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João Nassif
Por João Nassif 03/09/2019 - 12:50Atualizado em 03/09/2019 - 15:27

No programa “Dentro da Área” de segunda-feira na RTV o presidente do EC Internacional de Lages e empresário de futebol, Cristopher Nunes, disse estar movendo ação contra o Criciúma pelo não pagamento de seu percentual sobre a venda de Roger Guedes, mesmo tendo um acordo com o clube. 

E mais, denunciou que o Criciúma não cumpre os contratos que faz com aqueles que trazem garotos para avaliação e que quando aprovados e assinam contrato os empresários ficam com um percentual numa eventual venda futura. Foi assim com a venda de Bruno Lopes para o Arouca de Portugal. Cristopher tinha direito a 10% do valor da venda e até hoje não recebeu nenhum tostão.

Cristopher disse ainda que trouxe o Roger Guedes há nove anos, também toda família, bancou tudo por dois anos até a assinatura do primeiro contrato quando foi dividido o vínculo em 60% para o clube, 15% para o pai do jogador, além de seus 25%.

O empresário também comentou que a dificuldade do Criciúma em contratar é devido a falta de cumprimento do que fica acertado com os empresários dos jogadores. A notícia desta inadimplência circula no meio e afugenta aqueles que poderiam colocar jogadores no clube.

Foram acusações fortes que me obrigaram a ouvir o clube na pessoa de seu advogado Dr. Albert Zilli.

Contanto feito, ouvi algumas explicações, inclusive o Dr. Zilli me enviou cópia do contrato assinado pelas partes envolvendo o vínculo de Roger Guedes.

O contrato é claro, o empresário teria direito ao seu percentual em qualquer negociação envolvendo o jogador até 31/12/2014.

Recebi também a cópia do contrato de cessão do vínculo do atleta para o Palmeiras em 04/04/2016. O clube entende que não deve absolutamente nada ao Cristopher que assinou o documento estipulando o prazo limite de 31/12/2014 para ter participação na venda do atleta.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/09/2019 - 11:42

De 1930 até agora foram realizadas 21 Copas do Mundo em todos os continentes a exceção da Oceania. 

As oito primeiras edições foram divididas entre a Europa, cinco torneios e três na América do Sul.

Em 1970 no México a América do Norte sediou o Mundial pela primeira vez, voltando a ser sede em 1986. Entre as duas edições disputadas no México foram realizadas duas na Europa e uma na América do Sul. 

A partir de 1990 as sedes das Copas foram sendo alternadas entre a Europa, América do Norte, Ásia, África e uma vez na América do Sul em 2014 no Brasil. O último Mundial foi realizado na Rússia no ano passado.

Além do México, Itália, França e Alemanha sediaram a Copa do Mundo duas vezes.

Nestas 21 edições foram disputadas exatas 900 partidas. A Copa do Mundo de 1934 foi a que teve o menor número de jogos, apenas 17 foram disputadas em solo italiano.

No formato atual com 32 seleções de 1998 até agora, o número de jogos passou a ser de 64 em cada edição. A FIFA promete aumentar para 48 os países participantes do Mundial em 2026 o que elevaria o número de jogos em número ainda não definido pela entidade. Poderá variar de 76 a 88 dependendo da forma como for feito o regulamento.

Em todos os 900 jogos já realizados pelos Mundiais de Futebol foram marcados 2.548 gols o que dá a média de 2,64 gols/jogo.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/09/2019 - 10:10

A Tunísia, país africano, disputou em toda história cinco das 21 Copas do Mundo que já foram realizadas. Sua primeira participação foi na Argentina em 1978 e teve um marco importante na história das seleções africanas em Mundiais de Futebol.

Tunísia em 1978

A Tunísia foi a primeira seleção africana que venceu um jogo de Copa do Mundo.

Na primeira fase a Tunísia foi sorteada no Grupo 2, juntamente com a Polônia, o México e a Alemanha Ocidental.

Logo na primeira partida disputada em Rosário no Estádio Gigante de Arroyito a Tunísia conseguiu sobre o México sua única vitória no Mundial. Também em Rosário a Tunísia perdeu para a Polônia por 1x0 e empatou na cidade de Córdoba em 0x0 com a Alemanha Ocidental.

A Tunísia foi eliminada na primeira fase, mas passou para a história por ter sido a primeira seleção africana a vencer uma partida valendo por Copa do Mundo.

