O Tigre venceu o Concórdia por 3 a 1 em uma noite chuvosa, daquelas que lavam a alma. Especialmente a do torcedor carvoeiro, que vinha ressabiado, desconfiado e carente de sinais mais claros de evolução dentro de campo.
E os sinais vieram.
Eduardo Baptista, desta vez, parece ter ouvido os deuses da bola. Abriu mão do excesso de cautela, saiu do conforto dos três zagueiros e apostou em uma linha de quatro mais funcional. Marcinho voltou à sua posição de origem, mais seguro, participando da construção desde trás e não apenas defendendo. À sua frente, Vaguinho atacava a profundidade com inteligência, enquanto Nicolas e Diego Gonçalves formavam o duo ofensivo.
Mas a noite tinha dono.
Com a camisa 10 nas costas, Jhonata Robert foi protagonista. Foi quem mais tentou, mais buscou o jogo, mais assumiu riscos. Arriscou jogadas difíceis, chamou a responsabilidade e deu trabalho constante ao sistema defensivo do Concórdia e foi coroado com um gol e uma bola na trave.
O Tigre foi amplamente superior. Impôs qualidade, intensidade e, sobretudo, seriedade. Pressionou o Galo do Oeste do primeiro ao último minuto, comandou as ações e se comportou como um time grande deve se comportar diante de um adversário menor: com autoridade, concentração e fome de resultado.
Essa atuação segura devolve algo essencial ao futebol: confiança. O torcedor, que andava desconfiado, volta para casa com a sensação de que há mais ali. Muito mais. Que essa equipe ainda pode render, crescer e, principalmente, assumir o protagonismo esperado na busca pelo título.
Não foi apenas uma vitória.
Foi um recado.
E, talvez, um recomeço.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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