A venda do ônibus do Criciúma Esporte Clube não é apenas uma decisão logística. É um recado claro. E ele não é confortável para o torcedor.
Quando um clube abre mão de um ativo próprio para reduzir custos operacionais, o sinal é evidente: falta caixa, falta fôlego e falta margem para erro. A conta chegou. E chegou cedo demais. A justificativa oficial passa pelo alto custo de manutenção e operação do veículo. É válida. Racional. Mas o pano de fundo é outro.
O Criciúma não tem hoje gordura financeira para sustentar escolhas equivocadas feitas em 2025. E aqui é preciso ser direto. O que foi feito na gestão financeira do clube ao longo de 2025 foi, no mínimo, IRRESPONSÁVEL.
Luvas elevadas, comissões infladas, empréstimos desnecessários e decisões tomadas sem lastro real de receita, que não trouxeram retorno sangraram o caixa.
O clube foi entregue no início de 2025 com cerca de R$ 22 milhões em caixa e um orçamento anual projetado em R$ 37 milhões. Ao final da temporada, a realidade era outra: um orçamento que explodiu para a casa dos R$ 70 milhões sem o retorno esportivo algum que justificasse esse risco.
O resultado é um só: fora de campo, a crise chegou antes mesmo do apito inicial de 2026. De referência nacional em gestão esportiva- modelo citado, respeitado e referido o Criciúma passa a conviver com dificuldades para fechar a conta. Algo que, até pouco tempo atrás, parecia impensável para um clube desse porte.
Hoje, o cenário assusta:
• Não há patrocinador master definido
• O clube corre contra o tempo para equilibrar fluxo de caixa
• Empréstimos voltam a ser alternativa
• Ativos são vendidos para manter a operação funcionando
Tudo isso caiu no colo do presidente Pedro Paulo Canella, que agora precisa administrar uma herança pesada, em um ambiente de pressão, cobrança e desconfiança.
O torcedor sente. E sente porque entende. Vender o ônibus não é o problema. O problema é o que levou o Criciúma a precisar vendê-lo.
O Tigre sempre foi sinônimo de gestão responsável, pés no chão e decisões sustentáveis. O desafio agora é reconstruir essa credibilidade, estancar a sangria e devolver ao clube o equilíbrio que sempre foi sua marca.
- O tempo é curto.
- O calendário não espera.
- E o futebol, como se sabe, não perdoa erros fora de campo.
Dias melhores ao nosso tricolor
Alex Maranhão - Esporte & Negócios
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!