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* as opiniões expressas neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do 4oito
João Nassif
Por João Nassif 14/10/2019 - 18:25

Posso até entender que muitos contestam a presença do goleiro Luiz como titular do Criciúma. Teve muitas falhas, mas no somatório seu saldo é positivo, pois foi responsável por muitas vitórias ao longo dos anos, inclusive quando faltou, como agora, qualidade ao time que há tempos joga as competições para escapar do rebaixamento.

Vejo uma perseguição sistemática de alguns torcedores que fazem muito barulho nas redes sociais enxergando falhas onde não existem como no gol sofrido sábado passado em Curitiba. 

Estava no estádio acompanhando o jogo com o Timaço da Som Maior. Na hora não percebi falha do goleiro e sim da zaga que marcou o Rodrigão e ninguém cobriu a segunda trave. Isso que o Criciúma estava naquele momento com três zagueiros após a expulsão do Foguinho.

O goleiro não poderia sair do gol, pois veio uma bola rápida na direção do atacante que tinha dois zagueiros na marcação e um terceiro fora do lance. Caso Rodrigão conseguisse a cabeçada, Luiz sobre a linha do gol teria chances de defesa. Como a bola passou pelo atacante e com velocidade pegou o Robson sem marcação para mergulhar para o gol.

Muitos contestam o fato do Luiz ter feito um contrato de muitos anos com o clube ganhando acima do teto proposto pelo dono da G.A. Inveja, talvez, mas com certeza má vontade que gera perseguição.
 

João Nassif
Por João Nassif 14/10/2019 - 09:48

A Copa Intercontinental foi organizada pela FIFA a partir de 1960, numa disputa entre o campeão europeu, vencedor da Liga dos Campeões e o campeão da Libertadores da América. 

O primeiro campeão foi o Real Madrid que derrotou o Peñarol e no ano seguinte o time uruguaio foi o vencedor derrotando Benfica de Portugal.

Em 1962 o Santos como campeão da Libertadores conseguiu seu primeiro título na Copa Intercontinental vencendo o duas vezes o Benfica, por 3x2 no Maracanã e por 5x2 no Estádio da Luz em Lisboa.

Na edição de 1963 o Santos precisou de jogar uma terceira partida para conquistar o bicampeonato da Copa Intercontinental.

O primeiro jogo foi disputado no Estádio San Siro e o Milan, campeão europeu foi o vencedor por 4x2. Neste jogo Pelé que marcou os dois gols do Santos se contundiu e ficou fora da segunda partida. 

Este segundo jogo foi disputado no Maracanã e Almir Pernambuquinho o substituto de Pelé marcou apenas um gol, mas foi decisivo para a vitória santista por 4x2.

Com os times empatados depois dos dois confrontos foi necessária uma partida extra para se apurar o campeão mundial de 1963.

O jogo desempate foi disputado no dia 16 de novembro, também no Maracanã com mais de 120 mil torcedores o Santos venceu por 1x0 com o gol sendo marcado pelo lateral Dalmo cobrando pênalti.     

João Nassif
Por João Nassif 13/10/2019 - 09:28

A Taça Libertadores da América de 1963, originalmente denominada Copa dos Campeões da América pela CONMEBOL, foi a quarta edição do torneio. Participaram as equipes de 8 países. Não houve representantes da Bolívia e Venezuela.

O torneio teve início em 1960 e nas duas primeiras edições o campeão foi o Peñarol do Uruguai. Quebrando este domínio uruguaio o Santos de Pelé & Cia conquistou o bicampeonato em 1962/1963. 

Santos x Botafogo confronto em 1963

A campanha de 1963 foi realizada de maneira invicta com o Santos derrotando o Boca Juniors na decisão.

O Brasil teve dois representantes na edição de 1963, além do Santos campeão da Libertadores e da Taça Brasil do ano anterior o Botafogo, vice-campeão do torneio brasileiro também disputou a Libertadores.

Na primeira fase o Botafogo ficou em primeiro no seu grupo derrotando o Alianza de Lima e o Millonarios da Colômbia. Peñarol e Boca Juniors foram os vencedores dos outros dois grupos.

