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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 03/11/2020 - 07:54Atualizado em 03/11/2020 - 08:09

A pesquisa do Instituto IPC para a Rádio Som Maior e 4oito, que acaba de ser divulgada, mostra que a os números ficaram praticamente inalterados desde o início da campanha em Criciúma. 

O prefeito Clésio Salvaro, PSDB, que busca a reeleição, começou a campanha amparado numa margem de 70% das intenções de votos e mantêm o mesmo percentual. Não oscila nem nos limites da margem de erro. Agora, emplacou 71,36%.

As campanhas dos adversários, mesmo com ataques, criticas e denúncias, não mexeram no seu potencial de votos.

Salvaro está disputando a quinta eleição seguida para a prefeitura.

Perdeu a primeira, ganhou a segunda, ganhou a terceira e não levou (foi cassado) e ganhou a quarta.

A única eleição que não disputou foi a suplementar, realizada depois que ganhou e não levou. Mas, elegeu o vice como prefeito. E com o mesmo percentual de votos que havia recebido.

Durante todo esse tempo, Salvaro dominou a política local.

No comando da prefeitura, cunhou a marca de "fazedor de obras". Algumas marcantes, como o parques. Por último, a pista de skate. E muita pavimentação, unidades de saúde, prefeitura reconstruída, centro de cultura reconstruido, e mais e mais.

A oposição a Salvaro durante todo o mandato praticamente inexistiu. Alguns sinais foram percebidos apenas na Câmara de Vereadores.

Os adversários que disputam com ele a eleição surgiram na época da pré-campanha. Quase todos, desconhecidos do grande público.

Provavelmente por isso, não tenham conseguido (pelo menos até agora) quebrar esse bloco sólido que é o apoio popular ao prefeito.

Mas, os números mostram que a disputa que vai se dar na eleição de Criciúma será pelo segundo lugar.

Difícil hoje cravar quem será o "vice".

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 03/11/2020 - 06:58Atualizado em 03/11/2020 - 07:18

A governadora Daniela Reinehr vacilou no feriadão sobre o enfrentamento à pandemia.

Chegou a publicar nota nas redes sociais recomendando isolamento e uso de máscara, mas apagou depois de crítica do deputado Jessé Lopes, que defendeu aglomeração e o fim do uso de máscara.

Os números mostram crescimento dos casos de coronavírus em todo o estado.

É preciso agir.

O governador Carlos Moisés mostrou como "não fazer".

Moisés primeiro decidiu sozinho. Depois, pressionado, repassou a responsabilidade para o prefeitos.

Nem tanto ao mar, nem tanto a terra.

O caminho, como foi dito por Ministério Púbico e Poder Judiciário é partilhar decisões. É decidir junto com prefeitos e entidades.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 31/10/2020 - 08:48Atualizado em 31/10/2020 - 10:35

Novembro de 1904.

Rebelião popular contra a vacina anti-varíola aconteceu no Rio de Janeiro.

Foi chamada de "a revolta da vacina".

Naquele momento, Rio era capital do país e o número de internações devido à varíola estava elevado, e subindo muito.
Era uma situação fora de controle.

Até que veio a vacina!
Mas surgiu um movimento de reação à vacina.
Algumas camadas da população rejeitavam.

O médico Oswaldo Cruz era o homem do governo federal para comandar a operação de combate as doenças, e ele impôs vacinação obrigatória contra a varíola.

Todos os brasileiros com mais de seis meses de idade teriam que vacinar.
Era a maneira de controlar a situação.
Mas, políticos e militares de oposição, e parte da população do Rio, se colocaram contra a vacina.
Incitavam as pessoas a enfrentar os funcionários da Saúde Pública que, protegidos pelos policiais, entravam nas casas e vacinavam as pessoas à força.
Os mais radicais pregavam a resistência à bala, alegando que o cidadão tinha o direito de preservar o próprio corpo e não aceitar aquele líquido desconhecido.


Vencido aquele tempo, Osvaldo Cruz virou personagem importante da historia do país, e são reconhecidos os relevantes serviços prestados à saúde pública. 


Agora, quando é anunciado que a vacina contra o coranavírus vem por aí, talvez no primeiro trimestre de 2021, começa o debate sobre vacinação obrigatória ou não.

