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Aumentos fizeram a crise, Mota pagou por todos e outras da coluna do hoje

Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 28/05/2018 - 06:40Atualizado em 28/05/2018 - 08:20

No dia 20 de julho de 2017, foi divulgado o seguinte:

"Com dificuldades em recuperar a arrecadação, o governo federal decidiu aumentar tributos para arrecadar R$ 10,4 bilhões e cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol subirá para compensar as dificuldades fiscais, segundo nota conjunta, divulgada há pouco, dos ministérios da Fazenda e do Planejamento”.

Traduzindo - para cobrir furo nas suas contas, o governo fez o mais fácil. Colocou a mão no bolso dos contribuintes. Simplesmente “dobrou" a mordida do Pis e Confins.

A alíquota subiu de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. 

A medida entrou em vigor por meio de decreto publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

No mesmo mês, julho de 2017, a direção da Petrobras mudou a regra para reajuste dos produtos, passando a alterar os preços de forma sucessiva, de acordo com as variações do mercado internacional. Chegou a aumentar 20 vezes em 30 dias o preço do diesel.

Traduzindo de novo - o governo disse usar a política de mercado, mas num caso em que o “cliente” não tem segunda opção, porque não tem concorrente no setor.

Ou seja, o governo se pintou de liberal para pôr a culpa na ideologia de livre mercado.

Nenhuma empresa privada capitalista faria aumentos como esses. Sabe que quebraria a economia e seria a própria morte.

Enfim, estão aí os fatos motivadores do movimento dos caminhoneiros, que parou o país.

Ontem, mais uma reunião entre o governo federal, governo de São Paulo e representantes dos caminhoneiros que não levou ao fim da paralisação.

Pelo wathsap, que é por onde o movimento se comunica, e se organiza, a orientação do “comando" é manter a paralisação pelo menos até terça-feira, dia 29.

O que vai dar nestas horas, ninguém sabe.

O governo Temer não tem autoridade, não tem crédito, está perdido. Os políticos estão acuados. Os estados e município tentam diminuir os prejuízos e manter a ordem. Serão tempos de alta tensão. Ninguém tem ideia de onde estará a luz, e muito menos o fim do túnel.


Consolidado

O movimento dos caminhoneiros não diminuiu nada no finde semana na região. So cresceu. E ganhou apoio. Varias manifestações foram feitas por diferentes segmentos da sociedade. 

A ultima, ontem à tarde a partir do Parque das Nacoes.


Da falta de autoridade

O site O Antagonista, comandado por Diogo Mainardi, registrou ontem:

"Em 1999, 2000 e 2015, houve greve de caminhoneiros no Brasil, mas para Miguel Reale Jr. “o que diferencia as do passado e a de hoje é o risco de anomia presente no ar.

O país virou terra sem lei”.

A saber - anomia é ausência de lei ou de regra, desvio das leis naturais.


A Carta

O governador Eduardo Moreira, MDB, gravou video que foi divulgado no domingo para a imprensa e nas redes sociais, com posição sobre o movimento e providências tomadas pelo estado.

No fim da tarde, fez circular uma “carta aos catarinenses”, onde faz critica direta à política de preços adotada pelo governo federal - “Todos nós brasileiros pagamos a conta de uma política de preços do combustível equivocada e contrária às necessidades da população”.

Moreira escreve ainda que reconhece como legitima a manifestação dos caminhoneiros, trabalhadores responsáveis pelo transporte de tudo o que mantém a sociedade em funcionamento.

Mas, no final, faz apelo pela liberação para reabastecimento dos postos - "Os catarinenses precisam de combustível. Quando falta combustível, falta trabalho, falta emprego, falta salário. Nossas famílias são todas atingidas. Por isso, precisamos da sensibilidade e apoio de todos”.


Falso e verdadeiro

Muitos áudios falsos, ou fakes, foram distribuídos nas redes sociais em torno da greve dos caminhoneiros. Muitos.

Um deles, trazia um audio atribuído ao suplente de deputado Edinho Bez, MDB. Que não é verdadeiro. A voz não é do Edinho.


Falso 2

Outra audio era aparentemente de um manifestante orientando que é preciso “segurar" o movimento até hoje a meia noite, porque o artigo primeiro da Constituição exigiria uma semana para ser possível a intervenção militar. Também não é verdadeiro. Nada a ver.

O artigo primeiro da Constituição não trata nada disso. 

Estabelece que a República Federativa do Brasil constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; e o pluralismo político. Em parágrafo único, completa -  "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição".


Mota pagou sozinho

Quantos políticos teriam o mesmo tratamento que o deputado Manoel Mota, MDB, na manifestação em Jacinto Machado?

Ou, quantos não teriam o mesmo tratamento?

Na manifestação, o outro deputado estadual do vale do Ararangua, José Milton Schefer, PP, também foi citado.

Mas, os políticos todos que fiquem ligados, antenados.

Mota foi expulso porque foi lá. O único que foi.

A reação dos caminhoneiros representa a ira das ruas, e a voz indignada das ruas.


Internado

No ambiente da greve dos caminhoneiros, a região recebe a notícia da internação do prefeito de Orleans, Jorge Koch, MDB, por pneumonia grave.

Prefeito vem fazendo um governo exitoso, jovem ainda, e sua internação inspira cuidados.


Negocio

A direção do hospital São José deve anunciar nas próximas horas negociação da área de sua propriedade, onde hoje opera um estacionamento privado, na rua José Gaidzinski, ao lado do posto de saúde.

Negocio teria sido fechado com três construtoras da região por algo em torno e r$ 15 milhões.

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