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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Adelor Lessa 20/02/2018 - 16:21 Atualizado em 20/02/2018 - 16:25

A deputada Renata Bueno, que representa os italianos do Brasil no parlamento da Italia, esteve agora à tarde na Assembléia Legislativa de Santa Catarina, em campanha para reeleição.

O prazo para que os italo-brasileiros encaminhem seus votos pelo correio encerra na segunda-feira.

Renata visitou vários deputados, incluindo todos do sul, acompanhada pelo deputado Ricardo Guidi, que já apoiou sua candidatura na eleição passada.

Os dois gravaram vídeo que foi postado na página do deputado no facebook.

Por Adelor Lessa 20/02/2018 - 15:43 Atualizado em 21/02/2018 - 06:17

O ex-presidente do DCE da Unesc, Marcos Machado, ingressou com ação judicial para pedir anulação da eleição para o DCE da Unesc e afastar do cargo o atual presidente, Alexandre Bristot Rocha.

Na primeira decisão na ação, no entanto a juiza Ana Lia Lisboa Carneiro negou a concessão de liminar para afastar a diretoria eleita e empossada.

Marcos Machado disputou a reeleição e foi derrotado.

A eleição aconteceu no dia 9 de novembro de 2017.

Não há previsão para conclusão do processo.

O ex-presidente do DCE, Marcos Machado, anunciou ontem à noite, depois de divulgada a informação pelo 4oito, que não tem mais interesse no processo e vai comunicar à Justiça a desistêcia da ação.

 

Por Adelor Lessa 15/02/2018 - 13:25 Atualizado em 15/02/2018 - 13:36

A saída de Robson Gotuzzo da Secretaria da Fazenda de Criciúma não surpreende. Depois que "foi colocado" em férias, este desfecho era uma questão de tempo.

Naquele episódio, com o desgate contabilizado pelo governo, acabou sendo o "Judas" escolhido para " pagar a conta", mesmo não sendo dele a decisão sobre o reajuste e, principalmente, de não fazer  de forma gradual.

Por Adelor Lessa 07/02/2018 - 17:09 Atualizado em 07/02/2018 - 17:29

O Supremo Tribunal Federal (STF) já encaminhou nesta quarta-feira (7) à  Polícia Federal  o mandado de prisão do deputado federal catarinense João Rodrigues (PSD). A assessoria do deputado informou que ele está nos Estados Unidos. 

Ontem (6),  o STF decidiu em julgamento (por 3 votos a 2) pelo cumprimento imediato da execução de pena do deputado. Ele foi condenado a cinco anos e três meses de reclusão em regime semiaberto pelo Tribunal Regional Federal por irregularidades em licitação, cometidas quando foi prefeito de Pinhalzinho, oeste de Santa Catarina, na década de 90. 

A assessoria de imprensa de João Rodrigues informou que a previsão é que ele retorne sexta-feira (9) de Orlando, Estados Unidos.

Cópias da certidão de julgamento de ontem também foram enviadas pelo STF à presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Câmara dos Deputados. 

João Rodrigues deve ser preso amanhã, quando chegar ao Brasil, e ficará inelegivel, não poderá disputar a eleição de outubro.  

 

 

 

Por Adelor Lessa 06/02/2018 - 18:09 Atualizado em 06/02/2018 - 18:32

Eduardo Moreira definiu hoje o futuro comandante da Policia Militar de Santa Catarina. Será o coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, atual sub-comandante.

O coronel Cosme Manique Barreto, comandante sul da PM, que é de Criciúma, se articulou para o cargo. Mas, não emplacou.

Eduardo também definiu o novo secretário de Segurança Pública. Será o professor Alceu Pinto.

O novo delegado geral da Policia Civil será Marcos Ghizzoni Junior, que é do sul do estado, natural de Tubarão. Já trabalhou da DIC de Tubarão.

Eduardo vai assumir como governador no dia 16 de fevereiro, logo depois do carnaval.

Hoje, na primeira sessão ordinária da Assembléia Legislativa, o governador Raimundo Colombo já fez seu discurso na reabertura dos trabalhos ordinários em tom de despedida.

Na sessão, foi empossado como presidente da Assembléia o deputado Aldo Schneider, PMDB.

A mostrar que durante o mês de fevereiro o PMDB assume o comando da Assembléia e o governo do estado. 

Por Adelor Lessa 23/01/2018 - 12:24 Atualizado em 23/01/2018 - 13:10

Faleceu em Criciúma, no hospital São José, onde estava internado, o ex-prefeito de Criciúma e ex-deputado Altair Guidi. É pai do deputado estadual Ricardo Guidi, PSD.