O Santos como campeão da edição anterior entrou somente nas semifinais e eliminou o Botafogo depois de empatar em 1x1 no Pacaembu e vencer por 4x0 no Maracanã.

Na outra semifinal o Boca Juniors derrotou o Peñarol com duas vitórias, 2x1 em Montevideo e 1x0 em Buenos Aires. 

Na primeira partida da decisão o Santos derrotou o time argentino por 3x2 no Maracanã perante mais de 63 mil torcedores. No jogo da volta na Bombonera com 50 mil pessoas o time santista venceu por 2x1. Coutinho e Pelé marcaram os gols do bicampeonato do Santos na Libertadores. 
 

João Nassif
Por João Nassif 12/10/2019 - 07:23

A Taça Libertadores da América, é a principal competição de futebol entre clubes profissionais da América do Sul, organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) desde 1960. O nome do torneio é uma homenagem aos principais líderes da independência das nações da América do Sul: José Artigas, Simón Bolívar, José de San Martín, José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro I do Brasil, Antônio José de Sucre e Bernardo O'Higgins.

Independiente campeão em 1984

A competição teve vários formatos diferentes ao longo de sua história. No início, apenas os campeões nacionais participavam, tanto que nos seus primórdios a competição era chamada de Copa dos Campeões da América, e recebeu o nome atual somente em 1965. 

Em 1998, as equipes do México foram convidadas a competir até 2017, quando a CONMEBOL instituiu uma reforma no certame que desencorajou os mexicanos a continuar disputando o torneio. Hoje, pelo menos quatro clubes por país competem na Liberadores, enquanto que a Argentina e o Brasil têm seis e sete clubes representantes, respectivamente. 

O vencedor da Libertadores se classifica para a disputa da Copa do Mundo de Clubes da FIFA (como representante da CONMEBOL) e na Recopa Sul-Americana do ano seguinte.

O Independiente é o recordista de títulos na competição, com sete conquistas. A Argentina é o país com o maior número de conquistas, com 25 títulos, enquanto que o Brasil é o país com a maior diversidade de times vencedores, com um total de 10 clubes diferentes que ergueram a taça.

O troféu foi conquistado por 25 clubes diferentes, sendo que treze ganharam o torneio mais de uma vez e seis o venceram de forma consecutiva.
 

João Nassif
Por João Nassif 11/10/2019 - 21:45

Não creio que as modificações que o técnico Roberto Cavalo/Wilsão fez para o jogo em Curitiba sejam as melhores. Por força das suspensões do lateral Carlos Eduardo e do volante Eduardo, Andrew e Jean Mangabeira foram os escolhidos para iniciar o jogo contra o Coxa Branca.

A improvisação do Andrew numa lateral direita ofusca o garoto Claudinho do qual dizem maravilhas e é jogador da função. E deixar o Liel de fora é inexplicável, pois o Criciúma tem apenas como jogada ofensiva a bola aérea na qual o volante é especialista.

Com relação ao Claudinho o argumento é não queimar o jogador. Ora, se está relacionado é sinal que está apto para jogar, então por que não desde o começo? E o Liel visivelmente não é do agrado do parceiro do Roberto Cavalo, tanto que quando o Wilsão assumiu sua primeira providência foi sacar o volante titular do Gilson Kleina.

Vou à Curitiba com o Timaço para conferir mais um jogo do Criciúma pela série B, outro jogo importantíssimo para a fuga do rebaixamento.

 
 

João Nassif
Por João Nassif 11/10/2019 - 10:58

Já havia dito aqui no Almanaque da Bola que o Fair Play foi praticado pela primeira vez na história do futebol num jogo pelo campeonato carioca na década de 1950.

Botafogo e Fluminense se enfrentavam no Maracanã quando o zagueiro Pinheiro do tricolor se lesionou numa rebatida com a bola caindo nos pés de Garrincha livre na frente da área. Vendo que Pinheiro não podia dar-lhe combate, Garrincha jogou a bola para a lateral para que fosse feito o atendimento ao zagueiro.

De tempos para cá o Fair Play faz parte do futebol e quase todos os jogadores o praticam, mas com muitos fingindo contusão para ganhar tempo e iludir árbitros e adversários.

