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João Nassif
Por João Nassif 25/10/2018 - 23:15

A primeira edição da Copa Libertadores da América foi realizada em 1960 com a participação de apenas sete clubes todos campeões dos países convidados pela Confederação Sul-Americana de Futebol.

Um ano antes quando a competição foi anunciada ainda não existia no Brasil um torneio que pudesse indicar o campeão para representar o país na Libertadores.

Por isso a CBD, precursora da CBF resolveu criar ainda em 1959 a Taça Brasil, uma disputa entre os campeões de alguns estados do país. Um total de 16 clubes participaram da primeira edição do torneio, Santa Catarina foi representada pelo Hercílio Luz de Tubarão que havia sido campeão estadual em 1958.

Ainda no embrião a I Taça Brasil foi regionalizada, ainda não havia a facilidade de deslocamentos da atualidade e também a cobertura dos custos, pois o futebol brasileiro ainda engatinhava no profissionalismo.

Na decisão da Zona Norte a disputa foi entre o Bahia e o Sport Recife. Os baianos venceram em casa o primeiro jogo por 3x2 e foram goleados em Pernambuco por 6x0. Como à época não havia saldo de gols no terceiro jogo, também em Recife o Bahia venceu por 2x0.

O Grêmio foi campeão da Zona Sul derrotando na final o Atlético Mineiro duas vezes, por 4x1 em Minas e por 1x0 em Porto Alegre.

O regulamento privilegiava os campeões estaduais em 1958 de São Paulo e Rio de Janeiro, por isso Santos e Vasco da Gama entraram somente nas semifinais. 

Nas semifinais o Santos eliminou o Grêmio com vitória por 4x1 na Vila Belmiro e empate em 0x0 no Olímpico. O Bahia passou pelo Vasco depois de vencer por 1x0 no Maracanã e perder em casa por 2x1. No jogo extra o Bahia foi para a final com vitória por 1x0 na Fonte Nova.

Na decisão deu Bahia sobre o Santos de Pelé. Novamente houve necessidade de um terceiro jogo. No primeiro em Santos o Bahia venceu por 3x2. No segundo deu Santos, 2x0 em Salvador.

No jogo final disputado no Maracanã o Bahia venceu por 3x1 e se tornou o primeiro campeão da Taça Brasil.
 

João Nassif
Por João Nassif 24/10/2018 - 23:59Atualizado em 25/10/2018 - 00:02

Tentar entender o regulamento da Copa João Havelange que substituiu o campeonato brasileiro em 2000 é uma árdua tarefa, pois somente o futebol brasileiro foi capaz que inventar uma competição disputada por 116 equipes divididas em quatro módulos.

Fui em frente e consegui o básico para poder explicar a vocês.

O módulo azul, tipo a primeira divisão foi disputado por 25 clubes classificando-se 12 para a fase final.

No módulo amarelo participaram 36 equipes divididas em duas chaves com a classificação para a próxima fase dos oito primeiros de cada chave. Os 16 times que passaram para a segunda fase disputaram as oitavas de final com a classificação dos dois finalistas mais o de melhor campanha que foi eliminado nas semifinais. Portanto passaram três clubes para a fase final.

Os módulos verde e branco contaram com 28 e 27 clubes, respectivamente e depois de várias fases se misturaram e sobrou apenas um classificado para a fase final.

Portanto, 12 clubes do módulo azul, três do amarelo e um do confronto entre o verde e o branco sobraram 16 que foram para disputa final em busca do título.

A fase final do campeonato começou com as oitavas de final em jogos eliminatórios até o confronto entre Vasco da Gama e São Caetano que sobraram para a decisão do título.

O primeiro jogo foi em São Paulo no estádio Palestra Itália e houve empate em 1x1. A partida final foi disputada em São Januário no dia 30 de dezembro e foi suspensa devido à queda do alambrado que deixou mais de 150 feridos.

Foi marcado novo jogo para o dia 18 de janeiro de 2001 e o Vasco da Gama no Maracanã venceu por 3x1. Foi o quarto título do Vasco no campeonato brasileiro. O time da cruz de malta já havia sido campeão em 1974, 1989 e 1997.

Fiz um resumo da competição que teve 1.065 jogos e a marcação de 2.970 gols com a boa média de 2,79 gols/jogo.

O artilheiro foi o atacante Adhemar do São Caetano que marcou 22 gols. 

João Nassif
Por João Nassif 23/10/2018 - 23:59Atualizado em 24/10/2018 - 00:00

Ontem registrei aqui como surgiu a expressão “rolo compressor”, apelido dado ao time do Internacional que reinou no campeonato gaúcho na década de 1940.

