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Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 16/10/2017 - 07:00

Tenho certeza que muitos que lerão esse artigo irão identificar alguém com quem convive. Eu mesma o escrevi baseado em pessoas que observo construindo uma carreira e levando como companheiro diário o ego. Não podemos negar que crescer no ambiente corporativo é sempre um desafio. É necessário conhecimento, superação de desafios, metas, desenvolvimento de potencias...ufa...manter uma rede de relacionamentos, tudo isso para garantir que a ascensão ocorra. E então, após trilhar toda essa jornada, muitos esquecem do quão complexo, suado e cansativo foi estar nela. É neste momento que observamos a manifestação do ego.

Embora seja Psicóloga, não vou me referir aqui ao conceito de ego definido por Freud, vou falar do conceito do senso comum. Para a maioria das pessoas, o ego é a nossa manifestação de ser especial, que precisa que todos aplaudam e aprovem nossos feitos. Que gosta de acertar sempre, que quando acerta, assume a ação e, quando erra, geralmente terceiriza o resultado. A manifestação do ego, no senso comum, é observada quando todo o trajeto percorrido para a ascensão profissional gera amnésia quando se atinge o objetivo. Muitos esquecem que, para estarem no pódio atual, muitas foram as pessoas que contribuíram para esse lugar tão almejado fosse de fato conquistado. Estender a mão pode ser uma escuta, um conselho, um feedback, a contribuição num projeto, as formas de estender a mão podem vir representadas de inúmeras formas, não se pode deixar que a cegueira do ego faça com que esqueça destes momentos. Outra maneira de representação do ego é a competição exagerada e necessidade extremada de querer aparecer sempre. Quem tem o ego inflado, dificilmente diz “nós fizemos”, geralmente dá para si a autoria de projetos e produtos, será insegurança ou egoísmo? Eis a questão!

Será que você tem atitudes de pessoas egóicas? Segue uma pergunta para lhe ajudar a refletir: você se sente superior aos outros? Se você respondeu sim, há uma possibilidade de que seu ego esteja no controle de sua carreira ou vida. Mas, não se desespere. A consciência é o primeiro passo para a mudança. Não caiamos em tentação, não podemos permitir que nosso ego, nos torne onipotentes. O ego pode te levar muito mais longe, porém corres o risco de ficar lá sozinho e, me diga, qual a graça nisso?

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 14/10/2017 - 10:47Atualizado em 14/10/2017 - 10:53

Comemoramos neste mês o Dia das Crianças, data que nos remete a reflexões interessantes sobre nossa vida atual, mas principalmente sobre o adulto que, diariamente, escolhemos ser. Você se recorda de como era quando criança? Do que gostava de fazer? Como se comportava em situações difíceis ou divertidas? Essas perguntas vão nos ajudar a refletir para que, posteriormente, possamos fazer um resgate da nossa criança interna. Importante? Sim! Me arrisco a dizer que esse resgate é fundamental.

O mundo adulto é cheio de obrigações, de máscaras necessárias, algumas até exigidas em função das carreiras escolhidas ou impostas pelo meio social. Em meio a tantas responsabilidades e obrigações, perdemos uma característica fundamental que sua criança com certeza possuiu: a espontaneidade. Ser espontâneo significa desembaraçar as situações complexas com muita facilidade. Quer um exemplo? Aqui vai: “tia, o que é 360º”, perguntou meu sobrinho, de cinco anos, há algum tempo. Lembro de ter tentado balbuciar algumas respostas, sem sucesso, até que ele me surpreendeu: “ahhhh, já sei! É uma rosquinha”. Bingo! Vejam como a espontaneidade e a simplicidade de uma criança podem nos ajudar a desvendar mistérios, resolver problemas, transformar nosso olhar para descomplicar situações, entender o intangível, viver de forma mais leve.

Mas será que existem formas de resgatar nossa espontaneidade? A resposta é sim! Como? Siga algumas dicas e torne seus dias, relacionamentos e sua carreira mais interessantes:

1 – Pense como uma criança!

