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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 16/11/2019 - 02:58

O futebol brasileiro não perdoa e a falta de vitórias tem custado o pescoço de dezenas de treinadores. Tenho curiosidade para saber se o técnico Tite será mantido no cargo depois de cinco jogos sem vitória da seleção brasileira. 

Três empates e duas derrotas, a maioria dos resultados contra seleções que historicamente são freguesas, podemos excluir a Argentina, última algoz, mas os demais, convenhamos. Perder para o Peru, empatar com a Colômbia, Senegal e Nigéria não tem como explicar, por mais que o reconhecido encantador de serpentes tente justificar as más atuações do time. 

Veremos se o presidente da CBF terá peito para mudar e não venha com o argumento que não tem ninguém com perfil de treinar a seleção. Se não encontrar no futebol brasileiro que vá buscar lá fora, o que não pode é ficarmos nesta onda de fracassos. 
 

João Nassif
Por João Nassif 15/11/2019 - 08:30

O segundo torneio mais importante do futebol asiático é a Copa da AFC (Confederação Asiática de Futebol).

Criada em 2004 reúne clubes do segundo escalão do futebol asiático e acontece em paralelo com a Liga dos Campeões da Ásia. Diferentemente do que ocorre com a Copa Sul-Americana ou a Liga Europa, os clubes que participam da segunda divisão continental não vêm de posições intermediarias em suas Ligas Nacionais.

Festa do Al-Ahed campeão da Copa da AFC

Desta forma, enquanto a Champions Asiática se restringe às federações mais bem ranqueadas da região, a Copa da AFC inclui os países restantes. Assim os concorrentes pelo troféu secundário não serão, por exemplo japoneses e sauditas entre outros, mas campeões de nações como a Síria, Vietnã, Tadjiquistão e a Índia.

A decisão da Copa da AFC em 2019 reuniu dois times que pela primeira vez chegaram à final do torneio. E com características bem peculiares. O 25 de abril time do exército da Coréia do Norte contra o Al-Ahed do Líbano, clube com estreitas ligações com o Hezbollah.

A final do torneio estava programada para Pyongyang, capital norte-coreana, mas devido aos incidentes quando do confronto entre as duas Coréias a Federação Asiática mudou o jogo para Kuala Lumpur na Malásia. A decisão foi vista por apenas 500 pessoas.

O goleiro do 25 de abril que era o melhor jogador em campo foi expulso aos 26 minutos do primeiro tempo da decisão, por uma falta cometida fora da área. Os libaneses em vantagem numérica conseguiram o gol do título aos 29 minutos do segundo tempo.

Depois do jogo o goleiro libanês Mehdi Khalil foi eleito o melhor jogador do torneio, ele que é titular da seleção de seu país não sofreu gol em 09 dos 11 jogos de seu time ao longo do torneio. 
 

João Nassif
Por João Nassif 14/11/2019 - 13:13

Em 1971 João Havelange, presidente da então CBD, idealizou um torneio para comemorar o Sesquicentenário da Independência do Brasil que foi chamado de Taça Independência ou Minicopa. O cartola quis mostrar força e organização alimentando o sonho de se tornar presidente da FIFA o que aconteceu três anos depois.

A Minicopa teve em sua primeira fase a participação de 15 seleções distribuídas em três grupos de cinco em cada um. 

Jairzinho comemorando o gol do título

O grupo A com sedes em Aracaju, Maceió e Salvador foi disputado pela Argentina, França, Colômbia, um combinado africano e um combinado da CONCACAF.

No Grupo B com jogos em Natal e Recife teve como participantes as seleções de Portugal, Chile, Irlanda, Equador e Irã.

Jogaram pelo Grupo C com sedes Curitiba, Campo Grande e Manaus, Iugoslávia, Paraguai, Peru, Bolívia e Venezuela.

Os primeiros colocados de cada Grupo, Argentina, Portugal e Iugoslávia passaram para a fase seguinte e se juntaram ao Brasil, Escócia, Tchecoslováquia, União Soviética e Uruguai. Estas oito seleções foram divididas em duas chaves com quatro seleções em cada uma. Os dois primeiros colocados decidiram o título da Minicopa.

O Brasil chegou em primeiro no seu grupo com a Iugoslávia em segundo, a Escócia em terceiro e em último a Tchecoslováquia.