Alguns anos depois a expressão foi repetida com a ascensão do time do Flamengo que em 1953 iniciou a conquista do segundo tricampeonato da sua história.

O ataque rubro negro ganhou a denominação por ter goleado o Vasco da Gama, seu arquirrival, por 4x1 na decisão do campeonato carioca. O jogo foi disputado no dia 10 de janeiro de 1954 no Maracanã com público de 132.500 torcedores.

O título foi conquistado com uma rodada de antecedência, pois na rodada anterior o Fluminense que ainda tinha chances matemáticas para se tornar campeão foi derrotado pelo Bangu deixando o Flamengo a uma vitória do título.

O campeonato carioca daquele ano foi disputado em duas etapas por 12 equipes que jogaram a primeira fase em turno e returno com a classificação dos seis primeiros para a fase final.

Os quatro grandes mais América e Bangu foram para a última etapa do campeonato. O Flamengo terminou a primeira fase na primeira colocação com 36 pontos ganhos.

Na fase final com os seis classificados jogando em turno único o Flamengo foi campeão invicto vencendo todos os jogos que realizou. Por isso foi também chamado de  “rolo compressor”. 

Ganhou do Fluminense por 2x1, do América por 2x0, mesmo placar na vitória sobre o Bangu, fez 4x1 no Vasco e terminou a campanha vencendo o Botafogo por 1x0.

O artilheiro do campeonato foi também do Flamengo, o paraguaio Benitez que marcou 22 gols. 
 

João Nassif
Por João Nassif 23/10/2018 - 10:00

Thiago Ávila *

Pense em um cara emburrado, que nunca sorri, que parece nunca estar satisfeito com nada, mas na verdade está sempre tranquilo. Esse é Kimi Raikkonen e o seu jeito finlandês de ser.

Um piloto que teve um início de carreira interessantíssimo e ascendeu ao seu auge muito cedo. Que depois de três anos de Ferrari e um título decidiu dar um "até logo" à F1 e regressar em 2012 para ajudar a nova equipe Lotus. 

Agora já em reta final de carreira, correndo sem compromisso, Raikkonen chegou a marca de 20 vitórias na carreira, mesmo número de seu compatriota Mika Hakkinen, no GP da Austrália em 2013. Fazendo temporadas consistentes na equipe britânica, a Ferrari trouxe o piloto de volta. Óbvio que seria um ótimo negócio para Kimi... Será?

Negócio ruim não foi, já que dois anos mais tarde a Lotus acabou falindo, mas a brilhante carreira de Raikkonen ficou manchada. Uma péssima temporada de reestreia em 2014 e consecutivos anos sendo mero escudeiro de Vettel - e ele ainda faz questão de continuar sendo apenas o cachorrinho que só late e obedece o dono. Resultado disso tudo: 113 corridas seguidas sem vencer.

Eu mesmo já disse várias vezes aqui no blog ou na rádio que o Raikkonen já estava velho, não tinha mais porque continuar na Ferrari e deixar pilotos muito mais interessantes, como Verstappen e Ricciardo, correndo atrás. E não me arrependo.

Nos Estados Unidos ele estava diferente, era o seu dia. Enquanto todos os olhos estavam vidrados no pole position e no quinto lugar no grid, Raikkonen só via a vitória. 

Kimi Raikkonen no pódio em Austin

É aquela história: quando você está no seu momento, tudo dá certo. Kimi pulou na frente logo na largada e seguiu firme na liderança. Tomou um susto quando Hamilton fez a parada antes dele, mas por sorte dessa vez a Ferrari não errou.

O homem de gelo estava feliz, sorridente como nunca visto antes, satisfeito por cumprir sua jornada com a escuderia que compartilhou a maior glória de sua carreira. 

E que se dane Hamilton x Vettel. Domingo foi o dia dele, o dia em que ele se tornou o melhor piloto finlandês da história.

* Thiago Ávila, Estudante de jornalismo da PUCRS

João Nassif
Por João Nassif 22/10/2018 - 23:30

O termo “rolo compressor” surgiu na década de 1940 quando o Internacional impôs indiscutível superioridade sobre seus adversários no Rio Grande do Sul e frequentes humilhações ao Grêmio, seu maior rival.

O Inter foi hexa campeão de 1940 a 1945 e depois emendou um bicampeonato nas temporadas 1947/1948 e foi tetra entre 1950/1953. Nesta última série já não estavam mais presentes as grandes estrelas do “rolo”, sendo as principais delas os atacantes Tesourinha e Carlitos.

Tesourinha, que mesmo jogando no Rio Grande do Sul, portanto distante dos grandes centros foi eleito o melhor jogador do Brasil numa enquete popular da época, conhecida como “Craque Melhoral”. 

