A seleção brasileira foi para a Alemanha disputar a Copa do Mundo de 2006 como favorita e com grandes chances de confirmar o título do Mundial anterior e se tornar hexa campeão.
Além de ter vencido a Copa de 2002 o Brasil venceu a Copa das Confederações em 2005 na mesma Alemanha com direito a uma vitória histórica por 4x1 sobre os rivais argentinos.
E até que começou bem, vencendo seus três jogos na fase de grupos. Fez 1x0 na Croácia, 2x0 na Austrália e 4x1 no Japão. Nas oitavas de final venceu Gana com facilidade por 3x0 e foi para as quartas enfrentar a França, carrasca em 1998.
Com um quarteto apelidado de “quadrado mágico” com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo Fenômeno e Adriano as casas de apostas confirmavam o Brasil como grande favorito.
Gol de Henry contra o Brasil em 2006 (Foto: UOL)
Só que a França tinha Zidane e Thierry Henri que fizeram a diferença e os franceses eliminaram a seleção brasileira ao vencer por 1x0.
Ouça o gol de Henry na voz de Jose Silvério da Rádio Bandeirantes de São Paulo:
Todos os anos voltam as discussões que culminam em previsões sobre o acesso, ou não, do Criciúma. Acesso da série B para a série A e também muita conversa a respeito de rebaixamento.
São discussões e conversas que se prolongam durante todas competições e muitas vezes as paixões exacerbadas não ficam em sintonia com os dirigentes que têm o poder de definir as metas em cada temporada. Já vivemos oscilações em virtude da forma como o futebol do clube foi gerido nos últimos anos.
Em 2010 quando iniciou a era da G.A., quero dizer Antenor Angeloni, o time estava na série C e o objetivo natural era o acesso. Subiu e fez em 2011 uma série B com muito cuidado apenas para manutenção.
Passado um ano na segunda divisão, aí sim, houve empenho na busca do acesso. Waldeci Rampinelli e Rodrigo Pastana, diretor não remunerado e diretor executivo respectivamente, comandaram a campanha vitoriosa rumo à série A.
Pastana e Rampinelli vitoriosos em 2012 (Foto: Globoesporte)
Em 2013 com Cícero Souza, um dos melhores diretores executivos que serviu o Criciúma a meta era manter o time na primeira divisão e o objetivo foi atingido, além da conquista pela última vez do título estadual.
Com a saída do Cícero e a promoção de um principiante que nem vale mais a pena citar a queda foi inevitável e de 2014 para cá o time não mais se acertou. Tem feito apenas campanhas de manutenção e mesmo com a troca no comando da G.A. a situação não melhorou. O diretor da vez é Edson Gaúcho que faz bom trabalho, mas a diminuição de investimento diminuiu qualquer perspectiva de novamente visitar a primeira divisão do futebol brasileiro.
A cada corrida, temos uma história diferente. Se na Inglaterra Hamilton deu show, na Hungria é a Ferrari que dominou. Na volta das férias as coisas não mudaram tanto.
O fim de semana na Bélgica começou com as Ferraris dominando os treinos livres, mas foi Lewis Hamilton que conseguiu a 68ª pole na carreira, igualando a marca de Michael Schumacher – se nada der errado, o inglês pode já em Monza se tornar o piloto com mais poles conquistadas na história.
Na corrida não houve um domínio da Mercedes, como foi em Silverstone, mas um Hamilton que soube administrar a prova e segurar Vettel, que pressionava muito. Ricciardo, que vem fazendo um ano de tirar o chapéu, fechou o pódio. Bottas foi só o quinto.
Vettel na caça à Hamilton
Faltam oito corridas para o encerramento do campeonato, o alemão da Ferrari lidera com 220 pontos, sete a frente do britânico. Se este mesmo resultado se mantiver para a próxima corrida, algo que é bem provável, Hamilton vai se igualar aos pontos de Vettel. E mesmo que a Ferrari seja dominadora em Singapura, ainda será o inglês o candidato maior a título.
