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Por Max Everson 18/11/2017 - 20:07Atualizado em 18/11/2017 - 20:14

Morreu aos 64 anos deste sábado (18), Malcolm Young, que fundou com o seu irmão Angus, a lendária banda de rock AC/DC.

A triste notícia foi dada através de comunicado nas redes sociais da banda, informado que o guitarrista morreu de demência, mas tranquilo em casa ao lado da família. A doença fez com que ele deixasse o grupo em 2014.

“Hoje é com profunda tristeza sincera que a AC/DC tem que anunciar a passagem de Malcolm Young.
Malcolm, juntamente com Angus, foi o fundador e criador da AC/DC. 
Com enorme dedicação e compromisso, ele foi a força motriz por trás da banda. 
Como guitarrista, compositor e visionário, ele era um homem perfeccionista e único. Ele sempre pegou suas armas e fez e disse exatamente o que queria. Ele ficou orgulhoso de tudo o que ele tentou. Sua lealdade aos fãs foi insuperável.

Como seu irmão é difícil expressar em palavras o que ele quis dizer para mim durante minha vida, o vínculo que tivemos foi único e muito especial.
Ele deixa para trás um enorme legado que viverá para sempre.
Malcolm, trabalho bem feito.”

No início do ano, Brian Johnson agradeceu o apoio dos fãs suecos a Malcolm, que organizaram um evento chamado “ACDCmachine Gathering”, para levantar fundos para a pesquisa de tratamento das doenças de Alzheimer e demência.

 

Por Max Everson 18/11/2017 - 19:54Atualizado em 18/11/2017 - 20:01

O Iron Maiden lançou nesta sexta-feira (17) mais um álbum ao vivo, “The Book Of Souls: Live Chapter (Warner Music)”.

O disco traz 15 faixas gravadas durante a “The Book Of Souls World Tour”, que passou por 39 países em seis continentes entre 2016 e 2017, e foi vista por mais de dois milhões de fãs.

O trabalho ainda inclui duas músicas registradas em shows no Brasil, “Fear of the Dark” (em Fortaleza) e “Wasted Years”.

Produzido por Steve Harris e Tony Newton, “The Book Of Souls: Live Chapter” foi disponibilizado fisicamente em CD, CD deluxe, e vinil.

 

Por Max Everson 17/11/2017 - 11:16Atualizado em 17/11/2017 - 11:19


 

Linkin Park divulgou o trailer de seu novo álbum ao vivo, “One More Light Live”. O material foi gravado durante a turnê de divulgação de seu mais recente disco, que leva o mesmo nome.

“Nós dedicamos esse álbum ao vivo para nosso irmão Chester, que colocou seu coração e alma em ‘One More Light’. Depois que terminamos de gravar o álbum, nós brincamos com Chester que — entregou tantas boas performances no estúdio — ele tinha elevado o níveel para a produção no palco de cada noite. Nada surpreendentemente, ele cumpriu o desafio”, escreveu a banda em um comunicado divulgado em seu site oficial.


O CD chegará às lojas no dia 15 de dezembro e marca a última turnê do vocalista Chester Bennington com a banda, que se suicidou em julho deste ano.
 

Tags: NoAr Linkin Park

Por Max Everson 17/11/2017 - 11:06Atualizado em 17/11/2017 - 11:09

 

O canal oficial da BBC Music postou as performances do Deep Purple no ‘Radio 2 In Concert’ apresentadas no dia 16 de novembro.

O grupo apresentou durante a noite a icônica ‘Smoke On The Water’, faixa de 1972 do álbum ‘Machine Head’, 

além da recente ‘All I Got Is You’, música que faz parte do disco ‘inFinite’, lançado agora em 2017.

A banda vem ao Brasil em dezembro junto com o Cheap Trick para se apresentar no festival Solid Rock. O evento também terá participação da Tesla como atração convidada.

Por Max Everson 14/11/2017 - 15:49Atualizado em 14/11/2017 - 15:52

Rouge grava novo single "Bailando", primeira música nova desde 2013!

Parece que o Rouge voltou mesmo pra ficar! 
O quinteto anunciou nesta terça-feira (14) que a música " Bailando ", novo single do grupo, já está gravada. Esse é o primeiro trabalho inédito das meninas desde que se reuniram em 2013, para um especial do Multishow, e gravaram " Tudo é Rouge ".
A canção ainda não tem previsão de lançamento, mas deve sair em breve!

