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Voo diário até Campinas: Azul pede ajustes e aeroporto de SC mira acordo em novembro

Companhia pediu ajustes técnicos que ficam prontos na próxima semana. Proposta prevê um voo diário com 70 lugares até Campinas

Por José Demathé Criciúma, SC, 29/10/2026 - 14:04 Atualizado há meio minuto
Azul pediu melhorias na estação meteorológica do Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha | Foto: José Demathé/4oito
Azul pediu melhorias na estação meteorológica do Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha | Foto: José Demathé/4oito

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O Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha, está mais perto de voltar a ter voos comerciais. A Azul, empresa que vem negociando com o aeroporto, pediu melhorias técnicas na estação meteorológica, e a Prefeitura espera fechar o acordo com a companhia até 15 de novembro.

De acordo com a prefeitura, as exigências realizadas pela empresa áerea ficam prontas na próxima semana, e uma comitiva do município deve voltar a São Paulo para “bater o martelo”. O prefeito Neguinho diz que, até a Azul dar uma resposta oficial, a negociação segue só com ela.

“Enquanto a Azul não oficializar o sim ou o não, eu vou ficar negociando com a Azul. O meu compromisso até o presente momento é com ela”, afirmou.

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Da recuperação judicial à reunião com a direção da Azul

A conversa com a companhia começou no início do ano passado, foi interrompida pela recuperação judicial da Azul e travou de novo com a alta dos combustíveis. Há cerca de 20 dias, uma comitiva foi recebida pelo presidente da empresa, pelo vice-diretor de Operações e pela diretora de Malha, a responsável por definir as rotas.

“O único compromisso que o presidente da Azul teve comigo foi nos receber. Mas a forma como a reunião se desenvolveu e os fatos que colocamos mostraram que a região tem capacidade e potencial”, explicou diretor de Relações Institucionais do Aeroporto Diomício Freitas Luiz Carlos Machado.

Pista do Diomício Freitas foi revitalizada e o aeroporto segue recebendo obras | Foto: José Demathé/4oito

Exigências técnicas e homologações

De acordo com Machado, o aeroporto tem pista refeita, terminal em condições e a estação meteorológica mais moderna do Sul do país. As respostas enviadas à Azul tratam de pintura de pátio e posicionamento de aeronaves. 

“As pessoas não têm noção da amplitude que é colocar um voo comercial. Não é só pousar o avião. Depende de homologação, de ANAC, de órgão público, e como você depende de outro, pode ficar pendurado. Graças a Deus essa parte está mais avançada”, disse.

Por que só depois do carnaval

O diretor diz que não é possível cravar prazo, porque o trabalho segue por etapas: agora a técnica, depois a comercial. A sugestão dele é começar a operação depois do carnaval, por causa do perfil de passageiro da região, porém a decisão final cabe à Azul.

“Mesmo que estivesse tudo pronto amanhã, eu não acho interessante começar uma operação no verão. Aqui o passageiro é de negócio, não turístico, e em dezembro e janeiro o negócio baixa”, afirmou.

Prefeito Neguinho quer fechar com a Azul o retorno dos voos comerciais até 15 de novembro | Foto: José Demathé/4oito

Voo diário de 70 lugares até Campinas

A proposta é um voo por dia com ATR-72-600, de 70 lugares, ligando Forquilhinha a Campinas e conectando a malha da Azul, inclusive com destinos internacionais em bilhete único.

Machado recorda que, entre 1998 e 2001, o aeroporto teve quatro voos diários para São Paulo, com cerca de 430 assentos por dia e aviões lotados.

“Hoje a demanda está estourando a capacidade, só que ela está fugindo para Porto Alegre e Florianópolis, porque as pessoas não têm na porta o que precisam. É isso que a gente quer oferecer”, disse.

Impacto para a região

O prefeito Neguinho defende que os voos beneficiam mais que Forquilhinha. Segundo ele, empresários da região apontam a falta de voo comercial como um problema, e a presença de um aeroporto ativo pesa na decisão de quem vai investir. 

“O aeroporto traz investimentos, ele desperta nas pessoas, pela ligação da região com São Paulo, com o Brasil e com o mundo, e isso desperta os investidores”, afirmou.

Proposta prevê um voo diário com ATR-72-600, de 70 lugares, ligando Forquilhinha a Campinas | Foto: José Demathé/4oito

Reunindo Criciúma, Içara, Urussanga, Nova Veneza e Forquilhinha, o diretor calcula de 600 mil a 700 mil pessoas como público consumidor. Criciúma já foi a quarta cidade do estado e hoje seria a oitava, e de acordo com ele ficar sem voo comercial amplia essa perda de posição.

“Não existe nenhuma região no Brasil que se desenvolva sem ter voo comercial. Se Criciúma continuar sem voo comercial, vai ser cada vez mais passada para trás”, disse.

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