Altair passou por um processo cirúrgico em 2017, teve infecção, correu risco, mas acabou se recuperando. No fim do ano, no entanto, teve nova infecção e ficou muito fragilizado, debilitado, chamando a atenção de quem o encontrou na reinauguração da prefeitura de Criciíma (que ele construiu no primeiro mandato de prefeito, início da década de 80) .

No fim de semana passado teve nova innfecção, foi levado à UTI e acabou não resistindo. Faleceu no final da manhã.

Foi um dos maiores politicos da história de Criciuma. Prefeito por dois mandatos e deputados por vários mandatos.

Em seguida mais informações.

 

Por Adelor Lessa 22/01/2018 - 12:46 Atualizado em 22/01/2018 - 12:55

Numa cerimônia curta, simples, apenas para cumprimeto de formalidade, o vice-governador Eduardo Moreira assumiu o governo do estado hoje pela manhã.

O ato de posse foi assinado na Casa da Agronômica (foto).

Eduardo ficará governador desta vez por apenas uma semana passada, período em que o governador Colombo estará nos Entados Unidos. Principal compromisso será uma palestra na OEA sobre o trabalho feito em Santa Catarina pela defesa civil.

O trabalho feito no estado foi considerado "destaque internacional".

Eduardo voltará a assumir o governo o dia 16 de fevereiro e desta vez para ficar até conclusão do mandato, pelo que está acertado entre ele e o governador Colombo.

Para isso, Eduardo já está montando um novo secretariado. Durante a semana, por exemplo, o ex-prefeito Ronaldo Carlessi vai responder se aceita assumir a presidência da Casan. Foi convidado na quinta-feira.

Na semana passada, Acelio Casagrande ja assumiu da saúde. É o primeiro "secretário do governo Eduardo".

 

Por Adelor Lessa 19/01/2018 - 18:13 Atualizado em 19/01/2018 - 20:43

Eduardo Moreira foi a Turvo com uma missão - convencer o ex-prefeito Ronaldo Carlessi a fazer parte de sua equipe no governo do estado, a partir de 16 de fevereiro.

O convite foi para ele assumir a presidência da Casan.

Carlessi contou que assumiu compromisso de se envolver com as empresas da familia, mas pediu alguns dias para responder.

Ele foi prefeito de Turvo por dois mandatos, com índices recordes de aprovação apontados nas pesquisas.

Na montagem da equipe do governo Raimundo Colombo, o nome de Carlessi já foi encaminhado por Eduardo para assumir a secretaria de infraestrutura. Ele não foi nomeado por detalhes.

Até agora, Eduardo já anunciou três membros do seu futuro governo. Um deles até ja assumiu. Acelio Casagrande, desde ontem respondendo pela secretaria de saúde. Outro definido, e já anunciado pelo 4oito em novembro, é Paulo Eli, futuro secretario da fazenda. Ele é casado com uma mulher de Içara.    

Na segunda-feira, Eduardo vai assumir o governo, mas desta vez por apenas seis dias. Raimundo Colombo vai viajar para os Estados Unidos.

A posse de Eduardo em  definitivo como governador será no dia 16 de fevereiro. 

Por Adelor Lessa 18/01/2018 - 17:21 Atualizado em 18/01/2018 - 17:43

O secretário de infraestsrutura do estado, deputado Luiz Fernando Vampiro, PMDB, falou pela primeira vez em público nesta quinta-feira em "mais quatro anos" para Eduardo Moreira no comando do governo do estado.

Foi a primeira manifestação pública de um deputado do PMDB e um secretário de estado em apoio à candidatura de Eduardo ao governo.

Depois, Vampiro posou para fotos ao lado de Eduardo mostrando quatro dedos - indicando mais quatro anos (foto).

O discurso foi feito durante o ato de entrega da ordem de serviço para obra de restauração da rodovia Paulino Burigo, a SC 445, em Içara (vídeo).

Eduardo ouviu, agradeceu e nada comentou a respeito.

Estavam presentes no palanque de autoridades, o prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon, os deputados Manoel Motta e Ronaldo Benedet, todos do MDB, mais os deputados Doia Guglielmi, PSDB, e Cleiton Salvaro, PSB.

No final de 2017, o prefeito Murialdo liderou movimento de prefeitos do PMDB do sul do estado em defesa da candidatura de Eduardo ao governo do estado.