Se fizermos uma análise desde o início do campeonato, podemos ver, sim, que a Mercedes e a Ferrari tinham carros similares, onde um era bom de treino e outra se superava na corrida. A situação mudou. Com o crescimento de Valtteri Bottas e uma mudança de setup que deixaram a Ferrari para trás, ficou claro o favoritismo dos Flechas Prateados.
E tem o fator “jogo de equipe”. Já que Hamilton é um fortíssimo candidato a título, não me surpreenderia se Toto Wolff – chefe da Mercedes – pedisse a Bottas que sirva de segundo piloto.
Se a Ferrari não mostrar nenhuma melhora, respondo: Já pode entregar o título de pilotos e construtores às Mercedes.
A seleção brasileira reina soberana nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018.
Faltando quatro rodadas e com larga margem de vantagem na pontuação e com a classificação garantida o Brasil vai se tornando candidato potencial para vencer mais uma Copa do Mundo.
O Início foi complicado apesar da certeza da conquista da vaga, afinal o Brasil nunca ficou fora de nenhum Mundial, mas com o técnico Dunga a previsão era de sofrimento até o final.
Com a entrada do técnico Tite tudo mudou, convocou realmente os melhores, deixou de fora alguns jogadores de nível médio nos quais Dunga insistia e faz uma campanha espetacular se impondo sobre os adversários, principalmente os mais tradicionais.
Philippe Coutinho comemorando seu gol conta a Argentina (Foto: Goal.com)
Uruguai e Argentina que empataram com o Brasil na era Dunga foram impiedosamente massacrados pela seleção brasileira sob o comando do Tite.
O Brasil venceu o Uruguai em plena Montevideo por 4x0 e derrotou a Argentina por 3x0. O primeiro gol deste jogo marcado em Belo Horizonte foi de Philippe Coutinho.
Vale a pena ouvir a narração deste gol brasileiro na voz de Daniel Mollo da Rádio Cooperativa de Buenos Aires:
Na maioria das competições esportivas, quando existe uma primeira fase em que os times são escolhidos por sorteio sempre existe um grupo que é chamado de grupo da morte pelo equilíbrio entre os competidores.
Numa Copa do Mundo não é diferente. O critério adotado pela FIFA é definir as seleções pelo ranking atualizado da entidade e se uma ou duas candidatas à classificação não estão bem colocadas podem cair numa mesma chave.
Tivemos no Mundial em 2014 aqui no Brasil o grupo da morte formado por três campeões mundiais, Uruguai, Itália e Inglaterra com a pequena Costa Rica entre eles.
E qual não foi a surpresa com o time da América Central terminando a chave na liderança desbancando Itália e Inglaterra ficando o Uruguai em segundo lugar. A Costa Rica derrotou a Itália e o Uruguai e empatou com a Inglaterra.
Bryan Ruiz comemorando gol na Copa de 2014 (Foto: Goal.com)
A proeza costarriquenha, depois de empatar com a Inglaterra no primeiro jogo começou na Arena Pernambuco em Recife quando derrotou a Itália por 1x0.
O gol da Costa Rica foi de seu capitão Bryan Ruiz que você ouve agora na narração de Cléber Machado da Rede Globo:
O grupo B da Copa do Mundo de 2014 disputada aqui no Brasil era formado pela Holanda, Chile, Austrália e Espanha campeã da edição anterior na África do Sul.
As bolsas de apostas apontavam Espanha e Holanda como favoritas para as duas vagas que as levariam às oitavas de final. As duas seleções jogaram a primeira partida do grupo, jogo marcado para a Arena Fonte Nova em Salvador no dia 13 de junho, um dia após a abertura do Mundial.
E aconteceu a primeira grande surpresa da Copa. Não pela vitória da Holanda, mas pela extravagância do resultado, um impensável 5x1 de virada.