Pensar como criança significa minimizar sua preocupação com os julgamentos alheios. Diminuir a sua preocupação com o que os outros pensam sobre você irá ajudar a reduzir as interferências internas, que são bloqueios impostos por nós e que colocamos em nossa vida. Esses bloqueios se apresentam através do nosso diálogo interno, aquelas conversinhas que temos em nossa mente e que podem nos ajudar ou nos impedir de muita coisa. Pensar como criança significa treinar a sua conversa interna para que o diálogo torne-se positivo e encorajador. Esse é um treino que deve ser diário!

2 - Questione o mundo

As crianças são questionadoras por natureza. Por que sim e por que não fazem parte do vocabulário dos pequenos desde cedo. Inserir em nosso cotidiano mais pontos de interrogação nos ajuda a sermos mais criativos, divertidos, a encontrar respostas até então desconhecidas. Arrisco-me a dizer que a cada questionamento há uma distensão de nosso cérebro, já que o convidamos a refletir sobre o desconhecido. Isso ajuda na formação de novas ideias e insights. Ser questionador é uma forma de apresentar novas respostas e, consequentemente, encontrar uma versão melhor de você mesmo.

3 – Divirta-se

Você consegue lembrar do quanto se divertia em sua infância? Das férias na casa dos avós, das brincadeiras? Não existe criança sem diversão e sabem por quê? Porque criança tem estado de presença, o momento vivenciado é intenso, é vivido com toda a entrega e, naturalmente, há registro emocional envolvido, por isso você recordou bem das perguntas feitas acima. E no mundo adulto? Como se divertir? Cada um deve encontrar a sua resposta, mas uma dica é começar reservando um espaço para sair da rotina. Uma viagem no fim de semana, um passeio em um jardim durante a manhã, um almoço diferente. Cabe a cada um determinar a atividade dentro de suas próprias possibilidades e limitações. O mundo adulto não precisa ser feito só de responsabilidades, nossa criança interna grita por diversão.

Conclusão

E então, como seria se, a partir de hoje, você escolhesse alimentar sua criança interna? Sim, isso é uma escolha! Meu convite é para deixarmos os adultos frustrados de lado, aqueles que adoram reclamar de tudo, estão sempre de mau humor, de mal com a vida. As crianças não arrumam culpados, nem desculpas, ela vivem plenamente. O artigo de hoje é um convite para que você resgate sua melhor versão, torne-se mais leve, resgate sua criança interior e viva mais feliz. Você topa? Um abraço e até a próxima.

 

 

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 11/10/2017 - 07:15

 

Chris Anderson, escritor do livro e Presidente do TED, apresenta uma leitura super envolvente, com fundamentos e técnicas que nos ajudam a compreender a importância e o peso das palavras certas.

Uma leitura, simples e objetiva, faz você se sentir vontade de assistir as palestras e provoca ideias a todo momento. Falando na vontade que dá de assistir as palestras, no livro as apresentações citadas como exemplo já vem com referência ou seja, facilita o acesso para visualização dos vídeos.

Em alguns Assessments que realizo em empresas, no plano de desenvolvimento dos colaboradores avaliados, as vezes sugiro assistir palestra no TED e ai alguns me perguntam o que é isso. Afinal o que é o TED? O nome TED vem do acrônimo Tecnologia, Entretenimento e Design, temas das primeiras apresentações, que logo, com o boom do formato, expandiu-se e passou a abordar várias temáticas.

Para quem quer aprimorar as técnicas e falar em público, eis um livro interessante, cheio de insights, técnicas para falar com assertividade, detalhes relevantes para quem deseja ter sucesso em apresentações.

E então, ficou vontade de ler? Que tal começar ainda essa semana?

Boa leitura!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 09/10/2017 - 07:00Atualizado em 06/11/2017 - 07:45

Quem já teve a sensação de ser metade daquilo que pode ser? De se entregar menos do que deveria? Se você se identificou, não pare, continue a leitura. Com certeza a reflexão será válida. E, para acrescentar mais em nossa reflexão, trago um trecho da Bíblia que diz o seguinte: “porque tu és morno, e não és frio e nem quente, hei de vomitar-te” (Apocalipse 3,16).

