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Flávio nos EUA e o comando da direita

A eleição "mais longa" da historia

Por Adelor Lessa 28/10/2026 - 16:09 Atualizado há 1 minuto
Flávio Bolsonaro deve seguir como líder do bolsonarismo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Flávio Bolsonaro deve seguir como líder do bolsonarismo | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro, mesmo morando nos Estados Unidos, deve liderar o bolsonarismo no Brasil. Mas, provavelmente perderá o protagonismo de toda a direita. O governador reeleito Tarcísio de Freitas deve a assumir a posição de comando da direita.

Se ficasse no país, com o cacife de praticamente 60 milhões de votos, e se dedicasse a liderar a direita, fazendo oposição ao Governo Lula e o enfrentamento ao STF, seria muito dificil tirar de Flávio o comando de toda a direita.

Distante, fica mais difícil.

Tarcísio de Freitas reconheceu o resultado, mesmo enfatizando as criticas do Governo e destacando equivocos, mas fez o discurso de "vida que segue, agora buscar um projeto de país".

Flávio, já nos Estados Unidos, se declarou presidente eleito e passou a trabalhar a tese do golpe.   

É a primeira divisão na direita.

O próprio partido de Flavio, o PL, reconheceu o resultado da eleição e não respalda suspeita de fraude.

Além disso, com a distância, tem mais espaço para discussão de problemas da campanha, especialmente no segundo turno.

No primeiro turno, a campanha de Flávio foi muito ativa, viva, dinâmica, propositiva. A ponto de surpreender a atropelar a campanha de Lula, que parecia seguro que iria vencer.

No segundo turno foi o contrário. A campanha de Flávio ligou o "já ganhou" e a de Lula foi para as ruas e para as redes, e colocou no campo jovens e idosos.

Flavio se dedicou a atrair apoio de candidatos que ficaram no primero turno, passou a tratar de mapeamento de ministérios e quando se deu a campanha de Lula estava formando um tsunami.

No primeiro turno, a campanha de Flávio descontruiu Lula. No segundo, Flávio foi descontruído pela campanha de Lula.

Tanto que pela primeira na campanha, Lula teve maior aprovação do que rejeição e o medo de volta dos Bolsonao ao poder foi maior que a continuidade de Lula.

Para completar o quadro, dois personagens tiveram participação destacada nas campanhas no segundo turno, produzindo efeitos distintos.

Pablo Marçal, na de Flávio. Janones, na de Lula.

Marçal puxou Flávio para baixo, Janones ajudou muito a catapultar Lula.

A eleição deste ano já é a mais longa historia, porque não terminou quando acabou.

E a campanha vai para a história como a de mais fraco conteúdo, mas a mais disputada e acirrada.

Foi uma campanha com dois turnos, que foram praticamente duas campanhas plebiscitárias.

Contra Lula no primeiro turno, e contra os Bolsonaro no segundo.

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