Para muitos jornalistas e historiadores Tesourinha é considerado o melhor jogador do Inter em todos os tempos. Lesionou-se às vésperas da Copa do Mundo de 1950 quando era titular absoluto da seleção nacional.

Carlitos, por sua vez, é até hoje o maior artilheiro da história do clube, tendo marcado 324 gols em 384 jogos entre 1938 e 1951, período em que vestiu a camisa colorada.

O time base do “rolo compressor” era formado pelo goleiro Ivo, os zagueiros Nena e Alfeu, os médios Assis, Ávila e Abigail e os atacantes Tesourinha, Russinho, Villalba, Ruy e Carlitos.

João Nassif
Por João Nassif 22/10/2018 - 07:30Atualizado em 22/10/2018 - 08:30

Apesar de boas disputas nas pontas de cima e de baixo na tabela com briga por títulos, por acesso e pela fuga do rebaixamento, tanto na série A como na B do campeonato brasileiro, o nível das competições está muito abaixo do esperado.

Não que o futebol brasileiro seja recheado de craques e times empolgantes, mas o que temos visto é um futebol pragmático, sem grandes emoções e o reflexo está na baixíssima média de gols mostrada nos dois campeonatos.

Na série A com 298 jogos disputados até hoje foram marcados 661 gols, média de 2,22 gols/jogo. Na B em 320 jogos os ataques marcaram 693 gols com a média de 2,17 gols/jogo.

Muito se deve a cultura implantada pelos treinadores de jogar por uma bola. Como a qualidade é baixa, os times se fecham e esperam um erro do adversário ou uma bola parada para buscar o resultado. 

A prova está que a série A registra 70 jogos terminados em 1x0. Na série B são 79. Quer dizer, 24% dos jogos dos principais campeonatos do Brasil terminam o placar de 1x0. 

Quando são incompetentes para fazer um misero golzinho, na série A são 35 e na B 36 jogos ficam no 0x0, 11% do total.

Estou aí falando em 35% de jogos em que são marcados apenas um gol.

Os treinadores buscam primeiro não perder, pois a falta de resultados no futebol brasileiro significa demissão e por não terem qualidade à disposição armam fortes retrancas para tentar se manter no emprego.

Poucos clubes têm condições de segurar seus melhores jogadores, normalmente os garotos que surgem com potencial vão embora muito cedo. A maioria dos clubes com poucos recursos financeiros não conseguem montar times de melhor nível, por isso, vemos muitos jogos no futebol brasileiro definidos por apenas uma bola.   
 

João Nassif
Por João Nassif 21/10/2018 - 23:35Atualizado em 22/10/2018 - 00:31

O campeonato brasileiro teve sua primeira edição em 1971 e o campeão foi o Atlético Mineiro que derrotou Botafogo e São Paulo no triangular final.

Era época do formulismo a CBF e as Federações mudavam os regulamentos todos os anos e muitas vezes imperava a politica que privilegiava clubes que não conseguiam permanecer nas divisões principais e as viradas de mesa eram constantes.

Em 1975, por exemplo, o campeonato foi disputado por 42 equipes divididas em quatro grupos. Dois o A e o B com 10 cada um e dois o C e o D com 11 na primeira fase. Naquela época não existia o ranking da CBF de clubes e Federações e a divisão dos clubes era aleatória.

Passaram para a segunda fase cinco equipes de cada grupo, portanto 20 se classificaram e foram novamente divididos, agora em dois grupos de 10 times em cada um. Os seis primeiros colocados de cada grupo passaram para a terceira fase.

Os 22 que não conseguiram classificação na primeira fase foram disputar uma repescagem divididos em quatro grupos. Os primeiros colocados se credenciaram para disputar a terceira fase do campeonato.

Chegamos, portanto a terceira fase com 16 clubes, novamente divididos, agora em duas chaves com oito em cada uma. Os dois primeiros de cada chave foram para o enfrentamento na fase semifinal.

Num grupo o primeiro colocado foi o Fluminense com o Cruzeiro em segundo. No outro o Santa Cruz de Recife chegou em primeiro com o Internacional na segunda colocação.

As semifinais foram disputadas em jogo único com os primeiros colocados tendo o privilégio de jogar em casa. O Internacional derrotou o Fluminense no Maracanã por 2x0 e o Cruzeiro venceu em Recife por 3x2.

A decisão foi no Beira Rio e o Internacional ganhou seu primeiro campeonato brasileiro vencendo o Cruzeiro por 1x0 com público de mais de 82 mil pessoas.

João Nassif
Por João Nassif 20/10/2018 - 23:25

Com a popularização do futebol no final do século 19, a Europa viu nascer vários clubes que priorizaram o futebol e foram se tornado potencias no decorrer dos anos.

