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Ainda vale a vacina velha contra o novo vírus da gripe?

Por Dr. Renato Matos 20/12/2021 - 09:25 Atualizado em 20/12/2021 - 09:25

A gripe é uma doença respiratória que infecta entre 5% e 15% da população mundial, anualmente. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que essas infecções resultem em até 650 mil mortes por ano – o que tivemos de óbitos até agora pela Covid em nosso país.

Existem dezenas de vírus Influenza circulando no mundo, mas a cada temporada alguns se sobressaem.
Com a chegada do SARS-CoV-2, eles ficaram em segundo plano, ocupado pequenos percentuais dos casos que evoluíram para formas graves que exigiram hospitalização ou causaram mortes.

Com a marcada (temporária?) redução dos casos de Covid, o vírus da Influenza voltou a ocupar o palco.

A cepa da vez é a H3N2, subtipo de Influenza A, que foi detectada pela primeira vez em humanos em 1968, causando uma pandemia que provocou mais de um milhão de mortes em todo o mundo.

Foi denominada na época A/Hong Kong/1/1968, conforme a nomenclatura adotada pela OMS: tipo do vírus/ local onde foi inicialmente isolada/ número da cepa/ ano de isolamento.

Desde então, sofreu diversas mutações, levando a OMS a mudar 28 vezes a composição das vacinas para acompanhar sua evolução.

A OMS reúne-se duas vezes por ano para recomendar as cepas que serão incluídas na vacina contra a gripe sazonal.

A vacina contra gripe que recebemos este ano – e está sendo aplicada no hemisfério norte agora – contém a cepa A/Hong Kong/2671/2019.

A que está chegando é diferente – descoberta numa cidade australiana chamada Darwin - por isso A/Darwin/9/2021.

Já está prevista para fazer parte da vacina que será utilizada por aqui no próximo ano.

Já sabemos que a eficácia da vacina da gripe, normalmente moderada, ficará ainda menor contra a variante Darwin.

Mas boa parte dos especialistas pensa que, apesar disso, ainda vale a pena apostar na vacina “velha” – esperando que a chamada imunidade cruzada nos traga alguma proteção, pelo menos contra casos graves e mortes.
 

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