A Espanha saiu na frente com um gol de pênalti convertido por Xabi Alonso. A Holanda empatou no finalzinho do primeiro tempo com Robbie van Persie.
Gol de van Persie contra a Espanha, um dos mais bonito da história das Copas (Foto: Globo esporte)
O massacre se consumou na segunda etapa com outro gol de van Persie, dois de Robben e um de De Vrij.
O primeiro gol de van Persie entrou para a galeria dos mais bonitos do Mundial e você vai ouvir a reprodução na voz de Luiz Roberto da Rede Globo:
A seleção brasileira provou duas grandes tragédias em toda sua longa história de participação em Copas do Mundo. E coincidentemente nos dois Mundiais disputados no Brasil. 1950 e 2014.
A primeira pelo fato de ter chegado à partida final depois de duas estrondosas goleadas sobre Suécia e Espanha na IV Copa do Mundo da história e a segunda pela maior goleada sofrida por um país sede em todos os 20 Mundiais disputados até agora.
Em 1950 a fase final foi disputada em turno único por quatro seleções. O Brasil fez 7x1 na Suécia e 6x1 na Espanha e no dia 16 de julho com um Maracanã abarrotado por 200 mil torcedores foi derrotado pelo Uruguai por 2x1, tragédia conhecida até os dias de hoje como o “Maracanazo”.
Gol de Gighia na final de 1950
O gol fatídico foi marcado por Gighia, ponteiro direito uruguaio aos 34 minutos do segundo tempo.
Você ouve agora o gol de Gighia, gol da virada na voz do narrador Duílio de Feo da rádio CX24 do Uruguai:
No jogo sonolento de ataque contra defesa a seleção brasileira somente resolveu mudar o cenário na metade do segundo tempo. Jogou três quartos da partida em ritmo de treino de um time classificado para a Copa de 2018 com grande margem de antecedência.
E foi Philippe Coutinho o dínamo que deu ao Brasil vitalidade ao meio-campo da seleção em substituição ao burocrático Renato Augusto. Com Neymar apagado e sabe-se lá porque muito nervoso coube a Gabriel Jesus fazer as vezes de garçom do jogador do Liverpool com uma jogada espetacular que originou o segundo gol brasileiro.
Philippe Coutinho (Foto: Edu Andrade fatopress)
Para não me alongar, afinal creio que o Brasil inteiro assistiu ao jogo, tenho que aplaudir a campanha da seleção nestas eliminatórias, pois além de conquistar a vaga com antecedência garantiu a primeira colocação pela combinação com os outros resultados.
Nas outras quatro partidas somente o Paraguai conseguiu uma vitória gigantesca por 3x0 em cima da seleção chilena em plena Santiago. A Colômbia sofreu para empatar com a lanterna Venezuela em Caracas. No clássico de maior rivalidade na América do Sul, Uruguai e Argentina num jogo sofrível não saíram do 0x0. O Peru em casa derrotou a Bolívia, resultado normal que aproximou os peruanos da zona de classificação.
Ainda assim com mais nove pontos em disputa para cada seleção, somente o Brasil campeão e com Bolívia e Venezuela já eliminadas, sete seleções brigarão pelas três vagas diretas e uma para a repescagem. No dia 10 de outubro tudo estará resolvido.
Aconteceu principalmente nas primeiras Copas do Mundo vários países desistirem de participar da competição. As razões foram as mais diversas, desde questões econômicas, políticas e até por discordarem das regras e querer jogar sem chuteiras.
Aqui no Almanaque das Copas vamos denunciar os países que por um ou outro motivo boicotaram o torneio.
Em 1930 mesmo que o Uruguai pagasse todas as despesas de viagem e acomodação, algumas potencias da Europa recusaram o convite. Como o Mundial estavas em sua primeira edição e não era famoso, apenas quatro seleções europeias atravessaram o Atlântico de navio para participar da I Copa do Mundo.
Foi um trabalho pessoal do presidente da FIFA na época, Jules Rimet que tratou diretamente com os governos da França, Romênia, Iugoslávia e Bélgica.