Esse trecho nos faz refletir sobre o quão em cima do muro ficamos em determinados momentos de nossas vidas. Assim é a arte de escolher, estar sempre entre dois caminhos. Por exemplo, você é católico? Então você pensa: “Sou, mas não praticante” Então você está em cima do muro. Para Deus, isso não existe. Ou você é 100% ou você não é.

Escolher ser morno é escolher ser mais ou menos competente, religioso, profissional, amigo, etc. É preciso ter coragem para ser quente ou frio. Isso significa que você precisa ter e, principalmente, bancar seus posicionamentos. Porque quem é morno não opina, não questiona, não luta pois está sempre esperando que alguém faça algo a respeito de uma determinada situação.

É preciso ter coragem para deixar de ser expectador e virar protagonista. É preciso querer fazer o melhor com os recursos que você tem e não apenas o possível. Mário Cortella, diz que uma vida medíocre é uma vida em que se escolhe fazer apenas o possível quando se pode fazer o melhor. E o melhor, não é o melhor do mundo mas o melhor com os recursos que você tem. As pessoas mornas são medíocres, geralmente fazem o possível e não o melhor. Economizam atitudes, afeto e conhecimento. E esses ingredientes quem os guarda, perde.

Quem é quente ou frio define a sua essência com clareza. Sabe que para escolher determinada situação deverá renunciar outras e ponto final. Sao pessoas que definem suas decisões e sabem que todas elas terão consequências, mas desta forma, encontram resultados. Enquanto pessoas mornas aguardam o resultado.

E aí, quer ser morno, quente ou frio? A escolha é sua.

 

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 02/10/2017 - 11:48

Hoje quero falar com você que posta na sexta-feira que está feliz porque chegou o fim de semana.

Como é esperar cinco enfadonhos dias para curtir apenas dois dias que passam voando? Deve ser demasiadamente chato. E, quando não vemos brilho no que fazemos, como fazer bem feito?

Em um discurso para a turma de formandos de 2005, na Universidade de Stanford, Steve Jobs diz mais ou menos o seguinte: “Vocês precisam achar o que vocês amam. E isso é verdade para seu trabalho e para aqueles que você ama. Seu trabalho irá preencher uma grande parte da sua vida e a única maneira de estar plenamente satisfeito é fazendo algo que você acredita ser um bom trabalho. E o único jeito de conseguir trabalhar bem é fazendo o que você ama”. Concordo com tudo isso, porém, não precisamos romantizar esse amor.

Quando me refiro a amar o que fazemos é gostar a ponto de perceber que não há perfeição, não há labor perfeito, empresa perfeita, líder perfeito. Há formas de ver todos esses aspectos com o olhar de quem ama.

E como é olhar de quem ama? Se você tem filhos, pare para pensar em como olha para eles? Mesmo quando eles desobedecem, fazem coisas erradas, descumprem regras, tiram notas baixas, se envolvem com pessoas que não deveriam... Mesmo não concordando, você tem energia suficiente para propor soluções, ajudar, mostrar caminhos alternativos, você não desiste de fazê-los melhor, sabe porquê? Porque você os ama!! E quem ama, olha com olhar de quem acredita, com olhar de possibilidade de transformação, de fazer mais e melhor.

Muitas empresas que conseguem manter-se perene no ambiente dos negócios, seguem firmes e fortes exatamente porque colocam paixão, amor no que entregam. E ao fazerem isso, conseguem entregar o tão cobiçado diferencial. O diferencial é fruto de quem entende que pode e deve fazer melhor com os recursos que tem, e isso, faz despender uma energia intensa que só as pessoas que amam conseguem.