Outros praticam o Fair Play pela índole e pela educação como temos visto com frequência. Um exemplo do verdadeiro Fair Play foi protagonizado pelo zagueiro Morten, jogador e capitão da seleção da Dinamarca, num torneio amistoso em 2003 disputado em Copenhagen.

No jogo contra o Irã, um zagueiro iraniano pegou a bola com a mão dentro da área depois de ouvir o apito final do árbitro. Porém o apito havia vindo da arquibancada e ao árbitro não restou alternativa a não ser marcar o pênalti.

Após consultar o técnico, o capitão dinamarquês propositadamente bateu o pênalti para fora por considerar injusta a vantagem. O jogo terminou com vitória do Irã por 1x0. 

Após o jogo um dirigente iraniano afirmou: “Os dinamarqueses não ganharam o jogo, mas ganharam nossa admiração”. 
 

João Nassif
Por João Nassif 10/10/2019 - 10:55

Os Jogos Olímpicos de 1972, as XX Olimpíadas, foram os Jogos realizados em Munique, cidade a do estado da Baviera na então Alemanha Ocidental, entre 26 de agosto e 11 de setembro de 1972. Participaram do evento 7.134 atletas de 121 nações. 

Até o começo de setembro estavam sendo considerados os melhores, mais pacíficos e tecnicamente perfeitos de todos os tempos, quando foram transformados no maior pesadelo já ocorrido na história das Olimpíadas.

Na madrugada do dia 5 de setembro, oito árabes do grupo terrorista Setembro Negro invadiram a vila olímpica, mataram dois membros da equipe de Israel e fizeram outros nove de reféns. O que se seguiu, com a paralisação temporária dos Jogos e a morte de todos os reféns israelitas, ficou conhecido como o Massacre de Munique.

Com todas as bandeiras dos países participantes a meio mastro e uma missa no estádio olímpico em honra das vítimas, após 34 horas de interrupção os Jogos voltaram a acontecer, após a insistência e a célebre frase – para uns realista, para outros polêmica e para muitos, infame – do presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Avery Brundage: “Os Jogos devem continuar!” 

Anos depois, foram encontrados alguns dos telegramas diplomáticos que estavam nos arquivos. Neles, constata-se algo surpreendente: o COI e os organizadores alemães decidiram que interromper o evento poderia atrapalhar as operações policiais em curso. 

Mas outro motivo também foi apresentado: a TV alemã que havia pago milhões para mostrar a Olimpíada não tinha um plano B para colocar no ar uma programação alternativa. 
 

João Nassif
Por João Nassif 09/10/2019 - 13:49

O handebol, como diz o próprio nome derivado do inglês é um esporte coletivo que envolve passes de bola com as mãos. Foi inventado em 1919 pelo atleta e professor de educação física alemão Karl Schelenz.

No início as partidas eram disputadas somente por mulheres em gramados ao ar livre e os espaços eram pequenos. Quando o handebol foi criado cada equipe era composta por 11 jogadores. 

Como foi criado por um alemão o esporte começou a ser jogado em Berlim na Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Não demorou muito tempo para que o handebol se estendesse por toda Europa e para outros países do mundo.

Com sua inclusão nos esportes olímpicos o handebol passou também a ser praticado por ambos os sexos. No final dos anos 1930 o handebol passou a ser um esporte oficial nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936.

As regras foram mudando e com a diminuição para sete jogadores por equipe e a prática em quadras cobertas o handebol passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos a partir de 1972 disputado em Munique na Alemanha.

Com a inclusão nas Olimpíadas o handebol foi se espalhando pelo mundo e atualmente existem diversas competições que ocorrem em nível nacional e internacional. As grandes competições são os Campeonatos Mundiais Masculino e Feminino disputados a cada quatro anos.

A Federação Internacional de Handebol foi fundada em 1999 e tem sua sede na Basiléia, Suíça. Esse órgão é responsável pelo esporte que é praticado em mais de 180 países do mundo.     
 

