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A posse de Carlos Moisés e outras da coluna

Depois da posse, novo governo vai ser detalhado. Eduardo Moreira saiu de cabeça erguida
Adelor Lessa
Por Adelor Lessa 02/01/2019 - 06:54

Interina: Francieli Oliveira

A posse de Carlos Moisés da Silva (PSL) como governador de Santa Catarina foi uma mostra do estilo do novo líder do Governo do Estado. Sem pompas políticas e com homenagem dos colegas militares na saída da Alesc.

Moisés, aos poucos, também começará a intensificar o diálogo com a imprensa. No primeiro momento depois da eleição, se fechou no Centro Administrativo, precisava conhecer a máquina, entender todo o processo. Sua equipe de transição tinha a missão de colocar no papel a reforma administrativa que entendiam necessária para o Estado. Aos poucos, alguns pontos foram aparecendo com a composição do secretariado, mas os detalhes mesmo ficaram para hoje, após a posse.

Em coletiva com a imprensa, Carlos Moisés irá traçar metas, mostrar como vai fazer e onde pretende chegar.

Já deixou claro desde a eleição que focará na infraestrutura e, através dela, entende que poderá melhorar a geração de riquezas, aumentar receita e ter dinheiro para investir em saúde, educação e segurança pública.

Transparência, governo técnico e máquina pública enxuta são os pilares escolhidos para devolver para a população os serviços esperados e com a qualidade esperada.

O que se pode observar até aqui é que o prometido vem sendo cumprindo, pelo menos, no que diz respeito ao secretariado praticamente todo técnico com raras exceções em pastas mais políticas.

O resultado esperado pelo próprio Moisés é o mesmo alcançado pela iniciativa privada catarinense, exemplo em todo o país e no mundo.

Professor Felipe confirmado

O governador Carlos Moisés confirmou que o professor Luiz Felipe Ferreira estará no comando da Controladoria Geral do Estado, criada para fazer o controle de todos os atos do governo com o objetivo de reduzir o custo da máquina e fazer combater a corrupção. Luiz Felipe foi o coordenador da transição.

Modalidade

Para Moisés, há diversas maneiras de combate à corrupção, admite que não é possível o governador ter o controle de tudo. O controle é uma delas, por isso, a Controladoria. A outra é especializar o setor de licitação. O uso de pregão eletrônico deve ser frequente. O governador acredita que mais empresas participam e diminui o risco dos famosos acertos.

Infraestrutura

As estradas catarinenses devem ganhar mais atenção nos próximos meses. A intenção é utilizar os recursos que serão economizados com o enxugamento da máquina pública nas rodovias.

Foco no ensino técnico

O nome do Secretário de Educação foi o último a ser anunciado. O mais difícil de ser escolhido. Tinha divergências dentro do próprio partido de Carlos Moisés. Uma ala do PSL queria alguém mais ligado à ideologia defendida por eles. O governador optou pelo lado mais técnico. Quer diminuir a lacuna que existe entre o ensino médio e o mercado de trabalho, entende que o jovem precisa sair com ensino técnico e preparado para ser absorvido pela indústria. Buscou o criciumense Natalino Uggioni, ex-diretor do Instituto Evaldo Lodi, da Federação da Industria do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Os detalhes foram apresentados por Moisés em breve contato com a imprensa antes da posse.

Pela terra natal

O novo secretário de Educação do Estado, Natalino Uggioni, encontrou-se na Rádio Som Maior, na segunda-feira pela manhã, com o prefeito Jairo Custódio, do Balneário Rincão. Uggioni chegava para uma entrevista e Custódio saía de outra. Uggioni fez rápida vinda a Criciúma para as festas de ano novo com a família, e elencou propostas para a educação que estão em matéria de A Tribuna hoje. Na rápida troca de ideias, o secretário colocou a pasta à disposição do prefeito e demonstrou estar informado sobre a cidade, elogiando a construção do calçadão.

Por dentro

O secretário Uggioni contou que está ciente do pedido de Criciúma, para municipalizar algumas escolas estaduais, e assim que tomar pé da situação se colocará à disposição do prefeito Clésio Salvaro para retomar o tema.

Gildo Volpato

Referiu, ainda, que gostaria de contar com o professor Gildo Volpato na sua equipe. Gildo era secretário adjunto da antecessora, Simone Schramm, mas já havia encaminhado pedido de exoneração antes da indicação de Uggioni. O secretário contou ainda que teve a primeira conversa pessoal com o governador Moisés no dia da indicação, e que somente hoje conhecerá efetivamente a secretaria.

Recado aos deputados

Durante o discurso de posse Carlos Moisés deu um recado claro aos deputados. Vem reafirmando o seu perfil e deve usar a própria vontade popular para fazer pressão na hora da aprovação de projetos que considera importante. Quer evitar, assim, a troca de favores entre o Executivo e o Legislativo. Lembrou que sua eleição foi um recado das urnas e que o povo exige mudança de postura.

Mais diálogo

Leitura de um empresário que conhece bem o meio político é que Carlos Moisés terá que abrir mais o diálogo com os deputados. Que faz bem em escolher um secretariado técnico e não lotear os cargos, mas que não pode confundir política com corrupção. Terá que fazer política para poder governar.

Cobrança

Carlos Moisés também revelou que sua responsabilidade aumenta quando sai às ruas e é reconhecido. Disse que sempre ouve um “eu votei em ti” com aquele tom de cobrança de que não poderá decepcionar.

Só no dia 31

Apesar de parecer tudo encaminhado, o deputado eleito Julio Garcia ainda acha muito cedo para comemorar um acerto. Seu nome é dado como certo para presidir a Assembleia Legislativa a partir de fevereiro. Não deverá haver disputas. Uma reunião no dia 31 de janeiro deverá bater o martelo.

Fevereiro

A posse dos 40 deputados estaduais está marcada para 9h do dia 1º de fevereiro, na Assembleia Legislativa.

Polêmica

O ano terminou com a polêmica da devolução das sobras da Assembleia Legislativa. O presidente Silvio Dreveck (PP) afirma que não houve nenhuma retaliação política ao ex-governador Eduardo Moreira (MDB), que ainda tem compromissos para quitar em janeiro e que depois fará a devolução. Diz ainda que há cerca de R$ 20 milhões em caixa e não R$ 40 milhões. Reafirmou que nos dois anos que esteve na Casa mais de 100 milhões foram devolvidos.

De cabeça erguida

Ex-governador Eduardo Moreira sai de cabeça erguida do Governo do Estado. Cumpriu o que prometeu em fevereiro quando assumiu. Priorizou as áreas da saúde e segurança e colheu resultados. Se consolida novamente como líder dentro do MDB, que deve presidir quando retornar de férias em família, em abril.

Servidor público

A primeira-dama tem bastante convicção de como o marido irá se comportar como governador: com postura de um servidor público, assim como foi de carreira.

Posse em Criciúma

A Câmara de Vereadores de Criciúma já conta com a nova mesa diretora. Miri Dagostin (PP) assumiu, na manhã de terça-feira. Recebeu a presidência das mãos de Julio Colombo (PSB). Tem como principal missão avançar na consolidação da sede própria do Legislativo da cidade.

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