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João Nassif
Por João Nassif 19/11/2018 - 13:25Atualizado em 19/11/2018 - 14:43

Virou moda no Criciúma os presidentes incompetentes na gestão do futebol torcer contra os outros times catarinenses que disputam com melhor rendimento competições nacionais.

Só para refrescar a memória dos torcedores, o Criciúma que estava na série A em 2014 foi rebaixado, enquanto Avaí e Joinville que disputaram a B no mesmo ano foram promovidos para a elite em 2015. O Joinville como campeão e o Avaí quarto colocado.

Com estes dois acessos e mais Chapecoense e Figueirense que permaneceram na série A Santa Catarina ficou com quatro clubes na primeira divisão do futebol brasileiro na temporada 2015.

E aí o então presidente Antenor Angeloni que viu o futebol do Criciúma fracassar pela incompetência do dirigente escalado por ele largou a pérola: “Vou torcer para que os quatro caiam para a segunda divisão no final do campeonato”.

O mesmo falou o atual, Jaime Dal Farra, que veio aos microfones colocar a série B deste ano sob suspeita pela ascensão do Paysandu que coloca em risco a classificação do Criciúma. Sem provas, num absoluto gesto de desespero o presidente do clube de tamanha história e tradição jamais poderia embarcar nesta paranoia para encobrir sua desastrada gestão no futebol. E mais, afirmou com todas as letras que vai torcer para o rebaixamento do Figueirense por ter perdido de virada para o Paysandu na penúltima rodada. 

Que o Criciúma é a grande história do futebol catarinense não se discute. Mesmo a Chapecoense que já jogou Libertadores não tem nenhum título nacional. 

Por isso o Criciúma é digno de respeito a começar por seus dirigentes que mordidos pela soberba preferem atacar os outros clubes ao invés de olharem para seus próprios umbigos e reconhecerem a incapacidade de gerenciar o futebol de um clube historicamente vencedor e dar satisfações à sua torcida fiel e ultimamente sofredora.
 

João Nassif
Por João Nassif 19/11/2018 - 10:25

A rodada final da série B que será jogada no próximo sábado reservou emoções nas brigas pelo acesso e descenso com o envolvimento de 10 times, metade dos participantes, nas ponto de cima e de baixo na classificação.

Na briga pelo acesso, Avaí, Ponte Preta, CSA e Atlético-GO ainda tem chances sendo que a missão mais fácil é do CSA que mesmo fora de casa irá enfrentar o já rebaixado vice lanterna Juventude. Mesmo fora do G-4 o time alagoano conta com o confronto direto entre Avaí e Ponte Preta que com qualquer resultado confirmará o acesso de apenas um. O Avaí joga pelo empate. 

Ainda que remotamente o Atlético-GO poderá subir desde que haja empate na Ressacada e o CSA seja derrotado em Caxias do Sul.

A tendência é que Avaí e CSA façam companhia ao Fortaleza em Goiás na elite em 2019.

Na ponta de baixo a pior situação é do Paysandu que é obrigado a vencer em casa o Atlético-GO e torcer para que o Criciúma ou Oeste não vençam seus jogos. Se empatar só não cairá se o Criciúma perder no Heriberto Hülse para o Sampaio Correa por três gols de diferença. Perdendo na Curuzu para o time goiano vai para a série C no ano que vem.

Ainda sob riscos Criciúma, Oeste e CRB, todos jogando em casa, têm a missão teoricamente mais fácil. Sampaio Correa, Boa, adversários de Criciúma e Oeste, respectivamente já estão rebaixados. O Figueirense adversário do CRB não deve assustar, pois faz uma campanha horrorosa nesta reta final.

Figueirense e São Bento ainda poderão ser rebaixados, mas o saldo de gols de ambos é melhor que dos demais, portanto os riscos são pequenos.

Deve sobrar para o Paysandu preencher o quadro final do descenso.
 

João Nassif
Por João Nassif 18/11/2018 - 12:23

A FIFA definiu em janeiro do ano passado que a partir da 23ª edição a Copa do Mundo passará a ser disputada por 48 seleções. Este Mundial em 2026 terá sede compartilhada entre os Estados Unidos, México e Canada.

Antes a edição de nº 22 será disputada em 2022 no Qatar.

Com tantas seleções participantes do torneio não teremos mais sede única e sendo assim vários países limítrofes ao redor do planeta já estão se movimentando para sediar o Mundial de 2030.

A mais comentada até agora é a candidatura conjunto entre Uruguai, Argentina e Paraguai que seria uma forma de levar a Copa do Mundo ao berço no ano de seu centenário.

A Inglaterra deverá vir com força para sediar a Copa de 2030 em parceria com Escócia, País de Gales, Irlanda e Irlanda do Norte.