João Nassif
Por João Nassif 09/10/2019 - 07:45Atualizado em 09/10/2019 - 07:47

O Criciúma adquiriu respeito no futebol nacional por saber fazer prevalecer o fator campo e suas maiores conquistas teve esta condição decisiva em qualquer competição. 

O Heriberto Hülse foi um caldeirão que merecia respeito e temor dos adversários, inclusive lembro que em 1992 o falecido técnico Telê Santana afirmou que era sempre um risco jogar em Criciúma. Telê foi um dos melhores técnicos produzidos pelo futebol brasileiro.

Quando o clube conseguiu reunir um grupo de jogadores que misturava grande qualidade técnica de alguns, com muita disposição e amor à camisa de todos, conseguiu ganhar títulos e fidelizar sua torcida que sempre lotava o estádio sabendo que a vitória era questão de 90 minutos. Os adversários aprenderam respeitar o Criciúma.

Nos últimos tempos o que se tem visto é exatamente o contrário. Qualquer time, por menor que seja, vem com o discurso pronto afirmando que o Criciúma é muito forte em casa, que é muito difícil jogar no Heriberto Hülse e quando o jogo termina vão embora quase sempre satisfeitos com o resultado.

Mesmo a torcida do Tigre, resignada pela péssima gestão dos últimos anos já mostra um processo de letargia e até aplaude no empate e muita festa quando o time sai da zona do rebaixamento. A torcida que vai minguando só aparece quando o ingresso é barato. 

As dezenas de técnicos que passaram recentemente pelo clube não conseguem convencer nas explicações por maus resultados, os jogadores não conseguem superar com suor a falta de qualidade e assim aos poucos o clube vai entrando num perigoso processo de queda deixando o futuro obscuro por falta de maior perspectiva.

João Nassif
Por João Nassif 08/10/2019 - 13:09

A Liga dos Campeões da Europa, a Champions League está em sua 65ª edição que corresponde a temporada 2019/2020.

O torneio é disputado por 79 clubes representantes dos 55 países filiados à UEFA, União Europeia de Futebol, a exceção Liechtenstein que não organiza o campeonato nacional.

A inclusão dos clubes é baseada num ranking que tem coeficientes complexos, mas que define os participantes de acordo com a classificação no ranking das Federações filiadas à entidade.

O torneio sempre se desenvolve em várias etapas, começando com a fase preliminar que é disputada por equipes dos países piores colocados no ranking. Depois desta fase são disputadas três fases eliminatórias em que vão sendo incluídos times de vários países, mas sempre usando como critério o ranking até uma quinta fase que é uma rodada de play-offs.

A partir daí, então entram na disputa os principais colocados nos campeonatos dos melhores países classificados no ranking resultando num total de 32 clubes que são   divididos em oito grupos de quatro em cada um com os dois primeiros colocados passando para as oitavas de final e daí em diante os mata-mata irão definir os dois finalistas.

Neste início do mês de outubro os clubes estão na segunda rodada da fase de grupos e a data definida para a decisão em jogo único é 30 de maio de 2020. O local também pré-definido será o Estádio Olímpico Atatürk em Istambul, Turquia. 
 

João Nassif
Por João Nassif 07/10/2019 - 11:47

A CBF caprichou no regulamento e o campeonato nacional de 1993 foi recheado de fórmulas que preservaram os clubes que à época compunham o Clube dos 13.

O Campeonato foi disputado por 32 times divididos em quatro grupos com oito em cada um. Os grupos A e B, além dos clubes do Clube dos 13 tinham também o Bragantino, o Sport Recife e o Guarani que foram os melhores na temporada anterior.

Campeão Brasileiro de 1993

Os grupos C e D foram disputados por todas as outras equipes com o rebaixamento dos quatro últimos de cada grupo.

Pelo regulamento o Grêmio que foi o 9º colocado da segunda divisão em 1992 não poderia ser rebaixado em 1993, mas o Paraná campeão da segunda em 1992 poderia ser rebaixado em 1993.

O Criciúma disputou o campeonato no grupo D e terminou em 4º lugar. Além de vencer na última rodada o Atlético Paranaense em Curitiba por 1x0 precisou de uma combinação de resultados para garantir sua permanência na primeira divisão em 1994.

