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Empate eletrizante: muitos gols e um alerta ligado na defesa

Por Alex Maranhão 26/01/2026 - 07:39 Atualizado há 1 hora

Foi daqueles jogos que seguram o torcedor na ponta da cadeira do primeiro ao último minuto. Criciúma e Brusque empataram em 3 a 3 num verdadeiro jogaço. Teve intensidade, teve golaço, teve emoção. Mas, no meio de tudo isso, ficou um recado claro, quase em tom de aviso: o sistema defensivo do Tigre liga um sinal de alerta.

O Criciúma foi melhor em boa parte da partida, especialmente no primeiro tempo. Controlou ações, pressionou alto, empurrou o Brusque para o próprio campo e viu, mais uma vez, seu sistema ofensivo funcionar. O trio de ataque voltou a marcar. E o camisa 10, Jhonata Robert, segue jogando um campeonato de altíssimo nível. Pede a bola, chama a responsabilidade, decide. Protagonista.

Mas não bastou. Do outro lado havia um Brusque organizado, competitivo e muito bem treinado. Um time que soube sofrer quando precisou, leu o jogo com inteligência e castigou cada erro oferecido. As transições ofensivas eram a arma principal.  E é exatamente aí que mora o problema da noite carvoeira.

O Criciúma voltou a falhar defensivamente. Não foi um erro isolado, foi padrão. Dificuldade na recomposição, falhas de leitura e, principalmente, problemas claros nas transições defensivas. O lado direito virou pesadelo . O corredor entre Marcinho e César Martins foi explorado à exaustão. Um calcanhar de Aquiles que já apareceu em outros jogos e começa, de fato, a preocupar.

Os números não mentem. O Tigre tem hoje a segunda defesa mais vazada entre os classificados, com (oito gols sofridos). Um dado que não conversa com quem pensa grande, com quem quer ir longe na fase decisiva. Falta ajuste fino. Uma Pressão pós-perda mais eficiente para evitar a bola longa nas costas da defesa. Melhor temporização dos zagueiros no momento do bote, dando tempo para a recomposição encaixar. São detalhes, mas detalhes que separam quem briga pelo título de quem fica pelo caminho.

E o próximo desafio sobe o nível. O Criciúma encara a Chapecoense, uma das favoritas ao título, cascuda nesse tipo de confronto e com a vantagem de decidir o jogo de volta na Arena Condá. Será jogo de margem mínima. Errar pouco. Defender melhor. E manter a força ofensiva que tem sido a grande virtude da equipe.

É hora de atenção máxima, leitura fria e ajuste de estratégia. O ataque entrega, o time compete. Mas sem estancar a sangria defensiva, o caminho fica bem mais curto.

Alex Maranhão

Esporte e Negócios

 

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