Na Copa do Mundo de 1934 quem não foi à Itália foi o Uruguai como represália ao boicote de vários países europeus quatro anos antes. Foi a primeira e única vez na história dos Mundiais que o campeão não defendeu o título.
Na Copa do Mundo da Itália a Europa teve 13 representantes. Dos 16 países, apenas Brasil, Argentina e Estados Unidos não eram do continente europeu.
No Mundial de 1938 foi a vez da Argentina boicotar o torneio tudo porque nossos vizinhos disputaram o direito de sediar a Copa com a França e perderam.
Com isso a seleção brasileira não precisou disputar as eliminatórias e foi participar sem nenhum esforço de mais uma Copa do Mundo.
Amanhã aqui no Almanaque das Copas foi relembrar outros boicotes que marcaram a história dos Mundiais de futebol.
Continuando com os boicotes às Copa do Mundo vale registrar o fiasco proporcionado pelos ingleses quando resolveram participar de um Mundial depois de ignorar os três primeiros.
Para eles a supremacia dos inventores do futebol não precisava ser testada numa Copa do Mundo, por isso a Inglaterra foi estrear somente no IV Mundial disputado no Brasil.
E a campanha do chamado “English Team” foi vergonhosa, eliminado na primeira fase com direito a uma derrota para os Estados Unidos. Foi a primeira grande zebra numa Copa do Mundo.
Ainda pela Copa do Mundo no Brasil a Índia se classificou com seus jogadores atuando descalços. Os indianos desistiram de vir ao Brasil quando descobriram que pelas regras da FIFA seus jogadores não poderiam atuar descalços. Depois dessa a seleção indiana jamais chegou próxima de disputar uma Copa do Mundo.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo na Suécia em 1958, Indonésia e Sudão, países mulçumanos recusaram-se a entrar em campo para enfrentar Israel. Sem ter com quem jogar os israelenses se classificaram para enfrentar País de Gales, repescado pela FIFA. No confronto os britânicos foram vencedores para alegria dos desistentes.
Já foram disputadas em toda história 20 Copas do Mundo e 11 foram vencidas por seleções europeias. Itália e Alemanha são as maiores vencedoras com quatro títulos cada uma, enquanto Inglaterra, França e Espanha foram campeãs apenas uma vez.
Depois do Brasil ter vencido duas edições consecutivas em 1958 e 1962, houve rodizio dos continentes nos títulos mundiais até o penta de seleção brasileira em 2002.
A partir da Copa de 2006 disputada na Alemanha há o total predomínio dos europeus que venceram três Mundiais na sequência. Itália, Espanha e Alemanha são as três últimas seleções campeãs do mundo.
Em 2006 a final foi disputada numa final inédita entre Itália e França. A Itália derrotou a anfitriã Alemanha nas semifinais, enquanto a França foi para a decisão ao vencer por 1x0 Portugal treinado por Luiz Felipe Scolari.
No jogo final os franceses marcaram primeiro com Zidane cobrando pênalti aos 7 minutos de jogo. O zagueiro Materazzi empatou de cabeça aos 19 e o 1x1 durou até o final da prorrogação. Na decisão por pênaltis deu Itália por 5x3.
Cabeçada de Zidane em Materazzi na final da Copa de 2006 (Foto: IG Esporte)
O francês, capitão de sua seleção, Zinedine Zidane foi expulso no final do tempo extra por ter desferido uma cabeçada no italiano Materazzi.
Ouça agora o gol de Materazzi na narração de Galvão Bueno da Rede Globo:
Chuvarada no sábado e corrida fantástica de Lewis Hamilton no domingo. Quem segura esse homem?
Realmente na F1 não se consegue apontar um campeão vendo apenas as primeiras corridas. Vettel parecia ser o candidato ideal a título, com uma Mercedes boa de treino e uma Ferrari espetacular na corrida. Hamilton cresceu muito esse ano e a cada prova vem mostrando porque ele merece ser tratado como um dos maiores pilotos da história, batendo recordes atrás de recordes.
