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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 13/06/2020 - 09:25

Hoje vou continuar contando mais algumas curiosidades da Copa do Brasil, torneio implantado pela CBF em 1989 e que tem o Cruzeiro seu maior vencedor com seis títulos conquistados em suas 30 edições.

Na Copa do Brasil de 2006, houve a primeira final entre dois clubes do mesmo estado: Flamengo e Vasco da Gama, e o time rubro negro foi o campeão. 

A segunda final entre dois times do mesmo estado ocorreu em 2014, e envolveu Atlético Mineiro e Cruzeiro. O Atlético se sagrou campeão após duas vitórias (2 a 0 e 1 a 0) sobre o rival. 

A terceira final entre dois times do mesmo estado ocorreu em 2015, e envolveu o Palmeiras e Santos. O Palmeiras se sagrou campeão após ter perdido por 1 a 0 e ter ganhado por 2 a 1 nas duas partidas, vencendo a posterior decisão por pênaltis pelo placar de 4 a 3. Nesse ano pela primeira vez a Copa do Brasil foi decidida nos pênaltis.

Ao marcar o gol que resultou na conquista do título da Copa do Brasil de 2007 pelo Fluminense, seu quarto título nessa competição, Roger Machado, que já havia conquistado três Copas do Brasil pelo Grêmio, tornou-se o jogador recordista em conquistas da Copa do Brasil. 

A partir de 2008, a Copa do Brasil instituiu uma nova taça, e neste mesmo ano o Sport tornou-se o primeiro, e até agora único clube de fora da Região Sudeste e da Região Sul a conquistar a competição. A Região Norte foi a única que não teve representante em finais até agora. 

A exemplo dos anos anteriores, a CBF comissionou ao artista plástico Holoassy Lins de Albuquerque a criação de uma escultura troféu, dando seguimento à tendência da confederação de presentear os clubes ganhadores dos maiores campeonatos brasileiros com esculturas criadas exclusivamente para os eventos por artistas brasileiros ao invés de usar troféus padronizados.

Em 2010, o Santos estabeleceu um novo recorde de gols em uma única edição da Copa do Brasil: 39 gols ao todo.

João Nassif
Por João Nassif 12/06/2020 - 09:29

Como o assunto nos últimos dias aqui no Almanaque da Bola tem sido a Copa do Brasil, vou contar algumas das curiosidades deste torneio que é a segunda competição mais importante do futebol brasileiro.

Alcindo 

A primeira edição da Copa do Brasil ocorreu em 1989 e o primeiro gol de sua história foi marcado por Alcindo Sartori, na vitória por 2 a 0 do Flamengo sobre o Paysandu. O Grêmio foi o seu primeiro campeão, qualificando-se por isso a disputar a Libertadores da América de 1990.

Na Copa do Brasil de 1991, no dia 4 de março ocorreu a maior goleada da história da competição, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, quando o Atlético Mineiro aplicou 11 a 0 no Caiçara do Piauí. O placar do estádio só possuía espaço para registrar um algarismo por clube, por isso parou de contar quando jogo ainda estava 9 a 0. 

Na Copa do Brasil de Futebol de 1993, quando ainda não havia a regra da "ida e volta restrita", o Internacional ganhou por 6 a 0 (2 de abril) e 9 a 1 (6 de abril) do Ji-Paraná de Rondônia, somando 15 a 1, a maior soma de resultados da Copa do Brasil.

De 1989 a Copa do Brasil de 1993 o campeão de cada ano ficava com o troféu. A partir de 1994 o clube que vencesse a Copa do Brasil por três vezes teria posse definitiva da taça. Isto ocorreu em 2001 com o Grêmio (após as conquistas de 1994, 1997 e 2001).

Sendo assim, na Copa do Brasil de 2002 foi colocado em disputa um novo troféu, que permaneceu até 2007, mesmo sem nenhum clube conquistar sua posse definitiva.

Ao conquistar a Copa do Brasil de 2003 e o Campeonato Brasileiro em 2003, o Cruzeiro conseguiu o ineditismo de se sagrar campeão brasileiro e da Copa do Brasil no mesmo ano, feito que ainda permanece inédito, e de quebra ganhou a Tríplice Coroa com o título do Campeonato Mineiro em 2003, outro fato inédito. 

João Nassif
Por João Nassif 11/06/2020 - 12:16

Hoje aqui no Almanaque da Bola vou contar um pouco da história da Copa do Brasil que teve sua primeira edição em 1989. 