Hoje o partido tem o deputado federal Mauro Mariani, presidente estadual do PMDB, como pré-candidato do partido ao governo.

 

Por Adelor Lessa 15/01/2018 - 14:47 Atualizado em 15/01/2018 - 15:26

A Lava Jato alcançou a ex-ministra e ex-deputada catarinense Ideli Salvati.  Ela foi citada na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, e passou a ser formalmente investigada pela Policia Federal, em Curitiba.

É contra Ideli um dos novos inquéritos abertos pela Policia Federal na Operação Lava Jato. Também passam a ser investigados, o ex-presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, PMDB, que já está preso, e petistas conhecidos, como os ex-deputados Cândido Vacarezza, Jorge Bittar e Edson Santos.

O ex-presidente da Transpetro relatou, em sua delação, que Ideli teria recebido r$ 500 mil da construtora Camargo Corrêa para sua campanha ao governo do estado, em 2010.

Consta no depoimento de Sergio Machado:

"Ideli era líder de governo e candidata ao governo de Santa Catarina, disse que estava sendo estudada a possibilidade de estaleiros no Estado e perguntou, por telefone, se poderia receber seu chefe de gabinete; que em seguida fui procurado pelo seu chefe de gabinete no hotel Bonaparte em que estava hospedado em Brasília; que ele perguntou se o depoente poderia colaborar na campanha de Ideli Salvatti, em  2010”.

Sérgio Machado afirmou que tratou com uma das empresas que pagavam recursos ilícitos oriundos de contratos com a Transpetro (Camargo Corrêa) e foi viabilizado então o "apoio financeiro".

A ex-ministra Ideli Salvati cumprindo até setembro/2017 função na OEA (Organização dos Estados Americanos), nomeada pela  ex-presidente Dilma Rousseff.

A assessoria de Ideli informou: "A delação do Sérgio Machado constitui exemplo clássico de colaboração desamparada de base empírica idônea apta a sustentá-la"

 

 

Por Adelor Lessa 09/01/2018 - 20:58 Atualizado em 09/01/2018 - 21:26

Terminou depois das 20h30 a reuniao entre representantes do governo do estado, servidores do hospital regional de Araranguá, movimento sindical e Instituto Ideas. Ainda não saiu acordo para reabertura do hospital. Mas, parece estar próximo.

Os sindicalistas insistiram na contratação pelo Ideas de todos os 520 servidores que estavam ligados à SPDM. O Ideas já admitiu contratar 480. No final da reunião, ficou acertado que o Ideas vai reavaliar o assunto e se posicionará novamente até 12h desta quarta.

Foi o segundo dia de reuniões intensas em busca de acordo.

A SPDM já deixou o hospital e não participa mais das discussões.

Mas, o hospital continua "ocupado" pelos servidores.

O secretário de articulacão do estado, Acelio Casagrande, que será o secretário de saúde a partir de fevereiro, participou de todas as reuniões. Chegou ontem pela manhã e voltou para Florianópolis hoje à noite, depois da reunião.

Além dele, participaram da reunião de hoje o secretário regional Heriberto Schimitt, a gerente regional de saúde, Patricia Paladini, o diretor do Ideas, Juliano Capeleti, o presidente do sindicato dos trabalhadores na saude, Cleber Cândido, e outros dirigentes do sindicato.

Também participaram das reuniões de ontem e hoje representantes do movimento sindical da região que são dirigentes de sindicatos de Criciúma, como Itaci de Sá (dos ceramistas), Jucelia Vargas (dos servidores municipais) e Celio Elias (da alimentação).

   

Por Adelor Lessa 04/01/2018 - 09:52 Atualizado em 04/01/2018 - 18:03

Luciano Hang, dono da Havan, chama para si todas as atenções da politica catarinense nestes primeiros dias de 2018.

Na entrevista coletiva que convocou para amanha, sexta-feira, 10h, ele deve gerar o primeiro fato politico de impacto no ano.

Todos os sinais indicam pelo anuncio de uma candidatura para eleição de outubro. Pode ser a governador ou a senador.

A tendência é que ele seja candidatura ao senado. Porque todas as postagens que vem fazendo enfatizam a necessidade de "mudanças no país".

Ademais, o caminho hoje no estado para uma disputa ao senado se apresenta bem menos "congestionado".  A rigor, só tem um candidato declarado e assumido, que é o governador Raimundo Colombo.

Nesta quinta-feira, Luciano fez mais um movimento politico importante - se desfiliou do PMDB, onde tinha sua ficha assinada desde a decada de 80.

