Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...
Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 18/03/2019 - 10:47Atualizado em 18/03/2019 - 11:03

Na Psicologia chamamos de Habilidades Sociais e, segundo Del Prett & Del Prette, são comportamentos socialmente valorizados em uma determinada cultura e com alta probabilidade de resultados favoráveis para o indivíduo.

No mundo corporativo elas são chamadas de "Soft Skills" e são a cada dia mais valorizadas em empresas não só no Brasil mas no mundo. É fato que somos seres sociais e que precisamos nos conectar, e quando fazemos isso de maneira assertiva, nos tornamos mais produtivos.

O termo “soft skills” se refere às habilidades que lidam com a relação e interação com os outros. Já o termo “hard skills” são habilidades técnicas que você pode aprender e são facilmente mensuráveis, como fluência em um idioma ou domínio de uma ferramenta. Cada vez mais, o cenário corporativo enfatiza a promoção do desenvolvimento das soft skills, exatamente por se ter consciência que quando bem desenvolvidas, temos pessoas mais felizes e com entregas satisfatórias. Será que existem "soft skills" pré definidas pelo mercado? A resposta é sim!  Segundo o Fórum Econômico Mundial, em 2020 as habilidades requeridas serão criatividade, resolução de problemas complexos, pensamento crítico, administração de pessoas, coordenação com os outros, inteligência emocional, tomada de decisões, orientação de serviços, negociação e flexibilidade cognitiva.

Como podemos desenvolvê-las?

1.       Aprenda a se autorregular

        Se você aprender a administrar suas emoções, vai se recuperar rapidamente do estresse e de outras situações cotidianas.

2.       Aprenda a gerenciar seu tempo

        Quando for interrompido, pratique se fazer esta pergunta: Isso pode esperar? Posso deixar de lado?

  3. Crie uma cultura de feedback

        Crie sua própria cultura de feedback!

        Peça para amigos, colegas, professores, gestores e familiares – pessoas que o conhecem profissional e pessoalmente – avaliarem suas habilidades de "soft skills" e use as respostas para melhorar.

 

Porque devemos desenvolver as Soft Skills?

Segundo o neuroeconomista Paul Zak, a confiança que está vinculada às habilidades sociais, aumenta a ocitocina o que gera vínculo e pertencimento. Abaixo, segue resultado interessante de uma pesquisa realizada em empresas que conseguiram elevar o nível de confiança e, consequentemente, tornaram-se referência em produtividade, qualidade de vida, engajamento e satisfação com o trabalho.

E então, qual "soft skill" você vai escolher para elaborar um plano de desenvolvimento e adquirir resultados mais interessantes em sua carreira? Se você quer resultados diferentes, tenha novos movimentos.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 11/03/2019 - 09:33Atualizado em 11/03/2019 - 09:40

Na semana passada, comemoramos o dia Internacional da Mulher, e claro, não poderia deixar de escrever, para vocês, aliás, para nós! Nesta data, empresas promovem palestras e eventos para nos permitir uma maior reflexão sobre sobre a diversidade de papéis que temos - e a exigência(nossa) em executá-los com perfeição.

Que tipo de mulher você é? Imagino que você deva estar pensando em mil respostas, na verdade, a resposta ideal (na minha humilde opinião) é: eu sou a mulher que desejei ser. E ser a mulher que se deseja, significa vivenciar um milhão de experiências nos mais diversos papéis, mãe ou não, esposa ou não, irmã ou não, amiga ou não, profissional ou não...são inúmeras as possibilidades. Mas a melhor é aquela que te deixa feliz. A melhor é aquela que não cabe dentro de um padrão e que o único lugar que se encaixa perfeitamente é dentro de você.

Percebo um movimento social e cultural intenso fornçando estilos de mulher considerados os ideias. Mulher, pare de se comparar, seja você! O que seria da indústria do corpo perfeito se não houvesse um exército de frustradas atrás? O que seria da indústria de confecção infantil se não houvesse mães? O que seria da indústria de medicamentos se não houvesse mulheres melancólicas? Cuidado, fique atenta aos apelos do mundo para você ser alguém que não quer.

Alguém já deve ter dito para você que precisava aprender a lavar, cozinhar, cuidar da casa...e depois disseram que você precisava casar e ter filhos e uma família de novela, sim ou não? Sim, porque nós mulheres já viemos ao mundo com alguns decretos oficiais sobre o que devemos ser e fazer. Se, por acaso, você escolher algo diferente disso tudo, Senhor, você se torna diferente, uma estranha no ninho.

Sabe de uma coisa, você pode ser estranha no ninho para quem quiser, menos para você. No quebra cabeça da vida quem define o lugar de cada peça é você. E não há problemas se precisares trocar as peças(papeis), incluir novas, a única coisa que não pode acontecer é a figura do quebra cabeça(você) não lhe fazer sentido.

Independente se você quiser casar, ser mãe, profissional ou tudo isso junto, não se reprima, permita-se ser quem você quer e siga feliz com sua escolha. E, se for necessário alterar alguma rota, não há problema algum, podemos fazer isso sempre porque ser mulher é viver em movimento. Crie suas histórias, viva suas experiências, seja o que voce é, seja a mulher que quiser.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 01/03/2019 - 14:36Atualizado em 01/03/2019 - 14:40

