O Instituto Ideas está saindo pela porta dos fundos da gestão do hospital infantil Santa Catarina.
Antecipou o aviso prévio dos funcionários, não garantiu pagamento dos salários e rescisões, e acabou criando um clima de tamanha instabilidade e insegurança que o hospital está sem condições de operar normalmente, porque muitos funcionários não estão comparecendo ao trabalho, e uma greve foi anunciada para sexta-feira.
Os médicos, preocupados com a situação, decidiram fazer apenas atendimentos de urgência e emergência, e transferir os pacientes para outros hospitais.
O Ideas está sendo substituído na gestão por uma nova organização social e o procedimento normal (e legal) seria fazer uma transição sem atropelos, sem traumas, sem colocar em risco o atendimento das crianças/pacientes.
O Governo do estado, pela secretaria de saúde, está em campo desde ontem para recolocar o trem no trilho e evitar o caos.
A nova organização que vai assumir oficialmente no dia 1 de junho, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo, São Paulo, que venceu a licitação, foi chamada em carater emergencial e já está no hospital.
Os deputados da bancada do sul, sob coordenação do deputado Rodrigo Minotto, fizeram reunião de emergência para avaliar o assunto e intervir por uma solução rápida.
Foi chamada para a reunião a gerente regional da Secretria de saude do estado, Moyra Feltrin Lopes (foto).
O secretário de saúde do estado, Diogo De Marchi, participa por telefone.
Ele informou que está alinhado com o Secretário de Saúde do Criciúma, para caso seja necessária alguma ação a nível municipal.
Uma ação da Procuradoria Geral do Estado deve ser encaminhada ainda hoje.
De acordo com De Marchi, os hospitais da região já estão preparados para receber os paciente sdo Hospital Santa Catarina, caso seja necessário.
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