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A derrota escancara o calcanhar de Aquiles do Criciúma na temporada

Por Alex Maranhão 02/02/2026 - 08:00 Atualizado há 1 hora

O Criciúma perdeu para a Chapecoense por 2 a 1, em casa, num jogo truncado, pesado, com cara de decisão. Um daqueles confrontos em que cada detalhe pesa. E pesou. Mais uma vez, o Tigre sofreu defensivamente, foi castigado por erros que já viraram rotina e agora terá de buscar sua melhor versão em Chapecó para seguir vivo.

 

O clima tenso já era esperado. A Chapecoense veio com uma proposta clara: linhas baixas, bloco compacto e transições rápidas. O Criciúma até começou bem. Pressionou forte nos primeiros 15 minutos, empurrou o adversário para trás, mostrou intensidade. Mas parou aí.

 

Depois disso, a Chape passou a controlar o jogo no primeiro tempo. O primeiro gol nasce exatamente do que se previa: bola longa nas costas da defesa, transição rápida e finalização precisa. Aula de contra-ataque. O segundo veio pelo alto, em jogada aérea, com a defesa do Tigre batendo cabeça dentro da área. Em menos de um tempo, 2 a 0 no placar e um roteiro indigesto para quem jogava em casa.

 

A missão ficou ainda mais complicada com a expulsão de Gui Lobo. Na minha visão, cartão vermelho exagerado. Não há movimento claro de cotovelada, o contato do braço no rosto do atleta da Chape é mínimo e sem força desproporcional. Rodrigo errou na dosagem, foi extremamente criterioso e Jogar uma decisão com um homem a menos muda tudo.

 

Mas é importante separar as coisas. A expulsão pesa, claro, mas não apaga o problema central. O Criciúma tem um grande ajuste a fazer, e ele passa pelo setor defensivo. Os erros se repetem, os gols sofridos se acumulam e isso vem minando o trabalho de Eduardo Batista. Para um time que sonha em chegar à final, ser uma das defesas mais vazadas do campeonato é simplesmente inadmissível.

 

Agora, o cenário é claro. O Tigre vai precisar ativar sua melhor versão para buscar a classificação fora de casa, contra uma Chapecoense organizada, confiante e que sabe jogar com o regulamento debaixo do braço. Em decisão, não há margem para erro. Especialmente atrás.

 

Ou o Criciúma resolve seu calcanhar de Aquiles, ou o sonho do título vai ficar pelo caminho. 


Alex Maranhão 

Esporte & Negócios 

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