Depois do Mundial de 1978 na Argentina a Tunísia voltou ao torneio 20 depois na Copa do Mundo na França.

As outras participações da Tunísia aconteceram nas Copas de 2002, 2006 e na última em 2018 na Rússia.
 

João Nassif
Por João Nassif 01/09/2019 - 13:40

Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi politicamente dividida em duas a Oriental e a Ocidental. A FIFA manteve os números da Alemanha antes do conflito com a Ocidental que começou disputar as eliminatórias para a Copa do Mundo em 1954 e a Oriental em 1958.

Os alemães orientais conseguiram disputar a fase final de um Mundial de Futebol somente em 1974 quando a disputa aconteceu na vizinha Alemanha Ocidental.

Para chegar à uma fase final de Copa do Mundo a Alemanha Oriental derrotou nas eliminatórias as seleções da Finlândia, Albânia e Romênia. Nos seis jogos que disputou venceu cinco e perdeu apenas uma vez para a seleção romena.

Na primeira fase da Copa de 1974 a Alemanha Oriental venceu na estreia a Austrália por 2x0, empatou em 1x1 com o Chile e na última partida derrotou a Alemanha Ocidental por 1x0.

Ficou a teoria que os alemães ocidentais entregaram o jogo para escapar na segunda fase da Holanda, a sensação daquele Mundial.

Na segunda fase, pelo regulamento, foram formados dois grupos com quatro seleções e a Alemanha Oriental foi derrotada pelo Brasil por 1x0, pela Holanda por 2x0 e empatou em 1x1 com a Argentina. Esta campanha eliminou da Copa a Alemanha Oriental que terminou a Copa em 6º lugar. 
 

João Nassif
Por João Nassif 31/08/2019 - 08:50

Brasil e Espanha têm uma história de cinco confrontos valendo por Mundiais de Futebol. O Brasil acumula três vitórias contra uma dos espanhóis e um empate. Nestes cinco jogos a seleção brasileira marcou 10 gols e sofreu cinco.

O primeiro jogo entre estas seleções por Copas do Mundo foi realizado em 1934 no segundo Mundial da história que teve a Itália como sede. E foi neste jogo a única vitória da Espanha que fez 3x1 e eliminou a seleção brasileira na primeira fase.

Brasil x Espanha em 1950

O troco veio em 1950 no Maracanã quando o Brasil massacrou a Espanha numa goleada por 6x1 na fase final da Copa que encaminhou a seleção brasileira para a frustração pela derrota frente o Uruguai.

As duas seleções voltaram a se encontrar no Chile em 1962 com o jogo realizado na primeira fase do Mundial e a seleção brasileira venceu por 2x1 com dois gols de Amarildo o substituto de Pelé lesionado na partida anterior contra a Tchecoslováquia. Os espanhóis reclamam até hoje um pênalti não marcado a seu favor que se convertido poderia mudar a história do bicampeonato mundial da seleção brasileira.

O quarto confronto entre as seleções aconteceu em 1978 na Argentina. Jogando em Mar del Plata pela primeira fase do Mundial houve empate em 0x0 num dos piores jogos daquela Copa.

Finalmente em 1986 no México as duas seleções se encontraram pela última vez em jogos valendo pela Copa do Mundo. Com um gol solitário de Sócrates o Brasil venceu por 1x0.

Esta é a história dos confrontos entre Brasil e Espanha valendo por Copas do Mundo
 

João Nassif
Por João Nassif 30/08/2019 - 10:11

O técnico holandês Louis Van Gaal defende que a disputa do terceiro lugar é algo desnecessário numa Copa do Mundo. Tanto que a UEFA aboliu a decisão do terceiro lugar na Eurocopa.

Van Gaal no Brasil em 2014

Em parte, tem razão, principalmente quando a decisão é entre seleções de ponta do futebol mundial. Quando jogam seleções do segundo escalão a disputa pode se tornar interessante, pois ser terceiro colocado entre seleções tradicionais tem lá seu valor.

Mesmo que o holandês não concorde, sempre haverá este jogo que é o penúltimo numa Copa do Mundo. Acontece que sempre lembramos da partida final e quase sempre esquecemos quem jogou a decisão do terceiro lugar numa Copa.

A seleção brasileira, por exemplo, em todos os Mundiais que disputou em três vezes perdeu a semifinal e foi obrigado a jogar a decisão do terceiro lugar.