Diante da exposição vivida atualmente, cabe refletirmos o quanto isso, de certa forma, nos torna mais expostos aos olhares alheios e mais do  que isso, aos sentimentos alheios. Um dos sentimentos existentes na condição humana é o da inveja. Considerada um dos primeiros pecados da humanidade, há relatos do impacto dessa emoção em nossa vida relatada na Bíblia, em Gênesis, na passagem em que Caim matou seu irmão Abel por inveja. (Gn 4,8). Outros personagens bíblicos como José e Davi sentiram o “peso” da inveja, inclusive vinda dos mais próximos, seus irmãos. De lá para os dias atuais, infelizmente, não evoluímos muito no quesito felicidade pelo sucesso alheio. Na literatura infantil e dramaturgia brasileira temos também inúmeros exemplos vivenciados em livros, novelas e minisséries, gerando conexão com as pessoas pela similaridade do que vivem. E, no ambiente corporativo, onde muitos maquiam a inveja e nem sempre demonstram o desconforto com o sucesso alheio.
Imagine a seguinte cena, você acaba de ser promovido ou de comprar o apartamento dos seus sonhos, consegue engravidar depois de anos tentando, troca seu carro por aquela tão desejada “nave”. Você, neste momento, está prestes a explodir de tanta felicidade, euforia, fé. Consequência de todo seu esforço, privação, trabalho, competências usadas da forma correta, logo, resultados positivos. E aí, o que você faz? Posta! Compartilha, conta, liga para os “amigos” para compartilhar suas vitórias imaginando que todos irão sentir o mesmo que você. Só que alguém próximo a você solta algo do tipo: “Nossa que invejinha boa estou de você!” Minha pergunta é se existe inveja boa? Você sabe o que é a inveja? Você  já a sentiu?
Para quem não sabe, inveja é olhar para algo que pertence a outra pessoa e nos sentirmos mal porque ela tem algo, acreditamos nós, melhor do que o que temos. Inveja ou invídia, é um sentimento de angústia, ou mesmo raiva, perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Desgosto provocado pela felicidade ou prosperidade alheia. No livro A Cabala da Inveja, Nilton Bonder, relata que a inveja não só nos deixa desconfortável com as conquistas do outro, como também alimenta crenças sobre a temática de injustiça e vitimização. Já que ficamos buscando uma explicação sobre o sucesso do outro, geralmente, desmerecendo seu esforço ou reforçando que se fosse com você, o líder não seria “tão legal", a situação não seria tão fácil, as condições seriam diferentes. Parece que o mundo sempre está devendo algo para o invejoso. 
A inveja pode ser sentida como uma dor física, por isso nos incomoda tanto. Um estudo publicado pela revista Nature, identificou no cérebro humano a manifestação da inveja. Ao utilizar ressonância magnética, verificaram que a sensação provocada é interpretada por nós de maneira similar a uma dor física quando os participantes da pesquisa se comparavam com pessoas que tinham recebido algo, seja uma promoção ou a conquista de um bem material.
Se invejar, de certa forma, faz parte de nossa rotina, porque negamos que a sentimos? Primeiro por falta de consciência, quando alguém compartilha algo bom que aconteceu consigo e nos sentimentos mal, fingimos que não estamos sentindo, como uma armadura para fugir da nossa própria sombra, ou você nunca se sentiu assim? Encare seus sentimentos, principalmente aqueles não tão bonitos. Não é saudável sentir inveja assim como não é saudável mascarar que você não a sente. Quanto mais próximo da sua sombra mais rápido chegarás na luz.
É fato que sempre que nos comparamos com os outros nos colocamos em uma posição, na maioria das vezes, de inferioridade. E então, vem aquela sensação de que a grama do vizinho é mais verde e está iniciado o ciclo da inveja. Sempre que olharmos para o outro no sentido de nos compararmos, podemos disparar um ciclo negativo caso não tenhamos consciência de fazer a análise completa da “grama do outro”, como por exemplo: em quanto tempo, como, com que habilidades, com quais formações, com quais modelagens, com quais parceiros. Aí sim, conseguimos ter uma noção real sobre o outro e então, usá-lo como um referencial positivo e não para querer ter o que ele tem.
Você pode estar pensando: “Ah, então a partir de agora não vou me expor mais, nem compartilhar com os outros minhas conquistas...” E eu lhe pergunto: o que você está tentado controlar? De fato, não controlamos o que os outros pensam e sentem, por isso, não adianta querer controlar a forma como o outro lhe (in)veja mas, o que podes fazer para minimizar o impacto disso em sua vida é que independentemente do que digam, você siga firme no seu propósito, naquilo em que você acredita e que tanto se esforçou para ter/ser. Se preservar em algumas situações pode ser estratégico, compreenda, é você que está feliz e não o mundo. E na minha visão o mais importante, devolva ao outro o que você tem de melhor, afinal, cada um oferece o que tem, seja aquele que gostaria que fossem para você, no trabalho, família e entre amigos.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 05/02/2019 - 16:18Atualizado em 05/02/2019 - 16:20

Vivemos na era dos excessos: tecnologia, informação, eventos e com toda essa agitação como ficamos ou melhor como lidamos com alguns sentimentos e emoções? Às vezes a resposta é: não sei, não dá tempo de pensar.

Com a felicidade não é diferente. Quer ver como não damos atenção q essa sensação, quantas vezes por semana você pensa sobre sua felicidade? E com relação ao seu trabalho, você se considera feliz fazendo o que faz? Já pensou nisso?!

Bem, primeiro vamos ao conceito de felicidade. Segundo Dra. Christine Carter, Universidade da Califórnia, para sentirmos a felicidade é preciso ter acesso a uma gama de emoções positivas como esperança, gratidão, otimismo, confiança, inspiração e admiração.

Para o mundo organizacional é fundamental promover eventos que sustentam o conhecimento sobre a felicidade já que sabemos que pessoas felizes são mais engajadas, ficam doentes com menor frequência, faltam menos e são mais colaborativas. E porque muitas empresas ainda não fazem nada para isso se tornar frequente?

Muitas não sabem nem por onde começar. Outras acreditam que as ações precisam atingir a todos, ledo engano. A felicidade não é algo que controlamos ou forçamos nos outros e também, não há fórmula mágica. Por isso há algumas ações que podem ajudar a promover um

Ambiente onde as pessoas possam viver experiências felizes, por exemplo:

- Dar liberdade e autonomia para as pessoas permitindo que elas tomem decisões, isso aumenta confiança interna, fazendo com que se tornem mais participativas na empresa;

- Elogiar as pessoas sempre que possível, óbvio que elogios sinceros;

- Justiça e transparência nos processos – em todos;

- Relações positivas e harmoniosas e claro, os líderes neste caso sempre serão os exemplos por isso essa atitude deve iniciar por eles.

Embora não seja possível garantir que ao se fazer isso todos sentirão mais felizes, é claro que se inicia o processo de criar algumas condições para que se possibilite emoções positivas.