Marrocos que perdeu a disputa pela sede em 2026 não abandonou seu projeto e possivelmente juntará forças com Argélia e Tunísia.

Ainda há interesses expressos de Camarões juntamente com o Egito, da Espanha com      Portugal e da Coréia do Sul com Coréia do Norte, Japão e China.

A todas estas intenções o primeiro ministro da Bulgária declarou recentemente que os Balcãs devem ter sua proposta com seu país se candidatando juntamente com a Sérvia, Grécia e Romênia.

Com todas estas prováveis candidaturas certamente teremos uma verdadeira guerra politica entre os países que se propõe a acolher a grande festa do futebol mundial. Depois de várias experiências como será o impedimento à corrupção? 

 

João Nassif
Por João Nassif 17/11/2018 - 14:07

O Football Leaks é um site investigativo que revela situações sigilosas do mundo do futebol, seja salários de jogadores, taxas de transferências, informações sobre contratos de atletas e movimentação politica entre os clubes e Federações.

O site divulgou recentemente pela revista alemã Der Spiegel documentos que mostram que os clubes mais poderosos da Europa estão se articulando para a criação de uma Superliga Europeia que seria uma ameaça ao futuro do futebol. Esta ameaça seria de acordo com a Associação de Ligas Europeias que representa 35 ligas profissionais de 28 países chegando ao total de 939 clubes.  

O projeto está sendo aprimorado para entrar em operação em 2021. A ideia seria a formação de um campeonato com 16 clubes. 

Os 11 fundadores, Real Madrid, Barcelona, Manchester United, Arsenal, Liverpool, Manchester City, Chelsea, Juventus, Milan, Bayern Munique e PSG. Portanto cinco da Inglaterra, dois da Espanha, dois da Itália e um da Alemanha e França. Estes 11 não poderiam ser rebaixados por 20 anos.

Além desses seriam inicialmente convidados Internazionale, Roma, Atlético de Madrid, Borussia Dortmund e Olympique de Marseille. 

Essa Superliga é uma ameaça clara à Champion League e também às ligas nacionais.

A Associação das Ligas Europeias tem expressado forte repúdio à iniciativa, pois todos seus filiados apoiam o modelo esportivo europeu no qual os mecanismos de promoção e rebaixamento estão no coração de qualquer competição.

A FIFA foi ainda mais radical na proibição da criação da Superliga. Seu presidente Gianni Infinito ameaçou proibir jogadores que disputarem uma eventual Superliga de jogarem torneios nacionais, a Eurocopa e até mesmo a Copa do Mundo.

E mais, o secretario geral da entidade, corroborando o chefe disse: “se você rachou, você rachou. Não fica com um pé dentro e outro fora”.

Vem aí uma queda de braços de final imprevisível.

 

João Nassif
Por João Nassif 16/11/2018 - 12:01Atualizado em 17/11/2018 - 12:05

A final da Copa do Mundo de 1954 foi certamente a mais surpreendente entre todas realizadas até agora.

A FIFA escolheu a Suíça para sediar o V Mundial da história pela sua neutralidade na Segunda Guerra Mundial e por isso poupada da destruição que o conflito impôs a outros países. Foi a primeira Copa do Mundo na Europa depois da guerra.

A Hungria dominava o futebol europeu quando da época do Mundial, estava invicta a quatro anos e chegou à Suíça como a grande favorita. E foi logo confirmando seu favoritismo impondo duas goleadas na primeira fase, 9x0 contra a Coréia do Sul e 8x3 sobre a Alemanha Ocidental. Os alemães jogaram com meio time de reservas.

Depois nas quartas de final despachou a seleção brasileira na vitória por 4x2 e vencendo o Uruguai nas semifinais também por 4x2.

Os alemães foram mais modestos e antes da goleada sofrida contra a Hungria já haviam vencido a Turquia por 4x1. Pelo regulamento foram obrigados a fazer um jogo desempate com a mesma Turquia e venceram por 7x2.

Nas quartas de final a Alemanha Ocidental derrotou a Iugoslávia por 2x0 e nas semifinais a Áustria por 6x1.

Alemães com a Jules Rimet em 1954

Na grande final a Hungria como já havia feito nos jogos anteriores começou com força total e com oito minutos já faziam 2x0. Os alemães diminuíram dois minutos depois e aos 18 empataram o jogo.

Aos poucos foi prevalecendo o preparo físico e o fato da Alemanha Ocidental ter poupado titulares no jogo da fase de grupos foi preponderante para que no final vencesse por 3x2. O gol da vitória foi marcado aos 39 do segundo tempo.

A Hungria foi vitima do favoritismo que havia derrotado a seleção brasileiro na Copa do Mundo de 1950.
 