Mas, será que teremos que voltar à 1904?
 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 31/10/2020 - 08:46Atualizado em 31/10/2020 - 08:47

O presidente estadual do MDB, deputado Celso Maldaner, e o senador Dario Berger participaram ontem à noite em Criciúma de ato de apoio aos candidatos a prefeito, vice e vereadores da coligação. Faltando 15 dias para a eleição, o presidente estadual Celso Maldaner motivou os candidatos.

"Os nossos candidatos, Dr. Aníbal e Lisi, estão com muitas ideias para fazer Criciúma avançar muito mais", afirma Maldaner. "E estou aqui pela segunda vez, nesta campanha, porque acredito que eles vão deixar um legado muito positivo para Criciúma", finaliza.

Dr. Aníbal destacou a importância da caravana passar mais uma vez pela cidade. "A presença do presidente é muito importante e nos motiva nessa nossa caminhada. O apoio do partido é fundamental para está reta final", enfatiza o candidato.

Ainda, estavam presentes na comitiva o Senador Dario Berger, os ex deputados federais, Edinho Bez e Ronaldo Benedet.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 30/10/2020 - 06:27Atualizado em 04/11/2020 - 07:04

A quarta-feira começa com preocupação em relação ao crescimento dos casos de coronavirus.

Hoje no país, apenas dois estados estão no vermelho no mapa do coronavirus, que aponta crescimento. Um deles, é Santa Catarina.

Enquanto isso, o governo de Daniela Reinehr não se posiciona a respeito do assunto, e não anuncia nenhuma medida, nenhum encaminhamento.

Nos bastidores, é dada como certa a saída do secretário de saúde do estado, André Motta Ribeiro. E ele sumiu. Não apareceu mais.

Ontem, a governadora Daniela Reinehr cumpriu agenda em Brasília. Foi recebida pelo vice-presidente, Hamilton Mourão. Não pelo presidente Bolsonaro.

 

A promulgação da lei

Foi confirmada para amanhã, 13h30, no gabinete da presidência da Câmara de Criciúma, a promulgação da lei que proíbe vereador de assumir secretaria da prefeitura.

A promulgação será feita pelo presidente da Câmara, vereador Tita Beloli, junto com o vereador autor do projeto, Ademir Honorato.

Criciúma cria um fato novo, e positivo.

É comum vereador assumir secretaria municipal. Mas, isso é prometer na campanha fazer uma coisa, e depois de eleito fazer o contrário. Porque vereador é eleito para ser fiscal do executivo. Não para fazer parte dele.

Vereador em secretaria municipal é o fiscal se colocar subordinado para o fiscalizado.

 

Em Urussanga

O vereador Beto Cabeludo voltou a colocar lenha na fogueira na Câmara de Urussanga de ontem à noite.

Fez mais um discurso duro, com ataques ao governo do prefeito Gustavo Cancelier.

Ele encerrou o discurso repetindo o que vez anunciando: "estão roubando na prefeitura de Urussanga".

 

Propostas entregues

No período de campanha eleitoral, o "normal" é as entidades entregarem aos candidatos as suas demandas.

Mas, o candidato a vereador de Criciúma Nícola Martins fez o inverso.

Ele tomou a iniciativa de ir até a Unesc, CDL, ACIC e Forcri para entregar de exemplares do documento intitulado "20 Compromissos com Criciúma", que registrou em cartório.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 30/10/2020 - 05:50Atualizado em 31/10/2020 - 10:35

Na coletiva de imprensa concedida quando assumiu, a governadora Daniela Reinehr foi perguntada sobre o nazismo por causa de declarações do seu pai.

Ela foi clara, objetiva e convincente.

Disse que não pode ser vinculada a nada por causa de opiniões ou atos de terceiros, que não pode ser cobrada ou questionada pelo que não fez ou não disse, e que não tem nada a ver com a posições do seu pai, que são dele e não são as dela. Não deixou nenhuma duvida que não tem nada a ver com isso.

Em condições normais, assunto estaria encerrado ali. Ela não precisaria atacar o seu pai.

