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Depois do tsunami, a troca no comando dos partidos e outras da coluna

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 30/10/2018 - 06:10Atualizado em 30/10/2018 - 08:54

A derrota imposta aos principais partidos do estado pelo tsunami eleitoral deve levar a troca dos seus comandos. Em alguns casos, por entendimento/consenso. Em outros, com disputa.

O processo já foi deflagrado logo depois do primeiro turno, e está em curso. Políticos do sul estão diretamente envolvidos.

No MDB, o presidente da executiva estadual, deputado Mauro Mariani, que impôs sua candidatura ao governo e não conseguiu chegar no segundo turno, tomou a iniciativa de jogar a toalha e pedir para sair. Passa o bastão em dezembro. Ele teve humildade para percebeu que sua capacidade de comando se esvaiu depois do “vexame eleitoral”. 

O governador Eduardo Moreira, ex-prefeito de Criciúma, é candidato à presidente e está trabalhando para isso.

No PSDB, o deputado Marcos Vieira, presidente estadual, não demonstra interesse em deixar o cargo, mas existem articulações fortes para isso, em função da derrota do partido nas urnas.

O PSDB tem hoje dois senadores e dois deputados federais, mas no próximo mandato só terá uma deputada federal. A criciumense Geovania de Sá, reeleita com o dobro de votos da eleição anterior.

Ela é candidata a presidente e trata do assunto com o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes.

No PP, a direção apostou todas as fichas na aliança com Gelson Merisio, PSD, e se deu mal. O partido encolheu na eleição. 

Ademais, os deputados que estão no comando do partido e disputaram a eleição, ficaram na estrada (como Valmir Comin).

O deputado federal Jorge Boeira, que não disputou reeleição, pode se apresentar para liderar o processo de reestruturação do partido. Mas, terá que vencer a resistência da “velha guarda”.

O PSD, presidido por Gelson Merisio, também sai da eleição derrotado, menor, e dividido. 

Merisio teve a maior derrota de toda a historia de Santa Catarina numa eleição para governador pelo voto direto.

É inevitável, o questionamento à sua liderança e às condições políticas para seguir no comando do partido.

A sucessão deve passar pelo deputado eleito Julio Garcia, seu desafeto, que foi o mais votado do partido e na aliança.

Se Julio não for o novo presidente, deve participar da decisão de quem será.


Barrados

Entidades respeitadas, reconhecidas e com bons serviços prestados, como Nossa Casa, Casa Guidi e Bairro da Juventude, não conseguiram aprovar seus projetos no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente para uso de verba do FIA (Fundo da Infância da Adolescência).

Na mesma reunião, o Conselho aprovou dois projetos da Afasc.

A presidente da Associação Nossa Casa, Isabel Cristina Feijo, contrariada com o Conselho, registou: “As entidades vão recorrer dessa decisão inusitada e um tanto suspeita”.


A transição por acaso

O Comandante Moisés procurou o governador Eduardo Moreira para falar da sua segurança pessoal depois da eleição, até a posse. Mas, o governador aproveitou para dar inicio ao processo de transição de governo.

Os dois se reuniram por quase quatro horas. Sem testemunhas. E acertaram efetivamente o inicio da transição para hoje.

Um espaço será colocado a disposição do governador eleito e sua equipe no ambiente do centro administrativo.


Marqueteiro

A campanha do Comandante Moisés na televisão teve a digital de um publicitário de Criciúma, que assinou campanhas eleitorais em Criciúma nos últimos 20 anos. Beto Soares.

Ele integrou a equipe liderada pelo publicitário Sergio Caldara.


Com Paulo Guedes

O deputado federal eleito Daniel Freitas (PSL) vai levar o governador eleito Comandate Moisés para reunião com o futuro ministro da economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, até quinta-feira.

Encontro ficou acertado ontem, durante reunião de Daniel com o futuro ministro, no Rio.


Com Maia

Daniel Freitas também esteve ontem no Rio com o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia (DEM), que está em campanha para continuar no cargo. 

Maia pediu o voto de Daniel, que comunicou que vai seguir orientação do partido.


Dois recados

O Comandante Moisés disse ontem na rádio Som Maior que deputados serão deputados e que Lucas Esmeraldino tem a difícil missão de tocar o partido.

Deu a entender que não vai chamar deputados para o governo, nem Lucas Esmeraldino.

Lucas é de Tubarão, ex-vereador, presidente estadual do PSL, quase eleito senador e responsável por sua candidatura ao governo.


Eleição e o queijo

Julio Scussel, de Sideropolis: 

"Pode-se comparar a eleição estadual às criações disruptivas que acontecem atualmente com a tecnologia. Num dado momento estão todos avançando numa direção e, de repente, vem alguém e arrasa com tudo. 

A derrota de Mauro Mariani e Merisio tem a ver com o que aconteceu com a indústria tradicional de celulares, nas quais todos produziam aparelhos pequenos e com teclas. De repente chega a Apple e lança um aparelho multifunção, sem teclas (i-phone), grande e que desbanca todo mundo.

Para fechar: acho que uma literatura básica a ser recomendada para os políticos tradicionais é “Quem Mexeu no meu Queijo?” de Spencer Johnson”.


Rubinho merece

Câmara de Vereadores prestou justa homenagem ao empresário criciumense Rubens Angelotti, presidente da Federação Catarinense Futebol.

A partir de janeiro, quando Eduardo Moreira não for mais governador, Rubinho será a principal autoridade de Criciúma.

Ele assumiu a Federação para cumprir mandato tampão, com a morte de Delfim Peixoto, mas foi eleito por aclamação um ano e meio depois para novo mandato, pela sua retidão e a capacidade de gestão.


Mario perde a Jussara

Mario Lima, o amigo da galera, perdeu a sua Jussara.

Ela era a sua base, a segurança, a retaguarda.

Jussara foi uma grande mulher, mãe maravilhosa, gestora do seu núcleo familiar.

A melhor definição - uma guerreira.

Mario perdeu um pedaço de si. Todos vão sentir a falta da Jussara.

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