 

Por Max Everson 14/11/2017 - 15:39Atualizado em 14/11/2017 - 15:42

Após 25 anos, baixista do Barão Vermelho deixa a banda.

No comando do contrabaixo da banda Barão Vermelho desde 1992, Rodrigo Santos não faz mais parte da lendária banda do Rock Nacional. Rodrigo Santos, que agora vai dedicar a sua vida e fez a sua última apresentação com a banda em Curitiba, na última sexta-feira, 10.

Por conta da saída de Rodrigo, a Barão Vermelho, agora, faz uma série de ensaios para poder escolher o novo baixista, além de preparar um álbum de músicas inéditas, que deverá ser lançado em 2018. 

"Sentirei saudades de todos esses caras fantásticos, a quem amo tanto. Sucesso a todos nós!!", disse Rodrigo Santos em post de rede social no qual divulgou o comunicado do Barão Vermelho sobre a saída do baixista.

Vale lembrar que, em janeiro deste ano, Frejat deixou o Barão Vermelho e foi substituído por Rodrigo Suricato, da banda Suricato.

Por Max Everson 13/11/2017 - 15:25Atualizado em 13/11/2017 - 15:30

Eu (particularmente) achei bonitinha, fácil de ouvir, e ainda tem a participação da Sandy!

 

Por Max Everson 13/11/2017 - 15:18Atualizado em 13/11/2017 - 15:20

a banda O Rappa irá dar um tempo na carreira e, para tanto, a data do último show já está marcada: dia 14 de abril, no espaço Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro, segundo informações do jornal "O Globo" deste domingo, 12.

O Rappa carrega em sua história, de quase vinte e cinco anos, dez discos lançados, cinco DVD's e mais de vinte singles emplacados em inúmeras rádios de todo o Brasil. 

Quando anunciaram o fim, os integrantes contaram que: "Chegou a hora de dizer que vamos parar e, desta vez, sem previsão de volta. A boa notícia é que vamos terminar esta turnê. Os shows estão confirmados até fevereiro de 2018".

 

Por Max Everson 13/11/2017 - 11:06Atualizado em 13/11/2017 - 11:13

R.E.M. lança álbum especial de 25 anos do disco ‘Automatic For The People’
 

O disco, lançado em 1992, foi o oitavo feito em estúdio pela banda, e neste novo projeto são 45 músicas, sendo 20 demos inéditos de sessões gravadas na época do álbum. ‘Mike’s Pop Song’ é uma das novidades que os fãs poderão escutar.

A tracklist completa você pode conferir abaixo:


Disc 1 — Automatic for the People
01. Drive
02. Try Not to Breathe
03. The Sidewinder Sleeps Tonite
04. Everybody Hurts
05. New Orleans Instrumental No. 1
06. Sweetness Follows
07. Monty Got A Raw Deal
08. Ignoreland
09. Star Me Kitten
10. Man on the Moon
11. Nightswimming
12. Find the River

Disc 2 — Live At The 40 Watt Club
01. Drive
02. Monty Got A Raw Deal
03. Everybody Hurts
04. Man On The Moon
05. Losing My Religion
06. Country Feedback
07. Begin The Begin
08. Fall On Me
09. Me In Honey
10. Finest Worksong
11. Love Is All Around
12. Funtime
13. Radio Free Europe

Disc 3 — Automatic for the People Demos
01. Drive (demo)
02. Wake Her Up (demo)
03. Mike’s Pop Song (demo)
04. C to D Slide 13 (demo)
05. Cello Scud (demo)
06. 10K Minimal (demo)
07. Peter’s New Song (demo)
08. Eastern 983111 (demo)
09. Bill’s Acoustic (demo)
10. Arabic Feedback (demo)
11. Howler Monkey (demo)
12. Pakiderm (demo)
13. Afterthought (demo)
14. Bazouki Song (demo)
15. Photograph (demo)
16. Michael’s Organ (demo)
17. Pete’s Acoustic Idea (demo)
18. 6-8 Passion & Voc (demo)
19. Hey Love [Mike voc] (demo)
20. Devil Rides Backwards (demo)

Disc 4 — Blu-ray
01. Automatic for the People (+ bonus track: Photograph) mixed in Dolby Atmos
02. Automatic for the People (+ bonus track: Photograph) Hi-Resolution Audio
03. Drive (music video)
04. The Sidewinder Sleeps Tonite (music video)
05. Everybody Hurts (music video)
06. Man On The Moon (music video)
07. Nightswimming (music video: British version)
08. Find The River (music video)
09. Nightswimming (music video: R version)
10. Automatic Press Kit

Ouça o álbum na íntegra no Spotify:

 

Tags: NoAr REM

Por Max Everson 10/11/2017 - 11:40Atualizado em 10/11/2017 - 11:43

O Milky Chance divulgou um vídeo acústico da canção “Bad Things“, que teve seu videoclipe lançado recentemente.