A competição foi criada para aplacar o descontentamento das federações de estados com menor tradição no futebol nacional, cujos representantes dificilmente teriam a oportunidade de enfrentar um "clube grande" durante o ano, após a diminuição do número de participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1987, com a criação da Copa União, competição que reunia apenas grandes clubes do futebol brasileiro.

A criação dessa competição então, visava valorizar a maioria dos campeonatos estaduais das regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, campeonatos estes que não tinham mais representatividade no Campeonato Brasileiro e voltaram a crescer em importância para os clubes médios e pequenos dessas regiões, por eles terem novamente chances até de chegarem, pelo menos teoricamente, à Copa Libertadores da América. 

O número de times participantes variou muito em sua história, sempre classificados pelo resultado das competições das federações estaduais. De 1989 a 1994 participaram 32 times. Número que foi aumentado em 1995 para 36 times, em 1996 para 40 times, e em 1997 para 45 times. Em 1998 foram 42 times participantes. Em 1999 foram 65 times. E em 2000 foram 69 participantes.

De 2001 a 2012 o formato se consolidou com 64 times participantes, sem a presença dos times que participavam da Libertadores da América no mesmo ano, devido ao conflito de datas.

Em 2013, a CBF apresentou um novo modelo de taça. Mais encorpada, ela substituiu o troféu em disputa desde 2008. O campeão fica com a posse definitiva do troféu atual e para o próximo ano uma nova e idêntica taça será produzida. Em 2013, também, o formato foi novamente ampliado, chegando a 87 times, número que se manteve em 2014 e 2015.

Com o novo formato, os times participantes da Libertadores da América voltaram disputar a Copa do Brasil, entrando no torneio nacional diretamente nas oitavas de final. A partir de 2016 esse número ficou em 86 participantes e a partir de 2017 está sendo disputada por 91 participantes.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/06/2020 - 12:22

O Troféu Bravo  é uma premiação anual entregue pela revista italiana Guerin Sportivo ao melhor jogador jovem da Europa.

Anderson

O prêmio começou a ser entregue em 1978, e o primeiro vencedor foi o inglês Jimmy Case. Até 1992, apenas jogadores abaixo de 23 anos que participassem de uma das três copas europeias de clubes (Liga dos Campeões da UEFA, Copa da UEFA, Taça dos Clubes Vencedores de Taças) concorriam ao prêmio. Desde então, qualquer jogador abaixo de 21 anos e de qualquer liga europeia concorre ao prêmio.

O Golden Boy é uma premiação anual entregue pelo jornal italiano Tuttosport desde 2003, destinada ao melhor jogador com idade abaixo de 21 anos atuando na Europa. É similar ao Trofeo Bravo, entregue pela Guerin Sportivo, porém o Golden Boy foi fundado mais recentemente. 

Poucos brasileiros foram escolhidos nas duas premiações. Primeiro foi Ronaldo Fenômeno que ganhou por duas vezes consecutivas o Trofeo Bravo. A primeira foi aos 21 anos em 1997 quando atuava pelo Barcelona e a segunda quando defendia e Internazionale de Milão.

Pelo troféu Golden Boy foram contemplados outros dois brasileiros. Com 20 anos o meia Anderson, revelado pelo Grêmio ganhou o troféu quando jogava pelo Manchester United da Inglaterra.

Alexandre Pato foi o Golden Boy de 2009 atuando pelo Milan da Itália.

João Nassif
Por João Nassif 09/06/2020 - 22:33

O desespero é grande e a FCF e a SC Clubes estão forçando a barra para reiniciar o campeonato no início de julho. O desespero não é pela competição em si, mas para ser aclamado como o primeiro campeonato a retornar ainda em meio a pandemia. O futebol catarinense será notícia no Brasil inteiro e certamente em vários outros países.

É necessário? Valerá a pena?

Tenho abordado este assunto em outros comentários e insistido que o risco é enorme, pois ainda não sabemos até que ponto o protocolo anunciado pelos responsáveis poderá conter a contaminação num esporte onde o contato entre os atletas é frequente.

E mais, de que forma serão feitos os testes, pois a informação é que não existem testes suficientes nas unidades de saúde para um exame mais completo, os testes rápidos não são de todo confiáveis de acordo com a Anvisa.

Além de todo conjunto de profissionais envolvidos na competição que ainda necessita de seis datas para o final, não podemos esquecer dos agregados que chegam aos milhares que também terão que ser testados.

Enfim, é forçar uma barra mesmo se estiverem pensando na questão financeira. A receita que a fase final poderá gerar com portões fechados é infinitamente pequena comparada com os riscos de uma atitude precipitada.

A conta poderá ser grande, caso haja uma contaminação por pequena que seja os agentes que querem jogo assumirão a responsabilidade? 
 