Na outra chave o primeiro colocado foi Portugal, a Argentina ficou em segundo, a União Soviética em terceiro e a lanterna ficou com o Uruguai.

Na decisão do terceiro lugar a Iugoslávia venceu a Argentina por 4x2 no Maracanã. Também no Maracanã no dia 09 de julho de 1972, perante 100 mil torcedores a seleção brasileira derrotou Portugal por 1x0. Jairzinho marcou o gol do título aos 44 minutos do segundo tempo.
 

João Nassif
Por João Nassif 13/11/2019 - 14:33

O campeonato paulista de 1959 teve dois times que marcaram mais de 100 gols na competição. O Santos com Pelé praticamente iniciando sua carreira apesar do título de campeão mundial conquistado na Suécia e o Palmeiras que foi campeão num supercampeonato conquistado em cima do próprio Santos. 

O ataque do Santos marcou 155 gols em 41 jogos, sendo que o Rei do Futebol marcou 45 vezes. O Palmeiras por sua vez marcou 112 vezes também em 41 jogos.

O gol do supercampeonato de 1959

O campeonato foi disputado por 20 clubes e naquela época não existia nenhuma fórmula que os cartolas introduziram anos depois no futebol brasileiro. 

Eram simplesmente pontos corridos com a diferença de agora é que a vitória valia apenas dois pontos.

Não computando os jogos extras, tanto o Palmeiras como o Santos jogaram 38 vezes, com 30 vitórias do Santos contra 29 do Palmeiras. O Palmeiras perdeu 04 vezes e o Santos 05.  O Palmeiras empatou 05 jogos e o Santos 03. 

Portanto, cada time atingiu a marca de 63 pontos ganhos e terminaram na primeira posição obrigando a realização de uma decisão extra entre eles, o chamado supercampeonato.  

No primeiro jogo, dia 05 de janeiro de 1960 houve empate em x1, dois dias depois Santos e Palmeiras voltaram a empatar em 2x2 para no terceiro e último jogo o Palmeiras vencer por 2x1 e se tornar supercampeão paulista de 1959. 
 

João Nassif
Por João Nassif 13/11/2019 - 07:20

É natural a empolgação pela vitória que finalmente chegou depois de nove jogos e mais uma vez dentro do Heriberto Hülse. Foi somente a segunda em todo segundo turno e felizmente o adversário era o Londrina, seguramente o time mais fraco que o Criciúma enfrentou nesta série B. Nem o lanterna São Bento é pior

Todos no próprio time paranaense sabem que a queda é inevitável. Sem alma, com erros típicos de quem não vê perspectivas como indolência nas divididas, passes mal feitos, saídas de bola equivocadas, enfim o Londrina se mostrou resignado e já ligado no modo fim de feira.

Foto: 4oito.com.br

Pela fragilidade do adversário quero afirmar que ninguém no Criciúma pode se iludir pensando que a fuga do rebaixamento fica mais tranquila. As dificuldades ainda são enormes, pois não depende única e exclusivamente de suas próprias forças.

O técnico Roberto Cavalo que tem a assessoria do Wilsão mostrou confiança no futuro, ficou feliz com a vitória, mas sabe que o caminho ainda é pleno de obstáculos. Faltam três jogos para o final e uma pedreira monumental que será o próximo contra o melhor time do campeonato.

Caso perca para o Bragantino o Criciúma terá obrigação de vencer os outros dois, contra o Paraná em casa e Oeste fora, para ainda assim depender dos resultados de outros jogos para escapar.

Como tem que ser administrado jogo a jogo uma vitória em Bragança se torna fundamental. 
 

João Nassif
Por João Nassif 12/11/2019 - 10:29

Nos últimos Almanaques da Bola fiz uma retrospectiva das principais competições de clubes do planeta que tiveram início na temporada europeia de 1955/1956 com a realização da primeira edição da Taça dos Campeões Europeus de Futebol.

Contei detalhes do torneio até a temporada 1965/1966, portanto das 11 primeiras edições da história da Taça dos Campeões que teve o Real Madrid como seu maior vencedor. O time espanhol venceu seis das 11 edições disputadas.

Taça dos Campeões da Europa

Benfica duas vezes, Internazionale de Milão também acumulava duas conquistas e o Milan, outro italiano com um título completavam as 11 disputas realizadas no futebol europeu.