Mas, continuaram mantendo o assunto na pauta, cobrando posição.

Ontem, a governadora emitiu nota a respeito, indo além do que havia dito.

Trecho da nota:

"Antes de mais nada é preciso declarar que sou contrária ao nazismo, assim como sou contrária a qualquer regime, sistema, conduta ou posicionamento que vá contra os direitos individuais, garantias de segurança ou contra a vida das pessoas.

Sou amiga de Israel e dos Judeus, e qualquer ilação contrária não corresponde com a verdade".

Se existia duvida, ponto final.

Mesmo assim, continuam cobrando, questionando, passando impressão que ela foge do assunto. O que não é fato.

Nesta primeira semana de mandato, a governadora ainda não colocou as coisas no lugar, não desatou nós que são fundamentais, não construiu base politica de apoio, não fez o que tinha que fazer para garantir a governabilidade.

Mas, esse assunto do nazismo, nada a ver.

Tentar colar nela o movimento pró nazismo, é forçação de barra.

Não que não seja importante ter posição clara sobre isso. É muito importante.

E ela teve.

E ela não fez nenhum movimeno a favor, não disse nada a favor.

Os problemas de Daniela são outros. Não passam por ai.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 28/10/2020 - 17:38Atualizado em 29/10/2020 - 04:46

A governadora Daniela Reinehr, sem partido, vai se reunir nesta quinta-feira, 29, às 11h, com o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia, PSD.

A reunião foi solicitada pela Governadora e será realizada na Assembleia, no gabinete do Presidente.

Depois, Daniela vai começar a conversar com os outros deputados.

Ela quer começar a construir pontes e estabelecer boas relações com o ambiente político.

Mas, já perdeu tempo.

O deputado Sargento Lima, PSL, que garantiu a sua posse com o voto divergente dos demais deputados na sessão do Tribunal Especial, deu a dica na segunda-feira na rádio Som Maior: "Daniela viu o que Moisés errou, e não foi pouco; não pode fazer o mesmo".

A dica não chegou nela.

Um dos grandes problemas de Moisés no governo foi o relacionamento com o ambiente politico. Ou, a falta de ...

Não apenas com os deputados estaduais, mas com os políticos em geral.

Um exemplo apropriado é o que aconteceu com a deputada federal Geovânia de Sá, PSDB.

Ela foi votada em 2018 em todos os municipios do estado, reeleita com mais de 100 mil votos, e cansou de pedir audiência com o Governador.

Fez inúmeras tentativas, seja por ligacões telefônicas ou mensagens de texto. Sem êxito.

Decidiu, então, passar e-mail pedindo alguns minutos de audiência para tratar de assuntos de interesse do sul.

Recebeu resposta do oficial de gabinete, também por e-mail, dias depois, informando que quando tivesse espaço na agenda, ela seria comunidada. Ponto.

E isso não foi exceção. Era a regra.

Sabendo de tudo, inclusive das conseqüências, Daniela teria que ter definido como primeira missão a construção de pontes e estabelecer boas relações com o ambiente políticos e com os demais poderes.

No sábado mesmo, ou no domingo, teria que acionado celular para fazer telenemas estratégicos.

Mas, não fez.

Só vai começar a tratar disso hoje, 11h.

E o que era ruim, ficou pior, pelas circunstâncias políticas a partir da sessão do Tribunal especial.

Daniela Reinehr começou fez bem o seu tempo de governadora. Fez uma posse simples, sem alarde. Discurso "pé no chão", sem ufanismo. Mostrou-se ponderada, e bem focada.

Mas, não vai conseguir a governabilidade se não acertar a sintonia com o ambiente político. E quanto mais demorar, mais difícil ficar.

É tambem por isso que ontem já havia apostas na Capital, entre os políticos, que Moisés pode voltar na virada do ano.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 28/10/2020 - 13:11Atualizado em 28/10/2020 - 13:32

O candidato a prefeito Alex Michels, PSD, recebeu hoje pela manhã manifestação de apoio de secretários municipais e gestores da pefeitura no governo do prefeito Murialdo Gastaldon, MDB.

