Passados 60 dias desde a liquidação do Banco Master, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) finalmente confirmou a conferência da lista de investidores afetados e liberou o sistema de pedidos de restituição. São mais de 1,6 milhão de investidores atingidos pelo caso e que receberão até R$ 250 mil de volta pelo FGC, mas muitos estavam acima desse limite e perderam anos de economias.
Para os investidores que tem dinheiro a receber do FGC, eu expliquei o processo de pedido num texto anterior, que você pode encontrar aqui: Meu dinheiro estava no Banco Master. Como recupero?
Além disso, você pode conferir mais detalhes nessa matéria do 4oito.
Mas nesse texto eu quero te provocar a pensar no que deve acontecer a partir de agora. Que lição pode (e deve) ser apredida desse caso?
Questão de prioridades
A quebra do Banco Master é envolta em polêmicas e denúncias de fraudes bilionárias, mas atingir mais de 1,6 milhão de investidores é efeito de um esforço comercial intensivo e que ilustra de maneira gritante o caráter perverso do modelo comissionado (chamado de comission based) de assessores de investimento.
Ao oferecer comissões muito acima da média de mercado para a distribuição dos seus CDBs, o Master estimulava os profissionais responsáveis pela orientação de investimentos dos clientes a "esquecer" o risco altíssimo que os investidores estavam assumindo e oferecendo o produto como "extremamente seguro" por ser renda fixa.
Um profissional minimamente competente sabe que o conceito de que toda renda fixa é segura é falso. E, sabendo disso, se for minimamente ético, deixará claro a que nível de segurança cada investimento está sujeito.
Acontece que, quando a remuneração serviço é ditada diretamente pelo produto investido, sendo normalmente mais alta para aqueles de maior risco e/ou menor qualidade, o prioridade sai do cliente e se volta ao assessor. Tem profissionais que se rendem mais ou menos à tirania da comissão, mas nesse modelo as pressões vem também de cima, o que torna a isenção insustentável.
Não é um problema individual de profissionais. É um problema de modelo. E quando modelo é sujo, o resultado nunca é limpo.
Questão de confiança
E sob a pressão desse conflito de interesses normalmente desconhecidos do publico, muitos profissionais são vistos por investidores como "portos seguros", como pessoas de confiança que tomarão as melhores decisões para o dinheiro suado do investidor. Mas, se fosse assim, não teriamos tantos Masters, COEs e afins dominando carteiras por aí.
Estar entre os 1,6 milhão de investidores atingidos pelo Master é um sinal de que, provavelmente, você está sendo assessorado por alguém que é guiado pela comissão. E, sendo guiado pela comissão, coloca os próprios interesses a frente da segurança do dinheiro do cliente.
Sim, o FGC vai pagar. Sim, você vai receber de volta parte do investimento (já que não rendeu nada desde o dia 18/11). Mas o caso é sintomático. Você manteria um motorista que dirige de maneira perigosa o seu carro só porque o seguro paga um novo em caso de um acidente?
Tendo isso em mente, a pergunta que eu te faço, leitor, é a seguinte: se alguém te colocou nesse risco, você vai confiaria de novo o seu dinheiro a essa pessoa?
Parece uma pergunta simples e de resposta óbvia, mas provavelmente você está nessa situação e não tinha levantado essa questão.
O modelo confiável
Juntando os pontos levantados antes, podemos resumir que: investidores do Master são clientes de assessores (ou semelhantes) que colocaram "ganhar mais" acima de "proteger o patrimônio do cliente". Farinha pouca, meu pirão primeiro.
Para corrigir o problema, é preciso eliminar o fato gerador: a comissão.
Eliminando a comissão, que diferencia um produto de outro, o profissional perde o incentivo de usar o dinheiro do cliente em benefício próprio. E, sem esse incentivo, o que resta é entender o que é melhor para o investidor e atender essa demanda da maneira mais eficiente, ética e segura que for possível.
Esse modelo existe nas consultorias de investimento, é o que adotamos desde a fundação da API Capital, e é o que mais tem crescido no Brasil por ser o mais benéfico ao investidor. Nesse modelo, chamado de fee based (baseado em taxa), o consultor é remunerado pelo valor que gerencia, não pelos produtos que escolhe para esse patrimônio.
Se o investimento for todo em small caps (risco alto) ou títulos públicos (risco baixíssimo), a remuneração do consultor é a mesma. Além disso, como não recebe comissão por operação realizada, é incentivado e criar carteiras eficientes e que necessitem de poucas mudanças. E as comissões, quando geradas, voltam ao cliente como cashback.
Conflito zero. Alinhamento total com o investidor.
Invista melhor
Então, estando ou não entre as vítimas do Banco Master, se você quiser ter certeza que seu dinheiro está bem investido, seguro e trabalhando para os seus objetivos de vida, conheça a conheça a API Capital Investimentos pelo WhatsApp (48) 99119-4386 ou ou me chame pelo Instagram @oarthurlessa.
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