Carlos Bolsonaro (PL) fez opção por um caminho delicado para tentar consolidar sua eleição para o Senado por Santa Catarina.
Ao perceber o bom desempenho nas pesquisas do senador Esperidião Amin (PP), candidato à reeleição, e o risco real de ficar de fora, ele decidiu partir para o ataque.
Em comícios, passou a falar da idade de Amin, do tempo em que ele está na política, e que ele votou mais com o PT no Senado.
Acabou dando palanque para Amin, político experiente, que assim reagiu: "Carlos, seu comentário me deixou feliz por um aspecto: é bom ver que você está em Santa Catarina".
Na seqüência, Amin aproveitou para chamá-lo para participar do debate nesta sexta-feira à noite, na NSC Tv. "Dê o ar de sua graça em um debate, pelo menos", escreveu.
Carlos disse em comício que "há um candidato de direita", se referindo a Amin, que votou a favor da reforma tributária e acompanhou o PT em 58% das votações.
Amin contraditou, afirmando que votou contra a reforma tributária e que 93% dos seus votos no Senado foram os mesmos que do senador Flavio Bolsonaro, que definiu como "meu amigo e nosso candidato a Presidente".
A decisão de Carlos de ir para o embate público contra Amin, politico respeitado em todos os setores, pode ser entendido como efeito do "sinal de alerta" ligado na sua campanha. Mas, pode produzir dois desdobramentos.
Primeiro, no comparativo entre os dois, ele pode se desgastar, perder pontos, e acabar consolidando Amin.
Segundo, pode polarizar a disputa entre os dois, e isso fazer subir os dois, deixando Carol de fora.
Enfim, uma jogada de alto risco.
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