Alex foi chamado para reunião com o grupo que inclui a secretária de educação, Gerusa Bolsoni, secretário de planejamento, Luciano Cardoso, diretor do Samae, Ederaldo Inácio, diretora de gestão e recursos, Ana Paula Lima, presidente da Fundação de Esportes, Everaldo Pereira, secretário de agricultura, Ivan da Rosa, o diretor de trânsito, Washington Pereira, e o tesoureiro, Antonoel Martignago dos Santos.

O advogado Walterney Reus, ex-procurador do municipio, um aos axiliares mais próximos de Murialdo, já estava na campanha de Michels.

Também estava no anúncio o ex-vereador Diego Vitorassi e o servidor municipal Fabiano Castagnetti, próximos do prefeito.

“Nós vimos Içara sair do marasmo e virar protagonista na região. E queremos que a cidade continue crescendo”, foi assim que começou o anúncio do grupo.

Ao fazer o anúncio de apoio para Alex, e entrar na campanha, o grupo ligado ao Prefeito pretende iniciar o movimento pelo "voto útil", destinando votos que hoje iriam para o candidato do MDB, Arnaldinho Lodetti, para tentar fazer o enfrentamento contra a candidata Dalvania Cardoso, PP, que lidera as pesquisas.

O candidato a prefeito, Alex Michels disse ao grupo: “Foi com a participação de todos vocês que o prefeito Murialdo deu início a uma grande transformação na cidade de Içara. Estamos juntos porque essa mudança precisa continuar. Içara não pode voltar ao passado”.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 28/10/2020 - 06:54Atualizado em 28/10/2020 - 08:04

Tenho ouvido desde ontem que o relatório da Polícia Federal pode absolver Carlos Moisés no Tribunal Especial do Impeachment e permitir sua volta ao cargo em pouco tempo.

Mesmo que isso se firme como tendência, soa estranho.

Afinal, Gaecco, Ministério Público e Polícia desnudaram a fraude dos r$ 33 milhões, nos mínimos detalhes.

A CPI da Assembléia responsabilizou o Governador, porque é ordenador primário.

E nada disso mudou.

O relatório da Polícia Federal registra que não foram encontradas provas que Moisés participou diretamente da operação dos respiradores.

Mas, Policia Federal não condena, nem absolve.
Polícia Federal não julga, não tem poder para isso.
Polícia Federal busca provas, levanta indícios, que vão para o inquérito, que vai servir de base para Ministério Público e Judiciário.

A Polícia Federal não encontrou a digital do Governador na operação, ele não teria apertado o botão, não fez a ordem de pagamento, mas ele é o ordenador primario, é o chefe do governo.

Se no governo foi feita operação com um grupo criminoso para desviar com r$ 33 milhoes dos caixa do estado, ele também é responsável.

Se o governador não apertou o botão, mas o seu governo fez a operação, é porque ele não tinha controle/comando do governo. Então, não tinha capacidade para governar.
Ele é o responsável final pelo governo. É o avalista, quem vai pagar a conta se der problema.

Na iniciativa privada, se dá prejuizo na empresa, o dono paga a conta.
Na gestão pública, os gestores são instados a pagar.

Quase todos os ex-prefeitos da região estão respondendo na justiça por processos que apuram prejuízos aos cofres publicos, ou já estão condenados a pagar.

Além disso, de acordo de novo com Gaecco e Ministério Público, o mesmo grupo que fez a operação que desviou os r$ 33 milhões também havia pilotado a operação do hospital de campanha de Itajai, que evolveria mais r$ 80 milhões.

E tem mais desvios e ilicitudes anotadas e denunciadas.

Moisés está sendo julgado por tudo isso, pelo chamado conjunto da obra.

Além dos r$ 33 mlhões, e do hospital de campanha, tem as decisões tomadas de forma isolada, sem ouvir ninguém, que colocaram em risco segmentos importantes do setor produtivo e ameaçaram a economia do estado.


Enfim, não há fato novo que tenha alterado a situaçãp de Moisés.
Pode ter alterado a circunstância política depois da posse da vice, Daniela Reinehr como governadora. Mas isso é outra coisa. Não em relação com os fatos que ameaçam Moisés.

Se ele estava na linha de tiro, ele continua na mesma condição.