O recorde da vez foi o de pole-positions. Depois de ter igualado a marca de Schumacher no GP da Bélgica, o britânico se tornou sozinho - debaixo de uma forte chuva - o piloto que mais vezes largou na primeira posição, em 69 ocasiões.
Falando em treino: que sessão mais demorada, hein?! Após o carro de Grosjean aquaplanar, acertar o muro e abandonar a classificação, o treino foi paralisado por mais de DUAS HORAS! Deu tempo de o Sérgio Maurício e a equipe da Sportv mostrar toda a história da F1, no quadro “Túnel do Tempo”.
Mas aí vem a indignação do fã de automobilismo: Com os carros modernos e superseguros que existem hoje, por que não se pode encarar uma chuva? Tudo bem, por conta do acidente de Jules Bianchi em 2012, o Charlie Whiting - diretor de prova – ficou um pouco traumatizado em liberar corridas na chuva. Mas esse é o espírito da F1, viver sob o perigo, era isso que fazia James Hunt gostar de correr, foi por esses motivos que Senna se tornou o rei da chuva e Fangio se tornou um ícone do esporte.
E quem diz isso não são apenas nós fanáticos por esportes a motor. Alain Prost, que estava nos boxes da Renault afirmou que em seu tempo se corria nessa chuva. Verstappen, um dos grandes nomes da nova geração também se mostrava insatisfeito (mas esse aí nunca está satisfeito com nada). A chuva parou e os carros voltaram a pista. Ela voltou ainda mais forte no Q3 e mesmo assim continuaram a correr. O inglês da Mercedes mostrou que é superior inclusive nas piores condições, fazendo uma volta fantástica e vencendo o duelo com as Red Bulls.
Mercedes de Lewis Hamilton
Em um domingo mais calmo, as Mercedes dominaram. Vettel, depois de largar em sexto, conseguiu um lugar no pódio, em contrapartida perdeu a liderança do campeonato. Ricciardo foi grande nome da corrida: largou em 16º, fez uma estratégia ousada - largando de pneus macios e colocando os supermacios apenas na volta 36 – e terminou a prova em quarto.
Agora Hamilton lidera o campeonato com 238 pontos, três à frente de Vettel. A F1 volta daqui duas semanas em Singapura, sendo as Ferraris as grandes favoritas a saírem de lá na frente, por conta do histórico ruim dos Flechas Prateadas por lá nos últimos anos. Veremos o que acontecerá nos próximos capítulos dessa novela inacabável entre Hamilton e Vettel.
Um dos jogos mais marcantes e difíceis da seleção brasileira em toda sua trajetória do pentacampeonato foi contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1970.
A seleção inglesa defendia de seu único título mundial conquistado quatro anos antes em seu território e era formado por grandes talentos como Bobby Moore, Bobby Charlton e o excepcional goleiro Gordon Banks.
As duas seleções jogaram pesado o tempo todo com lances viris e algumas vezes desleais, mas com muitas chances de gol que pararam nas mãos dos goleiros. Banks inclusive defendeu uma cabeçada do Pelé que é tida como a maior defesa de todos os tempos numa Copa do Mundo.
Jairzinho chutando para o gol contra a Inglaterra em 1970 (Foto: Doentes por futebol)
No final prevaleceu a qualidade dos jogadores brasileiros. Com um ataque fantástico de Jairzinho, Tostão e Pelé a seleção brasileira conquistou sua segunda vitória em gramados mexicanos vencendo esta dura partida por 1x0.
O gol foi de Jairzinho que você vai ouvir na voz inconfundível do saudoso narrador Jorge Cury da Rádio Globo do Rio de Janeiro:
A seleção brasileira deu a nítida impressão que estava treinando contra a Colômbia ou simplesmente cumprindo tabela nas eliminatórias já vencidas com larga antecedência. A supremacia do futebol brasileiro sobre os vizinhos sul-americanos é tamanha que em 16 jogos realizados a seleção perdeu apenas o primeiro, para o Chile ainda com Dunga no comando.