Tags: FCF SC Clubes

João Nassif
Por João Nassif 09/06/2020 - 09:26

Falando um pouco mais sobre Mário Filho, jornalista e escritor, irmão do também escritor e jornalista Nelson Rodrigues, foi na literatura esportiva que Mário se tornou referência nacional.

Pelé e família

São seis obras publicadas tendo como tema futebol e a maior delas foi “O negro no futebol brasileiro” em que Mário Filho aborda a dificuldade da inserção do negro neste esporte que durante os primeiros anos do século passado era praticado somente por brancos e mais, das famílias tradicionais do Rio de Janeiro.

Por ser um cronista dos principais jornais da então Capital Federal, o foco de sua grande obra foi abordando os negros do futebol carioca. Mário Filho faz uma descrição minuciosa abordando jogadores em particular, até que o futebol passou a ser um esporte de alta competição e a inserção do negro em seu meio foi inevitável.

Muitos clubes resistiram, outros preferiram encerrar as atividades, mas a força dos negros acabou prevalecendo e alguns se tornaram os maiores craques do futebol brasileiro. 

Numa passagem do livro, já analisando a participação dos negros na seleção brasileira e por times de outros estados que fizeram história, Mário Filho cunhou uma frase sobre o maior jogador de futebol de todos os tempos.

“Dondinho era preto, preta dona Celeste, preta vovó Ambrosina, preto o tio Jorge, pretos Zoca e Maria Lúcia. Como se envergonhar da cor dos pais, da avó que lhe ensinara a rezar, do bom tio Jorge que pegava o ordenado e entregava-o à irmã para inteirar as despesas da casa, dos irmãos que tinha de proteger? A cor dele era igual. Tinha de ser preto. Se não fosse preto não seria Pelé”

João Nassif
Por João Nassif 08/06/2020 - 09:30

Aqui no Almanaque da Bola tenho falado bastante sobre seleções, clubes, campeonatos, jogadores, enfim do futebol brasileiro e internacional. Às vezes abordo outros esportes com suas competições e destaques.

Hoje e nos próximos dias vou fazer no Almanaque uma reverencia a um dos ícones do jornalismo esportivo brasileiro. Falo de Mário Filho, pernambucano que fez toda sua carreira no Rio de Janeiro e publicou várias obras sobre o futebol brasileiro tendo em “O negro no futebol brasileiro” sua obra mais impactante.

Mário Filho é irmão de Nelson Rodrigues outra figura relevante do jornalismo brasileiro que foi durante décadas consumido por milhares de leitores esparramados por todo país.

Neste primeiro Almanaque sobre Mário Filho vou destacar duas ações emblemáticas que até hoje são lembradas, uma foi apoiar a expressão Fla-Flu que abrevia o um dos maiores clássicos do futebol brasileiro entre Flamengo e Fluminense.

Outra foi lutar em suas colunas contra o então vereador Carlos Lacerda para que o estádio que abrigou a Copa de 1950 fosse construído no bairro do Maracanã. Carlos Lacerda queria o estádio em Jacarepaguá e Mário conseguiu convencer a opinião pública para que o novo estádio fosse construído no terreno do antigo Derby Clube, no bairro do Maracanã e que este estádio fosse o maior do mundo.

Após seu falecimento em 1966 aos 58 anos o antigo Estádio Municipal do Maracanã ganhou o nome de Estádio Jornalista Mário Filho.

Amanhã mais de Mário Filho e sua importância na popularização do futebol no Rio de Janeiro e no Brasil.    
 

João Nassif
Por João Nassif 07/06/2020 - 22:25

Thiago Ávila  *

Depois do retorno da Nascar às pistas, a Formula Indy começou sua temporada neste final de semana no circuito oval do Texas. Esse é o segundo circuito de maior velocidade do mundo, perdendo apenas para o tradicional oval de Indianápolis. A média de velocidade de um carro de Indy em uma volta no Texas se aproxima dos 340 km/h.

Um circuito que não perdoa erros de principiantes, tanto que Rinus VeeKay, na sua primeira volta no oval, pegou a linha branca, perdeu o controle do carro e encheu seu carro no muro. O holandês perdeu o treino livre e o classificatório e só foi testar o carro mesmo na corrida. E na prova ainda bateu na 36ª volta...

Scott Dixon

Até um piloto experiente como Takuma Sato sofre, e foi ainda pior, porque foi na classificação, e o carro não ficou pronto até a hora da corrida.

