas deliciosas e empolgantes histórias será muito lembrado neste espaço.

João Nassif
Por João Nassif 25/07/2018 - 16:45

Um dos maiores jogadores de todos os tempos, sem dúvida foi o ponteiro direito Garrincha que com suas pernas tortas fez a alegria de tantos quantos tiveram o privilégio de vê-lo jogar.

E o Mané tem também muitas histórias contadas por amigos e por quem teve o prazer de jogar com ele no Botafogo e na seleção brasileira. Quando deixou o time carioca já estava em final de carreira e não mais produzia suas magicas pelo gramados do planeta.

Sua primeira grande vítima foi aquele que viria ser seu melhor amigo e parceiro de tantas glórias: Nilton Santos, a Enciclopédia.

Quando Garrincha chegou em General Severiano, sede do Botafogo, trazido por um dirigente, ninguém deu bola para um pretenso jogador de pernas tortas que jogava pelo lado direito do campo.

Garrincha e Nilton Santos amigos para sempre

Garrincha foi para o treino no time reserva e cruzou com Nilton Santos lateral esquerdo titular. Na primeira bola que chegou ao ponteiro, o primeiro drible no lateral que por pouco não foi ao chão. Na segunda vez a mesma situação e na terceira Nilton Santos desabou.

Acabado o treino Nilton Santos foi correndo até os dirigentes do Botafogo e implorou pela contratação do homem das pernas tortas.

Disse a Enciclopédia: “Contratem, pois não quero nunca mais este torto como adversário”.  
 

João Nassif
Por João Nassif 25/07/2018 - 07:59

Descarregar na arbitragem a culpa por um fracasso é próprio dos incompetentes. Ainda mais quando não houve nenhum lance polêmico que pudesse ter interferido no resultado do jogo.

O Criciúma reclama muito do árbitro em função dos cartões distribuídos a seus jogadores, mas quem viu o jogo sem paixão, desculpe a redundância, percebeu que os cartões foram bem aplicados tanto de um lado como do outro. Os quatro que foram punidos no Criciúma mataram jogadas, foram imprudentes, o mesmo ocorreu com os três do CRB. Justificando a redundância, o nome do árbitro é Alinor Silva da Paixão.

Após o término do jogo o presidente Jaime Dal Farra, indignado esbravejou afirmando que o Criciúma foi roubado, o técnico Mazola Júnior afirmou que há muito tempo vem avisando que na série B é preciso trabalhar forte nos bastidores. São afirmações e insinuações que na verdade servem apenas para desviar o foco e jogar para a torcida.

É estranho pelo que falou o técnico que o CRB tenha mais prestígio que o Criciúma. Não creio que um clube três vezes campeão brasileiro tenha menos influencia que o CRB que é grande em seu estado, mas de pouca representatividade no país.

E o presidente que não investe, que permite um entra e sai de jogadores sem dar ao técnico o mínimo de recursos para formar um plantel mais qualificado falar em “roubo” é lamentável. Fosse menos torcedor e mais gestor certamente o time não estaria neste buraco de onde não consegue sair.

A verdade é que o Criciúma não jogou nada, começou retrancado deixando claro que mais que respeito entrou em campo com medo do adversário que convenhamos é um dos piores times do campeonato. Não que o Criciúma seja melhor, mas apostar em apenas uma bola milagrosa como achou em alguns jogos é pouco para quem tem obrigação de pelo menos honrar a história do clube.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/07/2018 - 17:45

O futebol chegou ao Brasil no final do século XIX pelas mãos de Charles Miller filho de um funcionário da São Paulo Railway Company que com 10 anos foi mandado para estudar na Inglaterra onde aprendeu a jogar futebol.

Retornou ao Brasil 10 anos depois em 1894 trazendo na bagagem duas bolas usadas, um par de chuteiras, uniformes usados, uma bomba de encher bolas e um livro de regras.

Um ano depois foi realizado primeiro jogo de futebol no Brasil entre o São Paulo Railway, o time de Charles Miller e a Gás Company de São Paulo, vencida pelo Railway por 4x2.

Charles Miller e seu time São Paulo Railway em 1895

A fundação dos primeiros clubes do país no início do século XX era restrita à elite branca. A aristocracia dominava as ligas de futebol enquanto o esporte começava a dominar a várzea. Aos pobres e negros era permitido apenas assistir aos jogos.

Somente a partir dos anos 1920 os negros passaram a ser aceitos e o futebol ia se massificando com a introdução do profissionalismo a partir de 1933.

Alguns clubes, principalmente os fora do eixo Rio-São Paulo ainda resistiam a modernização e continuavam amadores. Diversos clubes tradicionais e consagrados abandonaram a elite do futebol ou até mesmo o esporte por completo.

Em 1899 foi fundado em São Paulo o Sport Club Internacional, primeiro clube destinado exclusivamente ao futebol, já extinto e no mesmo ano foi fundando o Sport Club Germânia, hoje Esporte Clube Pinheiros também em São Paulo;

Com a extinção do departamento de futebol do Germânia, o gaúcho Sport Club Rio Grande é considerado o primeiro clube de futebol ainda em atividade fundado no Brasil.

Em homenagem ao clube a extinta CBD, hoje CBF instituiu o dia 19 de julho como o “Dia do Futebol”. O Sport Club Rio Grande foi fundado no dia 19 de julho de 1899.

A A.A. Ponte Preta, o segundo time em atividade no país foi fundada 23 dias depois no dia 11 de agosto de 1899.
 

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