Entremeadas com a Taça dos Campeões da Europa abordei as disputas da Taça Libertadores da América até a sétima edição, pois por aqui a CONMEBOL iniciou a Libertadores somente em 1960.

O maior vencedor nas sete primeiras edições foi o Peñarol que acumulou três títulos, superando o Santos e o Independiente da Argentina que venceram cada um duas vezes o torneio.

A partir de 1960 a FIFA introduziu a Copa Intercontinental cuja disputa era entre o campeão da Europa contra o campeão da América do Sul. Até 1966 foram disputadas sete edições com vantagem para os times sul-americanos que conquistaram quatro títulos.

Santos e Peñarol venceram os confrontos em duas oportunidades. Pelo lado europeu a Internazionale venceu duas vezes e o Real Madrid apenas uma.

Fiquei por aqui, mas em breve continuarei contando os detalhes destes três torneios. A partir de amanhã retorno com outras histórias, com outras competições e tudo que envolve o mundo dos esportes.

 

João Nassif
Por João Nassif 11/11/2019 - 13:45Atualizado em 12/11/2019 - 06:37

A Copa Intercontinental de 1966 foi a sétima edição do torneio envolvendo o Real Madrid campeão da Taça dos Campeões da Europa e o Peñarol campeão da Taça Libertadores.

Este confronto repetiu a disputa da primeira Copa Intercontinental disputada em 1960 em que o Real Madrid foi o vencedor. Depois de empatar em 0x0 no Uruguai o time espanhol goleou por 5x1 no jogo de volta.

Peñarol x Real Madrid em Montevideo

Para chegar à esta decisão em 1966 o Real Madrid venceu a Taça dos Campeões da Europa numa partida duríssima ao derrotar o Partizan da Iugoslávia por 2x1.

O mesmo aconteceu com o Peñarol que precisou de um jogo extra contra o River Plate para vencer a Libertadores. No primeiro jogo o time uruguaio venceu por 2x0, foi derrotado no segundo por 3x2 e venceu o desempate no Chile por 4x2 na prorrogação.

O primeiro jogo da Copa Intercontinental de 1966 foi realizado no Estádio Centenário de Montevideo e o Peñarol venceu por 2x0 com os dois gols marcados pelo seu artilheiro Spencer.

Na segunda partida no Santiago Bernabeu em Madrid com mais de 71 mil torcedores, nova vitória do time uruguaio também por 2x0 com gols de Pedro Rocha e Spencer.

Assim o Peñarol deu o troco e assim como o Santos conquistou pela segunda vez a Copa Intercontinental. 
 

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2019 - 18:31Atualizado em 11/11/2019 - 06:43

A Taça Libertadores da América de 1966 foi a sétima edição do torneio e apresentou uma novidade em relação às edições anteriores. A CONMEBOL, Confederação Sul-Americana de Futebol determinou que os vice-campeões de seus países filiados também participassem da competição. 

Por entender que tal mudança iria descaracterizar o torneio, Brasil e Colômbia não participaram. Por isso esta sétima edição teve a participação de apenas 17 clubes.

A Argentina teve três equipes no torneio, o Boca Juniors campeão nacional em 1965, o River Plate, vice-campeão e o Independiente por ter sido campeão da Libertadores no ano anterior.

A primeira fase foi dividida em três grupos, dois com seis e um com apenas quatro clubes com a classificação dos dois primeiros de cada grupo. A esses classificados se juntou o Independiente que divididos em duas chaves disputaram a fase semifinal. 

Na chave com quatro equipes o River Plate ficou em primeiro e classificado para a decisão. Na outra chave com três clubes o vencedor foi o Peñarol.

Para ser apurado o campeão foram necessárias três partidas. Na primeira jogando em casa o Peñarol derrotou o River Plate por 2x0. Na segunda no Monumental de Nuñez o time argentino deu o troco e venceu por 3x2.

A decisão foi novamente disputada em Santiago do Chile e o Peñarol venceu na prorrogação por 4x2 depois da partida ter terminada empatada em 2x2 no tempo regulamentar.

Com a vitória o Peñarol venceu a Libertadores pela terceira vez e adquiriu o direito de disputar novamente a Copa Intercontinental. 
 