Dois campeões da Indy formaram a primeira fila. O atual campeão Josef Negarden, da Penske, em primeiro, e o pentacampeão Scott Dixon, da Chip Ganassi, em segundo. Mas na corrida só deu Dixon.

Na volta 32 de 200, o neozelandês ultrapassou Newgarden, que perdia muito tempo com o retardatário e sumiu na liderança. Na segunda metade da corrida foi a vez do sueco Felix Rosenqvist brilhar. O piloto, que já é conhecido aqui pelos seus bons desempenhos na época de Formula-E, largou em nono e na primeira volta já era quinto. O piloto da Ganassi ganhou ainda mais uma posição depois da bandeira amarela na batida de VeeKay. À sua frente agora tinha Pagenaud, Newgarden e Dixon.

Nas paradas dos boxes, Newgarden voltou a frente, Rosenqvist em segundo e Dixon em terceiro. O neozelandês, experiente e extremamente rápido, não demorou muito para recuperar a liderança. Já Rosenqvist ficou preso atrás de um lento Newgarden, que não dava margem para o sueco passar. A diferença chegou a ser de dez segundos e até que enfim na volta 120, o sueco conseguiu passar à frente do norte-americano.

O ritmo de Felix era tão intenso, que a diferença para Dixon sumiu num instante e a disputa pela vitória estava totalmente em aberto... se não fosse por um enrosco do sueco com retardatários a 10 voltas do fim. A dobradinha da Ganassi foi para o espaço da mesma maneira que Felix tirou a diferença para o companheiro.

Dixon completou as últimas voltas tranquilo para vencer sua 47ª vitória na carreira. Pagenaud e Newgarden completaram o top-3.

A Indy agora volta apenas daqui um mês, no dia 4 de julho, bem no dia da independência dos Estados Unidos, para uma inédita dobradinha com a Nascar no circuito misto de Indianápolis. Infelizmente sem público...

* Jornalista.
 

João Nassif
Por João Nassif 07/06/2020 - 08:50

A Copa Roca foi instituída em 1914 para que as seleções brasileira e argentina pudessem se enfrentar amistosamente. No dia 27 de setembro as duas seleções se enfrentaram em Buenos Aires no Estádio do Gymnasia y Esgrima com vitória brasileira por 1x0.

Este jogo marcou o início de uma rivalidade que existe até hoje e os confrontos atuais são denominados Superclássico das Américas.

A Copa Roca levou este nome em homenagem ao presidente da Argentina em 1914, Júlio Argentino Roca. A Copa Roca foi disputada até 1976.

Depois de 35 anos o torneio foi ressuscitado com o nome de Superclássico das Américas ou Troféu Dr. Nicolás Leoz, então presidente da CONMEBOL, a Confederação Sul-Americana de Futebol.  

Na última Copa Roca em 1976 a seleção brasileira levou vantagem depois de dois jogos, vencendo o primeiro no Monumental de Nuñez em Buenos Aires por 2x1 e o segundo no Maracanã por 2x0.

O primeiro Superclássico das Américas disputado em 2011 também foi vencido pela seleção brasileira que empatou por 0x0 em Córdoba e derrotou os argentinos por 2x0 em Belém do Pará. 
 

João Nassif
Por João Nassif 06/06/2020 - 09:31

Antes da primeira edição oficial da Copa Libertadores, realizada em 1960, a CONMEBOL organizou um campeonato experimental sul-americano de clubes em 1948.

Para definir qual seria o representante brasileiro neste torneio piloto a CBD escolheu o Vasco da Gama, campeão carioca de 1947 em razão da Seleção Carioca ter sido campeã do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais de 1946.

Então em 1960 a Confederação Sul-Americana de Futebol iniciou a Copa Libertadores e o Bahia foi o primeiro representante brasileiro no torneio. O time baiano havia vencido a Taça Brasil de 1959.

Somente na edição de 1970 o Brasil não teve representante na Copa Libertadores. O motivo alegado pela CBD foi sua discordância com o regulamento que previa datas conflitantes com a preparação da seleção brasileira para o Mundial do México. Até que a CBD tentou, mas como a CONMEBOL não alterou a tabela de jogos o Brasil ficou sem disputar a Copa Libertadores de 1970.

Hoje são oito clubes brasileiros que disputam o torneio em 2019. Três clubes detém o recorde de participações na Libertadores. Grêmio, Palmeiras e São Paulo já estiveram presentes em 21 edições do torneio.

Grêmio, Santos e São Paulo com três títulos cada um são os brasileiros que mais vezes venceram a Copa Libertadores.