A conclusão da Polícia Federal não elimina o prejuízo, não traz de volta os r$ 33 milhões, nem dá anistia para ninguém.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/10/2020 - 18:19Atualizado em 27/10/2020 - 18:52

Fazia tempo que o governador afastado Carlos Moisés não terminava o dia com uma boa notícia do ambiente político. Hoje, ele teve duas.

A primeira, saiu da Assembléia Legislativa.

Foram elegeitos os cinco deputados que vão integrar o segundo processo de impeachment, que vai tratar do caso dos respiradores.

Entre eles, um do sul - deputado José Milton Scheffer, PP.

A principal leitura da comissão, no entanto, é que a sua composição tem deputados "mais de leve" com Moisés. Não tem os deputados de oposição mais agressivos, mais contundentes.

A segunda boa notícia, e melhor que a primeira, veio de Brasília.

A Polícia Federal concluiu o inquérito solicitado pelo Superior Tribunal de Justiça e afirmou em telatório “inexistência de indícios de crime por parte do governador”.

Isso enfraquece a denúncia contra Moisés no caso dos respiradores, que motiva o segundo pedido de impeachment.

Pelo seu conteúdo, também deve neutralizar os efeitos da CPI dos Respiradores.

A partir das duas boas notícias, já há quem projete retorno de Moisés ao cargo no início de 2021.

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/10/2020 - 16:08Atualizado em 27/10/2020 - 16:50

A Assembléia Legisltiva acabou de eleger os deputados que farão parte do segundo Tribunal do Impeachment.

Neste caso, o governador Carlos Moisés, já afastado do cargo, será julgado pela fraude dos respiradores.

Na votação nominal feita no plenário da Assembléia, cada deputado votou em cinco nomes. Os mais votados foram os designados.

Como foi projetado antes pelo blog, os eleitos foram os seguintes:

Fabiano da Luz,  PT - 33 votos

José Milton Scheffer, PP - 33 votos

Valdir Cobalchini, MDB - 36 votos

Laércio Schuster, PSB - 32 votos

Marcos Vieira, PSDB - 33 votos

O deputado Sargento Lima, PSL, não participou da sessão.

Foi dele o polêmico voto divergente dos demais deputados no primeiro Tribunal especial, que retirou do processo a vice, Daniela Reinert, garantindo a sua posse como governadora.

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 27/10/2020 - 09:50Atualizado em 27/10/2020 - 14:56

A leitura mais fácil da pesquisa do Instituto IPC sobre intenção de votos do eleitor de Içara é que os dois adversários de Dalvânia Cardoso, PP, estão dividindo o percetual de votos que Murialdo Gastaldon, MDB, teve na eleição de 2016, quando foi reeleito.

Em 2016, Murialdo teve 61,63% dos votos validos.  Dalvânia teve 34,02% e Gilmar Axé, PSOL, contabilizou 4,35%. A oposição a Murialdo fez 38,37%.

Hoje, Dalvânia é única candidatira de oposição e está na faixa de 40% das intenções de votos desde a primeira pesquisa, quando ainda não estavam definidos os candidatos. Está numa situação confortável. Por méritos dela e trabalho politico desde a eleição de 2016.

Com pequenas oscilações de uma pesquisa para outra, todas dentro da margem de erro, Dalvânia mantêm firme 1/4 do eleitorado desde o início do processo.

Mas, é beneficiada também pelo fato de os dois adversários dividirem quase ao meio o restante.

E os dois, Arnaldinho Lodeti, MDB, e Alex Michels, PSD, saíram do governo de Murialdo.

Alex era o candidato que Murialdo queria que o MDB apoiasse.

Arnaldo é o candidato que venceu a disputa interna no MDB, derrotando inclusive o prefeito.

Murialdo não conseguiu construir uma candidatura para a sua sucessão. Não liderou o processo.

Fez ensaios para um lado, mas não articulou "em casa", e acabou beneficiando a adversária.

Na pesquisa feita para Som Maior e 4oito, divulgada ontem, Alex tem 28,8% e Arnaldinho 23,2%.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 19:58Atualizado em 26/10/2020 - 20:01

A governadora interina Daniela Reinehr, que assume efetivamente o cargo a partir desta terça-feira, 27, com a saída de Carlos Moisés por conta do processo de impeachment, já tem alteração à vista para o primeiro escalão do governo. Ela chama para a chefia da Casa Civil o general Ricardo Miranda Aversa.