Confirmando sua candidatura, deve ser por um partido novo ou pequeno.

Luciano é um dos empresários mais bem sucedidos de Santa Catariana, com atuação nacional, e conhecido por sualingua solta e afiada.

A postura que adota se enquadra  no perfil que as pesquisas apontam como preferencial pelos eleitores no momento vivido pelo país. 

Ele pode ser comparado a Donald Trump, por ser empreendedor, muito rico, ousado, e que entraria na politica por fora das estruturas tradicionais.

Por Adelor Lessa 13/12/2017 - 13:21 Atualizado em 13/12/2017 - 16:38

Governador Raimundo Colombo acaba de anunciar em almoço com jornalistas do estado que vai iniciar em janeiro transição de poder com o vice, Eduardo Moreira.

Vai licenciar em fevereiro e Eduardo assumirá.

Disse que na pratica ja começaram a fazer o governo a quatro mãos. 
Ele será candidato ao senado em 2018.

Eduardo Moreira disse que já vai nomear alguns secretários em janeiro e os outros em fevereiro.

 

Por Adelor Lessa 12/12/2017 - 09:29 Atualizado em 12/12/2017 - 09:52

Tribuna é o grande vencedor do Premio Acic de Jornalismo 2017.

Foi o único veiculo que teve três primeiros lugares. Ou, três “medalhas de ouro”.

Tribuna levou primeiro lugar na categoria jornal, fotografia e reportagem sobre a força da industria.

DN levou primeiro lugar com a reportagem educação para o futuro.

DNSul foi primeiro lugar na categoria webjornalismo.

Onda Jovem - primeiro lugar categoria radio.

RIC - primeiro lugar categoria televisão.

Ao todos os vencedores, parabéns.

Em especial aos profissionais do jornal A Tribuna, com quem tenho o prazer de trabalhar - Franciele Oliveira, Daniel Burigo e Gabriel Bosa.

 

Por Adelor Lessa 22/11/2017 - 14:48 Atualizado em 22/11/2017 - 15:06

O deputado federal Esperidião Amin, presidente estadual do PP, emitiu ontem o primeiro sinal de que pode ser candidato a governador em 2018.

Disse que nada o impede de ser candidato, que não está mal nas pesquisas de intenção de voto, e arrematou: “percebo em outras siglas partidárias muito burburinho, o que me leva a concluir que estão trabalhando, fora do PP, para eu ser candidato”.

Não deu detalhes do que definiu com “burburinhos”. Apenas acrescentou: “tem a ver com tudo que tem sido noticiado nos últimos tempos”.

O movimento de Esperidião deve ter relação direta com a divergência aberta no PSD, que já coloca em duvida a candidatura do deputado Gelson Merisio a governador.

A principal demonstração disso foi o lançamento da candidatura ao governo do deputado federal João Rodrigues, PSD, também do oeste, base eleitoral de Merisio.

Outro fato é a  entrada no processo do ex-deputado Julio Garcia, que opera no PSD fora de sintonia com Merisio. Ele está fechado com Rodrigues e tem dado sinais que prefere aliança do PSD com PMDB ou PSDB.

Como o PP estava fechado com o PSD em torno da candidatura de Merisio ao governo, a aliança fica ameaçada e Esperidião projeta caminho próprio do PP.

Em 2014, o PP também tinha aliança fechada com o PSD até última hora, mas acabou ficando na “estrada”. Na convenção, realizada no ultimo dia do prazo, Esperidião se lançou candidato. Foi aclamado. Mas, acabou encaminhando aliança do PP com o PSDB, apoiando Paulo Bauer, PSDB, ao governo.

Para 2018, com mais tempo para construir um projeto eleitoral, a tendência é Amin tentar construir de novo uma composição Paulo Bauer e o PSDB. Só que desta vez, com Bauer disputando a reeleição para o senado.

 

Chapa pura

Vereador criciumense Miri Dagostim, PP, aposta suas fichas na candidatura de Esperidião Amin ao governo em 2018.

Disse ontem que dá até para disputar com chapa do PP, tendo o deputado federal do sul Jorge Boeira como vice.

 

Por Adelor Lessa 20/11/2017 - 10:40 Atualizado em 20/11/2017 - 10:55

Uma feliz coincidência pode ser a ponte para a primeira homanagem à professora Derlei Catarina de Luca, falecida no sábado, sepultada nesta manhã.