João Nassif
Por João Nassif 05/06/2020 - 10:30

As cinco primeiras Copas do Mundo não possuíam um regulamento fixo, a FIFA juntamente com as delegações participantes decidia às vésperas do torneio como seria o regulamento. Isto devido a muitas ausências, algumas seleções confirmavam presença depois de passar pelas eliminatórias e não possuíam recursos para viajar. Outras se ausentavam por questões políticas e assim não havia como programar as competições num formato único.

A partir de 1958 definiu-se um modelo que foi seguido nas Copas seguintes. Participavam da fase final da Copa 16 seleções que eram divididas em quatro grupos de quatro. 
Os dois primeiros se classificavam para as quartas de final e no sistema mata-mata apurava-se o campeão. Este sistema permaneceu até 1970 com o Brasil vencendo três das quatro Copas disputadas.

Em 1974, na Copa da Alemanha, continuavam 16 seleções divididas em quatro grupos de quatro, só que ao invés de jogos eliminatórios entre as classificadas foram formados dois grupos de quatro com o campeão de cada grupo disputando a final. Este formato foi repetido na Copa da Argentina em 1978.

Com o aumento do número de seleções o regulamento do Mundial foi sendo modificado a partir de 1982. De lá até agora a FIFA foi adaptando o regulamento para conseguir realizar o torneio num espaço de 30 dias, tempo máximo para sua realização. 

João Nassif
Por João Nassif 04/06/2020 - 13:08

Anteriormente à criação da Copa do Mundo de Clubes da FIFA, houve diversas competições entre clubes de futebol consideradas por muitos como "torneios mundiais de clubes". Foram considerados assim, por exemplo por boa parte dos clubes, torcedores e imprensa.

Palmeiras campeão da Copa Rio-1951

A FIFA, em seu site, se referiu ao Troféu Sir Thomas Lipton como a primeira tentativa de organizar uma Copa do Mundo de Clubes e à Copa Rio Internacional de 1951 — competição organizado pela CBD com o auxílio de dirigentes da FIFA — como o primeiro torneio de dimensão mundial, global ou intercontinental de clubes, e outorgando o status de campeão mundial ao vencedor desta competição em 2014.

Em outubro de 2017, a FIFA também outorgou o status de campeão mundial aos vencedores da Copa Intercontinental — torneio organizado de 1960 até 1979 por meio de uma parceria entre CONMEBOL e UEFA e a partir de 1980 pela Associação de Futebol do Japão, sendo também renomeada nesta época para Copa Toyota — a pedido do presidente da CONMEBOL, Alejandro Dominguez. 

No entanto, a entidade não promoveu a unificação desses torneios com a sua atual competição. 

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA é disputada anualmente desde 2000 com a participação dos clubes campeões de todas as seis Confederações continentais além do vencedor do campeonato nacional do país sede. 

João Nassif
Por João Nassif 03/06/2020 - 22:10Atualizado em 03/06/2020 - 22:14

Ontem circulou pelas redes sociais a renúncia do presidente Jaime Dal Farra que gerou especulações sobre a sucessão, inclusive já com nomes que comporiam a nova diretoria. FAKE NEWS que é a expresso da moda.

Durante o dia desmentidos que acalmaram os especuladores e vida que segue até a data anunciada pelo próprio Jaime para o rompimento do contrato.

E não poderia ser de outra forma. Não teria cabimento um novo presidente do clube tendo a G.A. ainda no comando do futebol. Além do mais teria que haver de imediato o rompimento do contrato de parceria, pois o próprio Jaime não aceitaria ter alguém no clube com a caneta para autorizar toda e qualquer transação que viria a acontecer, inclusive venda de jogadores.

Somente um movimento até agora é de domínio público. O projeto do ex-presidente Moacir Fernandes que sugere tipo um fundo de investimento com cotas de múltiplos valores que formariam um caixa para alavancar o clube pós Jaime Dal Farra.

Lembrando que o clube ficará zerado, sem dívidas e também sem jogadores, quer dizer recomeçaria do zero.

Mas, como já afirmei não será fácil encontrar que estará disposto a participar neste modelo de investimento. Para construir toda estrutura necessária para que o Criciúma volte a disputar em alto nível o custo será alto, mesmo que no início não se busque conquistas, mas mesmo assim os custos serão altos e a economia pós pandemia não estará no mesmo nível de antes.

Por isso, infelizmente o futuro do nosso glorioso Criciúma EC é incerto.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/06/2020 - 09:11

As seleções da Europa abriram grande vantagem sobre as seleções da América do Sul nas conquistas do Mundiais de Futebol.

Já foram realizadas 21 Copas do Mundo e os europeus venceram 12 contra nove dos sul-americanos. 