João Nassif
Por João Nassif 15/11/2018 - 11:56Atualizado em 17/11/2018 - 12:00

Assim como os jogos Olímpicos, as Copas do Mundo também são integração de povos dos mais variados cantos do planeta Terra. Se nas Olímpiadas quase todos os atletas defendem os países em que nasceram, nos Mundiais de Futebol com suas 32 seleções muitos jogadores que não nasceram no país defendem as cores da terra de origem de seus pais que por um motivo imigraram para outras nações. 

Na Copa do Mundo de 2018 disputada este ano na Rússia, o Marrocos é um exemplo desta situação, pois dos 23 jogadores inscritos apenas seis nasceram no país.

Os outros 17 são filhos de pais imigrantes que se esparramaram por vários países do continente europeu e encontraram no futebol a possibilidade de se tornarem alguém e manter o sustento de seus familiares. Muitos atuam em equipes de ponta nas várias Ligas europeias.

Seleção de Marrocos na Copa de 2018

Oito dos “estrangeiros” nasceram na França, cinco na Holanda, dois na Espanha, um no Canadá e outro na Bélgica.

Todos os jogadores marroquinos que atuam pelo mundo estão bem espalhados pelas diversas ligas europeias, são raros os que atuam nos campeonatos africanos e asiáticos.

Esta diversificação de clubes, mostra que apenas dois jogadores atuam num mesmo time, este time é o Feyenoord da Holanda. Não há mais na relação dos 23 que disputaram a Copa do Mundo dois jogadores num mesmo time.

Nos grandes da Europa um o zagueiro Hakimi pertence ao Real Madrid, o zagueiro Benatia joga na Juventus da Itália e o atacante Ziyech no holandês Ajax. Os demais jogam em clubes de menor expressão do futebol europeu.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/11/2018 - 19:10

A Inglaterra é o país que mais cultiva a tradição nas participações em Copas do Mundo. Afinal, os inventores do futebol dificilmente convocam jogadores que jogam em outros campeonatos que não seja a Premier League.

Este conceito foi literalmente aplicado na relação de convocados para o Mundial disputado este ano na Rússia. O técnico Gareth Southgate, também inglês relacionou os 23 jogadores permitidos pelo regulamento, todos eles jogando o campeonato da terra da Rainha.

Inglaterra na Copa da Rússia

Além dos clubes de ponta da Premier League, foram convocados alguns jogadores de times menores do campeonato inglês. Stoke City, Burnley, Crystal Palace são os pequenos times ingleses que tiveram jogadores no grupo que foi à Rússia.

O Everton e o Leicester, times de porte médio também tiveram jogadores convocados, inclusive Pickford do Everton foi o goleiro titular e uma das atrações do torneio. O Leicester campeão inglês há duas temporadas teve dois convocados, o zagueiro titular da seleção Maguire e o atacante Vardy o artilheiro do time.

A lista dos 23 teve cinco jogadores do Tottenham, quatro do Manchester City, outros quatro do Manchester United, dois do Liverpool, além de um do Arsenal e outro do Chelsea.

A seleção brasileira apresentou somente três jogadores que atuavam no país. Dois do Corinthians, o goleiro Cássio e o lateral Fágner e o zagueiro Geromel do Grêmio.

O Manchester City da Inglaterra foi quem cedeu o maior número de jogadores entre os outros 20 que atuam na Europa. O goleiro Ederson, o lateral Danilo, o volante Fernandinho e o atacante Gabriel Jesus. 
 

João Nassif
Por João Nassif 13/11/2018 - 18:56

Está registrado na história que o primeiro jogo da seleção brasileira aconteceu no dia 21 de julho de 1914 contra o Exeter City da Inglaterra vencido pelos brasileiros por 2x0.

Antes há o registro de vários jogos envolvendo seleções regionais contra times estrangeiros que vinham de passagem pelo Brasil.

O primeiro destes jogos foi realizado no dia 30 de outubro de 1903 no Campo dos Mártires em Salvador na Bahia. Foi o primeiro jogo internacional disputado em Salvador entre um time formado por marinheiros que estavam na cidade e um combinado anglo-brasileiro. A partida terminou empatada em 0x0. 

Campo dos Mártires - (Salvador-BA)

Em 21 de outubro de 1901, Zuza Ferreira, cidadão baiano improvisou um campo de futebol no Campo da Pólvora que era chamado de Campo dos Mártires, demarcando o espaço do gol com duas pedras gigantes com 10 metros entre uma e outra.

O Campo da Pólvora, nome definitivo a partir de abril de 1905 não tinha arquibancadas e se tornou oficial com a realização dos jogos da Federação Baiana de Esportes Terrestres. 

O público se posicionava pelos quatro cantos do campo que era cercado por cadeiras onde as senhoras se sentavam. Além disso todos tinham que se vestir a rigor, pois o futebol naquela época era feito para a elite.