No dia da sua morte, no sábado, os moradores do bairro Presidente Vargas foram as urnas para votar sobre a aplicação de recursos. Duas propostas estavam apresentadas: construir um campo de futebol ou uma praça poliesportiva e cultura. Por ampla maioria (quase 12 votos por 1), a comunidade decidiu pela praça. 

Agora, a proposta em análise no gabinete do prefeito Murialdo Gastaldon é dar o nome da professora Derlei à praça que será construída. Uma bela idéia. Homenagem justa e merecida à uma grande Icarense.

A propósito, quando se destaca o papel cumprido pela Derlei na luta contra a ditadura, pelas liberdades, e a tortura sofrida por ela, está se enfatizando a importaria do respeito às pessoas, e à vida.

Ninguém deve morrer, ou ser torturado, porque defende qualquer posição política. Mesmo que pareça equivocada, no entendimento de quem analise.

Nenhum regime pode ter o direito de prender, torturar e matar os seus divergentes, adversários ou opositores.

Por Adelor Lessa 17/11/2017 - 08:10 Atualizado em 17/11/2017 - 10:43

Os três se reuniram ontem e decidiram trabalhar juntos. Márcio Burigo, ex-prefeito de Criciuma, Lei Alexandre, ex-prefeito de Forquilhinha, e Daniel Freitas, vereador, ex—presidente da Câmara de Criciúma (foto). Os três são do PP e querem que o partido tenha mais um candidato a deputado estadual na Amrec.

Pode ser qualquer um dos três. Terá o apoio dos outros.

Na tese, a proposta não faz sentido.

Hoje, o PP tem três candidatos encaminhados em todo o sul - um da Amrec (deputado Valmir Comin), outro na Amesc (deputado José Milton) e mais um na Amurel (vereador Pepe Colaço). 

Só que a região carbonífera tem praticamente o mesmo número de eleitores que vale do Araranguá e vale do Tubarão juntos. É um dos argumentos de Márcio, Daniel e Lei.

Outro argumento - faz 30 anos que o PP (antigo PDS) já teve dois candidatos em Criciúma.

O problema é que o projeto contraria os planos (e interesses) do deputado Valmir Comin, secretário de estado da ação social, e candidato a reeleição.

Comin é da cúpula estadual, principal politico do PP na região, participa das decisões estratégicas do partido no estado e, principalmente, está credor. Porque foi o único deputado que aceitou assumir uma secretaria de estado no governo Colombo para representar o partido.

Naquele momento, para aceitar a “missão”, ele estabeleceu condições. Principalmente, garantias para reeleição. Uma delas, candidatura única na Amrec.

Por isso, Márcio, Lei e Daniel, mesmo juntos, vão ter muitas dificuldades para viabilizar o projeto que passam a defender. Mas, separados, seria chance zero.

De qualquer forma, o movimento do “trio" começa a partir de uma decisão política. Márcio Burigo não sai mais do PP. Arquivou em definitivo a possibilidade de migrar para o DEM, com quem tinha conversações bem adiantadas. Acabou cedendo aos argumentos de aliados políticos próximos e familiares.

 

Por Adelor Lessa 16/11/2017 - 06:01 Atualizado em 16/11/2017 - 08:41

Numa palestra para universitários da Unibave, em Orleans, Eduardo Moreira falou pela primeira vez em público o que parece estar acertado nos bastidores. Raimundo Colombo renunciará no início de 2018 e ele assumirá como governador efetivo para o restante do ano.

Ele disse textualmente: "Política a gente faz com compromissos e o governador Raimundo Colombo deve renunciar no inicio do próximo ano e eu devo assumir o governo do estado mais uma vez”.

Lembrou que já foi governador por nove meses em 2006, quando era vice de Luiz Henrique da Silveira, que renunciou para ser candidato ao senado.

Raimundo deve renunciar também para disputar o senado. Pelo menos é o que esta encaminhado.

Em principio, os dois devem conceder uma entrevista coletiva no inicio de dezembro para anunciar a data da transição.

No PSD, partido de Colombo, há divergências sobre da data da renuncia. O deputado Gelson Merisio, presidente do partido, tem dito que o governador pode até não renunciar (e não disputar a eleição). Mas, se renunciar, garante que será no ultimo dia do prazo, que é inicio de abril.

De outro lado, políticos próximos de Colombo tem sustentado a tese que a transição deve ser feita de forma pacífica. Para isso, negociada. Por isso, a renuncia no inicio do ano.

A negociação que está em curso nos bastidores sobre a transição no comando politico do estado acaba reabrindo a possibilidade de repetição da aliança entre PMDB e PSD para 2018.

