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Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 20/08/2018 - 16:06Atualizado em 20/08/2018 - 16:56

Você já parou para pensar quantas vezes reclama de algo ao longo de um único dia? Não? Então repare, talvez você se surpreenda. Um outro exercício que gera menos resistência é olhar ao redor, quantas pessoas você olha e pensa, mas porque reclama tanto? Tem gente que reclama quando faz sol porque está calor, reclama da chuva porque faz frio, e passa as quatro estações numa frustração de dar dó. Nas empresas, isso não é diferente. Reclamam do almoço no refeitório, reclamam do treinamento, reclamam do uniforme, do líder, do horário e por aí vai....

Será que é normal ser insatisfeito? É claro que somos seres humanos, imperfeitos, logo a insatisfação  não deve ser vista apenas como algo negativo, pois é a partir dela que temos a oportunidade de mudar as coisas que não estão como gostamos. A gente não pode confundir essa insatisfação que é o que lhe tira da zona de conforto com aquele que lhe confere o título de reclamão. É uma linha tênue. O que diferencia é a intensidade e frequência que permanecemos no reclamar. Se você ficar muito tempo na reclamação, focado na insatisfação, você passa a viver de forma frustrante, não se contentando com nada que possui. O que lhe impossibilita de viver o presente e tira o foco da ação para mudar.

Existe dois tipos de insatisfeito, o que ficou viciado em reclamar e o insatisfeito que, momentaneamente, vive períodos de insatisfação. Reflita em qual dos dois tipos você se encaixa mais? E, claro, pense em como sair dessa condição. Aliás, é uma boa pergunta, como sair dessa condição? Bem, como sempre, quando falamos de comportamento é preciso disciplina e desejo de mudar, não tem milagre e nem receita de bolo, o que deu certo para o seu colega não é condição "sine qua non" de seu sucesso.

Algumas ações como focar no presente, agradecer pelas coisas positivas no seu dia, aprender com pessoas que reclamam menos que você, pensar no futuro ideal, aquele diferente do agora e claro, o que você pode fazer para ficar próximo a esse futuro desejado. E, se ainda assim não surtir efeito, a psicoterapia e processos de Coaching são ferramantas fantásticas para o autoconhecimento.

Nós somos seres humanos, somos seres de faltas, é o nosso desejo pelo que não temos que nos movimenta. Isso deve ser positivo e empolgante. A diferença está na dose, se focar muito na falta você vai focar demais no que não possui e vai potencializar o sofrimento pela ausência das coisas. Foque sim no que lhe falta, mas de forma a ser combustível para sua mudança. Pare de reclamar e faça melhor, por você, por quem convive com você.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 03/08/2018 - 12:25Atualizado em 03/08/2018 - 12:31


O post de hoje tem a ver com planejamento, tema importante. E planejar, significa a preparação de um trabalho, de uma tarefa, com o estabelecimento de métodos. 
O ser humano tem uma capacidade incrível de ficar preso no que é urgente e perde a memória ou dá menos atenção ao que é importante. É só observar a sua rotina. Quantas vezes você senta para se planejar? Se a sua resposta é “muitas vezes”, parabéns,  mas saiba que você é uma exceção. Geralmente as pessoas vivem apagando incêndios. Resolvem um problema do filho ou cliente, ajuda um amigo numa decisão, e tudo quase simultaneamente. Esse comportamento não ajuda a planejar o que se quer daqui há três  anos, por exemplo.

Apesar do que a maioria das pessoas costuma pensar, elaborar um planejamento não é difícil, basta seguir algumas dicas básicas, porém, necessárias:

1 – Pare de “sonhar ”: transforme desejos em metas.
Todo planejamento deve começar com um objetivo claro e um prazo máximo para realizá-lo. Sugiro a utilização  de uma técnica chamada “SMART” para auxiliar na determinação de metas. Mas o que significa SMART? Um acrônimo onde cada letra nos traz uma palavra que devemos utilizar para deixar claro a meta.
* Specific (Específico)
* Measurable (Mensurável)
* Attainable (Atingível)
* Realistic (Realista)
* Time Bound (Temporizável).

2 – Fragmente suas metas em pequenas metinhas que convidem você a realizar pequenos movimentos contínuos. Para isso, defina:

    ▪    What (O que será feito)
    ▪    Who (Quem fará)
    ▪    When (Quando será feito)
    ▪    How (Como será feito)
    ▪    How Much (Quanto custará)

3 – Quantifique suas ações: transforme suas metas em algo que você possa mensurar. 

Entenda que planejamento precisa ser flexível, para isso, use o lápis e o altere quantas vezes for necessário. Mas o planejamento só fará sentido se você usar a caneta, que são as ações realizadas. E, depois de realizado seus movimentos, você não pode voltar e apagá-los. Mas deve, com frequência, aprender com eles e, como consequência, pegar novamente o lápis e começar um novo ciclo de planejamento. Que tal?!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 15/07/2018 - 16:48Atualizado em 15/07/2018 - 16:51

Você trabalha ou já trabalhou com alguém difícil de lidar? Sabe aquelas pessoas que, às vezes, nos desgastam de tão irritantes que são? Dá uma vontade de excluir a pessoa da nossa vida, não? Porém, nem sempre isso é possível. Principalmente no mercado atual, onde atuar em times é, cada vez mais, sinônimo de competência.

É importante que você reflita porque o outro lhe incomoda tanto, pode ser em função do estilo de comunicação ou a forma como o outro se comporta e muitas  outras possibilidades, porém, é fundamental que você reflita e perceba que, não necessariamente, seu colega faz de propósito, não necessariamente você é o alvo dele, pode ser a forma como ele reage às coisas que lhe acontecem. Mas, sempre queremos que as pessoas se assemelhem a forma como somos ou pensamos. Isso é ilusório e um tanto quanto egoísta.

