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Domínio dos países socialistas

Almanaque da Bola #363
João Nassif
Por João Nassif 21/07/2019 - 22:25

Durante muito tempo o futebol nos Jogos Olímpicos poderia ser disputado apenas por jogadores amadores. O COI não admitia profissionais que poderiam macular o espirito amador dos Jogos, causando desequilíbrio nos torneios.

Desta forma houve o prevalecimento dos países do bloco socialista cujas seleções eram formadas por amadores em virtude do profissionalismo ainda não ter sido implantado nos países sob domínio da União Soviética. As seleções destes países eram formadas pelos melhores jogadores em atividade, mesmo sendo amadores.

Por isso entre as décadas de 1950 e 1970 os países do bloco socialista ganharam muitas medalhas nas Olimpíadas disputadas naquele período.

Em 1952 a Hungria foi medalha de ouro em Helsinki na Finlândia e a Iugoslávia medalha de prata.

Em 1956 nos Jogos de Melbourne na Austrália o ouro ficou com a União Soviética, a prata com a Iugoslávia e o bronze com a Bulgária.

Iugoslávia campeã olímpica em 1960 

Em 1960 em Roma a Iugoslávia ficou com o ouro na decisão com a Dinamarca e a Hungria com o bronze. A Dinamarca não era do bloco dominado pela União Soviética.

Em 1964 no Japão, domínio total dos países socialistas. Ouro para a Hungria, prata para a Checoslováquia e bronze para a Alemanha Oriental.

No México em 1968 Hungria e Bulgária foram ouro e prata, respectivamente. Hungria bicampeã olímpica.

Nos Jogos dos anos 1970 em Munique, em Montreal e em Moscou em 1980 os amadores do bloco socialista dominaram o futebol olímpico. Polônia, Hungria, União Soviética, Alemanha Oriental e Checoslováquia ganharam todas as medalhas nestas três edições do futebol olímpico.
 

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