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DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!
* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
Por Adelor Lessa 18/04/2026 - 20:30 Atualizado em 20/04/2026 - 08:07

Em condições normais, a presença de Luan Varnier, vereador cassado de Urussanga, no grande evento feito pelo deputado federal Daniel Freitas (PL), em Governador Celso Ramos, não mereceria nem citação. Mas, pelas circunstâncias, chamou a atenção.

Afinal, o ex-vereador que foi rejeitado pelo PL de Urussanga, chegando a ter a sua filiação cancelada, aparece na festa confraternizando com o governador Jorginho Mello, com o candidato ao senado Carlos Bolsonaro e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Em um vídeo, aparece com Valdemar, que diz - "vai em Brasilia me visitar que eu o receberei com maior prazer" (vídeo abaixo).

E não tinha ninguem da direção do PL de Urussanga.

Mas, isso foi detalhe, diante da grandiosidade do evento, que o deputado batizou de "almoço de idéias".

Começou proximo das 11h, e se estendeu até depois das 20h, com direito ao prórpio Daniel no palco, cantando e tocando guitarra.

Estavam alguns dos principais empresários do estado, e as cúpulas do PL de Santa Catarina e do país.

Flávio Bolsonaro, candidato a presidente, não foi, mas mandou mensagem em vídeo.

Legenda

Além do governador Jorginho Mello, do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e de Carlos Bolsonaro, estava a deputada Ana Campagnolo, e os deputados Jessé Lopes e Alex Brasil, a prefeita Dalvania Cardoso, e mais secretários e ex-secretários de estado.

Entre os empresários de Criciúma e região estavam Anselmo Freitas, Clesio Pavei, Pedro Reis, Alexandre Freitas, Gabriel Zanete, Carlos Fontanela e Alessandro Pavei.

O evento mostrou capacidade de articulação do deputado Daniel, e prestigio com o comando do partido.

Além disso, passou um ambiente de unidade do PL catarinense. 

Foi também o "start" na campanha do deputado Daniel para mais uma reeeição.

 

 

Por Adelor Lessa 23/04/2026 - 15:02 Atualizado em 24/04/2026 - 14:28
O advogado e empresário João Marcelo Fretta Zappelini, conhecido como Joma, garante o que o seu tio, Eduardo Moreira, não será candidato em outubro e que vai apoiá-lo a federal.
Joma, filiado no MDB de Tubarão, é o hoje o único candidato a federal do partido em todo o Sul do estado, depois que o vereador Marcos Machado, de Criciúma, desistiu da candidatura.
Ele é sobrinho de Eduardo Pinho Moreira, ex-governador e ex-prefeito de Criciúma, e assegurou hoje, na rádio Som Maior, que Eduardo não será candidato a nada neste ano, e que vai apoiá-lo.

"Eu tenho conversado com Eduardo, conversei muito com ele no fim de semana, e ele me disse que está numa outra circunstância de vida, e não vai disputar a eleição. Ele vai externar isso ao Chiodini (presidente estadual do MDB) e ao Baleia Rossi (presidente nacional do partido) nos próximos dias, e depois vai manifestar apoio a nossa candidatura", afirmou. 
Joma disse que Eduardo realmente vinha sendo incentivado por grandes lideranças do estado e do país para ser candidato, principalmente Baleia Rossi.

Sobre sua candidatura, e se disse otimista, pelo espaço aberto em todo o grande Sul do estado e região Serrana. 

A sua aposta, sobre eleição majoritária, é que o MDB vai confirmar apoio à candidatura de João Rodrigues (PSD) a governador.

Ouça o aúdio do Joma na íntegra:

Por Adelor Lessa 23/04/2026 - 19:40 Atualizado em 24/04/2026 - 14:30

O PSD de Criciúma fez nesta quinta-feira um ato para novas filiações, que também cumpriu o papel de ato de campanha para a eleição de outubro.

Foram 55 novos filiados, que tiveram suas fichas abonadas pelo prefeito Vaguinho, o vice Salésio Lima (presidente municipal do PSD), deputado Júlio Garcia (presidente da Assembléia) e Clésio Salvaro.

O tom dos discursos foi de unidade e preparação para a eleição. 