Uma estratégia interessante para minimizar seu desgaste emocional é focar nas semelhanças. Ao invés de críticas e foco nas diferenças, encontre pontos de convergências entre você e seu colega, este pode ser um primeiro passo para um relacionamento mais leve.
 Lembre-sempre das dicas a seguir. O que fazer:
• Esforce-se para compreender a forma como seu colega pensa e sente.
• Experimente tratar seu colega irritante com gentileza e compaixão.
O que não fazer:
• Não leve o comportamento do seu colega para o lado pessoal e não perca a cabeça. 
• Não foque nas diferenças. Concentre-se no que há em comum entre você e seu colega.

Se as pessoas o irritam, a probabilidade de que você também as irrite é grande, portanto, faça uma autoavaliação e verifique o que você também precisa fazer para ser menos desgastante para as pessoas que convivem com você, eis um bom exercício, que tal?

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 05/07/2018 - 11:26Atualizado em 05/07/2018 - 11:31

Você sente dificuldade em dizer não? Você consegue se posicionar e se comunicar falando sobre o que você realmente quer ou isso é uma dificuldade? O que para alguns é algo simples, para outros é uma tarefa bem complicada. Quando nos posicionamos sobre algo, corremos o risco de decepcionar os outros e, para algumas pessoas, isto é extremamente desconfortável.


Se posicionamento é algo difícil para você, provavelmente você está preso a algumas crenças ligadas a essa temática, como por exemplo, quem se posiciona é grosseiro, ou as pessoas podem deixar de gostar de você por isso, ou você pode perder seu cargo se falar o que pensa e vários outros exemplos que acabam nos fazendo acreditar que o conformismo do silêncio é mais seguro. Ledo engano! 


O mundo, principalmente o atual, é de quem se posiciona, de quem banca aquilo que acredita como verdade, sem ferir ninguém para que isso aconteça. Isso é muito presente nas redes sociais, quem se mantem é quem se posiciona, quem se manifesta, quem se expressa. Mas de novo, isso não é algo fácil para todos. Para se posicionar é preciso ter autoconfiança, acreditar em você e na sua capacidade e principalmente, ter autoconhecimento, saber a hora certa e se preparar para isso – especialmente no campo emocional.

O que acontece na maioria dos cenários em que convivo – empresas na sua maioria, são pessoas que deixam veladas suas contribuições, que não expressam de fato o que pensam e sentem e, naturalmente, não se engajam na famosa visão da empresa. Como consequência disso, não se permitem escrever suas próprias histórias, não contrariam opiniões, não causam desconfortos positivos, aqueles que trazem movimento, ou seja, quem não se posiciona, paralisa, se cala, e o silêncio dos bons é exatamente o oposto que se espera em qualquer esfera da vida em que estamos inseridos. 

Demita seu silêncio, a vida e o mercado precisam de pessoas atuantes e que falem – não necessariamente o que as pessoas querem ouvir. Pense nisso!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 26/06/2018 - 11:46Atualizado em 26/06/2018 - 11:53

Você deve estar se perguntando, como assim, viver é perder?! Calma, leia meu post e depois reflita se o tema faz sentido. Sim, viver é perder, só perde algo ou alguém quem está vivo, quem pode, de fato, perder.  Nesse fim de semana perdi um amigo querido e, naturalmente, refleti sobre as perdas, as que são necessárias e as inevitáveis. 

Quando falo sobre as perdas inevitáveis me refiro à morte de alguém querido, os dentes de leite, o útero materno e mais um quilo de coisas que é fato, não podemos evitar. 
Mas também temos as perdas necessárias aquelas que também doem, mas nos ajudam a crescer para depois ganhar. Quanto mais preparados estivermos para perder, mais evoluídos nos tornamos. Pois a cada perda, há descobertas de forças internas nossas que provavelmente não ficariam tão evidentes se não precisássemos desenvolver uma capacidade incrível de nos tornarmos mais fortes diante das adversidades impostas pelas perdas. Por exemplo, se você já perdeu um emprego e tinha compromissos financeiros a serem honrados, num primeiro momento se desesperou, e depois, digerida a perda, criou novas possibilidades para se adaptar a sua atual condição  e, então, ganhou novas oportunidades. Sempre, em toda e qualquer situação, iremos perder algo para ganhar outra coisa. Quando você escolheu casar, perdeu o solteiro que havia em você. Para nascer o adulto, perdemos a criança, é assim em qualquer outro aspecto em nossa vida. No mundo corporativo, perdemos vagas de emprego, projetos, amigos,  confiança em alguns, espontaneidade e mais uma série de fatores.

Mas por que é tão difícil perder já que somos conscientes que é inerente à vida? 
É difícil porque crescemos com crenças aliadas às perdas. Crenças tais como quem perde é fracassado, que perder dói, que perder é coisa de gente incapaz. Aliado à essas crenças vem o nosso Ego, que na maioria das vezes, nos quer vencedor.
De forma alguma quero que você entenda que ganhar é errado, óbvio que não, mas é uma possibilidade, assim como perder. Nas duas situações teremos saldos distintos. 
O bacana é encontrar formas e ou possibilidades de aprender a lidar com essas questões da maneira mais saudável possível, pois isso pode nos ajudar no fechamento de ciclos e etapas.

As perdas são necessárias e algumas naturais, aprender a lidar com elas é um ato libertador e maduro. Agora, a única coisa que jamais devemos perder é a nossa essência, quem somos. Viva, sem se perder de você.