A primeira vez que isto aconteceu foi na Copa de 1938 disputada na França. Derrotado na semifinal pela Hungria a seleção brasileira foi para a decisão do terceiro lugar com a Suécia e venceu por 4x2.

A segunda vez foi na Copa de 1978 na Argentina. Como segundo colocado em seu grupo na semifinal disputou a decisão do terceiro lugar com a Itália e novamente saiu vitorioso vencendo os italianos por 2x1.

A terceira vez foi aqui no Brasil em 2014. Abatido pela goleada sofrida na semifinal para a Alemanha num acachapante 7x1 foi derrotado pela Holanda por 3x0 na disputa do terceiro lugar. 
 

João Nassif
Por João Nassif 29/08/2019 - 20:45

Thiago Ávila *

Esse final de semana a Formula 1 está de volta com o GP da Bélgica, depois de um longo período de férias de um mês. E nada mais justo que relembrar os caras que mais se destacaram na primeira metade e ver se eles irão manter o ritmo no restante da temporada.

Esse ranking foi criado pelo autor que escreve este texto, analisando a todas as provas da temporada. O critério é: a cada fim de semana de corrida, é feito uma lista dos dez pilotos que melhor tiveram desempenho durante as sessões. E a pontuação segue como no campeonato oficial: 1º 25, 2º 18, 3º 15, 4º 12, 5º 10, 6º 8, 7º 6, 8º 4, 9º 2 e 10º 1 ponto. Segue os dez primeiros gerais.

1º MAX VERSTAPPEN – 219 PONTOS
Na primeira lista que publicamos, o holandês era o segundo, empatado com Hamilton, mas depois de desempenhos espetaculares em Mônaco, Áustria, Silverstone, Alemanha e Hungria, Max alcançou o primeiro lugar da lista. Além disso, no campeonato oficial, Verstappen chegou em Bottas e é só questão de tempo para assumir a vice-liderança do finlandês. Vale lembrar que o garoto tem uma Red Bull nas mãos, com o fraco motor Honda, ou seja, vem fazendo milagre.

2º LEWIS HAMILTON – 210 PONTOS
Juntamente com Max Verstappen, o britânico some na frente dos demais adversários, e o GP da Hungria é prova disso. Lewis é intensamente mais rápido que Bottas e não é à toa que é líder do campeonato, com o melhor carro. Foi excelente na Espanha, Canadá, França e magistral na Hungria. Porém pecou em Hockemheim, parecia uma praga jogada por Vettel. E isso lhe confere o segundo lugar na lista.

Max Verstappen e Lewis Hamilton 

3º VALTTERI BOTTAS – 149 PONTOS
Bottas foi distante o que mais perdeu rendimento desde a primeira análise publicada. Fez ainda algumas poles, mas sempre perde para Hamilton nos domingos. Foi péssimo no Canadá e Hungria. Em compensação, mostrou bom desempenho na Espanha, em Mônaco e Silverstone. Isso põe o finlandês praticamente sem chance de disputar o título de melhor da temporada.

4º CHARLES LECLERC – 144 PONTOS
O monegasco encostou no finlandês, porém acreditava mais no potencial do garoto. Continua andando mais que Vettel, mas parou de fazer as excelentes provas como foi no Bahrein. Claro, a Ferrari perdeu um desempenho absurdo desde a pré-temporada, ficando para trás até da Red Bull. Leclerc foi bem na França, Áustria e Silverstone, e ainda criou uma rivalidade intensa com Max Verstappen. É bom ficar de olho no jovem até o final do ano.

Legenda

5º SEBASTIAN VETTEL – 120 PONTOS
Para fechar a lista dos big-5 da F1 (não é mais big-6, porque o Gasly não conta), temos o querido alemão tetracampeão mundial. Vettel mostrou uma boa melhora desde então. Vinha tendo resultados ruins desde Hockenheim no ano passado e parece ter se recuperado com a quase vitória no Canadá - onde lhe foi tirada por punição. Além disso, conseguiu se redimir com os alemães saindo de último e terminando em segundo na prova mais maluca do ano. Em compensação, em Silverstone foi uma desgraça, cometendo um erro de principiante contra Verstappen.

Carlos Sainz 

6º CARLOS SAINZ – 64 PONTOS
O espanhol é de longe o melhor do resto nessa primeira metade da temporada. A McLaren vem correspondendo e ele vem aproveitando as chances. Ocupa o sétimo lugar no campeonato (mas pode ser sexto com a saída de Gasly da Red Bull) e com muitos méritos. Carlos é mais rápido que Norris, fez ótimas corridas em Mônaco, França e Hungria, além de ser um dos únicos no meio do pelotão que dificilmente toma uma volta do líder.