“Bad Things” é faixa integrante do último disco da banda, intitulado de “Blossom”, que foi lançado este ano e conta com a participação da cantora Izzy Bizu.

Atualmente, o grupo está em turnê pelo Reino Unido, mas em março de 2018 eles chegam ao Brasil para uma apresentação no Lollapalooza.

 

Por Max Everson 10/11/2017 - 11:34Atualizado em 10/11/2017 - 11:37

Phillip PhillipsO Phillip Phillips lançou na última terça-feira (08), a inédita “Magnetic”, e aproveitou para anunciar seu novo álbum de estúdio, intitulado “Collateral”. Esta é a segunda faixa liberada oficialmente, pois meses atrás foi lançada “Miles”, que fará parte da tracklist.

“Eu estou animado para mostrar quem o novo Phillip é”, disse o vencedor do American Idol 2011. “Essas músicas contam as histórias sobre os últimos três anos – tudo que foi bom, tudo que foi ruim, tudo que foi triste, tudo que foi feliz. Eu prometo que este próximo álbum vai valer a espera”, disse o cantor ao anunciar o novo disco para imprensa, que será lançado em janeiro.
Além do novo trabalho, ele também liberou as datas de sua nova turnê “The Magnetic Tour”, que por enquanto irá passar apenas pela América do Norte em 2018.

 

Por Max Everson 07/11/2017 - 15:47Atualizado em 07/11/2017 - 15:54

Na última segunda-feira (06), o Suricato divulgou um vídeo tocando a música “Um Tanto”, através de seu canal no Youtube,  gravadas para o “Playground Sessions”, no estúdio com o mesmo nome que fica na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O cantor gravou também outras canções para este projeto, entre elas um cover de “Gravity”, do John Mayer.

Recentemente, Rodrigo Suricato fez uma participação com a banda Supercombo, gravando junto com eles a música “Morar”, para a “Session da Tarde”, que convida outros artistas para cantarem juntos.

 

Por Max Everson 06/11/2017 - 16:23Atualizado em 06/11/2017 - 16:26

A cantora e compositora Paula Toller lança hoje, em todas as plataformas digitais, o single “A Fórmula do Amor” (Léo Jaime/Leoni). Gravada originalmente em 1985, pelo Kid Abelha no álbum “Educação Sentimental”, a música foi uma das mais executadas nas rádios naquele ano e contava com a participação de Léo Jaime. A releitura compõe o set list do novo show da cantora, “Como Eu Quero”, que estreia no próximo dia 10 de novembro, no Teatro Bradesco, em São Paulo. Em seu novo projeto, Paula interpreta releituras de canções que marcaram sua carreira solo e também a sua trajetória no Kid Abelha, com uma pegada mais rock e folk. Em janeiro de 2018, a artista grava o DVD da nova turnê, que conta com o lendário produtor Liminha.

Depois de viajar com o show “Transborda” e de protagonizar a turnê “Rock Brasil”, agora a cantora apresenta seu repertório de forma mais essencial, numa performance mais intimista para o público. Além de “A Fórmula do Amor”, a turnê “Como Eu Quero” vai contar com um repertório recheado de sucessos, como “Fixação”, “Educação Sentimental”, “Lágrimas e Chuva”, “Como Eu Quero”, “Eu Tive Um Sonho”, “Grande Hotel”, “Pintura Íntima” e regravações de canções que fazem parte de sua carreira, como “Nada Por Mim”, parceria da artista com Herbert Vianna; “Oito Anos (Gabriel)”, de autoria da cantora; “Ando Meio Desligado”, releitura da banda Os Mutantes; “Céu Azul”, da banda Charlie Brown Jr.; “Dreams”, da banda Fleetwood Mac, entre outras.

A carreira de Paula Toller se integra com a trajetória da banda Kid Abelha, um dos maiores fenômenos da música nacional, com 9 milhões de discos vendidos em 35 anos, uma enorme coleção de hits e discos de ouro, platina e diamante. Paula segue hoje seduzindo os fãs brasileiros com sua voz inconfundível, em uma bem sucedida carreira solo.