Boa semana!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 11/06/2018 - 17:00Atualizado em 11/06/2018 - 17:14


A data está chegando, no dia 12 de junho comemoramos o Dia dos Namorados. Penso que é uma boa oportunidade para refletirmos, começando  pelo que é namoro. 
Bem, namoro significa a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências. Teoricamente o namoro antecede outras etapas de uma vida a dois, servindo de base para decidirmos se queremos ou não manter um compromisso mais sério, que em nossa cultura, seria o casamento.

Obviamente passei a refletir sobre namoro e carreira. Muitas pessoas passam a vida toda namorando uma carreira mas não se casam com ela. Mas qual a diferença? No namoro eu tenho uma empolgação inicial, conheço as minhas atividades, aprendo coisas novas, conheço novas pessoas, sinto uma empolgação total com o que faço. Mas, com o passar do tempo, parece que enjôo das repetições com relação às atividades profissionais. Na vida a dois não é diferente, começamos com muito fogo e com o passar do tempo e as acomodações, que fazem parte da nossa condição humana, parece que a chama se reduz. O que antes era interessante e até mesmo prazeroso, agora pode ser motivo de estresse e irritação. Alguém se identificou? 

Se você tivesse de fato se casado com sua carreira, teria assumido um compromisso mais significativo com ela. Um compromisso que alimentasse seu propósito, aí sim, os chefes insuportáveis, as dificuldades, os bons e os maus momentos seriam parte de uma escolha sua que, de forma madura, você sabe, não serão eternos. Por isso, não toma decisões precipitas e nem por impulso. Assim como no casamento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, casar com a carreira é compreender que mesmo que você ame, ainda assim será complexo e adverso. Portanto, não se iluda, o namoro é super importante, mas é uma fase para um compromisso mais sólido. Para o casamento com a carreira dar certo é necessário que você mantenha a chama da fase do namoro acesa. E para isso, é fundamental que você se mantenha desafiado. E isso, não depende do seu parceiro, do seu sócio, do seu marido, isso deve ser uma escolha sua. Não espere por ninguém, faça o que precisa ser feito.

Para que você tenha uma carreira abundante, case-se com ela. E para que se mantenha interessante siga se comportando tal qual quando você a iniciou, com desejo de conquistas, aprendizados e realizações significativas. E, se seu casamento atual com sua carreira não está bem, antes de se separar, avalie se suas atitudes são condizentes com a de alguém motivado a fazer algo dar certo, e só depois tome decisões com relação ao futuro. 
Não esqueça de buscar o equilíbrio, namore o que você faz e se case se for seu propósito. Mas não esqueça que precisamos namorar e nos casar com família, amigos, projetos, isso vale para tudo em nossa vida.

Que sua semana seja intensa, como todo namoro deve ser.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 23/05/2018 - 11:09Atualizado em 23/05/2018 - 11:13

Você já parou para pensar se nos últimos tempos tem se sentido desafiado? Sua equipe não apresenta iniciativa e proatividade e você, como líder, não os sensibiliza a ter?  Onde estão suas ideias e atitudes? 

Se você possui respostas negativas a estas perguntas sugiro que pare, você está com o sinal amarelo piscando: você pode estar na zona de conforto e, sem perceber, levando sua equipe para o mesmo caminho!

Mas o que o faz entrar na zona de conforto? 

Essa é uma pergunta norteadora para que se possa identificar a situação que está alimentando seus comportamentos comprometedores. Podem ser fatores pessoais ou externos que interferem em suas ações e atitudes. E estes fatores o levam a agir de forma confortável e seguir direções mais fáceis, que dificilmente nos levarão a atingir nossas metas de vida e carreira. Por isso, muitas pessoas preferem seguir pelo caminho que é seguro e previsível. É o seu caso? Cuidado: a zona de conforto, de confortável, não tem nada!

Se você tem a intenção de livrar-se dos velhos hábitos, sair do piloto automático e se transformar, confira algumas atitudes que podem contribuir:
1.    Só sai do piloto automático quem faz autogestão, tenha consciência sobre você;
2.    Tenha disciplina para persistir e obter êxito, mas saiba encarar as falhas de cabeça erguida;
3.    Estipule metas e planeje meios concretos para alcançá-las.
4.    Encare a frustração, ela assusta, mas pode ser uma grande fonte de aprendizado;
5.    Conheça seus maiores medos e encontre forças para desafiá-los;

Praticando essas dicas, você pode iniciar uma jornada para sair da zona de conforto e ter como destino a zona de excelência.

 

Mudar é preciso!!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 07/05/2018 - 07:00

Será que é possível ser feliz no trabalho? Essa é uma discussão que vem ganhando força nos últimos tempos já que se apresenta como sendo umas das prioridades da Geração Y. 
Hoje, os jovens se preocupam muito mais com a busca por satisfação íntima com o trabalho. 
Quando falamos de felicidade é interessante pensar em qual definição você dá para essa palavra. Não existe um conceito único, cada um irá defini-lo levando em consideração suas experiências, valores, educação, estilo de vida. Então me diga, o que é ser feliz para você?

Baseado na sua definição de felicidade você deve analisar se hoje, seu atual emprego alimenta seu conceito ou não. E cuidado, somos convidados diariamente a comprar conceitos prontos. Histórias vividas por outras pessoas que colocamos como alvo –às vezes inatingível – o que acaba muitas vezes gerando frustração e distorcendo o seu verdadeiro conceito.
Ao longo da vida e carreira, algumas pessoas alimentam mitos sobre a felicidade, como por exemplo:


- Só é feliz quem trabalha em grandes empresas;
- Só o dono do negócio é feliz;
- Quando eu atingir o topo da carreira serei feliz.


