O comando de greve dos professores da Afasc sepultou a possibilidade de acordo e bateu o pé no pagamento do piso nacional.
Na prática, isso representaria, pelos calculos da Afasc, um aumento de mais de 60%.
Pelo contrato que a Afasc tem com a prefeitura para gestão das creches não tem receita para tamanho incremento nas suas contas.
Sem possibilidade de acordo, o caminho projetado pelos professores é a greve.
A prefeitura, que não é parte no processo, já fez uso da sua condição de contratante da Afasc e a notificou.
Exige o cumprimento do contrato,o que implica na garantia de continuidade dos serviços.
O impasse, como está, vai levar inevitavelnente a discussão para a Justiça.
Primeiro, e de imediato, a Afasc vai protocolar pedido de liminar para evitar a paralisação dos serviços.
Num segundo momento, deve judicializar o dissídio.
A rigor, a judicialização não interessa para um lado, nem o outro. Porque ninguém pode prever em quanto tempo vai sair decisão, considerando todos os recursos possiveis, e muito menos o que virá de lá, pelo entendimento dos Juízes que vão tratar do processo.
Mas, não restará outro caminho, diante das circunstâncias.
Detalhe importante - o contrato da prefeitura com a Afasc encerra em dezembro. O impasse de agora, e uma possivel greve, ou mesmo a judicialização, pode levar à antecipação do encerramento do contrato para definição de uma nova gestão, ou de uma modalidade diferente de contrato de prestação de serviço e gestão das creches.
Enfim, previsão do que vem pela frente neste caso, nem Márcio Sônego resolve ..
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