Para saber mais, acesse o site oficial da cantora www.paulatoller.com/

Por Max Everson 04/11/2017 - 10:33Atualizado em 04/11/2017 - 10:35

O Gary Clark Jr. apresentou seu single “Come Together”, no “The Late Late Show” com James Corden, na última quinta-feira (02).

A faixa é um cover do clássico dos Beatles, feita para a trilha sonora do filme “Liga do Justiça”. A versão regravada pelo guitarrista foi fiel à versão original da banda inglesa, mas ganhando um toque moderno de blues e R&B.

O longa irá estrear no dia 15 de novembro nos cinemas brasileiros.

Confira o vídeo dele apresentando “Come Together” no programa de TV:

 

Por Max Everson 03/11/2017 - 15:18Atualizado em 03/11/2017 - 15:31


Em Ritmo de Fuga (Baby Driver) é um dos melhores filmes de 2017. Numa trama que mistura ação e comédia em ritmo alucinante, o longa dirigido por Edgar Wright conquista o espectador também pela excelente trilha sonora, que não funciona apenas como o som que dá ritmo às cenas, mas é sim parte importante da história.

Com direito a Queen, Blur, T. Rex, The Beach Boys e muito mais, as músicas embalam a produção e ajudam no roteiro. O efeito é impressionante!

CENA INICIAL

Tudo bem que o filme é do mês de junho 2017, mas só pra você – que ainda não assistiu ao filme – ter uma ideia do que a gente tá falando… a Sony Pictures divulgou os 6 primeiros minutos de Em Ritmo de Fuga. É uma cena de assalto à banco, na qual Baby (Ansel Elgort) – o motorista da quadrilha e protagonista da trama – mostra toda sua habilidade pra despistar policiais. A ação acontece ao som da música “Bellbottoms”, de “The Jon Spencer Blues Explosion”. 

SINOPSE
O jovem Baby (Ansel Elgort) tem uma mania curiosa: precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Excelente motorista, ele é o piloto de fuga oficial dos assaltos de Doc (Kevin Spacey), mas não vê a hora de deixar o cargo, principalmente depois que se vê apaixonado pela garçonete Debora (Lily James).

TRAILLER

Na Som Maior algumas músicas do filme estão na programação,  como por exemplo: Barry White - Never Gonna Give You Up, Beck - Debra, Bob & Earl - Harlem Shuffle,  Brenda Holloway - Every Little Bit Hurts, Carla Thomas - B-A-B-Y, Kashmere Stage Band - Kashmere, Simon & Garfunkel - Baby Driver,  e a playlist completa de Em Ritmo de Fuga está disponível no Spotify.

 

Por Max Everson 01/11/2017 - 15:56Atualizado em 01/11/2017 - 15:59

A vida de Elis Regina, uma das melhores cantoras do Brasil. Estrela de TV, polêmica, intensa e briguenta, ela não demora a ser reconhecida pela grande voz, em carreira marcada por altos e baixos.

 

Por Max Everson 01/11/2017 - 15:50Atualizado em 01/11/2017 - 15:52


Entre pianos contidos, vozes trabalhadas como instrumentos, guitarras e minúcias atmosféricas que sutilmente tendem ao Jazz, Nina Becker abre passagem para o terceiro álbum de inéditas em carreira solo, Acrílico (2017, YB / Natura Musical). Vindo em sequência aos ótimos Azul e Vermelho, ambos lançados em 2010, o trabalho pula parte das experiências incorporadas em registros como Fazendo As Pazes Com o Swing (2012), parceria com a Orquestra Imperial, e Minha Dolores (2014), álbum em que interpretou a obra de Dolores Duran, para mergulhar em um universo próprio da cantora e compositora carioca.

Feito para ser degustado pelo ouvinte, Acrílico faz da inaugural faixa-título um delicioso convite a se perder pelo interior da obra. Vozes sobrepostas que costuram pianos e melodias ancoradas no soul/jazz dos anos 1970, lembrando em alguns aspectos a obra do Steely Dan, referência ampliada na atmosfera colorida de Zebra Dálmata, quarta faixa do disco e um delírio poético que joga com as incertezas do eu lírico. Um labirinto musical que cresce à medida que o trabalho parece testar os próprios limites e, principalmente, a voz de Becker.