Muitas vezes quem ama o que faz é incompreendido, é taxado de puxa-saco, porque é aquela pessoa incansável que faz o melhor sempre, mesmo na adversidade. Aquele que ama o que faz muitas vezes incomoda o que não alimenta esse sentimento, porque quem ama o que faz, se destaca, e o melhor, naturalmente. Porque o que ama o que faz consegue entender que o processo de melhoria acontece em cada situação, compreende onde precisa e onde deve aprender, é alguém que utiliza todo o seu potencial para tornar a sua jornada e a dos outros incrível.

Sobre amar o que fazemos, pense comigo, dá leveza na execução das tarefas, até mesmo daquelas que são chatas. Isso mesmo, amar o que se faz não significa ficar cego, é enxergar que nem tudo são flores, nem tudo dá prazer, nem tudo será simples, mas ainda assim, fazer o melhor com os recursos que se tem. Amar o que se faz, é ter prazer de segunda a segunda. Pensem nisso!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 30/09/2017 - 11:43Atualizado em 30/09/2017 - 11:51

As pessoas querem mudar alguns aspectos da vida como um todo, muitas conseguem outras não. O que as distingui? Você já tentou alguma mudança e não obteve êxito?

Por que resistimos tanto as mudanças?

Quero convidar você a refletir sobre o que nos faz muitas vezes estagnar e principalmente convidá-lo para se mover em direção às mudanças necessárias. Que tal?

E como estamos falado de mudança, eu quis mudar também...não só  de artigos e livros vive esse meu blog então, segue algo diferente porque mudar é preciso.

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 28/09/2017 - 17:12Atualizado em 28/09/2017 - 17:16

Há mais de duas décadas o psicólogo e jornalista Daniel Goleman, autor de Inteligência emocional e Foco, explora temáticas desenvolvimento pessoal e profissional.

Há uma riqueza no conteúdo deste livro, Goleman apresenta textos que escreveu para Harvard Business Review e outras publicações. No livro, o autor aborda que tanto QI – quociente de Inteligência quanto QE – quociente emocional são importantes para uma liderança que apresenta resultados porém de formas diferentes.  

O QI é fundamental para dar resposta as demandas complexas das atividades que executamos em nossas carreiras. Mas, o QE define os profissionais que se destacam e apresentam um desempenho excepcional.

Essa é uma leitura necessária para líderes, coaches e profissionais engajados em promover práticas gerenciais, desempenho e inovação de excelência no contexto organizacional.

E aí, já observou como você está conduzindo seu quociente emocional? Reflita sobre isso, com certeza a leitura deste livro poderá lhe ajudar.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 25/09/2017 - 08:00

 

Faz tempo que quero escrever sobre este tema. Ah, o medo...tão presente em nossos vidas, é parte da nossa condição humana e, às vezes, tão desnecessário, devastador eu diria.

Na minha experiência com gestores e executivos, quando eu pergunto qual o maior medo, geralmente a resposta é: deixar de ser necessário.

No dia em que ouvi isso pela primeira vez, confesso que fiquei surpresa, porque nunca tinha parado para pensar sobre deixar de ser necessária. E aí, obviamente, começam as indagações: para quem sou necessária? E naturalmente, começam os medos. O primeiro medo é de não ser necessária para ninguém. O segundo, deixar de ser para alguém ou algo que sou importante. Alguém se identifica?!

Mas, afinal, o medo está ligado a quê? Se perguntarmos para uma mãe, talvez ela diga medo de perder seus filhos. Se perguntarmos para um executivo, ele poderá falar sobre o medo de perder os negócios, dinheiro, posicionamento. Se perguntarmos para um colaborador, com certeza terá medo de perder seu emprego. E ainda , medo de não ser um bom pai ou mãe, medo de perder quem amamos, dinheiro, reconhecimento, fama, saúde e uma enxurrada de coisas que não terão fim. Entretanto, o medo mais perigoso é o de não acreditar na capacidade que temos de encarar todos esses medos.

Sentir medo é natural, seu excesso é patológico. Todo medo tem ligação direta com a sensação de perda. O medo natural nos desafia a não perder, nos faz utilizar o nosso potencial e, quando percebemos, conseguimos. Para isso, é preciso arriscar, é preciso parar para analisar o seu medo.