Atualmente o Campo da Pólvora não existe mais. Em seu lugar foi construída uma estação de metrô da capital baiana. A Estação Campo da Pólvora sob o Largo do Campo da Pólvora.

João Nassif
Por João Nassif 12/11/2018 - 22:42Atualizado em 13/11/2018 - 17:54

Depois da espetacular campanha na série B em 2002 que culminou com a conquista do título o Criciúma no ano seguinte retornou à elite do futebol brasileiro.

A participação na série A depois de cinco temporadas pode ser considerada razoável com o time ficando na 14ª posição num campeonato de 24 times jogando por pontos corridos em turno e returno.

O Criciúma realizou 46 jogos obtendo 17 vitórias, nove empates e perdendo 20 jogos. Seu ataque marcou 57 gols contra 69 sofridos pela defesa. Conquistou um total de 60 pontos.

Paulo Baier cobrando pênalti em 2003

Em meio ao primeiro turno o time comandado pelo saudoso Lori Sandri emendou uma sequencia de seis vitórias que deram alento à campanha.

A série começou depois de uma derrota em São Januário por 2x0. Primeiro venceu o Paysandu por 2x0 no Heriberto Hülse. Em seguida foi ao Ceará e ganhou do Fortaleza por 1x0 no Presidente Vargas. A terceira vitória consecutiva foi em casa, 1x0 no Atlético Mineiro.

Depois do Atlético o Criciúma recebeu o Juventude e venceu por 3x0. O quinto jogo foi espetacular. Uma vitória sofrida sobre o Flamengo por 4x3 depois de ter feito 4x0 somente no primeiro tempo perante mais de 18 mil torcedores.

Finalmente a série teve fim no antigo Estádio Olímpico em Porto Alegre com uma vitória contundente por 2x0 sobre o Grêmio.

No jogo seguinte os inesperados do futebol deram as caras. Dois atletas, pilares da campanha tiveram que ser substituídos por lesão ainda na primeira etapa. As contusões do zagueiro Cametá e do volante Paulo César, o PC, desarticularam o time que teve quebrada sua espetacular série invicta.  

João Nassif
Por João Nassif 12/11/2018 - 09:01

Thiago Ávila *

Na temporada mais acirrada da era dos motores híbridos, a Mercedes consegue seu quinto título consecutivo do campeonato de construtores, mas não foi seu melhor ano.

Se alguém merece levar um prêmio esse ano é Lewis Hamilton, que durante metade da temporada teve um carro abaixo da Ferrari e mesmo assim levou o título no braço. Lógico que não se pode desmerecer o trabalho da equipe, já que ela em conjunto com o britânico os fez campeões dos dois campeonatos.

Em contrapartida, a rival Ferrari se atropelou em erros bobos de estratégia, de pit stop e ainda contou com a ajuda de Vettel com todas as suas rodadas que lhe custaram vitórias preciosas.

Lewis Hamilton/Mercedes o conjunto perfeito

A temporada começou mal para Hamilton e muito boa para Vettel, e até Valtteri Bottas vinha fazendo uma temporada acima do britânico. Os carros se equiparavam nas primeiras corridas, mas até a chegada das férias a Ferrari se mostrava mais forte. Seb tinha tudo para conquistar o pentacampeonato, mas caiu no próprio erro e as vitórias “na sorte” de Hamilton no começo do campeonato ajudaram muito o britânico.

Lewis já havia confirmado o título de pilotos no México, mas ainda faltava o de equipes para a festa ficar completa. Em seu segundo semestre, correndo praticamente sozinho, venceu oito dos nove duelos contra Vettel nos treinos classificatórios, e desses oito, seis se confirmaram em vitórias.

Já Bottas é apenas o quarto colocado no campeonato, atrás até de Raikkonen. Foi importante no início do ano, mas um completo medíocre no restante. Foi o único do Big-6 da F1 (Hamilton, Vettel, Raikkonen, Bottas, Verstappen e Ricciardo) a não vencer este ano. Tudo bem, teve azar na China e Azerbaijão e na Rússia ele foi obrigado a entregar para Hamilton, mas não fez nada que os alemães esperavam. Seu contrato foi renovado por mais um ano, controverso. Ocon já vem há dois anos batendo na porta da Mercedes, uma hora eles vão ter que deixar entrar, e Bottas que trate de melhorar.

A Ferrari não chegou nem a beliscar um resultado melhor que os flechas prateadas no Brasil e os alemães conquistaram o pentacampeonato dos construtores, hegemônico na era híbrida, com Hamilton vencendo mais uma.

A expectativa para 2019 é empolgante. A briga entre Mercedes e Ferrari deve continuar; Leclerc chega para a equipe de Maranello; Renault, Haas e Racing Point devem se aproximar dos líderes... Uma temporada interessantíssima nos aguarda!