Tal qual a dobradinha de obras apresentadas há sete anos, Acrílico se quebra em instantes de profunda leveza e atos grandiosos, reforçando o diálogo da cantora com elementos do rock. É o caso de Voo Rasante, composição escolhida para anuciar o disco e uma viagem musical em direção ao passado. Uma solução de versos rápidos que contam com a assinatura de Jonas Sá, como se Becker buscasse acompanhar os parceiros de estúdio, os músicos Alberto Continentino (baixo), Pedro Sá (guitarra), Rafael Vernet (teclados) e Tutty Moreno (bateria).

Quando desacelera, Becker confessa sentimentos. Difícil não ser arrastado pela emoção que invade os versos de O Seu Azul, música que joga com as metáforas de maneira sensível. “Posso sentir suas mãos no meu rosto / Mãos de jardim cultivando o meu corpo / Plantado no chão, o meu coração de pedra“, canta enquanto uma base atmosférica cresce ao fundo da canção, transportando Becker para os clubes de jazz dos anos 1950/1950. Arranjos e versos perfumados pela saudade, proposta reforçada na execução de músicas como O que eu não sei, Olhinhos e a derradeira Aperta a minha mão.

Nascido da combinação entre ritmos que refletem as próprias experiências de Becker — “samba, o pós-punk da adolescência e a música livre e experimental dos anos 60 e 70“, como resume o texto de apresentação do trabalho —, Acrílico joga com a estranheza de forma hipinótica. É o caso do pop torto em Caramelo da Nostalgia, música que nasce como um verdadeiro mosaico de referências, e o sambinha em Kawaii, composição que se espalha entre versos ora cantados em português, ora em japonês, lembrando a atmosfera do clássico Futurismo (2006), de Kassin+2.

Completa pelos versos assinados por um time de artistas próximos — caso de Kassin, Romulo Fróes, Negro Leo, Thalma de Freitas e Moreno Veloso —, e inspirado pela atmosfera do Rio de Janeiro dos anos 1950, nas obras do artista plástico Roberto Burle Marx e na estética modernista, Acrílicolentamente expande os próprios domínios. Trata-se de uma obra viva, mutável, como se Becker aportasse em um novo território conceitual e poético a cada nova composição, revelando ao público um trabalho tão colorido (e versátil) quanto a sequência de obras que o antecedem.

(© Miojo Indie 2017)

Por Max Everson 01/11/2017 - 15:47Atualizado em 01/11/2017 - 15:48

“Nada mais faz sentido” – o verso mais repetido na faixa de abertura de Romã dita muito do clima que Sofia Freire canta nas nove músicas desde seu segundo disco. Fruto de parcerias da artista pernambucana com diversas poetisas tendo o universo feminino como tema, a jovem cantora e produtora criou uma obra contemporânea em som e em tema – não só pela mulher estar em pauta hoje em dia, mas porque há uma grande universalidade em suas letras no que diz respeito a sensações, pensamentos e até mesmo desesperos independente de gênero, idade ou geografia.

Explorando mais da ambientação Eletrônica introduzida em Garimpo, Sofia canta: “Respira fundo, as conversas estão rasas” e que “quanto mais eu falo, mais eu fico muda. Quanto mais eu ouço, mais eu fico surda” – tudo isso em Van Gogh, a melhor do disco, com o refrão: “Fosse eu Van Gogh/ria de uma orelha a outra/enquanto cortava a língua dessa gente louca”. Em um tempo de notificações insistentes de informações que você não pediu para receber, poucas músicas são tão precisas em sua liberdade poética na descrição do que é se comunicar hoje.

Se os assuntos fluem dentro de um mesmo universo, a estética das letras varia bastante de uma a outra, tanto pela métrica quanto pela escolha de palavras (a diferença na sequência Meu Bordado e Canção da Bruxa é a melhor ilustração desse argumento). Cabe ao som dar unidade ao todo, o que é feito com grande riqueza tanto na qualidade da produção (co-assinada por Sofia), quanto na variedade de ambientações, das mais mínimas e experimentais às mais volumosas e Pop (sendo Confronto o maior exemplo dessa última classificação).

Dessa forma, Sofia Freire monta um interessante panorama de seu processo de crescimento como mulher adulta (Garimpo começou a ser feito quando ela tinha apenas 15 anos, enquanto Romã sai antes de seu 21º aniversário), sendo ela – ou seu eu-lírico – uma figura de grande identificação por quem observa a vida com uma postura crítica através do olhar da sensibilidade. 