Voltemos ao exemplo do executivo no início do artigo que disse ter medo de deixar de ser necessário, quando questionado sobre quantas vezes isso já havia acontecido em sua carreira, respondeu: “- Nenhuma”. Ou seja, não havia evidências.

Eis um primeiro tópico quando falamos sobre medo, verificar se há evidências para a sua existência, já que na grande maioria das vezes, nossos medos são frutos de nossas crenças e não de fatos, tal avaliação ajuda a trazer consciência.

Fazer análise das situações de maneira consciente é o primeiro passo para um vida mais leve. Isso não significa uma vida sem medos, mas uma vida com maior domínio sobre eles. Avaliar o que você controla e o que não controla também poderá contribuir para uma observação interessante.

Então, o que você controla sobre seu medo de deixar de ser necessário? Nada! Apenas fazer o que melhor você pode fazer para tornar-se necessário. O que você controla sobre o que seu chefe pensa sobre você? Nada! Apenas suas atitudes, se cumpre suas atividades, se entrega suas tarefas de acordo com expectativas, se busca conhecimento, poderão influenciar.

Apenas um cuidado, o medo paralisa! Enquanto você está pensando e alimentando seus medos, está deixando de viver, experimentar e, naturalmente, se superar. E para o medo de sentir medo, nada melhor que o autoconhecimento, segundo Joseph Campbell, “a caverna que você tem medo de entrar guarda o tesouro que você procura”.

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 21/09/2017 - 12:15

O cavaleiro preso na armadura é uma fábula para quem busca trilha da verdade. O cavaleiro que protagoniza esta fábula vive em busca do seu verdadeiro eu, mas não encontra as verdades que procura por estar sempre preso em sua armadura pronto para guerrear. A história funciona como uma orientação de vida e carreira. Com certeza a reflexão fará você pensar sobre prioridades e atitudes. E então, que tal pensar sobre a sua armadura? Boa leitura.

Nota sobre o autor: Robert Fisher foi um dramaturgo que escreveu um número expressivo de comédias, autor e co-autor de mais de 400 programas de rádio, cerca de 1000 programas de TV, guias cinematográficas e inúmeros espetáculos para a Broadway. Era natural da Califórnia, EUA, nascido em 1922 e faleceu em 2008.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 18/09/2017 - 10:00

Este artigo veio inspirado por um vídeo que fiz essa semana nas minhas redes sociais e recebi muitos feedbacks positivos. No vídeo, eu compartilhei com as pessoas acerca do meu dia, tão corrido que não tive tempo nem para me maquiar e aí, surgiu aquele pensamento: “será que vou gravar assim? Com essa cara de acabada?” E veio o insight: “sim, vou gravar e falar sobre isso”. Vivemos preocupados com o externo, com o que os outros vão pensar e, então, ficamos bitolados em nossa embalagem, mas me diga, o produto como fica?

Não vejo problema algum em cuidarmos da embalagem - o externo. Porém, não podemos só focar nisso. Existem pessoas que focam na embalagem porque quando olham para o interno não conseguem ver nada. Por isso, praticar a autogestão é fundamental. Olhar para você e conseguir definir com clareza quem é você, quem você quer ser, quais são os seus valores é de extrema importância para que represente com leveza o que você carrega dentro de si.

Esse excesso de cuidados externos e receio da opinião alheia, na minha visão, vem de um acentuado clima de competitividade que paira nas relações humanas. No mundo corporativo, muitas organizações criam processos competitivos nos quais equipes buscam – algumas vezes de qualquer forma, “ganhar” das outras. E, para “ser o melhor” vale de tudo, o preço pago é refugo, retrabalho, desunião e uma infinidade de situações que se tornam grandes problemas. Nas relações sociais, vemos competitividade nas disputas por corpos mais sarados, festas de casamento mais cheias de “frufrus”; na maternidade a competição por “meu filho andou com 6 meses e o seu?” já pararam para pensar nisso? E nessa redoma inconsciente vamos nos tornando enrijecidos, perdemos a espontaneidade pois precisamos nos cuidar o tempo todo, tanto que pensei mil vezes antes de fazer o vídeo que resultou nesse artigo.