* Thiago Ávila, Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

João Nassif
Por João Nassif 11/11/2018 - 23:59

Os Estados Unidos são os maiores vencedores de provas olímpicas de todos os tempos. Nas 27 Olimpíadas em que estiveram presentes os americanos abocanharam 1.022 medalhas de ouro nos mais diversos esportes.

Além das medalhas de ouro os americanos abocanharam 794 medalhas de prata e 704 de bronze, perfazendo um total de 2.520 medalhas em toda história dos Jogos Olímpicos.

O segundo país mais contemplado em Olimpíadas é a antiga União Soviética com suas 1.010 medalhas em nove participações. Quando foi extinta em 1991 deixou a Rússia como sucessora. Rússia que disputou seis Jogos Olímpicos e ganhou um total de 446 medalhas. Somando as duas nações o total é de 1.456 medalhas.

Deste total 544 são de ouro, 395 da União Soviética 149 da Rússia. 455 são de prata, 319 da União Soviética e 136 da Rússia e são 457 medalhas de bronze, 296 da União Soviética e 161 da Rússia.

Em terceiro pelo número de medalhas conquista está a Grã-Bretanha que participou 28 vezes das Olimpíadas. Os britânicos ganharam 263 de ouro, 295 de prata e 289 de bronze, num total de 847 medalhas.

Na quarta posição está a China que participou de apenas 10 Jogos Olímpicos. Os chineses têm até agora 227 medalhas de ouro, 164 de prata e152 de bronze. No total a China já conquistou 543 medalhas em Olimpíadas.

Fechando o top-cinco vem a França que também esteve presente em 28 Jogos Olímpicos e ganhou 212 medalhas de ouro, 241 de prata e 260 de bronze, total 713 medalhas.

Vale o registro que a posição dos países no ranking olímpico é definida pelo número de medalhas de ouro conquistadas.

O Brasil está numa modesta 35ª colocação com um total de apenas 128 medalhas olímpicas em 22 participações. São 30 de ouro, 36 de prata e 62 de bronze. 
 

João Nassif
Por João Nassif 11/11/2018 - 12:45

As coletivas pós jogos de futebol servem para que os envolvidos expliquem o resultado, a escalação, as alterações, enfim todas as incidências da partida.

Normalmente o técnico e alguns jogadores se manifestam e quase sempre as explicações são genéricas, mesmo porque as perguntas são mais no sentido de permitir os profissionais de darem poucas explicações, principalmente quando os resultados são negativos.

Não pode ser somente desta forma. Além de técnicos e jogadores os dirigentes responsáveis pelo planejamento teriam que vir aos microfones dar satisfações aos torcedores ainda mais quando os objetivos não são conquistados.

Estou me referindo a um cenário ideal que infelizmente não é montado pela direção do Criciúma EC.

O presidente e o diretor de futebol simplesmente desapareceram e há muito tempo não dão as devidas explicações pela horrorosa campanha apresentada pelo time na atual temporada.

Não há mais respeito pela história do clube que sem falar em anos recentes, agora em 2018 lutou até o final para não ser rebaixado no campeonato estadual e faltando duas rodadas para encerramento da série B conseguiu ficar pendurado para fugir da terceira divisão do futebol brasileiro. E os dirigentes desaparecem sem dar explicações.

Sobra então para o técnico que a cada entrevista, e olha que ele fala todos os dias, ter que justificar os maus resultados. Fala tanto na ausência dos maiores responsáveis que suas entrevistas não têm mais o poder de convencer aos de melhor boa vontade.

Na última, então chegou ao limite ao afirmar que o empate contra o CRB se deveu à ausência do Jean Mangabeira que pela primeira vez foi a bengala para justificar o péssimo futebol apresentado. 

E mais, afirmou como profundo conhecedor da série B que sempre nas rodadas finais acontecem coisas estranhas. Não foi questionado e assim ficamos sem saber o que de estranho acontece no futebol brasileiro.

De qualquer forma ainda continuo afirmando que o Criciúma não será rebaixado e os 43 pontos já conquistados são suficientes para manter o time na série B, mesmo que muitos ainda duvidem.
 

João Nassif
Por João Nassif 10/11/2018 - 15:54

A Copa das Nações da Oceania é disputada por 11 países filiados a Confederação de Futebol da Oceania.

O torneio é disputado desde 1973 e já foram realizadas 10 edições, portanto não há uma frequência definida e os torneios acontecem em países da Oceania ou eventualmente em algum próximo do continente.

Não existe fase classificatória na Copa das Nações da Oceania. As seleções se dirigem à uma sede e lá são disputados os jogos que apuram o campeão.

A Nova Zelândia conquistou a Copa cinco vezes e a Austrália venceu em quatro oportunidades, são, portanto, os maiores vencedores. Somente o Taiti furou este predomínio e sua seleção foi campeã em 2012, conquista que lhe deu o direito de disputar a Copa das Confederações no Brasil em 2013.