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2019 - 08:18Atualizado em 10/11/2019 - 08:28

Não lembro de já ter ouvido o árbitro dizer ao técnico que errou ao não validar o gol que poderia ser o de empate e que ficaria alguns dias sem dormir. Foi o que disse Wagner Reway ao técnico Roberto Cavalo, segundo palavras do próprio treinador quando na entrevista coletiva após o jogo de sábado em Recife.

Muito bem, se falou está registrado e deu amplo direito do Criciúma reclamar pelo ponto que poderia lhe dar maior esperança para escapar do rebaixamento. As polemicas da arbitragem FIFA também poderiam dar ao Sport direito de reclamar pelo gol anulado com a marcação de um impedimento inexistente.

Ilha do Retiro
Foto: 4oito.com.br (Jota Eder)

O pênalti marcado contra o Criciúma em minha opinião não existiu. No lance imediatamente anterior houve um toque no braço do zagueiro do Criciúma e o pênalti não foi marcado. Enfim, vários erros bem distribuídos entre os dois times.

Todos no Criciúma, jogadores, técnicos, dirigentes têm se agarrado numa teoria da conspiração que há uma orquestração para derrubar o time. Ouvi até um retrospecto de seis, sete jogos nos quais o time foi prejudicado.

Já afirmei diversas vezes que minha visão é outra, os erros acontecem em todos os jogos e o Criciúma não é o único prejudicado. Sábado mesmo, no fechamento da rodada o Oeste foi castigado em Pelotas com um pênalti mal marcado aos 52 minutos do segundo tempo.

Desde muito tempo, cinco anos, o Criciúma tem sido mal administrado em seu futebol e aí é que reside o problema. Já escapou do rebaixamento em temporadas anteriores, tanto no brasileiro como no catarinense, e agora quando não vence a nove jogos e está sentindo a realidade de um rebaixamento, tenta justificar nas arbitragens sua incompetência

João Nassif
Por João Nassif 09/11/2019 - 16:37Atualizado em 11/11/2019 - 06:43

A Taça dos Campeões Europeus da temporada 1965/1966 foi a 11ª edição do torneio que teve novamente a participação de 31 clubes. Depois de ter conquistado o título nas cinco primeiras edições o Real Madrid voltou a vencer e se tornou hexacampeão.

Real Madrid campeão europeu 1965/1966

Antes da primeira fase correspondente às oitavas de final foi disputada a fase preliminar que teve como destaque o Benfica de Portugal que impôs duas goleadas ao Dudelange de Luxemburgo. No primeiro jogo em Dudelange o placar foi 8x0 e no jogo de volta em Lisboa o Benfica venceu por 10x0.

Nas oitavas de final o destaque ficou por conta do Anderlecht da Bélgica que derrotou por 9x0 o Derry City da Irlanda do Norte que desistiu de jogar a partida de volta.

Nas semifinais o Real Madrid eliminou a Internazionale de Milão com vitória por 1x0 na Espanha e empate em 1x1 no Giuseppe Meazza.

Na outra semifinal o Partizan da Iugoslávia venceu o Manchester United da Inglaterra por 2x0 em Belgrado e mesmo sendo derrotado por 1x0 no segundo jogo em Manchester adquiriu o direito de disputar a partida final.

A decisão aconteceu no Estádio de Heysel em Bruxelas capital da Bélgica no dia 11 de junho de 1966 e o Real Madrid num jogo duramente disputado perante um público de 55 mil espectadores derrotou de virada o Partizan por 2x1. 

Pela segunda vez o local abrigou uma decisão da Taça dos Campeões. A primeira havia sido na final da temporada 1957/1958 quando o Real Madrid conquistou o tricampeonato derrotando o Milan por 3x2.

Novamente o Real Madrid adquiriu o direito de disputar a Copa Intercontinental contra o campeão da Taça Libertadores.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/11/2019 - 09:27

Os resultados de ontem na abertura da rodada 34 deram vida ao Criciúma que hoje poderá até perder como diz a lógica e mesmo assim continuar vivo para escapar do rebaixamento. Irá depender apenas de suas próprias pernas.

E aí é que está o problema. Não tem conseguido fazer principalmente a lição de casa, mas a incompetência dos adversários vai lhe dando sobrevida e a esperança de que consiga nas rodadas finais os pontos para a salvação.

O nível do campeonato é tão baixo que o Criciúma que não vence a oito jogos ainda tem chances matemáticas de salvação. Por que?

