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Novo tempo, eleições da Câmara e outras da coluna

Não foram as redes sociais que definiram a eleição para Bolsonaro e Moisés
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 11/12/2018 - 06:51

Jair Bolsonaro afirmou ontem, depois de ser diplomado presidente: 
"As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes”.
Estava se referindo, evidentemente, à comunicação direta feita por meio das redes sociais durante a eleição. Foi, sem duvida, o fato novo mais importante.
As redes sociais facilitaram o contato, diminuíram distâncias, eliminaram processos e deram voz a todos, e a todas as teses. 
Há uma tese pós-eleição, inclusive, creditando às redes sociais as vitórias de Jair Bolsonaro e do Comandante Moisés.  
Mas, parece simplista demais tal raciocínio.
Porque antes das redes sociais, o que pesou foi o sentimento de indignação do cidadão com a lama geral da corrupção, e a decisão de mudar de verdade.
Tudo isso pela Lava Jato, que colocou poderosos na cadeia, e foi à fundo, abrindo caixas pretas, sob comando do juiz Sergio Moro, e o trabalho/empenho da policia federal e ministério público.
Com tudo exposto, os maços de dinheiro amontoados, tantos zeros nos valores roubados, o eleitor foi para as urnas com muita raiva.
E deixou claro que não queria a volta do PT ao poder no país, nem o sucesso dos petistas no estado, porque se sentiu traído (e roubado), mas também rejeitava outros “enrolados” em falcatruas no poder.
Isso é que fez engordar a preferência por Bolsonaro e permitiu a Moises surfar na onda. 
Porque Bolsonaro se colocou fora da lama, e teve a capacidade assimilar (e assumir) o discurso da voz das ruas (como Trump fez nos EUA).
Moisés não era conhecido no estado, mas não tinha nada que desabonasse a sua conduta e estava no time do 17. Como um candidato pagou a conta do petismo, o outro não decolou porque era ruim demais (não convenceu) e o terceiro bateu no seu próprio teto, a porta escancarou para Moisés.
Agora, feitas as mudanças, o que o cidadão/eleitor espera, mais até do que ajuste na economia e outras ações importantes, é que não sejam fieis 100% ao principal fato motivador da eleição. Tolerância zero com a corrupção.
Não roubar e não deixar roubar (compromisso que o PT assumiu, mas não cumpriu). Não ser leniente com o ilícito e o indevido. E não deixar nenhuma dúvida.
E as redes sociais, continuarão cumprindo o papel que lhes cabe.

Muitos militares!

Tem muitos incomodados com militares demais nos dois futuros governos, de Bolsonaro e Moisés.
Mas, são militares em governos civis.
Não se trata de governo militar, ou ditadura.
Porque ditadura, seja civil ou militar, é sempre muito ruim, condenável.
Em governos civis, os militares nomeados terão que corresponder, serão avaliados, e podem ser substituídos, se for o caso.

Parcelar é preciso

O adiamento da votação do projeto de parcelamento da divida do município com o CriciumaPrev vai permitir mais uma ou duas rodadas de negociação, ou pelo menos mais conversas.
Nada vai mudar, no entanto, em relação ao objetivo principal, que é o parcelamento em 60 meses da divida de r$ 48 milhões.
Porque o município precisa formalizar o parcelamento ainda em 2018, para ter certidão negativa de débito na abertura de 2019, para ficar em condições de viabilizar operações importantes para a cidade, como os empréstimos do Fonplata e da Caixa.
Agora, se o projeto tivesse sido votado ontem, hoje os vereadores já poderiam começar a tratar do que é mais mais grave e preocupante em relação ao CriciumaPrev, que é a necessidade de mudar a regra vigente para recompor o deficit atuarial do fundo. Isso é uma bomba relógio, que explodirá em poucos anos, se nada for feito.
A discussão a respeito tem que ser encaminhada o quanto antes, de forma responsável, sem demagogia, sem jogo para torcida.

A segunda chapa

Nada é sem emoção na câmara de Criciúma. Quando tudo parecia encaminhado para eleição por aclamação do vereador Miri Dagostim (PP) para presidente, hoje, foi inscrita uma segunda chapa, liderada pelo vereador Dailto Feuser (PSDB).
Salvo alguma surpresa, Miri tem os votos do "grupo dos nove”. É a maioria. Eleição definida.
Eles estão apostando numa dissidência no "grupo dos nove”.
Mas, correm o risco de não conseguir nem os oito votos que estão foram do grupo dos nove.

Clesio pode pagar

A chapa liderada por Feuser é composta por vereadores do PSDB e PSD, os dois partidos oficiais do governo. PSDB de prefeito Salvaro, e PSD do vice, Ricardo Fabris.
Os vereadores do grupo dos nove, no entanto, são muito ligados ao governo, e próximos do prefeito. Mais até que alguns do PSDB e PSD.
Mas, se a chapa de Feuser surpreender e levar a eleição, a “conta" pode sobrar para o prefeito.

Dois nomes

Mais dois integrantes da equipe de governo do Comandante Moises. André Mota Ribeiro, funcionário de carreira, é o secretario adjunto da saúde, e o professor Luiz Felipe Ferreira, da UFSC, coordenador do grupo de transição, será o chefe da Controladoria Geral do Estado (estrutura nova criada na reforma administrativa).

Com Bolsonaro

Moisés será recebido hoje em Brasília pelo futuro presidente Jair Bolsonaro.
Vai tratar da divida do estado.
Ontem, o governador eleito fez visita de cortesia ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Silvio Dreveck (PP).

Facilitar vida do estudante

Hoje, os estudantes de Criciuma podem fazer apenas uma operação de compra de credito para alimentar o cartão para o transporte coletivo. Quando não tem todo o dinheiro no início do mês, e só consegue comprar a metade, por exemplo, vai ter que encontrar forma alternativa de se locomover porque não pode fazer uma recarga.
Para acabar com isso, o vereador Marcos Meller (PSDB) fez aprovar indicação ontem na câmara para que o prefeito Salvaro baixe decreto permitindo mais de uma carga, até completar o total da sua média/mês.

Prestigiado

Posse de Nicola Martins na presidência da Fundação Municipal de Esportes lotou o salão Ouro Negro da prefeitura. Ele mostrou prestígio.
Estavam o prefeitos, vice-prefeitos, Vereadores, empresários, técnicos e atletas da fundação.

Novas idéias

Os candidatos a presidente e vice da Cooperaliança,  Julio De Luca (diretor do Hospital São Donato) e o empresário Marcelo Giassi, apresentaram ontem planos inovadores para a cooperativa. 
Eles consideram essencial combater a dívida da cooperativa e uma das principais estratégias  é diversificar os serviços oferecidos, incorporando outros tipos de negócio, como plano de saúde e criação de startups para desenvolver tecnologias de ponta.

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