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Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 18/09/2017 - 10:00Atualizado há 20 minutos

Este artigo veio inspirado por um vídeo que fiz essa semana nas minhas redes sociais e recebi muitos feedbacks positivos. No vídeo, eu compartilhei com as pessoas acerca do meu dia, tão corrido que não tive tempo nem para me maquiar e aí, surgiu aquele pensamento: “será que vou gravar assim? Com essa cara de acabada?” E veio o insight: “sim, vou gravar e falar sobre isso”. Vivemos preocupados com o externo, com o que os outros vão pensar e, então, ficamos bitolados em nossa embalagem, mas me diga, o produto como fica?

Não vejo problema algum em cuidarmos da embalagem - o externo. Porém, não podemos só focar nisso. Existem pessoas que focam na embalagem porque quando olham para o interno não conseguem ver nada. Por isso, praticar a autogestão é fundamental. Olhar para você e conseguir definir com clareza quem é você, quem você quer ser, quais são os seus valores é de extrema importância para que represente com leveza o que você carrega dentro de si.

Esse excesso de cuidados externos e receio da opinião alheia, na minha visão, vem de um acentuado clima de competitividade que paira nas relações humanas. No mundo corporativo, muitas organizações criam processos competitivos nos quais equipes buscam – algumas vezes de qualquer forma, “ganhar” das outras. E, para “ser o melhor” vale de tudo, o preço pago é refugo, retrabalho, desunião e uma infinidade de situações que se tornam grandes problemas. Nas relações sociais, vemos competitividade nas disputas por corpos mais sarados, festas de casamento mais cheias de “frufrus”; na maternidade a competição por “meu filho andou com 6 meses e o seu?” já pararam para pensar nisso? E nessa redoma inconsciente vamos nos tornando enrijecidos, perdemos a espontaneidade pois precisamos nos cuidar o tempo todo, tanto que pensei mil vezes antes de fazer o vídeo que resultou nesse artigo.

Isso tudo faz parte da nossa condição humana, não estou dizendo que é ruim, apenas penso que todo excesso é prejudicial. Porém, só nos damos conta disso quando fazemos uma pausa e analisamos essas situações de uma maneira crítica com intenção de crescimento e transformação. E, naquele dia, me dei conta de que com maquiagem ou sem maquiagem, o que importa é a essência, quando alimentamos nossos valores, não temos medo do espelho. Aliás, espelho, espelho meu, existe alguém mais bonito por dentro do que eu? Pense nisso, reflita, olhe para o espelho e se questione todos os dias, não tenho dúvidas que você irá crescer e seu entorno agradecer.

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 12/09/2017 - 07:30Atualizado em 19/09/2017 - 22:59

A vida está se tornando uma disputa de likes, você vive e posta ou você posta e vive? O filho está doente, posta. Foi promovido no trabalho, posta. Terminou o relacionamento, posta. Foi para a academia, posta. E, até aqui, não há tanto problema a não ser a paciência dos expectadores em ler e saber de tudo da vida alheia. A preocupação está na dependência que as pessoas criaram com as redes sociais, postam e ficam coladas aguardando para ver quem vai curtir, quantos vão curtir…você já fez isso? Confesse…eu confesso!

No mundo corporativo ou na carreira, quando olhamos um profissional ou uma empresa, olhamos quantas pessoas seguem e aí vem: “Ah, o cara nem é tão bom assim, só tem 5 mil seguidores”, fato? Sim! Estamos medindo a qualidade dos profissionais pela quantidade de pessoas que o seguem ou que curte suas publicações. Cuidado! Há controvérsias. Conheço profissionais incríveis, criadores de metodologias, Doutores, profundo conhecedores de assuntos diversos mas, que por opção, não querem se expor em redes sociais. Isso faz deles menores ou desqualificados? A resposta é não. Não podemos julgar as pessoas pelo simples fato de não estarem adeptas à exposição virtual, isso também é uma escolha.

A reflexão aqui é a seguinte: cuidado ao julgar um profissional ou uma pessoa pela forma de exposição nas mídias. Especialmente porque há inúmeras formas (truques) de se tornar referência em assuntos nas mídias sociais e isso envolve tempo e dinheiro, ou seja, nem sempre o que aparece mais é o melhor, é só alguém que dispendeu tempo e dinheiro para estes veículos de comunicação. Precisamos ser mais críticos com o que vemos e ouvimos nas redes.

Olhe para você, sua carreira, sua história, você tem quantos seguidores? Isso faz de você um profissional melhor ou pior que outro que tenha mais seguidores? Provável que a resposta tenha sido não, já que o assunto era você, certo?! Então use esse mesmo parâmetro para os demais profissionais. As mídias estão cheias de “referências”, que muitas vezes apresentam teorias sem fundamento e pasmem, influenciam pessoas pelo fato de terem x mil seguidores. Pensamos: “esse aqui deve ser bom, tem não sei quantos mil seguidores”. Atente-se, estamos cheios de empreendedores de palco que se aproveitam da carência humana, não caia nessa! E, não estou fazendo apologia ao não uso das redes, eu mesma uso e adoro, estou trazendo à tona a reflexão do julgamento que fazemos sobre a qualidade de profissionais pelo número de seguidores e likes, apenas isso. A partir de hoje, não se ligue nas curtidas e nem no número de seguidores, isso é só consequência, o que importa de fato é se o que é postado, é coerente com o que realmente se faz. Se tem solidez no que se fala, se possui evidências.

            Que possamos curtir o que quisermos com criticidade, os meus likes vão para pessoas que lutam, fazem a diferença através de exemplos positivos de ações corretas, baseadas em caráter e consistência de conhecimento. E aí, quantos likes você vale? Para ser sincera, você vale muita mais que seus likes.

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