O jogo em Barranquilla jogado no meio da tarde pelo horário colombiano e com temperatura de mais de 35 graus foi quase todo sonolento e mostrou um time cumprindo tabela com lampejos de Neymar, seu maior talento e outro mesmo jogando em casa com medo de atacar se expondo à derrota.
O jogo terminou em 1x1 e todos foram felizes para suas casas. A cadela que circulou pelo gramado no final do primeiro tempo deu seu recado e fez parte da história do jogo.
Cadela desfilando em Barranquilla (Foto: Reprodução/Twitter)
Agora faltam apenas duas rodadas e a seleção brasileira com 37 pontos irá primeiro enfrentar a altitude de La Paz e para finalizar o Chile em São Paulo. Se conseguir duas vitórias e convenhamos não é difícil irá igualar o recorde de pontos em eliminatórias, 43 que pertence a Argentina de 2002.
Muitos acreditavam no que seria mais um entre tantos golpes no povo brasileiro. Não bastasse a fantasia do Mundial-2014 ainda de quebra nos enfiaram goela abaixo as Olimpíadas Rio-2016.
Dois megaeventos que fizeram a festa dos corruptos organizados por um governo que durou mais de uma década e que pautou suas ações em reviver os ensinamentos do antigo Império Romano que lidava com a população em geral, a política do pão e circo que mantinha o povo fiel à ordem estabelecida e conquistava seu apoio.
O pão sabemos bem foi dado no preço baixo dos alimentos básicos e o incremento do Bolsa Família para combater a fome e a miséria que algum tempo depois como ficou comprovado foi desvirtuada, pois milhares de benefícios estavam irregulares, mas eram garantia de votos.
E o circo foi dado na promoção da Copa do Mundo e das Olimpíadas, cujos resultados mostraram desvio de bilhões de dólares num levantamento apenas superficial. Aos poucos vem se apurando e tornando pública a corrupção que envolveu estes dois eventos e os responsáveis vão sendo acusados pelo Ministério Público na esperança que se faça justiça neste país judiado por culpa do próprio povo omisso e cordato que se contenta com um pouco de pão e de circo.
No rescaldo da Copa do Mundo cujo legado prometido não chega a 20%, os organizadores ou estão presos lá fora ou não podem sair do país.
José Maria Marin, presidente da CBF na época do Mundial está cumprindo pena nos Estados Unidos, Marco Polo Del Nero, atual presidente não bota uma unha fora do país com medo da prisão e Ricardo Teixeira presidente da entidade quando o Brasil foi escolhido como sede é outro que inclusive já declarou que o Brasil é o país mais seguro para se viver. Deve ter se referido à impunidade que existe por aqui.
E ontem finalmente a Polícia Federal foi buscar Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, acusado com alguns comparsas de comprar os votos que deram ao Brasil o direito de sediar as Olímpiadas. Em sua casa foram encontrados quase 500 mil reais em moedas de diversos países. Claro que nada se compara como que foi achado na casa do tal Geddel Vieira, braço direito do atual presidente da República.
Mas, enfim a empulhação de que fomos vítimas aos poucos vai sendo mostrada em todas suas faces. Só resta que apesar de ter demorado a justiça faça sua parte e coloque na cadeia todos envolvidos em mais estes assaltos aos cofres públicos.
Em 1993 a seleção brasileira estava com muitas dificuldades para conquistar a vaga para o Mundial do ano seguinte. Fazia parte do grupo B das eliminatórias sul-americanas junto com Bolívia, Equador, Uruguai e Venezuela.
Na oportunidade havia uma pressão popular muito grande para que o Carlos Alberto Parreira convocasse o atacante Romário que que não estava nos planos do treinador.