A candidatura a governador de Udo Dohler, PMDB, prefeito de Joinville, seria o nome já admitido por setores do PSD para repetir a aliança.

Tem que cortar

Na palestra que fez na Unibave, Eduardo Moreira criticou o volume de recursos da receita do estado que tem que ser repassado automaticamente para os demais poderes - judiciário, legislativo, ministério publico.

Ele disse: “A receita do estado é hoje em torno de r$ 24 bilhões/ano,  e o maior percentual de repasse é para os outros poderes - mais de r$ 5 bilhões/ano. Isso é mais que o dobro do que é repassado no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. É dinheiro que faz falta na saúde, na segurança pública e na educação. Isso tem que mudar. É preciso diminuir este percentual”.

 

Por Adelor Lessa 12/11/2017 - 18:04 Atualizado em 13/11/2017 - 08:33

Na semana, Clesio e Cao voltaram à pauta. Pelas suas mortes traumáticas. Dois suicídios. 

Clesio, fez 18 anos do acontecido no domingo passado. Cao, tem longa reportagem na Veja que está nas bancas. Dois homens decentes. Dois amigos que admirava. Que foram "vencidos" por tormentos arrebatadores.

Clesio foi meu primeiro “ídolo” no radio. Minha primeira referência. Ainda garoto, em Araranguá. Ficava na frente do rádio, depois do almoço, esperando ele entrar no ar - “boa tarde para quem é de boa tarde, saravá para quem é de saravá … “.

Anos depois, trabalhamos juntos na Tv Eldorado, radio Eldorado e Jornal da Manhã.

Ele era tão contido, retraído, tímido, que quem ia ao jornal reivindicar aumento nos seus honorários era a Solange, sua mulher. No microfone, um monstro! 

Era tão comprometido com a inserção, a lisura, a imparcialidade, que durante algum tempo torcedores mais corneteiros diziam que ele torcia para o Joinville. porque era a fase que o Joinville foi multicampeão. E ele dava o destaque que deveria ser dado.

Quando Clesio morreu, o Marco era estudante, nós o acomodamos na radio e em pouco tempo ele fazia o caminho do pai no microfone, como o melhor “plantão” estado.

Todos os dias, passo o “microfone" para o Marco na rádio So Maior, no ar, porque apresenta depois de mim o Jornal das Nove. Na segunda-feira, não consegui falar com ele sobre os 18 anos da morte do Clesio, completados no dia anterior.

Também não consegui falar com o Julio Cancelier, jornalista, irmão do reitor Luiz Carlos Cancelier de Olivo, o Cao, durante dias.

Quase um mês depois é que consegui ligar. E choramos durante minutos.

Cao foi amigo/irmão de juventude, de movimentos estudantis e envolvimentos políticos. 

Ainda não dá para acreditar na forma como acabou a sua vida. Inacreditável. E quanto mais informações, pior fica. 

Como o que está detalhado na reportagem, longa, que a Veja traz na edição deste fim de semana.

Ali está estampado o que foi feito com ele, a tortura imposta, e a humilhação, que o levaram à depressão, o tirou do ponto, o fez perdeu o norte, e o levou a fazer o que fez. Já destruído. No chão. Onde terminou.

As revistas Carta Capital e IstoÉ já haviam tratado dos fatos que levaram a morte de Cao, o professor-reitor Cancelier, em 2 de outubro. Mas, a Veja traz detalhes chocantes.

Homenagens já foram feitas aos dois. Muitas outras serão. Justas. Todas merecidas.

Saudades dos dois!

 

Da Veja

Trechos da matéria da revista deste fim de semana sobre o reitor Luiz Carlos Cancelier:

“O suicídio de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, aos 59 anos, o Cau, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foi o desfecho trágico de dezoito dias dramáticos. 

Sua vida começou a desabar na manhã de 14 de setembro, quando agentes da Polícia Federal deflagraram a Operação Ouvidos Moucos, com o objetivo de apurar desvios de verbas para cursos de ensino a distância na UFSC. Às 6h30 daquela quinta-feira, o reitor ouviu tocar a campainha de seu apartamento e, enrolado em uma toalha de banho, abriu a porta para três agentes da PF, que subiram sem se fazer anunciar pelo porteiro do edifício. Os agentes traziam dois mandados — um de prisão temporária e o outro de busca e apreensão. Recolheram o tablet e o celular do reitor e conduziram-no à sede da Polícia Federal em Florianópolis, dentro de uma viatura.