Muito cuidado com as crenças, geralmente são fundamentadas em questões irreais e limitam sua capacidade de felicidade e de performance. 
Quando perceber pensamentos ou crenças limitantes, pense no que comprova o pensamento. Quais evidências existem, geralmente você se surpreende com a resposta, e cria consciência que não faz sentido continuar alimentando o pensamento sem evidência.

Sobre o conceito de ser feliz já disse aqui que cada um cria o seu, mas lembre-se, se seu conceito é alimentado pelo propósito de seu trabalho, com certeza você se sentirá mais motivado e, consequentemente, mais feliz. 
Enxergar seu trabalho como um desafio, desenvolver bons relacionamentos, viver além do trabalho e, principalmente, não trabalhar apenas pelo dinheiro, são ingredientes que ajudam a promover momentos de felicidade.
Seja o protagonista da sua felicidade, se permita ser e fazer feliz

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 30/04/2018 - 11:30Atualizado em 30/04/2018 - 11:38

O mundo corporativo tem muitas especificidades, nomenclaturas, contextos e pessoas. E onde há pessoas, há complexidades, de relações, de comunicação, de falta ou não de empatia e, de egos também.

Quando me refiro ao ego, me refiro ao conceito do senso comum de fazer um julgamento sobre alguém em função de sua forma de lidar ou externalizar algumas situações do dia a dia, como com seu cargo, por exemplo. 

Alguns fazem questão de ressaltar, antes de seu próprio nome, o cargo que ocupam. 

A minha indagação é: você está Diretor/Presidente ou você é?

Na minha humilde opinião, você está, porque os cargos que ocupamos são cíclicos, não são eternos. A vida, principalmente a profissional, nos convida – às vezes impõe, esse movimento. Portanto, cuidado, hoje você está, amanhã, não necessariamente, estará sentado na mesma cadeira. 

Agora, o que de fato importa é o que você é. O que você é significa quem é você por trás do rótulo corporativo, por trás do papel que você ocupa no CNPJ em que atua. Você é um ser humano, com medos,
crenças, dúvidas, filho de alguém, parceiro de alguém, pai ou mãe de alguém.  As suas características e a sua
essência devem ser mais importantes do que o seu status corporativo. 

Você já deve ter conhecido alguém que permaneceu muito tempo sentado em determinada cadeira não pelo poder que exercia, mas pela pessoa que era,
executando um papel com maestria. E para isso, é preciso muita maturidade e humildade.

Ressalto que todo excesso é prejudicial, inclusive de autoestima, pois pode se transformar em vaidade e arrogância. Portanto, pare para pensar, a cadeira que está hoje é sustentada pela pessoa que você é? No mundo corporativo, tudo é transitório, tenha consciência que você está onde se coloca e não necessariamente isso representa quem de fato você é. Aliás, quem é você além do que você faz? Pense nisso.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 16/04/2018 - 07:30

Impossível falar de liderança sem falarmos de autogestão. E, confesso que me impressiono com essa falta de habilidade de muitos executivos e líderes. Essa falta de habilidade nem sempre é consciente. Quando os questiono, alguns expressam que conhecem alguns pontos fortes e que, com certeza, conhecem suas fraquezas. Será?
O que percebo quando converso com a equipe dos gestores e executivos é que as falhas percebidas pela equipe passam longe daquelas que são conscientes para os executivos. 

Baseado em um artigo da Harvard Business Review Brasil, os números de uma pesquisa comprovam isso, os executivos ao serem avaliados pela equipe recebem escores muito baixos em uma área ou mais e, geralmente, desconhecem as suas falhas fatais. 
Todos os profissionais possuem fraquezas, isso é fato, pela nossa condição humana. Quando falamos de falhas fatais são aquelas que afetam a eficácia de uma pessoa, que fraquezas levem não provocam. E a cegueira executiva causa um dano muito grande para a equipe, para a organização e para a carreira do líder. 

É importante deixarmos claro que os líderes não precisam ser excelentes em tudo, mas não podem ser um fracasso total em uma determinada área e ainda ter sucesso.
Se você é um líder deve estar pensando porque é tão difícil reconhecer suas falhas. Os pontos fortes são reconhecidos com mais facilidade porque há evidências no comportamento do líder que reforçam inclusive a produção positiva e um resultado comercial positivo. Por exemplo, ter clientes felizes, receber prêmios, ser resolutivo, etc. Com as fraquezas – especialmente as falhas fatais – ocorre o oposto. Falhas fatais são “culpas de imperfeição”. Elas resultam da dúvida, do líder procrastinar e não fazer nada. Naquela mesma pesquisa, algumas das falhas fatais mais frequentes são a falta de pensamento estratégico, não assumir a responsabilidade pelos resultados e não construir relacionamentos fortes.
No dia a dia percebemos falhas representadas por projetos inacabados, feedbacks mal conduzidos – às vezes nem realizados. Metas não atingidas, contratos sem êxito, etc. Ou seja, as falhas impedem os líderes de realizar.

E, como virar esse jogo?


    Aceitar que mesmo que você seja muito bom, você terá falhas, às vezes impactantes. Tornar-se autoconsciente é um grande passo e, com certeza, um diferencial. Para ser autoconsciente é preciso a cada fim de dia fazer uma reflexão sobre suas atitudes.
    Considere feedbacks recebidos, contate pessoas de sua equipe e as questione sobre sua conduta, procure pessoas espontâneas e que não tenham receio em lhe falar a verdade.
    Contratar um Coach ou um psicoterapeuta por conta própria. Não espere um movimento do CNPJ, faça você o seu movimento. 