Foi a segunda ação do PSD Criciúma voltada à organização partidária em 2026. A primeira ocorreu em fevereiro.

Além do fortalecimento local, o PSD de Criciúma reafirma o compromisso com as candidaturas para outubro, com destaque para a dobradinha local - Júlio Garcia candidato a deputado federal e Clésio Salvaro estadual.

Além deles, o PSD de Criciúma está fechado com João Rodrigues candidato a governador e Esperidião Amin (PP) ao senado.

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 05:40 Atualizado em 28/04/2026 - 06:37

Um ato de apoio à reeleição do governador Jorginho Mello (PL) reuniu nesta segunda-feira (27) à noite, em Florianópolis, 56 prefeitos do MDB catarinense (de um total de 70), mais 25 vice-prefeitos, deputados e a senadora Ivete da Silveira.

Além do governador Jorginho, participou a deputada federal Caroline de Toni (PL), candidata ao Senado.

O ato se faz importante pelo momento vivido pelo MDB, discutindo internamente se fica com Jorginho ou segue para o palanque de João Rodrigues (PSD).

O presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini, não participou. O único federal presente foi Valdir Cobalchini.

Dos seis deputados estaduais, três participaram - Jarry Comper, Antidio Luneli e Fernando Kreling.

Jorginho anunciou no seu discurso que conta com o MDB para ganhar a eleição e governar o estado, e que vai procurar o presidente Chiodini para tentar sacramentar o entendimento.

Da região, participaram quase todos os prefeitos do MDB.

Não foi o prefeito de Araranguá, Cesar Cesa.

A prefeita de Urussanga, Stella Talamini, não foi, mas justificou e foi representada pelo vice, Renato Bez Fontana.

Estavam os prefeitos de Turvo, Heriberto Schimitt, de Jacinto Machado, Sander Just, de Sombrio, Gislaine Cunha, e Treviso, Luciano Miotelli.

Os dois deputados estaduais do MDB do sul, Thiago Zilli e Volnei Weber, não participaram.

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 06:25 Atualizado em 28/04/2026 - 10:17

A Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) é uma organização filantrópica sem fins lucrativos, que presta serviço para a prefeitura na gestão e funcionamento dos centros de educação infantil, ou creches, e atende mais de 6 mil crianças.

A Afasc não pública, e não é privada.

Não é da prefeitura, e não é uma empresa privada como vários colegios que operam na cidade.

A Afasc nasceu na década de 70 para fazer a confraterniação e integração das mulheres da cidade, via grupos de mães, basicamente.

Com o tempo, passou a fazer funcionar as creches que seriam responsabilidade da prefeitura.

Entender tudo isso, e as diferenças, é importante para tratar do impasse estabelecido entre direção da Afasc e professores, que pode levar a uma greve nas proximas horas, conforme deliberação da assembléia de ontem à noite da categoria.  

A rigor, todas estas creches (ou Ceis), e os 6 mil alunos, deveriam estar ligados a rede municipal de ensino, em escolas da prefeitura.

É assim nas outras cidades.

O Ministério Público já acionou a prefeitura para fazer a mudança, e voltar ao que é, digamos, o normal. Mas, por enquanto não mudou.

Hoje, professores da Afasc querem o piso salarial dos professores da rede pública.

Mas, assim como eles não recebem o piso da rede pública, também não recebem o piso das escolas da rede privada que trabalham com de 6 mil alunos.

A defesagem no salário dos professores da Afasc é real e vem de muito tempo atrás.

As duas partes estão com dificuldade neste momento de encaminhar um acordo porque ficaram praticamente sem margem de manobra, pela posição carimbada na assembléia da categoria. O impasse deve seguir para Judiciário decidir.

Mas, se não tem negociação em mesa, e vai ter que aguardar uma decisão judicial, precisa fazer greve? E se o processo se arrastar na esfera judicial por meses, ou ano, vai ficar tudo parado todo o tempo?

   

 

 

 

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 15:05 Atualizado em 28/04/2026 - 15:45

O vereador Sandro Ressleer (PL) foi empossado agora à tarde pela prefeita Dalvânia Cardoso (PL) como novo seretário de saúde de Içara.