Espanha, mais precisamente em Barcelona foi fundado um clube que hoje é um dos gigantes do futebol mundial. O Fútbal Club Barcelona.

A ideia da formação do clube na Catalunha foi de um suíço, Hans Gamper que convocou um grupo de torcedores de futebol mediante um anúncio publicado na revista Los Deportes em outubro de 1899. Atenderam a intimação os 12 fundadores do clube, seis espanhóis, três ingleses, dois suíços e um alemão. O mais velho entre eles, o inglês Walter Wild foi escolhido para ser o primeiro presidente.

No dia 29 de novembro foi fundado o FC Barcelona. Dizem os antigos que a escolha do azul e grená foi uma homenagem ao Basel da Suíça, onde Gamper jogou antes de chegar à Catalunha.

No início a dificuldade em encontrar um lugar para treinar e jogar. Durante os 10 primeiros anos o Barcelona perambulou por quatro lugares diferentes, pois a cidade crescia muito e encontrar espaços adequados era de imensa dificuldade.

Somente em 1957 é que foi inaugurado o Camp Nou, estádio que hoje comporta quase 100 mil pessoas e que se tornou a casa do Barcelona.

Os torcedores do Barcelona são chamados de culés desde a década de 1910. Naqueles anos o time jogava no campo de uma indústria e já popular levava grandes públicos ao estádio. Desde a rua se via como estavam sentados, de costas, os torcedores localizados na parte mais alta da arquibancada.

A imagem vista da rua era uma grande quantidade de traseiros (culos em espanhol), por esta razão os torcedores do Barcelona começaram a ser chamados de culés.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/10/2018 - 15:43

O campeonato brasileiro de 1996 foi disputado por 24 clubes. O regulamento previa que todos jogariam entre si apenas em partidas de ida com a classificação dos oito primeiros que jogariam a segunda fase, as quartas de final. O primeiro enfrentaria o oitavo colocado, o segundo jogaria contra o sétimo e assim por diante.

Pela ordem a classificação final ficou assim depois de cada time ter feito 23 jogos: Cruzeiro primeiro colocado com 44 pontos, Guarani em segundo com 43 mesma pontuação do Palmeiras que ficou em terceiro por ter uma vitória a menos, o quarto foi o Atlético-PR, em quinto ficou o Atlético-MG seguido do Grêmio sexto colocado,  Goiás em sétimo e finalmente a Portuguesa em oitavo.

O Criciúma ficou em 21º com 23 pontos a frente do Bahia e dos rebaixados Fluminense e Bragantino.

Voltando às quartas de final, os quatro primeiros colocados foram eliminados. O primeiro colocado Cruzeiro foi eliminado pela Portuguesa, o Guarani pelo Goiás, o Palmeiras pelo Grêmio e no confronto dos Atléticos o classificado foi o Mineiro.

Nas semifinais o Grêmio passou pelo Goiás com vitória no Serra Dourada por 3x1 e empate em 2x2 no Olímpico e a Portuguesa eliminou o Atlético Mineiro com vitória no Canindé por 1x0 e empate no Mineirão em 2x2.

A final foi dramática. No primeiro jogo em São Paulo a Portuguesa venceu por 2x0 com gols de Gallo e Rodrigo Fabri.

No jogo em Porto Alegre o Grêmio precisava vencer por dois gols de diferença para confirmar o título. E foi logo abrindo o placar com gol de Paulo Nunes aos três minutos. Daí em diante o Grêmio partiu para o segundo gol e a Portuguesa conseguiu segurar o ímpeto gremista até aos 39 do segundo tempo quando Aílton fez o gol que valeu o campeonato.

Perante mais de 42 mil torcedores o Grêmio treinado pelo Felipão jogou com Danrlei, Arce, Rivarola (Luciano), Mauro Galvão e Roger; Dinho (Aílton), Luiz Carlos Goiano, Emerson (Zé Afonso) e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino.   

João Nassif
Por João Nassif 18/10/2018 - 16:53

O dia 13 de dezembro de 1981 ficará gravado para sempre na memoria dos torcedores do Flamengo, pois foi nesse dia que o time ganhou seu primeiro e até agora único título mundial.

O jogo contra o Liverpool foi realizado no Estádio Nacional de Tóquio no Japão perante 74 mil espectadores. O Flamengo venceu por 3x0 com arbitragem do mexicano Rúbio Vazques. A disputa era chamada de Copa Intercontinental, também conhecida como Copa Toyota.

Para chegar ao Japão o Flamengo teve que vencer a Taça Libertadores. Campeão e vice do campeonato nacional de 1980 Flamengo e Atlético Mineiro se encontraram na fase de grupos, a primeira fase da competição.