E fato que ninguém faz pelo outro aquilo que ele não deseja. Logo, estar feliz é também uma opção. Você escolhe o que vai fazer com o que acontece com você. Um feliz dia.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 21/12/2018 - 11:01Atualizado em 21/12/2018 - 11:06

Seja na vida profissional ou pessoal é muito importante que tenhamos objetivos. Sem eles, ficamos sem direcionamento e todo o esforço realizado parece ser em vão. É fato que só pensar em objetivos, como muitos fazem no final de ano, sem nenhuma estrutura para que de fato ele aconteça, a probabilidade de você chegar em dezembro sem ter feito quase nada ou pouco, é muito grande.
No mundo das organizações, as metas garantem a mensuração do crescimento e produtividade de um time ou de um indivíduo, consequentemente resultando em melhores números para o negócio. Mas é fundamental que as metas criadas sirvam para desafiar e estimular as pessoas e nunca o contrário. E para isso, é necessário que tenha convergência com o negócio e que siga uma estrutura para garantir que as pessoas tenham uma rota previamente desenhada.
Como podemos criar metas estruturadas?
Utilizando a metodologia SMART, que é um acrônimo com as iniciais  em inglês e que aqui já utilizaremos de maneira traduzida. O método SMART é uma forma eficiente de criação de metas. Funciona como uma espécie de checklist, na qual cada meta é verificada e avaliada se possui os requisitos para atingir o resultado.
Na palavra SMART, cada letra tem um significado. Vamos falar de cada uma a seguir:
S — Específica.
Para que se consiga alcançar os objetivos traçados em uma meta é necessário que todos os envolvidos tenham claro entendimento do que se trata. Para isso, ela deve ser específica.
Usamos um exemplo que é interessante: aumentar o faturamento. Se essa fosse uma meta, isso não seria nada específico. Os colaboradores que seriam os protagonistas em realizá-la não teriam o entendimento necessário para criar um plano de ação eficiente. Agora, se a meta fosse aumentar o faturamento em 15% no ano, então seríamos específicos,  logo as pessoas sabem o que, de fato, precisam atingir.
M — Mensurável.
Toda meta criada precisa ser medida.  Se não podemos medir não podemos gerenciar crescimento. Pegando o exemplo anterior, o valor de 15% será o nosso referencial de medida, que deverá ser acompanhado mensalmente para avaliar o desempenho das estratégias e definir se estamos no caminho ou se precisamos criar outras formas de atingir os resultados.
A — Atingível.
Toda meta é criada para um negócio prosperar e para pessoas serem desafiadas e, desta forma, se desenvolverem. Por isso, a meta precisa ser atingível, possível.  Parece óbvio, não é mesmo?  Mas, muitas empresas pecam nesse ponto. E quando isso acontece, aquilo que deveria ser motivo de crescimento vira frustração. Portanto, avalie o histórico de resultados da empresa, faça uma revisão no planejamento estratégico, analise mercado e defina se, de fato, a meta estipulada faz sentido. Se for necessário, ajuste a meta inicial.
R — Relevante.
Ser relevante significa gerar efeito no negócio, caso contrário, não será tratada como prioridade. Como saber se a meta é relevante? Olhe para os números mais impactantes do seu negócio, por exemplo, faturamento, número de clientes, lucros e, então, valide a relevância do ponto a ser alcançado.
T — Temporal.
Esse fator é muito importante, é o momento que vamos colocar prazo para as metas se concretizarem.  Se você cria um objetivo e não estabelece prazo para que aconteça, ele pode ser atingido em 1 mês, 2 anos ou, provavelmente, nunca acontecer.

Agora que você já sabe o que são  metas SMART, experimente utilizar essa ferramenta, para que seu 2019 seja guiado por  um propósito claro e estruturado, só assim garantimos o atingimento daquilo que realmente é importante e significativo para nós. Ah, e não esqueça, disciplina será fundamental para que persistas ao longo da jornada, para muitos ela não será fácil, mas é possível.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 05/11/2018 - 09:30

Para a refelxão de hoje,  segue a perfeita citação de Benjamin Franklin já dizia: "Investir em si mesmo rende sempre os melhores juros." Infelizmente, a maioria dos profissionais esquece disso e, assim, acabam perdendo boas oportunidades de alavancar sua carreira e, consequentemente, suas finanças, reconhecimento pessoal, social e autoconfiança.

Para investir em você é preciso desmistificar a crença que essa responsabilidade é da empresa da qual você faz parte. Não esqueça, a empresa em que você está é temporária, transitória, talvez não, mas é fato que pode ser apenas um capítulo da sua história. A construção do enredo é sua. Então, independente da sua idade, do seu tempo de empresa, se você pretende ser competitivo, você precisa investir no seu bem maior: você.

Quando investimos em nós mesmos, na nossa carreira, estamos trazendo à tona uma necessidade. Investir em você é o mínimo que você precisa fazer em uma realidade tão competitiva. Portanto, não espere que seu líder, seu professor ou seu parceiro sejam motivadores nesse processo. Essa resposta precisa ser sua de mais ninguém. Ou você faz ou ninguém mais fará! 

Se você já está consciente - eu espero que esteja - você deve estar se perguntando: "Como invisto em mim?" Comece fazendo uma autocrítica da sua performance, não saia correndo fazendo coisas desesperadas e sem foco, não saia comprando cursos que outras pessoas fizeram e gostaram, cada um precisa investir naquilo que é necessário para si, logo, o que o outro faz de investimento não necessariamente será bom para você. Então, após fazer a autocrítica da sua performance, liste suas forças e suas necessidades de aprimoramento e, com base nisso, crie um plano de desenvolvimento focado em você. 

Para muitos, e não me surpreende, a maior parte do que precisam investir são competências comportamentais. Embora para alguns o autoconhecimento ainda seja visto com desprezo, o mercado mostra cada vez mais que desenvolver soft skills é, sem sombra de dúvida, o caminho de uma carreira próspera. 
É fato que não existe profissional perfeito, ter consciência disso é fundamental para que você se coloque à disposição do desenvolvimento e do aprendizado contínuo. E não esqueça: "Investir em si próprio rende sempre os melhores juros". Pensem nisso!