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Por Max Everson 01/11/2017 - 15:45Atualizado em 01/11/2017 - 15:47

Luedji Luna – Um Corpo no Mundo 

O projeto “Um Corpo No Mundo” consiste na gravação do primeiro disco da cantora e compositora baiana Luedji Luna.

O disco autoral conta com 11 faixas, sendo uma delas o já lançado single “Um Corpo no Mundo”.

é uma proposta para se pensar identidade, é um olhar sobre si mesma a partir do contato, ainda que disperso, com os imigrantes africanos em São Paulo. O projeto se fundamenta na ideia do não pertencimento, do corpo que ocupa o espaço, mas não se identifica, e da necessidade de conexão com a ancestralidade.

O álbum remete a travessia, o deslocamento, é a partir dessa noção que os arranjos serão pensados. Um disco fluído, com canções que transitam, com referências que transitam, onde nada é estanque, absolutamente, nem mesmo o próprio conceito do álbum. O que se pretende, na verdade, é levar uma sensação: o não-lugar!

Por Max Everson 01/11/2017 - 15:43Atualizado em 01/11/2017 - 15:45

Xênia França lança seu primeiro disco solo, intitulado “Xenia”, pela Natura Musical. “Esse é um grande momento para mim. Talvez, o maior. Sempre quis ter um trabalho solo e por vários motivos ele aconteceu agora, de um jeito lindo. Acho que tudo o que aprendi até hoje foi muito importante e precioso para eu adquirir coragem de me expor dessa maneira. Não é fácil, mas esse projeto me transformou em outra pessoa. Fiz meu ritual de passagem com ele e me tornei mulher de uma vez por todas”, ressalta a cantora.

Com produção de Lourenço Rebetez, Pipo Pegoraro e coprodução da própria artista, “Xenia” reverencia o som que vem da diáspora negra, em uma sonoridade essencialmente pop com pitadas de música eletrônica, jazz, samba-reggae, rock e R&B. “Minhas influências desde pequena são Michael Jackson, Stevie Wonder, Gilberto Gil, Elza Soares, Margareth Menezes, Ilê Aiyê, Olodum, Edson Gomes, Milton Nascimento, entre outrxs. Também posso dizer que, há pouco mais de quatro anos, vivo um verdadeiro caso de amor pela música e cultura cubana. Neste trabalho, eu louvo esse povo tão maravilhoso por meio do Batá, tambor sagrado presente entre as gravações. De alguma forma, tudo isso está no meu disco”, comenta.

Estão, entre as 13 tracks que compõem o álbum, composições de artistas como Tiganá Santana, Theodoro Nagô, Tibless, Verônica Ferriani, Clarice Peluso, Luisa Maita e Chico César, além de três autorais: “Perfeita Pra Você”, “Miragem” e “Pra Que Me Chamas?” – uma parceria com Lucas Cirillo. “Cada faixa escolhida tem um valor extremamente importante. Elas me auto-representam. Levam meu olhar para esse caminho de aprendizado, orgulho, autoconhecimento e gratidão. É sobre como me sinto agora, mas a partir de toda a minha trajetória desde que sai da Bahia. É sobre intimidade comigo mesma, dores, questionamentos e inquietações. É sobre ancestralidade, respeito, amor, cura e fé. É sobre ser mulher. Mulher negra”, finaliza.

Xenia França, baiana radicada em São Paulo, é reconhecida, entre outros, pelo seu trabalho dentro da banda Aláfia. Sua carreira começou em 2007, quando cantava na noite paulistana sambas e clássicos da MPB. Inserida em um cenário artístico de resgate e propagação da cultura afro- brasileira, a cantora se transformou referência do empoderamento e comportamento feminino.

Gravado no RedBull Station, Carbono, El Rocha e Caso Raro, estúdios localizados em São Paulo, “Xenia” foi mixado por Russell Elevado (Dragon Mix Studios – NY) e masterizada por David Darlington (Bass Hit Recording – NY).

O projeto foi selecionado pelo edital Natura Musical 2016 com apoio da Lei Rouanet. “O Natura Musical foi criado para valorizar a diversidade da produção contemporânea e a identidade da música brasileira”, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “Desde 2005, a plataforma já patrocinou mais de 330 projetos de artistas em diferentes estágios de carreira, que representam essa música brasileira pulsante, diversa e apresentam novas expressões e linguagens, assim como o novo trabalho de Xenia França”, complementa. 

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