Houve dois empates em 2x2, no Maracanã e Mineirão. Houve necessidade de um jogo desempate no Serra Dourada em Goiânia. Aos 37 minutos quando ainda estava 0x0 o jogo foi encerrado, pois o Atlético ficou apenas com seis jogadores em campo. Éder, Reinaldo, Chicão, Palhinha e Cerezo foram expulsos pelo árbitro José Roberto Wright.

Na segunda fase, semifinal, o Flamengo passou invicto em jogos de ida e volta contra o Deportivo Cali da colômbia e o Jorge Wilstermann da Bolívia. Na decisão com o Cobreloa o Flamengo ganhou no Rio de Janeiro por 2x1 e foi derrotado em Santiago do Chile por 1x0. Na partida decisiva venceu por 2x0 em Montevidéu.

Na vitória do Mundial no Japão, Nunes marcou dois gols e Adílio fez o outro, todos no primeiro tempo.

O time campeão: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. O técnico: Paulo César Carpeggiani.
 

João Nassif
Por João Nassif 17/10/2018 - 18:28

O primeiro gol da história das Copas do Mundo foi do francês Lucien Laurent no Estádio Pocitos, Montevidéu no dia 13 de julho de 1930. A França derrotou o México por 4x1. O gol histórico foi marcado aos 19 minutos do primeiro tempo.

No mesmo dia e ao mesmo tempo os Estados Unidos enfrentavam a Bélgica no Parque Central, também em Montevidéu e o norte americano Bart McGhee marcou o primeiro gol do jogo aos 23 minutos do primeiro tempo. Portanto, com quatro minutos de diferença Laurent entrou para a história.  

Primeiro gol em Copas do Mundo

Infelizmente o estádio palco do jogo histórico não existe mais. Estádio Pocitos foi inaugurado em 1921 e pertencia ao Peñarol que no jogo inaugural empatou com o River Plate da Argentina em 1x1.

Com a inauguração do Estádio Centenário o Peñarol começou a usa-lo e o Pocitos foi demolido em 1933.

Com a urbanização o espaço do antigo estádio foi sendo ocupado por ruas e edificações. Em meados do ano 2000 um arquiteto uruguaio foi em busca do local exato onde foi marcado o primeiro gol da história das Copas.

Somente em 2006 é que foi confirmado com exatidão o local e ali erguido um monumento para registrar onde ficava a meta defendida pelo goleiro mexicano.  

João Nassif
Por João Nassif 17/10/2018 - 17:30

A principal notícia produzida pela seleção brasileira neste seu giro caça-níquel pela Arábia Saudita foi que Neymar estava “isolado” no grupo de jogadores. Não estava isolado de seus companheiros, mas isolado da família e dos famosos parças.

O cumprimento de uma obrigação acaba virando notícia, pois o jogador é a grande estrela da companhia e qualquer movimento ao seu redor vira notícia e algumas vezes comoção nacional.

Posso pensar que não foi o técnico e a comissão técnica que “isolou” Neymar. Não teriam coragem em afrontar o ídolo, a ordem deve ter vindo de cima, da direção da CBF que ouviu as muitas críticas pelas mordomias dadas ao jogador durante a Copa do Mundo e o fracasso potencializou a forma como o próprio técnico e seus assessores justificaram a desclassificação.

Além do absurdo destes jogos amistosos contra seleções de nível muito baixo, expor o time titular não é o melhor caminho. Os jogos deveriam servir para observar novos valores, muitos com futebol para jogar o próximo Mundial, além de não desfalcar os times que ainda lutam por conquistas em algumas competições. A própria Argentina usou o amistoso de terça-feira para novas avalições deixando de fora seus principais jogadores, Messi, Di Maria, Aguero e Higuain. 

O problema é a necessidade do Neymar em bater recordes com a camisa da seleção. Em breve será seu maior artilheiro da história. A necessidade do técnico aumentar cada vez mais seu rendimento. Venceu todos os quatro amistosos depois da Copa do Mundo, contra El Salvador, Estados Unidos, Arábia Saudita e uma Argentina que jogou com um arremedo de seleção.

E mais, desde muito tempo está escancarada a Neymar-dependência do selecionado nacional. Joga da forma que bem entende e muitas vezes mesmo ocupando a faixa esquerda do campo faz suas firulas, dribla com a habilidade que tem e contra equipes de nível inferior vai fazendo seus golzinhos. Os demais correm, se matam para entregar-lhe a bola.

Mas enfim, enquanto as seleções europeias de ponta estão disputando a Liga das Nações, competição que vale pontos e muita grana a brasileira fica sem confrontos mais qualificados e vai em busca de dólares para engordar os cofres da CBF, alcançar recordes individuais até chegar ao Qatar em 2022 e mais uma vez ter dificuldades para alcançar novo título Mundial.
 