Atônito, sem entender o que estava acontecendo, o reitor só se lembrou de chamar um advogado quando estava prestes a começar seu depoimento, às 8h30. Durante as cinco horas em que foi arguido, passou duas sem saber por que estava à beira da prisão. Ainda respondia a perguntas sobre os meandros operacionais do ensino a distância, com o estômago embrulhado pelo jejum matinal e pelo tormento das circunstâncias, quando a delegada Érika Mialik Marena, ex-coordenadora da força-tarefa da Lava-Jato, à frente agora da Ouvidos Moucos, adentrou o local. Apressada para iniciar a coletiva de imprensa que começaria logo mais, Érika finalmente esclareceu ao interrogado o motivo de tudo aquilo: “O senhor não está sendo investigado pelos desvios, mas por obstrução das apurações”. E correu para comandar o microfone na sala ao lado.

Desde cedo, já voava nas redes sociais a notícia de que a Polícia Federal deflagrara uma operação de combate a uma roubalheira milionária na UFSC. A página oficial da PF no Facebook, seguida por 2,6 milhões de pessoas, destacava a Ouvidos Moucos: “Combate de desvio de mais de 80 milhões de reais de recursos para a educação a distância”. Ainda acrescentava duas hashtags para celebrar a ação: “#euconfionapf” e “#issoaquiépf”. A euforia não encontrava eco nos fatos. Na coletiva, a delegada Érika explicou que, na realidade, não havia desvio de 80 milhões de reais. O valor referia-se ao total dos repasses do governo federal ao programa de ensino a distância da UFSC ao longo de uma década, de 2005 e 2015, mas não soube dizer de quanto era, afinal, o montante do desvio. Como a PF não se deu ao trabalho — até hoje — de corrigir a cifra na sua página do Facebook, os 80 milhões colaram na biografia do reitor. Em seu velório, uma aluna socou o caixão e bradou: “Cadê os 80 milhões?”.

Encerrado seu depoimento, o reitor deveria ficar retido na sede da PF, mas, como a carceragem havia sido desativada, foi para a Penitenciária de Florianópolis, um complexo de quatro pavilhões construído em 1930". 

 

"Acorrentaram seus pés, algemaram suas mãos e, posto nu, ele foi submetido a revista íntima. Um dos agentes ironizou: “Viu, gente, também prendemos professores!”. 

Cancellier vestiu o uniforme laranja, foi fichado e passou a noite em claro. Seus dois colegas de cela, presos na mesma operação, choravam copiosamente. Cancellier estava mudo, como que em transe, e cada vez mais sobressaltado com os rigores do cárcere. Ficou trinta horas na cela na ala de segurança máxima. Teve sintomas de taquicardia: suava muito e a pressão disparou para 17 por 8. Seu cardiologista foi autorizado a examiná-lo, trazendo os remédios que ele havia deixado em casa (desde dezembro, quando implantou dois stents, Cau tomava oito medicamentos).

Quando deixou a cela, Cancellier era um homem marcado a ferro pela humilhação da prisão. 

Sua família o recebeu em clima de festa e alívio. Os irmãos, Julio e Acioli, tinham comprado de tudo um pouco no Macarronada Italiana para um jantar regado a vinho branco Canciller, rótulo argentino escolhido pela similaridade com o nome de origem italiana da família. Também ali estava o filho do reitor, Mikhail, de 30 anos, doutor em direito como o pai, com quem ele mantinha um laço inquebrantável. 

Mas, entre piadas e risos, Cancellier exibia um semblante sem expressão”.

 

“Mais que tudo, o reitor estava sendo esmagado pelo peso da proibição de pisar na universidade até o final das investigações. A decisão fora tomada junto com o mandado de prisão e, para o reitor, soou como uma punição cruel”.

 

"A UFSC era uma extensão da casa do reitor. Seu apartamento, de três cômodos, onde viveu dezenove anos, dois deles casado e o restante na companhia do filho, fica a 230 passos do campus. 

Nos fins de semana, o reitor fazia uma ronda informal, bem à vontade em seu moletom. Na UFSC, ele teve, para os padrões acadêmicos, uma carreira meteórica. Em apenas dezoito anos, concluiu o curso de direito, fez mestrado, fez doutorado em direito administrativo, virou diretor do Centro de Ciências Jurídicas e, numa eleição acirrada, elegeu-se reitor — cargo que ocuparia por dezesseis meses. Na eleição, a paciência para tecer alianças foi arma decisiva em um jogo embaralhado”.