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 05/11/2018 - 07:01

O processo de Coaching invadiu fortemente não apenas o mundo das organizações, mas a vida das pessoas de uma maneira geral. É Coach na academia, na escola, nas relações e em muitas outras esferas. Mas, mesmo com tantos campos de atuação, muitos ainda não têm clareza sobre seu conceito. 
Então, para ajudá-los nessa compreensão começa -se esclarecendo o que não é Coaching. Consultoria não é Coaching, Psicoterapia não é Coaching, Treinamento não é Coaching, Mentoria não é Coaching, e então o que sobra?! Coaching nada mais é do que estruturas de diálogos para gerar movimento. Dentro dessa estrutura há um processo de autoconhecimento que potencializa forças e minimiza interferências permitindo a mobilidade. O Coaching é um processo que, quando bem conduzido, ajuda o Coachee, Cliente no processo de Coaching, a aperfeiçoar a sua capacidade de pensar e, como consequência, obter respostas mais assertivas diante de situações diversas. O cérebro quando bem “provocado” é igual ao Google, apresenta boas respostas. 
Importante ressaltar que o Coaching é um só, uma metodologia única e, por isso, não existe uma metodologia para Life Coaching, Executive Coaching e etc. Essa fragmentação acontece porque no Brasil muitas escolas vivem  de cursos e formações e para facilitar, fragmentam a metodologia. Mas não esqueça, o Coaching é um processo e cabe a cada profissional direcionar para o seu nicho desejado.
E como você pode se beneficiar desse processo? Bem, o coaching não pode ajudar a todos. Por exemplo, pessoas com psicopatologias devem ser tratadas por Psicólogos ou Psiquiatras, já que o Coaching não possui arsenal técnico para tratar de doenças Psicológicas. E também não serve para todos porque as pessoas, algumas delas, não estão preparadas para vivenciar este processo, pois é uma metodologia que vai provocar movimento, e então, muitos dos que dizem querer algo, no momento de focar na ação, desistem. Você se beneficiará desta metodologia se estiver preparado para provocar mudanças dentro das mudanças.
Se você quer aprimorar sua carreira, desenvolver habilidades, alavancar sua renda, ser uma pessoa melhor, o processo de Coaching pode ser uma das infinitas opções que existem para quem busca a transformação. Mas, reforço, não há milagres. O cenário só irá se modificar se você desejar isso e mover-se para isso. Permita-se!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 03/10/2018 - 16:57Atualizado em 03/10/2018 - 17:06

Tema provocativo, não?! Em épocas que tudo nos convida a correr, faltam dois meses para o fim do ano, profissionais fazendo perguntas na internet sobre o quê vamos fazer para entregar as metas prometidas ainda nesse ano?! E claro, somado a isso, vem a correria do dia a dia é um corre para lá, corre pra cá…vai para o trabalho, academia, deixa filho na escola, busca filho na escola, vai para faculdade, como aluno ou como professor, e ufa...acaba mais um dia com tarefas que parecem nos engolir. E então, em algum semáforo você para, obrigatoriamente, e  você percebe, dentro de você, uma voz dizendo: "- Coloque o pé no freio, desacelera!"
E junto vem a dúvida, como é que se desacelera?
Primeiro é interessante que você não confunda desacelerar com retrocesso e estagnação. O sentido de desacelerar é apenas controlar seu velocímetro, respirar, prestar atenção nas coisas à sua volta. Descanse! Permita-se parar antes que sua saúde  o obrigue. 
Quem disse que parar um pouco e se ouvir é errado?
Vá mais devagar, assim você vai conseguir pensar mais, planejar mais, respirar mais e colocar as coisas no seu devido lugar, dando a elas o tamanho que elas têm. Caso contrário, você vai dimensionar as coisas e um problema pequeno pode se tornar um problema enorme, o cansaço faz isso!
Desacelera, dessa forma você vai passar pela vida sem perder o melhor dela! Imagine um carro em alta velocidade, o que você consegue ver? Quase nada, não é?! Assim é uma vida em alta velocidade, vê-se muito pouco e sente-se menos ainda. 
O que podemos fazer para mudar? 
A palavra é clichê, mas verdadeira: equilíbrio! 
- Aproveite e fragmente seu dia em algumas partes, trabalho, descanso e cuidados com você;
- Utilize o tempo em trânsito, seja de carro ou qualquer outro meio de transporte para relaxar a mente. Faça exercício de respiração nestes momentos, por exemplo;
- Mantenha em sua rotina momentos para ter contatos sociais, sair com amigos e jogar conversa fora, faz bem!;
-Tire férias uma vez por ano e descanse nos finais de semana. Se não precisássemos dessas pausas, elas não existiriam;
- Saiba dizer não para trabalhos, não lote agenda, isso não é sinônimo de competência, às vezes, é apenas  sinônimo de alguém centralizador;
Em suma, quem desacelera vive o agora, o tempo presente. Há uma verdade nisso tudo, não temos garantia de nada. Viver é sim, fazer escolhas e assumir suas consequências. Viva de uma maneira que você pare de dizer que o tempo está passando muito rápido, pois quando dizes isso confirmas que você é quem passa por ele sem perceber, sem se perceber.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 24/09/2018 - 14:51Atualizado em 24/09/2018 - 15:12

Para quem quer empreender  e não sabe por onde comecar, fique ligado porque em Criciúma, irá acontecer mais uma edição do Startup Weekend.

 

Mas o que é o Startup Weekend?

É um evento que dura 54 horas ao longo do fim de semana onde empreendendores, desenvolvedores, designers e entusiastas se unem para compartilhar ideias, formar equipes e criar startups.

Desde 2016, Criciúma sedia anualmente uma edição  que é o maior conjnto de eventos de  startups do mundo. Neste ano o evento inicia dia 28, 29 e 30/09  na Plurall Coworking.

Tudo começa na sexta feira a noite com os particiantes compartilhando suas ideias e desta forma, inspiram outros a se juntarem a seus times. As ideias mais bem votadas são as escolhidas e então, sábado e domingo, os times se focam em encontrar um modelo de negócio e criar um produto viavel, utilizando metodologias e ferramentas como Lean startup, Business Model Geneartion e Desenvolvimento de Clientes. Há mentores convidados que auxiliam no desenvolvimento do trabalho. No domingo, os times apresentam o que construitram e recebem feedbacks de jurados com expertise em areas diversas.

Os melhores são premiados!

Tem uma ideia? Então, não fique de fora entre no endereço e saiba mais detalhes do evento: https://www.sympla.com.br/startup-weekend-criciuma__299955

 

Sucesso a todos!