7º LANDO NORRIS – 52 PONTOS
O britânico manteve sua boa forma. Claro, nem sempre, já que teve alguns problemas de motor e confiabilidade. Mas geralmente vence Carlos na classificação. Foi muito bem no Áustria, ficando à frente de Gasly na classificação final. Está em 11º no campeonato, mas isso não representa muito o desempenho do jovem estreante da F1.

8º KIMI RAIKKONEN – 48 PONTOS
Parou de impressionar tanto. Vem fazendo uma ótima temporada numa equipe pequena, vem se mantendo regular e dando uma surra em Giovinazzi. Meu destaque vai para a corrida da Alemanha, onde se situou entre os sete primeiros durante praticamente toda a corrida. Infelizmente recebeu uma punição ridícula por uso errado da embreagem na relargada e não marcou pontos.

Daniel Ricciardo

9º DANIEL RICCIARDO – 47 PONTOS
O australiano não está em seus melhores anos. Depois de decidir sair da Red Bull e tentar uma nova missão na Renault, Ricciardo vem fazendo o que pode e mesmo assim não corresponde tanto. Apesar disso, vem batendo constantemente Nico Hulkenberg e marcando alguns pontos quando seu motor colabora. Meu destaque vai para o GP do Canadá, onde ele foi o sexto colocado, na frente da Red Bull de Pierre Gasly.

10º SERGIO PEREZ – 28 PONTOS
Não é a melhor temporada do mexicano, isso é certo, mas vem fazendo milagre com o péssimo carro da Racing Point. Enquanto seu companheiro Lance Stroll não sai do Q1, Perez luta constantemente para estar entre os 10 na classificação. Desde a primeira análise, Perez não avançou muito. Ainda mantém o GP do Azerbaijão como seu melhor desempenho.

Aqui o ranking completo:

* Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 29/08/2019 - 14:10

Ontem vimos os critérios adotados pela FIFA para definir mensalmente seu Ranking de Seleções, sendo que o último foi publicado no dia 25 de julho e tem a Bélgica filiada à Confederação Europeia na primeira posição.

Seleção belga

O Brasil, representante da CONMEBOL, Confederação Sul-Americana é o segundo colocado no ranking da FIFA.

O melhor filiado da CONCACAF, Confederação da América do Norte, Central e Caribe é a seleção mexicana que ocupa a 12ª posição no ranking da FIFA.

O Senegal é o melhor colocado no ranking de seleções da FIFA. O Senegal faz parte da CAF, Confederação Africana.

Continuando na busca das melhores seleções no ranking de cada Confederação filiada à FIFA, o Irã é a quem tem melhor posição entre os países da AFC, Confederação da Ásia.

Finalmente o melhor posicionado no ranking de seleções da FIFA na Confederação da Oceania é a Nova Zelândia que ocupa a posição de nº 117 no ranking.

A seleção pior colocada no ranking da FIFA entre todas as filiadas é a de San Marino que ocupa a posição de nº 211. San Marino é filiada à União Europeia de Futebol.
 

João Nassif
Por João Nassif 29/08/2019 - 09:15

O meio de semana foi de pura adrenalina na decisão das quartas de finais da Libertadores. Dois jogos envolvendo times brasileiros mostraram diferença na postura dos desclassificados.

Terça-feira o Palmeiras apesar da vitória no primeiro jogo em Porto Alegre foi superado no Pacaembu por um time organizado e com apetite para superar a desvantagem. O time paulista mais uma vez por ser mal treinado, com um treinador que ainda se escora em conquistas do século passado mostrou novamente uma apatia inconcebível pelo elenco milionário e pela obsessão de chegar à decisão de um Mundial.

O Grêmio com jogadores menos badalados, mas com um técnico que exige um futebol envolvente com variações bem treinadas jogou com a vontade costumeira e com méritos atingiu as semifinais.

Ontem foi a vez a vez do Internacional ser eliminado. Depois de ter perdido o primeiro jogo apostou todas suas fichas na força do Beira Rio para reverter a desvantagem dos dois gols sofridos no Rio de Janeiro. Com elenco e plantel limitados a postura de xerifes de um D’Alessandro, de um Guerrero, de um Victor Cuesta foi outra arma usada para tentar quase o impossível contra o melhor time do atual futebol brasileiro. Não poderia dar certo apesar de ter feito um gol e a esperança de um segundo para ir aos pênaltis. 