O gol da classificação foi marcado por Emerson Almeida no jogo que foi disputado no Couto Pereira.

Depois de vários cruzamentos das equipes classificadas Palmeiras e Vitória da Bahia para decidir o título.

No primeiro jogo na Fonte Nova em Salvador o Palmeiras venceu por 1x0 e no segundo no Morumbi em São Paulo por 2x0. Campeão o Palmeiras se credenciou para disputar a

Libertadores da América em 1994. Somente o campeão brasileiro jogava a competição sul-americana.

No time do Vitória, dois ex-jogadores do Criciúma, Roberto Cavalo e o zagueiro Evandro.  
 

João Nassif
Por João Nassif 06/10/2019 - 14:22

Mesmo com o iminente conflito que devastou a Europa, a FIFA determinou que o Mundial de 1938 fosse realizado na França.

O clima era de guerra na Europa, mas na CBD era de paz e pela primeira vez o Brasil enviou para a Copa do Mundo seus melhores jogadores em atividade. Com a desistência da Bolívia a seleção não precisou disputar as eliminatórias. 

Seleção brasileira que enfrentou a Polônia em 1938

O Mundial foi disputado em sistema eliminatório e logo na primeira rodada Brasil e Polônia fizeram uma partida histórica. O Brasil fez 3x1 no primeiro tempo e parecia encaminhar uma vitória tranquila. A chuva que caiu no intervalo inundou o gramado e mudou o panorama do jogo. A Polônia foi buscar o empate em 5x5 e somente na prorrogação foi que a seleção brasileira confirmou a vitória por 6x5 com três gols de Leônidas, o melhor jogador brasileiro naquela época.

Na segunda fase o Brasil teve que enfrentar a Tchecoslováquia num jogo que se transformou em verdadeira batalha. Três jogadores foram expulsos, sendo dois brasileiros, Leônidas saiu machucado depois de ter feito o gol do Brasil e a partida terminou empatada. Foi necessário um jogo desempate para decidir a classificação. 

Para jogar a semifinal dois dias depois, além do desgaste devido ao jogo anterior a seleção brasileira teve uma longa viagem até Marselha e dois desfalques para enfrentar a Itália, Leônidas e Tim. A ausência de Leônidas foi muito contestada e para muitos foi um capricho do técnico que queria poupa-lo para a decisão do Mundial. 

A Itália ganhou o jogo com um gol de pênalti muito discutido cometido pelo zagueiro Domingos da Guia. Ao Brasil restou o consolo do terceiro lugar com a vitória sobre a Suécia por 4x2.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/10/2019 - 22:01

Rodada após rodada continua a agonia do Criciúma em sua luta desesperada para se estabilizar fora da zona do rebaixamento. Como não conseguiu resultados que lhe dessem tranquilidade, mesmo reagindo timidamente nas últimas rodadas ainda fica na dependência de outros para escapar do Z-4, zona que já frequenta a cinco rodadas, depois de passar por lá em sete rodadas anteriores. Quer dizer, em quase metade do campeonato o Criciúma ficou na zona do rebaixamento.

A rodada que acabou de terminar, a 26ª começou para o Criciúma de uma forma positivo, pois os times abaixo na classificação não conseguiram vencer, portanto o time do Roberto Cavalo/Wilsão continuou na primeira posição do Z-4. Até agora à noite.

As vitórias do Brasil em Ponta Grossa e do Londrina em Cuiabá, se não interferiram na zona do rebaixamento deram folego aos vencedores que escaparam de entrar na zona fatal na próxima rodada. Ao Criciúma restou como alvo apenas o Vila Nova que tem dois pontos a mais.

Não haverá mais o confronto direto, o Criciúma enfrentará na rodada 27 o Brasil em casa na terça-feira e o time goiano irá em Sorocaba enfrentar o São Bento na segunda.

Para terminar a próxima rodada fora da zona do rebaixamento o Criciúma terá que esperar um tropeço do Vila Nova e no dia seguinte vencer o Brasil de Pelotas.
 

João Nassif
Por João Nassif 05/10/2019 - 21:35

A exemplo do Mundial do Uruguai a seleção brasileira novamente não levou a um Mundial sua força máxima. A briga agora não era mais pela rivalidade entre cariocas e paulistas, mas sim pelo profissionalismo no futebol que começava no país. 