 

 

 

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 24/09/2018 - 14:46Atualizado em 24/09/2018 - 14:49


Bem, você sabe o que é IE? Se não sabe, segue o conceito de Daniel Goleman, a IE é a integração suave entre as nossas emoções e intelecto. Uma pessoa Inteligente emocionalmente é alguém que sabe dar nome às emoções que sente.
Daniel Goleman, conhecido como o pai da Inteligência Emocional, relata que não existe correlação entre ela e o QI, pois eles são controlados por diferentes partes do cérebro. 
No dia a dia percebemos a presença ou ausência da IE em nossas vidas. No mundo organizacional, você já deve ter trabalhado com líder sem inteligência emocional, que é aquele líder que grita, faz críticas em público, não sabe a hora certa de calar-se, etc....e na vida pessoal é aquela pessoa que não se controla, diz o que pensa e depois se arrepende, briga no trânsito e tem uma série de descontroles que geram consequências nocivas em nossa vida.
Mas como mudamos esse cenário? Bem, não é tão simples, mas é possível. E não é tão simples porque envolve um arsenal fisiológico nesse processo de controle interno. Quando nos descontrolamos com relação às emoções, significa que uma parte de nosso cérebro foi sequestrada, nossa amídala cerebelar que controla a parte emocional e impede que o cérebro racional funcione. Por isso, só há um caminho para mudar esse cenário: consciência e disciplina, e a repetição de novos comportamentos.
O que podemos fazer para praticar a IE? 
São coisas simples, que talvez você se impressione pela simplicidade, porém, não se iluda, há uma tendência grande de não mantermos esses exercícios.
Comece reconhecendo suas emoções, o que você está sentindo? Porque está sentindo? Todos nós temos 5 emoções comuns:  amor, raiva, tristeza, repugnância e alegria. 
Pratique a empatia, perceba o mundo com o olhar do outro, isso vai lhe ajudar a minimizar julgamentos e a explorar possibilidades de ações.
Reconheça que você tem limites e peça ajuda quando necessário;
Pratique o diálogo ao invés de respostas rápidas;
Pratique respiração pausada para lhe ajudar a pensar antes de agir e se arrepender.
Esses são alguns movimentos simples mas que podem e devem lhe ajudar a construir uma vida mais plena, saudável, com relações interessantes. A IE é hoje a mais importante competência a ser desenvolvida por profissionais que querem se destacar no mercado, à medida que você treina seu cérebro com novos comportamentos emocionalmente inteligentes, ele constrói os caminhos necessários para transformá-los em hábitos positivos e que garantem uma carreira sólida e sustentável.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 30/08/2018 - 17:36Atualizado em 30/08/2018 - 17:41

Se arrependimento matasse...você já falou esse dito popular? Acho pouco provável que alguém, em algum momento da vida, não o tenha dito. E quando você concedeu uma oportunidade a alguém de sua equipe e depois se arrependeu, já sentiu isso também?
Esse sentimento de lamentação pode fazer sentido em alguns momentos, mas cabe algumas reflexões sobre essa sensação, vamos refletir?

Primeiro, só quem toma decisões está sujeito a sentir qualquer coisa, desde arrependimento até orgulho pelo feito, mas é preciso ter atitude, antes de mais nada. Então, nem todo arrependimento é inútil, ele é consequência de um ato e, claro, se não gostou do resultado, aprenda com ele.

Segundo, se você deu uma oportunidade a alguém é interessante pensar em que condições você fez isso? A pessoa tinha de fato perfil para tal desafio? Às vezes confundimos as coisas, uma pessoa que se relaciona bem, não necessariamente será um bom vendedor. Um colaborador que dá excelente resultados não significa que será um bom líder e fará um time dar o mesmo resultado. Então, primeiro pense nisso, talvez só nessa primeira parte já tenhas algo a aprender sobre oportunidades fornecidas a outros. Relevante também pensar na sua expectativa, quando promovemos alguém, nossa régua de exigência pode ser maior que a habilidade do colaborador, por isso, dar oportunidade e não manter um plano de desenvolvimento pode ser o início do fim.

Terceiro, não se arrependa pela oportunidade oferecida, na verdade, você não controla o que os outros fazem, logo, essa é uma responsabilidade de quem recebe. Mas quando você oportuniza algo a alguém é uma declaração nítida de reconhecimento. E a melhor forma de estimular alguém é reconhecê-la. No momento da escolha realizada, aquela parecia ser a sua melhor peça no tabuleiro de xadrez e, de repente, quando você analisa melhor a jogada, percebe que escolheu a peça errada novamente, quem precisa aprender com isso? Você!

Das próximas vezes, para minimizar a possibilidade do sentimento de arrependimento, analise todos os potenciais talentos do seu negócio ou de um setor especifico. Utilize instrumentos técnicos para minimizar erros, como avaliação psicológica, por exemplo. Se você não está apto para fazer isso, contrate alguém que faça, o investimento valerá a pena. E, por último, nunca promova alguém com pressa. Tempo é uma variável importante nas decisões, principalmente nas que envolvem comportamentos. 
E da próxima vez, não diga se arrependimento matasse, diga com planejamento minhas chances de arrependimento são mínimas, logo, pare de agir por impulso, pense, avalie, teste e depois concretize. E, se ainda assim, houver arrependimento, lembre-se, você fez algo e isso só acontece com quem ousa realizar.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 20/08/2018 - 16:06Atualizado em 20/08/2018 - 16:56

Você já parou para pensar quantas vezes reclama de algo ao longo de um único dia? Não? Então repare, talvez você se surpreenda. Um outro exercício que gera menos resistência é olhar ao redor, quantas pessoas você olha e pensa, mas porque reclama tanto? Tem gente que reclama quando faz sol porque está calor, reclama da chuva porque faz frio, e passa as quatro estações numa frustração de dar dó. Nas empresas, isso não é diferente. Reclamam do almoço no refeitório, reclamam do treinamento, reclamam do uniforme, do líder, do horário e por aí vai....

Será que é normal ser insatisfeito? É claro que somos seres humanos, imperfeitos, logo a insatisfação  não deve ser vista apenas como algo negativo, pois é a partir dela que temos a oportunidade de mudar as coisas que não estão como gostamos. A gente não pode confundir essa insatisfação que é o que lhe tira da zona de conforto com aquele que lhe confere o título de reclamão. É uma linha tênue. O que diferencia é a intensidade e frequência que permanecemos no reclamar. Se você ficar muito tempo na reclamação, focado na insatisfação, você passa a viver de forma frustrante, não se contentando com nada que possui. O que lhe impossibilita de viver o presente e tira o foco da ação para mudar.