Essas são opções que poderão ajudá-lo a obter uma melhor compreensão de suas fraquezas e encontrar maneiras de minimizá-las. Se você é um gestor, líder ou executivo, pense sobre isso, afinal um terço dos líderes têm uma falha fatal e, se você está rodeado de mais de  duas pessoas, olhe ao redor. Se, na sua opinião, nenhum desses dois colegas têm uma fraqueza realmente séria, então, estatisticamente, onde está o problema? A vantagem é que não existe um modelo ideal, existe um modelo que precisa ser superado - seja você a sua própria referência.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 09/04/2018 - 09:06Atualizado em 09/04/2018 - 09:10


Escrevi esse texto para refletirmos sobre nossos comportamentos, especificamente sobre as mentirinhas que contamos, muitas vezes, para nós mesmos.
Julgamos muito o comportamento dos políticos, fazemos manifestos, temos opinião pronta para todo e qualquer gesto que pensamos ser anti-ético ou que agrida valores morais.

Mas afinal, o que é ser alguém sem ética? Sem moral? Eis uma pergunta intrigante. Segundo conceitos teóricos, “ética se refere ao conjunto de valores e regras definidas por determinado grupo ou cultura, e que é comum a todos. Sendo assim, a ética é o que define como o homem deve se portar no meio social”. Já, a “Moral é o conjunto de regras que orientam o comportamento do indivíduo dentro de uma sociedade. Ela pode ser adquirida através da cultura, da educação, da tradição e do cotidiano. Por exemplo, quando alguém não cede o lugar para uma pessoa idosa sentar-se , isso é anti-ético. Já um comportamento imoral seria entrar de biquíni em uma igreja, por exemplo.

Bem, julgo importante falarmos destes exemplos para pensarmos em nossas atitudes diárias. Certo dia, como professora universitária, ao aplicar uma prova, uma aluna estava descontroladamente “copiando” as respostas da colega à sua frente. Naquele momento pensei, o que mais essa pessoa faria se tivesse oportunidades diferentes? Quem estava enganando quem? Fico pensando sobre a falta de racionalidade diante de pequenos atos que podem, de maneira inconsciente, nos tornar iguais aqueles a quem tanto julgamos. Falo em falta de racionalidade porque a pessoa não reflete sobre as consequências de suas atitudes. E, geralmente, só julgamos como ato falho quando na ação envolve dano financeiro, por exemplo, a lava jato. Mas o que difere essas ações errôneas de furar filas, não parar na faixa de pedestres, não respeitar o estacionamento da escola do seu filho, dar aquele jeitinho para conseguir as coisas (transgredindo regras)? Onde só o que importa é se dar bem. 

No mundo corporativo, as pequenas mentiras vem em feedbacks não transparentes, em processos seletivos onde  não se fala de fato o porquê a pessoa não foi contratada, quando se privilegia alguém porque tem relações pessoais, quando determinada pessoa se apropria do que não é seu, quando se engana quem lhe estendeu a mão, tirar cópias de coisas pessoais utilizando recursos da empresa, e por aí vai uma série de atitudes que muitos de nós fazemos. Mas, afinal, por que julgamos tanto os outros?

As mentirinhas diárias, o quem engana quem, acontece porque a maioria não pausa para fazer reflexão sobre seus próprios atos. Para mensurar seus atos com relação a esse tema, comece pensando em quantas mentiras você conta diariamente? Responda para si mesmo, sem medo de ser julgado. Bem, você não é o único. Mas isso não deve lhe servir de conforto. 

O fato é que por mais difícil que nos pareça a verdade é, e sempre será, a melhor opção, pois traz junto com ela um conjunto de "leveza e autoconfiança" sentida em relação a você mesmo! Mude, não acredite que o natural precisa tornar-se normal. Experimente se observar, faça um propósito com você mesmo. Seja verdadeiro com você, este será um grande exercício para a promoção de sua mudança e crescimento. E, da próxima vez que pensar em fazer algo, reflita: quem está enganando quem?

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 02/04/2018 - 07:00

Essa frase me inspira e muito. Eu repito-a não apenas para minha equipe mas também para os meus clientes. O conteúdo dela é muito claro, foque na solução.
Você já pediu algo para alguém que, ao invés de entregar o que foi solicitado, aparece com muitas desculpas? Tenho certeza que sim. Seja um serviço que você tentou contratar ou como líder de equipe, ao solicitar uma resposta para alguém, você já foi surpreendido com os mimimis e não com a solução.


Pois bem, vou lhes contar um “causo”. Há alguns dias precisei fazer um orçamento para repor um vidro de uma mesa, então, solicitei a uma empresa da minha região. Passadas algumas horas, compareceu no local solicitado um representante da empresa para verificar o vidro e posteriormente enviar o orçamento. Passou uma semana e nada do orçamento, eis que me vi na obrigação de ligar para a empresa para solicitar o tal valor. Pasmem, a pessoa que me atendeu disse: “-Ah, aqui ninguém passa recado”.... Fiquei muda e pensando: “o que eu tenho a ver com isso? Eu quero o ovo”. Passaram mais alguns dias e a pessoa que foi no local fazer o orçamento me liga e diz que não havia medido o vidro, mas que “achava” que o valor seria aproximadamente x reais. Bem, essa história é simples e deixa bem claro como muitos não entendem a dor do cliente, seja ele interno ou externo. E por que isso acontece?


Bem, isso acontece por vários motivos, já começa pelo processo de recrutamento feito de forma leiga, o que despreza a ciência do comportamento que tem instrumentos para mensurar perfis e colocar cada pessoa no seu devido lugar. Isso pode explicar, não é uma regra, mas ajuda a entender a morosidade de algumas entregas na esfera pública, por exemplo. Não diferente na iniciativa privada. Outro motivo é a falta de escuta ativa de quem está executando um serviço em perceber, de fato, a necessidade do outro e, por último e muito importante, é a vontade de fazer um pouco acima do que já está habituado a fazer. 