Porque o lanterna São Bento com 30 pontos empatou três e perdeu quatro nos últimos sete jogos. Porque o Vila Nova, 18º colocado perdeu quatro e empatou cinco nos últimos nove jogos. Porque o Figueirense o primeiro do Z-4 empatou suas últimas quatro partidas. E porque o Londrina o primeiro fora da zona do rebaixamento foi derrotado nas últimas quatro rodadas.

Perceberam? Mesmo com sua notória incapacidade o Criciúma tem a esperança de escapar beneficiado pelo histórico recente dos seus acompanhantes nesta batalha infeliz. 

João Nassif
Por João Nassif 08/11/2019 - 23:37Atualizado em 08/11/2019 - 23:39

A Copa Intercontinental de 1965 foi decidida novamente pela Internazionale da Itália, campeã da Taça dos Campeões da Europa e o Independiente da Argentina, campeão da Taça Libertadores.

Pela primeira vez houve uma edição com confronto cujos participantes eram os mesmos da edição anterior.

Internazionale x Independiente (1965)

O time italiano que havia vencido o Independiente no ano anterior alimentava a expectativa de se tornar bicampeão., enquanto os argentinos buscavam a revanche.

Para chegar à esta outra decisão a Internazionale derrotou o Benfica por 1x0 na final da Taça dos Campeões da Europa em partida realizada em sua própria casa, o Estádio Giuseppe Meazza em Milão.

Já o Independiente conseguiu a vaga para esta decisão precisou de três jogos para derrotar o Peñarol do Uruguai. Venceu o primeiro em Buenos Aires por 1x0, foi derrotado em Montevideo por 3x1 e se tornou bicampeão da Libertadores vencendo por 4x1 em Santiago do Chile. 

Com a alternância de continentes, o primeiro jogo da Copa Intercontinental foi disputado em Milão e a Internazionale venceu no Giuseppe Meazza por 3x0 perante 60 mil torcedores.

No jogo de volta a Internazionale confirmou o bicampeonato com em empate em 0x0 no Estádio La Dobre Visera em Avellaneda diante de 55 mil espectadores.

Com a conquista da sexta edição da Copa Intercontinental de 1965 a Internazionale igualou-se ao Santos vencendo a disputa por duas vezes consecutivas. 

João Nassif
Por João Nassif 07/11/2019 - 13:38

A Taça Libertadores da América de 1965 foi a sexta edição do torneio e novamente contou com a participação de 10 clubes. O Independiente campeão da edição anterior teve vaga garantida e a Argentina teve dois participantes, pois o Boca Juniors foi o campeão nacional de 1964.

Todos os países da América do Sul estiveram presentes na Libertadores-1965, exceção feita à Colômbia não enviou representante. O Santos campeão em 1964 foi o time brasileiro no torneio.

A primeira fase foi dividida em três grupos de três equipes, ficando o campeão Independiente para entrar somente nas semifinais.

O Grupo 1 teve classificado em primeiro lugar o Boca Juniors que eliminou o The Strongest da Bolívia e o Deportivo Quito do Equador.

No Grupo 2 o classificado foi o Santos enquanto foram eliminados o Universidad de Chile e o Universitario do Peru.

E no Grupo 3 quem se classificou foi o Peñarol e eliminados o Guarani do Paraguai e o Deportivo Galícia da Venezuela. 

No emparceiramento das semifinais ficaram numa perna os dois argentinos com uma vitória para cada um. O Independiente venceu o primeiro jogo por 2x0 e o Boca Juniors o segundo por 1x0. 

Foi necessária uma partida desempate e o Independiente venceu por 4x1 se credenciando para disputar sua segunda final consecutiva da Libertadores.

Na outra semifinal o Peñarol num jogo desempate eliminou o Santos vencendo por 2x1 em Buenos Aires. No primeiro jogo o Santos venceu por 5x4 na Vila Belmiro e o Peñarol deu troco ganhando por 3x2 em Montevideo.

A final da Libertadores de 1965 também foi decidida em três jogos. No primeiro o Independiente venceu por 1x0 em Buenos Aires no estádio de Avellaneda. No segundo o Peñarol derrotou o time argentino por 3x1 em Montevideo.

Na decisão no Estádio Nacional de Santiago no Chile o Independiente conquistou o bicampeonato da Libertadores vencendo o Peñarol por 4x1.