Taiti na Copa das Confederações de 2013

Nova Caledônia, Papua Nova-Guiné e Ilhas Salomão são outros países cujas seleções disputaram uma final na Copa das Nações da Oceania.

Em 2006 a Austrália migrou para a Confederação Asiática deixando somente a Nova Zelândia como a grande potencia do futebol da Oceania.

A disparidade de forças permite que a Copa das Nações da Oceania registre algumas das maiores goleadas do futebol mundial.

Em 2000 na cidade de Papeete na Ilha do Taiti a Austrália venceu as Ilhas Cook por 17x0. Dois anos antes na cidade de Brisbane a Austrália, em casa, novamente goleou as Ilhas Cook, desta feita por 16x0.
 

João Nassif
Por João Nassif 09/11/2018 - 09:46Atualizado em 10/11/2018 - 09:52

A Copa Ouro é o principal torneio da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, cuja sigla é CONCACAF. 

O primeiro campeonato da CONCACAF foi disputado em 1963 substituindo um torneio que de 1941 a 1961 tinha apenas seleções da América Central e das Ilhas do Caribe. A este torneio foi integrado outro que era disputado apenas pelas seleções da América do Norte.

Entre 1973 até 1989 não aconteceu nenhum torneio entre as seleções da CONCACAF e era considerado campeão continental o país melhor colocado nas Eliminatórias para a Copa do Mundo. Finalmente em 1991 foi criada a Copa Ouro integrando todas as seleções filiadas à CONCACAF.

O primeiro torneio teve como sede os Estados Unidos que foram os campeões derrotando a seleção de Honduras nos pênaltis.

A Copa Ouro que está em sua 14ª edição é disputada a cada dois anos e por questões eminentemente financeiras tem como sede os Estados Unidos. Depois da fase de classificação quando todas as seleções da CONCACAF disputam jogos eliminatórios e quase sempre os mesmos jogam a fase final, por isso as seleções mais tradicionais são as vencedoras do torneio.

O México foi campeão em sete vezes oportunidades, os Estados Unidos venceram seis vezes e o Canadá tem apenas um título conquistado no ano 2000 quando venceu a Colômbia na decisão.

Aí perguntam como Colômbia que é país sul-americano? Disputou como convidada, assim como o Brasil que foi convidado em 1996 e 2003 quando terminou as duas vezes em segundo lugar perdendo as decisões para a seleção mexicana. 
 

João Nassif
Por João Nassif 08/11/2018 - 09:40Atualizado em 10/11/2018 - 09:45

A Copa das Nações Asiáticas foi disputada pela primeira vez em 1956 e de lá para cá vem numa sequencia de quatro em quatro anos.

Com a inscrição de 20 nações, a fase eliminatória foi dividida em três zonas. O sorteio realizado em Hong Kong ainda em 1955 definiu que a Zona Oeste tivesse a participação de oito seleções: Burma, Nepal, Índia, Irã, Afeganistão, Ceilão, Paquistão e Israel.

Israel passou para a fase final, pois todas as outras sete seleções, por questões politicas se recusaram a enfrentar a seleção israelense. Depois de várias tentativas frustradas da Confederação Asiática no sentido de demover os países a aceitarem Israel, este foi informado que estava classificado para a fase final.

Na Zona Central a classificada foi a seleção do Vietnã do Sul e na Zona Leste a Coréia do Sul foi para a fase final.

Portanto, os finalistas da 1ª Copa das Nações Asiáticas foram Israel, Vietnã do Sul, Coréia do Sul e a anfitriã Hong Kong. A decisão foi disputada em turno único com todas as seleções se enfrentando.

Coréia do Sul-campeã da Copa da Ásia

A Coréia do Sul chegou na frente com duas vitórias e um empate. Venceu Israel por 2x1 e Vietnã do Sul por 5x3. O empate foi com os donos da casa que terminou em 2x2.

Os coreanos foram os campeões da 1ª Copa das Nações Asiáticas.

Até hoje foram disputas 16 torneios das Nações na Ásia e o Japão é o maior vencedor com quatro títulos. Irã e Arábia Saudita ganharam o torneio em três oportunidades. 
 

João Nassif
Por João Nassif 07/11/2018 - 22:01

A Copa Africana das Nações foi disputada pela primeira vez em 1957 sendo, portanto, um torneio mais antigo que a Eurocopa e é realizada a cada dois anos, Depois de começar com poucas seleções, com o passar do tempo foi agregando outras nações e hoje é disputada por todas seleções filiadas à Confederação Africana de Futebol.

A primeira Copa Africana das Nações foi disputada por apenas por quatro países e teve como sede a cidade de Khartum no Sudão.