João Nassif
Por João Nassif 16/10/2018 - 20:18Atualizado em 17/10/2018 - 12:24

O dia 21 de novembro de 1965 entrou para a história do futebol brasileiro pelo fato da seleção ter jogado duas vezes em estádios diferentes contra duas seleções europeias.

O time titular treinado por Vicente Feola, campeão mundial em 1958, enfrentou a União Soviética no Maracanã e na mesma hora uma seleção formada apenas por jogadores que atuavam no futebol paulista, comandada por Aimoré Moreira, campeão mundial em 1962, jogou contra a Hungria no Pacaembu em São Paulo.

Brasil x União Soviética no Maracanã em 1965

A seleção principal empatou com os russos em 2x2 depois de estar vencendo por 2x0 com gols de Gerson e Pelé. Duas falhas do goleiro Manga permitiram o empate. Na primeira o goleiro bateu o tiro de meta na cabeça do atacante adversário e a bola voltou para o gol. Na segunda saiu jogando errado deu a bola nos pés de um russo que empatou o jogo.

Este jogo marcou a despedida da seleção do zagueiro Bellini, capitão que ergueu a Taça Jules Rimet na Suécia no primeiro título mundial do Brasil.

No Pacaembu a seleção B, o combinado paulista deu um show e derrotou os húngaros por 5x3. Foi um jogaço com um Pacaembu abarrotado com mais de 40 mil pessoas. Servílio marcou dois gols, Lima, Abel e Nair completaram o placar para os brasileiros.

Menos de um ano depois na Copa do Mundo na Inglaterra, do combinado paulista apenas Lima, volante do Santos, participou do Mundial. O Brasil perdeu para a Hungria por 3x1 e foi eliminado na primeira fase. 
 

João Nassif
Por João Nassif 16/10/2018 - 08:12Atualizado em 16/10/2018 - 08:45

Thiago Ávila *

Nesta quarta-feira (10) foi anunciada a criação da W Series, a categoria automotiva exclusivamente feminina. A ideia veio da britânica Catherine Bond Muir, fã do esporte, e também uma mãozinha de Carmen Jordá, que desde que assumiu a posição de membro da comissão das mulheres da FIA vem sugerindo a ideia de criar uma categoria exclusiva. Mas e aí: será que funciona?

Desde o início do esporte à motor, mulheres e homens podiam (e ainda podem) competir juntos, por não haver diferenças biológicas que comprometam a competitividade. Porém, a argumentação que Jordá tinha era que as mulheres em competições de alto nível não chegam nem a um 15º lugar e também via as oportunidades femininas se fechando nas grandes categorias. Bastava uma mexida no palito de fósforo para ela abraçar a causa e falar que "estamos no caminho certo", segregar o esporte.

Carmen Jordá não é o melhor nome para defender as mulheres no quesito competitividade. Sempre conquistou resultados bem abaixo em categorias de acesso e o máximo que conseguiu foi ser piloto de testes da Lotus.

Mas, falando da iniciativa, isso ajuda mesmo as mulheres? Primeiro pensamos o seguinte: nada (absolutamente nada) vai mudar a respeito de homens e mulheres em outras categorias, todas ainda vão poder competir e quem já tem espaço, como a Bia Figueiredo na Stock Car e a Pippa Mann na Indy, vão continuar lá. Ou seja, não será uma divisão, mas sim uma categoria extra para mulheres que, digamos... tem o mesmo perfil de Jordá.

Em compensação “as pilotos” teriam mais visibilidade correndo com homens, como futebol nas Olimpíadas, quando os olhos dos espectadores se abrem mais para as mulheres.

Porém, segundo a idealizadora da competição, a W Series tem como objetivo aumentar o número de mulheres pilotos e promove-las à F1, se caracterizando como um campeonato de Formula 3.

Bom, em relação a tudo isso, acredito que seja uma boa iniciativa, afinal, quanto mais categorias, mais corridas para se assistir. Mas, falando em representatividade, talvez segregue mais o esporte.

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 15/10/2018 - 15:45

O termo Tríplice Coroa é aplicado no Brasil de forma geral ao time que consiga três títulos em um único ano. Durante um período os times brasileiros que disputavam a Copa Libertadores da América foram impedidos de disputar a Copa do Brasil, portanto a Tríplice Coroa não pode ser considerada nos moldes da forma como é tratada na Europa.

Nos moldes europeus a leva-se em consideração competições nacionais e a Copa Europeia dos Campeões. O termo Tríplice Coroa é mais frequentemente aplicado para clubes que conquistam três títulos em competições de toda temporada, portanto se excluem o Mundial de Clubes e competições de um único confronto como as Recopas e Supercopas.  