Existe dois tipos de insatisfeito, o que ficou viciado em reclamar e o insatisfeito que, momentaneamente, vive períodos de insatisfação. Reflita em qual dos dois tipos você se encaixa mais? E, claro, pense em como sair dessa condição. Aliás, é uma boa pergunta, como sair dessa condição? Bem, como sempre, quando falamos de comportamento é preciso disciplina e desejo de mudar, não tem milagre e nem receita de bolo, o que deu certo para o seu colega não é condição "sine qua non" de seu sucesso.

Algumas ações como focar no presente, agradecer pelas coisas positivas no seu dia, aprender com pessoas que reclamam menos que você, pensar no futuro ideal, aquele diferente do agora e claro, o que você pode fazer para ficar próximo a esse futuro desejado. E, se ainda assim não surtir efeito, a psicoterapia e processos de Coaching são ferramantas fantásticas para o autoconhecimento.

Nós somos seres humanos, somos seres de faltas, é o nosso desejo pelo que não temos que nos movimenta. Isso deve ser positivo e empolgante. A diferença está na dose, se focar muito na falta você vai focar demais no que não possui e vai potencializar o sofrimento pela ausência das coisas. Foque sim no que lhe falta, mas de forma a ser combustível para sua mudança. Pare de reclamar e faça melhor, por você, por quem convive com você.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 03/08/2018 - 12:25Atualizado em 03/08/2018 - 12:31


O post de hoje tem a ver com planejamento, tema importante. E planejar, significa a preparação de um trabalho, de uma tarefa, com o estabelecimento de métodos. 
O ser humano tem uma capacidade incrível de ficar preso no que é urgente e perde a memória ou dá menos atenção ao que é importante. É só observar a sua rotina. Quantas vezes você senta para se planejar? Se a sua resposta é “muitas vezes”, parabéns,  mas saiba que você é uma exceção. Geralmente as pessoas vivem apagando incêndios. Resolvem um problema do filho ou cliente, ajuda um amigo numa decisão, e tudo quase simultaneamente. Esse comportamento não ajuda a planejar o que se quer daqui há três  anos, por exemplo.

Apesar do que a maioria das pessoas costuma pensar, elaborar um planejamento não é difícil, basta seguir algumas dicas básicas, porém, necessárias:

1 – Pare de “sonhar ”: transforme desejos em metas.
Todo planejamento deve começar com um objetivo claro e um prazo máximo para realizá-lo. Sugiro a utilização  de uma técnica chamada “SMART” para auxiliar na determinação de metas. Mas o que significa SMART? Um acrônimo onde cada letra nos traz uma palavra que devemos utilizar para deixar claro a meta.
* Specific (Específico)
* Measurable (Mensurável)
* Attainable (Atingível)
* Realistic (Realista)
* Time Bound (Temporizável).

2 – Fragmente suas metas em pequenas metinhas que convidem você a realizar pequenos movimentos contínuos. Para isso, defina:

    ▪    What (O que será feito)
    ▪    Who (Quem fará)
    ▪    When (Quando será feito)
    ▪    How (Como será feito)
    ▪    How Much (Quanto custará)

3 – Quantifique suas ações: transforme suas metas em algo que você possa mensurar. 

Entenda que planejamento precisa ser flexível, para isso, use o lápis e o altere quantas vezes for necessário. Mas o planejamento só fará sentido se você usar a caneta, que são as ações realizadas. E, depois de realizado seus movimentos, você não pode voltar e apagá-los. Mas deve, com frequência, aprender com eles e, como consequência, pegar novamente o lápis e começar um novo ciclo de planejamento. Que tal?!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 15/07/2018 - 16:48Atualizado em 15/07/2018 - 16:51

Você trabalha ou já trabalhou com alguém difícil de lidar? Sabe aquelas pessoas que, às vezes, nos desgastam de tão irritantes que são? Dá uma vontade de excluir a pessoa da nossa vida, não? Porém, nem sempre isso é possível. Principalmente no mercado atual, onde atuar em times é, cada vez mais, sinônimo de competência.

É importante que você reflita porque o outro lhe incomoda tanto, pode ser em função do estilo de comunicação ou a forma como o outro se comporta e muitas  outras possibilidades, porém, é fundamental que você reflita e perceba que, não necessariamente, seu colega faz de propósito, não necessariamente você é o alvo dele, pode ser a forma como ele reage às coisas que lhe acontecem. Mas, sempre queremos que as pessoas se assemelhem a forma como somos ou pensamos. Isso é ilusório e um tanto quanto egoísta.

Uma estratégia interessante para minimizar seu desgaste emocional é focar nas semelhanças. Ao invés de críticas e foco nas diferenças, encontre pontos de convergências entre você e seu colega, este pode ser um primeiro passo para um relacionamento mais leve.
 Lembre-sempre das dicas a seguir. O que fazer:
• Esforce-se para compreender a forma como seu colega pensa e sente.
• Experimente tratar seu colega irritante com gentileza e compaixão.
O que não fazer:
• Não leve o comportamento do seu colega para o lado pessoal e não perca a cabeça. 
• Não foque nas diferenças. Concentre-se no que há em comum entre você e seu colega.

Se as pessoas o irritam, a probabilidade de que você também as irrite é grande, portanto, faça uma autoavaliação e verifique o que você também precisa fazer para ser menos desgastante para as pessoas que convivem com você, eis um bom exercício, que tal?

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 05/07/2018 - 11:26Atualizado em 05/07/2018 - 11:31

Você sente dificuldade em dizer não? Você consegue se posicionar e se comunicar falando sobre o que você realmente quer ou isso é uma dificuldade? O que para alguns é algo simples, para outros é uma tarefa bem complicada. Quando nos posicionamos sobre algo, corremos o risco de decepcionar os outros e, para algumas pessoas, isto é extremamente desconfortável.


