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O que fazer se você começar a apresentar sintomas gripais nestes tempos de Ômicron e H3N2?

Por Dr. Renato Matos 07/01/2022 - 11:39 Atualizado em 07/01/2022 - 11:39

Aconteceu.

Você se cuidou durante meses, fez as vacinas recomendadas, evitou aglomerações (ou não?), mas depois de 2 anos com convívio social restrito e uma grande redução do número de casos de Covid, acabou baixando a guarda no final do ano.

Poucos dias depois, começou a sentir uma irritação na garganta, um pouco de tosse, febre baixa, dores musculares.

Segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, o número de casos novos de Covid aumentou 560% em nosso estado nos últimos 7 dias, e há circulação comunitária da Influenza A H3N2.

Então, o que fazer?

Primeiro, parta do princípio de que seja Covid: em vacinados, os sintomas são geralmente mais leves e a nova variante Ômicron costuma acometer mais as vias aéreas superiores, como um resfriado, ou, como os pacientes costumam dizer, “sinusite”.

Até que a situação fique esclarecida, mantenha-se isolado. Se tiver que sair, use máscara, de preferência as N95, bem ajustadas. 

Procure comprovar se a infecção é pelo SARS-CoV-2, fazendo os testes que buscam o vírus nas vias aéreas – o “exame do cotonete”. O teste mais acessível é o de antígeno.

Apesar de menos sensível do que o RT- PCR – pois pode gerar mais falsos negativos - é um bom exame.

Se você foi exposto a pessoas supostamente infectadas pela Covid-19, a Food and Drug Administration (FDA) recomenda que seja testado de 3 a 5 dias após o contato suspeito.

Se o teste inicial for negativo, mas a suspeita permanecer, repita o teste em torno de 48 horas após o teste inicial. Até lá, mantenha o isolamento.

Após 5 a 7 dias do início dos sintomas, a carga viral costuma cair e o teste de antígeno tem maior possibilidade de resultar num falso negativo. Nesse caso, o RT- PCR passa a ser o indicado. Ou, caso tenha acesso, usá-lo como exame inicial.

Se houver oportunidade, principalmente se você apresentar maiores riscos, seria interessante também testar para Influenza. Os sintomas podem ser semelhantes aos da Covid, mas geralmente iniciam de forma mais abrupta, com febre alta.

Como tratar

Se você não apresenta comorbidades, é jovem, com sintomas leves, não precisa procurar imediatamente um pronto socorro ou uma unidade de saúde.

Fique isolado, controle a temperatura e, se possível, a saturação de oxigênio – com o acessível oxímetro. Use apenas medicação sintomática.

As “Diretrizes Brasileiras para Tratamento Medicamentoso Ambulatorial do Paciente com Covid-19” - já com aprovação do Conselho Nacional de Saúde e em sintonia com as orientações das maiores sociedades médicas do mundo – contraindicam o uso do chamado kit Covid. 

Havendo comorbidades, o uso de Tamiflu está indicado naqueles pacientes com Influenza – mas seu benefício maior ocorre quando usado nas primeiras 48 horas, após o início dos sintomas.

Se a febre persistir, o estado geral piorar e, principalmente, se houver desconforto respiratório ou queda da saturação, procure imediatamente um serviço de saúde. Sempre que possível converse com um bom médico – ele lhe orientará corretamente.

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