O promotor de justiça Douglas Roberto Martins precisou intervir para evitar a greve e garantir o funcionamento do hospital infantil Santa Catarina, em Criciúma.
O bloqueio de recursos que seriam pagos para o Instituto Ideas pelo Governo do estado, por decisão da Justiça, como garantia de pagamento dos salários relativos ao mês de maio, não foi suficiente para convencer os funcionários a evitar a greve.
Foram realizadas várias reuniões pelo promotor e compromissos foram assumidos, que devem ser cumpridos durante a próxima semana.
Participaram das reuniões representantes da Secretaria de Saude do Estado, Sindicato dos trabalhadores na saúde, Conselho Regional de Enfermagem, organização que está deixando a gestão do hospital (Ideas) e a organização que está assumindo (Santa Casa de São Bernardo).
As reuniões foram realizadas na sede do Ministério Público e no próprio hospital.
O hospital opera neste sábado (30) com a situação parcialmente resolvida, fazendo atendimentos de urgência e emergência. Voltará a normalidade na proxima semana depois que compromissos assumidos nas reuniões forem cumpridos, principalmente pagamento dos salários e das resciões.
A crise
O Instituto Ideas está saindo da gestão do hospital infantil Santa Catarina, num processo que começou em 2025 e passou por um processo de licitação para definir a nova gestão.
A situação complicou e foi criado um clima de instabilidade no hospital, com ameaça de greve pelos funcionários, depois que o Ideas antecipou o aviso prévio dos funcionários e não garantiu pagamento dos salários e rescisões. Muitos funcionários não compareceram mais ao trabalho e a greve foi anunciada para sexta-feira (29), meio dia.
Os médicos, preocupados com a situação, decidiram fazer apenas atendimentos de urgência e emergência, e transferir os pacientes para outros hospitais.
A Procuradoria Geral do Estado, acionada pela Secretaria de Saúde, foi à Justiça e conseguiu uma liminar na quinta-feira à noite para contigenciar o pagamento da última parcela do contrato com o Ideas para pagamento dos funcionários.
Mas, os funcionários queriam a garantia dos pagamentos, ou manteriam a decisão de greve. Por isso, foi preciso o promotor intervir.
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