Se posicionamento é algo difícil para você, provavelmente você está preso a algumas crenças ligadas a essa temática, como por exemplo, quem se posiciona é grosseiro, ou as pessoas podem deixar de gostar de você por isso, ou você pode perder seu cargo se falar o que pensa e vários outros exemplos que acabam nos fazendo acreditar que o conformismo do silêncio é mais seguro. Ledo engano! 


O mundo, principalmente o atual, é de quem se posiciona, de quem banca aquilo que acredita como verdade, sem ferir ninguém para que isso aconteça. Isso é muito presente nas redes sociais, quem se mantem é quem se posiciona, quem se manifesta, quem se expressa. Mas de novo, isso não é algo fácil para todos. Para se posicionar é preciso ter autoconfiança, acreditar em você e na sua capacidade e principalmente, ter autoconhecimento, saber a hora certa e se preparar para isso – especialmente no campo emocional.

O que acontece na maioria dos cenários em que convivo – empresas na sua maioria, são pessoas que deixam veladas suas contribuições, que não expressam de fato o que pensam e sentem e, naturalmente, não se engajam na famosa visão da empresa. Como consequência disso, não se permitem escrever suas próprias histórias, não contrariam opiniões, não causam desconfortos positivos, aqueles que trazem movimento, ou seja, quem não se posiciona, paralisa, se cala, e o silêncio dos bons é exatamente o oposto que se espera em qualquer esfera da vida em que estamos inseridos. 

Demita seu silêncio, a vida e o mercado precisam de pessoas atuantes e que falem – não necessariamente o que as pessoas querem ouvir. Pense nisso!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 26/06/2018 - 11:46Atualizado em 26/06/2018 - 11:53

Você deve estar se perguntando, como assim, viver é perder?! Calma, leia meu post e depois reflita se o tema faz sentido. Sim, viver é perder, só perde algo ou alguém quem está vivo, quem pode, de fato, perder.  Nesse fim de semana perdi um amigo querido e, naturalmente, refleti sobre as perdas, as que são necessárias e as inevitáveis. 

Quando falo sobre as perdas inevitáveis me refiro à morte de alguém querido, os dentes de leite, o útero materno e mais um quilo de coisas que é fato, não podemos evitar. 
Mas também temos as perdas necessárias aquelas que também doem, mas nos ajudam a crescer para depois ganhar. Quanto mais preparados estivermos para perder, mais evoluídos nos tornamos. Pois a cada perda, há descobertas de forças internas nossas que provavelmente não ficariam tão evidentes se não precisássemos desenvolver uma capacidade incrível de nos tornarmos mais fortes diante das adversidades impostas pelas perdas. Por exemplo, se você já perdeu um emprego e tinha compromissos financeiros a serem honrados, num primeiro momento se desesperou, e depois, digerida a perda, criou novas possibilidades para se adaptar a sua atual condição  e, então, ganhou novas oportunidades. Sempre, em toda e qualquer situação, iremos perder algo para ganhar outra coisa. Quando você escolheu casar, perdeu o solteiro que havia em você. Para nascer o adulto, perdemos a criança, é assim em qualquer outro aspecto em nossa vida. No mundo corporativo, perdemos vagas de emprego, projetos, amigos,  confiança em alguns, espontaneidade e mais uma série de fatores.

Mas por que é tão difícil perder já que somos conscientes que é inerente à vida? 
É difícil porque crescemos com crenças aliadas às perdas. Crenças tais como quem perde é fracassado, que perder dói, que perder é coisa de gente incapaz. Aliado à essas crenças vem o nosso Ego, que na maioria das vezes, nos quer vencedor.
De forma alguma quero que você entenda que ganhar é errado, óbvio que não, mas é uma possibilidade, assim como perder. Nas duas situações teremos saldos distintos. 
O bacana é encontrar formas e ou possibilidades de aprender a lidar com essas questões da maneira mais saudável possível, pois isso pode nos ajudar no fechamento de ciclos e etapas.

As perdas são necessárias e algumas naturais, aprender a lidar com elas é um ato libertador e maduro. Agora, a única coisa que jamais devemos perder é a nossa essência, quem somos. Viva, sem se perder de você.

Boa semana!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 11/06/2018 - 17:00Atualizado em 11/06/2018 - 17:14


A data está chegando, no dia 12 de junho comemoramos o Dia dos Namorados. Penso que é uma boa oportunidade para refletirmos, começando  pelo que é namoro. 
Bem, namoro significa a relação afetiva mantida entre duas pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas e partilharem novas experiências. Teoricamente o namoro antecede outras etapas de uma vida a dois, servindo de base para decidirmos se queremos ou não manter um compromisso mais sério, que em nossa cultura, seria o casamento.

Obviamente passei a refletir sobre namoro e carreira. Muitas pessoas passam a vida toda namorando uma carreira mas não se casam com ela. Mas qual a diferença? No namoro eu tenho uma empolgação inicial, conheço as minhas atividades, aprendo coisas novas, conheço novas pessoas, sinto uma empolgação total com o que faço. Mas, com o passar do tempo, parece que enjôo das repetições com relação às atividades profissionais. Na vida a dois não é diferente, começamos com muito fogo e com o passar do tempo e as acomodações, que fazem parte da nossa condição humana, parece que a chama se reduz. O que antes era interessante e até mesmo prazeroso, agora pode ser motivo de estresse e irritação. Alguém se identificou? 

Se você tivesse de fato se casado com sua carreira, teria assumido um compromisso mais significativo com ela. Um compromisso que alimentasse seu propósito, aí sim, os chefes insuportáveis, as dificuldades, os bons e os maus momentos seriam parte de uma escolha sua que, de forma madura, você sabe, não serão eternos. Por isso, não toma decisões precipitas e nem por impulso. Assim como no casamento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, casar com a carreira é compreender que mesmo que você ame, ainda assim será complexo e adverso. Portanto, não se iluda, o namoro é super importante, mas é uma fase para um compromisso mais sólido. Para o casamento com a carreira dar certo é necessário que você mantenha a chama da fase do namoro acesa. E para isso, é fundamental que você se mantenha desafiado. E isso, não depende do seu parceiro, do seu sócio, do seu marido, isso deve ser uma escolha sua. Não espere por ninguém, faça o que precisa ser feito.

