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Mazola e um dia para esquecer: "vamos falar a verdade"

Os muitos problemas do Criciúma nos 3 a 0 para o CSA fazem treinador reforçar o discurso da meta dos 45 pontos para fugir do rebaixamento
Denis Luciano
Por Denis Luciano 25/08/2018 - 19:20Atualizado em 25/08/2018 - 19:25

Uma derrota difícil de explicação essa por 3 a 0 para o CSA? Talvez nem tanto. Ocorre que o Criciúma tem o seu campeonato, que é um. E o CSA tem outro, que é o da briga pelo acesso. Basta olhar a tabela e ver a diferença de 15 pontos entre os times. Por essas e outras que o técnico Mazola Júnior voltou a apelar ao choque de realidade no Campeonato Brasileiro.

"Para que a gente pare com essa conversa de G-4. Não estamos aqui para enganar ninguém. Vamos falar a verdade. Já que não conseguimos vitória no começo do returno, caímos na mesma realidade do turno, praticamente com o mesmo grupo, vamos reinventar o nosso sistema de marcação para que pare de tomar gols, colocar os pés no chão e assumir o nosso grande objetivo que são os 45". Mais claro, impossível.

Sobre o jogo em Maceió, Mazola não escondeu o seu descontentamento. "Dificil explicar uma situação dessa. Não competimos, pouco agressivos ao marcar e jogar. Um dia para esquecer aqui". Ele fez duas substituições no intervalo. "As duas substituições foram porque não conseguíamos jogar nem marcar". Ele elogiou a entrada do estreante Patrick. "Gostei da entrada do Patrick. Não vai resolver o nosso problema mas gostei da entrada dele".

O treinador não deixou de opinar sobre Vitor Feijão e Elvis, sacados para as entradas de Joanderson e Patrick. "Feijão estava mal, totalmente disperso. Elvis, muito mal, tentamos, fizemos trabalho diferenciado, tem dificuldades de jogar duas em alto nivel".

O lateral Carlos Eduardo não atendeu às expectativas do técnico tricolor. "Não. Mas não adianta crucificar nem fazer marquetagem toda. Não esteve bem mas tem o direito de não estar bem. Pegou um atacante de qualidade. Não vamos crucificar o menino não. Tem trabalhado e evoluído bastante. Se tem algum culpado da escalação sou eu".

Mas... marqueetagem? Eis o novo rótulo de Mazola para designar, neste caso, o lobby pela entrada de Carlos Eduardo na equipe. "Eu também gosto de valorizar, mas tomar cuidado para não supervalorizar demais. Não jogar responsabilidade demais. Pressão está muito grande. Não vamos achar que a base vai ser solução"

Zé Carlos deixou o campo dizendo que "tem jogador achando que é craque". Foi além, afirmando que "faltou concentração na defesa" e que "a bola não chegou", em uma crítica ao meio de campo. "Não costumo falar com os jogadores no vestiário depois do jogo. Jogador muitas vezes sai com cabeça quente, Zé é daqui, desabafou, a gente conhece o perfil dele, o grupo também conhece, vamos gerir melhor essas situações".

Mazola fez uma interessante definição sobre o que, para ele, é o "grande erro" do Criciúma. "Antes se achava que tinha se montado um grupo para subir. Aí foi o grande erro. Quando recuperamos os pontos que recuperamos, contra equipes do nosso campeonato, e é bom não iludir mais o torcedor, o nosso campeonato quando jogamos contra os mais qualificados não ganhamos. Vamos inverter esse discurso e pensar nos 45 pontos para que todo mundo caia na realidade".

E reforços? Estão sendo especulados os nomes dos atacantes Ortigoza, do Náutico, e Giovani Gomes, do Pelotas. Sem entrar no porém dos nomes, Mazola não deixa de esconder a necessidade de contratar. "Não adianta bater nessa tecla. Todo mundo sabe. Está claro, tudo muito visto. Uma coisa é isso, outra coisa é o clube ter condições de honrar com seus compromissos. A diretoria está trabalhando, se esforçando, os grandes nomes da Série B e Série A custam muito mais do que valem, então temos que tomar cuidados de ficar cobrando contratação pois não temos como fazer grandes mudanças no plantel. Não foi feito até agora. Não será feito até o fim das inscrições". As inscrições terminam no dia 10 de setembro.

Pouco tempo até o próximo jogo. Terça o Criciúma pega o Guarani às 19h15min no Heriberto Hülse. Ouça a entrevista de Mazola aos colegas da Rádio Eldorado no podcast abaixo.

 

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