Dois times eliminados de forma distinta. Um que poderia mostrar mais futebol pelo plantel que tem sai sem lutar como exige uma decisão e outro jogando no seu limite e com muita luta, mas sem a qualidade para superar um time recheado de craques que fizeram a diferença.
 

João Nassif
Por João Nassif 28/08/2019 - 13:33

Não é muito fácil e leva algum tempo para que possamos calcular a posição das filiadas no ranking de seleções da FIFA. A entidade tem seus critérios que vou destacar no Almanaque da Bola de hoje, mesmo sem incluir todos os fatores que decidem a posição de cada seleção no ranking.

O ranking leva em consideração os resultados das Seleções Nacionais nos últimos quatro anos com peso percentual de 100%, 50%, 30% e 20%, portanto o percentual vai caindo de ano em ano.

Ranking da FIFA no final de 2018

O fato nº 1 depende da importância do jogo. Jogo amistoso vale 1.0, Eliminatórias para competições continentais ou mundo vale 2.5, Torneios Continentais e Copa das Confederações tem peso 3 e jogos de Copa do Mundo peso 4.

Outro fator é a força do adversário, depende na colocação no ranking e o cálculo é baseado na seguinte fórmula: 200 menos a posição no último ranking divulgado. Exemplo: o vice-líder vale 198, o terceiro colocado 197 e assim por diante.

Existe também o fator força regional, pois as Confederações não têm o mesmo peso. O cálculo é feito levando-se em conta os jogos dos membros de uma Confederação contra outra nas últimas três Copas do Mundo. 

Assim a FIFA para calcular o ranking a seguinte pontuação: UEFA 1.0, CONMEBOL 1.0, CONCACAF 0.88, AFC e CAF 0.86 e OFC 0.85

UEFA- União Europeia de Seleções

CONMEBOL- Confederação Sul-Americana

CONCACAF-Confederação da América do Norte, Central e do Caribe

AFC-Confederação da Ásia

CAF- Confederação da África

OFC-Confederação da Oceania
 

João Nassif
Por João Nassif 28/08/2019 - 08:09

A manifestação do diretor de futebol do Criciúma logo após a vitória sobre o Oeste deixou em dúvida a necessidade da contratação de um técnico efetivo. João Carlos Maringá colocou o interino Wilson Vaterkamper nas alturas, enaltecendo a forma como trabalhou os cinco jogos que esteve no comando, falou muito da sua paixão pelo clube, da dedicação dos jogadores, enfim deixou clara a impressão que naquele momento estava anunciando a efetivação do Wilsão no cargo.

Wilson Vaterkamper

Se realmente foi tudo o que disse o Maringá não havia a mínima necessidade da contratação do Waguinho Dias ou de qualquer outro treinador.

Desde a demissão do Gilson Kleina eu já vinha comentando a necessidade do clube resolver rapidamente a substituição. Não compactuei com o que dizia o Maringá sobre a evolução do time que conseguiu bons resultados, mas sem jogar de maneira muito melhor. O Criciúma passou aperto em todos os jogos e os resultados apareceram por ser o futebol circunstancial.

Na era Gilson Kleina um zagueiro escorregava na frente da área, outro perdia o confronto com o atacante e resultava em gol, em outro o goleiro falhava, enfim o futebol era modesto, mas os detalhes conspiravam contra. Na era Wilsão os defensores salvavam gols em cima da linha, o goleiro operava milagres, os atacantes adversários erravam na cara do gol, enfim os detalhes conspiravam a favor.

Por esta ótica o clube resolveu contratar novo técnico, quer dizer o discurso do Maringá de exaltação soou como um epitáfio ao Wilsão.
 

João Nassif
Por João Nassif 27/08/2019 - 10:40

2006 foi o ano da conquista do segundo título nacional do Criciúma. Depois de verdadeira maratona de jogos em várias fases do campeonato o Tigre chegou em primeiro no hexagonal decisivo que indicou as quatro equipes que subiram para a série B em 2007.

Além do campeão Criciúma conseguiram o acesso o Vitória da Bahia, o Ipatinga de Minas Gerais e o Grêmio Barueri de São Paulo.

