O Criciúma não vence uma eliminatória em Chapecó desde 2008. O desafio é grande, pesado, daqueles que testam a Fé. Mas está longe de ser impossível. Desde que o time de Eduardo Baptista execute o plano com disciplina e concentração máxima.
Jogar em Chapecó nunca é simples. Campo mais apertado, torcida empurrando do primeiro ao último minuto, pressão constante, estádio cheio. A Chapecoense está na Série A e, mesmo vivendo altos e baixos, segue viva. Como diz o ditado dos gaúchos: enquanto há bambu, há flecha.
Para o Tigre, o jogo pede erro zero. Especialmente no sistema defensivo. É fundamental atuar compacto, com meio-campo e defesa bem próximos, e a última linha defensiva sem espaçamentos excessivos. É justamente ali, no corredor central entre zagueiro e lateral, que mora o maior perigo. As transições rápidas e os facões internos que a chape faz que costumam castigar quem vacila. O time de Gilmar Dal Pozzo é especialista nisso. Usa e abusa dessa dinâmica, com meias pifando e jogadores como Marcinho, Ítalo, Bolasie e companhia atacando os espaços com agressividade.
Se Jean Irmer e Eduardo Debiasi conseguirem competir em alto nível no meio campo, vencer duelos e reduzir o tempo de tomada de decisão da Chape, o Criciúma já dá um passo importante. Na frente, o trio Jonathan Robert, Diego Gonçalves e Nicolas vai precisar estar inspirado. Jogo de decisão exige protagonistas. Exige gente que chame a responsabilidade e decida. Se essas peças funcionarem em sintonia, o Tigre tem totais condições de voltar de Chapecó classificado e mostrar, mais uma vez, do que é capaz quando é desafiado no limite.
O torcedor vive um misto de ansiedade, receio e esperança. Mas a confiança existe. A crença de que o maior tricolor do Sul do mundo pode repetir 2008 e eliminar a Chapecoense em seus domínios.
Que seja um jogo de entrega, inteligência e coragem. Oremos.
E boa sorte ao nosso Tigrão.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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