A UEFA, Confederação europeia tem 55 filiados e apenas quatro deles já foram campeões do mundo: Alemanha e Itália quatro vezes, França duas e Inglaterra e Espanha uma vez cada.

A CONMEBOL, Confederação Sul-Americana possui apenas 10 filiados e três deles já conquista Mundiais: Brasil cinco vezes, Uruguai e Argentina duas vezes cada um.

Somente duas seleções entre todas que participaram das 21 Copas do Mundo foram vencedoras em dois torneios consecutivos, a Itália em 1934 e 1938 e o Brasil em 1958 e 1962. Entre todas as vencedoras de Copas do Mundo, seis conquistaram o torneio jogando como anfitriã. O Uruguai em 1930 no primeiro Mundial da história, a Itália no segundo em 1934. Somente depois de 32 anos uma seleção ganhou o título jogando em casa, foi a Inglaterra em 1966. Seguindo, a Alemanha Ocidental foi campeã em 1974, Argentina em 1978 e finalmente a França em 1998 foram as últimas campeãs mundiais jogando em seus territórios.

Certamente na próxima Copa do Mundo que será disputada em 2022 no Qatar não veremos os donos da casa levantarem o troféu.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/06/2020 - 10:59

Está sendo trabalhada nos bastidores a sucessão no Criciúma EC. 

Com o aval do ex-presidente Moacir Fernandes que idealizou um projeto de recuperação do clube, Valcir Zanette, vice-presidente do Conselho Deliberativo está incumbido de arregimentar pessoas para formar um grupo que dará suporte financeiro para a encarar o retorno em alto nível do futebol do Criciúma. 

A ideia é boa, a questão é saber se haverá pessoas disponíveis a injetar recursos no clube neste momento de extrema dificuldade da economia brasileira. 

Este grupo, pelo projeto, será um grupo de investimentos com cotas de participação que distribuirá dividendos e lucros de acordo com o andamento dos negócios, compra e venda de jogadores. As despesas administrativas do clube serão pagas com a venda dos produtos que o clube colocará à disposição da comunidade, como camarotes, camisas, brindes, placas de publicidade, enfim tudo que seja relacionado com a marca Criciúma EC.

Está aventada a possibilidade de serem marcadas eleições para troca da diretoria executiva já para o mês de julho. E aí fica criado um impasse que somente seria solucionado com o aval do atual presidente Jaime Dal Farra.

Existe um contrato que mesmo já anunciado que será rompido unilateralmente ao final da temporada 2020 ainda está em vigência. Para que haja a eleição de outra diretoria o contrato teria que ser rompido antes do previsto e com aval do atual presidente.

Suponhamos que assim seja feito, a G.A. é dona de todos os ativos (jogadores) que estão registrados na CBF como pertencentes ao Criciúma. Fica estranho, os jogadores pertencem à uma empresa que não pode, por lei, ser dona de jogadores e qualquer negociação é assinada pelo presidente do clube que, no caso, não seria mais o Jaime, será que este aceitaria? É um problema, não vejo como antecipar a eleição. 

Como afirmei, a ideia do Moacir é boa, mas de difícil execução, tanto na parte legal como também na captação de investidores. Quem sabe quando a G.A. se afastar completamente e a economia voltar a girar de maneira satisfatória a situação fique mais favorável para andamento do projeto de recuperação do Criciúma EC.
 

João Nassif
Por João Nassif 02/06/2020 - 07:38Atualizado em 02/06/2020 - 07:42

Depois dos Campeonatos Mundiais terem sido realizados em todos os continentes, faltava um país africano ser sede do torneio. A FIFA havia deliberado que haveria um rodizio entre as Confederações para realização do evento e em maio de 2004 em Zurique, Suíça a África do Sul com 14 votos foi escolhida para sediar a XIX Copa do Mundo da história. 

Seus adversários foram o Marrocos que recebeu 10 votos e o Egito que não recebeu nenhum. Líbia e Tunísia que pleiteavam fazer a Copa em com junto haviam se retirado da disputa dias antes.

A África do Sul construiu para o torneio cinco novos estádios, sendo que pela primeira vez o país teve estádios construídos especialmente para o futebol, até então sob o governo do apartheid os estádios eram construídos exclusivamente para o rúgbi e o críquete.

Em meados de 2008 especulou-se a possibilidade da África do Sul não terminar a tempo as obras para o Mundial e a sede ser trocada. Cogitou-se levar o Mundial para a Alemanha que possuía a infraestrutura pronta por ter sido sede do Mundial anterior e falou-se também na Espanha e Austrália. 