Zagueiro Rodrigo campeão brasileiro em 2006 (Foto:Michele Picolo)

Pela primeira vez, em 2006, o campeonato brasileiro da série B foi disputado por 20 clubes no regime de pontos corridos. O Avaí foi o único catarinense no campeonato e terminou sua participação na 13ª posição.

Em 2006 somente o Figueirense entre os times de Santa Catarina estava na disputa da série A do Brasileirão. O time do Scarpelli fez uma caminhada segura na elite do futebol brasileiro e fechou as 38 rodadas na 7ª posição.

Outro catarinense no campeonato brasileiro foi o Joinville que a exemplo do Criciúma disputou a série C. 

O Joinville mesmo fazendo uma ótima primeira fase quando terminou na primeira posição em seu grupo sucumbiu na fase seguinte, pois terminou na terceira posição numa chave com quatro equipes. Subiram apenas dois, Noroeste em primeiro e o Criciúma em segundo.

A Chapecoense que há seis temporadas consegue se manter na série A em 2006 ainda não existia em nível nacional.

Assim foi o futebol catarinense nos campeonatos brasileiros de 2006. 
  

João Nassif
Por João Nassif 26/08/2019 - 09:46

Em 1942 foi disputado um torneio com equipes do Rio de Janeiro e São Paulo que recebeu o nome de “Quinela de Ouro” e foi disputado por cinco clubes em turno único, sendo três de São Paulo e dois do Rio de Janeiro, portanto, cada time jogaria quatro partidas com todos os jogos sendo disputados no Estádio do Pacaembu na capital paulista.

Jogo em 1942 pela Quinela de ouro

Quinela é um tipo de aposta especialmente em corridas de cavalo.

Os representantes paulistas no torneio foram o Corinthians, o São Paulo e o Palestra Itália e os cariocas foram representados pelo Flamengo e Fluminense.

O Corinthians foi campeão invicto com duas vitórias e dois empates. Venceu o Fluminense por 2x1 e o Palestra Itália por 4x1 e empatou com o São Paulo em 3x3 e com o Flamengo em 1x1.

Em segundo lugar também invicto ficou o Flamengo que além do empate contra o Corinthians empatou com o Fluminense em 0x0 e com o Palestra Itália em 2x2. A única vitória do rubro negro carioca foi sobre o São Paulo por 2x1.

O Palestra foi o terceiro colocado, o São Paulo ficou em quarto e o lanterna foi o Fluminense.

No torneio foram marcados 34 gols nos 10 jogos realizados.
 

João Nassif
Por João Nassif 25/08/2019 - 09:00

A Segunda Guerra Mundial alterou totalmente o calendário do mundo esportivo. 

Não houvesse o conflito, os Jogos Olímpicos de 1940 seriam realizados em Tóquio o que somente ocorreu em 1964. O Campeonato Mundial de Futebol de 1942 seria realizado na Alemanha. 

A guerra interrompeu toda programação e os alemães sediaram o evento somente 32 anos depois. No Congresso da FIFA em Tóquio, em 1964, foi decidido que o México em 1970 e a Alemanha em 1974 seriam sedes do Mundial. 

Coincidentemente o México organizou os Jogos Olímpicos de 1968 e a Alemanha os de 1972. Pelos acontecimentos de Munique, com o assassinato de judeus por comandos palestinos, o Mundial de 1974 foi marcado por uma segurança sem precedentes, com cães de guarda, policiais fortemente armados e concentrações que eram verdadeiras prisões. 

Felizmente não ocorreu nenhum incidente, mas o espetáculo esportivo perdeu um pouco de seu brilho. 

Como o Troféu Jules Rimet foi conquistado em definitivo pelo Brasil, por ter vencido três campeonatos, em 1974 a FIFA instituiu nova Copa para premiar os futuros campeões mundiais. 

Depois de examinar 53 projetos, a entidade decidiu pelo trabalho de um escultor italiano, Sílvio Gazzaniga. O troféu, uma estatueta em ouro maciço, com 37 centímetros de altura, confeccionada em Milão e que custa 100 mil francos suíços. 

A FIFA decidiu que não haverá um ganhador definitivo do novo troféu que ficará em poder transitório dos vencedores por quatro anos, depois recebendo uma réplica um pouco menor.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/08/2019 - 06:03

Conforme o prometido hoje é dia de abordarmos o segundo e último torneio de clubes campeões do Brasil que teve sua primeira edição em 1920.