Seleção do Egito-1ª campeã da Copa da África

As quatro seleções começaram a disputa já na fase semifinal e na primeira delas o Egito eliminou os donos da casa vencendo por 2x1.

Não aconteceu a outra semifinal que seria entre a Etiópia e a África do Sul. A política do apartheid do governo sul-africano proibiu que uma seleção multirracial fosse enviada ao torneio.

Os organizadores sugeriram que fosse realizado um torneio entre as três seleções remanescentes, mas os etíopes não concordaram e assim foram declarados vencedores da semifinal por W.O.

De nada adiantou. Na final do torneio a Etiópia foi massacrada pelo Egito eu venceram de forma inapelável por 4x0. 

O Egito é o maior vencedor da Copa Africana das Nações. Venceu sete das 31 edições do torneio que já foram realizadas. Em segundo lugar no número de conquistas vem Camarões que já venceu cinco vezes. Camarões, alias que venceu a última edição em 2017. 

João Nassif
Por João Nassif 07/11/2018 - 17:45

Assim que terminar o campeonato brasileiro, uma delegação do Criciúma terá por obrigação fazer a caminhada em direção ao Santuário do Caravaggio para agradecer aos céus pela permanência do time na série B.

Foi por verdadeiro milagre que o clube encontrou em alguns adversários uma maior incompetência que lhe permitiu se tornar um dos menos pior entre os piores que participaram da disputa.

A delegação terá que ser chefiada pelo presidente Jaime Dal Farra que brincou com a sorte e não investiu o mínimo para uma campanha mais digna. Desapareceu dos microfones e há muito não vem explicar a campanha aos torcedores. 

A seguir o diretor de futebol Nei Pandolfo que não conseguiu agregar um mínimo de qualidade ao plantel, seja pelo orçamento limitado, seja pela capacidade de encontrar jogadores que pudessem aumentar o nível do time. É outro que também não fala, mesmo que explicações sejam prerrogativas da função.

Logo atrás virá o técnico Mazola Júnior que fez o que pode e tenho dúvidas se é apenas o que sabe fazer com a limitação de plantel. Ficou naquela de um samba de uma nota só. Montou um forte dispositivo defensivo que beirou às raias da retranca e esperou a bola parada. Para sua sorte encontrou em Liel um salvador da pátria, caso contrário não conseguiria atingir seu objetivo de abrir para sua carreira o mercado do sul do país. Pode levar junto o volante/zagueiro artilheiro para ajudar nas preces.

Esta procissão que tem à frente a turma responsável pelo futebol terá logo atrás Robson Izidro, superintendente que foi convocado para blindar e aconselhar o presidente. Fez um bom trabalho no quesito blindagem, mas foi tão eficiente que tirou o microfone da boca do chefe. Nada como uma boa caminhada para reflexão e mudança de conceitos.

Para completar a fila dos que irão ao Caravaggio, os vice-presidentes. Meras figuras decorativas, sem voz para exigir algo mais real com a história do clube, pois são rotulados apenas para composição de chapa. 

Por fim os integrantes do Conselho Deliberativo que são reféns de um contrato que dá plenos poderes à G.A. O dono da empresa não violando o patrimônio pode fazer o que bem entender em qualquer setor do clube. Irão apenas rezar por dias melhores.

Se alguns torcedores quiserem fechar a fila que o façam, mas sugiro que apenas fiquem na expectativa da Santa ouvir todas as preces e iluminar as mentes daqueles que fizeram o Criciúma de tantas glórias pagar outro vexame em mais uma temporada.  
 

João Nassif
Por João Nassif 06/11/2018 - 19:45Atualizado em 07/11/2018 - 13:47

Por todo o planeta são disputadas Copas entre seleções em que cada Confederação que compõe a FIFA coloca em atividade seus filiados no continente.

Na América do Sul é disputada a Copa América, na Europa a Eurocopa, na América do Norte, Central e Caribe a Copa Ouro e as Copa das Nações Africanas, Copa Asiática das Nações, e Copa da Oceania.

A Eurocopa é a segunda maior competição no mundo entre seleções, pois é disputada, entre outras, por cinco seleções que já conquistaram um total de 11 Copas do Mundo. 

Alemanha, Itália, França, Espanha e Inglaterra estão presentes no torneio a cada quatro anos, sem contar outras seleções como Holanda e Portugal com muita tradição nos Mundiais de Futebol.

A Eurocopa foi realizada pela primeira vez em 1960. A fase final foi disputada na França e teve como campeã a antiga União Soviética. Foi o único título conquistado por uma seleção do leste europeu.

A União Soviética derrotou na final a Iugoslávia por 2x1 no Estádio Parc des Princes em Paris.

Na decisão do terceiro lugar, no Velodrome em Marseille a Tchecoslováquia derrotou os donos da casa por 2x0.