Novamente o Independiente foi para a disputa da Taça Intercontinental enfrentar a Internazionale de Milão.
 

João Nassif
Por João Nassif 06/11/2019 - 09:57Atualizado em 07/11/2019 - 10:00

A Taça dos Campeões Europeus teve sua decima edição na temporada 1964/1965 e pela terceira vez consecutiva um time italiano conquistou o título. A Internazionale de Milão repetindo o Santos se tornou bicampeã derrotando na final o Benfica de Portugal.

Como na Taça dos Campeões o local da partida final é definido com antecedência e coincidentemente havia sido escolhido o Estádio San Siro em Milão, sede do time campeão.

Jair da Costa

O torneio começou com uma fase preliminar que apresentou pela primeira vez um time islandês, o KR Reykjavik que foi fulminado pelo Liverpool da Inglaterra num placar agregado de 11x1. Os ingleses venceram na Islândia por 5x0 e em Liverpool por 6x1. 

A maior goleada num único jogo da fase preliminar foi um 8x3 imposta pelo Lokomotiv Sofia da Bulgária sobre o Malmö da Suécia.

Depois de mais duas fases eliminatórias a Taça do Campeões chegou às semifinais e teve logo um confronto de gigantes. A Internazionale eliminou o Liverpool mesmo perdendo o primeiro jogo na Inglaterra por 3x1. No jogo de volta deu Inter que venceu por 3x0.

A outra semifinal teve o Benfica eliminando o Vasas da Hungria com duas vitórias, 1x0 em Budapest e 4x0 em Lisboa.

Na decisão na casa da Internazionale os italianos venceram os portugueses por 1x0 com gol do brasileiro Jair da Costa. Jair da Costa, ponteiro direito que havia sido bicampeão com a seleção brasileira na Copa do Mundo de 1962 no Chile.

Com o título da Taça dos Campeões da Europa na temporada 1964/1965 a Internazionale novamente se credenciou para a disputa da Taça Intercontinental e assim como havia sido na edição anterior seu adversário foi o Independiente da Argentina, campeão da Libertadores de 1965. 

João Nassif
Por João Nassif 05/11/2019 - 09:48Atualizado em 07/11/2019 - 09:53

A Taça Intercontinental de 1964 disputada entre o campeão da Taça dos Campeões da Europa e o campeão da Taça Libertadores foi a quinta edição do torneio e teve um campeão inédito.

Depois do Real Madrid, do Peñarol e do Santos bicampeão a Internazionale de Milão campeã da temporada europeia 1963/1964 derrotando o Independiente da Argentina campeão da Libertadores.

As duas equipes que decidiram a Taça chegaram pela primeira à final. A Internazionale conquistou o título europeu derrotando na final o Real Madrid por 3x1 em Viena na Áustria.

O Independiente chegou a decisão depois de vencer a Libertadores em duas partidas disputadas contra o Nacional do Uruguai. No primeiro jogo deu empate em 0x0 no Centenário em Montevideo e no jogo de volta os argentinos venceram por 1x0.

Na decisão da Taça Intercontinental a Internazionale precisou disputar uma partida extra com o Independiente para se tornar campeã. A expectativa era de um confronto com muito equilíbrio, pois ambos os clubes estavam pela primeira vez numa final de Mundial de Clubes.

Mantendo o rodizio entre os continentes o primeiro jogo foi disputado em Buenos Aires e o Independiente venceu por 1x0 em Avellaneda.

O jogo de volta foi para o Giuseppe Meazza em Milão e os italianos venceram por 2x0.

O jogo desempate foi disputado em Madrid no Estádio Santiago Bernabeu com 25 mil espectadores. Confirmando o esperado equilíbrio a Internazionale venceu o confronto por 1x0 com um gol marcado aos 05 minutos do segundo tempo da prorrogação.

Desta forma a Inter de Milão conquistou pela primeira vez a Taça Intercontinental.
 

João Nassif
Por João Nassif 04/11/2019 - 10:54

A quinta edição da Taça Libertadores da América foi disputada em 1964 com 11 clubes representantes de todos os países filiados à CONMEBOL. 

O decimo primeiro time foi o Bahia, vice-campeão da Copa do Brasil em 1963. No mesmo ano o Santos foi campeão da Copa do Brasil e como também havia sido campeão da Libertadores entrou apenas nas semifinais, abrindo a vaga brasileira para o time baiano.

