O candidato do MDB a deputado federal pelo sul do estado, vereador Marcos Machado, de Criciúma, publicou em um grupo do partido, documento onde chama à reflexão sobre o caminho a ser seguido para a eleição de outubro, basicamente apoiar Jorginhio ou seguir com João Rodrigues, onde sinaliza para apoio ao Governador.
No final do texto, ele afirma: "Precisamos decidir se seremos protagonistas do que ajudamos a construir, somos governo e temos entregas junto com o governo, ou se seremos apenas o "voto de protesto" de quem já provou que não caminha conosco até o fim".
Marquinhos diz que está angustiado com o debate em curso no ambiente do partido, lembra citações do ex-governador Luiz Henrique e destaca a participação do parrtido no Governo Jorginho. "O governador Jorginho Mello tem mantido as portas abertas e atendido com presteza as demandas dos nossos prefeitos do MDB. É um canal de realização e serviço municipalista que não podemos ignorar", escreve.
Mais adiante, afrima que "o MDB não pode ser coadjuvante de uma briga de terceiros".
Abaixo, o documento que o vereador e candiudato a federal Marcos Machado fez publicar:
"Amigos do MDB, tenho refletido muito nos últimos dias e preciso compartilhar com muita racionalidade o que vem me angustiando:
Ao revermos estas palavras do nosso mestre LHS na convenção de 2014, é impossível não sentir o peso do "déjà vu". Naquela época, como agora, o MDB ocupava o coração do governo, gerindo secretarias vitais para Santa Catarina. A tese de Luiz Henrique era clara: a força do partido se mantinha pela presença na máquina, priorizando a estabilidade para fortalecer nossas bases de Deputados Estaduais e Federais.
Hoje, nos vemos em um labirinto. A mágoa pela escolha do Governador em preterir o MDB na chapa majoritária é legítima, mas a política, como diria Dom Quixote, nos prega peças: “As desgraças buscam sempre os que as merecem”. Será que merecemos repetir erros do passado buscando abrigo em quem já nos abandonou à própria sorte em 2018? O PSD, que hoje acena com promessas, é o mesmo que ontem nos deixou pelo caminho. Trocar uma aliança de governo por uma aventura baseada em um ressentimento pode ser o nosso moinho de vento.
O Evangelho de hoje (Jo 13, 1-15) nos traz a lição maior do Lava-pés. Jesus, sabendo de onde vinha e para onde ia, despiu-se do manto da autoridade para servir. Ele nos ensina que o verdadeiro poder está no serviço e na entrega. Se nos dividirmos agora, ignorando o exemplo de unidade e serviço, quem pagará a conta serão nossos candidatos a deputado, que ficarão sem um discurso claro diante de um eleitorado que não perdoa a indefinição.
Vale a reflexão: o Governador Jorginho Mello tem mantido as portas abertas e atendido com presteza as demandas dos nossos prefeitos do MDB. É um canal de realização e serviço municipalista que não podemos ignorar. A sociedade nos cobra agilidade, e o MDB não pode ser coadjuvante de uma briga de terceiros.
Reflitamos com a prudência de LHS: o que preserva o tamanho do MDB? O fígado ou a estratégia? Precisamos decidir se seremos protagonistas do que ajudamos a construir, somos governo e temos entregas junto com o governo, ou se seremos apenas o "voto de protesto" de quem já provou que não caminha conosco até o fim".
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