Pare para pensar na última vez em que alguém lhe pediu algo um pouco mais complexo do que você está habituado a realizar. A primeira resposta foi não sei como fazer isso, nunca fiz assim...e essa é a oportunidade de você se desenvolver, se distender, de pensar em outras possibilidades de se chegar em uma solução.
Afinal, o que todos queremos? Soluções! Então, toda vez que você for fazer algo, lembre disso: não liga se o pato é macho, encontre o ovo. O ovo pode ter inúmeros formatos, um novo jeito de se relacionar, caminhos para elaboração de um projeto, reconquistar uma equipe, aumentar as vendas, etc. O que garante que você vai encontrar o ovo é a sua vontade de querer ser resolutivo. E, para isso, só há um caminho, o do desenvolvimento.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 21/03/2018 - 12:33Atualizado em 21/03/2018 - 17:05

Todos já sabemos que o mundo está em mudança constante e a cada dia mais veloz em função das tecnologias, corresponsáveis pelo movimento fast thinking. Mas, será que estamos preparados para toda esta mudança? Recentemente, a HSM realizou um evento com grandes pensadores sobre a transformação digital e o papel do RH. Compartilho com vocês um pouco sobre o que foi debatido no evento.


A área de Gestão de Pessoas, Recursos Humanos ou Gente e Gestão, passa por uma grande revolução para conseguir acompanhar todo esse processo de velocidade na promoção do conhecimento. Como promover essa agilidade de aprendizado? Primeiro é necessário que o RH se veja (e seja visto) como um setor estratégico dentro do negócio. Para que, em seguida, consiga promover rupturas necessárias nas culturas atuais como, por exemplo, a cultura do aprendizado. 

Para a transformação digital é necessário que os colaboradores, especificamente as lideranças, desenvolvam a “agilidade de aprendizado”, que nada mais é do que a habilidade e a vontade de aprender com a experiência e, como consequência, aplicar esse aprendizado para atuar com sucesso em condições novas ou inéditas. (Swisher, Hallenbeck, Orr,

EichingerLombardo & Capretta, 2013). Essa agilidade de aprendizado traz, no conjunto da obra, a necessidade pela busca de situações que expandam suas experiências. A reflexão das experiências vivenciadas e aplicação dos aprendizados para navegar em situações novas e que sejam desafiadoras. Essa sequência é ingrediente fundamental para que a transformação digital aconteça.


Para que a transformação digital ocorra, o RH precisa atuar com a implantação de uma cultura onde aprender seja desafiador – e que isso é uma escolha. E principalmente, encarar as falhas como parte do aprendizado.

Segundo estudos da Prophet, o foco do RH para gerar a transformação digital de forma estratégica, deve atuar em três focos: Liderança; Cultura e Estratégia.

A liderança, neste caso, é do próprio RH que deve se posicionar com pares de outras áreas como TI, por exemplo, para que juntos, alinhem uma estratégia digital e que tenha integridade com o restante da empresa como um todo.

A Cultura, principalmente em empresas onde não há tanto avanço tecnológico, criar cultura onde reconheça e recompense o pensamento inovador, alterar a forma de recrutamento e seleção, privilegiando a busca de pessoas que pensem “fora da caixa”, promover experiências para o colaborador, afinal, o mundo digital é isso, provocar sensações e experiências nos usuários. E, por que não, começar fazendo isso internamente?

A estratégia no sentido de garantir que o RH contribua de maneira significativa com a estratégia do negócio.

A transformação digital é necessária e se o RH não compreender e absorver essa necessidade, coloca em risco sua própria sobrevivência. Por isso, primeiro, o RH precisa considerar a sua própria instrução digital.  O segundo passo é tornar-se um catalisador de uma cultura que podemos chamar de “darwinismo digital”. A evolução natural da espécie aconteceu não para os mais fortes e sim para os mais flexíveis. RH, flexibilize-se!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 08/03/2018 - 11:13Atualizado em 08/03/2018 - 11:19

É claro que na semana do dia Internacional da Mulher, não poderia deixar de escrever, para vocês, aliás, para nós! Nesta data ficamos mais reflexivas, pensativas sobre nosso papel sobre a diversidade de papéis que temos.

Que tipo de mulher você é? Imagino que você deva estar pensando em mil respostas, na verdade, a resposta ideal (na minha humilde opinião) é: eu sou a mulher que desejei ser. E ser a mulher que se deseja, significa vivenciar um milhão de experiências nos mais diversos papéis, mãe ou não, esposa ou não, irmã ou não, amiga ou não, profissional ou não...são inúmeras as possibilidades. Mas a melhor é aquela que te deixa feliz. A melhor é aquela que não cabe dentro de um padrão e que o único lugar que se encaixa perfeitamente é dentro de você.

Mulher, pare de se comparar, seja você! O que seria da indústria do corpo perfeito se não houvesse um exército de frustradas atrás? O que seria da indústria de confecção infantil se não houvesse mães? O que seria da indústria de medicamentos se não houvesse mulheres melancólicas? Cuidado, fique atenta aos apelos do mundo para você ser alguém que não quer.

Alguém já deve ter dito para você que precisava aprender a lavar, cozinhar, cuidar da casa...e depois disseram que você precisava casar e ter filhos e uma família de novela, sim ou não? Sim, porque nós mulheres já viemos ao mundo com alguns decretos oficiais sobre o que devemos ser e fazer. Se, por acaso, você escolher algo diferente disso tudo, Senhor, você se torna diferente, uma estranha no ninho.