Ele substitui o ex-secretário Acélio Casagrande, que deixou o cargo no início de abril para ser candidato a deputado estadual.

Na vaga de Sandro na Câmara va assumir o suplente Paulo Cesar da Silva, o PC.

Sandro foi secretário de saúde no primeiro mandato de Dalvânia.

Deixou o cargo para ser candidato a vereador em 2024, quando se elegeu com 1.081 votos.

Dalvânia disse que fez a opção neste momento por Sandro para dar seqüência ao trabalho técnico e de resultados.

Acelio Casagrande, quando assumiu em 2025, já havia dado continuidade ao trabalho com a equipe deixada por Sandro, além de ter angariado recursos externos para saúde de Içara.

Na posse, estavam Sandro, a prefeita Dalvania, o vice-prefeito Alex Michels, a enfermeira Shirley Gazola, coordenação de atenção b;asica da Secretaria, e o enfermeiro Gustavo Schiliting, coordenador de atenção especializada. 

 

 

Por Adelor Lessa 28/04/2026 - 15:16 Atualizado em 28/04/2026 - 15:54

O presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiondini, reagiu com uma carta aberta ao encontro feito ontem por prefeitos, vice-prefeitos, deputados e a senadora do partido, em Florianópolis, para anunciar apoio ao governador Jorginho Mello (PL), candidato à reeleição.

É a primeira vez que a divergência interna sobre o assunto leva a um confronto, que, pela contundência da "carta" de Chiondini, deve produzir desdobramentos. 

Ontem, 56 dos 70 prefeitos do MDB no estado, mais 25 vice-prefeitos, três deputados estaduais (dos seis no total), um deputado federal (dos três no total) e a senadora Ivete da Silveira, mais dezenas de filiados do partido, lotaram o salão de atos do Majestic Hotel para o ato com o governador Jorginho Mello.

Hoje pela manhã, Chiodini conversou com os deputados para manifestar sua posição.

Ao meio dia, ele e os deputados Thiago Zilli, Mauro de Nadal e Volnei Weber não participaram do almoço de todas as terças feiras da bancada na Assembléia.

No início da tarde, Chiodini fez circular o documento, onde começa afirmando que "chegou a hora de falar com clareza, sem rodeios e sem medo", e arremata: "O momento que o MDB de Santa Catarina atravessa exige coragem, não silêncio".

Ele lembra que está filiado no partido desde 1999, e que o MDB sempre foi grande porque pensava grande, e destaca o desempenho do partido nas ultimas eleições: "Os números recentes mostram uma realidade que não pode ser ignorada. Em 2018, ficamos fora do segundo turno do Governo do Estado. Em 2022, novamente não chegamos ao segundo turno. O reflexo foi direto: redução das nossas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, perda de espaço político e enfraquecimento da nossa capacidade de liderar Santa Catarina".

Chodini diz que o "caminho natural seria a reconstrução com protagonismo", o implicaria em vaga em uma chapa majoritária em 2026, ou candidatura própria.

Enfatiza, no entanto, que o MDB foi "esnobado e preterido" pelo governador Jorginho Mello no início do ano, e critica a postura de quem está demonstrando aceitar uma posição subalterna: 

"O MDB, em vez de se posicionar com firmeza, assiste à construção de um movimento conduzido por pessoas que, até ontem, não tinham qualquer compromisso com a nossa história. Um movimento que tenta empurrar o partido para uma aliança subordinada, baseada em interesses pontuais, como uma eventual suplência ao Senado, e não em um projeto real que respeite o tamanho de uma sigla que ajudou a construir Santa Catarina. Isso não é estratégia", pontua.

Ele defende a aliança com PSD, PP e União Brasil, em torno da candidatura de João Rodrigues, e deu recado aos lideres do encontro de ontem:

 "Aos líderes partidários que promoveram o episódio de ontem, deixo um alerta: se não enfrentarmos esta batalha hoje, em dois, quatro, seis anos, não teremos nada para disputar".

Abaixo, a "carta aberta", na integra, do presidente estadual do MDB:

"Caro amigo emedebista,

Chegou a hora de falar com clareza, sem rodeios e sem medo. O momento que o MDB de Santa Catarina atravessa exige coragem, não silêncio. 

