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Tragédia no Ninho do Urubu e o “Efeito Kiss”

Arthur Lessa
Por Arthur Lessa 13/02/2019 - 18:43Atualizado em 13/02/2019 - 18:43

Demorou menos que uma semana para que a tragédia que vitimou 10 garotos da base do Flamengo, na última sexta-feira (8), desse início a um processo de pente fino nas instalações dos clubes de futebol de todo o país, independente do tamanho.

Exemplos são vários, como em Minas Gerais, onde nem Cruzeiro, nem América-MG contam com os documentos necessários para o pleno funcionamento de seus alojamentos para as categorias de base.

No Rio de Janeiro, onde aconteceu a tragédia, a Polícia Civil interditou o alojamento das categorias de base do Botafogo no Estádio Caio Martins, em Niterói, por conta de rachaduras nas paredes e fiação elétrica inadequada no local.

Vale lembrar que, pelo que avançou até o momento a investigação, um curto-circuito é o provável causador do incêndio no Ninho do Urubu.

Há casos ainda em investigação, como o Corinthians e o Palmeiras, que tem imóveis externos à estrutura própria dos clubes para abrigar os jovens da base. Essas casas vão passar por inspeção da Prefeitura de São Paulo e do Ministério Público do estado.

O próprio Centro de Treinamento do Criciúma deve receber atenção especial nesses dias, seja pela prefeitura, seja pelos bombeiros ou outro órgão responsável.  que seja vistoriado na minúcia.

Tendo algum problema, que seja corrigido em tempo. Não havendo, parabéns à gestão. Mas que tenhamos a certeza.

O que está acontecendo com os clubes de futebol em 2019 aconteceu com os “clubes noturnos” em 2013, no muitas vezes mais fatal incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. Fato inclusive, que coincide com o caso recente na presença do fogo e dos gases tóxicos da espuma de isolamento.

Logo depois da Kiss, o mesmo pente fino foi realizado. Investimentos foram feitos nas casas noturnas, materiais foram trocados, novas saídas foram abertas. Alterações que eram realizada de maneira quase compulsória, já era se adequar ou fechar.

Seis anos depois, ainda que com menos ímpeto, a exigência segue maior que antes da Kiss. Eventos de todo tipo, incluindo shows musicais da própria Som Maior FM sofreram alterações de cenário e decoração em prol da segurança anti chamas.

A torcida é para que o mesmo aconteça com as estruturas que abrigam estes garotos, alguns mal entrando na adolescência, “se jogam” na estrada, a milhares de quilômetros de casa, e se aventuram em busca do sonho de jogar futebol profissional e alcançar, além do sucesso, a condição de dar conforto à família.

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