Sabe de uma coisa, você pode ser estranha no ninho para quem quiser, menos para você. No quebra cabeça da vida quem define o lugar de cada peça é você. E não há problemas se precisares trocar as peças(papeis), incluir novas, a única coisa que não pode acontecer é a figura do quebra cabeça(você) não lhe fazer sentido.

Independente se você quiser casar, ser mãe, profissional ou tudo isso junto, não se reprima, permita-se ser quem você quer e siga feliz com sua escolha. E, se for necessário alterar alguma rota, não há problema algum, podemos fazer isso sempre porque ser mulher é viver em movimento. Crie suas histórias, viva suas experiências, seja o que voce é, seja a mulher que quiser.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 05/03/2018 - 07:10Atualizado em 06/03/2018 - 16:01

Olá, tudo bem?

Tenho certeza que em algum momento de sua vida, você ficou nervoso porque não sabia como conduzir um feedback, acertei? Isso é muito comum.

Convivo com muitos líderes que veem no feedback uma de suas maiores dificuldades.

Por tal razão, compartilho com vocês um roteiro com passo passo para a construção de feedbacks assertivos.

Esse roteiro foi construído, levando em consideração a teoria de David Rock, americano, referência em neurociênca para líderes. Tive o prazer de aprender com ele e por isso, multiplico para vocês.

Excelentes diálogos!

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 19/02/2018 - 07:15

Ao preparar conteúdo para uma palestra sobre Carreira, me deu vontade de compartilhar com vocês o que preparei para falar, após leituras e experiências vivenciadas por mim e pelos clientes já atendidos. Então, segue um pouquinho do meu pensamento sobre a importância de reescrever a carreira.

Você já parou para pensar sobre o que é uma carreira bem escrita?

Acredito que uma carreira bem escrita é aquela que evidencia o alinhamento entre aquilo que você é, quer, acredita com o que, de fato, faz. Parece simples, mas não é simplório.

Segundo dados de uma pesquisa de 2015 da ISMA Brasil (International Stress Management Association), 72% das pessoas estão descontentes com sua carreira. E um dos fatores para este índice, é o fato de que a maioria não parou para fazer o alinhamento entre o que é, seus valores e expectativas e a escolha da carreira. Simplesmente, fizeram.

A nossa carreira, assim como tudo na vida, exige manutenção.

Não é assim que fazemos com nossa saúde, relacionamentos, finanças e bens de consumo?

Mas, você deve estar se perguntando, como fazer isso?

Existem inúmeros caminhos e técnicas que podem contribuir para você reescrever sua carreira, o primeiro passo é ter consciência sobre o quanto isso é importante. Em seguida, técnicas como Coaching, Mentoria e Design Thinking são opções para contribuir em seu novo enredo. No livro O Desing da sua Vida, Bill Burnett e Dave Evans, ensinam a usar técnicas de Desing Thinking para planejar sua vida que podem ser utilizados para sua carreira. Algumas dicas que estão no livro é o convite a pensar como um Designer. Como um designer olha para sua carreira? Com certeza, com curiosidade, com possibilidades, oportunidades, com projeção de cenários e caminhos a serem seguidos. Outro ponto é definir o seu ponto de chegada, qual será o Everest de sua carreira? Para definir o ponto de chegada, avalie seu estado atual com análise e questionamento do que precisa de fato de sua atenção, o que precisa ser melhorado, o que não pode ser alterado, etc. Estas são só algumas ideias para ajudá-lo a refletir sobre sua atual carreira e como ela pode começar a ser reescrita.

Todos nós temos a responsabilidade de sermos designs da nossa própria carreira. A empresa que você está agora pode ser apenas um capítulo da sua história. O diretor do roteiro é você, cabe a você ser o protagonista da história. É preciso estar preparado para mudar a cena, trocar personagens, mudar o figurino e, em alguns momentos, avaliar qual o seu papel em todo esse enredo. Após reescrever sua carreira, não fique com medo de colocá-la em prática e muito menos fique pensando se a escolha que fez é a melhor. Só há uma forma de saber: aprendendo pela experiência. Portanto, reescreva e ponha em prática.

Sucesso! Aguardem cenas do meu próximo capítulo, podem ajudar você a continuar reescrevendo a sua história.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 08/02/2018 - 06:59

Esses dias fiz uma postagem nas minhas redes sociais falando sobre o tema comparação e recebi muitos directs de pessoas que dizem sofrer ou já sofreram com essa situação.
Você já se comparou com alguém por qualquer razão? Tenho certeza que sim, levando em consideração minha escuta.

As comparações são as mais diversas e criativas possíveis, se você é um colaborador com certeza já se comparou com algum colega no sentido de remuneração, sucessão, etc. 
Se você é mãe, já se comparou com a forma que uma alguma amiga lida com a maternidade, inclua aqui, o shape da amiga super sarada e você, ao olhar para ela, se acha a última das mulheres. Se você é dono do negócio, compara o seu faturamento, mercado, estratégia e segue adiante. O mais interessante e comum entre todos esses personagens, é que a régua que se medem geralmente é excessivamente crítica, às vezes julgadora.


Por quê fazemos isso? Porque nos tornamos míopes nesse sentido. O foco da comparação deve ser você mesmo, não outra pessoa. Se comparar com os outros é declarar guerra à sua autoestima. Precisamos entender que os méritos de outro alguém não é motivo para menosprezar o seu. Somos diferentes, tanto fisiologicamente quanto emocionalmente, porque teimamos em olhar para o lado e achar que deveríamos ser/fazer/ter igual a um padrão rígido que estabelecemos de alguns que elegemos como “nossas réguas”?