O general Miranda comandou a 14a Brigada de Infantaria Motorizada até o começo do ano, e também exerceu papeis de destaque no comando do Exército Brasileiro no Comando Militar do Sul.

Daniela e Moisés estarão reunidos com o secretariado nesta terça para alinhar outras possíveis alterações no secretariado.

(Colaboração: Denis Luciano)

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 17:29Atualizado em 26/10/2020 - 17:39

A posse de Daniela Reinehr como governadora acaba de ser confirmada para amanhã, 10h.

A assessoria de imprensa do Governo do estado comunicou que a primeira entrevista coletiva de Daniela já como governadora será às 10h30, no Centro Administrativo do Governo.  

Neste momento, a governadora e o governador afastado, Carlos Moisés,  estão reunidos com sectetários e outros integrantes do colegiado estadual.

Na coletiva, ela deve anunciar os primeiros atos do seu período de governo e pode anunciar alguns dos novos secretários.

É provável que anuncie pelo menos o novo chefe da Casa Civil. Especulações apontam para um ex-deputado com trânsito na Assembléia Legislativa.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 16:13Atualizado em 26/10/2020 - 16:29

O Tribunal de Justiça acaba de sortear os desembargadores que passarão a integrar o tribunal especial que vai tratar do segundo impeachment contra o Governador Moisés.

Cinco desembargadores sorteados se declararam "suspeitos" e declinaram de participar. Novos sorteios tiveram que ser feitos.

O presidente Ricardo Roesler chegou a suspender os trabalhos para consultar um desembargador sorteado e não estava na sessão para saber se não tinha nenhum impedimento.

Os desembargadores que vão intregrar o segundo tribunal especial são:

Luiz Zanelato, Sonia Maria Scchimitt (que já juíza em Criciúma e Araranguá), Rosane Portela Wolf, Luiz Antônio Forneroli e Roberto Lucas Pacheco.

Amanhã à tarde, a Assembléia Legislativa fará eleição dos cinco deputados que farão parte do tribunal.

O presidente do Tribunal de Justiça, desemebargador Ricardo Roesler, será o presidente também deste segundo tribunal especial. Ele já anunciou a primeira reunião para a próxima sexta-feira, quando será feito o sorteio do relator.

Neste caso, o Governador será julgado pelo caso dos respiradores e o pedido de impeachment está assinado com quase duas dezenas de advogados e empresários. 

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 26/10/2020 - 15:44Atualizado em 26/10/2020 - 15:58

O governador afastado Carlos Moisés e a vice, Daniela Reinehr, que será empossada governadora amanhã, farão reunião com todos os secetários e integrantes do colegiado estadual daqui a pouco, às 17h.

Será o primeiro compromisso oficial de Daniela desde a sessão do tribunal especial do impeachment, quando ela virou governadora.

Em principio, a reunião deve cumprir o papel de "passagem de bastão".

Os secretérios colocar os cargos a disposição, mas sem saída coletiva para não comprometer o andamento da gestão.

A governadora devem fazer mudanças aos poucos, durante os próximos dias.

Alguns dos atuais secretários podem ficar.

Representantes dos Bolsonaro, como o advogado Admar Gonzaga,  já estão em Florianópolis para auxiliar na transição e nos contatos.

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/10/2020 - 09:42Atualizado em 26/10/2020 - 07:21

Sai Carlos Moisés, assume Daniela Reinehr o governo catarinense.

A mim, nunca pareceu convincente a tese de afastamento da Vice no processo de impeachment.

Disse e escrevi sobre isso muitas vezes.

Quanto a Moisés, ele ainda terá pela frente o processo mais grave, com um pedido de impeachment.
O novo tribunal especial para julgamento agora só de Moisés pelo caso dos respiradores será montado até amanhã.
Hoje, o Tribunal de Justiça vai fazer sorteio dos cinco desembargadores.
Amanhã, a Assembléia vai eleger os cinco deputados. 

