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Satisfação de segunda a segunda, é possivel?

Letícia Zanini
Por Letícia Zanini 02/10/2017 - 11:48

Hoje quero falar com você que posta na sexta-feira que está feliz porque chegou o fim de semana.

Como é esperar cinco enfadonhos dias para curtir apenas dois dias que passam voando? Deve ser demasiadamente chato. E, quando não vemos brilho no que fazemos, como fazer bem feito?

Em um discurso para a turma de formandos de 2005, na Universidade de Stanford, Steve Jobs diz mais ou menos o seguinte: “Vocês precisam achar o que vocês amam. E isso é verdade para seu trabalho e para aqueles que você ama. Seu trabalho irá preencher uma grande parte da sua vida e a única maneira de estar plenamente satisfeito é fazendo algo que você acredita ser um bom trabalho. E o único jeito de conseguir trabalhar bem é fazendo o que você ama”. Concordo com tudo isso, porém, não precisamos romantizar esse amor.

Quando me refiro a amar o que fazemos é gostar a ponto de perceber que não há perfeição, não há labor perfeito, empresa perfeita, líder perfeito. Há formas de ver todos esses aspectos com o olhar de quem ama.

E como é olhar de quem ama? Se você tem filhos, pare para pensar em como olha para eles? Mesmo quando eles desobedecem, fazem coisas erradas, descumprem regras, tiram notas baixas, se envolvem com pessoas que não deveriam... Mesmo não concordando, você tem energia suficiente para propor soluções, ajudar, mostrar caminhos alternativos, você não desiste de fazê-los melhor, sabe porquê? Porque você os ama!! E quem ama, olha com olhar de quem acredita, com olhar de possibilidade de transformação, de fazer mais e melhor.

Muitas empresas que conseguem manter-se perene no ambiente dos negócios, seguem firmes e fortes exatamente porque colocam paixão, amor no que entregam. E ao fazerem isso, conseguem entregar o tão cobiçado diferencial. O diferencial é fruto de quem entende que pode e deve fazer melhor com os recursos que tem, e isso, faz despender uma energia intensa que só as pessoas que amam conseguem.

Muitas vezes quem ama o que faz é incompreendido, é taxado de puxa-saco, porque é aquela pessoa incansável que faz o melhor sempre, mesmo na adversidade. Aquele que ama o que faz muitas vezes incomoda o que não alimenta esse sentimento, porque quem ama o que faz, se destaca, e o melhor, naturalmente. Porque o que ama o que faz consegue entender que o processo de melhoria acontece em cada situação, compreende onde precisa e onde deve aprender, é alguém que utiliza todo o seu potencial para tornar a sua jornada e a dos outros incrível.

Sobre amar o que fazemos, pense comigo, dá leveza na execução das tarefas, até mesmo daquelas que são chatas. Isso mesmo, amar o que se faz não significa ficar cego, é enxergar que nem tudo são flores, nem tudo dá prazer, nem tudo será simples, mas ainda assim, fazer o melhor com os recursos que se tem. Amar o que se faz, é ter prazer de segunda a segunda. Pensem nisso!

4oito

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