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Unesc no Centro Cultural e outras da coluna

Universidade pode ser a solução para gestão do Centro Cultural com a iniciativa privada
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 15/12/2018 - 07:05

O governo do prefeito Clésio Salvaro (PSDB) protocolou, nesta sexta-feira, na Câmara de Vereadores, poucas horas antes da grande festa de reinauguração, o projeto de lei para terceirização da gestão do Centro Cultural Jorge Zanatta. Deve ser aprovado sem maiores resistências na sessão extraordinária de terça-feira.

O projeto é coerente com um modelo adotado pelo governo.

Já foi terceirizada a gestão da UPA da Próspera, do centro de eventos, da rodoviária será assinada até terça-feira, já estão sendo encaminhados procedimentos para fazer com os terminais do sistema integrado de transporte coletivo, do Parque das Nações e do Parque do Imigrante.

É evidente que o caso do Centro Cultural é diferente em alguns pontos. Principalmente porque o seu papel deve ser de fomento à cultura da cidade, organização de oficinas, e estímulo/envolvimento da juventude. A exploração comercial pura e simples pode não ser suficiente (e provavelmente não será).

Será necessário fazer uma condução diferente, com inserção da iniciativa privada, via leis de incentivo à cultura e outras possibilidades.

A Unesc tem todas as condições de fazer essa interface.

Trânsito na iniciativa privada/setor produtivo, profundo envolvimento com a cultura, e estrutura montada (com grupo de trabalho competente) para aproveitar os benefícios das leis de incentivo à cultura.

Por fim, a Unesc não visa lucro. Ela é universidade comunitária.

Então, não vai ganhar dinheiro com a cultura. Vai movimentar o Centro Cultural, reinvestindo o que for apurado de recursos.

A Pinacoteca de São Paulo é um exemplo a ser seguido (e copiado). Funciona 100% com recursos repassados por empresas privadas, via projetos culturais.

Importante registrar - nunca tratei do assunto com a reitora Luciane Ceretta, nunca ouvi uma palavra dela a respeito, e não sei o que ela pensa sobre isso.

Mas, conhecemos todos a Unesc, e sabemos do crédito que tem na sociedade, a sua capilaridade, e o quanto é forte na ação cultural.

E quando ouvi do prefeito Salvaro a sua decisão de repassar a terceiro a gestão do Centro Cultural, logo imaginei que tudo aquilo tem muito a ver com a Unesc.

O resgate

Ficou muito bonito o Centro Cultural, a festa de reinauguração foi bem feita, as homenagens mais do que justas.

Melhor presente de Natal para a cidade.

Um prédio histórico que foi recuperado, literalmente levantado dos escombros, e foi devolvido aos operadores do movimento cultural.

Sem dúvida alguma, um marco para a cidade.

Os nomes

A importância do Centro Cultural, e a sua inserção na história da cidade, pode ser avaliada pela lista de nomes ligados aquele prédio, em momentos distintos, por situações completamente diferentes.

Começando pelo grande Pedro Benedet, chegando ao “seu" Jorge Zanatta, e passando pelo Dr. Manif, Vânio Faraco, Carlinhos Ferreira, Dr. Henrique Packter, Edi Balod, Eduardo Moreira, e mais a Liliani, a Sayonara, o Clésio Salvaro, entre muitos e tantos outros.

Reconhecimento

Há que ser destacado (reconhecido) o papel do prefeito Clésio Salvaro.

Pegou o prédio em ruínas, foi atrás de recursos, e gastou muita gasolina e sola de sapato, levou muito chá de banco (porque arrancar dinheiro para a cultura é sempre muito difícil), mas conseguiu.

Outros gestores públicos diziam que não dava para recuperar porque o imóvel não era do município, e tinha uma confusão jurídica/legal impossível de vencer/resolver.

Salvaro pegou para si, foi onde tinha que ir, insistiu, não desistiu nos primeiros “não”, e resolveu.