Participaram deste segundo torneio os campeões de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo, além do campeão da cidade de Campos, o Aliança e Liga de Sports da Marinha do Rio de Janeiro.

A Portuguesa campeã da APEA que era a Associação Paulista de Esportes Amadores, o Fluminense campeão carioca e o Atlético campeão mineiro já estavam pré-classificados para a fase principal do torneio. Apenas o Rio Branco, campeão do Espírito Santo teve que participar da seletiva junto com as outras duas equipes.

No primeiro jogo da seletiva a Liga de Sports da Marinho venceu o Aliança por 2x0 e o Rio Branco se classificou para a fase final derrotando a Liga por 2x0 na prorrogação.

A fase final foi disputada pelas quatro equipes jogando entre si em turno e returno e o Atlético Mineiro chegou em primeiro depois de vencer quatro partidas, empatar uma e ser derrotado apenas uma vez.

Atlético Mineiro campeão do segundo e último torneio de clubes campeões, torneio disputado ainda na era do amadorismo no futebol brasileiro.
 

João Nassif
Por João Nassif 23/08/2019 - 08:53

Em 1920 foi realizado aquele que poderíamos chamar de primeiro torneio nacional de clubes disputado no Brasil.

Estádio das Laranjeiras

Três equipes participaram da competição com todos os jogos sendo realizados no Estádio das Laranjeiras no Rio de Janeiro. O torneio envolveu os campeões estaduais de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, Paulistano, Fluminense e Brasil de Pelotas, respectivamente.

No primeiro jogo o Paulistano goleou o Brasil por 7x3. No segundo foi a vez do Fluminense aplicar a goleada de 6x2 sobre o representante gaúcho. E na final deu Paulistano que venceu o Fluminense por 4x1. Os jogos foram disputados de 16 a 23 de março.

Em 1936 foi disputada uma segunda edição do torneio com a participação dos campeões estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, mais o campeão da cidade de Campos dos Goitacazes e o convidado da Liga de Sports da Marinha.
 

João Nassif
Por João Nassif 22/08/2019 - 09:21

A Copa Rio de 1951 foi ou não foi Mundial? Esta pergunta teve uma resposta oficial da FIFA em 2014, mas em 2017 o Conselho da entidade entendeu que somente a partir de 1960 é que foi disputado um verdadeiro Mundial de clubes, portanto, o Palmeiras, campeão da Copa Rio de 1951 não é oficialmente campeão Mundial. 

Pouco importa, mesmo não sendo oficial o torneio foi disputado pelo que havia de melhor no planeta em se tratando de futebol. 

Vários campeões nacionais de seis países europeus estiveram presentes que contou com as participações do Palmeiras campeão paulista em 1950 e do Vasco da Gama campeão carioca também em 1950. Rio de Janeiro e São Paulo eram as duas principais potencias do futebol brasileiro na metade do século passado. 

As oito equipes foram divididas em dois grupos. No Grupo do Rio de Janeiro além do Vasco da Gama, Áustria Viena, Sporting de Portugal e Nacional do Uruguai. Todos os jogos foram disputados no Maracanã.

No Grupo de São Paulo, Palmeiras, Juventus da Itália, Estrela Vermelha da Iugoslávia e Nice da França com todos os jogos sendo disputados no Pacaembu.

Cada uma das semifinais foi disputada em duas partidas. No Pacaembu a Juventus empatou com o Áustria Viena em 3x3 e venceu o segundo jogo por 3x1. No Maracanã o Palmeiras venceu o Vasco da Gama por 2x1 no primeiro jogo e no segundo houve empate em 0x0.

A decisão também foi disputada em dois jogos no Maracanã. O Palmeiras venceu o primeiro por 1x0 e no segundo deu empate em 2x2 com público de mais de 100 mil pessoas.

Mesmo não sendo reconhecido pela FIFA como um Mundial de Clubes, a Copa Rio de 1951 foi a primeira competição de clubes que se tem notícia de abrangência internacional, incluindo clubes de mais de um continente.
 

João Nassif
Por João Nassif 21/08/2019 - 10:36Atualizado em 21/08/2019 - 12:13

O México foi o país que disputou o maior número de jogos eliminatórios para as Copas do Mundo em toda história.

Jogou 172 partidas contra representantes da CONCACAF, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe, com 111 vitórias, 36 empates e 25 derrotas. O México marcou 429 gols nestes 172 jogos e sofreu 124 tendo, portanto, um saldo positivo de 305 gols.

