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Celesc em Tubarão e outras da coluna

Com a decisão sobre a macrorregional oficializada, reunião será para demonstrar indignação
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 19/02/2019 - 06:53

Assim como já se sabia, a Celesc oficializou Tubarão como sede da macrorregional do Sul, chamada por eles de núcleo. Criciúma ficou como unidade, que no organograma apresentado está na mesma linha do escritório de Laguna.
Tem mais, Criciúma é a única cidade polo do estado que ficou sem o núcleo. Os demais foram para Blumenau, Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Joaçaba, Joinville e Lages. É mais um fato que aumenta a falta de justificativa pela escolha no Sul que não seja a ligação do governador Carlos Moisés (PSL) e do presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, com Tubarão.
Há outros pontos a se observar nessa situação toda. A nova estrutura não traz grandes modificações à Celesc. Se cria uma nova hierarquia dentro da empresa em momento de discurso de enxugamento da máquina pública.
Se vier algum anúncio de investimentos na reunião de hoje, para acalmar os ânimos das lideranças do Sul, não será nada além do que já vinha sendo previsto. Não deve haver nada de novo.
A reunião de hoje cedo não deverá ter o clima amistoso. As lideranças não engoliram a maneira como a Celesc conduziu o processo, sem ouvir o que a região tem para dizer. Esse encontro deveria ter ocorrido ontem. Se aceitou a mudança de data diante da promessa de que nada seria decidido antes. Uma falta de respeito. Não com os prefeitos, com os deputados, com vereadores, mas com as regiões de Criciúma e Araranguá, com toda a população.

Imagem desgastada

O governador Carlos Moisés levou 75% dos votos em Criciúma. Nos demais municípios da região e do Vale do Araranguá não foi muito diferente. Cada um desses votos depositados nas urnas era um pedido de mudança, de estado mais enxuto, de ações que realmente precisam ser tomadas pelo governador. Não se esperava jamais que ações do governo fossem reacender o bairrismo entre as microrregiões do Sul enquanto o mais importante é a união em prol do desenvolvimento. Depois de todas as situações envolvendo a Celesc – que tiveram início com as altas contas sem explicações e terminaram com essa decisão de levar a macro para Tubarão –, e com a Casan – que ainda tem capítulos importantes pela frente e que podem culminar com o rompimento entre Prefeitura de Criciúma e a estatal – o novo governo terá que fazer um bom trabalho para regatar a imagem arranhada por aqui, pelo menos, entre as lideranças.

Duras críticas

Os vereadores de Criciúma não economizaram nas críticas à maneira como foi conduzido o processo de escolha de Tubarão para sediar a macrorregional Sul. Praticamente todos que fizeram uso da tribuna, na sessão de ontem, não economizaram nas palavras e exigiram respeito à população local. Os vereadores também estarão presentes na reunião de hoje em Florianópolis. Ainda foi aprovada uma moção de repúdio à Celesc assinada por diversos parlamentares.

Associações empresariais

Na reunião de hoje também será entregue documento ao presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, assinado pelas associações empresariais da região. Eles se pautam em critérios técnicos como o maior consumo da regional de Criciúma em relação a Tubarão, além dos melhores índices de desempenho nos últimos anos, com uma arrecadação em torno de R$ 700 milhões/ano.

Sem diálogo

Todo o processo foi conduzido sem diálogo. A começar pelo não atendimento as mais de 50 chamadas realizadas na reunião de sexta-feira passada na tentativa de marcar uma agenda com o presidente da Celesc ou com o governador. Um exemplo é que deputados federais, incluindo Daniel Freitas (PSL), encontraram com o presidente da Celesc no aeroporto e ouviram o absurdo de que deveriam cuidar de Brasília.

Fora do Porto

Não bastasse a polêmica com a Celesc, o diretor da Acic, Édio Castanhel, ficou sabendo de forma bem estranha que não era mais conselheiro deliberativo do Porto de Imbituba. Ele foi indicado para o mandato de dois anos no ano passado, entretanto uma nova diretoria e um novo conselho tomaram posse para 2019, sem que houvesse qualquer comunicação. A desconfiança de que algo havia de errado aconteceu quando Castanhel foi retirado do grupo de whatsapp. A Acic enviará um documento à presidência do porto, solicitando uma reunião para esclarecimentos quanto ao assunto.

Saer fica

O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Koerich, tratou de acalmar os ânimos das lideranças do Sul quando o assunto é a cidade/base do Serviço Aeropolicial (Saer). A mudança para Tubarão chegou a ser sondada, mas, na época, não se acreditou que isso seria possível. A preocupação aumentou quando veio a informação da regional da Celesc. Seria mais um absurdo.

A reação do PSDB

O PSDB recebeu com surpresa a decisão de Napoleão Bernardes de desfiliação. O ex-prefeito de Blumenau distribuiu carta aberta, na noite de domingo. Ontem, foi a vez do PSDB distribuir nota. Apenas agradece e diz que se pauta na democracia para aceitar a decisão de Napoleão. Com a saída de Napoleão, as lideranças do Sul, o prefeito Clésio Salvaro, e a deputada federal Geovania de Sá, ganham mais força dentro da sigla. Geovania é a única deputada federal do partido por Santa Catarina. O PSDB saiu enfraquecido das urnas em outubro passado. Napoleão que renunciou ao segundo mandato na Prefeitura de Blumenau com a expectativa de concorrer ao Senado foi colocado como vice na chapa de Mauro Mariani (MDB) e não chegaram nem ao segundo turno. A bancada federal reduziu, assim como a estadual e Paulo Bauer não se reelegeu como senador. Os tucanos precisam passar por um processo de reestruturação para que o estrago não se repita na eleição municipal do ano que vem.

Para o PSD

Napoleão Bernardes já anunciou que ficará um tempo sem partido, porém já há muitas especulações em relação ao seu destino, principalmente, na eleição de 2022. A mais forte especulação o aproxima do PSD, apesar de não haver confirmação nem de um lado nem de outro.

Explicar os decretos

O secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, estará, hoje, às 16h, na Alesc, para explicar os efeitos e o que deve ser feito com os decretos assinados no fim do ano passado e que alteram alíquota do ICMS especialmente sobre produtos da cesta básica. Esse foi um dos principais assuntos nesse início de ano. A solução deve ser o encaminhamento de projeto de lei para o Legislativo. Quando os decretos foram assinados pelo então governador Eduardo Moreira (MDB), Paulo Eli já havia sido indicado para permanecer na Fazenda pelo governador Carlos Moisés. O próprio Moreira afirma que pediu para que Paulo Eli fosse na Alesc esclarecer o fato. 
As entidades da indústria e da agricultura pedem a revogação total dos decretos.

Centro de Inovação

O deputado federal Daniel Freitas (PSL) se comprometeu a intermediar um encontro entre a Associação Empresarial de Criciúma (Acic) com o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Lucas Esmeraldino. O objetivo é conhecer a real intenção do Governo do Estado em relação ao Centro de Inovação de Criciúma. Por enquanto, não há nenhuma manifestação específica sobre a unidade de Criciúma que está entre as quatro que ainda não tiveram as obras iniciadas. O projeto foi lançado em 2011.

Presidente

A Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) elegeu o prefeito de Braço do Norte, Beto Kuerten (PSD), como presidente para esse ano. A eleição ocorreu ontem. Na Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha (PSDB) é o presidente. Foi eleito em janeiro. A Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) deve eleger o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), em março.

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