O primeiro

Logo que assumiu, em 2017, Salvaro já recuperou um outro prédio histórico que estava em ruínas. A sede da Prefeitura.

Parcialmente destruído por dois incêndios, ficou dois anos abandonado. Nem os tapumes tinham a manutenção adequada.

Com apoio da iniciativa privada e repasses dos governos do Estado e Federal, Salvaro reconstruiu o Paço e levou a Prefeitura de volta para sua casa.

Memorial do carvão

O prefeito Salvaro está decidido a viabilizar o memorial do carvão.

Já está tratando do assunto com autoridades federais, principalmente do antigo DNPM.

O projeto faz sentido, na medida em que o carvão está efetivamente ligado ao crescimento da cidade.

Na educação

O governador eleito Comandante Moisés recebeu, nesta sexta-feira, o diretor do Instituto Ayrton Senna, professor Mozart Neves Ramos, e o ex-presidente da Fiesc, hoje diretor da Confederação Nacional da Industria, Glauco Côrte (foto).

A pauta do encontro foi educação.

Na coluna de sexta-feira foi registrado que Mozart Ramos estava no radar do Comandante Moisés para o comando da Secretaria de Educação.

Depois do encontro, Glauco Côrte, que marcou sua gestão da Fiesc pelo enfoque na educação, entrou na lista de possibilidades para a pasta.

Mais um

Comandante Moisés anunciou Maria Elisa da Silveira de Caro para a Secretaria de Desenvolvimento Social, que atualmente é ocupada pela criciumense Romanna Remor. Maria Elisa tem atuação na Secretaria de Estado da Segurança Pública. Também trabalhou com o deputado Valmir Comin (PP) quando esteve secretário de Assistência Social no ano passado, além de atuação em diversos órgãos ligados à assistência social.

A vitória de Guidi

A volta do deputado criciumense Ricardo Guidi (PSD) é mais importante do que apenas uma conquista pessoal (que ele fez por merecer).

A garantia de que ele vai assumir na Câmara, devolve força à Criciúma, no momento em que o protagonismo político no Sul do estado está sendo assumido por Tubarão.

Criciúma volta a ter três deputados federais.

E Guidi ainda representa a renovação.

Eleição

Na segunda-feira, a Câmara de Vereadores de Içara vai eleger novo presidente.

O acordo que existe na base do governo do prefeito Murialdo Gastaldon (que tem 12 dos 15 vereadores) prevê que o presidente seja do MDB.

Mas, no MDB não tem entendimento em torno de um candidato. Tem quatro em “campanha”.

Prefeito Murialdo garante que não vai se envolver a favor de nenhum deles.

Diz que só está fazendo apelos para que, mesmo com disputa interna, não se permita racha na base do governo.

Para 2019

A inauguração da rodovia Ivane Fretta Moreira, em Tubarão, não poderá ser inaugurada neste ano pelo governador Eduardo Moreira. A nova estrada leva o nome da esposa falecida de Moreira. Na sexta-feira, uma equipe do Governo do Estado esteve em Tubarão para explicar os motivos da não conclusão da obra e a explicação foi o excesso de chuvas.

Garantia

Eduardo Moreira não pode estar presente por motivos particulares, mas encaminhou um vídeo garantindo que já conversou com o Comandante Moisés e explicou a importância da conclusão da obra para toda a região de Tubarão.

Eleição na Fecam

Está programada para 15 de janeiro a eleição para a diretoria da Federação Catarinense dos Municípios (Fecam). Pelo acordo, 2019 é o ano do PP e o prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, é um dos mais cotados. Pela Amrec, os prefeitos indicaram os nomes de Ademir Magagnin (PP) de Cocal do Sul e Jaimir Comin (PP), de Treviso, para compor a chapa ou no conselho executivo ou fiscal. O presidente da Amrec, automaticamente, faz parte do conselho deliberativo da entidade.

4oito

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