Independiente 1964

O Bahia teve que disputar uma fase preliminar e foi eliminado em dois jogos pelo Deportivo Itália, ambos na Venezuela, sede de seu adversário.

A primeira fase do torneio foi disputada em três grupos de três equipes em cada um.

No Grupo 1 o classificado foi o Nacional do Uruguai que deixou eliminados o Cerro Porteño do Paraguai e o Aurora de Cochabamba, Bolívia.

O primeiro colocado do Grupo 2 foi o Independiente da Argentina com o Millonarios da Colômbia em segundo e o Alianza Lima do Peru na terceira colocação.

E no Grupo 3 o Colo-Colo do Chile se classificou para as semifinais, deixando pelo caminho o Barcelona de Guayaquil, Equador e o Deportivo Itália.
Independiente e Santos jogaram uma semifinal e deu o time da Argentina que venceu os dois confrontos, no Maracanã por 3x2 e em Avellaneda por 2x1.

O Nacional foi para a final eliminando o Colo-Colo com duas vitórias por 4x2. A primeira foi em Santiago e a segunda no Estádio Centenário em Montevideo.

O primeiro jogo da decisão foi na capital uruguaia e Nacional e Independiente empataram em 0x0. No jogo da volta em Buenos Aires o Independiente venceu por 1x0 e conquistou pela primeira vez a Libertadores da América.

Neste quinto torneio da Taça Libertadores o Independiente quebrou a hegemonia do Peñarol, campeão em 1960 e 1961 e do Santos, campeão em 1962 e 1963. O time argentino ganhou o direito de disputar a Copa Intercontinental de 1964 com a Internazionale de Milão.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/11/2019 - 12:53Atualizado em 03/11/2019 - 12:53

É muito pesada a carga que a torcida do Criciúma tem que carregar para tirar o time do rebaixamento. Tenho acompanhado as entrevistas do técnico e de jogadores conclamando a presença de todos para ajudar o time que tem se mostrado incapaz de dar uma resposta positiva aos torcedores que estão fazendo um trabalho espetacular nas arquibancadas esperando algumas migalhas de dentro do campo.

Cada um que vai ao estádio, seja sócio ou não, mas responde ao chamamento e fazendo sua parte, pressionando árbitros, adversários e quem quer que se intrometa em sua missão. Mesmo assim não vê correspondência para atingir o clímax com uma mísera vitória.

A resposta de sábado foi emblemática. Depois de fazer o que teria que fazer durante os 90 minutos, somente poucos manifestaram contrariedade com vaias e palavras de ordem contra todos do clube ao passo que muitos, muitos mesmos, saíram do estádio resignados pensando que não adianta fazer a parte que lhes cabe e não ser recompensado.

É triste ver o semblante da impotência daqueles que realmente tem verdadeira paixão pela camisa tricolor. E o dono? Não dá para saber de seu sentimento, pois ele que se diz torcedor fica enclausurado no silêncio e não vem dar satisfações a quem realmente ama o Criciúma. 
 

João Nassif
Por João Nassif 03/11/2019 - 10:15Atualizado em 03/11/2019 - 11:13

A Taça dos Campeões Europeus 1963/1964 foi a nona edição do torneio e teve um vencedor inédito. Depois de cinco títulos do Real Madrid, de dois do Benfica e um do Milan, a Taça continuou em Milão com a vitória da Internazionale.

Com o campeão nacional do Chipre estreando na competição o torneio foi disputado por 31 clubes, incluindo o Milan campeão da edição anterior.

Na fase preliminar o destaque ficou com o PSV da Holanda que goleou por 7x1 em Eindhoven o Esbjerg da Dinamarca e do francês Monaco que em casa derrotou o AEK da Grécia por 7x2.

O Milan então campeão europeu foi eliminado nas quartas de final pelo Real Madrid que mesmo perdendo o segundo jogo em Milão por 2x0 conseguiu a classificação por haver vencido na Espanha por 4x1.

No cruzamento das semifinais o Real Madrid despachou o Zurich com duas vitorias, 2x1 na Suíça e 6x0 na Espanha. A Internazionale eliminou o Borussia Dortmund com empate em 2x2 na Alemanha e vitória no San Siro por 2x0. O brasileiro Jair da Costa marcou o segundo gol do time italiano. Jair da Costa havia sido bicampeão mundial com a seleção brasileira no Mundial de 1962 no Chile.