A Tríplice Coroa brasileira envolve duas competições nacionais e uma regional. Há ainda as Tríplices Coroas Genéricas que registram a conquista de três títulos numa mesma temporada.

Os clubes brasileiros que possuem a Tríplice Coroa são: Bahia, Santos, Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Paysandu, Cruzeiro e Internacional.

Bahia campeão da Taça Brasil-1959

O Bahia foi o primeiro clube a conquistar a Tríplice Coroa Brasil. Em 1959 os baianos foram venceram o Campeonato Baiano, o Torneio Norte-Nordeste e o Campeonato Brasileiro (Taça Brasil).

O Santos foi o primeiro clube que venceu a Tríplice Coroa Genérica por duas vezes consecutivas. O time da Vila Belmiro foi campeão em 1962 e 1963 do Campeonato Brasileiro, então Taça Brasil, da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/10/2018 - 06:10

Apenas dois times estão conseguindo manter regularidade e presença no grupo de acesso da série B: Fortaleza e CSA. Já foram disputadas 31 rodadas, faltando sete para o final do campeonato.

Os dois estão no G-4 desde o início, o Fortaleza entrou no grupo na segunda rodada e o time alagoano na quarta. A diferença é que o time comandado pelo Rogério Ceni vem mantendo a liderança desde a rodada de número 5, enquanto o CSA que foi durante muito tempo o segundo colocado vem caindo e hoje está na quarta posição ameaçado diretamente pelo Vila Nova que está apenas dois pontos atrás.

O Goiás que faz até agora a melhor campanha do returno saiu da zona de rebaixamento na rodada 13 e está em segundo sinalizando um eventual acesso. Sob o comando do Nei Franco havia feito 27 pontos ao final do primeiro turno e já conquistou 26 em 12 rodadas do returno. 

Completando o bloco do acesso, o Avaí atual terceiro colocado tem oscilado, mas mesmo quando teve alguns resultados negativos ficou sempre perto do G-4. Até agora com 22 pontos no returno o Avaí tem a terceira melhor campanha, atrás somente do Goiás e do Londrina que já ganhou 23, mas é apenas o oitavo colocado na classificação atual.

Creio que Fortaleza e Goiás subirão. As outras duas vagas devem ficar entre Avaí, CSA e Vila Nova. Guarani, Atlético-GO, Londrina e Coritiba têm chances remotas.

Na parte de baixo com o Boa já rebaixado, somente um entre Sampaio Correa, CRB, Paysandu e Juventude irá escapar. Todos estes quatro têm 32 pontos, por isso afirmo que a pontuação para escapar da degola irá diminuir ficando entre 42, 43 pontos ou até menos. Faltam sete rodadas, quer dizer 21 pontos que cada time irá disputar até o final.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/10/2018 - 11:49

Uma das figuras mais folclóricas do futebol brasileiro foi o massagista Eduardo Santana, nascido em Andrelândia Minas Gerais em 1934.

Conhecido como Pai Santana tornou-se personagem famoso quando foi trabalhar no Vasco da Gama em 1953. Além de massagista era pai de santo e um ex-lutador de boxe que começou na Bahia. No futebol passou pelo Bahia, Botafogo e Fluminense antes de chegar em São Januário. Foi também durante muitos anos massagista da seleção brasileira.

Sua imagem ficou fortemente ligada ao Vasco da Gama, especialmente por ter feitos “trabalhos espirituais” com os quais afirmava ter ajudado o time e prejudicado seus adversários nas décadas de 1970, 80 e 90. Foi inclusive treinador interino do time num torneio em Curitiba em 1974, inclusive ganhando o título.

Pai Santana tinha alguns rituais como acender velas no vestiário vascaíno e estender a bandeira do Vasco no gramado, ajoelhando-se e beijando-a.

Logo depois de deixar o clube em 2006 sofreu um Acidente Vascular Encefálico. Passou a ter dificuldade de fala e respiração, vindo a falecer em 2011 de insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia.

Pai Santana foi incluído na seção de ídolos do site oficial do Vasco da Gama.
 

João Nassif
Por João Nassif 13/10/2018 - 13:55

No final deste mês, mais precisamente no dia 30 a Chapecoense vai comemorar 41 anos de seu primeiro título estadual. Título cercado de muita polemica extracampo, mas confirmado pela Federação Catarinense de Futebol.

 

Chapecoense campeã em 1977

O pivô de toda confusão foi o lateral Cosme da Chapecoense que foi expulso em um amistoso contra o Joaçaba no dia 16 de setembro de 1977. O Avaí afirmou que o lateral não poderia atuar no primeiro jogo da decisão em Florianópolis que terminou em 1x1.