O caminho dos soviéticos para chegar ao título ficou marcado pela desistência da Espanha em enfrentar os futuros campeões nas quartas de final. 

A Espanha vivia sob a ditadura do general Francisco Franco que proibiu a delegação espanhola de viajar até Moscou e de entrar em campo em Madrid para disputar as quartas de final.

Pela ausência as vitórias foram dadas à União Soviética por W.O. que já chegando em Paris derrotou a Tchecoslováquia na semifinal também por 3x0.  

Tags: Eurocopa URSS

João Nassif
Por João Nassif 06/11/2018 - 07:40

Infelizmente a mais importante competição do futebol brasileiro está contaminada negativamente pela péssima arbitragem que lhe é oferecida pela CBF, organizadora do campeonato.

Os erros absurdos que são cometidos vão gradativamente tirando a credibilidade de um campeonato que já não tem brilho técnico e está sendo manchado pela incompetência dos dirigentes e pela total falta de preparo dos que têm o poder de mediar as partidas. O que estamos vendo nesta reta final de campeonato é um descalabro que está dando aos árbitros grande protagonismo na decisão do título.

Não é a primeira vez que isso acontece. Outras competições já tiveram suas decisões contestadas por absoluta teimosia da CBF ao não profissionalizar um segmento vital ao bom andamento deste esporte que mexe com o emocional de milhões de pessoas.

Agora, tenho que reconhecer que muitos erros são cometidos pelo comportamento abjeto de muitos dirigentes e jogadores que sentem a fragilidade dos árbitros e provocam situações que induzem aos erros. A simulação dos atletas é um desses componentes. A gritaria dos dirigentes quando se sentem prejudicados são feitas para obter vantagens na sequência.

Temos a comprovação no último escândalo provocado na partida do Internacional contra o time reserva do Atlético-PR. Uma semana antes o time gaúcho foi prejudicado com a marcação de um pênalti inexistente em São Januário. 

A reclamação dos cartolas do Inter foi às raias do absurdo ao afirmar que o complô estava armado para que Palmeiras e Flamengo decidissem o título, pois dão mais audiência e atenderiam aos interesses da mídia.

Quando a infeliz arbitragem catarinense marcou o pênalti a favor numa calamitosa simulação, nenhum pio, a não ser o pedido para o VAR fosse usado neste final de campeonato. O técnico colorado tentando se mostrar ingênuo afirmou na coletiva mais de meia hora depois que ainda não tinha visto o lance e que seu atleta, Rossi, afirmou que havia sentido um braço às suas costas.

Cada um simula e se manifesta de acordo com sua consciência, quando beneficiado ou prejudicado, a verdade é que se não houver um basta nestas aberrações ainda teremos muita discussão nas últimas seis rodadas da série A. 

Pelo critério da CBF os árbitros das Federações dos três times que disputam o título não podem apitar os jogos dos envolvidos, sobram os de outras Federações o que aumenta a possibilidade de maior pressão que induz aos erros. Lamentável. 
 

João Nassif
Por João Nassif 05/11/2018 - 14:56

A politica em todos os tempos sempre procurou se intrometer no futebol afim de capitalizar em razão da paixão dos torcedores, principalmente em Copas do Mundo.

Por exemplo, em 1934 quando da disputa do segundo mundial da história, a Itália anfitriã vivia sob o jugo do fascismo e teve o ditador Benito Mussolini interferindo pessoalmente nas escalas dos árbitros em jogos Itália que acabou vencendo sua primeira Copa do Mundo. 

Em 1978 a Argentina vivia sob a ditadura dos militares e chegou ao título cercada da polemica partida contra o Peru que anos depois ficou comprovada o acerto entre as duas Confederações.

General Jorge Videla, ditador, comemorando a vitória no Mundial de 1978

São situações históricas mais escancaradas no envolvimento da política no mundo do futebol.

Pelo futebol brasileiro temos o exemplo de 1970 quando o país também vivia um regime militar o presidente de plantão, Garrastazu Médici teve ingerência direta na CBD exigindo a demissão do técnico João Saldanha que era comunista declarado que havia vencido os seis jogos que o Brasil disputou pelas eliminatórias. Foi substituído pelo Zagallo que conquistou o tri.

Outro exemplo gritante vivido no Brasil foi a escolha para a sede do Mundial de 2014. Ainda se investiga o uso de propina para os cardeais da FIFA decidirem pelo Brasil com um forte lobby do governo brasileiro que teria que retribuir às grandes empreiteiras com a construção de estádios quase todos com superfaturamento que se revelaram sem qualquer utilidade. 

E por aí vai, quem tiver curiosidade e tempo que procure tantas outras ligações do futebol com a política que certamente todas virão cheias de escândalos.