A CBD amadora e a APEA, profissional não permitiram que os melhores jogadores paulistas em atividade naquela época fossem convocados. Romeu, Lara, Gabardo, Junqueira e Tunga, todos jogadores do Palestra Itália chegaram a ser escondidos numa fazendo em Matão (SP) para não serem convocados. O lugar era tenebroso que assustou os próprios jogadores que depois foram transferidos por um dirigente do clube para sua casa de praia. 

A divulgação dos resultados era feita pelas agências de notícias que recebiam telegramas da Itália e os mostravam em painéis instalados em suas próprias vitrines. 

Em São Paulo a divulgação do resultado do único jogo do Brasil contra a Espanha e que causou a desclassificação gerou grande revolta entre os torcedores que inclusive ameaçaram depredar a sede do Palestra Itália localizada no centro da cidade. O prédio foi cercado pela polícia que efetuou várias prisões de torcedores mais exaltados. 

Mesmo com a derrota no único jogo que disputou na Copa apareceu para o mundo Leônidas da Silva que marcou o gol brasileiro contra a Espanha e que se tornaria o artilheiro quatro anos mais tarde no Mundial disputado na França. 

Por ter sido eliminado no primeiro jogo a seleção brasileira aproveitou a viagem para fazer dois amistosos na Europa, um em Belgrado onde foi derrotada pela seleção iugoslava por 8x4 e outro Zagreb quando empatou em 0x0 com o Gradjanski, um time local.
 

João Nassif
Por João Nassif 04/10/2019 - 14:41

O primeiro campeonato catarinense de futebol foi realizado em 1924 e de lá para cá foi realizado todos os anos, exceção a 1946.

A Federação Catarinense de Desportos foi suspensa pela CBD e proibida de organizar o campeonato por se recusar a jogar em Curitiba com sua seleção estadual na disputado Campeonato Brasileiro de Seleções.

A história que culminou com o julgamento começou em 1944, quando Santa Catarina foi eliminada pelo Paraná do Campeonato Brasileiro com duas derrotas pelo mesmo placar. 

A grande reclamação dos catarinenses foi que o árbitro anulou um gol legitimo do Saulzinho, maior ídolo do Avaí naqueles tempos.

Em 1945 novamente Santa Catarina enfrentou o Paraná pelo Campeonato de Seleções. O primeiro jogo terminou 2x2 em Florianópolis. Ainda marcados pela confusão no ano anterior e temendo um possível confronto com a torcida adversaria os catarinenses recusaram jogar a partida de volta. 

Por isso a Federação Catarinense foi punida pela CBD com a proibição da realização de campeonatos oficiais por um ano.   

Antes de concluir a pena houve o perdão da CBD, mas não havia tempo hábil para organizar o campeonato, por isso ficou em branco na lista dos campeões catarinenses o ano de 1946.
 

João Nassif
Por João Nassif 03/10/2019 - 10:22

O Estádio Governador Magalhães Pinto, conhecido com Mineirão é o quinto maior estádio do Brasil com capacidade atual para 61.846 espectadores. Começou a ser construído em 1964 e foi inaugurado no dia 05 de setembro de 1965.

Quando inaugurado sua capacidade era maior, o primeiro jogo recebeu mais de 73 mil pessoas que foram assistir a vitória de um Selecionado Mineiro contra o River Plate da Argentina.

O selecionado local venceu por 1x0 e o primeiro gol no então novo estádio foi do meia Buglê, jogador do Atlético Mineiro.

No dia 07 de setembro, data da Independência, a seleção brasileira jogou no Mineirão pela primeira vez. A equipe do Palmeiras inteira, inclusive com comissão técnica e reservas, vestiram a camisa canarinho para um amistoso contra a seleção do Uruguai. O Brasil venceu por 3x0.

O primeiro clássico disputado no estádio foi pelo campeonato mineiro de 1965. O Cruzeiro vencia o Atlético por 1x0, quando faltavam 10 minutos para o encerramento, alguns diretores atleticanos alegando a marcação de um pênalti irregular invadiram o campo e a partida foi encerrada após o Atlético ter vários jogadores expulsos e o Cruzeiro ficou com o título daquele ano.