A Chapecoense enviou para a Federação uma súmula onde não aparecia o nome de Cosme e sim registrava a expulsão de Elói. O segundo jogo em Chapecó, com Cosme em campo terminou com a vitória dos donos da casa por 4x3.

O Avaí que havia pedido no tribunal a impugnação do primeiro jogo, solicitou o mesmo para o segundo. No tapetão ficou decidido que haveria um terceiro jogo, também em Chapecó, pois o time da casa tinha a melhor campanha no pentagonal final. Além dos finalistas disputaram a fase final o Comerciário que ficou em terceiro, o Joinville e o Paysandu de Brusque.

A partida final terminou com a vitória da Chapecoense por 1x0, gol do atacante Jaime aos 40 minutos do segundo tempo.

Independente da polêmica valeu a decisão de campo e a grande festa realizada em Chapecó. A Associação Chapecoense de Futebol criada dois anos antes mostrava que chegou para se inserir no grupo dos grandes do futebol catarinense.

João Nassif
Por João Nassif 13/10/2018 - 07:40

Os 10 clubes que disputarão o campeonato catarinense da série A em 2019 já devem estar pensando qual será a fórmula da competição.

A exemplo da temporada 2018 o calendário divulgado pela CBF reservou 18 datas para os campeonatos estaduais. A Federação Catarinense conseguiu uma data extra e pode realizar um jogo final entre os dois primeiros colocados da competição ser disputada por pontos corridos em turno e returno.

O mesmo pode acontecer para a temporada 2019 e assim ao invés do campeonato começar dia 20 de janeiro como ordenou a CBF poderia haver uma antecipação e o campeonato teria início no dia 17.

Existem outras fórmulas que serão apresentadas no Conselho Técnico previsto para o dia 31 deste mês, mas certamente o formato de 2018 não será alterado pela exigência do Estatuto do Torcedor que indica a manutenção do regulamento no mínimo por dois anos. A inclusão de uma data extra é permitida havendo consenso entre os clubes.

A se confirmar o início do campeonato no dia 17 os jogadores de clubes envolvidos nas séries A e B do Brasileirão de novo sofrerão, pois novamente a pré-temporada será curta sem tempo para uma preparação mais adequada com reflexo direto no rendimento físico dos atletas.

Como haverá paralização das competições na metade do ano em virtude da Copa América que será realizada no Brasil o calendário continuará apertado com as competições como Copa do Brasil, Campeonatos Brasileiros, Libertadores, Copa Sul-Americana que ficarão novamente sobrepostas exigindo o máximo de clubes e jogadores. 

Os campeonatos estaduais teriam que ser repensados, quem sabe para 2020 num formato mais enxuto para não massacrar a todos envolvidos que hoje são obrigados a jogar um exagero de partidas durante toda temporada.  
 

João Nassif
Por João Nassif 12/10/2018 - 15:58

Diferente do que ocorre atualmente lá atrás a seleção brasileira se reunia esporadicamente, não havia as famigeradas datas FIFA e todos discutiam, mas respeitavam as convocações sem prejuízos para os clubes. Hoje não é assim e um simples amistoso da seleção desfalca os times de seus principais jogadores em competições da mais alta importância.

Querem um exemplo? O Brasil perdeu a Copa de 1974 disputada na Alemanha Ocidental. Fez seu último jogo no dia 06 de julho contra a Polônia pela decisão do 3º lugar. 

O próximo jogo da seleção brasileira foi acontecer somente no dia 25 de fevereiro de 1976 em Montevidéu. A partida valeu pela Copa Rio Branco, uma disputa direta entre Brasil e Uruguai que teve várias edições. Quer dizer, mais de 19 meses após o jogo pela Copa de 1974.

Neste período o Brasil jogou uma Copa América, mas com uma seleção formada apenas por jogadores que atuavam em Minas Gerais. Foi um combinado entre Cruzeiro e Atlético Mineiro.

Em pé da esq. p/dir.: Nelinho, Venderlei, Miguel, Piazza, Raul, Gtúlio.
Agachados: Roberto Batata, Geraldo, Roberto Dinamite, Palhinha, Romeu

Depois dos mineiros eliminarem na primeira fase Argentina e Venezuela, foi disputar as semifinais com a seleção do Peru.

No primeiro jogo os peruanos venceram em plena Belo Horizonte por 3x1. Obrigada a vencer o Peru em Lima a seleção ganhou alguns reforços. Geraldo meia do Flamengo e Roberto Dinamite do Vasco ajudaram o Brasil na vitória por 2x0.

De forma bizarra a seleção brasileira foi eliminada através um sorteio. Depois desse fracasso a CBF resolveu disputar as futuras Copas sempre com o time principal e assim melhorou o rendimento do país na competição.