Mesmo com a greve em 2009 dos operários da construção dos estádios, aeroportos, rodovias e ferrovias do país, tudo ficou pronto até o início da competição.

A cerimônia de abertura do Mundial foi realizada no dia 10 de junho no Soccer City na cidade de Johanesburgo, província de Soweto com a presença de mais de 90 mil pessoas no estádio e de milhões que acompanharam a festa pela transmissão de TV em todo o planeta. A música tema da abertura foi “Waka Waka” (Esto és África em espanhol e Time for África em inglês), interpretada pela cantora colombiana Shakira.

João Nassif
Por João Nassif 01/06/2020 - 13:33

Quase todas as culturas do mundo possuem alguma referência ao futebol. Chineses, japoneses, italianos, gregos antigos, persas, vikings e muitos outros povos já jogavam algum tipo de jogo de bola em tempos muitos distantes. 

Os chineses, por exemplo, já tinham um jogo parecido há 3.000 anos atrás. Na Grécia antiga e em Roma, os jogos de bola eram utilizados para preparar soldados para a guerra. 

Já na América do Sul e na América Central existiu um jogo chamado "Tlatchi" semelhante ao futebol.

Porém, foi na Inglaterra que o futebol realmente começou a tomar forma. Tudo começou em 1863, quando duas associações de jogos de bola (futebol association e futebol tipo rugby) se separaram, porque os partidários do "rugby" não aceitavam um jogo em que era proibido segurar a bola com as mãos. 

E isso acabou dando origem em 1863 à The English Football Association, primeira associação inglesa de futebol. Apenas 8 anos depois, a EFA já contava com 50 clubes membros. A primeira competição mundial (a FA Cup) aconteceu no mesmo ano. 

Antes de se ouvir sobre o futebol na Europa, já aconteciam partidas internacionais na Grã-Bretanha. A primeira delas foi em 1872, entre Inglaterra e Escócia.

Depois da Associação Inglesa de Futebol, vieram: a Associação Escocesa (1873), a Associação de Gales (1875) e a Irlandesa (1880). Devido à influência britânica na época, o futebol começou a se espalhar por outros países. 

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) surgiu Confederação Brasileiro de Desportos (CBD) em 1919.

João Nassif
Por João Nassif 01/06/2020 - 05:30

Já disse várias vezes que é louvável o empenho dos clubes e da Federação Catarinense em terminar o mais cedo o campeonato catarinense. Faltam somente seis datas com oito clubes envolvidos nas quartas de final, a segunda fase da competição. 

É pouco sim, mas afirmar que teremos jogos 15 dias após a liberação para os treinamentos é prematuro e irresponsável.

O próprio Dr. Luís Fernando Funchal, médico do Avaí, e um dos idealizadores do protocolo de segurança para a retomada do futebol, afirmou no SporTv que o protocolo é sugestivo e não impositivo podendo ser adaptado respeitando as curvas epidemiológicas de acordo com informações dos responsáveis pela saúde pública em Santa Catarina, seja da Secretaria Estadual como das Municipais.

E mais, depois de autorizada a volta aos treinamentos serão necessárias no mínimo duas semanas de treinamentos físicos e uma ou duas de trabalhos técnicos e coletivos, como numa pré-temporada.
Assim sendo, não vejo como precipitar o retorno mesmo faltando poucas datas, pois além de tudo há o entorno ao redor dos atletas e componentes do staff do futebol dos clubes e

também familiares com contato diário com este pessoal.

Cumprir um protocolo com testes a todo este contingente, fiscalizar viagens, hotéis, refeições, além da arbitragem, gandulas, repórteres e funcionários dos estádios é uma tarefa gigantesca e só lembrando que estamos no Brasil onde as regras básicas nem sempre são cumpridas. Nem a CBF tem ainda previsão do retorno de suas competições.

Admiro o esforço, mas peço que Santa Catarina não pretenda ser a primeira a voltar com o futebol no país.
 

João Nassif
Por João Nassif 31/05/2020 - 17:40

Thiago Ávila *
O regulamento atual da Formula 1 termina no final deste ano e a partir do ano que vem, uma grande mudança nos carros será realizada, incluindo a novidade de ter um teto de gastos. Mas com a pandemia da COVID-19, tudo se atrasou: calendário, melhorias nos carros, e obviamente o no regulamento. Contudo, as regras que trariam uma nova era para a Formula 1, foi transferida 2022, só que nessa quarta-feira, as coisas deram uma pequena mudada.