Isso tudo faz parte da nossa condição humana, não estou dizendo que é ruim, apenas penso que todo excesso é prejudicial. Porém, só nos damos conta disso quando fazemos uma pausa e analisamos essas situações de uma maneira crítica com intenção de crescimento e transformação. E, naquele dia, me dei conta de que com maquiagem ou sem maquiagem, o que importa é a essência, quando alimentamos nossos valores, não temos medo do espelho. Aliás, espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito por dentro do que eu? Pense nisso, reflita, olhe para o espelho e se questione todos os dias, não tenho dúvidas que você irá crescer e seu entorno agradecer.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 12/09/2017 - 07:30

A vida está se tornando uma disputa de likes, você vive e posta ou você posta e vive? O filho está doente, posta. Foi promovido no trabalho, posta. Terminou o relacionamento, posta. Foi para a academia, posta. E, até aqui, não há tanto problema a não ser a paciência dos expectadores em ler e saber de tudo da vida alheia. A preocupação está na dependência que as pessoas criaram com as redes sociais, postam e ficam coladas aguardando para ver quem vai curtir, quantos vão curtir…você já fez isso? Confesse…eu confesso!

No mundo corporativo ou na carreira, quando olhamos um profissional ou uma empresa, olhamos quantas pessoas seguem e aí vem: “Ah, o cara nem é tão bom assim, só tem 5 mil seguidores”, fato? Sim! Estamos medindo a qualidade dos profissionais pela quantidade de pessoas que o seguem ou que curte suas publicações. Cuidado! Há controvérsias. Conheço profissionais incríveis, criadores de metodologias, Doutores, profundo conhecedores de assuntos diversos mas, que por opção, não querem se expor em redes sociais. Isso faz deles menores ou desqualificados? A resposta é não. Não podemos julgar as pessoas pelo simples fato de não estarem adeptas à exposição virtual, isso também é uma escolha.

A reflexão aqui é a seguinte: cuidado ao julgar um profissional ou uma pessoa pela forma de exposição nas mídias. Especialmente porque há inúmeras formas (truques) de se tornar referência em assuntos nas mídias sociais e isso envolve tempo e dinheiro, ou seja, nem sempre o que aparece mais é o melhor, é só alguém que dispendeu tempo e dinheiro para estes veículos de comunicação. Precisamos ser mais críticos com o que vemos e ouvimos nas redes.

Olhe para você, sua carreira, sua história, você tem quantos seguidores? Isso faz de você um profissional melhor ou pior que outro que tenha mais seguidores? Provável que a resposta tenha sido não, já que o assunto era você, certo?! Então use esse mesmo parâmetro para os demais profissionais. As mídias estão cheias de “referências”, que muitas vezes apresentam teorias sem fundamento e pasmem, influenciam pessoas pelo fato de terem x mil seguidores. Pensamos: “esse aqui deve ser bom, tem não sei quantos mil seguidores”. Atente-se, estamos cheios de empreendedores de palco que se aproveitam da carência humana, não caia nessa! E, não estou fazendo apologia ao não uso das redes, eu mesma uso e adoro, estou trazendo à tona a reflexão do julgamento que fazemos sobre a qualidade de profissionais pelo número de seguidores e likes, apenas isso. A partir de hoje, não se ligue nas curtidas e nem no número de seguidores, isso é só consequência, o que importa de fato é se o que é postado, é coerente com o que realmente se faz. Se tem solidez no que se fala, se possui evidências.

            Que possamos curtir o que quisermos com criticidade, os meus likes vão para pessoas que lutam, fazem a diferença através de exemplos positivos de ações corretas, baseadas em caráter e consistência de conhecimento. E aí, quantos likes você vale? Para ser sincera, você vale muita mais que seus likes.

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