Em 1999, filiei-me ao PMDB com apenas 17 anos. Não foi um movimento oportunista; foi uma escolha de vida. De lá para cá, enfrentamos batalhas duras, disputamos eleições difíceis, ajudamos a construir governos e fomos protagonistas em momentos decisivos do nosso Estado. O MDB sempre foi grande porque pensava grande. Mas os números recentes mostram uma realidade que não pode ser ignorada. Em 2018, ficamos fora do segundo turno do Governo do Estado. Em 2022, novamente não chegamos ao segundo turno. O reflexo foi direto: redução das nossas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, perda de espaço político e enfraquecimento da nossa capacidade de liderar Santa Catarina. Diante disso, o caminho natural seria a reconstrução com protagonismo: retomar o nosso espaço, organizar o partido, fortalecer lideranças e preparar o MDB para voltar à majoritária, mas não como coadjuvante. Após ser esnobado e preterido pelo atual Governo no início deste ano, o MDB, em vez de se posicionar com firmeza, assiste à construção de um movimento conduzido por pessoas que, até ontem, não tinham qualquer compromisso com a nossa história. Um movimento que tenta empurrar o partido para uma aliança subordinada, baseada em interesses pontuais, como uma eventual suplência ao Senado, e não em um projeto real que respeite o tamanho de uma sigla que ajudou a construir Santa Catarina. Isso não é estratégia. Isso é apequenamento. É preciso dizer com todas as letras: o MDB não nasceu para ser figurante. Não nasceu para aceitar migalhas. Não nasceu para ser linha auxiliar de um governo que não nos respeita, não na minha gestão como presidente. Quero deixar claro: se estivesse pensando em um projeto pessoal, já teria ocupado espaços, cargos ou feito qualquer composição conveniente. Caminhos não faltaram. Porém, nunca foi esse o meu compromisso. Tenho uma trajetória de lealdade ao partido, não de conveniência pessoal. O que está acontecendo hoje é grave. Aos 60 anos, o MDB de Santa Catarina corre o risco de se transformar em um partido fragmentado, de decisões isoladas, onde interesses individuais se sobrepõem ao projeto coletivo. Um partido que deixa de liderar para apenas acompanhar. Precisamos reagir. O MDB tem tamanho, história, capilaridade e liderança para disputar a majoritária. Vamos respeitar os diretórios municipais que decidiram estar em um projeto de verdade, que votaram a favor de compor a chapa com PSD e União Progressista. Aos líderes partidários que promoveram o episódio de ontem, deixo um alerta: se não enfrentarmos esta batalha hoje, em dois, quatro, seis anos, não teremos nada para disputar. Ou o MDB volta a ser grande, ou aceitará, pouco a pouco, a irrelevância. Essa é a escolha que está diante de todos nós"

Por Adelor Lessa 29/04/2026 - 14:48 Atualizado em 29/04/2026 - 15:32

Parece evidente que os dois lados não querem greve na Afasc. Nem os professores, nem a direção da Afasc.

Prefeitura, muito menos.

Todos querem acordo. Mas, agora, depois de tudo o que aconteceu, e foi dito, chegar lá nao é uma caminhada simples.

O presidente do Sindicato dos professores, José Argente Filho, disse hoje na Som Maior: "os professores não querem greve, querem acordo"

O advogado da Afasc, Alexandre João, fez discurso semelhante: "nós queriamos e queremos acordo, e estamos abertos para negociação".

Os dois lados demonstram estar cientes que, diante das peculiaridades do caso, a judicialização não é interessante para ninguém. Porque ninguém sabe quanto tempo vai demorar, e muito menos o que vai sair de lá.

Os professores, se estivessem firmes e irredutíveis na decisão de fazer greve, teriam comunicado oficialmente a Afasc no dia seguinte da assembléia, terça-feira, e iniciado a contagem do prazo de 48h.

Mas, eles ainda não fizeram o comunicado, só devem fazê-lo na segunda-feira, e esticaram o prazo para 72h. Ou seja, se tiver greve, só a partir de sexta-feira da próxima semana.

Traduzindo: abriram a porta para um acordo.

Diferente de ontem, hoje as duas partes estão conversando. Até o fim da semana podem surgir fatos novos. 