A volta de Moisés ao comando do estado, é improvável.
Daniela tem reais possibilidades de ser efetivada no cargo e terminar o mandato.
Vai depender apenas dela. Das suas atitudes, e da postura.

Até aquí, Daniela sempre foi mais acessível e manteve ótima relação com todos.

Olhando Moisés, Daniela sabe o que não fazer, como não agir.

E vale frisar o olhando, porque ela praticamente só olhou o governo de Moisés.
Porque nao participou dele, Foi ignorada.

Moisés se isolou e ignorou outros poderes e entidades. Não ouviu o setor produtivo, não ouviu a voz das ruas.
Fez um governo de poucos, para poucos.

Daniela terá que construir pontes.
E para isso, precisará se mostrar descolada e distanciada de moisés.

Daniela terá 180 dias para refazer a conexão do governo com o estado, ouvir as entidades e preservar boa relação, respeitosa e republicana com os poderes constituídos

Terá pela frente, já de imediato, a missão de reanimar o estado, aditivar a auto-estima dos catarinenses, passar confiança e segurança aos empreendedores, e fazer a "virada" pós pandemia.

E fazer um governo transparente de fato, aberto, sem atropelos, e sob controle.
Sem manobras, nem operações suspeitas.

E que ela tenha sucesso.

Porque Santa Catarina precisa retomar sua posição de destaque positivo no país
Santa Catarina nao merece ser manchete por operação escabrosa como a dos respiradores, ou a do hospital de campanha.

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 25/10/2020 - 09:10Atualizado em 25/10/2020 - 09:43

Depois de uma semana quente no ambiente do MDB, o prefeito Murialdo Gastaldon se viu na obrigação de fazer um gesto firme, objetivo, a favor do candidato do partido a prefeito, Arnaldinho Lodeti.

O prefeito se juntou a Arnaldinho e o vice, Valdelir Darolt, PSDB, durante campanha de rua no bairro Elizabeth, pegou o microfone e fez um discurso enfático, sem espaço para sentido duplo.

"A cidade tem que continuar crescendo e se desenvolvendo. Para isso, tem um número na eleiç!ao. Esse número é o15. É o número que representa caminhar nesta trajetória. E sse número tem nome, que é Arnaldo e Darolt. No dia 15, é para votar no 15. Sem dúvida".

A militância do MDB e os coordenadores da campanha de Arnaldinho comemoraram o dsicurso como um gol em final de campeonato.

Durante a semana, duas declarações do prefeito haviam colocado fogo no ambiente do MDB.

A princial foi uma declaração do prefeito no programa de rádio do candidato do PSD, Alex Michels, com elogios ao candidato, destacando as suas qualidade e sua capacidade como político.

O prefeito tomou a iniciativa de informar que a gravação era antiga, antes do período eleitoral, quando Michels era vereador aliado na Câmara Municipal.

Aliados informaram que Murialdo acertou com a campanha do PSD que a gravacão seria retirada do ar.

Antes disso, o prefeito publicou um vídeo com críticas contundentes contra a candidata Dalvânia Cardoso, PP, e terminou dizendo que Içara precisa continuar avançando, mas sem indicar nenhum candidato.

Desta forma, o video gerou duvidas sobre possivel "apoio branco" para Michels.

Agora, a situação deve se acalmar no MDB e na campanha de Arnaldinho.

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/10/2020 - 08:27Atualizado em 24/10/2020 - 09:56

Sessão de ontem do Tribunal Especial, que começou 9h, terminou depois das 2 da madrugada de hoje e decidiu pelo afastamento do Governador Moisés e a posse da Vice, Daniela Reinert. 

O que já pode ser dito é que o grande derrotado do processo é o governador Carlos Moisés.

Foi afastado pelos equívocos cometidos.

Foi a decisão da maioria do Tribunal especial, composto por deputado e desembargadores.

Daniela chegou cedo na Assembléia, acompanhou toda a sessão, não arredou o pé, e foi embora Governadora.

Agora, de fato, o bolsonarismo assume o poder no estado.

Moisés foi eleito pela onda Bolsonaro, em 2018, mas logo depois de assumir tratou de se afastar de Bolsonaro e dos seus representantes politicos no estado.

