Flavio Bolsonaro manteve viés de alta das últimas semanas e passou Lula pela primeira vez na simulação de segundo turno.
Ainda estão técnicamente empatados, mas Flávio está numericamente na frente.
Assume a dianteira no momento em que todo candidato sonha virar o jogo - 20 dias antes da eleição.
Para brecar o crescimento de Flavio e reverter a tendência que está posta, Lula tem que entender rapidamente o que está acontecendo, identificar o que precisa fazer e agir.
Os movimentos estão sinalizando para uma nova onda, e se não agir rápido, pode virar um tsunami.
A ascenção de Flavio acontece ao mesmo tempo em que se agrava a crise no STF.
O desgaste com a bandelheira que está vindo à tona, e em especial do ministro Alexandre de Morais, está sendo debitada na conta de Lula.
A campanha de Flávio acertou o discurso e foi beneficiada pelos fatos novos.
A campanha de Lula não teve a capacidade de identificar o "temporal" que estava se formando e está com discurso fora de sintonia.
A propósito, a campanha de Lula não conseguiu perceber nem que aquele chapéu não tem nada a ver.
A segunda feira começou com duas pesquisas.
A primeira, da BTG Nexus, mostrou os dois embolados no segundo turno, mais ou menos como havia mostrado o DataFolha na sexta-feira. Lula 47 x Flávio 46. Empatados tecnicamente, com Lula numericamente na frente.
Horas depois veio a Quaest com o fato novo. Flavio na ponta pela primeira vez no segundo turno. Flavio 42 x Lula 40.
E amanhã vai ter a "sessão bomba" do STF.
Há fortes indícios que vai dar "pizza", que não vão julgar nada, nem ninguém.
E se for isso mesmo, pode piorar ainda mais a situação de Lula.
Mas, se ele não tem ingerência no processo, e é quem está pagando o pato, a sua campanha tem problema de "competência".
E tudo isso acontecendo na semana em que Lula e Flávio vão aterrissar em Santa Catarina. Os dois, no mesmo dia - 19, sábado.
Lula, em Florianópolis. Flavio, em Chapecó e Joinville.
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