Você já lembrou por aqui que somente no jogo final das eliminatórias contra o Uruguai o Baixinho foi convocado e fez os dois gols que classificaram o Brasil.
Mas, contra o mesmo Uruguai que a seleção brasileira empatou em 1x1 no jogo do primeiro turno no Estádio Centenário em Montevideo.
Uruguai x Brasil em 1993 (Foto: WordPress.com)
O gol brasileiro foi produto de um bate/rebate na área uruguaia com vários jogadores de ambos os times envolvidos e o chute final foi do zagueiro Márcio Santos. A confusão foi tamanha que o árbitro argentino Juan Bava decidiu que foi o meia Raí o autor do gol.
A seleção brasileira que foi defender o título de bicampeã mundial na Copa da Inglaterra em 1966 foi, sem dúvida a pior seleção brasileira que representou o país num Mundial de futebol.
Foi a que teve o maior tempo de preparação, praticamente três meses e por incrível que possa parecer o técnico Vicente Feola que retornava ao comando convocou 47 para os treinos preparatórios.
A rivalidade entre cariocas e paulistas que era exacerbada naqueles tempos foi fator decisivo para a dificuldade de se encontrar o grupo ideal que viajaria à Inglaterra.
Carlos Alberto Torres, Ademir da Guia e Dirceu Lopes estavam entre os melhores jogadores em atividade no país e foram simplesmente ignorados pela comissão técnica.
A pressão feita pela imprensa de Rio e São Paulo perturbava ainda mais o ambiente e diariamente surgiam notícias de corte de jogadores agitando ainda mais a concentração da seleção.
Seleção brasileira contra Portugal em 1966
Em pé: Orlando, Manga, Brito, Denílson, Rildo, Fidélis.
Agachados: Mário Américo (massagista), Jairzinho, Lima, Silva, Pelé, Paraná
Depois de uma série de amistosos no Brasil, menos de um mês para o início do Mundial a seleção partiu para um giro pela Europa com o time ainda indefinido.
Neste giro a seleção brasileira jogou seis partidas em 15 dias contra times e seleções e fez a estreia no Mundial contra a Bulgária em Liverpool.
Venceu os búlgaros, mas foi derrotado por Hungria e Portugal e assim eliminado pela primeira e única vez na história na primeira fase de uma Copa do Mundo.
A seleção brasileira sob o comando do técnico Tite faz uma campanha inédita nas atuais eliminatórias sul-americanas para o Mundial de 2018.
Tem passado com incrível facilidade sobre seus adversários, inclusive os mais tradicionais como Argentina e Uruguai. Venceu o time de Lionel por 3x0 jogando no Mineirão em Belo Horizonte e conseguiu um resultado fantástico sobre o Uruguai em pleno Estádio Centenário em Montevideo.
A goleada por 4x1 foi de virada com uma atuação de luxo do volante Paulinho, talismã do técnico nesta campanha vitoriosa. Paulinho marcou três gols consolidando a virada.
Neymar finalizando seu golaço contra o Uruguai (Foto: youtube.com)
O outro gol brasileiro, o terceiro na goleada foi marcado por Neymar e seguramente um dos gols mais bonitos de toda eliminatórias.
Foi narrado em diversos idiomas por locutores de várias partes do planeta e você ouvirá agora em árabe esta obra prima assinada pelo principal jogador da seleção brasileira.
Natural de Ribeirão Preto, o jornalista esportivo, comentarista e escritor João Nassif Filho trabalha há mais 50 anos com o futebol. Começou na Rádio Clube Jacareí, passou pela Rádio Gaúcha de Porto Alegre e hoje está na Rádio Som Maior FM de Criciúma. Trabalhou também na TV Gaúcha de Porto Alegre, RCE TV Criciúma e na TV Litoral Sul de Criciúma. Foi colunista do Jornal da Manhã e Jornal A Tribuna de Criciúma. Publicou o Almanaque do Criciúma (1986), o Almanaque das Copas (2013) e Fio do Bigode (2014).Conheça outros Blogs