A decisão da Taça dos Campeões Europeus foi jogada no Praterstadion em Viena na Áustria e a Internazionale derrotou o Real Madrid por 3x1 perante 72 mil espectadores.

A Internazionale se credenciou para disputar a Copa Intercontinental de 1964 contra o Independiente da Argentina campeão da Libertadores. 
 

João Nassif
Por João Nassif 02/11/2019 - 10:40

A quarta edição da Copa Intercontinental ocorreu em 1963. Foi disputada em duas partidas regulamentadas e uma de desempate. Participaram, assim como nos outros anos, o campeão da Taça dos Campeões Europeus e o campeão da Taça Libertadores da América.

O Milan foi o primeiro clube italiano a ganhar a Taça dos Campeões da Europa em 1963 e o Santos que havia sido campeão da Libertadores também disputava o título de bicampeão da Copa Intercontinental. 

O Milan chegou à decisão do torneio depois de vencer o atual campeão Benfica na final do torneio europeu. O Santos para decidir com o Milan derrotou na final da Libertadores o Boca Juniors depois de três partidas.

Diferente do passeio do Santos sobre o Benfica na edição anterior, para vencer pela segunda vez a Copa Intercontinental o time paulista teve que disputar um jogo desempate.
Alternando os continentes o primeiro jogo foi na Itália e o Milan venceu por 4x2 no dia 16 de outubro no Estádio San Siro em Milão. Pelé marcou os dois gols do Santos e saiu contundido da partida.

No jogo de volta no Maracanã em 14 de novembro perante 133 mil torcedores numa partida dramática debaixo de muita chuva o Santos conseguiu vencer por 4x2 de virada, depois de estar perdendo por 2x0 no final do primeiro tempo 

Na volta do intervalo dois gols de Pepe, um do Almir Pernambuquinho e um Lima em pouco mais de 20 minutos o Santos definiu sua vitória forçando o jogo desempate dois dias depois.

No dia 16 de novembro em outra partida dramática o Santos conquistou o bicampeonato da Copa Intercontinental ao vencer o Milan por 1x0 com um gol de pênalti marcado pelo lateral Dalmo aos 31 minutos do primeiro tempo.

Somente depois de 18 anos o futebol brasileiro voltaria a ter um clube campeão mundial.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/11/2019 - 10:30

A Taça Libertadores da América de 1963 foi a quarta edição do torneio sendo que das três edições anteriores duas foram vencidas pelo Peñarol do Uruguai e uma, a anterior pelo Santos.

A edição de 1963 foi disputada por nove clubes, campeões nacionais dos países filiados à CONMEBOL, exceção à Bolívia e Venezuela que não tiveram representantes. Do Brasil foram dois clubes na competição, o Santos campeão da Libertadores de 1962 e o Botafogo, vice-campeão da Copa do Brasil de 1962.

Final da Libertadores 1963

Na primeira fase oito clubes foram divididos em três grupos, dois grupos com três equipes e um com duas. Jogaram pelo Grupo 1 o Botafogo, o Alianza Lima do Peru e o Millonarios da Colômbia. O Botafogo terminou na primeira colocação.

Pelo Grupo 2 com apenas dois times o Peñarol superou o Everest do Equador. E pelo Grupo 3 o Boca Juniors foi o primeiro, o Olimpia do Paraguai o segundo e o terceiro a Universidad de Chile.

Numa das semifinais o Boca Juniors superou o Peñarol com duas vitórias, por 2x1 em Montevideo e 1x0 na Bombonera.

Na outra semifinal o Santos se classificou depois de empatar com o Botafogo em 1x1 no Pacaembu e golear por 4x0 no Maracanã.

A decisão começou no dia 04 de setembro com o Santos derrotando o Boca Juniors por 3x2 jogando no Maracanã perante 63 mil torcedores. O jogo de volta foi no dia 11 de setembro na Bombonera e o Santos venceu por 2x1 conquistando o bicampeonato da Libertadores.

Com o título o Santos se credenciou para disputar a Copa Intercontinental de 1963 contra o Milan, campeão da Taça dos Clubes Campeões da Europa.
  

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