Jogador mexicano comemora gol em eliminatórias

Foi contra os Estados Unidos que o México disputou o maior número de jogos eliminatórios para os Mundiais, 29. É grande a vantagem mexicana sobre os norte-americanos, foram 16 vitórias, sete empates e seis derrotas. O México marcou 69 gols e sofreu 33.

A seleção mexicana participou de 16 das 21 Copas do Mundo que já foram realizadas. Em duas oportunidades precisou pelo regulamento disputar repescagens para conseguir a classificação.

A primeira vez foi para o Mundial de 1962 no Chile quando enfrentou o Paraguai, representante da CONMEBOL. O primeiro jogo foi na Cidade do México e os mexicanos venceram por 1x0. No jogo de volta em Assunção, empate em 0x0 e o México na Copa do Mundo.

A outra vez foi para o Mundial de 2014 no Brasil e o adversário foi a Nova Zelândia, representante da Oceania. O México venceu os dois jogos, na Cidade do México por 5x1 e em Wellington por 4x2.
 

João Nassif
Por João Nassif 20/08/2019 - 15:03

Em todas as edições de Copas do Mundo apenas cinco seleções não conseguiram marcar um golzinho sequer. 

A primeira foram as Índias Orientais Holandesas que em 1938 no Mundial da França foram derrotadas pela Hungria por 6x0 e eliminadas na primeira fase.

Depois das índias Holandesas, hoje Indonésia, foi a vez do Zaire em 1974 na Alemanha Ocidental. O Zaire, hoje República Democrática do Congo perdeu na estreia para a Escócia por 2x0, no segundo jogo para a Iugoslávia por 9x0 e terminou sua participação derrotado pelo Brasil por 3x0.

Outra seleção que participou apenas uma vez de um Mundial sem marcar gols foi o Canadá. Em 1986 no México os canadenses estrearam com derrota para a França por 1x0 e na sequência perderam para Hungria e União Soviética, ambas derrotas por 2x0.

Em 2002 foi a vez da China ser eliminada sem gol marcado. Os chineses na estreia perderam para Costa Rica por 2x0, depois para o Brasil por 4x0 e no terceiro jogo foram derrotados pela Turquia por 3x0.

A quinta seleção que saiu de um Mundial sem gols em sua única participação foi a de Trinidad e Tobago e foi a única entre todas que conseguiu empatar uma partida. Os trindadenses em 2006 na Alemanha estrearam contra a Suécia e houve empate em 0x0, mas nos outros jogos foram derrotados por Inglaterra e Paraguai com os dois jogos terminando em 2x0.
  

João Nassif
Por João Nassif 20/08/2019 - 09:10

Tanto o técnico interino Wilsão como o diretor de futebol João Carlos Maringá deram duas explicações sobre a derrota do Criciúma no confronto com o Bragantino: uma, a superioridade técnica do time paulista, a outra o desgaste pela proximidade do jogo contra o Londrina na sexta-feira.

Foto: Guilherme Hahn, Especial

Concordo com a primeira, pois foi um chocolate que há muito não era visto no Heriberto Hülse. O placar de 2x0 foi uma dadiva ao Criciúma que poderia ter sofrido uma goleada humilhante pela enorme quantidade de gols perdidos pelos atacantes do Bragantino.

A segunda justificativa foi uma espécie de desvio de foco. Não ignoro que o futebol de hoje tem que ser jogado em forte intensidade, mas ao mesmo tempo sei que para superar o desgaste de jogos e logísticas, além do descanso é necessário plantel para que haja reposição aos atletas com prejuízos na parte física.

Examinando a escalação do Criciúma na partida de segunda-feira, entre jogadores que não estavam atuando e garotos que não devem sentir a proximidade dos jogos, apenas alguns poucos poderiam mostrar dificuldades para um ritmo de jogo mais forte. Os mais veteranos e experientes como Marlon, Léo Gamalho, Wesley e Daniel Costa foram apenas figurantes e entraram em campo por absoluta falta de reposição. O plantel tem a conta certa pela falta de investimento em contratações de qualidade. 

Esta retração financeira já era prevista pela falta de um projeto mais ambicioso de acesso que ficou apenas nas palavras do presidente que pensou ser possível sem um plantel qualificado. 

Então, não me convence como alguns torcedores resignados que foram na história do desgaste como forma de justificar a derrota. Sem plantel não se vai a lugar algum numa competição longa como a série B.
 

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