Dos 6 deputados eleitos com ele, pelo PSL e fechados com Bolsonaro, ele perdeu 4.

Daniela, desde que Moisés se afastou de Bolsonaro, fez questão de deixar público que continuava fiel e alinhada com o Presidente.

No ano passado, em novembro, quando o deputado Eduardo Bolsonaro esteve em Criciúma, ela veio encontrá-lo no estúdio da Som Maior para comunicar:

"fui eleita por Bolsonaro, estou com o Presidente, sou liderada do Presidente".

Naquele momento, Daniela rompeu politicamente com Moisés.

Agpra, ela assume o governo catarinense em perfeita sintinua com Brasilia, o Planalto e o Presidente. Moisés não tinha nada disso.

Mas, Daniela precisará ter muita habilidade para conseguir sustentação política e condições básicas de governabilidade. O que Moisés também não tinha mais. Teve em 2019, mas perdeu, pela sua postura.

Daniela teve seis votos a seu favor na sessão de ontem, mas teve cinco contra (pelo seu afastamento).

Dos deputados, ela teve 4 contra e 1 a favor. Dos desembargadores, teve 1 contra e 5 a favor. Margem apertada.

Foi retirada do processo pelo voto do único deputado bolsonarista do Tribunal especial, Sargento Lima, PSL. Ele foi o único a "repartir" o voto.

Votou pelo afastamento de Moisés e preservação de Daniela.

Daniela terá 180 dias para se mostrar diferente, fazer a conexão do governo com o estado, ouvir as entidades e preservar uma boa relação, respeitosa e repubicana com os poderes constituidos.

Terá pela frente, já de imediato, missão de reanimar o estado, aditivar a auto-estima dos catarinenses, passar confiamça e segurança aos empreededores, e fazer a "virada" pós pandemia.

 

 

 

 

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 24/10/2020 - 01:40Atualizado em 24/10/2020 - 06:46

O resultado do Tribunal especial, que negou afastamento da Vice-governadora, Daniela Reinert, e a fez Governadora do estado por pelo menos 180 dias, teve a digital do Palácio do Planalto e dos Bolsonaro.

O deputado Sargento Lima, PSL, bolsonarista, votou faz poucos dias no plenário da Assembléia Legislativa pelo afastamento do Governador e da Vice.

Agora, no Tribunal especial, mudou o voto. Decidiu salvar a Vice. E a fez governadora.

Pela manhã, o deputado Jessé Lopes, que não faz parte do Tribunal especial, disse durante entrevista na rado Som Maior: "minha torcida é para que caia Moisés e fique Daniela".

Era o primeiro sinal de mudança de posição dos deputados bolsonaristas, que, a pedido de Brasilia, haviam decidido "salvar" a Vice.

A vice-governadora se movimentou muito, circulou muito, conversou muito, foi na Assembléia conversar com deputados várias vezes, e fez questão de registrar em todas as manfestações que estava fazendo sua defesa apartada do Governador Moisés.

Na véspera do julgamento, ela foi na Assembléia para mais uma rodada de conversas e assegurar que estabeleceria uma nova relação com os deputados.

Ela acompanhou a votação na Assembléia do inicio ao fim. Chegou antes de começar a sessão e só saiu depois de proclamado o resultado, emocionada, entre abraços e cumprimentos, aos prantos em vários momentos.

Começou a se emocionar quando ficou evidente que o voto do desembargador Ricardo Roesler seria favorável.

A longa sessão do Tribunal especial teve dois fatos novos decisivos nos ultimos votos.

Primeiro, o voto do deputado Sargento Lima.

Segundo, o voto do desembargador Luis Felipe Schuch, o mais jovem, e que estava de aniversário. 

Foi o único desembargador que votou pelo afastamento do Governador e da Vice. E o seu voto consolidou a situação de Moisés.

Hoje, Daniela já fará primeira reunião para tratar da equipe de governo e primeiras ações.

Tomará posse na terça-feira.

O Tribunal cria uma circunstância politica totalmente nova no estado.

Com a posse de Daniela, é o segundo vice bolsonarista que assume como Governador. O primeiro foi o vice do Rio de Janeiro.

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