 

“A juíza Janaína Cassol, da 1ª Vara Federal de Florianópolis, analisou o pedido da PF em 25 de agosto e concedeu as prisões. Sobre o reitor e os outros seis acusados, ela escreveu: “Essas pessoas podem efetivamente interferir na coleta das provas, combinar versões e, mais do que já fizeram, intimidar os docentes vitimados pelo grupo criminoso”. Em 12 de setembro, a juíza pediu licença por problemas de saúde e foi substituída por Marjorie Freiberger. Dois dias depois, em 14 de setembro, a polícia lançou a Operação Ouvidos Moucos e prendeu o reitor e os outros seis. No dia seguinte às prisões, a juíza Marjorie Freiberger, sem que houvesse recurso da defesa do reitor e dos outros seis, resolveu revogar a decisão de sua colega e suspendeu as prisões. Ao contrário da antecessora, a juíza Marjorie não conseguiu ver motivo para tê-los levado para a penitenciária. Escreveu ela: “No presente caso, a delegada da Polícia Federal (refere-se a Érika Marena) não apresentou fatos específicos dos quais se possa defluir a existência de ameaça à investigação e futuras inquirições”. Mandou libertar todo mundo. 

 

"Em seus últimos dias, Cancellier chegou a dar sinais de que não abandonaria o ringue. Em artigo publicado no jornal O Globo em 28 de setembro, quatro dias antes do suicídio, saiu em defesa própria e dos demais professores presos: “A humilhação e o vexame a que fomos submetidos há uma semana não têm precedentes na história da instituição”. O reitor também tentou recorrer da proibição de pisar no campus. Alegou que, como orientava teses de mestrado e doutorado, não podia deixar os alunos à deriva. A resposta da Justiça veio no sábado 30 de setembro, dois dias antes do suicídio: Cancellier estava autorizado a entrar na UFSC por três horas em um único dia. A decisão o devastou. “Como pode?”, perguntava. “Se demorar um minuto a mais, serei preso?”

Por Adelor Lessa 13/11/2017 - 07:26 Atualizado em 13/11/2017 - 08:33

Num determinado momento das articulações para 2018, a região sul chegou a ter três possibilidades reais de estar na chapa majoritária. Clesio Salvaro, PSDB, e Jorge Boeira, PP, citados para candidatura a vice-governador, e Eduardo Moreira, PMDB, que poderia disputar o governo. Hoje, as três possibilidades saíram do radar.

Boeira não é mais citado pelo PP, nem pelos possíveis aliados. Gelson Merisio, por exemplo, que pretende ser candidato a governador pelo PSD com o PP de vice, disse quinta-feira, no seu gabinete, que a ex-deputada Angela Amin deverá ser a sua companheira de chapa. 

Se não for Angela, ele lista como outras opções, Jandir Belini, ex-prefeito de Itajaí, e Silvio Dreveck, presidente da Assembléia.

Eduardo Moreira ainda tem o movimento dos prefeitos do sul por sua candidatura ao governo. Mas, o movimento dos prefeitos esfriou, não se mexeu mais, e as atenções no PMDB se voltam de novo para Udo Dohler, prefeito de Joinville. Se o candidato do partido não for Mauro Mariani, que está na estrada para tentar se viabilizar, deverá ser ele.

Clesio Salvaro (na foto, ao centro) nunca chegou a admitir candidatura. Mas, por via das duvidas, anunciou na convenção estadual, no sábado, em Florianópolis, que não será candidato a nada em 2018. No seu discurso, defendeu Paulo Bauer para o governo (direita) e Napoleão Bernardes (esquerda) para o senado ou vice, no caso de o PSDB disputar a eleição com chapa pura.

Na tese, o sul ainda tem a possibilidade de Julio Garcia, que volta ao processo politico, aposentado do Tribunal de Contas, e pode ser candidato a vice. Mas, não é operação simples. Não pode ser tratada ainda nem como possibilidade real.

Por isso, o que se vislumbra para 2018 é uma redução do espaço de poder para o sul catarinense. Será o enfraquecimento politico da região.

Nos últimos seis mandatos, a região teve vice-governador em quatro (uma com José Hülse e três com Eduardo Moreira).

O projeto de Clésio

Clesio Salvaro chegou a estar “seduzido" pela idéia de ser vice de Udo Dohler, numa eventual aliança do PSDB com PMDB. Mas, não levou adiante. Arquivou.

Está decidido a fazer um mandato de obras a partir de 2018, se gabaritar para fazer outra eleição consagradora em 2020 e se colocar na disputa de 2022 para governador.

 

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