Para que você tenha uma carreira abundante, case-se com ela. E para que se mantenha interessante siga se comportando tal qual quando você a iniciou, com desejo de conquistas, aprendizados e realizações significativas. E, se seu casamento atual com sua carreira não está bem, antes de se separar, avalie se suas atitudes são condizentes com a de alguém motivado a fazer algo dar certo, e só depois tome decisões com relação ao futuro. 
Não esqueça de buscar o equilíbrio, namore o que você faz e se case se for seu propósito. Mas não esqueça que precisamos namorar e nos casar com família, amigos, projetos, isso vale para tudo em nossa vida.

Que sua semana seja intensa, como todo namoro deve ser.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 23/05/2018 - 11:09Atualizado em 23/05/2018 - 11:13

Você já parou para pensar se nos últimos tempos tem se sentido desafiado? Sua equipe não apresenta iniciativa e proatividade e você, como líder, não os sensibiliza a ter?  Onde estão suas ideias e atitudes? 

Se você possui respostas negativas a estas perguntas sugiro que pare, você está com o sinal amarelo piscando: você pode estar na zona de conforto e, sem perceber, levando sua equipe para o mesmo caminho!

Mas o que o faz entrar na zona de conforto? 

Essa é uma pergunta norteadora para que se possa identificar a situação que está alimentando seus comportamentos comprometedores. Podem ser fatores pessoais ou externos que interferem em suas ações e atitudes. E estes fatores o levam a agir de forma confortável e seguir direções mais fáceis, que dificilmente nos levarão a atingir nossas metas de vida e carreira. Por isso, muitas pessoas preferem seguir pelo caminho que é seguro e previsível. É o seu caso? Cuidado: a zona de conforto, de confortável, não tem nada!

Se você tem a intenção de livrar-se dos velhos hábitos, sair do piloto automático e se transformar, confira algumas atitudes que podem contribuir:
1.    Só sai do piloto automático quem faz autogestão, tenha consciência sobre você;
2.    Tenha disciplina para persistir e obter êxito, mas saiba encarar as falhas de cabeça erguida;
3.    Estipule metas e planeje meios concretos para alcançá-las.
4.    Encare a frustração, ela assusta, mas pode ser uma grande fonte de aprendizado;
5.    Conheça seus maiores medos e encontre forças para desafiá-los;

Praticando essas dicas, você pode iniciar uma jornada para sair da zona de conforto e ter como destino a zona de excelência.

 

Mudar é preciso!!

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 07/05/2018 - 07:00

Será que é possível ser feliz no trabalho? Essa é uma discussão que vem ganhando força nos últimos tempos já que se apresenta como sendo umas das prioridades da Geração Y. 
Hoje, os jovens se preocupam muito mais com a busca por satisfação íntima com o trabalho. 
Quando falamos de felicidade é interessante pensar em qual definição você dá para essa palavra. Não existe um conceito único, cada um irá defini-lo levando em consideração suas experiências, valores, educação, estilo de vida. Então me diga, o que é ser feliz para você?

Baseado na sua definição de felicidade você deve analisar se hoje, seu atual emprego alimenta seu conceito ou não. E cuidado, somos convidados diariamente a comprar conceitos prontos. Histórias vividas por outras pessoas que colocamos como alvo –às vezes inatingível – o que acaba muitas vezes gerando frustração e distorcendo o seu verdadeiro conceito.
Ao longo da vida e carreira, algumas pessoas alimentam mitos sobre a felicidade, como por exemplo:


- Só é feliz quem trabalha em grandes empresas;
- Só o dono do negócio é feliz;
- Quando eu atingir o topo da carreira serei feliz.


Muito cuidado com as crenças, geralmente são fundamentadas em questões irreais e limitam sua capacidade de felicidade e de performance. 
Quando perceber pensamentos ou crenças limitantes, pense no que comprova o pensamento. Quais evidências existem, geralmente você se surpreende com a resposta, e cria consciência que não faz sentido continuar alimentando o pensamento sem evidência.

Sobre o conceito de ser feliz já disse aqui que cada um cria o seu, mas lembre-se, se seu conceito é alimentado pelo propósito de seu trabalho, com certeza você se sentirá mais motivado e, consequentemente, mais feliz. 
Enxergar seu trabalho como um desafio, desenvolver bons relacionamentos, viver além do trabalho e, principalmente, não trabalhar apenas pelo dinheiro, são ingredientes que ajudam a promover momentos de felicidade.
Seja o protagonista da sua felicidade, se permita ser e fazer feliz

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 30/04/2018 - 11:30Atualizado em 30/04/2018 - 11:38

O mundo corporativo tem muitas especificidades, nomenclaturas, contextos e pessoas. E onde há pessoas, há complexidades, de relações, de comunicação, de falta ou não de empatia e, de egos também.

Quando me refiro ao ego, me refiro ao conceito do senso comum de fazer um julgamento sobre alguém em função de sua forma de lidar ou externalizar algumas situações do dia a dia, como com seu cargo, por exemplo. 

Alguns fazem questão de ressaltar, antes de seu próprio nome, o cargo que ocupam. 

A minha indagação é: você está Diretor/Presidente ou você é?

Na minha humilde opinião, você está, porque os cargos que ocupamos são cíclicos, não são eternos. A vida, principalmente a profissional, nos convida – às vezes impõe, esse movimento. Portanto, cuidado, hoje você está, amanhã, não necessariamente, estará sentado na mesma cadeira. 

Agora, o que de fato importa é o que você é. O que você é significa quem é você por trás do rótulo corporativo, por trás do papel que você ocupa no CNPJ em que atua. Você é um ser humano, com medos,
crenças, dúvidas, filho de alguém, parceiro de alguém, pai ou mãe de alguém.  As suas características e a sua
essência devem ser mais importantes do que o seu status corporativo. 

Você já deve ter conhecido alguém que permaneceu muito tempo sentado em determinada cadeira não pelo poder que exercia, mas pela pessoa que era,
executando um papel com maestria. E para isso, é preciso muita maturidade e humildade.

Ressalto que todo excesso é prejudicial, inclusive de autoestima, pois pode se transformar em vaidade e arrogância. Portanto, pare para pensar, a cadeira que está hoje é sustentada pela pessoa que você é? No mundo corporativo, tudo é transitório, tenha consciência que você está onde se coloca e não necessariamente isso representa quem de fato você é. Aliás, quem é você além do que você faz? Pense nisso.

« 1 2 3