O Criciúma foi até Joinville e saiu com um ponto que não empolga, não convence e não satisfaz. Produziu pouco, criou menos ainda e, honestamente, não fez por merecer algo além do empate.
O clássico Norte x Sul, que já entregou noites memoráveis ao futebol catarinense, desta vez passou longe disso. Joinville e Criciúma frustraram os pouco mais de cinco mil torcedores que foram ao estádio esperando um jogo pegado, intenso, com alma de clássico. O que se viu foi um jogo morno, frio, burocrático e com raríssimas chances claras. Em nenhum momento lembrou os confrontos que marcaram época.
O cenário era claro. O JEC vive a pior crise técnica e esportiva de sua história. Um time inseguro, pressionado, sem confiança. E justamente por isso o Criciúma tinha a obrigação de se impor. Não aconteceu. Faltou coragem. Faltou ambição. Faltou vontade real de vencer o jogo.
A equipe de Eduardo Baptista foi previsível. Um time excessivamente burocrático, que se resumiu a cruzar bolas na área sem critério. O meio-campo, que no papel tem talento e qualidade, ainda não encaixou. Já são três jogos e a trinca segue desconectada, sem fluidez, sem controle e sem capacidade de acelerar o jogo quando precisa.
Marcelo Hermes foi quem mais levou perigo, com dois chutes ao gol. E aqui está o dado que escancara o problema: o Criciúma atuou por cerca de 80 minutos com um falso nove e terminou o jogo sem um único chute de centroavante na direção do gol. Zero.
Esse detalhe preocupa. E muito. Porque o Criciúma entrou no campeonato com status de protagonista, mas até agora isso não se traduziu dentro de campo. A inoperância ofensiva é evidente e começa a gerar inquietação no torcedor, que percebe um time com posse, mas sem agressividade, sem fome e sem contundência.
Empatar fora de casa, em clássico, nem sempre é mau resultado. Mas o contexto importa. E nesse contexto, o Criciúma perdeu uma grande oportunidade de mostrar força, personalidade e ambição.
O campeonato está no início, é verdade. Mas o sinal de alerta já acendeu.
É preciso evoluir. E rápido.
Alex Maranhão
Esporte & Negócios
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