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Governador não pode deixar dúvidas no ar

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 29/04/2020 - 19:49Atualizado em 30/04/2020 - 07:49

Eu estava na estrada, voltando de Braço do Norte, quando me avisaram que o governador Carlos Moisés faria um pronunciamento, às 12h30, sobre o caso dos r$ 33 milhões.

Parei para ouví-lo.

Imaginei que ouviria o Governador com a indignação do cidadão contribuinte, e que anunciasse medidas duras para matar o assunto.

O que fazer para isso?

Não tinha idéia.

Mas, imaginei que 24h depois de a bomba explodir, ele saberia bem o que fazer para retirar esse "tumor" do corpo do seu governo.

Mas, não foi nada disso.

Fez um pronunciamento meio solto, com anuncios de auditoria e algumas providências burocráticas. Nada impactante.

Frustrou a expectativa.

Horas depois, a Assembléia Legislativa criou a "CPI dos Respiradores", para apurar as circuntâncias em torno dos r$ 33 milhões pagos de forma antecipada, sem entrega dos equipamentos.

O que foi dito, e sustentado, pelos deputados durante a discussão do requerimento da CPI foi de arrepiar.

Suspeitas e duvidas foram lançadas. E o que era ruim, ficou pior.

Os deputados ainda aprovaram uma "recomendação" para o Governador afastar do cargo o secretário de saúde, Helton Zaferino.

Ai, veio a coletiva do final do dia.

Confabulei cá com meus botões - "agora, vai!".

Até a líder do governo na Assembléia, deputada Paulinha, havia assinado e ajudado a aprovar o pedido de CPI.

Mas, o Governador veio falando dos números do coronavírus no mundo, estatísticas, comparativos, dados do país e do estado.

Tratou lateralmente o caso dos r$ 33 milhões. Isso é perigoso.

Agora à noite, veio a decisão da Justiça determinando o bloqueio dos R$ 33 milhões da conta da empresa Veigamed Material Médico, contratada pelo Governo de Santa Catarina para a entrega de 200 respiradores.

Para o Governo, não é bom que o Judiciário dê solução para um caso assim. Governador Moisés é quem tem que resolver.

Ele foi perfeito no arremate do caso do hospital de campanha. Porque teve atitude.

O caso de agora é muito pior e ameaçador. Porque lá (no caso do hospital) não teve dinheiro liberado, nem pagamento feito.

É preciso ter atitude.

 

 

 

 

 

 

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