Em 2010 o estádio foi fechado para as reformas necessárias para a Copa do Mundo de 2014. Quase três anos depois, em 03 de fevereiro de 2013 o Mineirão foi reinaugurado com o jogo Cruzeiro vencendo o Atlético por 2x1. O primeiro gol no novo estádio foi marcado contra pelo lateral Marcos Rocha do Atlético.

O novo Mineirão recebeu três jogos da Copa das Confederações em 2013 e seis jogos do Mundial de 2014.

Foi neste estádio no fatídico dia 08 de julho perante 58.141 torcedores que a seleção brasileira foi impiedosamente massacrada pela Alemanha por 7x1, sofrendo a maior goleada de sua história.  
 

João Nassif
Por João Nassif 02/10/2019 - 07:40

Cada vez que joga fora de casa o Criciúma mostra a fragilidade de um time que somente se arrasta no campeonato sem sinalizar uma recuperação total para escapar do rebaixamento.  Em 13 jogos como visitante o Criciúma conquistou oito pontos o que dá apenas 20% de aproveitamento e só não é pior que o Operário que com os mesmos 13 jogos ganhou somente sete pontos.

O baixo rendimento se deve a carência ofensiva com apenas seis gols marcados, o pior ataque de um time visitante. Em nenhum jogo fora do Heriberto Hülse o Criciúma conseguiu marcar mais que um gol e em sete partidas passou em branco no placar. Com estes números é mais do que normal a fixação na zona do rebaixamento.

Com Roberto Cavalo que ainda não assumiu definitivamente o time o Criciúma está em seu quarto técnico na campanha da série B. Nos dois jogos com o técnico no banco quem verdadeiramente comandou o time foi seu auxiliar, Wilson Vaterkamper, que havia sido interino por cinco partidas na transição do Gilson Kleina/Waguinho Dias.

Com duas partidas em pouco mais de 72 horas e sem tempo para treinar Roberto Cavalo se apoiou no auxiliar para escalar, traçar a estratégia e fazer as mudanças em meio aos dois jogos que disputou desde sua contratação. Certamente agora com uma semana praticamente cheia para trabalhar poderemos ver o dedo do técnico nos jogos que terá pela frente.

Se fora de casa o rendimento é péssimo, como mandante é um pouco melhor, 48%, são 19 pontos em 13 jogos. Nas próximas quatro partidas, três serão no Heriberto Hülse, portanto são boas as chances de escapar definitivamente da zona do rebaixamento e espantar de uma vez por todas o fantasma do descenso.  
 

João Nassif
Por João Nassif 01/10/2019 - 23:38Atualizado em 01/10/2019 - 23:41

As seleções brasileiras e sul-coreanas principais jamais se enfrentaram em competições oficiais. Todos os cinco jogos que disputaram foram amistosos e todos na Coréia do Sul.

O primeiro confronto entre ambas foi jogado no dia 12 de agosto de 1995 na cidade de Suwon e a seleção brasileira venceu por 1x0 gol marcado por Dunga. O técnico do Brasil era o Zagallo.

O último jogo entre Brasil e Coréia do Sul foi disputado em Seul no dia 12 de outubro de 2013 com vitória brasileira por 2x0. O técnico da seleção brasileira era Luiz Felipe Scolari, o Felipão, e os gols marcados por Neymar e Oscar.

A única vitória da Coréia do Sul aconteceu em 28 de março de 1999 por 1x0, também na capital Seul, Brasil que era comandado por Vanderlei Luxemburgo.

No resumo, quatro vitórias brasileiras contra apenas uma dos sul-coreanos.

Se as equipes principais dos dois países se enfrentaram apenas em jogos amistosos, as seleções olímpicas foram adversarias em duas oportunidades em jogos por Olimpíadas. A seleção brasileira venceu as duas partidas.

A primeira vez foi em 1964 na cidade japonesa de Yokohama e a vitória foi por 4x0. No segundo confronto em Manchester em Jogos realizados no Reino Unido a seleção brasileira venceu por 4x0. 
 