E pelo novo clima, muita água deve ser jogada na fervura para criar um clima de possivel acordo.

 

 

 

 

 

 

 

A

 

 

Por Adelor Lessa 29/04/2026 - 19:35 Atualizado em 30/04/2026 - 19:31

Jorge Messias perdeu no Senado. A sua indicação para ministro do STF foi derrotada, e de goleada.

Mas, a derrota não é dele. É do Presidente Lula.

Vai para conta de Lula.

O seu indicado para o STF precisava de 41 votos. Recebeu só 34.

Derrota acachapante, e histórica.

Nunca antes na histórica da República Nova isso aconteceu.

O Governo e o Presidente Lula estão fragilizados, com credibilidade em queda, a caminho da eleição.

Governo em baixa nas ruas, como mostram as pesquisas.

Governo politicamente fraco no Congresso, ineficiente na articulação politica, como ficou evidente na votação da indicação de Messias.

Lula, conhecido como "craque" na articulação, tem agora o maior desafio de sua longa carreira politica. Reverter uma situação muito ruim, que, se nada mudar, tende a levá-lo a maior derrota de sua vida.  

Para reagir, Lula terá que mudar a sua relação politica com o Senado e o Congresso, para tentar um breque de arrumação e se recuperar politicamente. Tarefa muito dificil.

É mais ou menos como consertar motor do avião durante o vôo, e próximo da aterrissagem.

Lula precisa ser eficiente nesta missão, antes de tudo, para garantir governabilidade do seu mandato.

Depois, para ter uma certa estabilidade politica num ano de eleição.

Além disso, com todo o barulho que está aí, Lula tem que reverter o viés de queda nas pesquisas. 

Vai conseguir?

O tempo dirá, mas não será fácil. Longe de ser fácil. 

O que é fato é que tempos difíceis são facilmente captados na previsão do tempo para Lula e o seu Governo. 

 

 

 

 

Por Adelor Lessa 30/04/2026 - 16:12 Atualizado em 30/04/2026 - 19:32

O Tribunal Regional Eleitoral será inteirado nas próximas horas da decisão da Justiça Eleitoral de Criciúma, que cassou toda a chapa de candidatos a vereador do Republicanos na eleição de 2024, para que faça o cálculo dos votos nas legendas que vai definir quem assumirá a vaga de Aldinei Poteleck.

O vereador Poteleck foi o unico vereador eleito pelo Repubicanos em 2024, e com a sentença de hoje, teve cassada a candidatura e perde o mandato.

O mais provável é que assuma a vaga a candidata do PDT, Tatiane Rodrigues, que foi autora da ação.

Havia especulações que o recaculculo pudesse abrir mais uma cadeira na Câmara, mas o advogado e especialista em direito eleitoral, Pierri Vanderlinde, descarta a possibilidade. Garante que a única mudança seria o PDT na vaga do Republicanos. 

A sentença foi assinada pelo juiz eleitoral Emerson Carlos Cittolin dos Santos. 

Na sua decisão, além de cassar a chapa de candidatos a vereador, o juíz determinou a nulidade dos votos e a inelegibilidade de todos por oito anos. 

O fato motivador da decisão é a fraude na cota de gênero, denunciada em ação movida por Tati de Miranda Rodrigues, que foi candidata pelo PDT em 2024. 

As candidaturas femininas da chapa do Republicanos teriam sido registradas apenas sem a realização de atos efetivos de campanha, o que caracteriza fraude na cota de gênero.

Ainda cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

A Câmara de Vereadores distribuiu nota informando que até o momento não recebeu qualquer notificação oficial que determine a adoção de medidas no âmbito do Poder Legislativo.

"Ressalta-se que eventuais providências relacionadas ao caso competem à Justiça Eleitoral, sendo que qualquer medida por parte da Câmara somente poderá ocorrer após comunicação formal dos órgãos competentes", acrescentou a nota.

O vereador Aldinei Poteleck informa que seus advogados vão recorrer da decisão, e que continuará no mandato até que o TRE se posicione a respeito. 

Disse também que se trata de uma segunda ação sobre o mesmo assunto, e que ja teve ganho de causa na primeira.   

 

 

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