Diversas equipes, como a Renault, a Haas e a Williams, não estavam nada satisfeitas com o atraso das novas mudanças, tanto que ameaçaram sair da categoria por questões financeiras. Com isso, algumas emendas foram acrescentadas e já entrarão em vigor a partir do ano que vem.

Primeiramente sobre o aspecto técnico do carro:

- Congelamento de uma grande lista de componentes entre 2020 e 2021. A lista inclui chassis, câmbio, vários componentes mecânicos e estruturas de impacto. Um sistema de token foi desenvolvido para permitir um número muito limitado de modificações, de acordo com as necessidades específicas dos concorrentes. Esse sistema existia em 2014 e 2015, mas foi abolido por causa da falta de competitividade entre as equipes, a sua volta tem mais relação com as questões financeiras. Unidades de potência não se incluem na lista, pelo fato de a McLaren ter de trocar os Renault para os Mercedes a partir do ano que vem, devido ao contrato prévio de 2019.

- Para 2020, limitações às atualizações da unidade de potência. 

- Para 2021, simplificação do assoalho à frente dos pneus traseiros, a fim de moderar o aumento do downforce entre 2020 e 2021.

- Para 2021, aumento mínimo de massa para 749 kg. Será um aumento de nove kg em relação aos carros desse ano.

Já sobre o aspecto esportivo:

- Para 2020, uma redução nos testes aerodinâmicos e de unidade de potência por razões de custo.

- Para 2021, uma redução adicional nos testes aerodinâmicos e a introdução de uma ponderação entre a posição do campeonato e as limitações dos testes. A ponderação será linear nas dez primeiras posições. Para o campeão, por exemplo, o número de voltas para realizar os testes aerodinâmicos será de 90% do número ideal de voltas para testes – que é algo em torno de 40 voltas por semana –, em quanto o último colocado terá 112,5% desse valor.

- Para 2022, foram estabelecidos vários aspectos específicos dos regulamentos, incluindo toque de recolher, componentes de número restrito, fiscalização e prescrições de parque fechado. Esses regulamentos funcionam como um pacote juntamente com os Regulamentos Técnicos de 2022 que foram aprovados pelo Conselho Mundial em 30 de março de 2020 e farão parte de um processo contínuo de revisão e aprimoramento ao longo de 2020 e 2021.

Por fim, em relação ao aspecto financeiro:

- Redução do limite de teto orçamentário para US$ 145 milhões (R$ 766 milhões) em 2021, US$ 140 milhões (R$ 739 milhões) em 2022 e US$ 135 milhões (R$ 713 milhões) em 2023-2025, com base em uma temporada de 21 etapas.
Esse último aspecto fez a Renault mudar de ideia em relação à desistência da Formula 1. Já a Williams rompeu o contrato com o patrocinador máster e colocou a equipe à venda. Zak Brown, chefe da McLaren, ficou extremamente satisfeito com as novas mudanças, dizendo que é um avanço da categoria. A Haas ainda não se pronunciou.

Agora é esperar o campeonato começar. Dia 5 de julho para o GP da Áustria, com possibilidades ainda de se realizar uma rodada dupla para dia 12, e ainda diversas outras ideias de contornar os problemas do calendário, como grid invertido – que a Nascar adotou desde seu retorno às atividades.

* Jornalista
 

 

João Nassif
Por João Nassif 31/05/2020 - 09:43

A partir de 1945 com o final da Segunda Guerra Mundial, quase todos países da Europa, Ásia e África envolvidos no conflito recomeçaram a organizar o futebol visando a IV Copa do Mundo que a FIFA decidiu trazer ao Brasil.

Poucos europeus ainda conseguiram disputar as eliminatórias, nenhum africano e somente quatro da Ásia. Birmânia, Indonésia e Filipinas desistiram da disputa da vaga e a Índia conseguiu classificação, mas foi impedida pela FIFA, pois seus jogadores atuavam descalços. 

Da Europa vieram seis seleções: Iugoslávia, Suíça, Espanha, Inglaterra, Suécia e Itália. A única que não disputou as eliminatórias europeias foi a Itália que veio a convite da FIFA pelo fato de a Federação Italiana ter guardado a Taça Jules Rimet durante a Segunda Guerra.

Aliás, a Itália foi o único país do Eixo convidado pela entidade. Alemanha e Japão não puderam participar das eliminatórias.

A lenda diz que para a Taça não cair em mãos nazistas o presidente da Federação Italiana, Ottorino Barassi, guardou o troféu debaixo da cama numa caixa de sapatos. 

Tempos depois o jornal italiano “La Stampa” publicou que Barassi não foi tão descuidado, ele deixou a Taça por seis anos escondida no Vaticano.
 

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