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Prefeito evita greve, mas todos continuam insatisfeitos

Transporte coletivo de Criciúma precisa ser reinventado

Por Adelor Lessa 18/04/2026 - 06:43 Atualizado há 2 horas

Qualquer relaçao, qualquer negócio, qualquer sociedade, quando todos estão insatisfeitos, o fracasso é logo ali.

É relação está falida, que precisa tem ser reavaliada, reinventada.

É o caso do sistema de transporte coletivo de Criciúma. Hoje, todas as partes estão insatisfeitas. Empresas, usuários e poder público.

A bomba da hora, foi contornada. O prefeito Vaguinho, diante de uma greve iminente dos trabalhadores no transporte coletivo, convocou as empresas e chamou para sí o assunto. Vai a partir de agora pilotar as negociações.

Para garantir que as empresas vão fazer os pagamentos no prazo e acalmar os trabalhadores, acordou que vai antecipar o subsídio de dezembro (a prefeitura paga subsidio mensal de r$ 500 mil para as empresas).

Além disso, definiu com a Agencia Reguladora que o estudo completo sobre o ajuste tarifario será entregue em até 40 dias (a Agencia queria entregar em 90 dias).

O ajuste foi incluido no contrato de concessão para as empresas assinado no mandato passado.

Depois do estudo completo e conclusivo da Agência, a prefeitura vai começar a discutir como pagar.

A conta deverá ficar, como previsto, em torno de r$ 20 milhões.

Afinal, se o estudo apresentado na reunião de ontem no Conselho Municipal de Transportes, considerando somente até março de 2025, passava de r$ 15 milhões, é possível deduzir que adicionar mais um ano vai levar a conta para a casa dos r$ 20 milhões.

Independente disso, e antes disso, hoje as empresas alegam operar no prejuizo e querem que o subsídio de r$ 500 mil ao mês seja elevado para r$ 1,5 milhão para equilibrar receita/despesa.

É preciso colocar a bola no chão, ou na mesa, e repensar o jogo.

No governo de Eduardo Moreira como prefeito de Criciúma, década de 90, o transporte coletivo estava em crise.

Foram recrutados técnicos de Brasilia e do centro do país, especialistas no assunto, especialmente Severino da Silva, um craque no assunto.

Eduardo pediu que fosse feito na cidade algo semelhante do que tinha visto em Genebra, na Suiça, quando era deputado.

Fabio Carpes pilotou o processo e foi criado o sistema integrado de transporte coletivo. Foi inaugurado em setembro de 1996. Uma revolução. Virou case nacional. Foi copiado e levado para várias cidades.

Foi construido o terminal central, os terminais do Pinheirinho e da Próspera, e foi implantado um novo modelo. Foi um sucesso.

Usuários, empresas, gestores públicos, todos satisfeitos.

Funcionou até agora. Mas, venceu. Exauriu!

O momento, o ambiente, está indicando a necessidade de uma nova "revolução". 

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