Não há nada de errado em fazer uma comparação no sentido de se modelar, de ser melhor do que você, e não de ser melhor que o outro. Aliás, ser melhor que você é, de fato, uma transformação interessante, superar seus medos, ir além do que você acredita que pode ir, mudar o que até então parecia impossível. Isso não irá lhe roubar alegrias, pelo contrário, irá alimentar sua confiança e, consequentemente, seu crescimento.

Não se meça com a régua alheia, a comparação pode ser a grande vilã de sua felicidade.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 30/01/2018 - 07:15

Viver em um mundo em contínua transformação é um dos nossos grandes desafios. A tendência de acomodarmo-nos em zonas de conforto - mesmo dentro de cenários de crise - é uma constante.  Uma opção para se preparem para os desafios: leitura! Concordam?

Para quem quer aprender um pouquinho mais segue essa sugestão de livro que é leitura quase que obrigatória para os meus clientes.

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Nesse livro Zugaib nos convida a fazer um poquinho mais do que a maioria da média das pessoas fazem. Um pouquinho mais de comunicação, resiliência, engajamento e por aí vai. E o que eu mais gosto e, por isso recomendo, é que há ações para você realizar ao final de cada capítulo, ou seja, um convite à mudança.

Boa leitura e até breve!

 

 

 

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 25/01/2018 - 07:00

No mundo corporativo existem palavras que são muito pronunciadas, tais como performance, motivação, engajamento, comprometimento e por aí vai. Quero me ater especificamente a uma delas que, na minha visão, acaba por englobar as demais, a palavra é comprometimento. No dicionário referida palavra tem como significado "ação ou ato de comprometer-se" e como sinônimo, "envolvimento, entrega, responsabilidade".

Você já parou para pensar se é comprometido? Se nunca o fez, pare agora e pense um pouquinho. O que lhe faz ser comprometido, é o que a maioria da média faz?

Imaginem a seguinte situação, você tem na sua casa uma pessoa que trabalha pra você e que cuida dos seus filhos para que você possa trabalhar. Essa profissional recebe uma ligação comunicando que uma pessoa muito especial, seu filho, já adulto, mas seu filho, precisou ser hospitalizado. O que a maioria das pessoas fariam nessa situação? Iriam sair correndo e deixar tudo para trás, certo? Pois essa pessoa não fez isso. E sabem porquê? Porque não havia ninguém naquele momento que pudesse ficar com as crianças, sua responsabilidade. Eu imagino que muitos devem estar julgando essa atitude, ok, eis um direito de todos. Eu, entretanto, olho para essa situação de outra forma, vejo alguém que usou a inteligência emocional, se conectou com outros membros da família que naquele momento poderiam ir até o local e, no momento certo, partiu para estar com seu bem maior. Eu vislumbro outras competências como empatia e capacidade de lidar com adversidades. Isso é se comprometer acima da média. Será que você está disposto a isso?

O importante é compreender que seu comprometimento favorece o aumento ou não de sua imagem como profissional. Alguém comprometido com a carreira é alguém comprometido com seus próprios valores que são supridos pelo engajamento com seu trabalho.

Ah, e quando alguém chamar de puxa-saco aquele ou aquela que faz o que a maioria não faz, lembre-se, provável seja só mais uma caso de comprometimento de alguém que está disposto a fazer um pouquinho acima do que a maioria das pessoas fazem. Para a próxima semana, que tal experimentar esse pouquinho a mais?!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 18/01/2018 - 07:05Atualizado em 18/01/2018 - 13:55

Como vocês sabem, o que escrevo aqui, extraio da realidade da vida, das minhas observações ou do meus clientes. Essa história aconteceu recentemente, eu estava no shopping e, enquanto almoçava, observava o que acontecia ao meu redor. E, na mesa ao lado, havia um senhor e uma criança. O senhor sentou e a criança olhou para ele e disse: “- Ei, esse lugar é meu!” e, então, o pai ou avô do menino levantou-se rapidamente, obedecendo às ordens do pequenino mandão. A partir daí comecei a viajar e vieram as reflexões.

A primeira reflexão é que aquele menino vai crescer e encarar o mercado de trabalho, lugar onde pessoas não deixarão suas cadeiras por nada, como ele vai reagir? Vai gritar ou, talvez, se frustrar diante de um pedido, ou melhor, uma ordem não atendida. Fazendo uma comparação com o quê vejo nas empresas, esse menino no mundo adulto é aquele que não aceita receber um não, não recebe bem feedbacks, não digere que o outro faça ou pense diferente. Lembraram de alguém? Tenho certeza que sim!

A segunda reflexão é a da permissividade excessiva na educação de alguns. Sim, é mais cômodo aceitar do que ver a criança fazendo um escândalo. Sim, é mais fácil entregar o Ipad e deixar seu filho ficar calado enquanto você se diverte na TV ou no restaurante, e por aí vai. Sim, é mais cômodo, só não sei se será o melhor para o futuro. Pessoas precisam de limites. E, dizer um não bem sustentado é muito mais produtivo para a construção de um adulto mais maduro e colaborativo.

Quanto mais atendo empresas, mais vejo comportamentos da infância retratados no cenário adulto. Por isso, da próxima vez que seu filho lhe der uma ordem, independente do que os outros forem pensar, use sua autoridade de pai. Não é porque você ama seu filho que precisa realizar todos os seus desejos. É preciso que se compreenda desde cedo que todo e qualquer espaço se conquista com decência, esforço, disciplina e competência e não com imposições. Aliás, os gestores de RH irão lhe agradecer.

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