João Nassif
Por João Nassif 01/10/2019 - 11:09

No início dos anos 1980 o regulamento do campeonato carioca previa um triangular final entre o campeão da Taça Guanabara e da Taça Rio, desde que um time conquistasse mais pontos do que esses dois na soma dos dois turnos. 

Em 1982 o Flamengo foi o campeão da Taça Guanabara e o América da Taça Rio. O Vasco da Gama foi quem somou mais pontos nos dois turnos e os três times foram decidir o título no triangular final.

No primeiro jogo do triangular o Vasco derrotou o América por 1x0, mesmo placar da vitória do Flamengo sobre o América. Vasco da Gama e Flamengo foram para o último jogo do triangular decidir o campeonato de 1982. 

O Flamengo era cotado como favorito, pois além de bom time ainda contava com três titulares da seleção brasileira na Copa do Mundo da Espanha terminada alguns meses antes. O Vasco da Gama era comandado por Antônio Lopes que iniciava a carreira de treinador.

Sem a técnica rubro negra era maior, foi superada pela garra vascaína que não se intimidou e perante mais de 113 mil torcedores que lotaram o Maracanã venceu por 1x0 com arbitragem de José Roberto Wright que expulsou o lateral Júnior do Flamengo.

O gol do título foi marcado por Pedrinho Gaúcho aos 3 minutos do segundo tempo na cobrança de escanteio que entrou direto no gol, portanto gol olímpico.

O time campeão teve o goleiro Acácio, na zaga Galvão, Ivan, Celso e Pedrinho, no meio campo Serginho, Dudu (Marquinho) e Ernani e no ataque Pedrinho Gaúcho (Rosemiro), Roberto Dinamite e Jérson.
 

João Nassif
Por João Nassif 30/09/2019 - 19:21

Thiago Ávila *

O final de semana em Sochi começou extremamente positivo para as Ferraris. Leclerc e Vettel lideraram todos os treinos livres e eram dominantes em relação às Mercedes, que venceram todas as corridas desde que o autódromo foi inaugurado em 2014. O domínio tinha tudo para ser quebrado se não fosse por um erro na estratégia.

Charles Leclerc voou no sábado e marcou sua quarta pole consecutiva, o recordista de poles no ano. Vettel tinha tudo para formar a primeira fila com ele, mas faz uma péssima volta final e vê Hamilton assumindo o segundo posto. Bottas é quarto e Verstappen, punido, largou apenas em nono.

Na largada, Vettel voa para cima de Hamilton e antes da primeira curva já era o primeiro colocado. A estratégia inicial da Ferrari foi inteligente e funcionou, agora a dobradinha era praticamente certa.

No entanto, Charles não estava nada contente com a decisão da equipe e ficou reclamando no rádio para que Seb devolvesse a posição. O problema era que o alemão não parava de ser mais rápido volta a volta, chegando a abrir quatro segundos de vantagem. Com isso, Hamilton se aproximava de Leclerc e o monegasco parecia cada vez mais desesperado.

É hora das paradas e Charles é o primeiro a entrar. Só quatro voltas mais tarde a Ferrari chamou Vettel, e acabou o prejudicando como fez com Leclerc em Singapura. Não durou muito tempo e o motor de Seb quebra, fim de prova para o alemão. É o primeiro abandono desde o GP da Alemanha ano passado.

Quem se deu bem nisso foram as Mercedes, que aproveitaram do Safety Car para parar e assumir a ponta definitiva da prova. A Ferrari chama Charles de volta aos boxes, para colocar pneus maios e volta atrás de Bottas. A dobradinha que era certa para a Ferrari, agora mudou de lado.

O finlandês segurou Charles durante todo o restante da prova e fechou o 1-2 dos flechas prateadas, que não acontecia desde Silverstone.

Hamilton quebra a sequência da Ferrari e agora está muito próximo de conquistar o hexacampeonato. Ele tem 73 pontos de vantagem sobre Valtteri Bottas, e Leclerc e Verstappen seguem atrás a mais de 100 pontos.

* Estudante de Jornalismo da PUCRS
 

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