O resultado não deixa dúvida. Os professores das creches da Afasc queriam voltar ao trabalho. Foram 355 votos a favor da proposta e pelo fim da greve, contra 51.
As creches já devem funcionar normalmente a partir desta terça-feira.
O encaminhamento para o fim da greve começou a ser feito no programa desta manhã, na rádio Som Maior, quando foi marcada no ar a reunião de negociação entre Sindicato de Professores e direção da Afasc.
Importante - a reunião foi marcada por insistência do presidente do Sindicato, professor José Argente Filho.
Via de regra, em um movimento de greve, a partir da segunda semana há serio risco de esvaziamento. Argente deve ter percebido que havia isso poderia acontecer.
O acordo, em sintese, foi voltar ao trabalho, aguardar julgamento do TRT e, se o pleito do piso nacional para os professores não for confirmado, a última proposta encaminhada pela Afasc para mesa de negociação estará mantida.
Os dias parados, serão compensados pelos professores.
O que fica da greve é que, primeiro, a direção da Afasc foi atropelada pelo movimento, os mecanismos de controle e acompanhamento da prefeitura falharam, e o "fogo amigo" operou firme.
Além disso, ficou evidente que o modelo atual de gestão das creches, feito por organização social, se preservado, precisa ser atualizado, modernizado, para fazê-lo mais eficiente.
Outra possibilidade é a prefeitura seguir na intenção de reassumir as creches, que passou a ser tratada formalmente desde sexta-feira.
Como está, é que não pode continuar.
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